TENHA PACIÊNCIA!

Pela Graça de D-us:

Uma das funções mais importantes da reflexão orientada e de acordo com os princípios da Torá é o entendimento da natureza da pessoa e influência do meio na formação do seu caráter. Quanto maior o aprofundamento deste exercício diário de reflexão, maiores as “brechas” nas antigas cascas do caráter que permitirão assim a tão necessária entrada de luz, ou seja, do esclarecimento intelectual e entendimento emocional das forças interiores que motivam cada um a ser como é e que por fim, urgem retificação. Uma das características mais marcantes da personalidade secular não judaica é a falta de paciência no crescimento espiritual. É realmente expressivo o número de pessoas que ficam diante da raríssima oportunidade de se ligar as “Sete Leis de Noé” e suas inúmeras ramificações e transformações necessárias, entretanto assim como se ligam se vão antes do tempo, prematuramente. A falta de paciência, ao contrário do que se pensa, faz parte do ethos idólatra. Ethos é um conjunto de comportamentos engendrados em um grupo e que em tempo vem o define. O ethos secular-idólatra é há milênios muito conhecido: a falta de paciência, um de seus pilares. Veja, a proposta das religiões idólatras predominantes – do engodo da idolatria, é que a salvação do homem é realizada através da “intervenção supernatural”. A crença predominante no ocidente, mesmo para os mais agnósticos, é que subitamente tudo mudará através de alguma intervenção Divina, independente de mérito espiritual verdadeiro para isso. A despeito da teologia predominante no país e mundo ocidental (e como a própria história relata claramente), a salvação do homem não pode ocorrer por meios supernaturais. O ato de redenção é dependente do livre arbítrio do homem, significando um exercício constante de seus esforços para desenvolver as aptidões e talentos com os quais ele foi abençoado. Esforço implica em dominar e refinar sua natureza original que busca vivenciar a realidade estritamente através dos desejos e vontades que irrompem a todo instante. Assim como é aludido: “O homem é como um jumento montês” ( 11:12), cheio de vontades que ora o fazem tornar para a direita, ora para a esquerda. E este não é o caminho de D-us, pois como está escrito: “Seja muito forte e corajoso, para teres o cuidado de fazer conforme toda a Torá que Meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que ajas prudentemente, por onde quer que andares” (Josué 1:7). A infantilidade e perversão da idolatria, a superficialidade do mundo em geral são fortemente reforçadas através da “tese religiosa” corrompida que a redenção do homem pode ocorrer por um ato supernatural. Este antigo e bem conhecido processo de infantilização assim ocorre, pois inculca no homem um papel passivo e anulado. Estas religiões afirmam: “Creiam nisso e naquilo e você será salvo imediatamente!”. O que então sobra para o homem deste modo infantilizado é somente a passividade de esperar e aceitar a “graça” concedida. Entretanto, “salvação”, por assim dizer, requer um processo educacional e o mestre não é D-us somente. O homem precisa cooperar ativamente com D-us para curar a essência quebrada da criação. Sem a ajuda do homem, D-us não restaurará a harmonia perdida do mundo e removerá o homem do abismo da depravação e vulgaridade. E é por esta razão que D-us desceu ao mundo, por assim dizer, e ofereceu Sua lei: para criar um pacto existencial com a humanidade, um mapa vivo para possibilitar a sua redenção progressiva. Contudo, sem a participação ativa do homem no seu próprio processo de redenção (pois apenas espera pela “graça”), ele se torna um ser impaciente, ansioso e débil diante de seus esforços que não o injetam rapidamente com esta graça desejada: ele franze a testa por não receber o seu quinhão imediatamente, como um animal a espera de sua ração. Sem entendimento da beleza e função da disciplina no esforço para crescer de fato, ele se então rebela, pois a graça supernatural não chega. Por fim, ele assume que existe “algo de errado” neste novo caminho. Ele se vai, retornando agora à sua infantilidade arrogante que de fato nunca teve se quer uma oportunidade legítima de ser retificada e que o mantém totalmente prisioneiro de sua escuridão calcada na sua passividade e preguiça. Ele retrocede e nem percebe isso, pois seu foco é somente produto de sua criação idólatra que o convenceu de uma redenção supernatural, sem esforço algum. Portanto, quando pessoas que não pertencem ao Povo e Israel (ou mesmo, judeus assimilados), que são sem base e conhecimento algum sobre as verdades espirituais e ainda sim recebem e até reconhecem um chamado da voz de D-us para se ligarem a Torá, é então vital entender que a impaciência que virá no decorrer deste processo transformador é uma “casca” antiga, uma auto-ilusão que apenas testa a resolução da pessoa de ser de fato redimida. Ela age como o perigoso falso profeta. E sobre este inimigo da Torá (que abunda no mundo), está escrito: “Se um profeta se levantar no meio de ti, ou sonhador, e te der um sinal do céu ou um milagre da terra, e realizar‑se o sinal ou o milagre de que te falou, e te disser: ‘Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo‑los!’ – não obedecerás às palavras daquele profeta ou daquele sonhador; porque o Eterno, vosso D‑us, vos está testando para saber se amais o Eterno, vosso D‑us, com todo vosso coração e com toda a vossa alma” (Deuteronômio 13:2-4). A falta de paciência é o falso profeta interior que busca a atenção de sua consciência para que “ele” seja sim seguido e leve a pessoa ao retrocesso total. E se a pessoa passa o teste, pois aprendeu a ter paciência, abnegação e disciplina e acima de tudo, a graça constante de servi-Lo será a sua redenção.

Rabino Avraham

28 opiniões sobre “TENHA PACIÊNCIA!

  1. Bom dia Rabino Avraham e á todos os membros da Retidão Noética.

    Nunca fui tão tocado num texto como fui com esse agora. Posso dizer que estou vivenciando cada palavra dele, na prática, pois nós não judeus crescemos com essa ” teologia do imediatismo “, que somente ao levantarmos as mãos ou fizermos algum tipo de oferenda, D-us nos livre, seremos outro ser e com outra vida. Essa frase, “O homem é como um jumento montês” (Jó 11:12), cheio de vontades que ora o fazem tornar para a direita, ora para a esquerda. Resumi como o homem sem D-us e Sua Torá vive e conduz sua vida.

    Tudo de bom.

    Rafael Villas Boas

  2. Shalom Rabino Avraham,boa tarde comunidade
    Quem nasceu naquele deserto que é o nordeste,tempos atrás onde está arraigado o imediatismo de nascença uma vez que a vida se vai muito rápido,nos queremos viver o “momento”.Meus pais faleceram jovens com 54 anos(meu pai) e 52 anos (mãe),que Hashem os tenha.Esta precocidade da morte sedimentou uma personalidade imediatista.Nosso mestre tocou um assunto que envolve nossa personalidade que devemos corrigir,e por isso todos ensinamentos aqui colocados pelo SR Rav Avrahma são de suma importância.Obrigado Rabino mais uma vez.Tudo de bom Francisco.

  3. Shalom Estimado Rabino Avraham,

    Gostaria de agradecer por mais um texto aula profundo e muito precioso.
    Rabino o nosso mundo hoje quase tudo poder ser resolvido com alguns cliques no
    mouse do computador,é o querer sendo satisfeito quase que imediatamente.
    Porém como o senhor tão sabiamente explicou não existe “satisfação instantânea”
    “salvação instantânea” “entendimento instantâneo ” no caminho do crescimento
    espiritual.
    No nosso meio a maioria considera paciência como uma espera ou tolerância
    passiva,sendo muitas vezes confundida com adiamento,demora,etc.
    O senhor tem ensinado que a paciência também precisa ser aprendida e
    praticada,já que este processo por qual estamos passando não depende unicamente
    de vontades e desejos e sim de etapas como num crescimento físico,resumindo vai
    ser um trabalho árduo para uma vida toda,se D’us quiser.
    Saber ser paciente revela de fato nossa fé em que so Hashem sabe qual o melhor
    tempo para tudo.O senhor também tem nos encorajado muito explicando que as
    provações e obstáculos são ótimos exercícios para desenvolvermos a paciência,fé
    e determinação.
    Rabino mais uma vez muito obrigada pela aula linda sempre escrita no momento que
    mais precisamos e por nos ensinar que para crescer de acordo com as leis Divinas
    necessitamos também de paciência.
    Tudo de Bom
    Muito grata
    Rute

  4. Boa Tarde Sr Rabino Avraham realmente a paciência deve ser praticada no dia dia, pois vemos o caso de Adam como o Sr Rabino certa vez comentou que talvez se ele estivesse esperado o Shabat, Hashem teria dado a ele o fruto da árvore da vida. Assim também como Rei David que sua impaciência levou ao pecado a respeito de Betseba, mas aqui são exemplos de homens que estavam proximos de Hashem, agora no que diz respeito a idolatria que continua a abundar de forma gigantesca para a grande maioria das pessoas é facil aceitar que um dia, com uma intervenção acontecer que a salvação está certa pois o indivíduo acreditou em seu ídolo e não se retificou não buscou praticar, conhecer, de fato suar a sua vestimenta em busca do Abençoado Sagrado Seja Ele Hashem acham que serão salvos por aceitar o julgo do jumento môntes.
    Jefferson William

    • Não é necessário citar Adam (ainda que a sua “impaciência” seja um assunto correto , ao menos em algumas opiniões) e o Rei David, para algo contemporâneo e evidente em qualquer lugar. Você quer elaborar demais, quando a ideia é ser direto e simples. A chance de errar com assuntos assim é que cada erro implica em ligação com a klipah. Portanto, é sempre melhor ser mais simples e claro.

      Mas a intenção foi bem compreendida e está correta,
      Rabino Avraham

  5. Estimado Sr Rabino,

    Boa noite.
    Depois de ler este post vieram à minha mente decisões da minha vida .Quase todas elas movidas pela impaciência e sinto-as rebeldes.Quando me julguei independente e que podia assumir destemidamente as decisões que tomava “embriagado” pela força da juventude, a impaciência para o “mundo secularista” é considerada virtuosa,e está também o ingrediente inflamante: o orgulho.D’us me perdoe mas minha mente negava-O porque a providência se confundia com a Graça.Isso era para gente “fraca”.
    O post que o Sr Rabino aqui nos trouxe faz-me agora ,que sou Bnei Nôach perceber nas dimensões que a minha limitada mente consegue percorrer a que o desejo da independência de D’us nos conduz. Perdoe-me Sr Rabino, imploro pela vossa paciência porque eu me me encontrei com o Sr Rabino há muito poucos dias neste estado “A falta de paciência é o falso profeta interior que busca a atenção de sua consciência para que “ele” seja sim seguido e leve a pessoa ao retrocesso total.”(1) Sendo o Sr Rabino o “Jardineiro” como exemplificava na pretérita audio-visionada aula predispondo-me eu, em humildade, a ser um vaso recipiente tornará real e concreto o restante paragrafo, serei redimido, que D’us permita “E se a pessoa passa o teste, pois aprendeu a ter paciência, abnegação e desinclina e acima de tudo, a graça constante de servi-Lo será a sua redenção.”(2)

    Respeitosamente
    Tudo de Bom
    José Carlos

    (1) e (2) Rabino Avraham,Retidão Noética, Tenha Paciência, 02/07/2012.

    • Pela Graça de D-us:

      ================= TODOS DEVEM LER ESTA RESPOSTA =================
      Sua reflexão é vital para sua redenção. Agora, ainda que pensar certo seja importante, agir certo e de modo contínuo neste caminho fará a diferença real. Isso só o tempo dirá. Digo isso, pois não foram poucos as pessoas que passaram por “aqui” e que se inflaram de grandes intenções e palavas maravilhosas e aparente resolução para a abnegação etc. O problema é que, tolos em sua auto-conhecimento, muito subestimaram o árduo trabalho que eu mostro sempre da “implosão do ego”. O que ocorre é que uma nova strata, como uma “casca” da personalidade, se desenvolveu (para estes e aqueles tantos) no contato comigo, assim como um ator busca verdadeiramente atuar na obra teatral com o melhor de si (e inclusive vive o papel de modo a até crer nele psicologicamente). E aqui jaz o erro fundamental: uma vida reta e digna não é um “papel”, por melhor que ele seja. E qunado isso ocorre, tem nome: “hipocrisia religiosa”, um sintoma mundial que surge cada vez mais em absolutamente todas as religiões do mundo. Todo papel religioso desprovido de verdadeira retificação do caráter é hipócrita, sem exceção e mesmo se preenchido de ótimas intenções. Portanto, a lição da paciência (que não está sendo dirigida especificamente a você José, apenas estou aproveitando o ensejo para escrever mais um pouco para que TODOS aqui me ouçam) é que sem a paciência não existe suficiente aprofundamento na psique para que seja então expurgada e retificada as sombras subconscientes que assolam a pessoa e a induzem às ilusões egocêntricas. É preciso ser paciente, equilibrado e focado. E aí sim, as boas intenções servirão de motor para um caminho maduro. O escrito de hoje sobre a paciência tem na verdade incontáveis dimensões que poderão ser percebidas se vocês todos meditarem sobre o texto e entenderem a minha orientação sobre seu valor muito profundo. Recomendo pensar muito nisso, pois o mundo como conhecemos é anti-paciência ao extremo. Portanto, mesmo vislumbrar uma realidade aonde a paciência é a chave usada na prática para a introspecção e retificação, já é um ato “ousado” de rebeldia contra os impiedosos falsos profetas. E que seja assim, se D-us quiser.

      Rabino Avraham

  6. Estimado Sr Rabino,
    Muito agradeço a resposta do Sr Rabino.
    Desde que faleceu minha mãe,que D’us a tenha no Seu conforto,perdi também a única pessoa que orava por mim todos os dias.Como é poderosa a reza de uma mãe por um filho! Como a vida mudou depois da perca.
    Depois, procurei saber algo acerca de HaShém. Porque tendo uma educação doméstica (familiar)”Marrana” e estudado em colégio católico numa sociedade idólatra a “formatação” é severa. Fui ouvindo e lendo acerca do povo Judeu. Mas as oportunidades não surgiram.Graças a D’us encontrei o Sr Rabino Avraham.
    O Sr Rabino é um Mestre. Tem dons e autoridade que a sua elevação outorga.Rogo a D’us uma mente humilde e focada como teve o Profeta Eliseu no Profeta Elias.Toda a vida é um percurso,sinto muitas vezes lutas que são induzidas.Contudo e é verdade permanecerei escutando,lendo e estudando a obra do Sr Rabino Avraham.Porque Quem me dirigiu ao Sr Rabino é Quem decreta e tudo cria.É muito séria e de responsabilidade estar aqui.Não estou ,por estar convencido,ou mesmo pelo que os meus colegas escrevem.
    A metodologia ou pedagogia que o Sr Rabino preconiza “quebra correntes” ou por outras palavras do Sr Rabino “implosão do ego”.
    Abençoado seja sempre o Sr Rabino e sua família, que o conforte em estabilidade.
    Respeitosamente.
    Tudo de Bom.
    José Carlos

    • Não acredito que sua mente seja nem remotamente tão humilde e nem tão focada como o Profeta Eliseu e nem eu posso ser comparado de forma alguma como o Profeta Elias.

      Menos José. Menos é mais.
      Rabino Avraham

  7. Estimado Sr Rabino,
    Perdoe-me ,não foi minha intenção comparar-me a um Profeta.
    Sei que sou um aluno “Bnei Nôach” e por Graça de D’us.
    Respeitosamente,
    Tudo de Bom.
    José Carlos

  8. Shalom Rabino Avraham e amigos

    Sábias e abençoadas palavras Rav, mais um relevante shiur.
    O mundo atual se revela cada vez mais anti-D-us, anti-paciência, exemplos não nos falta.
    O mundo de ilusões fomenta a preguiça,redenção supernatural e sem esforço algum. Quando nos deparamos com algo que requer um minimo de esforço, geralmente sentimos o desejo de desistir, ficando impacientes pois nosso entendimento é muito baixo… querendo entender tudo como algo acadêmico. Este não é o correto.

    É preciso reconhecer o quanto a falta de paciência nos afeta em todos os sentidos, principalmente no crescimento espiritual. Que Hashém nos ajude a fomentar a paciência e que nosso livre arbítrio subjugue os falsos profetas.

    Obrigada Rabino por revelar os males que a impaciência pode gerar na vida do homem.
    Louvado seja Eterno por capacitar o Rav com tanta paciência.
    Shalom e tudo de bom.
    Patrícia.

  9. Shalom Rabino Avraham! Ter paciencia, saber esperar, ter coragem de se olhar de verdade e se indagar e esperar a resposta, pois a maioiria de nossas atitudes são superficiais, não observamos nada com o real desejo de desvendar o que esta oculto, tudo tem que ser muito rápido, queremos respostas e contato com Hashem, nos primeros movimentos que damos em Sua direção.
    Como o Sr. diz.
    “E é por esta razão que D-us desceu ao mundo, por assim dizer, e ofereceu Sua lei: para criar um pacto existencial com a humanidade, um mapa vivo para possibilitar a sua redenção progressiva.”
    Sua redenção progressiva, e não imediata, instantanea, é algo que se busca com atitudes, com mudanças sólidas e reais, D-us em Sua grande misericordia desceu ao mundo para nos dar um mapa, e nos agraciou tambem com um orientador, alguem que alem de nos mostrar o caminho nos orienta como chegar lá, obrigado Rav.

    Alessandro

  10. Um reflexo do que o Sr diz em seu texto sobre a falta de paciência do homem é muito perceptível em nossa sociedade secular afinal nunca o mundo foi tão imediatista. As pessoas casam-se e se separam com uma velocidade assustadora, trocam de empregos e amizades em questão de meses, abandonam seus planos e sonhos com uma facilidade de cortar o coração, e tudo isso pela falta de: paciência, humildade e esforço, preceitos que são fundamentais para todo aquele que deseja crescer e seguir no único e perfeito guia da vida, a santa Torá.
    “É preciso ser paciente, equilibrado e focado. E aí sim, as boas intenções servirão de motor para um caminho maduro.” Que Hashem me permita assim ser.

    Saudaçoes

    Thiago

  11. Shalom Rabino Avraham, caros colegas boa noite, depois de minha ultima participação no Twistter!
    Sinceramente estou pasmo sem palavras.. Preciso meditar sobre tudo.

    Obrigado.
    Edson Bertoldo

  12. Caro Rabino Avraham e amigos(as) do Retidão Noética,

    Por diversas vezes não notei o meio influenciar a minha vida. E a interatividade com qualquer pessoa ficava prejudicada. Graças a misericórdia e bondade Divinas encontrei o Rabino Avraham e os Noéticos daqui.

    Já pensava com uma certa frequência em meus comportamentos frente ao mundo, mas não como agora. Não quero mais externar julgamentos, não preciso viver a julgar em meu coração. E este está sendo o desafio, principalmente depois do tuíte do Rav.

    Não adianta declarar a “condenação”, pois isso não é bom. É preferível contar nossas experiências, sermos genorosos em reconhecer diante do outro as nossas dificuldades – desde que ela esteja aberta a isso.

    Todos nós precisamos nos retificar diariamente e a paciência deve sempre estar presente. Não podemos abandonar ou pensar em abandonar esta ligação com as 7 Leis de Noé através do Rabino Avraham.

    Tudo de bom,

    Marcel Patriota.

  13. Shalom Senhor Rabino Avraham e caros colegas,
    Muito obrigado por mais essas palavras tão importantes, a algum tempo atrás posso dizer que era uma pessoa sem paciência e agora tenho a verdadeira consciência de quão grave é isso. Tenho sempre em meus pedidos a Hashem mais paciência em minha vida, tenho meditado muito e consegui ser mais paciente que no passado, mas mesmo assim preciso melhorar.
    “O homem é como um jumento montês” (Jó 11:12), cheio de vontades que ora o fazem tornar para a direita, ora para a esquerda.
    Senhor Rabino Avraham, vejo pessoas ao meu redor (familiares) nessa situação, como jumentos, sem paciência e acreditam em tudo que falam para eles que é bom, a idolatria é tamanha que sempre que surge alguma conversa acabo triste, pois vejo a ignorância das pessoas e a cegueira, além disso não fazem questão de saber a verdade e debocham de algo verdadeiro quando falamos.
    Hoje com um pouco mais de conhecimento fico triste com as coisas que ouço e que vejo dentro da família, dói no coração.
    Muito obrigado pela oportunidade de aprender a verdade, que Hashem o abençoe grandemente!

    Fabiana Mendes

    • Shalom Rav e colegas,

      Hj estudava essa aula e vi meu passado exposto na aula em diversos momentos. Gracas a D-us apos muitos caminhos errados e decepcionantes finalmente encontrei a verdade na simplicidade e coracao da Torá. Entendo que meu amadurecimeto e retificacao sera proporcional ao meu esforco e não atraves de “magias supernaturais”, frases soltas, vãs repetições e muito menos idolatria. Graças a D-us entendo que tudo que eu considerei algum dia como certo na verdade estava me afastando ainda mais de Hashem e a Sua simplicidade. Agora entendo que tenho que ser paciente e me esforcar no meu processo de redenção.

      Espero conseguir continuar evoluindo dia a dia, em cada ato e pensamento com a ajuda de D-us.
      Obrigado por esses ensinamentos
      Atenciosamente
      Thiago

  14. Boa noite Rabino Avraham.

    Essa aula tem um impacto profundo em nossas vidas, pelo fato de sermos “educados” em uma cultura totalmente as avessas aos ensinamnetos da Torá, apresemos que basta uma ilusão boba e tola em uma crença cega, sem nem um esforço ou mudança de caráter, nos leva a uma rápida solução de nosso problemas, puro engano. Hoje estamos aprendendo que depende muito de um refinamento, de uma elevação do grau zero, temos voltarmos a sermos criança, e aprendermos tudo da forma correta, com o coração aberto para as coisas da Torá, sempre com humildade e sinceridade, deixando para traz toda e qualquer forma de idolatria. Somente com esforço podemos realmente aprender, o mais importante é sermos pacientes, pois a retidão requer uma vida toda de retificação do caráter, um esforço constante e diário, nunca desistir nunca relaxar, e ter paciência porque o caminho da retidão requer um aperfeiçoamento constante se D-us quiser,

    Muito obrigado caro Rabino Avraham

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