QUEM SÃO OS BNÊI NÔACH?

TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO.

 

Pela Graça de D’us

Prezado Rabino e Prezados Colegas:

Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur, dentro da minha limitada compreensão.

O Rabino começa o shiur explicando sobre o movimento mundial conhecido como Bnêi Nôach – Filhos de Noé. De maneira equivocada, afirma o Rabino, tem surgido, nos últimos anos, vertentes que distorcem os princípios originais desse movimento. O assunto dos Noéticos, prossegue o Rav, é conectado com Noé, personagem conhecido do relato bíblico, que foi o homem que sobreviveu, com sua família, ao Dilúvio. Como ele foi o único que sobreviveu ao Dilúvio com seus filhos, é fundamental entender que todos são Filhos de Noé, judeus ou não Judeus. O mestre esclarece as diferenças entre os Judeus e os Noéticos: os Judeus são ordenados por D’us a seguir o Judaísmo, já os noéticos não são ordenados  a seguí-lo. Segundo o Rabino Avraham, ser um noético significa ser alguém que segue um código universal de comportamento; esse código estabelece a ideia básica de crença e honra a um Ser Supremo, e padrões de conduta moral – não roubar, não comer a carne de um animal, enquanto vivo, estabelecer cortes de justiça e apoiar e obedecer às leis do país, além de outros princípios e suas ramificações. Conforme as palavras do Rav, se trata de um código universal que permite uma sociedade de existir, de modo a favorecer o homem no seu crescimento espiritual e moral, literalmente possibilitando a hamonia entre os povos.

Palavras esclarecedoras as do Rabino Avraham. No início dos meus estudos, quando ainda não estava ligado ao Rav, quase incorri em erros de interpretação do que é ser um Ben ou Bat Nôach. As diferenças entre um Judeu e um Noético deixam mais firmes os meus parâmetros, graças a D’us.

O Rabino, dando continuidade ao shiur, explica a origem de algumas derivações dos movimentos dos Bnêi Nôach, sendo este um fenômeno  recente. O Rav explica que  indivíduos de outras religiões, em particular os xistãos, que se dedicavam a tentar converter judeus à fé deles, acabaram, através do processo de estudar a vida judaica, desistindo de sua missão de proselitismo e renunciaram à sua  fé original, pois descobriram que o Judaísmo tem, intrinsicamente, um caminho que é oferecido a todos os não judeus. Isso favoreceu um abandono de sua fé original, sem se sentirem divididos entre as duas fés, pois esse caminho prescrito pelo Judaísmo não é um caminho religioso ou teológico, é um código universal de comportamento. Assim, traz o mestre, eles assumiram para si este caminho e não se sentiram culpados de estarem abandonando a sua origem religiosa. Essa mensagem judaica é uma mensagem de liberdade e justiça para todos, nos ensina o Rav.

Na minha busca por uma fonte mais pura do que é o Divino, antes de chegar a este grupo de estudos tão especial, coordenado pelo Rabino Avraham, pesquisei muito, e me deparei com alguns desses movimentos, o que me fez recordar de outros shiurim do Rav, acerca de conceitos diluídos, até mesmo distorcidos, de outras religiões e cultos. Se estiver equivocado, peço desculpas.

O mestre nos relata que muitos não judeus seculares, através dos tempos, conheciam esses princípios antigos do Judaísmo – as Sete Leis dos Filhos de Noé – e adotaram esses princípios na confecção de constituições de países, escrito por pessoas especiais, dignas e retas, porém não religiosas. Justamente por ser um código de comportamento universal, o Movimento Noético, na essência, não tem nenhuma expressão religiosa e teológica de qualquer tipo, pois não é uma religião e também não é um caminho conectado ao Judaísmo, não tendo uma conexão cultural e social com o mesmo, apesar da origem das Sete Leis de Noé ser a mesma dos Dez Mandamentos – Hashem. As diversas expressões culturais, religiosas, ritualísticas contidas na religião judaica não fazem parte do caminho dos Bnêi Nôach; as Sete Leis de Noé são direitos universais e princípios para toda a humanidade, e não uma religião, conclui o Rabino Avraham.

É reconfortante saber que o Judaísmo traz uma mensagem tão ampla acerca de retidão e dignidade, baseada na crença do Sagrado Um, na parte que cabe a um aspirante a Noético, ao seguir um código de conduta tão elevado, e que demanda tanto esforço para se adaptar, no meu caso. Aprender sobre moralidade e como proceder na sociedade secular, de acordo com Hashem e Sua Torá, é um presente que o Rav nos dá. Baruch Hashem.

O Rav nos ensina que certos movimentos têm surgido de maneira errada porque, devido  a uma conexão teológica, essas pessoas, que querem ser consideradas um ben ou bat nôach, desejam fortemente rituais e expressões culturais que possam facilitar a expressão de suas crenças. É comum os bnêi nôach reivindicarem, por exemplo um siddur – livro de orações – para noéticos, entre outros aparatos religiosos que são, essencialmente, inexistentes para eles, sendo o Movimento Noético um código de comportamento universal, harmônico com D’us e com a natureza. Como resultado dessa má interpretação, continua o Rabino, eles acabam adotando práticas judaicas, inventando uma expressão religiosa estranha à origem verdadeira dos Bnêi Nôach. Além disso, revela o mestre, tem ocorrido um outro sintoma curioso: muitos desses Bnêi Nôach são oriundos de outras religiões e, portanto, acabam se tornando, por exemplo, anti-xistãos, o que fomenta antissemitismo no mundo, pois os xistãos, ao serem prejudicados, de alguma maneira, por esses novos Bnêi Nôach, podem fazer associação com os Judeus, principalmente por aqueles assumirem práticas judaicas, e podem interpretar isso como uma discriminação ou ataque à fé deles.

O Rabino adverte: é importante que os bnêi nôach não assumam para si as maneiras, a cultura e os preceitos judaico e, também, que não fiquem julgando mal as pessoas em suas crenças, até mesmo porque, em outras religiões, há pessoas extremamente  retas, louváveis e especiais. Um ben ou bat nôach, exorta o Rav, não tem o direito de discriminar ninguém. O código universal dos Bnêi Nôach é algo que existe de modo aplicado na base de todas as religiões do mundo, ou seja, quando se encontra pessoas retas nessas religiões, elas vão estar sempre adotando esses princípios, de uma maneira ou de outra, traz o Rabino. A diferença é que a mensagem de liberdade, responsabilidade, justiça, moralidade e retidão dos Noéticos não é uma religião, é uma oportunidade de as pessoas viverem de uma maneira reta e digna, sem a necessidade de cumprimentos ritualísticos ou expressões culturais que sejam de uma determinada cultura ou religião.

Tenho uma convivência muito agradável e pacífica com pessoas de outras religiões. Porém, em certo shiur, comentei a respeito de xistãos que têm práticas semelhantes ao Judaísmo, ao que o Rabino Avraham me exortou firmemente a não me comportar de maneira radical e discriminatória, ou seja, o Rav cortou o mal pela raiz. Graças a D’us fui corrigido pelo Rav a tempo. Não desejo fazer um papel que não cabe a mim, nem a ninguém, segundo humildemente entendi. Me sinto aliviado de poder dialogar com todos com igualdade, parcimônia e paz.

O mestre esclarece que o movimento dos bnêi nôach não é um pseudo- judaísmo. Toda vez que se cria um movimento à sombra de outro, se incorre no perigoso erro de formação de cultos, em que se adotam aspectos de uma outra identidade, e cria-se uma versão estranha à original e, também, aos princípios regentes dessa ideologia a que essas pessoas estão tentando se ligar e participar, gerando um distorção conceitual e teológica. A mensagem dos noéticos, explica o Rabino, transcende todas as culturas, religiões, fronteiras, nações, etnias e credos. Somos todos seres humanos, isso é algo que nos une completamente. Na essência, prossegue o Rav, independentemente de questões teológicas, todos nós somos criados à imagem de D’us, o que torna a todos especiais; é importante entender que um código universal de comportamento não vai causar divisão ou conflito entre as pessoas. A despeito da ausência teológica, é um sistema garantido para que o homem possa se desenvolver e se tornar alguém melhor pois, sendo este código a própria base de todas as religiões e filosofias do mundo, é uma estrutura formal e Divina, para que o indivíduo possa prosseguir em direção ao seu caminho de crescimento pessoal, sem a necessidade de adotar uma religião. Se trata de um código moral, como um denominador comum de toda a humanidade. As pessoas deveriam conhecê-lo, não para criar um novo culto, como certos líderes que estão conectados a esses movimentos distorcidos; é preciso evitar a mentalidade de criação de cultos e ataques a outras religiões. Os noéticos, prossegue o Rabino, devem ser parceiros dos judeus para ajudar a apressar o processo Messiânico, pois é um processo que implica no ganho de consciência e aumento de retidão das pessoas; quanto mais pessoas no mundo adotarem esse código moral e universal,mais próximo se estará da Era de Machiach.

Do pouco que pude captar da mensagem do Rav, é que o radicalismo e preconceito nunca deve fazer parte do vocabulário de um aspirante a ben ou bat nôach. Segundo humildemente interpreto, um noético deve ser um agente do bem, de modo a fomentar benignidade e paz- Shalom, um dos nomes de D’us, traz o Rav em suas aulas.

Nos últimos anos, o Rav nos ensina, existiu um líder Judeu extraordinário que fez uma campanha mundial para que os Judeus aprendessem o significado verdadeiro dos Bnêi Nôach, e pudessem atuar de modo a ensinar às Nações esse código moral e universal tão importante, para que tenhamos um mundo melhor, pois os Judeus são uma luz perante as Nações, trazendo o mestre uma citação do Profeta Isaías. O Rabino se refere ao Lubavitcher Rebe, que trouxe a consciência, ao mundo judaico, dessa mitzvá tão importante. Por muito tempo, não se falou nada a respeito, até porque, hoje, os Judeus vivem um período de liberdade religiosa que permite um convívio com as Nações, de maneira que eles possam ensiná-las sobre a maneira que elas deveriam se comportar, de acordo com as Leis de D’us, para terem uma vida reta e digna; este é um fenômeno recente na história da humanidade, pois antigamente não havia essa liberdade religiosa. Assim, explica o mestre (QUE NÃO É LIGADO AO…), o Lubavitcher Rebe, aproveitando esse período histórico recente, com sua sabedoria extraordinária, difundiu essa mensagem para o mundo todo. Hoje, dentro dos princípios que o próprio Rebe ensinou, o mundo, seja ele judaico ou não, aos poucos está adquirindo consciência em assumir um código moral consistente, surgindo, desta maneira, pessoas que estão se apoiando nessa estrutura moral e vivendo vidas mais retas, o que vai apressar uma era onde a retidão será o maior valor.  Portanto, conclui o Rabino, graças a essa campanha e a todo esse trabalho, e também graças a todos que se juntam ao movimento dos Bnêi Nôach, estão todos trabalhando para a vinda de Mashiach.

De tudo que foi ensinado pelo Rabino Avraham, só me resta uma dúvida: em termos gerais de comportamento, parei de comer carne bovina, devido à questão do abate ser inadequado, trazendo à baila a questão de maltrato aos animais, o que diz respeito à ramificação do preceito noético de não comer membro de animal vivo, além de todas as questões de retificação de pensamento, fala e ação que tenho tentado adequar, mesmo com eventuais erros de interpretação, pois tenho enormes limitações. Além disso,  estou cobrindo a cabeça e os braços constantemente, praticamente adotando este comportamento de forma constante. Admito que me sinto como que em uma armadura espiritual ao agir assim, mas tenho receio de estar indo longe demais, no sentido de estar invadindo uma área que não é minha, ou seja, o âmbito judaico. Por outro lado, me pergunto: basta seguir as Sete Leis de Noé, ipsis litteris, de forma mais leve, ou estaria sendo leniente? Particularmente, tenho essas indagações, mas, se D’us quiser, com os estudos, vou procurar me adaptar melhor a esses assuntos tão sérios e santos, trazidos pelo Rabino.

Uma boa noite ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

Márcio

MUITO LÚCIDO E PERTINENTE. CONTINUE ASSIM! RAB. AVRAHAM

 

8 opiniões sobre “QUEM SÃO OS BNÊI NÔACH?

  1. Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Gostaria de pedir permissão para expressar em algumas linhas aspectos que pude compreender ao ouvir a aula: “Quem são os B’nei Noach”. Desde já peço escusas pelos erros de entendimento e superficialidade, contudo, ainda tenho muito o que crescer, assim, apenas esboço pequena apreensão do tema.

    Primeiramente, gostaria de expressar que ao começar a acompanhar as aulas gravadas do Sr. Rabino Avraham há meses atrás, quando ouvi pela primeira vez o termo B’nei Noach, confesso ter ficado totalmente sem entender nada. Talvez para meu próprio espanto, afinal, passei por uma “busca espiritual” até aquele momento, ao menos assim eu entendia, e jamais havia ouvido nada sobre isso. Quanta ignorância a minha! Não que hoje tenha compreendido completamente o que ele significa, muito menos esteja vivendo como tal, ao menos nos moldes que o Mestre nos orienta, contudo, ao menos hoje ouço sem um sentimento de perplexidade.

    O Mestre inicia esta aula trazendo à luz o termo B’nei Noach ( Filhos de Noé), explica que em verdade estão ligado a Noé, “àquele da Arca”, sobrevivente ao Dilúvio, único Justo em sua geração, como nós explica o Mestre em aulas anteriores, sobre o qual recaiu a incumbência de repovoar a terra, daí, como explica o Mestre, sermos todos filhos de Noé, tanto Judeus como não – Judeus. A diferença se estabelece quando o Povo Judeu é escolhido para o recebimento da Torá, e aqui fico pensando se em um certo nível não podemos dizer que foi/é um Povo de escolha também? Pois aceitou o recebimento do Jugo Divino? Desculpem minha inferência. Para o restante das Nações que não receberam a Torá, D-us em sua infinita Benevolência, concede à essas uma estrutura Divina que possa amparar seu desenvolvimento, ou seja o Código Noético, ou as 7 leis (e suas ramificações) que são reveladas junto com a Torá, e que serviram/servem como código universal de comportamento que permite a existência/desenvolvimento de uma sociedade harmônica, permitindo o crescimento espiritual ( e mesmo material?) destes que não receberam a Torá.

    Segue o Sr. Rabino Avraham, explicando que os movimento noéticos ganharam força nos últimos anos. Traz a ideia ainda de que há muitas vertentes, até mesmo ao erro de transforma-lo em uma “religião” propriamente dita, que D-us não permita, pois não é este o foco, ou a forma como esses movimentos devem ser conduzidos, como explica o Mestre em vários outros pontos de sua obra. Explica o Sr. Rabino que muitos desses movimento surgiram quando integrantes de outras religiões se dedicavam ao trabalho de tentar converter Judeus às suas crenças, que D-us não permita, e assim, acabaram entrando em contato com o Judaísmo, quando, por fim, desistiram de sua “missão proselitista e renunciando a sua fé original”. Peço permissão para fazer uma inferência aqui, em certo momento, quando conversando com um amigo Judeu, muito querido, ouvi ele dizer: “jamais vai ver um Judeu renuncia ao Judaísmo, renegar a D-us e seu povo, jamais!”. Isso dito com lágrimas nos olhos, voz exaltada, vindo de alguém, como diz o Mestre “assimilado”, mas com sentimento que mesmo eu, não -Judeu, fiquei tocado e feliz por sua fé. O Mestre explica que quando esses proselitistas entraram em contato com o Judaísmo, perceberam que ele traz um caminho de crescimento mesmo para os não -Judeus, não ligado aos aspectos teológicos, o que “facilitou que abandonassem sua fé original, sem sentirem-se divididos entre as duas fés, pois como não é um caminho religioso o que é oferecido mas outro sim um código universal de comportamento”, isso evita uma troca de sua fé, por assim dizer. O Mestre revela que isso denota “uma mensagem Judaica de Liberdade e Justiça para todos!”
    Revela o Mestre que muitos “iluminados seculares” conheciam essas 7 Leis trazidas pelo Judaísmo, adotando-as na confecção até mesmo de constituições, ou seja, sobre essas leis apoiaram as leis que regeriam países ( aqui faço uma inferência, se me permitem, poderíamos dizer que isso já seria, ao menos em parte, o cumprimento de uma das categorias das 7 Leis, qual seja, “estabelecer cortes de justiça”?). Segue o Sr. Rabino Avraham referindo que, como se trata de um código de comportamento, os movimento noéticos não têm em essência nenhuma expressão religiosa. Aqui peço novamente a permissão de expressar um pequeno entendimento, isso , ao menos para mim, é algo que devemos ter muito cuidado, pois como a maioria de nós vêm de algum tipo de movimento religioso enraizado, pode se tornar difícil separar essas idéias, sem dar uma conotação de “religião” as essas 7 Leis e suas ramificações, algo que o Sr. Rabino zelosamente tenta nos mostrar, e nosso ego insiste em tentar corromper (EXATO), ao menos falo por mim, desculpem. O Mestre ainda vai mais longe, explicando que não há nenhuma relação formal, cultural desse código com o Judaísmo, muito embora, sua origem estar em Hashem que é A Origem de tudo. Aqui pergunto, não poderíamos entender que este código seria fonte de todo o Direito Natural, aplicável à todas as nações (NÃO: A FONTE SÃO AS LEIS DA TORÁ, E AS 7 SÃO CATEGORIAS QUE SIM FORMAM UMA PARTE DAS LEIS CIVIS. MAS, EXISTEM OUTRAS LEIS. OU SEJA, AS 7 LEIS ESTABELECEM HARMONIA GERAL, AS LEIS CIVIS SÃO UM ASPECTO PARTICULAR DISSO), e ampliada por Hashem como o Dez Mandamentos para os Judeus? Desculpem caso minha pergunta seja muito inadequada (DESAJEITADA, NÃO INADEQUADA).

    Segue o Mestre explicando que os movimentos noético que têm surgido, tendo uma conexão teológica, “buscam expressões culturais e rituais que possam expressar suas crenças”, “desejando aparatos religiosos que são inexistentes para eles”, fazendo com que adotem práticas judaicas, o que é proibido, criando um “sistema” religiosos que não existe fundamentalmente dentro do código noético! Aqui fico pensando, não seria esse um do erros mais comuns na história da humanidade? Criar “sistemas” religiosos em nome da vontade do homem e a revelia da Vontade Divina? Não podemos considerar isso com idolatria também? (SIM, CLARO) Muito embora, se assim ocorreu foi porque Hashem assim permitiu (NÃO CULPE HASHEM PELOS ERROS DOS HOMENS), quem sabe fazendo parte da retificação do mundo também?

    Outra situação referida pelo Mestre em relação aos movimentos noéticos, e que muitos de seus novos integrantes, após terem abandonado suas crenças originais, acabam criando um sentimento de aversão a sua fé anterior, hostilizando aqueles que antes eram seus companheiros em sua fé original, o que é (UMA, DAS MUITA) fonte de anti-semitismo no mundo, que D-us não permita. Aqui peço para dizer algo, nestes meus anos convivendo com vários amigos Judeus, eu pude perceber que esse sentimento tão “estranho” é realmente presente no mundo, algo que até então alguém poderia dizer: “não, vivemos num país livre! Isso não existe!” Pois digo sim, existe sim! E creio que muitos nem mesmo tem noção de que contribuem para sua expressão. Aqui creio que cabe dizer que o Mestre é muito zeloso para que nós, seus alunos, se assim o Sr. Rabino nos permitir sermos chamados, não sejamos peças/ agentes para essa tentativa do “outro lado” de rebaixar a santidade, que D-us não permita! Mais ainda, o Mestre refere que existem em outras religiões pessoas extremamente retas e louváveis, que apenas processam erros de intelectualidade e que Hashem Vê seus corações, como trazido em outras partes da obra do Sr. Rabino Avraham.

    Seguindo, o Mestre refere que a mensagem dos noéticos transcende a qualquer cultura, religião, fronteiras, nações, etc… mais ainda, traz o Mestre que todos nós somos seres humanos, e que ter um código de comportamentos que não será causa de divisões e conflitos entre as pessoas, é uma garantia de que o homem possa se desenvolver e se tornar melhor, independente de seu credo religioso, “pois se trata de um código moral denominador comum de toda a humanidade”. E aqui peço permissão para expressar um sentimento, fiquei maravilhado com as palavras do Sr. Rabino Avraham, além da infinita Bondade e Misericórdia de Hashem, que concedeu esta estrutura formal para que todos os seres humanos, dentro de sua próprias limitações e com uso de livres-arbítrios possam evoluir e, em algum nível e grau, contribuir na tarefa de retificação deste mundo.

    Caro Sr. Rabino Avraham e colegas, fico por aqui nestas linhas, que , de longe já ultrapassaram a barreira da boa leitura. Peço de coração que desculpem as inferências e erros de entendimento. Agradeço qualquer correção e orientação que venham.

    Que D-us permita que as palavras do Mestre Rabino Avraham encontrem em todos nós sempre um solo fértil para que possamos um dia florescer o jardim.
    Tudo de bom a todos,
    Diego Malheiros.

    MUITO BOM E MUITO BEM VINDO. RAB. AVRAHAM

    • Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,
      Gostaria de agradecer ao Sr. Rabino as correções realizadas. Pedir desculpas no tocante a passagem sobre Hashem permitir que as coisas acontecessem de determinada forma, contudo, quis expressar que Ele tudo sabe, talvez a minha dificuldade em expressar de modo correto isso seja por ser difícil apreender o aparente paradoxo entre o livre-arbítrio e a Providência Divina, além da falta de retificação da fala. Dizer que Hashem é responsável pelos erros dos homens poderia ser interpretado como blasfêmia?, Que D-us não permita cometer tal transgressão! Então, reitero, meu pedido de desculpas.
      Tudo de bom a todos e grato de todo coração ao Sr. Rabino Avraham pelas correções.
      Diego Malheiros.

  2. Pela Graça de D’us.
    Sinto muito, mas estou sem acesso a internet, minha participação está limitada, peço desculpas.

    Shalom aos Amigos e ao Nosso Mestre,
    Gostaria de expressar o meu humilde entendimento sobre a aula “Quem são Os B’nei Noach?”

    O Mestre inicia a aula trazendo a tona uma coisa que é extremamente importante e que também nos obriga a sermos humildes e muito desejosos de aprender e renunciar aos erros e achismos pessoais e até mesmo dos falsos mestres do passado. Ele nos chama a atenção para compreendermos efetivamente qual é a importância do Movimento Noético, e não ficarmos estagnados sobre nossas egoístas e arrogantes impressões!

    Como é notado no nome do Movimento, este está diretamente ligado à Noach (Noé), que construiu a Arca e que junto com seus filhos e famílias e foram salvos do Grande Dilúvio (Mabul). Noach na época em que o Povo Judeu ainda não havia sido formado, foi considerado um Justo, o padrão de Retidão no Mundo quando recebeu e obedeceu um Código de Leis dado por D’us.

    Nos últimos anos um Movimento “Religioso” tem surgido no mundo, baseado nessas Leis Noéticas, sendo importante destacar que o termo literalmente falando, Bnei Noach, é aplicável aos Judeus e Não-Judeus, visto que naqueles dias o Povo Judeu, como já dito acima, não havia sido formado e a Torá não havia sido entregue. Logo todo Judeu também é um Filho de Noé. Mais tarde, outra Aliança foi feita já com o Povo Judeu no Sinai, entregue a Torá e os Judeus então sendo ordenados a seguirem a Torá e o Judaísmo. Já os Noéticos, as Nações, não são obrigados a seguirem o Judaísmo e nem qualquer outra Religião, mas sim um Código Universal de Comportamento, que estabelece a ideia básica da Crença e Honra a um Ser Supremo, padrões de Conduta Moral, Um Código Universal que permite uma sociedade existir de modo a favorecer o homem no seu Crescimento Espiritual e Moral, possibilitando assim a harmonia entre os povos. Estes Conceitos são muito Importantes e Santos! Ensina o nosso Mestre.

    Tecendo mais detalhes sobre o assunto, o Rav continua explicando que este fenômeno é recente, e existem algumas vertentes, incluindo as que indivíduos de outras religiões e em particular os Xtãos que tentavam converter os Judeus à sua fé, acabaram por descobrir os conceitos contidos nas Leis Noéticas. Tamanho era o esforço e necessidade deles em tentar compreender como funcionava uma Mente Judaica e o Judaísmo, de forma que pudessem tentar influencia-los da “melhor” forma possível.
    Estes indivíduos, boa parte deles, estudaram os Caminhos do Judaísmo e deste modo acabaram por desistir da Missão de Proselitismo e renunciando inclusive sua fé original, graças à D’us!

    Eu costumo enfatizar que sem um desejo interior de Servir a Hashem com todas as nossas forças, a pessoa não costuma, não consegue renunciar os enganos do passado, suas tradições, manias, etc, pois o Judaísmo possui intrinsecamente um Caminho que deve ser seguido pelos Não-Judeus. Alguns desses “curiosos” que descobriam este Caminho, As Leis Noéticas, e cultivavam este desejo do Serviço à D’us conseguiram desistir de sua velha fé sem se sentirem divididos, temerosos, até mesmo sem um sentimento de traição, pois estavam subjulgados a alguma liderança e entidade ou grupo religioso.

    O MOVIMENTO BNEI NOACH NÃO É UM CAMINHO RELIGIOSO OU TEOLÓGICO, como já foi dito, é um Código Universal de Comportamento, e esta mensagem judaica é uma mensagem de Liberdade e Justiça para todos!

    Citou o Mestre algo que serve de exemplo bem claro que este Movimento não é nenhuma Religião, ao dizer que muitos Não-Judeus, seculares, iluminados, conheceram esses Princípios Antigos do Judaísmo que chamamos de sete Leis dos Filhos do Noé, e até mesmo adequaram Conceitos às Constituições de alguns países, algo feito por pessoas Dignas e Retas não ligadas a Movimentos Religiosos, e nenhuma Teologia. Sempre é importante frisar que em sua essência OS BNEI NOACH NÃO TEM EXPRESSÃO RELIGIOSA OU TEOLÓGICA DE QUALQUER TIPO! Ainda que a origem das sete Leis e dos 10 mandamentos sejam a mesma, Hashem. O que os liga é a Fé no Ser Supremo! As diversas Expressões Culturais, Religiosas e Ritualísticas contidas no Judaísmo não fazem parte do Caminho dos Bnei Noach. Ou seja, tratamos de Princípios para toda Humanidade e não de Religião!

    Mais uma observação muito importante que foi explicado pelo Mestre é que, muitos desses movimentos, tem surgido de forma errada devido a algumas “conexões teológicas”. Visto que essas pessoas que desejam tornar-se um Ben ou Bat Noach desejam ardentemente alguma prática, rituais, expressões culturais para “facilitar” a prática de Religião. Muito comum por exemplo, os Bnei Noach tentarem se expressarem usando um modelo de Sidur de Orações para os Noéticos, se auto-obrigando a determinados “serviços religiosos”, o que não passa de criação de religião, coisa que é abominável e extremamente proibido! Estes “serviços religiosos” na verdade não existem para eles! Ou seja, esses acabam por adotar Práticas Judaicas dentro desses sistemas que eles mesmos criam, sendo que tudo isso é estranho! Que D’us nos livre disto!

    Outro sintoma curioso, e muito grave, é que esses Bnei Noach são ex alguma outra religião e tendo eles assumido O Código para si, eles acabam se tornando anti-xtão violentos, fomentando então o antissemitismo no mundo. Isto, eu particularmente na minha caminhada pessoal tenho visto crescer nesses últimos dias. O Mestre continua explicando como isso funciona… Os Xtãos que estão sendo de certa forma, prejudicados por estes novos Bnei Noach podem e certamente fazem esta associação especialmente por eles, os Noéticos, assumirem Práticas Judaicas, e cometem algum tipo de discriminação ou ataque a fé deles. Portanto é muito importante que os Bnei Noach NÃO assumam maneiras e cultura judaica pra si, e que não tenham o mau comportamento de apontar o dedo para de onde, em sua maioria, vieram. Muito cuidado! Inclusive, existem pessoas no mundo e praticantes de outras religiões que são extremamente retas e especiais. Então nós não temos o direito de apontar o dedo pra nada!

    Enfatizando, o Grande Diferencial dos Noéticos é que, toda esta mensagem de Liberdade, Responsabilidade, Justiça, Moralidade, Retidão, não é uma religião! Mas sim uma grande oportunidade para as pessoas viverem de uma forma Reta e Digna sem a necessidade de cumprimento de rituais. O Movimento dos Bnei Noach não é um movimento de pseudo-judaísmo, visto que sempre que é criado um movimento a sombra de outro você incorre no perigoso erro da formação de cultos. Cultos estranhos, que divergem desta ideologia que estas pessoas estão tentando participar, mas tudo fica distorcido! A mensagem dos Noéticos transcende todas as culturas, todas as religiões, todas as fronteiras, nações, etnias, credos, absolutamente tudo! Somos todos seres humanos e isso nos une completamente. Ou seja, significa que na essência independente de vertentes teológicas todos nós somos criados na Imagem de D’us, e isto nos faz muito especial!

    Importante é entender que um Código Universal de Comportamento, não vai dividir pessoas, pois é um sistema garantido, de forma que o homem possa se desenvolver e tornar-se melhor, de forma que o homem possa prosseguir em direção ao seu destino, ao crescimento do mundo, sem adotar nenhuma religião. E ainda, por ser uma Estrutura Divina não deveria ser por ninguém questionada! Triste, mas a realidade é que alguns dizem que tudo não passa de invenção rabínica… já outros, dizem que ser Bnei Noach é querer muito pouco pra si mesmo, o mais “elevado” é “virar” judeu também!

    Então, tudo exposto, significa dizer que aqui é tratado um Código Moral como denominador comum para toda Humanidade. E isso é muito especial e as pessoas deveriam muito aprender sobre isso, reafirma o Mestre. Destacando novamente que é preciso se libertar dessa necessidade da realização de cultos estranhos à Vontade Divina, e de ataques a outras religiões, algo que é um desrespeito ao próximo. Os Bnei Noach vêm a ajudar literalmente, aos Judeus em apressar o Processo Messiânico, justamente porque isto implica no aumento de consciência, aumento de retidão das pessoas, e quanto mais pessoas do mundo, mais as nações do mundo adotarem este Código Moral Universal, mais próximo estaremos da era de Mashiach! Se D’us quiser!

    Encerrando a aula o Mestre nos lembra da grande obra iniciada pelo Lubavitcher Rebe, um dos Grandes Líderes Judeus dos últimos anos, que iniciou uma campanha mundial de forma que as Nações tivessem melhor entendimento do Código Noético, exercendo efetivamente o que é dito em Isaias que os Judeus são Luz para as Nações. E o momento na história do mundo permite que os Judeus possam praticar este Mandamento de forma mais ampla. A divulgação e ensinamento de um Código Moral consistente para as Nações, de forma que as pessoas vivendo suas vidas com Moralidade e Ética, isso vai apressar uma nova era no mundo quando a Retidão será o maior valor! Graças a essa campanha e todo esse trabalho e também, graças aqueles que se juntam aos Movimentos dos Bnei Noach, todos trabalham para a vinda de Mashiach, e que isso seja breve em nossos dias! Amén!

    Que Hashem nos abençoe, e muita Saúde ao Nosso Mestre!
    Att.,
    Alex

    UM RESUMO MUITO BOM DA AULA. PARABÉNS! RAB. AVRAHAM

  3. Shalom Sr. Rav Avraham e amigos

    Gostaria de trazer algumas palavras da serie Bnei Nôach, que explica quem são os Bnei Nôach. É um assunto muito importante e vital para o nosso conhecimento, principalmente porque os Noéticos precisam compreender a sua parceria com o Povo Judeu no processo de retificação do mundo, evitando assim possíveis disfunções.

    Sr. Rav Avraham aborda sobre a originalidade do movimento Noético, que é conectado a Noach. É importante compreender que os Bnei Nôach, essencialmente, se aplica aos Judeus e não Judeus, pois todos são descendentes de Noach. Agora a diferença está no fato de que os judeus são ordenados a seguir o Judaísmo, enquanto que os Bnei Noach foram ordenados a seguir um Código Universal de comportamento que estabelece a honra a um D-us supremo. Esse Código Universal também aborda padrões de conduta moral para o ser humano, considerando que esse Código não deve ser visto como meras exigências de D-us, mas sim como a própria revelação da vontade de D-us para a humanidade.

    Sr. Rav explica que o movimento Noético não é um movimento religioso ou teológico, o que é muito importante compreender, porque alguns “líderes” tem distorcido esse movimento, adquirindo comportamentos iguais aos Judeus, o que é errado. Os Noéticos não possuem nenhuma expressão religiosa, como também nenhum caminho conectado ao Judaísmo. As diversas expressões culturais e religiosas, contidas na religião Judaica não fazem parte do caminho dos Noéticos. Com base nesse princípio, é fácil perceber o engano presente, na grande maioria dos movimentos religiosos, porque desconhecem de fato, as Sete Leis Noéticas. É interessante que muitas religiões utilizam leis que foram dadas aos Judeus misturando conceitos totalmente pagãos. Eis aí a questão das disfunções de muitos segmentos religiosos. Hoje visualizo bem esses erros, pela graça de D-us, pois o Sr. Rav enfatiza sempre o cuidado que devemos ter para não cairmos nas interpretações erradas da Torá.

    Outro problema é que, a grande maioria dos Noético vieram de outras religiões, e isso acaba provocando grande rivalidade por parte desses “religiosos”, favorecendo o antissemitismo no mundo. Isto traz grandes obstáculos para o crescimento espiritual dos Noético, haja vista que sofrem perseguições de diversas formas por partes desses “religiosos”, o que reflete principalmente nos Judeus. Sempre foi assim no decorrer da história, de diferentes formas, nas diferentes épocas: no mundo antigo, na Idade Média e em nossos dias. Eu tenho percebido isso, mesmo que ainda em um grau pequeno, mas que já é o necessário para observar o olhar meio torto desses “religiosos”, até porque em outros tempos, eu fazia parte desse grupo. Agora é importante deixar bem evidente que não se deve nunca julga-los, como é dito pelo Sr. Rav mesmo no meio desse grupo “religioso” existem pessoas sérias, retas e que buscam fazer a vontade de D-us.

    Tenho uma amiga que faz parte desde grupo “religioso”, ela é muito especial. Ela tem o seu lado intuitivo muito bem desenvolvido. Curioso que sempre quando sentávamos juntas para estudar a Torá, eu trazia uma bagagem de conceitos, como se eu realmente compreendesse tudo, enquanto que ela trazia sempre uma palavra de profunda revelação, ensinando e tocando profundamente minha alma.

    Sr. Rav Avraham fala que quanto mais nações adotarem esse Código Universal, mas elas estarão contribuindo para a vinda da era Messiânica. Portanto, é um dever de cada Ben ou Bat Noach ajudar os Judeus no aumento da consciência sobre D-us ao mundo através do Código Universal. Um dos grandes Mestres do Judaísmo trouxe grande contribuição para a divulgação dos Bnei Nôach, Lubavitcher Rebe, que viu a grande necessidade de difundir as Sete Leis Noética. Hoje abrimos os olhos para essa grande realidade que é o movimento Noético e que trará, se D-us quiser, grandes frutos para gerações que viram trazendo luz para esse mundo e livrando do caos muitas almas.

    Agradeço Sr. Rav Avraham por mais uma oportunidade. Desculpe qualquer erro cometido. D-us abençoe.

    Tudo de Bom
    Raquel

    MUITO BOM. É POSITIVO QUANDO VOCÊ TRAZ O IMPACTO PESSOAL DA AULA. RAB. AVRAHAM

  4. Shalom Rabino Avraham, e amigos da comunidade, bom dia.

    Agradecemos, ao Amigo Marcio Machado por iniciar o estudo desta aula, e gostaria de expressar algum entendimento.

    Inicialmente o Mestre descreve o significado literal dos Ben/Bat Noach: os sobreviventes do dilúvio, e seus descentes.

    Por conseguinte é esclarecido que em nossa geração, sobreviver a este dilúvio de imoralidade, significa principalmente manter o equilíbrio entre masculino e feminino, o que por si só é algo bastante difícil entre as nações, pois como visto em recentes vórts, e principalmente em http://beitarizal.org.br/2014/04/11/acharei-mot-infrutifero-infrutifero/ e https://retidaonoetica.wordpress.com/2014/04/13/3268/ (E TAMBÉM http://beitarizal.org.br/2013/06/25/papeis-trocados/ ENTRE OUTROS. RAB. AVRAHAM), o assunto de moralidade vai muito além do que pensávamos, ou “entendíamos” ser:

    “… um Código Universal de Comportamento…”, “… A crença e Honra num Ser Supremo…”.

    E aqui lembrei das palavras profundas do vort mencionado: “… obviamente, relações conjugais, entre marido e mulher, deveriam ter a intenção de ser uma interconexão sublime, do grau físico, e dos aspectos espirituais, representados por tanto, dessa União do Casal…”. Algo me fez entender que esta seria a maior honra ao Ser Supremo.

    A aula segue especificando que este código estabelece padrões de conduta moral, e nos mantém dignos e aptos a cumprir as Sete Leis, com comportamentos básicos de equilíbrio na criação, como: não roubar, não comer a carne de um animal enquanto vivo (viver em harmonia com a natureza da criação); estabelecer cortes de justiça, apoiar e obedecer as leis to país. Vemos então no livro Darósh Darásh (Pág.188), que quando não vemos estas leis sendo cumpridas é devido às uniões indevidas (relações ilícitas), em desacordo com o ensinado nos vórts: “… E por isso que essa perversidade é vil, pois implica na transgressão de tantos mandamento Divinos: “Não matarás”, uma vez que é dito, “Tuas mãos são repletas de sangue” (o que nos lembra o conselho profundo do Mestre, de evitarmos tocar nas mãos das pessoas – os tal cumprimentos mundano), e cada semente que poderia ter gerado vida, apenas resultou em morte. “Não cometerás adultério”, pois ao invés de aumentar a força do Bem no mundo, a pessoa dá poder para a “amante”, tudo que é externo à Santidade (D-us nos livre). Não roubarás”, pois a pessoa se torna acessória direta do roubo da luz de D-us, causando as tsarot no mundo. E por fim, “Não testemunharás em falso”, pois como está escrito, “o Senhor teu D-us circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência”, o que significa que aquilo que ocorre com o homem ocorre com sua descendência, seja para o bem ou não…”.

    É dito que os B’nei Nôach como Movimento, é algo novo, apesar de que existe há muito tempo. O Mestre segue explicando que religiosos com missões proselitistas, trabalharam arduamente para converter judeus a sua fé (principalmente os xistãos), mas que ao se depararem com entendimento Santos da Torá, caíram nas Graças de Hashem, e felizmente compreenderam a principal missão do Homem no mundo: Justiça e retidão, a conexão com o D-us único, através do código universal. Maravilhados, abandonaram sua fé original, e seguiram suas vidas com a mensagem de Liberdade e Justiça para todos. O Mestre segue citando momentos históricos em que ocorrem estas manifestações noéticas, porém com outra face: líderes iluminados nas nações que conheciam as Sete leis, e inseriram seus pensamentos na formações de países e governos, explicando que justamente por ser um código de comportamento universal, é um movimento que na essência não permite ter expressão alguma religiosa.

    A aula continua revelando que o atual movimento tem se manifestado equivocadamente devido a falta de entendimento entre Código Universal e Religião. E que um comportamento religioso contradiz este código. O Mestre explica aqui, que a principal função é buscar garantir a união: “… nós somos todos seres humanos, isto é algo que nos une, completamente …”. E que eliminando a questão religiosa, estamos evitando conflitos e separações: “… A ausência teológica é um sistema garantido para que o homem possa se desenvolver e realmente se tornar melhor…”. Como uma chave de acesso à Era Messiânica, assim imagino.

    É citado o principal líder de um passado não distante, que muito contribuiu para divulgação das Sete Leis, e fez uma grande campanha para ensinar judeus e as nações. E também lembrado que o movimento noético não pôde ser mais desenvolvido, devido às questões antigas de anti semitismo e conflito das nações contra os judeus. Que foi alcançado vitórias, como podemos ver nos Estados Unidos, é um movimento forte e atuante. E também como citado por um antigo membro, hoje em dia, é garantido conforto e crescimento ao B’nei Israel (Luz) naquele país onde: “…nos EUA em uma cidade chamada Monseys no estado de NY. O que me chamou atenção é que a cidade era totalmente preparada para judeus viverem, cercada de restaurantes e supermercados casher, sinagogas, escolas para judeus e tudo mais para o povo se sentir tão à vontade como se estivessem em Israel. (uma curiosidade: 43.98% falam inglês em casa, 41.48% Yiddish, 6.88% hebraico)…”

    Estamos nas Graças de Hashem. Ele nos enviou o líder desta geração: Rabino Avraham Chachamovits. Acredito que estamos trabalhando num Movimento Noético que possibilitará transformações incomparáveis ao Mundo. O Brasil é um país laico, extremamente favorável a receber as Sete Leis, se D-us quiser. Vemos todos os dias a justiça do homem tentando prevalecer. Mas estamos resguardados desta teia de corrupção, Graças a D-us. E se D-us quiser, logo teremos a soberania Divinas regendo aqui nesta terra, que não mais será um Brasil egoísta, mas onde brilhará a Luz das Nações, se D-us quiser. E diremos ao Mestre: Estamos prontos, queremos Mashiach já! Que seja em nossos dias, amém.

    Obrigado por mais esta aula tão especial Mestre.

    Obrigado amigos, pela perseverança.

    Edson Bertoldo

    BARUCH HASHEM PELO SEU COMENTÁRIO. RAB. AVRAHAM

  5. Shalom, Mestre e membros do Grupo.
    Segue Comentários sobre: Quem são os B’nei Noach?

    De acordo com os ensinamentos do Mestre, o mesmo nos ensina que, o movimento noético ou os B’nei Noach, ou filhos de Noé, direciona-se para Judeus e não Judeus, os justos das nações, aqueles que não são obrigados como os Judeus a seguir o judaísmo, mas podem seguir um código universal de comportamento de obediência e honra a um ser supremo e padrões de moral, como, por exemplo, não roubar, não comer a carne de um animal enquanto vivo, levar uma vida em harmonia com a natureza, a ideia de estabelecer cortes de justiça e de obedecer às leis do país, sendo, em resumo, um código que permite a existência e o existir de uma sociedade onde seus membros possam evoluir espiritual e moralmente, possibilitando a harmonia entre os povos, sendo princípios não só importantes, mas, mais ainda, santos.
    O nascedouro do movimento dos B’nei Noach é relativamente recente, sendo possível indicar como de sua vertente, os Xtãos, que tentavam converter os Judeus a sua fé, sendo que para isso, no estudo de como os Judeus levavam sua vida, os caminhos do Judaísmo, acabou ocorrendo o contrário, os Xtãos, em seus estudos, descobriram que existe um caminho para todos os não Judeus e isso possibilitou a essas pessoas a renúncia a sua fé original e uma transição onde não ficaram divididos entre as duas fés e isso foi possível porque esse caminho oferecido pelo Judaísmo não é religioso ou teológico, mas um código universal de comportamento, por isso não se sentiram culpados no abandono da fé original e o abraçar desse código.
    Esse código, essa mensagem judaica é uma mensagem de liberdade e justiça para todos.
    Muitos iluminados não judeus, através dos tempos, conheciam essas leis antigas do judaísmo, que chamamos as sete leis dos filhos de Noé, tendo adotado esses princípios para a confecção de constituições de seus países, essas leis que vemos nesses documentos escritos por pessoas especiais dignas e corretas, porém, não religiosas, não ligadas a nenhuma teologia, de fato apoiram seus pensamentos na formação de países, de governos nesses ensinamentos judaicos antigos.
    Um país onde a constituição, se lida atentamente nos demonstra esse uso do código universal ora referido, é a constituição dos Estados Unidos da América, sendo ela única no mundo, a esse respeito, mesmo tendo sido escrita por pessoas que não acreditavam em um Ser Supremo e Xstãos de diversas vertentes.
    Justamente por serem eles um código de comportamento universal, os B’nei Noach não possuem nenhuma expressão religiosa ou teológica de qualquer tipo e isso porque os ensinamentos desse código não se constituem em uma religião e nem uma forma de conexão com o judaísmo, seja cultural ou social apesar de a origem das sete leis ser a mesma dos dez mandamentos, mas há uma fé em um ser Supremo, Hashem, assim, são preceitos universais para toda a humanidade e não de religião.
    Por essa razão, esse movimento tem, muitas vezes, surgido de uma maneira errada, pois devido a uma conexão teológica, essas pessoas que querem ser consideradas um filho ou filha de Noé, desejam rituais e expressões culturais que possam facilitar a expressão de suas crenças, isso é compreensível e é comum um B’nei Noach, se desejar um Siddur, um livro de orações para os noéticos e outros aparatos religiosos que são inexistentes para os B’nei Noach, porque o código, é um código de comportamento harmônico com D’us e com a natureza.
    A não compreensão disso faz com que muitos B’nei Noach acabem por adotar práticas judaicas, dentro de um sistema que certos B’nei Noach acabam arquitetando, inserindo a expressão religiosa judaica, que são práticas estranhas à origem verdadeira dos B’nei Noach, como dito, erradamente, porque não é isso que a Lei de D’us prescreve para os B’nei Noach. Isso tem ocorrido pelo mundo mas não reflete a realidade sobre o código universal dos B’nei Noach. (EXATO. ALÉM DISSO, É HALACHÁ/LEI QUE OS BNEI NÔACH SÃO PROIBIDOS DE CRIAR UMA RELIGIÃO, OU SEJA, NESTA “MESCLA” COMUM, ELES FEREM AS LEIS DA TORÁ SOBRE ELES MESMOS)
    Podemos verificar a verdade desse ensinamento do Mestre, ao analisarmos as diversas variantes dos Xstãos, as comunidades que se isolam praticamente dos demais Xstãos, com eles tendo contato somente formal, como os Quaker’s, Amish e outras.
    Além desse fato (introdução desnecessária de práticas judaicas), tem ocorrido outro sintoma curioso, muitos desses B’nei Noach, são oriundos de outras religiões, ocorrendo de, tendo assumido as sete leis e suas ramificações, buscando viver a vida como um filho ou filha de Noé, acabam por se tornar anti-Xstãos, sendo esse um problema muito comum e sério, porque essa atitude tem fomentado anti-semitismo no mundo, porque os Xstãos que estão sendo prejudicados de alguma maneira, por esses novos B’nei Noach, podem associar o uso das práticas judaicas por eles a estarem sofrendo discriminação ou alguma forma de ataque a sua fé e seu modo de vida (RESULTANDO, COMO EU DISSE NA AULA, EM ANTI-SEMITISMO…).
    Esse fenômeno citado pelo Mestre, está a ocorrer em nosso cotidiano e cito como exemplo, aqueles que não acreditam em deus algum (D’us nos livre, NOTE QUE QUANDO SE TRATA DE ‘OUTROS DEUSES’, A GRAFIA É DISTINTA, SE EXREVE deus/deuses EM LETRA MINÚSCULA), os ateus, que nitidamente, atacam os Xstãos deliberadamente, até na esfera judicial, buscando que os símbolos que os identificam sejam retirados de repartições públicas ao pretexto de o Brasil ser uma país, laico, dando interpretação deliberadamente errônea a esse termo, de vez que país laico não quer dizer não “religioso”.
    Fora as pessoas anteriormente citadas, há o ataque a Xstãos e ao Judaísmo, pelos pregadores da Religião da Nova Era, que enxergam nos Xstãos e no Judaísmo, o empecilho para seu estabelecimento, de vez que o mundo ocidental, fundou-se nos ensinamentos Judaico/Xstãos, assim, para eles, D’us nos livre, enquanto essas raízes não forem extirpadas, não conseguirão seu intento. (EQUÍVOCO SEU: OS VALORES SÃO TODAS DA TORÁ, PORTANTO ESTRITAMENTE JUDAICOS)
    Por isso é importante que os B’nei Noach, não assumam ou incluam em seu caminhar, a cultura, práticas e preceitos judaicos, bem como, também não assumam o comportamento não retificado de apontar o dedo para o lugar de onde vieram e dizer que não serve ou serviu para nada, isso porque, graças a D’us, temos pelo mundo, pessoas de outras religiões, extremamente retas, louváveis e especiais (AINDA QUE RARO, POIS RETIDÃO É DEFINIDA COM OS PARÂMETROS DA TORÁ DE HAHSEM. SER “RETO” SEM ESTES PARÂMETROS É UMA INCOERÊNCIA).
    Por isso, o Mestre diz que um B’nei Noach não tem o direito de apontar o dedo, de criticar nada.
    Se se examinar bem, o código universal dos B’nei Noach, é algo que existe aplicado na base de todas as religiões do mundo, quando encontramos pessoas retas nas outras religiões, eles vão estar sempre adotando de uma maneira ou de outra esse código, a diferença reside em que, a mensagem dos noéticos, de liberdade, responsabilidade, justiça, moralidade, retidão e outras, não é uma religião, mas uma oportunidade de as pessoas viverem de uma maneira reta e digna, sem a necessidade de cumprimentos ritualísticos ou expressões culturais que sejam de uma cultura ou de outra de uma religião ou de outra, é muito especial e importante esse fato, por isso, de se deixar claro que o movimento dos B’nei Noach não se trata de um pseudo-judaísmo, porque toda vez que se cria um movimento à sombra de outro, incorre-se no perigoso erro da formação de cultos, pois é assim que esses se desenvolvem, onde vai-se adotando, aspectos de uma outra identidade, criando-se, com isso, uma versão estranha à original e estranha, também, aos princípios regentes da ideologia à qual as pessoas estão querendo se ligar e participar, acaba-se por criar uma distorção desse código universal e de seus assuntos tão importantes.

    A mensagem dos noéticos é uma mensagem que transcende todas as culturas, todas as religiões, fronteiras, nações, etinicidades, credos, tudo, porque somos todos seres humanos, sendo algo que nos une completamente, significando isso que na essência, independentemente de questões teológicas, todos nós somos criados na imagem de D’us, fato que nos faz a todos muito especiais, sendo, portanto, importante entender que um código universal de comportamento não terá o condão de dividir, separar ou conflitar pessoas, mesmo ante a ausência de um sistema teológico, o código universal dos B’nei Noach, é um sistema garantido para que o homem possa se desenvolver e realmente se tornar melhor, porque sendo esse código a própria base de todas as religiões e filosofias do mundo, devemos rezar para eu ninguém discorde dessas Sete Leis, de vez que elas são tão ementares, tão fundamentais, que não deveriam ser discutidas por ninguém, pois constituem uma estrutura formal, divina, para que o homem possa seguir no caminho de seu crescimento e o do mundo, sem a necessidade de adotar qualquer outra religião, pois está-se a tratar de um código universal como um denominador comum de toda a humanidade.

    (VOCÊ DEVE TOMAR CUIDADO COM AS REPETIÇÕES E REDUNDÂNCIAS DE SEUS ESCRITOS)

    Esse código universal é muito especial, sendo que, as pessoas deveriam procurar conhecê-lo, porém sem a intenção de criar um novo culto, com a liderança de pessoas ligadas aos mais diversos tipos de movimentos, buscando evitar-se ataques a outras religiões, de vez que, na verdade, os B’nei Noach, seguindo o código universal da maneira original, sem incluir cultura, práticas e elementos da religião judaica e de outras, vem a ajudar os Judeus a apressar o processo messiânico, justamente por ser um processo que implica no aumento de consciência de retidão das pessoas. Por isso, quanto mais pessoas no mundo e nações adotarem esse código moral universal, mais próximos estaremos da era de Mashiach, sendo essa a essência do movimento dos B’nei Noach e graças a D’us, no últimos anos existiu um líder Judeu extraordinário que fez uma campanha mundial para eu os Judeus aprendessem o significado dos B’nei Noach e pudessem atuar de modo a ensinar as nações esse código moral tão importante, para que esse mundo seja um mundo bom e esse pessoa, tão única, que fez essa campanha no mundo, foi o Lubavitcher Rebe, foi ele que trouxe para o mundo judaico essa mitsvá de ensinar as nações sobre esse código que durante muito tempo não se falou nada a respeito, mesmo porque os judeus vivem hoje um período de liberdade religiosa, que lhes permite falar e ensinar as nações de que maneira, segundo as leis de D’us, deveriam se comportar para ter uma vida reta e digna, sendo isso um fenômeno recente na humanidade, de vez que no passado, os judeus viviam de uma forma e ocupavam posições em que esse contato com as nações não era permitido, não podendo dizer que as nações deveriam viver segundo um código moral universal, sendo isso um fenômeno recente e tendo percebido isso, o Lubavitcher Rebe com sua sabedoria extraordinária, difundiu esses princípios para o mundo todo, sendo o mundo judaico ou não, da importância de se assumir um código moral para as nações, bem como graças a isso, temos pessoas que estão vivendo de uma forma mais moral e tendo vidas permeadas pela moral e retidão, sendo isso que se D’us quiser, levará a uma era onde a retidão será o maior valor, graças a essa campanha e esse trabalho Rebe e das pessoas que se juntam ao movimento dos B’nei Noach, estamos todos trabalhando para a vinda de Mashiach.

    VOCÊ DEVE SEMPRE SE DESPEDIR E ASSINAR SEUS TEXTOS.

    MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

  6. Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade, boa noite,

    O Sr Rabino Avraham, começa explicando sobre um movimento “religioso” chamados de Bnei Noach, ou seja Filhos de Noé . Os filhos de Noach , o da arca bíblica , são assim chamados todos os que vieram após o mabúl (dilúvio ), sendo judeus ou não judeus (NÃO É BEM ASSIM, APENAS QUE TODA A HUMANIDADE DESCENDE DE NÔACH. MAS, A ÊXODO DO POVO DE ISRAEL COM O RECEBIMENTO DA TORÁ, MUDARAM ISSO, FIRMANDO A LINHAGEM JUDAICA QUE JÁ EXISTIA NOS PATRIARCAS AVRAHAM YITSCHAK E YA’ACOV. ISSO PRECISA FICAR CLARO. RAB. AVRAHAM). Noach junto com sua família e filhos, sobreviveram ao dilúvio, portanto todos nós somos considerados filhos de Noach, sendo judeus ou não. A diferença de judeus ou não judeus se faz porque os judeus são ordenados de seguir a religião judaica, são ordenados por D-us (VER EXPLICAÇÃO ACIMA). Já os noéticos não são ordenados de seguir o judaísmo, na verdade ser noético significa seguir um padrão ( código) universal de comportamento (DA TORÁ). Seguir um código de comportamento universal que estabelece honra e crença num Ser Supremo. Esse código estabelece um padrão de conduta moral tal como não roubar, não comer parte de um animal enquanto vivo, significa também viver em harmonia com a natureza. Também a idéia de estabelecer cortes de justiça e apoiar e obedecer as leis do país. Enfim um código universal que permite uma sociedade de existir, de modo a favorecer o homem no seu crescimento espiritual , moral, levando à uma harmonia entre os povos. Conceitos muito bonito, importante e santos (EXATO).

    O “movimento” dos Bnêi Nôach (NÃO OS BNÊI NÔACH PROPRIAMENTE DITOS), é recente e se originou de pessoas que tentavam convencer os judeus de abandonar ou alterar sua fé religiosa. O resultado disso foi que essas pessoas tiveram que estudar mais sobre o judaísmo e terminaram percebendo que existe no judaísmo uma alternativa oferecida para os não judeus, abandonando ou não sua fé religiosa, seguir este código universal de comportamento. Estas pessoas terminaram desistindo de sua missão de proselitismo, tentar converter os judeus, e terminaram assumindo este caminho, esta alternativa, prescrito pelo judaísmo, que não é um caminho religioso ou teológico, ele é um código universal de comportamento. Essa mensagem judaica é uma mensagem de liberdade e justiça para todos.

    Muitos iluminados não judeus, seculares, através dos tempos , conheciam estes princípios do judaísmo a chamada 7 Leis dos Bnêi Nôach, e usaram destes princípios para confeccionar suas constituições, caso dos Estado Unidos da América. Estes princípios adotados pela essas pessoas especiais , dignas, retas, porém não religiosas, não ligadas à nenhuma teologia, de fato apoiaram os seus pensamentos na formação de países baseado em princípios judaico antigos. Ou seja justamente por ser um código de comportamento universal, o movimento noético na sua essência eles não tem nenhuma conotação religiosa, teológica, de qualquer tipo, porque não é uma religião, também não é um caminho conectado ao judaísmo, portanto não tem uma expressão cultural, social com o judaísmo, não tem nada a ver com o judaísmo. Apesar de que a origem das 7 leis é a mesma origem dos 10 mandamentos, é Hashem, isso eles reconhecem, eles tem fé num Ser Supremo, mas as diversas expressões culturais e religiosas, contidas na religião judaica , não fazem parte dos caminhos dos Bnêi Nôach.

    Entretanto prossegue o Sr Rabino, esses movimentos dos Ben , Bat Nôach tem surgido de maneira errada, porque eles desejam expressões culturais, cultos que possam facilitar a expressão da sua crença, no entanto estranhos à sua condição. Eles esquecem que não se trata de religião, se trata de um Código Universal de Comportamento.

    Ocorre que o movimento noético termina assumindo postura, práticas da religião judaica e o que é pior passam a criticar com uma atitude não retificada, outras religiões, alimentando o anti-semitismo no mundo. Porque nós temos pessoas de outras religiões extremamente retas, extremamente louváveis, e isso não dá o direito de nenhum bnei Noach criticar. Mesmo porque a base do movimento noético, é base de quase todas as religiões do mundo, quando nos encontramos pessoas retas nestas religiões certamente eles estào seguindo o código universal de comportamento. A mensagem dos Noeticos, de liberdade, responsabilidade, justiça, moralidade, retidão , não é uma religião ou seja é uma oportunidade para as pessoas viverem retas , dignas sem a necessidade de cumprimento ritualistico de uma religião ou outra.

    Enfim os Bnêi Nôach tem uma parceria com os judeus, ajudando os judeus no aumento da consciência sobre Hashem, ajudando a melhorar o mundo, apressando assim a vinda do verdadeiro Maschiah, Amém.

    Agradeço ao Rabino Avraham, pela essa aula esclarecedora sobre ao nosso posicionamento na sociedade, como aspirante á Ben Nôach.

    Tudo de Bom ,

    Francisco Sousa.

    MUITO BOM COMO SEMPRE. RAB. AVRAHAM

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