ECOLOGIA NOÉTICA

Shalom Sr. Rav Avraham e amigos

Pela Graça de D-us,

Peço licença aos amigos para compartilhar meu entendimento sobre o shiur desta semana: Ecologia Noetica.

Sr. Rav Avraham discute um assunto muito importante, que merece muita atenção, pois esse shiur traz conceitos importantes, dos quais, expande o nosso entendimento para compreender em nível profundo, a responsabilidade dos Bnei Nôach com a Ecologia.

De acordo com Bereshit 2:15 que diz: “…colocou no jardim do Éden para cuidar e guardar…”. Podemos observar que desde o inicio da criação, D-us colocou diante do homem a responsabilidade de preservar sua criação, e o interessante disso, é que D-us não conferiu ao homem o direito de abusar da terra e de seus recursos naturais. Esse trecho esclarece muito bem a harmonia que devemos ter com a natureza.

O Sr. Rav Avraham nos explica, de acordo com um trecho do seu livro (cuidado! Sua alma pode está em perigo, pag. 218), que o homem perdeu o devekut, devido à convivência na cidade, representando um grau de alienação espiritual. De fato, a cidade apresenta diversas coisas que faz com que o homem perca a responsabilidade que foi dada a ele, principalmente no que se refere à preservação da natureza. O Sr. Rav Avraham nos ensinou no shiur (cabalá e meditação para as nações 3) que D-us está presente na natureza, Ele está oculto, e que Um de Seus Nomes chamado Elokim, que na Guematria é Há Teva (Natureza). Portanto, esse conceito nos mostra que a Natureza é a força coletiva que afeta toda a realidade, e essa realidade é D-us, e como é trazido na cabalá, D-us é a natureza. Entendo que estar em equilíbrio com a natureza é estar em equilíbrio com D-us. Então preservar ecologicamente a natureza é manter as leis da natureza. Se não preservo Ecologicamente a natureza, certamente não terei como me conectar a Hashem que permeia toda a realidade.

Sr. Rav Avraham traz uma narrativa do Tamulde, tratado de Sanhedrin, muito interessante, que mostra o cuidado que Nôach teve para prover alimento para cada espécie, conforme a necessidade de cada uma, além de outros cuidados que exigiram de Nôach muita sabedoria. Essa narrativa traz um conceito arquétipo importante, das experiências trazidas pelos patriarcas, Avraham, Isaac e Jacob que é um reflexo para Povo de Israel. Nôach nos ensina que devemos ter cuidado com a vida dos animais, e o meio para sua sobrevivência. Esse zelo de Nôach faz com que compreendemos de forma mais profunda, a mitsvot noética sobre Êiver min hachái (proibição de comer parte ou todo de um animal que está ainda vivo). Sr. Rav Avraham explica que essa mitsvá proíbe mal tratar um animal em todas as formas. Isso me faz refletir sobre a destruição ecológica que vem ocorrendo no mundo, marcada pela caça de animais de diferentes espécies, levando a extinção de centenas de animais, o que provoca um grande desequilíbrio no meio ambiente.

O Sr. Rav Avraham fala que D-us expeciona todas as criaturas e que existe punição para aqueles que praticam crueldades com a natureza. De acordo com a história do grande Mestre Arizal, podemos perceber, de fato, que nada passa despercebido aos olhos de D-us. A Torá traz muitos conceitos de preservação e zelo pelo meio Ecológico de modo geral, e todas com advertência ambiental simbólica cuja mensagem é: “respeite a integridade da natureza” Não ultrapasse os limites. Pois cada forma de vida tem seu papel a desempenhar na complexa ecologia da terra, promovendo o equilíbrio na natureza.

Como é explicado pelo Sr. Rav Avraham, todo descaso com a Ecologia, é uma corrupção do mundo, e a pessoa que destrói a natureza, ela é considerada um “bal tashchit”, expressão negativa que descreve o tipo de pessoa que desperdiça qualquer coisa útil, como comida, dinheiro, roupa, desrespeita a natureza. Uma pessoa que apresenta esse comportamento antiecológico, não possui responsabilidade com o meio ambiente; não mede as consequências de suas ações negativas no meio ambiente, o que a torna desconectada de D-us. Por isso devemos ter o cuidado de não corromper a criação, pois a sabedoria divina que cria toda a existência se estende a toda criação.

Outro aspecto importante trazido pelo Sr. Rav Avraham é que devemos viver e confiar na Providência Divina.  A pessoa que tem fé em D-us, ela é ecológica, e nunca será um “bal tashchit” em qualquer nível. Ela compreende que Hashem cuida de toda sua criação, ela compreende a nível profundo, que toda criatura está essencialmente ligada com todas as outras criaturas, e que compartilhamos um destino coletivo. Por isso penso que a nossa atitude mais fundamental deve ser de amor pela criação e não de agressão, pois como diz o Sr. Rav: “Tudo é para o bem”. O drama da humanidade é ter perdido a capacidade de sensibilidade pela natureza, o que leva a perda daquilo que se poderia chamar de uma ética ecológica.

O Sr. Rav Avraham encerra esse shiur nos deixando vários insights importantes, que desperta em nós, cada vez mais, a sensibilidade de um Tsadic que é de “oferecimento” e não de “impulsividade”. É agir de maneira responsável e compassiva com o meio ambiente, nem destruir a toa e nem desperdiçar recursos desnecessariamente.

Agradeço ao Sr. Rav Avraham por esta oportunidade de nos ensinar conceitos tão importantes sobre Ecologia e também mostrar a responsabilidade que devemos ter na preservação do meio ambiente, que é fundamental e obrigatório. D-us Abençoe.

Peço desculpa por erros cometidos.

Tudo de Bom

Raquel

NOVAMENTE UM BOM RESUMO DO SHIUR, MAS COMO TENHO DITO, É IMPORTANTE REVELAR O IMPACTO DOS ASSUNTOS EM VOCÊ PARA ASSIM EVITAR O ACADEMISMO. RAB. AVRAHAM

7 opiniões sobre “ECOLOGIA NOÉTICA

  1. Shalom Sr. Rabino Avraham Chachamovits e colegas.

    Gostaria de juntar-me ao comentário da colega Raquel, referente a esta magnífica aula do Mestre Avraham “Ecologia Noética”, e com o devido pedido de permissão a todos, quero dizer que a cada dia passo a ter, e desejo assim aumentar, um pouco mais minha consciência com relação a Verdade ensinada pelo Mestre Avraham, quando este nos diz que: “Tudo está na Torá, todos os níveis da realidade, todos aspectos finitos e infinitos estão na Torá, é preciso saber encontrá-los”. Algo profundo e Santo, como Santa é a Torá.
    Nesse sentido, considerando a referência feita pelo Sr. Rabino na passagem que relata quanto a saída de Caim do Gan Eden, na qual este passou a fundar cidades, afastando-se da natureza, portanto, afastando-se cada vez mais de D’us, o que pode ser entendido pela própria explicação do Sr. Rabino, quando diz que Ele está presente e oculto na natureza, o que é trazido à luz pelas técnicas de guematriot, no fundamento de que um dos Nomes de D’us é Elokim, o qual tem a mesma guemátria de HaTeva (i.e. A natureza). O arquétipo da Caim, devidamente explicado nesta passagem pelo Sr. Rabino, é a explicação do ainda maior afastamento de D’us pelo homem que vive na cidade, onde podemos ver um elevado grau de perversidade em comparação ao homem que vive no “campo”, querendo dizer mais próximo a natureza.
    Por outro “lado”, podemos ver benevolência de D’us, pois podemos nos aproximar de Dele, quando nos aproximamos da natureza, o que nos é possibilitado pelo cumprimento das mitzvót noéticas, sempre considerando o seu mais amplo sentido, querendo dizer as Sete Leis e suas ramificações. E nesta aula vemos as implicações destas ramificações de uma forma muito ampla e sempre inesgotável.

    Esta aula me toca profundamente, embora registre-se, invariavelmente todas me toquem, e nem poderia ser diferente, pois o Sr. Rabino nos fala de assuntos Santos, mas esta pelo fato em particular de que o assunto aborda a ação não retificada do homem usando a natureza de forma egoísta e destruidora, contrária às ações de um verdadeiro noético. Muitas destas ações poderiam ser exemplificadas, destruição da natureza é o que não falta, mas a pergunta é, o que fazer ou que tenho feito para cumprir minha parte como alguém que busca ser reconhecido como noético? Algumas ações minhas vejo na minha prática diária, outras nem tanto, aquelas nas quais haveria a necessidade de um “enfrentamento” maior, dizer a alguém “você não deve fazer isso”, na busca de demovê-la da prática de atos que podemos chamar até mesmo de bárbaros. Neste caso o que resta para mim? não estaria minha fé tão diminuta que penso esta pessoa não poder ser tocada e assim mudar?

    Diante disso, que penso que é fundamental e importantíssimo refletirmos a respeito, mas sobre tudo agirmos, pois como nos ensina o Sr. Rabino, citando Pirkê Avót 1:17, “O principal não é a fala, mas ações retas”.
    Mais uma vez peço ao Sr. Rabino e colegas desculpas pelos equívocos cometidos, agradeço a oportunidade de poder participar e espero ter contribuído de alguma forma, mesmo com tantas limitações.

    Bendito seja o Eterno, D’us de Israel, para todo sempre! Amém!

    Tudo de Bom.
    Nilton

  2. Pela Graça de D’us:

    Caro Rabino Avraham, e a todos da comunidade.

    Gostaria de descrever aqui a definição sobre o Tema :A Ecologia é a ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição. As interações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente.

    Muito escutamos falar sobre sustentabilidade, preservação ambiental, responsabilidade social e outros termos atuais. A preocupação com a degradação do meio ambiente e preocupante, pois toda a ação do homem interfere diretamente no meio em que se vive causando com isso em muitos casos e impactos irreversíveis.
    Mas como bem salienta o Rabino Avraham Chachamovits,tema realmente atual, mais que de verdade e dos mais antigos, pois na Torá no livro de Gênesis 2:15 ” E tomou o Senhor D’us o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar e o guardar” já´existe aqui uma instrução de harmonia com a natureza, existe outras citações, mas essa no inicio da criação e fundamental. E explorado a mitsvá (“mandamento”) da proibição de Êiver min hachái (“comer parte ou todo de um animal que está ainda vivo”) e as suas derivações com a Ecologia, ou seja o mal trato com os animais e suas consequências no mundo físico/espiritual.

    Aprendemos também que Nôach representa a humanidade e ele cuida com respeito e dignidade do meio ambiente e os seres vivos, do mesmo modo que a Providência Divina cuida da humanidade e de fato, de toda a criação. Cremos que a responsabilidade dele foi muito grande de cuidar, zelar e sustentar todos os animais que estavam na arca. História lindas sobre o Arizal e o Talmude são trazidas aqui… O impacto da vida urbana na vida espiritual. Voltar as raízes e fazer um resgate e assunto vital para qualquer individuo que acredita em D’us e quer estar alinhado a ele. Toda Obra Oral e escrita e por inspiração Divina.

    Precisamos sempre agradecer a D’us por ter colocado o Rabino Avraham aqui no nosso país, pois através do estudo da Torá e de seus ensinamentos podemos crescer e se elevar e ser retificado neste mundo, aguardando a chegada do único e verdadeiro messias e que seja em breve em nossos dias, Amém e Amém.

    Carlos Martins

  3. Shalom Sr. Rabino Avraham e amigos, bom dia.

    Pela Graça de D-us,

    Peço licença para postar um breve comentário sobre a aula: Ecologia Noética.

    O Sr. Rabino Avraham nos fala que o assunto no qual ele nomeou Ecologia Noética, já se apresenta no inicio da Torá em Gênesis 2.15 onde está escrito que HaShem colocou o homem no jardim do Éden para o cultivar e guardar. Então logo no inicio da Torá existe uma instrução de harmonia com a natureza.
    Em seguida o Sr. Rabino traz algo que está em seu livro: “Cuidado! Sua alma pode estar em perigo” (pg. 218). Onde diz que Caim foi para o lado oriental oposto a Kadmon (expressão em aramaico que significa: “O Antigo” se referindo a D-us). Caim que representa o arquétipo do mal foi para o lado oriental e ali edificou cidades.
    Neste ponto o Sr. Rabino comenta que a vivencia na cidade é algo distante do ideal para se ter conexão com Hashem, representando um grau de alienação espiritual, a cidade é uma muralha que diminui a conexão da pessoa com D-us. Esse comentário do Sr. Rabino me fez pensar na minha rotina diária: trânsito, correria pra conseguir dar conta de tudo e muitas vezes ao chegar em casa e tentar se concentrar nos assuntos de Torá através das orientações que temos recebido aqui, ainda vem as dificuldades, os carros que passam na rua com o volume do som muito alto etc., etc.
    Prosseguindo o Sr. Rabino Avraham nos diz que o distanciamento do homem para as cidades causado inicialmente por Caim é algo anti-natural, desse modo, a questão ecológica que deveria ser algo natural tornou-se um problema na medida em que o homem parou de cultivar e guardar o jardim como está no Gênesis 2.15 e em sua grande maioria se enfurnaram em cidades e distanciaram-se de D-us, daí a importância deste assunto, pois é necessário voltar as raízes e se alinhar a vontade de D-us.
    O Sr. Rabino nos conta uma história que está no Talmud, no tratado de Sanhedrin onde Shem filho de Nôach conta a Eliézer servo de Avraham as dificuldades enfrentadas na arca e como eles trabalharam a fim de alimentar e prover as necessidades de cada espécie. Essa história é muito tocante no que diz respeito a nossa responsabilidade e cuidado com a natureza.

    Eu quero agradecer ao Sr. Rabino avraham, pois essas aulas tem me tornado uma pessoa mais digna, confesso que antes de começar a estudar com o Sr. Eu não era tão ligado as questões da natureza, hoje tem um jardim na minha casa e eu tenho muito prazer em cuidar dele.

    Peço desculpas pelos meus erros de entendimento.

    Grato,

    Carlos

    VOCÊS TODOS SÃO AS FLORES DO MEU JARDIM. RAB. AVRAHAM

  4. Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Solicito a permissão para traçar algumas linhas sobre a aula “Ecologia Noética”. De antemão, peço escusar pelo pequeno nível de entendimento e erros de interpretação cometidos, mas escrevo de coração para tentar contribuir com o grupo.

    Primeiramente, antes de falar sobre a aula gostaria de expressar que quando comecei ouvir, algo chamou a atenção, a saudação do Sr. Rabino Avraham, algo dito em praticamente todas as aulas, mas que agora soou “diferente” : Shalom! O Mestre nos trouxe por diversas vezes a ideia de esse ser um dos nomes de D-us, traduzido como Paz! A associação que veio foi: ” andar em paz com Hashem”. É como que fosse uma benção! Ou ” ande com D-us” ,” em Seus caminhos” Desculpem se isso talvez pareça trivial, mas foi algo que me tocou nestes minutos iniciais da aula.

    A aula começa com uma introdução do Sr. Rabino falando em relação ao uso da frase em hebráico trazida em suas obras escritas, B’SD, traduzido como: “pela Providência Divina”! Aqui fiquei pensando: sim, o Sr. Rabino tem razão, quantas vezes vemos algo e não percebemos a profundidade daquilo, mas ainda pior, sequer perguntamos! Como sempre me senti muito superficial em tudo, vivendo apenas na superfície das coisas.

    Seguindo, o Mestre traz o versículo do Gênesis 2:15, onde está escrito que o homem foi colocado no Jardim do Éden para guardá-lo e cultivá-lo. Sendo essa a primeira expressão de que deve haver um relação de harmonia entre o homem e a Natureza. Querendo dizer que o homem é um jardineiro, como tal, sua vida deveria ser simples e alinhada com a Natureza; Algo que foi totalmente mudado, representado pelo arquétipo de Caim, que ao ser expulso do Éden foi em direção ao oriente e estabelece cidades. Aqui peço permissão para inferir algo, ao ouvir esse trecho da aula, fiquei pensando: não poderíamos entender o corpo do homem como um jardim também? No sentido de que o verdadeiro homem é a sua alma, e ela ganha um jardim que é o corpo para guardar e cultivar ( retificar)? Criar cidades,não poderiam representar as nossas paixões pelos prazeres do corpo? Caim, arquétipo do mal, como nos traz o Sr. Rabino, o “outro lado” que tenta nos manter presos ao corpo (materialidade não retificada), ou aos comportamentos não retificados que trazem a falta de cuidado com o jardim? Tudo isso em um plano microscópico dentro da Criação.

    Segue o Sr. Rabino dizendo que as cidades representam ambientes onde a conexão com Hashem fica prejudicada, tendo o homem maior dificuldade de se ligar a D-us, pois representam ambientes hóstis, onde se vive mergulhado na materialidade apenas, diria que às vezes somos quase que “atropelados” pela vida que levamos nas cidades, elas estimulam os comportamentos não retificados representando muralhas a conexão com D-us. Neste trecho fiquei pensando no modo como agimos enquanto vivemos na cidade, mesmo eu que nasci numa cidade pequena, cresci nela, mas fui “contagiado” com a ideia que o bom mesmo é viver em um grande centro! Sem jamais perceber, ou ser instruído, que essa atitude contraria aquilo que é mais básico, o ser um jardineiro (perdoem minha divagação). Assim, quando o homem deixa de cultivar o jardim, se afasta de D-us (e aqui, relacionei com a ideia de cuidar do corpo, ou seja retificar a nós mesmo neste plano).

    O Sr Rabino segue trazendo uma passagem do Talmud que ilustra um diálogo entre Shem, filho de Noach, e Eliezer, um servo de Avraham. Nela há o relato de Shem sobre as dificuldades que encontraram de cuidas dos animais na arca construida por Noach para proteção no período do dilúvio. Sendo trazido o empenho máximo de Noach em alimentar e cuidar de cada espécie que estava na arca conforme suas necessidades, sendo um arquétipo da Providência Divina que de tudo cuida com zelo incomparável. O relato traz que Noach não sabia com o que alimentar um pássaro na arca, e “acidentalmente” ao comer uma romã lhe é mostrado como isso deveria ser feito. Quantas vezes estamos cegos e não vemos como podemos alimentar/ retificar nosso corpo de verdade?

    O Sr. Rabino Avraham traz ainda que esta passagem traz os princípios fundamentais da ecologia, que representa a relação do homem com o jardim (Natureza), pois Noach cuidava da vida de todas as criaturas na arca, que naquele momento era o jardim, no sentido macro, a própria Criação. Assim, fica estabelecido na Torá a forma como o homem deve cuidar da Natureza, que como traz o Sr. Rabino apresenta em hebraico a mesma guemátria que Elokim, um dos Nomes Divinos, sendo revelado que Elokim presenta o atribuito de D-us agindo de forma oculta na natureza, mais “a Natureza é D-us oculto” , desta forma, cuidar da Natureza é alinhar-se a D-us, da forma como Ele estabeleceu que o homem deveria viver. Neste sentido, quando agimos com descuido em relação a Natureza, que D-us não permita, estamos negando a D-us, manchando, corrompendo a fundação do mundo. Neste ponto o Mestre faz uma explicação que culmina na fundação do mundo, Yesod, etc…que me sinto sem condições de comentar por falta de entendimento, assim me calo. Apenas repetirei as palavras do Sr. Rabino: ” a mitsva noética de não comer parte ou o todo de um animal ainda vivo, estabelece a cerca menor, que protege para que ninguém possa corromper a verdade da Criação em todas as formas sem que haja uma retribuição Celestial”; Querendo dizer, quando respeitado esse Ordenamento Divino, cria-se uma cerca, evitando que nós transguidamos a Vontade de D-us.

    No seguimento o Sr. Rabino traz uma história mística sobre o Mestre A’rizal, que mostra que Hashem cuida de todas as criaturas, e que todas as nossas ações, mesmo que incidentais, acabam trazendo Decretos Divinos sobre nós. Aqui lembrei daquilo que o Sr. Rabino Avraham fala muitas vezes: “o fato de você desconhecer as leis espirtuais não justifica as suas transgressões!”, bem como quantas vezes não me dou conta que os Decretos que recaem sobre mim são frutos das minhas ações, alinhadas ou não a Torá! Nesta linha das ações, o Sr. Rabino traz a ideia de que ser um ” bal tashchit”, ou seja, alguém que age com desrespeito pelas coisas, é algo que não é bom, sendo que devemos tratar de tudo com muito respeito, pois tudo aquilo que temos é dado por D-us
    E aí fiquei imaginando e extensão disso, quer dizer, desde a benção de acordar de manhã até mesmo as dificuldades, afinal, como traz o Sr. Rabino tudo aquilo que vem do Céus , vem para o Bem, ainda que em nossa “cegueira” não consigamos entender isso.

    Meus caros amigos e Sr. Rabino Avraham, vou encerrar por aqui para não ser um texto tão longo e enfadonho, apenas para concluir meu pequeno entendimento, diria que essa aula traz ensimentos fundamentais para que possamos nos alinhar aos planos de Hashem, sendo que lançou luz em minha percepção de como estou tratando a Natureza dentro e fora de mim, muito ainda há para que possa dizer que mudei de verdade, então só resta trabalhar para isso, com atitudes concretas de mudanças. Peço novamente escusas pelos erros de entendimento e divagações, tudo fruto da falta de retificação, ou, do cuidado com o jardim interior e exterior. Agradeço por demais a atenção de todos e o empenho do Sr. Rabino Avraham em nos guiar.

    Tudo de bom a todos e, que D-us permita que cresçamos cada vez mais através da orientaçao zelosa do Mestre Rabino Avraham.
    Diego Malheiros.

    ESTE É O ESPÍRITO IDEAL DOS COMENTÁRIOS AQUI: USANDO A “MOLDURA” DO SHIUR, REVELA-SE O IMPACTO DOS CONCEITOS NA VIDA PRÁTICA. EXCELENTE, COMO DIZEMOS: KOL HA-KAVÓD (“TODA A FORÇA”), UMA EXPRESSÃO JUDAICA PARA DIZER QUE “VALEU!”. RAB. AVRAHAM.

  5. Pela Graça de D’us

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur, dentro da minha limitada compreensão.

    O tema da aula, Ecologia Noética, explica o Rabino, se apresenta no início da Torá, em Gênesis 2:15, relatando que Hashem pôs o homem no Jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo, aludindo à ideia de harmonia com a natureza. Há outras citações deste conceito na Torá, mas esta, em particular, logo no inicio da história da Criação, é fundamental, segundo o mestre.

    Após citar um trecho de seu livro, Cuidado! Sua Alma Pode Estar Em Perigo, sobre o fato de que Caim, após ser expulso do Jardim do Éden, pelos seus atos, passou a edificar cidades, se afastando de D’us, o Rav nos ensina que a cidade é uma muralha que diminui a conexão da pessoa com Hashem, sendo a vida urbana anti-natural. O caminho ideal do ser humano, afirma o Rabino, não é o da cidade, do ponto de vista espiritual. Como o homem parou de cultivar e guardar o Jardim do Éden – trazendo o Rav uma analogia com a natureza, conforme o que está escrito em Gênesis 2:15 – e passou a viver nas cidades, houve um distanciamento de D’us. Assim, traz o Rabino Avraham, a consciência ecológica precisa ser ensinada, pois deixou de ser algo natural como o era no passado; é preciso fazer um resgate, é um assunto vital para qualquer indivíduo que acredita em D’us e quer estar alinhado a Ele, assim conclui o mestre.

    Assim como o mestre, eu também sou um produto da vida urbana, nascido e criado em uma capital. Hoje em dia moro em uma cidade do interior. Todas as manhãs, ao acordar, vejo um belíssimo panorama de grandes árvores. É algo que me tranquiliza, e é reconfortante saber a origem disso, embora, em relação à vida suja que eu vivia, talvez hoje em dia, estudando Torá e tentando viver uma vida digna e reta, sendo admoestado pelo Rabino, eu pudesse lidar melhor com a vida em uma grande cidade. Não sou arrogante e tolo o suficiente para afirmar isso com certeza, o pecado sempre está à espreita, traz o Rav.

    Na sequência do shiur, o Rabino traz um relato do Talmud, no Tratado de Sanhedrin, em que há a narrativa de um diálogo entre Eliezer, servo de Abraão, e Sem, filho de Noé. Eliezer pergunta a Sem sobre como as coisas aconteceram na Arca: Como Noé e sua família conseguiram prover cada espécie com suas necessidades peculiares. Sem responde que, na Arca, eles passaram por muitas dificuldades, pois cada criatura foi tratada de acordo com suas peculiaridades, inclusive havendo a contingência de alimentar alguns animais à noite. O Talmud, explica o mestre, ilustra o trabalho e o cuidado extremo que Noé tinha para prover precisamente cada espécie com suas necessidades, salientando a força de seus relatos, pois toda a Torá, oral e escrita, é obra Divina, sendo tudo trazido por Inspiração Divina. Seguindo este raciocínio, o Rav nos instrui que é preciso aplicar sobre essa narrativa o princípio da Torá de que a experiência dos Patriarcas são um sinal e um prognóstico de seus descendentes no futuro, ou seja, são um arquétipo, um modelo aplicável no presente, se trata de um ensinamento. Noé traz, nesta narrativa, os princípios fundamentais da ecologia, do entendimento das relações que os organismos vivos tem uns com os outros em seu meio ambiente natural, nas palavras do Rabino: a preocupação de Noé em cuidar das criaturas na Arca demonstra uma relação, uma dinâmica entre o pensamento noético e a natureza. O mestre revela que esses cuidados de Noé vem a expandir o nosso entendimento da mitzvá noética de proibição de comer uma parte – ou todo – de um animal vivo, ou seja, a essência desta mitzvá é a ideia de ecologia. Além disso, o Rabino Avraham demontra a questão de derivar o pensamento e seguir a lógica dele, no caso, a lógica Divina. Em outras palavras, traz o Rav, esse relato talmúdico pode ser entendido, também, como uma relação da Providência Divina com toda a humanidade: Noé representa a humanidade, sendo que todos os seres humanos são Filhos de Noé, judeus ou não judeus, pois a geração adâmica foi erradicada; a Arca representa o meio ambiente e os seres vivos.

    É fascinante como os conceitos de Torá podem ser muito mais profundos do que pensamos. A comparação do Rav da Arca de Noé com a relação do homem com a fauna, a flora e todo o meio ambiente é muito precisa.Este fato, revelado pelo mestre, apenas aumenta a minha responsabilidade como ser humano: não basta cuidar dos pensamentos, palavras e ações, sinto que preciso estar totalmente inserido onde estou, cuidando e respeitando tudo à minha volta. Meu pensamento era mais egotista e individualista.

    O shiur segue com o Rabino explicando o significado das atrocidades que acontecem em nosso planeta, principalmente nas últimas décadas, em relação ao meio ambiente, que contraria diretamente as Leis de D’us, sendo uma corrupção desta fundação do mundo, que é a natureza. O Rabino relaciona a palavra descaso com uma expressão da Torá, em hebraico, aplicável ao assunto: baal tashchit, que é uma pessoa que não tem respeito pelas coisas, destrói ou desperdiça qualquer coisa útil, sendo esta uma derivação da derivação da mitzvá, de forma a entendermos como as 7 Leis de Noé são categorias, com grandes profundidades associadas à elas.

    O Rav afirma que tudo tem que ser tratado com respeito. Um baal tashchit, segundo o mestre, é uma pessoa que desperdiça comida, além de outros exemplos: é proibido jogar pão no chão, a pessoa que joga o pão no chão e pisa nele atrai pobreza para a sua vida, pois o pão é um representante maior do sustento do homem, segundo a Torá; é proibido jogar roupa no chão, é proibido desperdiçar dinheiro; um baal tashchit é um tipo de personalidade que é anti-ecológico, na essência. Ser considerado um baal tashchit é algo muito negativo, afirma o Rabino – significa que a pessoa não acredita em D’us, não acredita na Sua benevolência, despreza tudo o que ela tem, procedendo com leviandade, ignorância e infantilidade. A natureza é um dos primeiros locais onde esta atitude anti-espiritual ocorre, explica o Rav, nos ensinando que é preciso tomar cuidado – prejudicar o meio ambiente é como manchar, retirar algo da essência da própria fundação viva e vibrante do mundo, ou seja, manchar e remover algo de sua essência é algo que diminui a sua verdade, alterando a essência, pois sua fundação está sendo corrompida, conforme o ensinamento do mestre.

    Sempre fui uma pessoa relapsa em relação às coisas materiais, intuindo que eu era muito espiritual. Na verdade, depois desta explicação do Rabino, percebo o quanto me equivoquei: é preciso cuidar de ambos, material e espiritual, assim humildemente entendo. Como todos o shiurim do Rav, este é mais um conceito que tem me feito dar loops mentais, estou tendo que revisar tudo o que eu sabia da vida, ou seja, nada.

    O Rabino Avraham dá sequência ao shiur, explicando que Fundação, no Judaísmo, é o nome que se dá ao canal espiritual de Yesod, em que todas as bênçãos de D’us são convergidas e recebidas pelo mundo e por cada indivíduo. Fundação, nas palavras do Rav, precisa ter força, ou seja, bênçãos – e, também, Yesod é o canal espiritual associado ao tzadik – o justo; para os Judeus relacionado à circuncisão e, para os não judeus, relacionado às relações sexuais proibidas. O tzadik é a fundação do mundo, citando o mestre um trecho dos Salmos, finalizando que o justo segura nos seus ombros o mundo. Fundação/Yesod/tzadik/brit (LEMBRANDO QUE ISSO SE APLICA SOMENTE AOS JUDEUS) – que é o órgão sexual – todos esses assuntos são correlacionados, o que torna o assunto complexo, pois são dimensões diferentes da mesma ideia. Portanto, a proibição de comer, uma parte ou todo, de um animal vivo, protege esse poder da Fundação em sua dimensão interior, que é a verdade, a pessoa não corrompe a verdade, a essência de alguma coisa, mostrando respeito ao mundo e à natureza, que significa alinhamento às Leis de D’us.

    Me ocorreu que a questão de expelir semente em vão ou relações proibidas também seria uma forma de desperdício, não sei se está correto (É UM ASSUNTO QUE EU TRATO EXTENSIVAMENTE EM MINHA OBRA, VEJA NO LIVRO DARÓSH DARÁSH POR EXEMPLO, NO ÚLTIMO CAPÍTULO). Levou muito tempo e dor para conseguir este resultado de retificar este comportamento, Baruch Hashem. Que eu consiga continuar assim, que D’us me ajude. A mitzvá de não comer parte ou o todo de um animal vivo, segundo outros shiurim e explanações do mestre, também tem relação com o tipo de abate. Por via das dúvidas, resolvi parar de comer carne de boi e de ave, somente derivados – ovo, leite etc., passando a me alimentar de carne de peixe, evitando moluscos e afins. Com o tempo estou tentando me adaptar a esta nova realidade que o Rabino Avraham está nos ensinando, graças a D’us.

    O Rabino mostra a relação numérica entre as palavras Elokim e natureza; Elokim é um dos Nomes de D’us, segundo a Torá; o Rav explica sobre a análise numérica das letras em hebraico, a Língua Santa. Esta técnica de relações numérica, em que cada letra tem um número, se chama guemátria; o mestre afirma que a Torá inteira é um grande número; as palavras Elokim e HaTêva – “A Natureza”, em hebraico – tem o mesmo valor numérico, pela Lei de D’us, havendo uma relação entre elas, nos ensinando que D’us é a natureza também, porém estando oculto nela; a natureza é uma luva para D’us, mas é Ele igualmente; se alinhar à natureza, tratá-la com respeito, compreensão e sabedoria é cumprir uma mitzvá Divina, é se alinhar a D’us diretamente; por isso Caim vai embora do Jardim do Éden e constrói cidades, se opondo a D’us, enquanto que o correto, o natural, é voltar à natureza, estando mais próximo desta força, que oculta o Nome Divino Transcendental – Hashem.

    O Rabino afirma que Elokim é HaTêva, ou seja, D’us é a natureza, ainda que de maneira oculta. A responsabilidade espiritual precisa ser entendida vivenciada e difundida para outras pessoas, afirma o Rav. A Torá diz que o homem foi criado à Imagem de D’us, essa consciência Divina é uma obrigação judaica e noética, transmitida por pessoas dignas e especiais, que sempre buscaram estar próximas da Torá, sendo esta uma missão importante para todos que querem estar alinhados D’us. O assunto de ecologia é um assunto de Providência Divina; o Rabino fala sobre o verso mais importante da Torá – “O justo vive pela sua fé” – quem vive e acredita na Providência Divina é ecológica por definição, pois ela nunca vai ser um baal tashchit em qualquer grau, compreendendo que Hashem cuida de todos nós, sendo necessário respeitar essas bênçãos. O Rabino afirma que Hashem não precisa punir a pessoa, basta ela remover uma bênção para que a vida de um indivíduo se torne complicada. Temos que dar graças a D’us por tudo. A Rav diz que tudo é para o bem, citando a frase judaica conhecida, não existe mal que vem dos Céus, embora não entendamos isso completamente, traz o mestre.

    O Rav nos ensina que os judeus tem uma grande mitzvá, a cashrút, as leis alimentares judaicas, mostrando que os alimentos proibidos entorpecem a alma judaica, diminuem a sensibilidade dos judeus para perceber a Providência Divina, em sua essência. Nas palavras do mestre, o judeu é um povo especial, escolhido por Hashem, recebeu a Torá, tem obrigações e responsabilidades maiores do que os outros, e tem que tomar muito cuidado com o que come. Para o noético, afirma o Rabino, o jugo é menor. Porém, o entorpecer da alma do ben ou bat nôach pode acontecer se ele comer o membro de um animal vivo – essa forma de alimentação é proibida porque entorpece a sensibilidade da alma de perceber a Providência Divina, como no judeu, guardadas as devidas diferenças entre judeus e não judeus. O Rabino nos exorta a tomar cuidado, pois existem outras derivações quanto a comer sangue. Há o risco de os bnei nôach tomar parte desta transgressão sem saber, por exemplo, ao consumir certos animais marinhos que podem estar vivos enquanto se come, como moluscos.

    O Rabino Avraham afirma, em outras aulas, que o importante é o que a pessoa faz. Dentro das minhas limitações, estou tentando aplicar mais estes conceitos tão especiais, com muita dificuldade, como a questão de evitar carne que não foi abatida adequadamente.

    Na conclusão do shiur, o Rav explica que a impulsividade, atrelada à ideia de arrancar o membro de um animal vivo, em geral é negativa. O justo, prossegue o mestre, é a fundação do mundo, portanto o tzadik, uma pessoa reta e justa, é uma pessoa conectada em oferecimento, e não impulsivamente querendo consumir. Alguém alinhado a D’us ecológico, que cumpre suas mitzvót, com o coração, com amor e temor a D’us, que compreende que impulsividade e ansiedade o conecta com as forças estranhas da sitra achra, que contrariam as fundações – Yesod – do mundo. Quando a pessoa cresce em sabedoria e autocontrole, afirma o Rabino, ela é uma pessoa que cresce em sensibilidade a D’us.

    Eu era praticamente um selvagem há alguns anos atrás. Recebi muitos golpes duros da vida, de forma a perceber que o mundo, decididamente, não gira em minha volta. A ansiedade e impulsividade, aos poucos, está sendo mitigada. Há pessoas que são equilibradas por natureza, mesmo cometendo atrocidades, algo que não entendo. No meu caso, é preciso treino, muito treino, humildade, que eu tenho pouquíssima, e alinhamento a D’us, conforme o Rav ensina. Graças a D’us tenho a oportunidade de aprender do Rabino Avraham.

    Em suas palavras finais, o mestre nos ensina que Elokim é HaTêva, o desequilíbrio na natureza será consertado, e a era de Mashiach representa um tempo em que as leis espirituais não vão mais se importar com o livre arbítrio do homem, que pôde quando quis cuidar da natureza e do mundo, e outras vezes não quis e não pôde. O Rabino nos revela: está escrito que Mashiach regerá pela lei (mishpat). Haverá um tempo de correção forçosa, e as pessoas que querem estar realmente do lado de Hashem precisam hoje estarem vivendo vidas messiânicas, ecológicas e sensíveis, buscando o caminho do tzadik, do justo, se tornando seres humanos oferecedores, assim emulando o Criador.

    Obrigado pela oportunidade de estar estudando um assunto tão sério, que é a consciência ecológica, de cuidar dos animais, das nossas coisas e de tudo à nossa volta, que é um presente, uma bênção de Hashem. Preciso ser uma pessoa mais grata.

    Shalom ao Rabino e a todos do Retidão Noética,

    Márcio

    EXCEPCIONAL COMENTÁRIO, SENSÍVEL, ORGANIZADO E RETO. RAB. AVRAHAM

  6. Shalom estimado Rabino Avraham e todos meus colegas da Comunidade Retidão Noética.

    Peço permissão para fazer um comentário sobre essa aula importantíssima “Ecologia Noética” onde o Rabino Avraham, nos traz temas profundos creio ainda não abordados em nossa língua, sobre ecologia e os cuidados que todos devemos ter com o meio ambiente se D”us.

    Também peço a todos que me perdoem pela demora de comentar essa linda aula.

    O Rabino começa nos ensinado que o assunto de ecologia e cuidado com a natureza está registrado logo no inicio da Torá, em “Gênesis capitulo 2 verso 15” está escrito que Hashem pegou o Homem e colocou ele no jardim Éden para cultiva-lo e guarda-lo. Peço licença para fazer um comentário sobre outros shiur do Rabino, onde ele nos ensina que a Torá é Viva, sempre atual, porque mesmo antes da degradação do homem e sua queda, a Torá já alertava para cuidar e cultivar o jardim, o ser humano continua desobedecendo e destruindo o meio ambiente nos mostrando o quanto somos ignorantes sobre os assuntos da Torá”.

    O Rabino nos ensina que a vivencia na cidades e nos grande centros urbanos, diminui a conexão do homem com de D’us, seu Criador, e que esse não é o caminho ideal. para uma melhor compreensão do que o mestre nos fala peço permissão ao Rabino Avraham, para trazer um texto do seu livro “Cuidado Sua alma Pode está em Perigo”, na Pagina 216, onde está escrito.

    Vivemos em um grau de apreciação da realidade extremamente limitada. E isso se deve (também) ao fato de que nós distanciamos do mundo que D-us construiu. Nascemos, vivemos, e morremos no mundo em que os homens construíram. Veja bem, D-us construiu um mundo que pode e deve ser vivenciado em qualquer local onde a natureza é revelada e intocada – nas lindas paisagens das montanhas ou planícies, nas paias, vales ou florestas, etc. Ai sim você vê o mundo que D”us construiu. O mundo que homem construiu são as cidades, com sua pobreza, poluição e sujeira, perversidade e crime, etc. Então na medida em que nós se distanciamos de HaTêva (“A Natureza”) devido a urbanização, nós nos distanciamos de D-us, pois HaTêva tem o mesmo valor numérico (86) de Elokim (“D”us”). assim, nossa percepção da realidade se tornou cada vez mais limitada com a perda da afinidade ao natural, que o espiritual.

    Para a grande maioria deixou der ser algo natural, podemos ver isso tomando como exemplos nossas próprias vidas, aqui na cidade, onde quase não temos contato com natureza, e não sabemos nada sobre assuntos ligado aos cuidados com o meio ambiente, precisamos voltar as raízes e fazer um resgate porque esse assunto é vital para que o individuo que quer viver uma vida alinhado com D”us, nos ensina o Rabino.

    Na continuação da aula o Rav, nos ensina sobre uma historia encontrada no Talmud, sobre uma conversa entre Eliezer com Shem, um dos filhos de Noach, onde Eliezer questiona Shem sobre a arca, as dificuldades que eles tiveram para alimentar e cuidar e prover par cada espécie com suas necessidades peculiar.

    Shem explica que não foi fácil, porque tinha animais que eles não sabiam o que os mesmo comiam então tinha uma preocupação de Noah em cuidar de cada um deles.

    O cuidado que Noach e seus filhos tiveram com cada animal na arca, é um espelho para nós, eles fazeram de tudo para que cada animal fosse alimentado ao seu tempo, mesmo que fosse anoite não importava, Noach estava sempre disposta a cuidar e alimentar a todos de forma a preservar cada especie.

    O Rabino nos ensina que os patriarcas nos deixaram ensinamentos profundos e importantes para nossas vidas e sobrevivência, nos dando exemplo importantes ao cuidar da natureza, ao fazer o bem, mesmo em tempos onde os recurso e a tecnologia não favoreciam, eles fizeram bondade, e mudaram o ruma história do mundo, cabe a cada um de nós seguir esses exemplos, não maltratando os animais, não desperdiçando água, não quebrando, não estragando, não destruindo, não desperdiçando alimentos, não poluindo os rios, etc…

    Tudo isso e muita outras são atitudes para todos os seres humanos, mais para os Noéticos, que buscam viver de acordo com as 7 Leis de Noach e suas ramificação, deve ser uma missão, não só uma missão, mais um mandamento, cuidar e preservar a natureza dando continuidade ao trabalho dos nosso patriarcas se D”us quiser.

    Agradeço ao Rabino Avraham pela sua bondade e cuidado de cuidar de todos nós, aos colegas por lerem esse comentário, e principalmente a D’us por permitir que estejamos aqui com saúde, sustento e muita paz.

    Shalom a todos tudo de bom.

    Francisco Saturnino

  7. Pela Graça de D’us.

    Shalom Mestre Rabino Avraham e a todos participantes desta comunidade.

    Peço permissão para dizer o que entendi desta aula.

    O Rabino Avraham nos apresenta uma realidade incontestável, que é a obrigação Noética com a Ecologia, e nos alerta de forma clara e concisa sobre a proibição de Êiver min hachái (comer parte ou todo de um animal que está ainda vivo).

    Mostra-nos também a conexão entre os atos de cuidado, respeito, carinho e zelo com os animais, que estavam com Nôach na arca com relação a Providência Divina com toda a humanidade. Todos nós devemos colaborar e lutar para termos a mesma atitude, pois, agindo assim estaremos nos alinhando cada vez mais com as Leis Noéticas e suas ramificações com a Torá de Hashem.

    Hashem cuida da humanidade e de toda criação, e esse fato nos ilumina, provocando uma reação de amor a Ele e gratidão por tudo que Faz por cada um de nós.

    Que tenhamos Noé como exemplo, e que sejamos bons com toda criação de Hashem, para estar alinhado à sua Torá.

    Com respeito e gratidão, Marcelo Araújo.

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