PARASHÁ EMOR

Pela graças de D”us

Shalom estimado Rabino Avraham e queridos colegas

Peço permissão para fazer um pequeno comentário sobre a “Parashá Emor” segundo o livro

 “A Bondade Para Avraham” se D”us quiser”.

O Rabino Avraham começa nos ensinando que na medida em que o homem se conecta com a Luz Infinita de D’us, sua apreensão e compreensão do espectro das ‘infinitas realidades’ da Criação aumentam. Podemos ver que para compreender aspectos tão profundos da criação, primeiro é necessário uma aproximação com o Divino, algo que não é para qualquer um, por que é algo santo e Puro.

Estamos falando da luz de D”us, que transcende toda e qualquer capacidade de entendimento e compreensão humana, devido nossa limitação tão enraizada no materialismo, onde só enxergamos o físico, e nada mais, então para a maioria das pessoas, só existe esse mundo aqui em que estamos inseridos, um mundo baixo e grosseiro.

O mestre continua nos dizendo que isso ocorre, pois a aproximação com o Divino expande nossa consciência, e com o ganho de consciência compreendemos melhor o quão pequeno verdadeiramente somos.

Aprendemos em outras aulas do mestre que o grande obstáculo para o nosso aprendizado é a falta de humildade, a arrogância e o ego inflado. Nesse texto acima vemos que quando expandimos nossas mentes, então percebemos como somos pequenos e insignificantes.

O Trabalho do Rabino Avraham com os não judeus é justamente focado nessa limpeza espiritual. Porque somente com recipiente limpo, e preparando, podemos receber essa Luz Divina que expande nosso entendimento de uma forma que passamos a ver alem do físico e mundano e passamos a ver as infinitas realidades da Criação, se D”us quiser.

O Rabino continua dizendo que isso nos leva ao bitul hayesh,um estado de auto-nulificação ou ainda ao bitul bimetziut, a ‘completa’nulificação do ‘Eu’. Estes estados abrem os portões para níveis ainda mais elevados de consciência que aumentam nossa conexão com D’us.

Acredito que para todos nós que nascemos e crescemos na mais profunda ignorância sobre D”us e sua Torá. Rebaixar nosso “eu” é algo extremamente difícil (É O AVODAH/TRABALHO ESPIRITUAL MAIS DIFÍCIL DE TODOS. RAB. AVRAHAM).

O Rabino nos ensina que a grande dificuldade geral que existe para os não judeus se retificarem é devido ao seu pensar “materialmente centrado e materialista, Primeiro porque nos achamos pessoas boas e honestas, “um grande erro” porque não existe correção sem Torá (EXATO, MUITO BOM). Segundo é muito comum darmos tapinha em nossas próprias costas dizermos para nós mesmo, “até que eu não sou tão ruim assim”!!

Não querendo ser redundante, mais aqui o Rabino nos deixa uma lição muito importante, que para chegarmos mais próximos de uma realidade, ou nível mais elevado, precisamos reconhecer que tudo que aprendemos sobre D’us em toda nossa “vida” estava errado e destecido.

Com os ensinamentos do mestre, se D”us quiser, vamos rebaixar nosso “eu,” e pela misericórdia de Hashem conseguirmos inverter esse desejo baixo e grosseiro, e então estaremos dando os primeiros passos rumo a uma vida reta e justa, de acordo com a Torá e sua Leis.

Peço perdão pelos erros de entendimentos.

Agradeço a D”us pela vida, saúde e suatento, por está aqui, pela vida do Rabino Avraham, e pela vida de todos meus amigos da Comunidade”.

E quando chegar o único e verdadeiro Mashiach então limpará e purificar tudo em todos os graus, se D’us quiser.

Tudo de bom para todos.

Shalom

Francisco Saturnino

MUITO BOM! TERIA GOSTADO SE O TEXTO FOSSE MAIS DESENVOLVIDO, MAS VAMOS EM FRENTE. NOTE QUE  ADICIONALMENTE, EXISTEM DUAS ÁUDIO-AULAS NO MESMO POST: http://beitarizal.org.br/2013/03/10/emor/. RAB. AVRAHAM

20 opiniões sobre “PARASHÁ EMOR

  1. Shalom Sr. Rav Avraham e amigos

    Gostaria de expor algumas ideias de acordo com meu entendimento do estudo da parashá Emor desta semana, extraído do livro A Bondade Para Avraham da pag. 347 a 349.

    De acordo com o verso: “Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho” (Tehilim 81:9). Esse Tehilim é muito profundo, ele nos orienta de ter o cuidado de não se ligar há “deuses estranhos” e ainda se prostrar diante deles. Quando o homem deixa de cumprir os mandamentos da Torá, ele se move para abandonar sua fé no Sagrado e se prostra aos deuses falsos. Esse ato de distanciamento do Divino, o Ribono Shel Olam, traz grandes consequências para o homem, e uma delas seria a perversão da consciência sobre D-us. O homem passa a viver em um estado superficial da realidade, de acordo com sua natureza animal, não percebe as infinitas realidades que existem na criação, o que é terrível. Como descreve o sr. Rav Avraham “escura ilusão sensorial”, pois essa ilusão une o homem à incerteza.

    Percebo que esse é o mal da modernidade, incerteza em tudo, fragmentação da consciência. Vive-se numa época de grande caos, da incoerência que faz com que o homem não só fracasse em se aperfeiçoar, mas que o faça exceder em sua imperfeição, deixando de cumprir seu propósito neste mundo. De acordo com a Cabalá, esta ilusão tem origem no Makom Panui (espaço Vago), “o Criador permitiu existir, para que as criaturas existissem”, portanto, Ele criou a ilusão que Ele é ausente deste espaço; e desta ilusão, deste vácuo aparente que a heresia é vivificada. Penso que a grande heresia da negação de D-us é quando o homem nega em conhecer verdadeiramente D-us, permitindo com que sua arrogância obstrua o canal da verdade Divina, fazendo tal homem cair na mão de “deuses estranhos”, rebaixando a sua consciência, sujeito a influencia de diversas doutrinas, filosofias, falácias desse mundo.

    E muito triste quando você chega perto de uma pessoa, fala sobre D-us, Seus mandamentos, Seu amor, Sua misericórdia (NOTE QUE EU COLOQUEI EM MAIÚSCULO O “S” DE SEUS, SEU, SUA, QUE ASSIM DEVE SER FEITO QUANDO NOS REFERIMOS A HASHEM. RAB. AVRAHAM) e a pessoa demonstra resistência em ouvir (QUANDO NÃO PIOR…), principalmente quando toca no assunto de fazer Teshuvá. A cegueira espiritual é bastante evidente. Por isso a pessoa vive em um “vácuo” por assim dizer, devido os seus erros constantes, e muitas vezes chegando ao extremo, blasfemando o nome de D-us, o que é uma grande heresia.

    Um aspecto importante que é apresentado pelo o Sr. Rav Avraham na parashá é que o Nome de D-us deve sempre ser exaltado (INCLUSIVE NA GRAFIA!). Isso me faz refletir sobre as nossas ações, que devem sempre engrandecer a D-us, pois ela reflete aquilo que realmente somos. Gostaria de enfatizar que as ações das pessoas que cumprem mitsvot e estudam a Torá afetam toda a realidade, e acredito, dentro do meu limitado entendimento, que afeta também essas pessoas que vivem na ilusão, mas claro, desde que elas estejam receptivas a receber a verdade Divina e conhecer a D-us (ESTE SEU PENSAMENTO TEM PROBLEMAS. SE UMA PESSOA ESTÁ VIVENDO EM UMA PROFUNDA ILUSÂO – COMO A MAIORIA DO MUNDO – ELA REJEITARÁ QUALQUER ENTENDIMENTO SUPERIOR. MAS, QUANDO O VERDADEIRO MASHIACH CHEGAR, ELAS SE SURPREENDERÃO AO EXTREMO…). Já conheci pessoas que viviam em estado de consciência em um verdadeiro caos, e fiquei impressionada quando elas passaram a estudar Torá, elas se transformaram e o nome de D-us foi exaltado através de suas ações. Hoje percebo como Hashem tem trabalhado no meu coração, removendo toda impureza, e isso tem causado grandes mudanças na minha vida refletindo nas minhas ações. O ponto aonde gostaria de chegar é que levar uma pessoa a amar (E TEMER. NÂO EXISTE SÓ AMAR, SENDO ESTA UMA FALHA CONHECIDA DAQUELES QUE DE FATO DESCONHECEM A SUA LEI E NÃO SÃO LIGADOS A ELE. É ATRAVÉS DO CUMPRIMENTO DAS LEIS QUE A PESSOA SE APROXIMA DE HASHEM) a D-us por meio de nossas ações retificadas é uma forma de exaltar o nome de D-us, não permitindo com que o nome de D-us seja blasfemado pela boca de pessoas ímpias (VOCÊ ESTÁ SENDO UM TANTO ACADÊMICA AQUI CUIDADO COM ESTA TENDÊNCIA SUA. A BLASFÊMIA É UMA TRANSGRESSÃO, MAS CERTAMENTE NÃO A ÚNICA. RAB. AVRAHAM), que estão o tempo todo tentando justificar seus erros e caindo em grandes heresias.

    Pela graça de D-us, e sob o direcionamento do Sr. Rav Avraham temos aprendido a desenvolver nosso potencial (ESPERO QUE SIM, MAS É VITAL SEGUIR MINHAS ORIENTAÇÕES, PARTICIPAR AQUI E BUSCAR CRESCER EM AMOR E TEMOR A HASHEM), crescendo espiritualmente e saindo desse “vácuo” que é a ilusão do homem em achar que pode viver sem D-us, vivendo apenas para seu ego. Essa parashá traz muitos conceitos importantes e que nos exorta a sair do comodismo, porque conhecer a D-us requer esforço e dedicação. (EXATO!)

    Gostaria de agradeço o Sr. Rav Avraham por esta oportunidade. Peço desculpas por qualquer erro cometido.

    Tudo de Bom
    Raquel

    MUITO BOM COM SEMPRE! QUERIA LEMBRAR QUE EXISTEM TAMBÉM DUAS ÁUDIO-AULAS NO MESMO POST: http://beitarizal.org.br/2013/03/10/emor/. RAB. AVRAHAM

  2. Shalom, Mestre e membros do Grupo.
    Segue Comentários sobre: Parashá Emor
    O Mestre, ao comentar o Zohar III:106a, Emor, de cujo verso apreendi que, entre nós e D’us, não é permitido D’us estranho e muito menos, devemos nos prostar à qualquer D’us estranho, sendo esse D’us estranho, o mal (D’us nos livre), sendo que, o mal a que o Zoar (GRAFIA: é ZOHAR) se refere, é aquele incitado, encorajado, instigado, por nós mesmos.
    Mais ainda, compreendi desse verso do Zoar (Baruch Hashem), que essa atitude de se auto-incitar o mal, que é compreendido como um outro D’us (JÁ EXPLIQUEI ANTERIORMENTE QUE QUANDO SE FAZ REFERÊNCIA A OUTROS DEUSES INFERIORES, DEVE-SE SE ESCREVER: deus ou deuses) (D’us nos livre), tem como efeito, nosso rompimento com o verdadeiro D’us e com sua Torá, permitindo que esse D’us falso nos permeie e a ele prestemos reverência, nos prostemos e nos expressemos.
    Compreendi, também, que, a incitação ao mal e via de consequência, a um D’us que não Hashem (D’us nos livre), nos causa um estado de confusão, mais especificamente, de nos expressar contra D’us (D’us nos livre), de maneira inconsciente, sem nos darmos conta, tendo o Zohar III:106a, a esse respeito, dito que, em razão da confusão que o mal que incitamos e que reside dentro de nós causa, não sendo possível, por esse estado, saber se a pessoa está se referindo a D’us de forma ofensiva de livre e espontânea vontade, de coração, diferencia e trás nessa diferenciação, uma misericórdia de Hashem, para conosco, ao dizer que, se um homem “amaldiçoa D’us” (D’us nos livre), estando sob a influência daquele mal, daquele falso D”us, que ele dá, nessa ocasião, testemunho da sua iniquidade, ofensa que, em razão do estado de confusão, é tida por inconsciente e, por isso, não é de gravidade mortal, como quando a pessoa “blasfema” contra D’us, de vez que, a blasfêmia, é um ato consciente, diferente do amaldiçoar quando a pessoa está sob a influência do mal que incitou, do falso D’us, ocasião em que está em confusão, onde diz ofensas inconscientemente.
    Seguidamente aos dizeres do Zohar III:106a, o Mestre, com sua sabedoria que a todos nós generosamente acolhe, e que antes de descrever minha compreensão de seus ensinamentos, confesso, que o faço com enorme esforço e humildemente, peço-lhe de antemão, desculpas caso não o compreenda e teça comentários despropositados a respeito, de vez que o conhecimento constante desses ensinamentos do Mestre, são tão densos, que no meu entender, dariam, se descompactados, para compor mais de um livro, me pondo na posição de um astrofísico, que ao se deparar com uma foto do telescópio Hubble, se demora na análise, porque diante de tanta informação, demorado é o processamento do contido nas imagens, no caso, nas vossas iluminadas palavras.
    Ensina o Mestre que, quanto mais buscamos a infinita Luz, o infinito conhecimento de D’us e de sua criação, mais nossos horizontes são expandidos, mais aumentamos nossa percepção sobre Sua Criação, sobre Suas realidades, que para nós, são infinitas, passando, se humilde formos, a compreender nossa própria pequenez, nossa limitada realidade, o que, nos faz, também, a refletirmos sobre nossa própria condição e propósito, enquanto habitantes Dessa Criação, Dessa Realidade em que D’us nos coloca.
    Nos ensina que, quanto mais compreendemos, mais Luz recebemos, de vez que mais conexão temos e que, quanto mais anulamos nosso Eu em face de D’us, mais essa conexão aumenta e com ela, mais nossa consciência é elevada e essa elevação nos leva a sentir, a perceber cada vez mais D’us em nossas vidas.
    Dentro desse contexto de quanto mais Luz, mais conexão, o Mestre nos ensina e nos alerta de que, as infinitas realidades de Hashem, funcionam como pontes entre os diversos aspectos de Sua Criação, embora a mesma seja Uma e que essa unicidade, só é vista por aqueles que estão sob Sua Luz, em conexão com Ele, sendo que, aqueles que se afastam dessa consciência, dessa conexão, com D’us e Sua Torá, conseguem perceber e enxergar apenas uma realidade dividida, multifacetada, o que os faz a não enxergar, não compreender a origem Única de Tudo, estando dentro dessa unicidade, ele mesmo.
    Estando nós, afastados dessa conexão, não nos é possível perceber que as realidades infinitas de D’us se unem, se compactam em uma realidade singular, única, de um só corpo, sendo o Universo, em verdade, um ser individual; assim, quem não está em conexão, pelo contrário, se afastou, enxerga, apreende essa realidade una, de forma dividida, multifacetada, não ligada uma a outra, o que implica em uma compreensão de que, cada realidade é uma em si e seus efeitos não se comunicam com outra realidade em razão de a ela não estar unida. (CUIDADO COM O O EXCESSO DE PALAVRAS E À SUA TENDÊNCIA À FILOSOFAR. MENOS É MAIS. NADA NO UNIVERSO TEM COMO ENTENDER A UNICIDADE DE HASHEM. E ALGO ASSIM O FIZESSE, SERIA SOMENTE ENTÃO ELE MESMO. RAB. AVRAHAM)
    Essa visão multifacetada da realidade, podemos vislumbrar, nas várias “ciências”, que buscam compreender a origem do homem e o homem enquanto vivendo em sociedade.
    Essas “ciências”, estudam o homem de forma desvencilhada de sua verdadeira origem, que é de D’us, para depois, tentar compreender o homem através de sua antropologia, sociologia, psicologia, etc, sendo que, todas tratam uma realidade una, no que diz respeito ao homem, como se fosse multifacetada e por assim ser, uma não se une com a outra, apenas se comunica e nada se resolve.
    Pelo contrário, quando estamos em conexão com Hashem, nos é dado visualizar e compreender as porções de realidade que se nos apresenta da realidade uma, graças à nossa alteração de percepção, possível somente em razão da conexão com a Luz de Hashem. (ISSO É FÁCIL FALAR, E QUASE IMPOSSÍVEL FALAR CUIDADO COM A FILOSOFIA. RAB. AVRAHAM)

    Mais ainda, ensina o Mestre que, a habilidade, o esforço em conseguir alterar a percepção para perceber a parcela da realidade una que se nos mostra em porção, é necessário, porque D’us, ao mesmo tempo que expande, também recolhe Sua Luz, sendo que tal ato, se reflete em um tzimtzum, em um ocultar e restringir da Luz, da realidade infinita e uma, que, porém, se apresenta àqueles que estão conectados, em parcelas, mas que por esses, pelo exercício das percepções, são identificadas como sendo do todo, o que possibilita, ligá-las umas as outras, como as peças de um quebra-cabeças.

    Ensina-nos o Mestre, que o limiar dessa consciência, é a percepção da realidade objetiva, que é determinado por sua consciente conexão com D’us, ressaltando que tal só é possível mediante o estudo da Torá e mitzvot.

    Seguindo, o Mestre nos alerta de que, para se seja possível se manter ligado a Or Ayin Sof, a Luz Infinita de D’us, indispensável se faz que nos afastemos de nossa ilusão sensorial, de nossos sentidos, que só nos levam à dúvida, que nos afasta da objetividade e nos leva à subjetividade, que, por sua vez, nos leva à confusão, ao caos interior, que nos leva à incoerência e ao fracasso em nos aperfeiçoar, pelo contrário, nos tornando cada vez mais imperfeitos. (NOVAMENTE, ISSO PRECISO SER ENTENDIO NA PRÁTICA, NÃO DE MODO FILOSÓFICO. RAB. AVRAHAM)

    Ensina o Mestre que essa ilusão dos sentidos, tem origem no que se chama, Makom Panui (Espaço Vago), que segundo a Cabalá, cuja existência foi permitida por D’us para que o próprio homem pudesse existir, tendo D’us criado a ilusão de que ele não está nesse espaço e é dessa ilusão que nascem e se vivificam as heresias. (NORMALMENTE, A PESSOA ALCANÇA METAFORICAMENTE ESTE “LOCAL VAZIO” ATRAVÉS DE SUE PENSAR/IMAGINAR SEM CONTROLE/RETIFICAÇÃO, FILOSÓFICO E ASSIM, HEREGE. RAB. AVRAHAM)

    Por final, ensina o Mestre que o grau máximo da heresia é negar D’us, fato que transporta a pessoa para o vazio, para a prostração perante os falsos deuses, sendo a punição seu término e que, pelo contrário, o nome de D’us deve ser sempre exaltado, do nascer ao por do sol.
    Esse meu humilde comentário dessa Parashá.
    Shalom!!

    MELHORANDO A CADA POST! RAB. AVRAHAM

    • Shalom!! Mestre!!
      Muito obrigado pelas correções e me desculpe sobre a grafia quando se refere a outros deuses inferiores, isso ocorreu porque não havia visto vossas correções a meu comentário anterior.
      Quanto ao filosofar em meu comentário, confesso que procurei ao máximo extirpá-lo, mas ainda tenho dificuldade em tecer meu entendimento sem neles incindir, ainda não compreendi o que o Mestre deseja que se ponha como entendimento prático, por isso, peço humildemente que se o Mestre puder me dar uma explicação a respeito, ficarei em muito agradecido.
      Terminando, mais uma vez agradeço vossa atenção ao meu escrito e ao dizer de que estou melhorando.
      Obrigado!!
      Adalberto Kühl

      SEJA MAIS PACIENTE. O TEMPO AQUI, COM CONSISTÊNCIA E HUMILDADE, ENSINARÁ POUCO A POUCO O SIGNIFICADO DAS COISAS. RAB. AVRAHAM

  3. Shalom Sr. Rav Avraham e amigos

    Sr. Rav Avraham obrigada pela correção, principalmente no que se refere à grafia. Desejo conseguir retificar essa dificuldade, e se D-us quiser, possuir mais habilidade na escrita.

    Em relação à ideia que expressei: “Gostaria de enfatizar que as ações das pessoas que cumprem mitsvot e estudam a Torá afetam toda a realidade, e acredito, dentro do meu limitado entendimento, que afeta também essas pessoas que vivem na ilusão, mas claro, desde que elas estejam receptivas a receber a verdade Divina e conhecer a D-us”.

    Existem pessoas que conheço que vivem em grande ilusão, mas em algum grau elas conseguem receber, por assim dizer, entendimento sobre a forma correta que devemos ter para servir a D-us. Embora, elas sejam escravas de seus desejos efêmeros, a sua alma parece gritar por socorro, no sentido de serem livres.

    Mas agora Sr. me faz compreender que somente na era do Mashiach isso será possível. Ainda ontem, em uma breve explicação a minha família sobre a Unicidade de D-us e o perigo de prestar culto a uma imagem, profeta. Percebi que não adianta muito insistir em falar de D-us, enquanto existe resistência da pessoa em realmente conhecer a D-us. As pessoas se prendem a “religião”, conceitos sem fundamentos, e penso que devo respeitar o pensamento delas. Mas confesso, quando se trata de família, é algo muito difícil.
    Sr. Rav Avraham obrigada por me ajudar, vou retificar os erros cometidos. D-us abençoe.

    Respeitosamente,
    Raquel

    VOCÊ ESTÁ CRESCENDO, BARUCH HASHEM. É VITAL SEMPRE SER HUMILDE E ATENTA ÀS EXPLICAÇÕES. RAB. AVRAHAM

  4. Pela Graça de D’us

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre a presente Parashá, dentro da minha limitada compreensão.

    No livro A Bondade Para Avraham, de autoria do Rav, na Parashá Emor, página 347, está escrito: “Na medida em que o homem se conecta com o Or Ayin Sof, a Luz Infinita de D’us, sua apreensão e compreensão do espectro das ‘infinitas realidades’ da Criação aumentam – isso ocorre pois a aproximação do Divino expande nossa consciência, e com o ganho de consciência compreendemos melhor o quão pequeno verdadeiramente somos. Isso nos leva ao bitul hayesh, um estado de auto-nulificação ou ainda ao bitul bimetziut, a ‘completa’ nulificação do Eu”.

    Para quem sempre viveu na sociedade secular, sem limites e sem o verdadeiro respeito ao Sagrado Um, o que está me causando mais dificuldade é o processo de auto-nulificação. Em todos os âmbitos da minha vida, estou procurando aplicar o que venho aprendendo com o mestre. Pelo que humildemente interpreto, é uma questão se deixar transformar, como sempre ensina o Rabino. Espero estar no caminho certo. (SIM, CORRETO. SE ENTREGAR À TRANSFORMAÇÃO É UMA CHAVE BÁSICA. RAB. AVRAHAM).

    Na página 348, o Rabino afirma que a “ligação com a Or Ayin Sof depende muito do afastamento do homem da escura ilusão sensorial, pois esta ilusão une o homem à incerteza; as desleais águas da dúvida que implicam no extremo da subjetividade, a mais verdadeira expressão do caos e portanto, da incoerência que faz com que o homem ‘não só fracasse em se aperfeiçoar, mas que o faça exceder em sua imperfeição”.

    Considero o parágrafo acima como um alerta do Rabino: todo o cuidado é pouco, no meu caso, para eu não voltar a transgredir. Não teria coragem de escrever essas linhas, nem de estar aqui, se não estivesse fazendo tudo o que eu posso para viver os ensinamentos do Rav. Para mim, é uma questão de sanidade, e de sobrevivência, como já havia escrito em outros comentários (SANIDADE É LUZ-CIDEZ…). Não vejo mais muita motivação neste mundo, que não seja aprender como caminhar com o Eterno. Obrigado por me ensinar, Rabino. Baruch Hashem.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    MUITO BOM E LEGÍTIMO. EIS O ESPÍRITO. RAB. AVRAHAM

  5. Shalom Rabino Avraham e amigos da Retidão, boa noite,

    Parashá Emor,

    Gostaria de tentar escrever um resumo sucinto acerca da Parashá Emor. O Sr Rabino começa trazendo definições de conceitos fundamentais no judaísmo : tem um pasuk (verso ) que fala : “ Serão santos para o Seu D-us e não profanarão o Nome de Seu D-us , pois eles oferecem as oferendas queimadas do Eterno e o pão de Seu D-us e serão santidade”. A Parashá Emor lida com um assunto que está no ponto central da Torá. Que é o assunto de Kedushá ( Santidade ). O que está se falando nesse verso e em toda parashá é a santidade especial dos cohanim. Nos sabemos que os filho de Aaron
    foram ordenados a obterem um nível mais elevado de santidade. Existem várias leis para os cohanim, como eles podem agir no sentido de obter esse nível de santidade maior. É descrita nessa Parashá que a santidade do Cohen é estabelecida na medida que ele se distancia da impureza, é proibido se impurificar com um corpo falecido , a não ser que seja de sua família bem próxima. Um Cohen Gadol, não pode se impurificar nem com um corpo de familiar próximo , de tão elevado que é o grau de santidade de um Cohen Gadol. Há uma serie de outros tipos de comportamentos que são proibidos para os cohanim, como por exemplo, a maneira como escolher sua esposa, não se pode casar com uma divorciada etc…
    Há muita restrição, limites, tudo para garantir o máximo de Santidade. E continua o Sr Rabino, então esses comportamentos ritualísticos, iluminam o assunto do sentido verdadeiro do que é Kedushá, em geral kedushá é algo definido como Perishá ( Separação ). Perishá quer dizer separação , é um conceito da Torá conhecido em que a maneira de a pessoa se santificar é através da separação das coisas proibidas. No entanto na parasha como um todo , em nenhum momento é explicado porque kedusha implica ou significa separação, mas não é explicado o porque. Precisamos entender porque kedusha significa separação, através do nível mais profundo. o Midrash no Bereshit 3:7 explica que antes de Hashem criar o universo que nós conhecemos , Ele estava ocupado na criação e destruicao de outros universos. Essa atividade espiritual de Hashem, não é algo que ocorreu acidentalmente , foi um processo espiritual que o Criador do Universo achou que deveria ocorrer, para que no final desse processo espiritual, sobrasse algo fundamental para toda a criação. Essa sobra desse processo espiritual, é o Mal, o Mal é a sobra da destruicão, redistruição, criação . Tanto que é a sobra que se você ler o Bereshit logo no início, no segundo verso já é dito: o Mal é “ a escuridão na face do abismo “. Conforme Isaías 45:7 “a escuridão/Mal é uma criação”. Ou seja esse escuridão não é apenas ausência de luz, essa escuridão é uma criação, independente, por isso só depois disso, dessa escuridão, que D-us falou : “ que haja Luz “. e houve luz, ou seja, Luz dessa escuridão, o que significa Luz vindo da escuridão. Espiritualmente só isso é realmente Luz Espiritual, é quando a gente consegue do mal , do escuro, transformá-lo em algo bom. Importante que a escuridão é a força do Mal, e a Luz a força do Bem .
    Essa Luz primordial , foi no seu estado original ocultada dos Tsadikim (justos), eles só vão receber essa Luz no Olam Rabá (mundo vindouro). Esse conceito de força do bem , força do mal, luz, escuridão é um conceito que sublinha toda existência desse assunto de kedushá e perishá , dessa separação. Porque da mesma forma que Hashem ordenou que a Luz de ser separada da escuridão, assim também Hashem ordena em vários lugares na Torá, que a Kedusha (Santidade) seja separada do seu oposto , a tumah (impureza). Não é possível que ambas essas forcas opostas residam juntas. Dessa forma a gente começa a entender os mandamentos. Os mandamentos servem em primeira instância para que se cumpra o desejo de D-us, também para entendermos intimamente essa questão de Santidade e impureza. De acordo com o santo Zohar, a perishá original ou primordial , a separação original, assim instaurada por Hashem, para evitar no Gan Eden, onde estava Adão e Chava, houvesse a influência desse aspecto de impureza. Essa separação foi comprometida quando Adão e Chava comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, transgrediram o desejo Divino. Até aquele instante, as forças do bem e forças do mal eram separadas , no momento em que houve uma transgressão, as forças do Bem/mal, Luz/escuridão se fundiram dentro deles mesmos. Por isso a gente entende que houve formação de dois elementos espirituais no homem: uma inclinação para o Bem e uma inclinação para o mal. A origem vem exatamente dessa fusão nos seu próprios corpos e nós como descedentes deles herdamos não o status original que é o objetivo do nosso trabalho espiritual, status original aonde existia uma separação entre bem e mal e sim herdamos essa mistura de bem e mal.

    Continua o Sr Rabino, o que podemos entender através da Torá, do lado místico da cabalá é quais são as ações que foram tomadas por D-us e pelo homem para buscar restaurar isso que foi perdido, essa separação primordial. Porque esse ato de reparar espiritualmente essa separação , esse re-alinhamento aonde luz/escuridão, bem /mal, kedusha/tumah voltam a serem re-alinhadas isso se chama tikún. Tikún é um ato de correção é re-alinhar algo que existe em desequilíbrio. Isso na verdade é um conceito que está no coração do judaísmo , da Torá, a idéia de tikún , entender qual propósito da nossa presença aqui, porque todos os eventos humanos, desde Adam até hoje, tem sido baseados no fato que como uma espécie, a humanidade como um todo, nós vivemos num estado de desequilibrio espiritual , físico leia entre céu e terra, espiritual , terra, corpo, físico , haja visto o inúmeros danos causado pelo homem ao próprio homem, existe dor, tsarot, amargura isto é um estado de desequilibrio ou seja esse desequilíbrio essencialmente é entre o homem e o Criador. Isso começou lá atrás quando a perisha primordial foi “rompida”. A única maneira de retificar este estado de desequilíbrio é retificando, restaurando a perishá primordial. Caso contrário nos somos fadados a sofrer para sempre esse mal que existe dentro de nos mesmos, essa inclinação que todos nós temos, a única maneira disso terminar é a restauração da perishá primordial, que é o objetivo fundamental de tudo que existe. É o retorno e ainda para o nível mais elevado, do que a origem para esse estado aonde existe o equilíbrio entre criatura e Criador. Definições fundamentais isso no judaismo.
    E para que a gente possa realizar este ato de tikún, Hashem confiou e outorgou ao Bnei Israel a Torá.
    Por isso Ele deu a Torá no Sinai, a Torá tem a função de ajudar através do Bnei Israel, a restauração da perishá primordial em todo o Universo. Porque? isso é Mashiach, Mashiach representa esse estado da humanidade aonde essa restauração , esse Tikún foi efetivado. Essa é era messiânica. Esse é o significado simples e profundo da era messiânica. Como a gente sabe , mas muitos não sabem, sabem superficialmente que toda o ordenamento Divino da Torá ou seja as as 613 Mitzvót (DADAS ESTRITAMENTE AO POVO DE ISRAEL), elas existem de uma maneira muito precisa e especifica e muitos as cumpre. O cumprimento das Mitzvót , causa uma difusão de uma Luz Espiritual sem precedentes no mundo , poderosa, e concentrada, essa energia espiritual concentrada que os nossos olhos não tem a capacidade de ver, isso é até uma profecia messiânica que diz: “quando a própria carne verá a Luz de D-us”, é uma fagulha do Divino, de D-us , Ele mesmo,
    e essa Fagulha Divina, energia espiritual revelada que é lançada no universo, existe dentro de cada Mitzvá é o que a gente chama de Sechiná ( Presença Divina ). A Sechiná é a origem do que a gente chama kedushá, a origem da kedushá é a Sechiná. Podemos dizer que a Sechiná num conceito mais amplo, é a força vitalizadora no mundo físico. Kedusha é a força da Luz Divina manifesta no nosso universo. Ela repele a escuridão , o mal, e ajuda restaurar o equilíbrio espiritual primordial no universo. Dai a importância de se cumprir as Mitzvót, porque através do cumprimento das Mitzvót, se consegue re-equilibrar o mundo , o seu mundo também, da sua vida pessoal. Portanto a lógica é evidente, quanto mais cumprimos as mitzvót, mais rápido conseguimos esse equilíbrio no mundo. E finalmente quando esse equilíbrio for alcançado, teremos Mashiach.

    Agradeço ao Sr Rabino esta aula profunda e reveladora no judaísmo, conceitos importantes , fundamentais para nos guiar no cumprimento das 7 Leis de Noach e suas ramificações, ajudando assim o equilíbrio do mundo em geral e do mundo nosso particular. Amém.

    Tudo de Bom ,

    Francisco Fernando Sousa.

    QUASE UMA TRANSCRIÇÃO! É IMPORTANTE TAMBÉM REGISTRAR COMO OS CONCEITOS AFETAM A PESSOA. RAB. AVRAHAM

  6. TODOS DEVEM LER E MEDITAR SOBRE ESTE TEXTO

    Pela Graça de D’us

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur, dentro da minha limitada compreensão.

    O Rabino Avraham analisa o verso da Parashá Emor: “Serão santos para seu D’us, e não profanarão o Nome de seu D’us, pois eles oferecem as oferendas queimadas do Eterno e o pão de seu D’us, e serão santidade”. A Parashá Emor, em geral, lida com um assunto que está no cerne do que é a Torá – a santidade, em particular, na Parashá, a santidade dos sacerdotes, como devem proceder para obter esse nível maior de santidade, sendo tratada na Torá de maneira ritualística; é descrito nessa Parashá que a santidade do sacerdote é obtida na medida em que ele se distancia de certas coisas: corpos de falecidos, a não ser que sejam de sua família, em um nível próximo, por exemplo, sendo isto proibido para um Sumo Sacerdote; considerações sobre o casamento, e outras restrições que garantam o máximo de santidade; kedushá – santidade – é algo definido por perishá – separação, conceito conhecido pela Torá: é através da separação de coisas proibidas que a pessoa se santifica. No nível literal da Parashá, vemos a descrição dos comportamentos necessários para a santificação dos sacerdotes; para uma explicação mais profunda desse conceito tão fundamental da Torá, de santidade, é necessário adentrar o nível místico, tudo conforme as palavras do Rabino.

    Houve um tempo em que eu fazia jejum com frequência, para alcançar um mínimo de santidade. Depois de algumas aulas do Rav, percebi que estava fazendo isso com a intenção totalmente equivocada. Preciso de muito mais do que mera restrição alimentar para estar alinhado a D’us – preciso restringir o que penso, o que falo e o que faço, constantemente e sem trégua. Guerra é guerra.

    O mestre desenvolve o assunto, trazendo o Midrash, e explica: Antes de Hashem criar o universo que conhecemos, Ele estava ocupado na criação e destruição de outros universos; essa atividade espiritual de Hashem não é algo que ocorreu acidentalmente; D’us decidiu que seria assim para que, no final desse processo espiritual, sobrasse algo fundamental para toda a Criação: o mal, que é a sobra desse processo de criação, destruição e recriação; na introdução da Torá, em Gênesis se lê que esse mal é a escuridão na face do abismo, evidência de que esse mal primordial já estava lá, ou seja, essa escuridão não é apenas ausência de Luz, é uma criação independente, assim como é trazido pelo Profeta Isaías, no capítulo 45, verso 7. Segundo o Rav, só depois disso é que D’us criou a Luz, ou seja, Luz vinda da escuridão – espiritualmente, continua o Rabino, Luz é quando se consegue transformar o escuro – mal – em algo bom; essencialmente a escuridão é a força do mal e a Luz é a força do bem, sendo este o conceito que sublinha toda a existência do assunto de santidade e separação. O mestre ensina que, da mesma maneira que Hashem ordenou que a Luz fosse separada da escuridão, Ele ordena, também, em vários lugares da Torá, que santidade seja separada da impureza; a questão da separação está incluso nos mandamentos, que servem para entendermos essa ideia de santidade e impureza; de acordo com o Zohar, a perishá primordial, instaurada por Hashem, foi posta em um estado de desequilíbrio, com o pecado de Adão e Eva; as forças do bem e as forças do mal, até aquele instante, eram completamente separadas; no momento em que houve uma transgressão, as forças do bem e do mal se fundiram dentro deles mesmos; por isso é que existem dois elementos espirituais no homem: uma inclinação para o bem e uma inclinação para o mal; como descendentes de Adão e Eva, explica o Rav, herdamos essa mistura de bem e mal. Através do lado místico da Torá, a Cabalá, podemos entender quais são ações que foram tomadas por D’us e pelo homem para que se possa reparar espiritualmente essa separação. Segundo o Rabino Avraham, esse realinhamento, onde Luz e escuridão voltam a ser separados, é o que chamamos de tikún – realinhar algo que está em desequilíbrio, conceito que está no coração do Judaísmo; todos os eventos humanos, desde Adão até hoje, são consequências desse estado de desequilíbrio, entre o homem e o Criador, tendo como resultado o mundo como ele é hoje; somos fadados a sofrer para sempre esse mal dentro de nós mesmos,a não ser que restauremos a perishá primordial, ou seja, a volta do equilíbrio entre criatura e Criador, traz o mestre.

    Muitas vezes, sinto que, quanto mais perto tento me aproximar do que é o correto e agradável aos olhos de D’us, algo dentro de mim sempre quer me impulsionar para o lado totalmente oposto, seja em que área eu esteja trabalhando: um pensamento horrível no meio de uma oração, uma intenção má escondida em um ato bom, enfim, em vários níveis da minha vida. Eu não sei se existe bipolaridade espiritual, e peço perdão se estou divagando, mas, pelo pouco que entendi, existe este elemento de conflito em mim, da qual entendi a origem, com o ensinamento do Rav. Graças a D’us, é algo que, gradualmente estou controlando. E quanto aos outros, que nem se preocupam? Em que mundo vivo? Um zoológico humano, no qual sou apenas mais um animal, porém com um mínimo de consciência disso?

    Dando prosseguimento ao shiur, o Rav afirma que a outorga da Torá no Sinai, através do Povo de Israel, tem a função de restaurar a perishá primordial em todo o universo; a Era Messiância, ou seja, a vinda de Mashiach, significa esse estado da humanidade onde esse tikún será realizado; cumprimento das mitzvót causa uma difusão de uma luz espiritual sem precedentes no mundo, poderosa e concentrada, que os olhos não são capazes de perceber ainda – é uma profecia Messiânica que “Toda a carne verá a Luz de D’us”, sendo esta uma fagulha do Divino, que é lançada no universo cada vez que se cumpre uma mitzvá. (A PROFECIA CITADA ESTÁ EM ISAÍAS 40:5).

    Ao estudar a Lei dos Sacerdotes, ensina o Rabino, se entra em contato, de uma maneira muito prática, com a importância de se estar ligado à kedushá; não se pode comparar o nível que foi alcançado pelos sacerdotes no Templo; o nome da oferenda trazida pelos sacerdotes se chamava Pão de D’us; o papel do sacerdote era buscar que brilhasse novamente a Luz Divina, o que acontecerá no Mundo Vindouro; o sacerdote inspirava o povo (judeus) a fazerem teshuvá, para que cumprissem mitzvót e ajudassem a acelerar o processo de reequilíbrio no mundo; o sacerdote era como um mensageiro de D’us; apesar de não existir mais Templo, nem sacerdotes, há uma maneira desse comprometimento do sacerdote, no sentido de conexão com a santidade, continue a existir em nossa época – é quando a pessoa se torna um mestre na Torá, sendo esta uma das funções que o sacerdote, também, tinha que cumprir.

    A Parashá revela, de uma maneira mais oculta, sobre o cabalista. Nas palavras do Rav, o cabalista é aquele que assumiu para si essa função do sacerdote e, por meio de práticas muito especiais, muitas delas não sendo para um judeu comum, como uma vida de ligação com a santidade muito especial e intensa, é alguém quem sabe e busca, progressivamente, como restaurar esse balanço primordial, e separar o bem do mal, além de cumprir outras práticas especiais. O Rabino ensina que o cabalista faz isso para que ele possa ser um instrumento de D’us para fazer esse tikún do mundo; uma das suas obrigações é ensinar Torá no mundo, inspirar as pessoas a cumprirem mitzvót, serem humildes, abnegadas; a função do cabalista é aumentar a santidade no mundo, de forma a apressar a vinda de Mashiach.

    Estou sentido o peso de estar estudando com um legítimo mestre cabalista, que é o Rabino: não é algo nada fácil, ainda mais sendo um brasileiro acostumado aos valores seculares. A todo momento, há, em mim, reavaliação de conceitos que se chocam com as novidades que aprendo aqui. Novidades com sabor milenar, sendo este o estilo do mestre: moderno, mas com raízes no Monte Sinai, no próprio D’us, o Sagrado Um. Ser um representante dessa mensagem, como o Rav o é, é tarefa árdua, e seu trabalho conosco, seus alunos, é admirável. O mínimo que posso fazer é corresponder a esse amor do mestre por nós, ao menos tentar, dentro da minha limitadíssima capacidade.

    Na segunda aula, o Rav segue a análise da Parashá Emor, tendo como base o seu livro, A Bondade Para Avraham, e afirma: existe uma diferença marcante, verdadeira e milenar entre a consciência de uma pessoa que se alinhou com D’us através do cumprimento de mitzvót e aquela que se recusa a cumprir os mandamentos; o grau de consciência, percepção lucidez e alinhamento com o Desejo Divino é incomparavelmente superior, mas para isso a pessoa precisa cumprir os mandamentos Divinos; isso leva à auto-nulificação do eu, parcial ou total. Apesar de não aparentar para os olhos da carne, ensina o Rabino, alguém que recebe sobre si o Jugo Divino – assunto estritamente judaico – e aceita cumprir as mitzvót é mais humilde que alguém que não recebe sobre si o Jugo Divino; uma pessoa que está deixando de cumprir os seus desejos para cumprir os Desejo de D’us, ainda mais em uma realidade que não se percebe o Divino de modo revelado, tudo sendo baseado no poder da fé, é alguém que está vivendo de modo humilde, cumprindo o desígnio de D’us; orgulho e arrogância é definida por não aceitar o Jugo Divino (ALGO ESTRITAMENTE JUDAICO. RAB. AVRAHAM), se rebelando; quem aceita o Jugo Divino tem o seu ego subjugado: a pessoa usa pretextos e mantém seu ego inflado, e não alcança nulificação; essa auto-nulificação expande a sua consciência, ela se torna mais lúcida, há uma transformação no modo em que ela enxerga as coisas; o elemento de nulificação é ligado com o aumento de fé, e vice-versa, traz o Rav.

    O Povo de Israel, em particular o judeu observante, tem todo o mérito de ser o Povo escolhido para receber a Torá: 613 mitzvót para cumprir é algo incomensurável, amplo e complexo. Se eu, como aspirante a noético, já considero complicadas as Sete Leis de Noé e suas inúmeras ramificações, fico imaginando o avodah de um judeu, em seu amor e temor a D’us, em especial, o Rabino, que tem as obrigações transcendentes de um cabalista.

    Segundo o mestre, a pessoa que usa meramente seus sentidos limitados, com racionalidade vazia, como juízes das verdades da vida, “afugenta” a sua consciência, sendo este o nível superficial de uma pessoa que vive uma vida sem alcance espiritual, sendo funcional em termos sociais, mas alheia a assuntos mais profundos, que ela teria acesso se fosse mais humilde; ela só enxerga o estado de aparente divisão entre as coisas, a vida no nível mundano; uma pessoa desconectada com o espiritual vivencia uma realidade aquém da espiritual, não enxergando, com os “olhos da mente”, a origem de tudo, que é o Mestre do Universo – tudo está imbuído de D’us, afirma o Rav. A pessoa que vive uma vida somente concreta e racional, vive uma vida limitadíssima; uma pessoa assim está presa, sendo escravo de suas percepções físicas. o estado natural de uma pessoa é o seu estado animal, o estado do corpo, de seus desejos, seu ego, suas ambições, desejos e vontades; para galgar o próximo estado de consciência espiritual, demanda esforço; o que previne a pessoa de fazer esse esforço, que ela não cresça espiritualmente, é a preguiça em se empenhar no estudo e se deixar transformar, se cristalizando em seus comportamentos, o Rabino se referindo nesta parte, em particular, aos mais velhos.

    Depois de tantas experiências espirituais, mesmo desastradas, não acreditar em D’us e na existência de um mundo espiritual, depois e vivenciá-lo, seria como negar uma parte da minha vida. O fato de estar aqui é uma continuação dessa busca, porém, graças a D’us, da forma cashér, com o material que o Rabino disponibiliza com suas aulas. Nunca quis ter viagens astrais, muito menos ver coisas. Só queria aprender a me defender dessas coisas desagradáveis. É justamente isso que estou encontrando aqui. Como não me deixar transformar?

    O universo, revela o mestre, em sua totalidade é um Ser Individual, ou seja, o próprio Eterno, e é um grande ato de bondade de Hashem o tsimtsúm – constrição, e o que percebemos são somente as infinitas composições restritas da realidade, que nos permite agir de maneira independente; a verdade é eterna, e somente é alcançada com cumprimento de mitzvót e estudo de Torá; a nossa alma vive dentro de corpo, e o corpo é como uma “nave” com instrumentos, que nos permite fazer parte da sociedade, interagir com ela, trabalhando, em interações sociais etc; é fácil o homem se iludir com suas percepções meramente sensoriais. O estilo mundano de estar sempre focado em coisas físicas, previne que a pessoa dê um salto em seu crescimento espiritual, causando, inclusive, a ilusão de que ela está fazendo o que pode, trabalhando, pagando contas etc, sendo esta uma visão pobre, mas suficiente para muitos; a pessoa faz o que acha que é correto, mas, ao mesmo tempo, se sente insegura, não tendo respostas mais elevadas, a que o Rav chama de desleais águas da dúvida, sendo esta a expressão do caos, o extremo da subjetividade, ficando no terreno das opiniões não retificadas, sendo este, em termos psicológicos, caos e incoerência. O Rav explica que o incoerente é reincidente em seus erros; a maioria dos pontos de vista dos incoerentes é fragmentada, sendo um ato misericórdia, para uma pessoa mais lúcida, ouvir alguém com esse perfil; essa ilusão tem origem no “Espaço Vago” – o espaço que o Criador criou para que as criaturas pudessem existir. Dessa ilusão, desse vácuo aparente, que a heresia é vivificada; como a pessoa não vê D’us, por sua ilusão sensorial, ela nega a D’us e se prostra diante dos deuses inferiores do Espaço Vago, segundo explica o mestre.

    Buscar conexão com D’us, em um mundo como o nosso, em um país como o nosso, é um desafio de grandes proporções. Do pouquíssimo tempo que estou nesta caminhada, já descobri uma coisa: não há acordo, ou se está de um lado ou de outro, e estar em cima do muro só aumenta a minha confusão, não sei se estou equivocado, peço desculpas se estiver. Ainda sou escravo de muitos vícios dessa nave, que é o meu corpo, mas o fato de haver um caminho para um aspirante a noético, conforme o Rav ensina em suas aulas, que são as Sete Leis de Nôach, é um grande alento e esperança para mim.

    Peço perdão por eventuais erros, e agradeço pela oportunidade única de estar estudando aqui.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    COMO DISSE: UM GRANDE SHIUR SOBRE UM SHIUR. RAB. AVRAHAM

  7. Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Peço permissão para escrever algumas linhas sobre a Parashá Emor, tomando como fonte as aulas do Mestre Rabino Avraham sobre esta Parashá que se encontram no Site Beit Arizal : http://beitarizal.org.br/2013/03/10/emor , contudo, primeiramente cabe um pedido de desculpas pela demora para escrever, sem querer dar justificativas pois creio isso não ter valia, apenas peço humildes desculpas, assim como peço escusas pelo erros de entendimento.

    O Mestre inicia esta aula falando que esta Parashá traz conceitos fundamentais no Judaísmo, sobre os quais lança luz. Revela o Sr. Rabino que nela está sendo lidado com o cerne da Torá, ou seja, a Santidade (“Kedusha”), mais ainda, sobre a Santidade dos Sacerdotes (“Cohanim”), o ordenamento que estes devem obter um grau ainda mais elevado de Santidade, uma vez serem eles que fazem todos os oferecimentos à D-us prescritos na Torá, seguindo estritamente aquilo que foi ordenado. Contudo, para estarem aptos a este tão elevado serviço, deverão manter-se longe de qualquer impureza, acima de qualquer outro homem, isso ganha importância tão crucial que esta Parashá traz leis específicas, sem nenhum aspecto filosófico, mas sim objetivo e direto, para permitir que eles consigam manter a Santidade que lhes foi conferida por Hashem, e esta forma estando aptos a desenvolverem as atividades no Tabernáculo. Ao ouvir essas palavras do Mestre, fiquei pensando o quão longe está o homem desta Santidade, o quão longe suas ações estão neste sentido, mesmo que não seja em seguir as leis para os Sacerdotes, mas mesmo as leis que regem as nações em nosso caso, vis a vis, as Sete Leis de Noé.

    Segue o Mestre explicando que na raiz de toda santidade está a separação (“perishá”), ou seja no afastamento de coisas proibidas, comportamentos proibidos, etc… isso significa que separar-se de coisas proibidas é método de adquirir santidade, contudo, para entender essa relação o Sr. Rabino explica que somente penetrando em níveis mais profundos de interpretação da Torá, ou seja Seu nível místico.

    O Sr. Rabino Avraham segue explicando que o Midrash traz que “antes de Se ocupar com a Criação deste universo Hashem Estava ocupado em criar e destruir outros universos”, referindo que desta destruição houve uma sobra, sendo essa o mal, aspecto que é fundamental ao universo que estamos imersos. Isso é percebido ainda no princípio da Torá, em Gêneses onde é dito “a escuridão sobre a face do abismo”. Neste ponto o Mestre revela que essa escuridão, o mal, não é apenas a ausência da Luz, mas um criação ele propriamente dita. Aqui lembrei das muitas aulas do curso Or Hozer e Meditação e Cabalá para as Nações, onde o Sr. Rabino traz essa explicação sobre a origem do mal, referindo que este também é uma criação de D-us, e como tal deve sua origem e manutenção por Ele também, algo que reforça a nossa idéia de que D-us é Único no universo, nada há que não tenho origem, manutenção e função fora de D-us e Seu Plano Divino. Além disso o Mestre traz que a Luz teve sua origem, na criação, a partir dessa escuridão, completa dizendo que a verdadeira Luz espiritual é aquela que se origina da escuridão. Novamente lembrei das aulas do curso Or Hozer, onde foram trabalhadas a ideia de adoçamento, de transformação de ansiedade negativa em positiva, poderíamos dizer, em grau menor, de escuridão em luz.

    O Mestre segue fazendo alusão ao Gêneses 4, onde e dito de D-us ordenou que a luz criada fosse separada da escuridão, estabelecendo uma separação (“perishá”) original, estado que com explica o Sr. Rabino as coisas se encontravam em sua Origem, ou seja, a separação completa do Bem e do mal, sendo que em vários pontos da Torá Hashem determina que seja separado o Bem/santidade da impureza/mal. Aqui fiquei pensando sendo D-us Santo e origem de toda Santidade, quando essa separação não é respeitada, podemos dizer que estamos manchando a Santidade, vis a vis, o próprio D-us? (UM SÉRIO EQUÍVOCO DA SUA IMAGINAÇÃO, POR FALTA DE CONHECIMENTO. É UM PRINCÍPIO AXIOMÁTICO DA TORAH QUE HASHEM NÃO SE MODIFICA – MALAQUIAS 3:6. COMO JÁ LHE DISSE, NEM TUDO QUE APARECE COMO “CONCLUSÃO LÓGICA” NA MENTE É REAL. DE FATO, A HERESIA É FUNDAMENTADA NA IDEIA QUE TUDO A SER QUESTIONADO EVENTUALMENTE SERÁ CONSIDERADO VERDADEIRO. RAB. AVRAHAM) Que Hashem não permita. E dizer ao Seu Povo que seja Santo, significa ordenar que o mesmo emule a própria Santidade, ou seja Hashem, desculpem a inferência. (NÃO HÁ O QUE SE DESCULPAR, POIS A EMULAÇÃO HASHEM É CLARAMENTE A IDEIA AQUI. COMO FAZER ISSO, JÁ É OUTRA QUESTÃO…) Traz o Mestre que isso significa que estas duas forças não podem coexistir no mesmo lugar, ou seja, onde há impureza não há santidade. Lembrando as palavras do Mestre em outras aulas que onde há arrogância a Presença de D-us não reside, que em outras palavras pode ser entendido como a mesma coisa, ao menos assim entendo. Segue o Mestre referindo que os Mandamentos de D-us servem para que seja entendido/mantido essa separação de luz e escuridão.

    O Sr. Rabino segue trazendo que o santo Zohar e o Ari’zal relatam que a separação original instituída por Hashem foi desequilibrada pelo pecado de Adam e Chava, ou seja, foi comprometida quando eles transgrediram o desejo divino. Aqui, ao menos em meu pequeno entender, que a observação do desejo de D-us, ou seja cumprir seus mandamentos, garantia a manutenção desta separação, contudo, até porque como é trazido pelo Mestre em outras aulas, havia um único mandamento até aquele momento, que seria não comer do fruto da árvore do bem e do mal. Quando isso foi feito, ambos foram imbuídos de dois aspectos contrários em seus corpos, o bem e o mal, assim explica o Sr. Rabino Avraham, e o restante da humanidade como seus herdeiros espirituais recebem essa herança, ou seja, uma mistura de bem e mal, coexistindo, contrariando aos primórdios da Criação. Sendo que a restauração dessa separação passou a ser o objetivo deste mundo, ou seja, retificação ( “tikun”/ “mundo das retificações/ retificação de traços de caráter”). Através de seus esforços e escolhas, uso adequado do livre-arbítrio, o homem segue tentando reparar essa separação primordial tanto individual como coletivamente, ao menos assim entendi as palavras do Mestre. Neste sentido fiquei pensando que todos nós desempenhamos um papel neste sentido, muitas vezes pensamos tão somente em nós, nossa família, pessoas que estão perto, contudo, estamos imbuídos de uma responsabilidade muito maior, quanto coletividade, seja em qual grupo espiritual que façamos parte (Nações ou Judeus), formamos um único corpo e alma, com características e incumbências próprias, que deve crescer e restaurar o equilíbrio ao qual o Mestre se refere, separando o bem do mal, desculpem minha divagação. (NÃO É EXATAMENTE ASSIM, O POVO DE ISRAEL FORMA UM CORPO E ESTE CORPO NÃO TEM APÊNDICES, MAS O ESPÍRITO DO QUE VOCÊ DISSE É BOM E CORRETO NO SENTIDO DE COOPERAÇÃO. RAB. AVRAHAM)

    Caros Sr. Rabino Avraham e colegas, vou encerrando por aqui, estas aulas são demasiado longas e creio que tentar abarcar em um único texto seria muito ruim para a leitura, tornando-a enfadonha. Sendo assim, encerro aqui e pretendo dar seguimento em um segundo texto. Peço humildes desculpas pelos meus erros de interpretação e falhas de escrita.

    Que o Eterno, permita que tenhamos forças de crescermos em amor e temor a Ele.
    Tudo de bom ,
    Diego Malheiros.

    MUITO BOM. É PRECISO CORAGEM PARA EXPLORAR ESTES ASSUNTOS PROFUNDOS, E VOCÊ MOSTRA QUE TEM. RAB. AVRAHAM

  8. Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Gostaria de agradecer de coração ao Sr. Rabino Avraham pelas correções e ao mesmo tempo pedir desculpas pelos erros de entendimento. Longe que querer expressar uma heresia, que D-us não permita, fica clara a falta de compreensão e apreensão, creio que cabendo formal pedido de desculpas, sendo assim, o faço.
    Tudo de bom a todos,
    Que Hashem permita crescermos em amor e temor por Ele, cada vez mais.
    Diego Malheiros.

    SIM, VOCÊS ESTÃO APRENDENDO, BARUCH HASHEM.

  9. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO.

    Shalom Rabino Avraham e Amigos, boa tarde,

    Venho humildemente deixar algumas impressões da primeira parte deste estudo: Emor I.

    “…Serão Santos para seu D-us, e não profanarão o nome de seu D-us, pois eles oferecem as oferendas queimadas do eterno e o pão de seu D-us, e serão Santidade…”

    Ouvimos na primeira parte desta aula uma definição essencial sobre santidade. E dado um aviso de que o assunto jamais será entendido se estudado de maneira filosófica, etc … Ao contrário, é uma parashá muito prática “ …estritamente ritualística…”. Temos orientações fundamentais sobre santidade: evitar contaminações através de contatos externos (citando exemplo maior os Cohanim, proibidos até mesmo de se aproximar de familiares secundários falecidos, escolha da esposa, etc… afim de garantir o máximo possível de santidade. Na verdade, o que se está fazendo é um processo de separação, sendo esta a explicação de que Perishá (separação) = Kedushá (Santidade), ensina o Mestre. E pelo o que pude entender, esta é principal proposta da aula: nos restringir/separar do mundano, para assim crescer em santidade.

    Imagino que esta restrição que impomos a nós mesmos é como o criar de novas idéias pensamentos e ações, e o destruir de males que prejudicam nosso desenvolvimento (DE MODO GERAL, ISSO É CORRETO). Em outro nível, esta é a ocupação de Hashem, como cita o Mestre: “…antes de Hashem criar o universo em que conhecemos… se ocupando na criação e destruição de outros universos…”. E é dito que num determinado momento (quando Hashem assim deseja) nos deparamos frente a frente ao resultado deste trabalho: o que sobrou, as cascas, o mal (ESTE “É” A VERDADEIRA DEFINIÇÃO DE “TRABALHO”, QUERENDO DIZER, ESTE TEM O “T” MAIÚSCULO. RAB. AVRAHAM). O Mestre revela que este resultado é o próprio caos ‘.. a escuridão sobre a face do abismo …’ descrito na Torá. E agora, o que fazer? Procede o Mestre que com este resultado, temos “… algo fundamental para nós…”, pois é o “Espaço Vago” adequado para se manifestar o desejo de Hashem: ‘… a luz na escuridão …’. Imagino que para nós, é o chamado para algum grau de santidade (ESTE É UM ASSUNTO QUE TRANSCENDO A COMPREENSÃO DA MAIORIA. VAMOS EM FRENTE…).

    Uma pergunta que surgiu foi: Mas se o mundo está em escuridão, porque simplesmente Hashem não se revela? E logo percebi que era apenas um questionamento superficial, pois é dito que essa escuridão não é apenas a ausência da luz, “ … a escuridão é uma criação … a escuridão é a força do Mal…”. E sem termos conhecimento do que este mal é (como descendentes de Adam e Chava, vivemos numa mistura de bem e mal), não teremos como subjugá-lo (MAIS DO QUE SUBJUGAÇÃO, É NECESSÁRIO TRANSFORMÁ-LO EM BEM! RAB. AVRAHAM). Esta mistura foi criada em Adam e Chava, através do primeiro pecado, nos lembra o Mestre. Temos de inicialmente nos separar ao máximo possível deste mundo de misturas, deste mal, para que possamos finalmente aperfeiçoá-lo a propósitos de elevação, e assim possivelmente trazer luz (OBVIAMENTE, ISSO NÃO É NADA SIMPLES. FALAR É FÁCIL. EXISTEM GRAUS E NÍVEIS DE SEPARAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO PORTANTO CUIDADO COM PRONUNCIAMENTOS CATEGÓRICOS, MAS QUE VOCÊ NÃO ENTENDE AINDA A IMPLICAÇÃO DELES.). Somos então recrutados a reparar a falha contida em nós “ … isso é o tikum, o ato de re-alinhar algo que existe em desequilíbrio… é o conceito que está no coração da Torá…”, como disse o Mestre.

    A aula segue explicando que enquanto não houver esta reparação, estamos condenados a viver em sofrimentos (NÃO É BEM ASSIM. O JULGAMENTO DE HASHEM NÃO É DE NOSSA COMPREENSÃO). Que a única forma de mudar o percurso de nossas vidas, é buscar este equilíbrio, esta separação entre bem e mal (BUSCAR EQUILÍBRIO NÃO SIGNIFICA SEPARAÇÃO DO MAL, A NÃO SER NO SENTIDO DE QUE O MAL É UM FATOR DE DESEQUILÍBRIO. VOCÊ TEM UM PENSAMENTO MUITO LITERAL. BUSCA-SE FAZER, O MELHOR POSSÍVEL, MAS COMO DIZ O REI SALOMÃO: ‘NÃO EXISTE HOMEM JUSTO NA TERRA QUE SÓ FAÇA O BEM E NÃO TRANSGRIDA’ ECLESIASTES 7:8). SUA VISÃO PRECISA AMADURECER E INCORPORAR MAIS NUANCES E GRADUAÇÕES, ESPECIALMENTE DIANTE DAS LIMITAÇÕES ESPIRITUAIS NO UNIVERSO NÃO JUDAICO). O objetivo de tudo que existe. O retorno ao Criador. Que esta era a mesma separação que existia no princípio, a separação primordial antes da queda de Adam. Para esta realização, Hashem entregou a Torá ao B’nei Israel, para que ensinem o mundo este processo de restauração, e assim vivermos cada um em seu grau máximo de elevação, o chamado grau da Era Messiânica (CORRETO).

    Toda a obra do Mestre nos revela a necessidade deste qualitativo mínimo (NÃO ENTENDI: ‘QUALITATIVO MÍNIMO’? ‘FORÇA DE MASHIACH’? CUIDADO COM A IMAGINAÇÃO…) da Força de Mashiach que trará retificação a todos (ISTO NÃO É VERDADE. A MAIORIA NÃO ESTARÁ MAIS AQUI. RAB. AVRAHAM). Lemos que esta Força é a grande responsabilidade que temos de investir neste Projeto do Mestre (???), que é o Desejo do Criador (NÃO PODEMOS AFIRMAR ISSO, PODEMOS DESEJAR O MELHOR…). É ensinado que a observância das leis (a nós, as pertinentes aos noéticos), por si só são revelações desta força de Hashem. E para possibilitarmos este mínimo qualitativo (creio que também os cinqüenta justos com Avraham=> https://retidaonoetica.wordpress.com/2014/03/05/3064/), deixo aqui um apelo aos amigos: para juntos, sairmos nesta busca (EU APOIO ISSO, MAS SEI DAS DIFICULDADES INTRÍNSECAS). Para apressarmos a revelação de Mashiach. Nos preparando com os conselhos e segredos das Uniões Santas, descritos em recentes vorts, pois este é o cumprimento de uma lei que “… causa uma difusão de uma luz espiritual sem precedentes no mundo, poderosa e concentrada… essa energia espiritual concentrada é uma fagulha de D-us, lançada no universo … essa fagulha residente dentro desta prática…”, como mencionado o Mestre. Penso que se assim fizermos, criaremos uma atmosfera de almas elevadas, bênçãos de Hashem que descenderão a este mundo com o propósito de Mashiach já, se D-us quiser (UM IDEAL MUITO CORRETO). Assim como em nível máximo age o Rabino Avraham. Entendo que somos produto das Uniões Santas de nosso Mestre (VOCÊ NÃO PODE AFIRMAR ISSO, MAS É UM PENSAMENTO BOM), e assim o consideramos, com muito Temor e Amor, um Pai para nós (EU TENTO…). Felizes somos nós por estarmos aqui, entendendo que tudo depende de um desejo Santo em cada um de nós. Imagino que estas Uniões Santas, são também a emulação do serviço Divino dos Cohanins no templo Sagrado. Que investindo todas as nossas forças e paixão, como uma oferta de elevação, tornamo-nos instrumentos divinos que sustentam o meio em que vivemos, como o pão nos dá sustento (CORRETO). Em algum grau, ser Santo, como cita o Mestre: “… como uma oferta pois eles oferecem as oferendas queimadas do eterno e o pão de seu D-us, e serão Santidade…”.

    É esclarecido também que este é um grau de representação do Sacerdote, e que em nível máximo são atualmente os raros Mestres de Torá que ainda existem neste Mundo, como o Rabino Avraham, quem vive exclusivamente de servir a D-us, ensinando Torá, com muito zelo, rigor e devoção, Graças a D-us. O mínimo que poderíamos fazer é investir nossos esforços para garantir de alguma forma que nada falte a nosso Mestre, fisicamente falando, pois como vemos, sob a Mão Guiadora dos Céus, o Rabino Avraham é muito Forte e rico, um Homem Santo de Hashem. O Mestre finaliza: assumir para si este compromisso é o aumentar da santidade, o poder de restauração de nosso Mundo, a vinda de Mashiach se D-us quiser.

    Obrigado Mestre.

    Que Hashem traga sempre vitalidade em abundancia ao nosso Mestre.

    Obrigado pela contribuição de todos amigos.

    Edson.

    AMÉM. MUITO BOM E DIGNO. RAB. AVRAHAM

    • Shalom Rabino Avraham e Amigos, boa tarde.

      Mestre, obrigado pela oportunidade de tentar retificar algumas falhas.

      “… estamos condenados a viver em sofrimentos …”
      Sim Mestre, o Sr. disse, fadados e não condenados, ouvirei melhor.

      “…esta separação entre bem e mal …”
      Sim Mestre, não dividi-los, mas buscar desfazer ao máximo possível essa mistura de Bem e mal, nos reservando para mais próximo da Santidade, se D-us quiser. o Sr. ensina que o próprio corpo físico, é uma casca que, parte deste mal, mas que deve servir para propósitos Divinos.

      ‘…da Força de Mashiach que trará retificação a todos…’”
      Mestre entendi minimamente que aqui todos devemos trabalhar para uma retificação máxima possível, e que a total será apenas ao fim quando Mashiach terminará, se D-us quiser.

      Com alegria recebo todas as correções Mestre, e agradeço imensamente por nos manter em pensamento.
      Obrigado.
      Edson.

  10. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Rabino Avraham e Amigos,

    Venho agora, singelamente compartilhar algumas palavras da parashá Emor II:

    Nesta parte da aula, sinto que temos uma visão ampliada do que ocorre quando não agimos em prol da separação do caos, da escuridão descrita na primeira parte da aula.

    Vimos na primeira parte do estudo, que isto é essencial vivermos este processo de recriação, onde nossos atos retificados nos capacita a aperfeiçoar o que restou de nosso trabalho: são as cascas, um espaço vago (O TERMO ‘ESPAÇO VAGO’ AQUI É USADO POR VOCÊ NA METÁFORA DA PSICOLOGIA HUMANA, CONTUDO O TERMO TEM OUTROS NÍVEIS DE IMPLICAÇÕES, QUE O ENTENDIMENTO TRANSCENDE ‘ESTE’ ESPAÇO NÃO TÃO VAGO AONDE VOCÊS SE EXPRESSAM. RAB. AVRAHAM) fundamental para nós, e adequado para Hashem investir sua luz e trazer Santidade ao Mundo. E creio que neste estado Hashem nos dirá que:

    “…Não haverá anti Ti, deus alheio, nem haverá deus estranho…”

    A partir deste ponto o Mestre nos previne deste “deus estranho” e revela como ele atua pelo mundo: trazendo pobreza.

    Quando as pessoas não se sujeitam a tais mudanças necessárias (não se restringem, não se separa do meio externo repleto de misturas indevidas É PRECISO ENTENDER QUE PARA OS JUDEUS, EXISTEM TAMBÉM UMA SÉRIE DE ‘AÇÕES POSITIVAS’, ALÉM DAS RESTRIÇÕES QUE VOCÊ CITOU E AS QUE VOCÊ DESCONHECE. AOS NOÉTICOS EXISTEM APENAS UMA CLASSE DE AÇÕES POSITIVAS, QUE É A CATEGORIA DA SUA ÚLTIMA MITSVÁ, DE ‘FAZER CORTES DE JUSTIÇA’ E AS SUAS RAMIFICAÇÕES, ENTRETANTO, AINDA QUE NÃO SEJAM MITSVÓT NOÉTICAS, FAZER TSEDACÁ E OS ATOS BONDOSOS GRATUITOS FAZEM PARTE DA ‘FORÇA DE MASHIACH’ QUE REBAIXA O MAL NO MUNDO. RAB. AVRAHAM), elas trazem ainda mais confusão e incapacidade de entender e subjugar o poder da escuridão. E ao contrário, esta força da escuridão é quem busca ter domínio sobre tudo, este “deus estranho” mancha ainda mais a consciência, oferecendo ilusões e prazeres passageiros, que só afligem as almas, num círculo vicioso que leva ao fracasso no crescimento espiritual, D-us nos livre.

    É dito que este poder leva a uma escuridão mental tão espessa que a pessoa é até capaz de se auto erguer como um “deus”, achando que está sim correta, criando conceitos estranhos externos a Torá (ESTA É A NORMA E NÃO A EXCEÇÃO DO MUNDO SECULAR HEREGE. RAB. AVRAHAM). Por experiência própria cito como exemplo as inúmeras blasfêmias/HERESIA que se auto intitulam como cabala (SEM HALACHÁ), conservadorismo, revolucionista, inovador, liberal (REFORMISMO = HERESIA), etc… as pessoas disseminam uma confusão tão grande pelo mundo, que se dizem ser cohen sem nem ter idéia do significado disso (VOCÊ NÃO TEM COMO AFIRMAR ISSO, SENDO ESTE UM ASSUNTO ESTRITAMENTE JUDAICO. AGORA, SE VOCÊ CONHECEU GENTIOS QUE SE AUTO ENTITULAM ASSIM, RELAMENTE, O FIM DO MUNDO ESTÁ PRÓXIMO. RAB. AVRAHAM). Vi em rede social casos de pessoas atuantes na sociedade em meio jurídico, impossível de se acreditar. Pessoas falsamente se intitulando santo e sacerdote (ISTO TEM UM GRAU DE GRAVIDADE IMPENSÁVEL…), e pior fazendo campanhas em sociedade que criam ainda mais movimentos hereges (TUDO PREVISTO ANTES DA CHEGADA DO MASHIACH VERDADEIRO. E VAI PIORAR ANTES DE MELHORAR… RAB. AVRAHAM), com cada vez mais adeptos desta ilusão. O Mestre explica que tais pessoas hereges, não se enquadrando as leis eternas da Torá (única forma capaz de proporcionar sensibilidade, intuição e verdade) agem sempre em incertezas, os instintos animais (finitos) prevalecem, e por isto são sempre confusas, duvidosas em tudo, desenraizadas do conhecimento Divino, havendo sempre este vácuo de dúvida chamado de heresia: (MUITO BOA SUA LINHA DE PENSAMENTO!)

    “ e deste vácuo da escuridão, é que vem a heresia”.

    Só nos resta ficar indignados e partir para o trabalho de ação. Graças a D-us, aqui estamos conhecendo intimamente este trabalho árduo necessário.

    Na primeira parte da aula, nos é ensinado precisamente o que devemos fazer para inverter este vácuo de escuridão, em Luz, Graças a D-us. Simplesmente aceitando os ensinamentos e agindo em acordo, nos separando do mundano, cumprindo as leis, e principalmente em nossas uniões, e aqui sugiro sempre trabalharmos com força total, se D-us quiser.

    Concluo humildemente que o cumprimento das leis são como o manifestar das contrações do Divino, Imagino que nos restringindo do meio esterno estamos como que nos enquadrando ao centro do Universo, as contrações de Hashem. Como ensinado em conversas místicas 1 “Percepções sobre o Divino somente podem ser aprendidas através de muitas contrações…”. E assim forçando a separação do mal, expurgando-o num grau máximo e possível de se trabalhar em prol da Revelação de Mashiach em todo o mundo, se D-us quiser. (É VITAL FAZER O BEM, CUIDAR DAS PESSOAS QUE SE AFASTAM DA HERESIA, DAR TSEDACA, AJUDAR PESSOAS COM PALAVRAS DOCES E RETAS, ETC.)

    Obrigado Mestre por nos trazer revelações profundas com tanto zelo e rigor.

    Obrigados amigos pela disciplina e dedicação, forças que erguem todos nós, se D-us quiser.

    Edson.

    EXCELENTE! RAB. AVRAHAM

  11. Shalom!

    Rabino Avraham e amigos da comunidade, bom dia!

    Venho humildemente expressar meus pensamentos e reconhecendo a minha limitação sobre o tema:

    EMOR – Aula 1

    O Rabino Avraham inicia com o verso em Vayiacrá 21.6 “Serão santos para seu D’us e não profanarão o nome de seu D’us, pois eles oferecem as oferendas queimadas e o pão de seu D’us lhe serão santidade.”. Este é um dos conceitos fundamentais no judaísmo. O Mestre explica sobre a santidade especial dos cohanim e na Torá são mencionados os vários comportamentos ritualísticos para garantir a santidade. O caminho para ter um nível maior de Kedushá (santidade) é por meio da Perishá (separação).

    Antes de D’us criar o universo que conhecemos, Ele já estava ocupado na criação e destruição de outros universos. Então ele decidiu o que iria ocorrer no final deste processo sobrasse algo que seria fundamental para toda criação. Esta sobra do processo espiritual é o mal. No inicio de Bereshit diz que havia escuridão sobre a face do abismo, esta escuridão na face do abismo é próprio mal e não é a ocultação da luz divina, esta é uma criação independente. Quando D’us disse haja luz e houve luz, significa que a luz surgiu da escuridão! A escuridão força do mal e a luz força do bem, refere-se a força do bem ou força do mal, ensina nosso Mestre.

    Na aula Conversas Místicas 1, o Mestre ensina: o nosso Criador restringiu Sua luz para termos acesso a ela e também deu espaço para as klipot agirem e esta estrutura torna possível a pessoa ter o livre arbítrio. Logo compreendo minimamente D’us quando deixou à sobra do mal, Ele tirou dali a luz, o bem e o mal estavam separados, a partir deste momento o homem poderia escolher entre o bem e também sobre o mal. E que esta sobra do mal se originou a klipah, porém era separada, mas quando Adam e Chava comeram da arvore do conhecimento e do mal a Perishá ficou desiquilibrada, quando houve a transgressão, o bem e o mal se fundiram dentro deles mesmos, daí herdamos a mistura do bem e do mal. Neste momento o Criador oculta a Sua luz e as klipot passam a agir.

    Assim como D’us ordenou separar a luz da escuridão, D’us também ordena que a Kedushá (santidade), seja separada de seu oposto a impureza. Os mandamentos de D’us servem para cumprir com os desejos Dele e também para entender esta ideia de Kedushá e Tumah (mal).

    O Rabino Avraham explica que a Torá e a Cabalá (parte mística), transmitem as ações que precisam ser tomadas para restaurar o que foi perdido. Um realinhamento onde a luz e escuridão, o bem e o mal, voltam a ser separadas e chamamos de tikúm (alinhar algo que está em desequilíbrio). O objetivo fundamental de tudo que existe é o retorno para um estado de equilíbrio entre a criatura e seu Criador.

    Para realizar esta tarefa de restauração D’us outorgou aos Bnei Israel e a Torá. O Mashiach representa a restauração na Era Messiânica. Quando há o cumprimento da mitsvot causa um efeito de luz espiritual sem precedentes no mundo, energia poderosa concentrada que é uma fagulha do Divino. Essa força criadora que existe em cada mitsvá é o que chama de Shechiná, que por sua vez também é uma força vitalizadora no mundo físico e sustenta tudo que existe, a luz divina que manifestada no universo e repele a escuridão e o mal e ajuda a restaurar e equilibrar a luz espiritual inicial.

    Quando se cumpre a mitsvá com toda alma e corpo intensamente, maior o reequilíbrio no mundo e apressa a vinda de Mashiach, que seja breve me nossos dias, amém. O Cabalista assumiu para si a função de um Cohen, através de uma ligação especial com a santidad. O cabalista busca como restaurar o tikúm no mundo que é ensinado na Torá. E a cabalá casher é um assunto estritamente judaico, para os justos de Israel. Mas D’us segundo Sua infinita misericórdia, tem colocado o nosso Mestre para compartilhar o que é permitido e sendo assim, ajudar também nossas almas no caminho da retificação e santificação.

    Desculpe-me por eventuais erros que eu possa ter cometido.

    Obrigada Mestre pelos ensinamentos e pela dedicação e tempo disponibilizados a todos nós.

    Obrigada a todos da comunidade e desejo tudo de bom!

    Shalom!

    Gisele Paz.

    MUITO BOM RESUMO, MAS SEM CONSIDERAÇÕES PESSOAIS DO IMPACTO DELE EM VOCÊ – DOS ENSINAMENTOS – O TEXTO É ACADÊMICO. RAB. AVRAHAM

  12. Shalom!

    Rabino Avraham e amigos da comunidade, bom dia!

    Venho humildemente expressar meus pensamentos e reconhecendo a minha limitação sobre o tema:

    EMOR – Aula 2

    O Mestre inicia esta aula citando o texto: Tehilim 81:9 “Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho”.

    Na medida em que o homem conecta-se com a Luz Infinita de D’us ou Or Ayin Sof, suas percepções do Divino também aumentam como temos estudado em Conversas Místicas 1, pois no processo de crescimento espiritual é preciso estudar a Torá e cumprir as mitsvÓt, e então sua consciência é expandida ou (???) se torna um iluminado que “É a capacidade humana de ligar a sua alma e mente e buscarem um caminho elevado em direção ao engrandecimento espiritual”, ensina o Mestre. E conforme esta consciência aumenta, compreende-se o quão pequenos somos. E isto leva ao bitul hayesh (auto-nulificação) ou bitul bimetiziut (completa nulificação do “Eu”). (CONCEITOS QUE FORAM CITADOS, MAS PRECISAM SER ENTENDIDOS COM MAIS PROFUNDIDADE).

    O Rabino Avraham explica a importância do cumprimento das mitsvot e estudo da Torá para elevação e crescimento espiritual, para alcançar a nulificação do “Eu”. A pessoa que vive uma vida na materialidade, na limitação racional, enxerga apenas a sua realidade ao redor, superficial e desconectada de uma vida espiritual, enxergando apenas o mundo físico e não tem a percepção do Mestre do Universo. Neste estado a pessoa está em seu estado natural, ou em sua natureza animal em seu aspecto mais baixo, onde só o Eu prevalece, seus desejos e ambições.

    Uma das forças espirituais que impede a elevação espiritual é a preguiça, pois a pessoa não quer sair de sua zona de conforto, e se conforma com seu estado caótico de ser. Não fazem as coisas certas e são reincidentes em seus erros, e vão se danificando cada vez mais, o que se chama de incoerência. É preciso um grande esforço para alcançar a elevação da consciência, e para enxergar as coisas de forma lúcida e sem distorções da realidade só com o estudo da Torá e cumprimento da Mitsvot.

    O Eterno criou um “vácuo” e a ilusão de que Ele não está presente, e por isso grande parte das pessoas não têm a percepção do Divino, deste vácuo ou ilusão aparente, não veem D’us e estão tão submersas em sua materialidade que negam a existência de D’us, com arrogância e cegueira espiritual (NÃO É BEM ASSIM, MAS O ESPÍRITO DO QUE VOCÊ ESTÁ CORRETO). Esta negação de D’us é grau máximo de heresia, pois negando ao criador se prostram aos deuses (SEJAM MAIS ZELOSA NOS TEXTOS. A EXPRESSÃO É ELOHIM ACHAREIM/’DEUSES ESTRANHOS’, OU SEJA QUALQUER COSIA QUE NÃO É HASHEM). Mas, o nome de D’us deve sempre ser exaltado desde o nascer do dia até seu fim e nosso Mestre termina com um belíssimo versículo com as palavras do profeta: “Ó S-nhor, Tu és o meu D’us; exaltar-Te-ei, e louvarei o Teu nome, porque fizeste maravilhas; os Teus conselhos antigos são verdade e firmeza”, pois “Tu és Sagrado e Teu Nome és Sagrado”. E assim aguardamos o nosso Mashiach que terá o nome ligado ao de D’us. Que seja muito em breve em nossos dias, amém.

    Desculpe-me por eventuais erros que eu possa ter cometido.

    Grata ao Mestre, pela dedicação e tempo que dispôs para nos ajudar.

    Tudo de bom a comunidade noética!

    Shalom!

    Gisele Paz.

    O OBJETIVO DO ESTUDO DO MATERIAL SUGERIDO NESTA COMUNIDADE NÃO É RESUMI-LO E ESCREVÊ-LO MERAMENTE. O OBJETIVO É INSPIRAR E FOMENTAR CRESCIMENTO ALÉM DO GRAU ACADÊMICO/RACIONAL, E PASSE PARA O NÍVEL DE ENTENDIMENTO ÍNTIMO, OU SEJA, INTUITIVO. É IMPORTANTE VOCÊ COMPREENDER ISSO. RAB. AVRAHAM

  13. Pela Graça de D’us!
    Shalom aos Amigos e ao nosso Mestre!

    Gostaria de compartilhar o meu estudo sobre a Parashá Emor, onde o Mestre ensina sobre Definições de Conceitos Fundamentais no Judaísmo. A referida Parashá trata de um assunto que é central na Torá, a Kedushá (Santidade), a qual eu gostei muito (“GOSTAR” NÃO É UM VERBO APROPRIADO PARA ASSUNTOS ESPIRITUAIS. GOSTAMOS DE UMA PIZZA, OU OUTRAS COISAS MATERIAIS…) e achei necessário aprecia-la com atenção devido ao envolvimento com a mesma que foi ocorrendo à medida que estudava, especialmente a segunda parte. Lembrando sempre que a Shiur foi dada para os alunos Judeus, logo a aplicabilidade direta da mesma, seus detalhes e citações dos Mandamentos não são específicos aos Noéticos, nos atenhamos ao tema central como citado acima, a Santidade, os Bnei Israel cumprindo a Torá e os Noéticos cumprindo as Leis Noéticas e suas ramificações. Eu achei importante esta observação, peço desculpas se fui óbvio (AS LEIS NOÉTICAS SÃO DA TORÁ. NÃO SE ESQUEÇA DISSO).

    O Mestre explica sobre níveis de Santidade trazendo o exemplo maior, que eram os Cohanim (Sacerdotes), que como filhos de Aharon (Arão), foram designados Sacerdotes por Hashem devido ao seu natural mais alto nível de santidade. A santidade de um Cohen, assim como para qualquer pessoa que deseja se aproximar do Divino se estabelece à medida que ele se separar de uma série de coisas. Especificando aqui, há uma grande variedade de limites aos Sacerdotes de forma que garantam o máximo possível de Santidade.

    Kedushá é algo definido como o que é chamado Perishá (Separação), um conceito de Torá que é explicado que a maneira que uma pessoa se santifica, é através de sua separação das coisas proibidas. Indo além da simplicidade desta definição, como o assunto de certa forma fica limitado no nível literal, porque a Santidade exige Separação, é trazido então ao nível místico pelo Rav.

    O Midrash explica que antes de Hashem criar o Universo que nós conhecemos, ele estava ocupado na criação e destruição de outros universos, e todo este processo é considerado extraordinário e incompreensível! Essa atividade espiritual de Hashem não é algo que ocorreu acidentalmente, mas um processo espiritual onde o Criador decidiu que deveria ocorrer pra que no final deste processo sobrasse algo fundamental para toda a criação. Esta sobra é o Mal! O Mal é a sobra de todo este processo de destruição, criação, re-destruição, recriação, etc. Como citado no início do Bereshit, este Mal Primordial é explicado como a Escuridão na Face do Abismo. A Luz foi separada da Escuridão, a Luz veio da Escuridão! O Mestre explica que esta Luz Espiritual é a Verdadeira Luz, o Poder Verdadeiro, pois fora extraído do Mal, algo que da Escuridão tornou-se Bom.

    Segundo o Arizal, a Perishá (Separação) Original designada por Hashem foi colocada num estado de desequilíbrio depois do pecado de Adam e Hava em comer o Fruto do Conhecimento do Bem e do Mal. Explica o Mestre que até aquele instante, as forças do bem eram separadas das forças do mal, e no momento em que houve a transgressão, então essas forças, Bem e Mal, Luz e Escuridão se fundiram dentro delas mesmos. Entendemos a partir disto que, existem dois elementos espirituais no homem, uma inclinação para o Bem e uma inclinação para o Mal, a origem desta fusão em seus próprios corpos.

    Quais teriam sido então, por assim dizer, as ações tomadas por Hashem de forma que isto, a Separação Primordial, que fora perdida fosse restaurada? Tikun (Retificação), realinhar algo que existe em desequilíbrio. O que você está fazendo aqui e quais os seus propósitos? Caso não venhamos a nos aplicar em corrigir este Estado de Desequilíbrio, estaremos fadados a sofrer! Que D’us não permita a nossa distração! O objetivo primordial de tudo que existe é restaurar esta Perishá Original, o estado de equilíbrio entre Criatura e o Criador. (SERÁ QUE FOI REALMENTE COMPREENDIDO A PROFUNDIDADE DESTES ENSINAMENTOS?)

    Para realizar este ato de Tikun, Hashem outorgou ao Bnei Israel a Torá! O cumprimento das Mitzvot (Mandamentos) causam uma difusão de Luz Espiritual, Poderosa e Concentrada, sem precedentes no mundo! São Fagulhas Divinas, a chamada Shechiná! A Kedushá repele a Escuridão ajudando a restaurar o Equilíbrio Espiritual Primordial no mundo. Através do cumprimento dos mandamentos a pessoa pode trazer equilíbrio não somente a um nível universal, mas principalmente em seu domínio, em seu mundo, eu sua vida particular. Daí a lógica de que quanto mais mandamentos são cumpridos e melhor feitos com todas as suas forças, frisa o Mestre, mais rápido será conseguido o equilíbrio desses mundos e depois a vinda de Mashiach! E que seja breve em nossos dias, amém!

    A Shiur continua com uma grande explicação do Rav sobre a definição do que significa ser um Cabalista nos dias de hoje, que seria nada menos do que a pessoa que assumiu pra si um dos trabalhos que os Cohanim (Sacerdotes) tinham que cumprir, que era trazer os estudos de Torá, o Cabalista torna-se um Mestre, um Professor da Torá! Um Cabalista tem a função de aumentar a Kedushá do Mundo! Baruch Hashem! Isto explica também o porquê do Mal querer copiar a Cabalá Casher e sair por aí vendendo mentiras e pseudo-facilidades, distraindo as pessoas, distanciando da Verdade de Hashem. Em muitos Shiurim o Mestre chama atenção para isto, a cabalá pra isso, a cabalá pra aquilo, a cabalá do fulano, a cabalá do beltrano, etc. (CERTAMENTE UM GRAVE PROBLEMA, DE ORDEM COSMOLÓGICA. OS SÁBIOS DA TORÁ ENSINAM, QUE SE OS GENTIOS ENTENDESSEM AS BÊNÇÃOS PARA O MUNDO QUE O TEMPLO SAGRADO TRAZIA, ELES TERIAM COLOCADO GUARDAS PARA PROTEGER O TEMPLO E NÃO O TERIAM DESTRUÍDO COMO FIZERAM. O MESMO EU AFIRMO SOBRE OS HEREGES QUE DISTORCEM O QUE NADA CONHECEM, MAS CHAMAM SEUS “ENSINOS” DE CABALÁ, E TRAZEM PARA AS MASSAS IGNORANTES E ARROGANTES, DE MODO IRRESPONSÁVEL E COMPLETAMENTE DEFORMADO UMA LUZ ESCURA QUE DEVERIA SER HONRADA E GUARDADA. A PROPÓSITO – E EU JÁ AFIRMEI ISSO NO PASSADO, INCLUSIVE PUBLICAMENTE – NÃO EXISTE NINGUÉM NO BRASIL QUE CONHECE CABALÁ… NENHUM RABINO INCLUSIVE, A CABALÁ É 99% FECHADA PARA NÃO JUDEUS, POIS NÃO É ASSUNTO DEVIDO A SER ENSINADA E NEM SERIA COMPREENDIDA POR ELES, QUE SEQUER PODEM ESTUDAR TORÁ DE MODO GERAL. AGORA, O QUE SE TEM POR AÍ É “QUALQUER COISA” MENOS CABALÁ. O QUE EU TENHO ENSINADO EM MINHA OBRA É EXTREMAMENTE “CUIDADO E PROTEGIDO” PARA SER ENSINADO COM FOCO NOS JUDEUS, MAS NÃO É ERRADO PARA NOÉTICOS QUE VIVAM DE FATO COM DIGNIDADE E VERDADEIRO ALINHAMENTO COM AS LEIS NOÉTICAS E AS ORIENTAÇÕES DA TORÁ E SEUS SÁBIOS. SE PESSOAS NÃO QUALIFICADAS OUVEM OU LEEM MINHA OBRA, ESTE É UM “RISCO ABRÂMICO” QUE EU TOME – E EU ROGO AO CÉU QUE ME PERDOE – PARA TENTAR RESGATAR ALMAS ESPALHADAS POR AÍ QUE AO OUVIREM O CHAMADO DA TORÁ, SÃO TOCADAS E TRANSFORMADAS, ASSIM COMO EU DESEJO QUE SEJA DE FATO COM VOCÊS AQUI, AMÉM. E SAIBAM MAIS UMA COISA: O QUE NÃO É FALADO/ESCRITO POR MIM, OU SEJA, O QUE É GUARDADO/OCULTADO, É INFINITAMENTE MAIOR DO QUE É O REVELADO… RAB. AVRAHAM)

    Outro assunto abordado pelo Mestre sobre o efeito de uma Aproximação do Divino é que ela expande nossa consciência, fazendo assim com que compreendamos melhor o quão pequeno nós somos verdadeiramente. Existe um grau de Percepção e Lucidez muito diferenciado entre as pessoas que se aproximam de Hashem através dos cumprimentos das Mitzvot e aquelas que se recusam em cumpri-los. Uma pessoa que recebe sobre si o Julgo Divino e a obrigação das Mitzvot é uma pessoa mais humilde do que uma pessoa que não opta por isso.

    O Julgo Divino (COMO JÁ EXPLIQUEI INCONTÁVEIS VEZES, SOMENTE JUDEUS TÊM “JUGO DIVINO”. É “JUGO” (SEM “L”) E NÃO “JULGO”, DO VERBO JULGAR) é repleto de obrigações, e então faz com que a pessoa pratique a auto-nulificação (ego subjulgado), negando suas próprias vontades e sujeitando-se a Hashem. Isto define a Humildade e a Arrogância. Continua o nosso Mestre de forma maravilhosa… A Lucidez de uma pessoa que se aproximou de Hashem não está unicamente ligada a uma melhor interpretação de uma Parashá, ou o melhor entendimento do que é dito por um Sábio, mas esta Lucidez é aplicada na maneira que ela enxerga a realidade como um todo, existe efetivamente uma transformação! A pessoa que não adquire esta Lucidez torna-se escrava de suas próprias percepções físicas das coisas, absolutamente nada do espiritual, não alcança uma consciência superior, de modo a atingir uma Humanidade Plena!

    A Lucidez é fruto de muito trabalho, e que com a ajuda de D’us, e o nosso esforço pessoal, que nós cresçamos em Kedushá, se D’us quiser!

    A Shiur é encerrada (SHIUR É MASCULINO, PORTANTO É “O SHIUR” E “ENCERRADO”) com mais uma frase profunda do Mestre: “Para uma pessoa mais Coerente, que tenha mais Luz, escutar quem tem menos é um Grande Exercício de Bondade. Quem tem mais Luz é mais dotado de Compaixão.” E eu termino agradecendo a D’us pela vida do Sr. Rabino Avraham.

    Tudo de Bom para Todos, Força e Coragem, e muita Saúde ao nosso Mestre.
    Att.,
    Alex

    MUITO BOM! CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

    • Shalom e muito obrigado Mestre, pelas Correções, os Alertas e a Grande e Importante Observação inserida no post. Graças a D’us.
      Att.,
      Alex

  14. Shalom ao Sr. Rabino, aos colegas do Grupo Retidão Noética.
    Se for da vontade de D-us e com a permissão do Rabino e receptividade dos colegas do Grupo venho expor minhas impressões sobre o estudo da Parasha Emor.

    O Rabino começa falando que essa Parasha traz definições de conceitos fundamentais do judaísmo e sobre o verso que faz referencia ao Cohanin que fala: ‘Serão Santos para seu D-us e não profanarão o Nome do seu D-us, pois eles oferecem as oferendas queimadas do Eterno e o Pão de seu D-us e serão Santidade’.
    Segue, portanto o meu entendimento de tudo que foi exposto pelo S. Rabino Avraham Chachamovits.

    A Tora do Eterno orienta em seus mandamento que o homem se separe de toda impureza e se envolva num processo de santidade se distanciando de tudo que pode contamina-lo.
    A Parasha Emor trata do assunto de santidade para os Sacerdotes (Cohanin) pessoas escolhidas dentre a semente de Aarão e que servia no Templo para oferecer à D-us as ofertas trazidas pelo povo.
    Esses Sacerdotes elevados a esse grau de serviço deveriam observar mandamentos de purificação mais severas que as dirigidas para o Povo de Israel de um modo geral, com o objetivo de serem aptos a prestar esses serviços para o Eterno.
    No entanto a questão da Kedusha (santidade) permeia toda a Torá. Em Bereshit D-us separa a luz que existia dentro da escuridão proveniente da destruição / reconstrução continua de mundos para que fosse possível a existência da realidade em que nos encontramos e vivenciamos. Esse processo de separação entre luz e escuridão foi interrompida quando da queda do homem convivendo juntas novamente dentro do ser humano desde sua desobediência a D-us.
    D-us no entanto oportuniza uma nova possibilidade ao ser humano de se separar da escuridão tornando-se luz através da retificação dos comportamentos através do cumprimento dos 613 mandamentos (Mitsvóts), pelo Povo Judeu e às nações as Sete Leis de Noach e as suas ramificações, encontrados na Torá. Esse processo de comportamento retificado leva o homem a separar-se de todo tipo de contaminação elevando sua alma subjugando seu eu, seu corpo e suas vontades aos mandamentos de D-us .
    Tendo como conceito de escuridão sendo o mal e da luz sendo o bem, esses dois elementos não tem como conviver em harmonia juntos, existindo uma distância entre eles. Ou seja a Kedusha (santidade) distancia-se da Tumá e não convivem no mesmo lugar. É observável que os comportamentos dos seres humanos pretende mostrar que seria possível essas duas energias caminhar juntas promovendo uma confusão de conceitos elaborados para obscurecer os entendimentos.
    A função do cumprimento dos mandamentos trazidos na Torá é a de um realinhamento (Ticum) do que encontra-se em desequilíbrio no mundo restabelecendo, dessa forma, o relacionamento entre o Criador e a criatura.
    O Eterno – Bendito seja Ele- outorgou aos Filhos de Israel a Torá com a função de retificar os comportamentos e trazer a esse mundo a luz advinda dEle, a Shechiná, quando do cumprimento de cada mandamento, atraindo e preparando a era do Mashiach. Essa luz é a força vitalizadora para o mundo físico. Ela repele a escuridão e promove o equilíbrio espiritual no universo.
    Trazendo para os dias de hoje, o papel do Cohen pode ser comparado ao dos Cabalistas. Pessoas dedicadas ao estudo e ao ensinamento da Torá, os Cabalistas tem cumprido um importante compromisso do propósito Divino de retificação do Universo e tem suas práticas de purificação e santificação trazidas dos ensinamentos do ARIZAL(eu não sei como devo me dirigir quando escrevo Arizal). Esses ensinamentos tem inspirado os Judeus a fazerem tshuvá( retorno ao Divino) e às nações, conhecimento, entendimento retificado da Torá .

    2 Em A Bondade Para Avraham o Rabino explica que D-us não se deixa revelar de pronto para a humanidade. Com isso ele possibilita ao homem crer em Sua existência, sem uma prova material. Quando o homem se aproxima de D-us para conhecê-Lo, tendo uma postura de auto anulação para cumprimento dos Seus desejos e da Sua vontade, mesmo sem vê-lo concretamente, a consciência do homem se expande e nesse processo vem a percepção de quão pequenos somos. Pelo poder da fé recebemos o jugo Divino com humildade anulando o nosso ego, essa atitude nos abre os portões de ligação com o Eterno e alcançamos níveis cada vez mais elevados de consciência e consequentemente um alinhamento espiritual, proporcionando uma elevação em nosso estado de lucidez e de como enxergamos a realidade tendo, mesmo sem ver com os olhos, a apreensão da existência Divina.
    O oposto disso é a cegueira espiritual proveniente da arrogância que o ser humano manifesta de só acreditar naquilo que vê com os olhos materiais, resistindo ao que é eterno gastando suas energias no que é mundano, nas forças negativas prostrando-se para os deuses deste mundo desperdiçando a oportunidade de se ligar em Hashem e obter a Sua energia.
    Na emergência de ter cada vez mais o imediato o homem da força a forças negativas fundamentais que o mantém na inércia e na preguiça mental desperdiçando sua energia com coisas físicas acomodando-se nesse nível.
    Nesse processo o ser humano tem se perdido em buscar incessantemente se aperfeiçoar no que é mundano e se tornar socialmente importante e brilhante envolvendo com o conhecimento que traz a promoção na sociedade, fazendo investimento no que é passageiro. Porem D-us se oculta e não se revela para esses e o que percebe-se é um caos social.
    D-us criou um “vácuo aparente” para aqueles que se propõem a não busca-lo. ELE e o Nome dEle não é revelado para aqueles que acreditam que perdem tempo em busca-lo, preferindo buscar em deuses mundanos – que D-us nos livre-.
    O resultado prático do estudo das Parashas e os ensinamentos proporcionados aos Bnei Noach pelo Rabino tem sido para mim um, como se fosse agrupamento de peças que, colocadas harmonicamente em seu devido lugar causam um efeito de felicidade geral, ao verificar um ordenamento em meu comportamento que paulatinamente tem se exteriorizado e alcançado pessoas da minha convivência.
    Agradeço ao Eterno –Bendito seja Ele- pelo Seu Amor Divino.
    Agradeço ao Rabino Avraham Chachamovits

    A Todos do Grupo Retidão Noética.

    Zenóbia Ribeiro Benevides Barros

    MUITO BOM! QUE INÍCIO ESPECIAL. CONTUDO, É IMPORTANTE TRAZER O IMPACTO PESSOAL DESTES ENSINAMENTOS TAMBÉM, EVITANDO ASSIM O ACADEMISMO. RAB. AVRAHAM

  15. Shalom!

    Rabino Avraham e amigos da comunidade,boa noite!

    Venho novamente humildemente expressar meu limitado pensamento sobre o tema:

    Emor: Aula 1

    Vaicrá 21.6 “serão santos para seu D’us e não profanarão o nome de seu D’us, pois eles oferecem as oferendas queimadas e o pão de seu D’us lhe serão santidade.”.

    Este é um dos conceitos fundamentais no judaísmo. O Mestre explica sobre a santidade especial dos cohanim e na Torá são mencionados os vários comportamentos ritualísticos para garantir a santidade. O caminho para ter um nível maior de Kedushá (santidade) é por meio da Perishá (separação).

    Penso que nosso Criador deseja pessoas santificadas, para então revelar um pouco da luz Dele. Como está escrito em Vaicrá 19:2 “Fala a toda congregação dos filhos de Israel, e lhes dirás: Sereis santos, pois Eu, o Eterno, vosso D’us Sou santo.” Santidade é algo que deve existir em nossa alma e corpo. E que é preciso haver separação com as coisas impuras, pecaminosas e até mesmo afastar-se de pessoas que levam uma vida pecaminosa. É incrível que assim que comecei a me desvincular de algumas pessoas em meu ciclo de amigos e parentesco, parecem que elas percebem e ficam nos rodeando, insultando indiretamente, e ficam insistentes, está sendo uma experiência desagradável, pois, às vezes me sinto muito sozinha, mas já aprendi aqui que devemos aceitar estas situações com humildade e autoestima (É EXATAMENTE ASSIM. RAB. AVRAHAM).

    Em um sentido mais profundo o Mestre nos explica sobre o processo de criação, pois neste momento é possível compreender minimamente a origem do bem e do mal, e como estas forças, após a queda de Adam e Cháva fundiram e que estão dentro do de todo ser humano o lado bom e lado mal. Infelizmente a humanidade em geral tem dado lugar maior para as forças do mal agirem sobre elas, pois são capazes de escolher, mas optam pelo mal.

    Assim como D’us ordenou separar a luz da escuridão, D’us também ordena que a Kedushá (santidade), seja separada de seu oposto a impureza. Os mandamentos de D’us servem para cumprir com os desejos Dele e também para entender esta ideia de Kedushá e Tumah (mal).Sendo assim, em meus entendimentos limitados que para separarmos estas forças do mal que existem em nós, precisamos de santidade, e para obtermos a santidade é obrigatório a separação do mal. Por isso, a santidade é imprescindível para aqueles que querem ter uma vida correta. A santidade e mal não andam juntos.

    O Rabino Avraham explica que a Torá e a Cabalá (parte mística), transmitem as ações que precisam ser tomadas para restaurar o que foi perdido. Um realinhamento onde a luz e escuridão, o bem e o mal, voltam a ser separadas e chamamos de tikúm (alinhar algo que está em desequilíbrio).

    Para reequilibrar estas forças nosso D’us desenvolveu um modo que é possível gerar um equilibro entre a criatura e seu Criador, que D’us outorgou ao povo de Israel e a Torá. Penso que quando se cumpre as vontades do Divino com o cumprimento das mitsvot, uma força poderosa é gerada que é chamada de Shekiná. Esta força poderosa é que mantém tudo que existe e que afasta a escuridão da luz. E é preciso cumprir os desejos de D’us com toda intensidade que somos capazes, estudar a Torá e nos conectarmos com Ele ao máximo. E assim, apressamos a vinda do Mashiach que é o período de restauração plena, que seja muito breve em nossos dias. Amém

    Permita-me Mestre, fazer esta pergunta, se for possível respondê-la. Na restauração da Era Messiânica o mal será destruído ou separado? (COMO AFIRMA ZACARIAS 13:2, “TODO O MAL SERÁ EXPURGADO POR COMPLETO DA TERRA”. RAB. AVRAHAM)

    O Cabalista assumiu para si a função de um Cohen, através de uma ligação especial com a santidade o cabalista busca como restaurar o tikúm no mundo que é ensinado na Torá. E a cabalá casher é um assunto estritamente judaico, para os justos de Israel. Mas D’us segundo sua infinita misericórdia, tem colocado o nosso Mestre para compartilhar o que é permitido e sendo assim, ajudar também nossas almas no caminho da retificação e santificação.
    Desculpe-me por eventuais erros que eu possa ter cometido.

    Obrigada Mestre pelos ensinamentos e pela dedicação e tempo disponibilizados a todos nós.

    Tudo de bom a comunidade noética!

    Shalom!

    Gisele Paz.

    MUITO BOM! CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  16. Shalom!

    Rabino Avraham e amigos da comunidade, boa noite!

    Venho novamente humildemente expressar meu limitado pensamento sobre o tema:

    Emor: Aula 2

    O Mestre inicia esta aula citando o texto: Tehilim 81:9 “Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho”.

    Como posso conectar-me a Luz infinita de D’us? Como posso anular completamente o meu “Eu”? Como posso ampliar a minha consciência e percepção do Divino? Como aplico em minha vida? São perguntas que o Mestre nos mostra o caminho para alcançarmos este nível de elevação espiritual.

    Pelo meu entendimento limitado as três perguntas tem as seguintes respostas: o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot. É um caminho que exige um esforço muito grande, disciplina e dedicação. Não é fácil anular nosso “Eu”, a forma como fomos criados, as crenças que fomos submetidas durante a vida, o sistema educacional falho entre tantas outras situações que influenciaram o nosso modo de vida. Portanto, para aplicar isto em nossas vidas é um processo que demandará um grande esforço e com ajuda de Hashem, que tem colocado o nosso Mestre para ajudarmos em nossa caminhada. Precisamos fazer nossa parte neste processo, que exige nosso esforço, coragem e força, e Ele nos ajudará amén.

    Penso que estamos vivendo um ápice do materialismo, as pessoas estão escravas de suas próprias cobiças, sociedade materialista, pois pregam que a vida das pessoas serão perfeitas se ela tiverem muitos bens, fazer bastante dinheiro e gastar em coisas que as deixarão mas felizes e amadas. E quanto mais elas tentam preencher o vazio em questões materialistas mais infelizes são. Pessoas materialistas afetam também as pessoas ao seu redor, pois tem menos empatia e são menos generosas prejudicam a natureza e não tem a percepção do Mestre do Universo.

    O Eterno criou um vácuo e criou a ilusão de que Ele não está presente, e por isso grande parte das pessoas não tem a percepção do Divino, deste vácuo ou ilusão aparente, não veem D’us e estão tão submersas em sua materialidade que negam a existência de D’us, com arrogância e como cegos.

    Penso que se a preguiça sendo uma força espiritual destrutiva, pois ela interfere que nos movamos para nossa elevação espiritual. É preciso um grande esforço para alcançar a elevação da consciência, precisa sair da zona de conforto, é preciso vencer esta barreira. Para enxergar as coisas de forma lúcida e sem distorções da realidade só com o estudo da Torá e cumprimento da Mitsvot. (NÃO DISCURSE, SE ATENHA À AULA. RAB. AVRAHAM)

    Esta negação de D’us é grau máximo de heresia, pois negando ao criador se prostram aos deuses estranhos. Mas, o nome de D’us deve sempre ser exaltado desde o nascer do dia até seu fim e nosso Mestre termina com um belíssimo versículo com as palavras do profeta: “Ó S-nhor, Tu és o meu D’us; exaltar-Te-ei, e louvarei o Teu nome, porque fizeste maravilhas; os Teus conselhos antigos são verdade e firmeza”, pois “Tu és Sagrado e Teu Nome és Sagrado”. E assim aguardamos o nosso Mashiach que terá o nome ligado ao de D’us. Que seja muito em breve em nossos dias, amén.

    Desculpe-me por eventuais erros que eu possa ter cometido.

    Grata ao Mestre, pela dedicação e tempo que dispôs para nos ajudar.

    Tudo de bom a comunidade noética!

    Shalom!

    Gisele Paz.

    É IMPORTANTE MANTER A ESTRUTURA DA AULA, DAS CITAÇÕES ETC., MAS SIM, SEMPRE TRAZENDO TAMBÉM UM CONTEXTO PESSOAL, DE IMPACTO DOS ENSINAMENTOS. MUITO BOM. RAB. AVRAHAM.

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