CONVERSAS MÍSTICAS 1

Shalom Sr. Rav Avraham e amigos

Pela graça de D-us, Sr. Rav Avraham inicia um shiur muito rico e profundo que traz conceitos extremamente importantes para nosso crescimento espiritual, aumentando nossa clareza e percepção do Divino, se D-us quiser. Peço licença ao Sr. Rav e aos amigos para expressar algumas palavras do meu entendimento do shiur.

Sr. Rav Avraham começa explicando nesse shiur que é muito importante que a pessoa desenvolva suas percepções do Divino, que representa a capacidade de ligar sua alma e mente a D-us. O Homem deve desejar conhecer Sua Essência, no sentido de se aproximar Dele, e consequentemente compreender o Infinito. E um dos conceitos fundamentais para que a pessoa possa se desenvolver em suas percepções é reconhecer que D-us rege toda a Criação. Ou seja, o desenvolvimento de uma pessoa sobre o Divino, implica que a pessoa se mantenha em um estado o mais consciente possível e o mais constante possível da Onipresença e Onipotência de D-us. Isto indica que independente do que estar acontecendo, eu devo estar sempre ligado a D-us. Agora a ligação da pessoa com materialismo provoca um bloqueio no seu desenvolvimento com o Divino, como explica o Sr. Rav o materialismo é como uma anestesia faz com que a pessoa não tenha a sensibilidade a D-us. Baseado nessa ideia, e em outras coisas que bloqueia o nossa percepção de D-us, o materialismo é o mais difícil para ser vencido, o mundo de hoje é extremamente materialista, as pessoas não querem dedicar sua vidas a D-us, elas se preocupam em como acumular bens, dinheiro, status, enfim. Elas se colocam em um nível, como sendo elas mesmas que regem a suas vidas, não reconhecendo a Onipresença e Onipotência de D-us, que tudo controla e domina nesse mundo.

No entanto, para aqueles que crescem na percepção do Divino, Sr. Rav explica que é sempre importante ter humildade para reconhecer que não sabemos de nada, porque qualquer percepção do Divino que viermos a ter ela é Infinita. Algo muito importante de refletir, porque sempre temos o costume quando aprendemos algo de achar que já estamos sabendo de tudo, é essa a sensação, mas na realidade é o nosso ego tentando se inflar. Nós nos enganamos sobre nossos limites e capacidades. Eis a importância da humildade, essa qualidade deve ser bem trabalhada em nossas vidas, quando percebo que meu ego está querendo falar mais alto, eu paro e penso: Não sou nada. O conceito que nos é trazido de uma pessoa espiritual é que ela sempre é humilde, ela sempre reconhece sua insignificância diante do Criador. (EU COLOQUEI ESTE PARÁGRAFO EM NEGRITO. RAB. AVRAHAM)

Sr. Rav explica que somente através do estudo da Torá a pessoa consegue crescer em sua percepção do Divino. A Torá é o meio de comunicação através do qual D-us permiti ao homem Conhecê-lo e Servi-lo. Como é sabido, a percepção do Divino somente é percebida através de muitas “contrações” (tzimtzum). Esse conceito de tzimtzum explica como D-us poderia da existência a algo finito. Metaforicamente, significa D-us “ocultando-se” na Sua Criação, para que os mundos, assim como também todos os seres pudessem ter o senso de Sua própria “separação”, por assim dizer, de D-us. Então se Ele não estivesse “Oculto”, nada mais poderia ser percebido por causa de Sua Magnitude e Luz absoluta. O Sr. Rav Avraham explica algo muito importante, toda vez que a Luz de D-us sofre “contração”, mas o homem tem a capacidade de percebê-la. Cabe ressaltar uma ideia importante que o Sr. Rav apresenta é que nas varias “contrações” da Luz de D-us, temos a oportunidade de aprendermos e conhecermos um pouco mais de D-us de acordo com o nível e grau da pessoa.

Outro aspecto importante sobre a Luz de D-us que “desce”, essa Luz representa um fluxo da energia vital chamada de Shefá, que representa um fluxo de vitalidade. Então da mesma forma que a Luz Divida envolve todos os mundos de forma igual, onde os mundos superiores a Luz brilha de forma revelada, enquanto nos mundos inferiores, a Luz não brilha com tal revelação, o que se aplica ao nosso mundo onde a Luz não se encontra de uma forma revelada e a própria Luz vem sob o aspecto oculto e escondido, esse mesmo conceito se aplica ao fluxo de vitalidade. Por isso a Generosidade de D-us é restrita, onde não existe Luz, há espaço para as forças da sitra hara, oposta a Santidade. A consequência da ocultação da Luz Divina acaba sendo manifestada em julgamento, que é justamente o local onde as Klipot residem, as quais foram criadas para obstruir a Luz de D-us, permitindo com que o homem se distancie Dele. Eis o obstáculo que precisa ser vencido, uma vez que a pessoa alcança um nível de percepção mais elevada, sempre essa força negativa irá atuar para impedir com que a pessoa se desenvolva espiritualmente. Isso me chama muito atenção, pois toda vez que estou orando, ou estudando a Torá, sempre percebo que naquele momento surgem obstáculos que preciso vencer, a começar pelo meu ego que se estende até alguém batendo na porta, ou toque do telefone, dentre outras coisas. Percebo a luta constante que enfrentamos para que haja uma constância e evolução na busca de conhecer a D-us.

Através desse conceito explicado pelo Sr. Rav Avraham, meu entendimento abre, digamos assim, para perceber que a revelação da Luz Divina, que envolve todos os mundos, Ela só vem através do refinamento da pessoa, através da submissão de sua natureza física e transformação desta natureza em santidade. Antigamente pensava que tinha vencido as klipot, era a forma “tola” de pensar, pois não conhecia de fato, esse conceito, mas pela Graça de D-us, através do Sr. Rav Avraham estou aprendendo a identificar esses conceitos, mas claro, só Sr. Rav poderá me dizer se realmente estou compreendendo.

Sr. Rav e amigos gostaria de expressar mais os conceitos desse shiur, quero continuar expressar durante a semana, o shiur é muito extenso e requer muita atenção para compreender bem cada palavra expressa pelo nosso Mestre.

Obrigada Sr. Rav Avraham, peço desculpa se me expressei de forma errada. D-us abençoe.

Tudo de Bom

Raquel

 MUITO BOM. É MUITO POSITIVO QUANDO VOCÊ TRAZ AS IDEIAS PARA UM NÍVEL MAIS PESSOAL. RAB. AVRAHAM

 

16 opiniões sobre “CONVERSAS MÍSTICAS 1

  1. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO.

    Pela Graça de D’us

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur, dentro da minha limitada compreensão.

    O Rabino inicia a aula afirmando que as percepções sobre o Divino somente podem ser apreendidas através de muitas contrações, pois o objetivo central da evolução espiritual é ganharmos mais percepções sobre o Divino, através do estudo da Torá e do cumprimento de mitzvót, de uma maneira geral – para os judeus e os noéticos, cada qual de acordo com a sua categoria. Essa percepção, continua o mestre, representa a iluminação, ou seja, a capacidade humana de compreender e conhecer, de acordo com a possibilidade de apreensão do indivíduo, a D’us, que rege toda a Criação. O reconhecimento da regência do Eterno sobre a Criação é a primeira condição para a pessoa se desenvolver em suas percepções sobre o Divino, sendo esta uma lei espiritual fundamental para o início deste processo.

    Eu não entendo as pessoas que afirmam que D’us não existe: eu já percebia, minimamente, algo acontecendo em minha volta: uma vida inteira de visões e pesadelos, já era um sinal de que havia um aspecto que eu ainda não vislumbrava – lembrando que aqui foi o único lugar que me deu o conhecimento legítimo para controlar isso – sobre a percepção sobre o Divino, a qual o Rav se refere no shiur. Lamentavelmente, chego à conclusão eu vislumbrava, na verdade, as klipót. (SUA CONCLUSÃO É INQUESTIONAVELMENTE VERDADEIRA, ASSIM COMO SUAS OBSERVAÇÕES. TUDO A SEU TEMPO, VOCÊ PROCEDE BEM, BARUCH HASHEM)

    Segundo o Rabino, o desenvolvimento da percepção sobre o Divino implica em que a pessoa se mantenha em um estado o mais consciente e constante possível, acerca da Onipresença e Onipotência de D’us, como no Salmo 16, no versículo 8: “Consciente eu estou sempre diante de D’us”, trazendo a ideia de que, dentro possível, a pessoa está sempre ligada a D’us; quanto mais tempo ela está em conexão com o Divino, há mais constância e solidez nesse contato, e a pessoa desenvolve novas percepções sobre o Divino, traz o Rav.

    No meu esforço para alcançar essa percepção, o que tenho feito, dentro do que me é possível, é me manter longe de problemas, no sentido de transgressão, e prosseguir com os estudos (ISTO SE CHAMA “SUR ME RAV”, SE AFASTE DO MAL, COMO TRAZ O TEHILIM 34:15). Isso me tem causado mais dor do que aumento de percepção, mas acredito que isso seja o lado negativo me testando, de acordo com o que o mestre explica em suas aulas (TUDO NORMAL…). O que fazer? Aguentar firme, se D’us quiser. Eu desejo, de coração, estar no caminho certo (É BEM MAIS DO QUE O MERO AGUENTAR FIRME. É CRESCER EM FÉ E CONFIANÇA EM HASHEM).

    O mestre alerta: o contrário também gera efeitos: a imersão da pessoa na materialidade é a garantia certa de que ela não vai conseguir alcançar estados de percepção sobre o Divino, seja em linguagem, consciência, sensações ou emoções; a materialidade tem o efeito de anestesiar a capacidade do homem de atingir essa percepção. Toda e qualquer compreensão e conhecimento sobre o Divino que possamos ter é finita, explica o Rabino, sendo este um paradoxo: quanto mais a pessoa cresce em conhecimento e percepção sobre o Divino, mais é preciso reconhecer que ela nada sabe, pois D’us é Infinito; daí que vem a força da gente se manter humilde; uma pessoa verdadeiramente espiritualizada, de acordo com as Leis de D’us, é humilde, pois ela reconhece que não é nada diante de D’us; o Patriarca Abraão se considerava pó da terra, insignificante, pois entendia isso. (EU COLOQUEI ESTE PARÁGRAFO EM NEGRITO. RAB. AVRAHAM)

    Diante do que foi exposto acima, a sensação que tenho é que, a cada estudo, é como se a compreensão sobre D’us escorresse pelas minhas mãos, como areia – sobram apenas alguns grãos, que servem de pista para conduzir minha vida. Me ocorreu, neste momento, a ideia de viver com tsniut – recato – que o mestre constantemente aborda nas aulas. Penso, humildemente, que ajude na melhor compreensão do que é estudado, uma vivência prática das lições, algo extremamente difícil, no meu caso. (VAI “ADOÇAR” COM ESFORÇO E DEDICAÇÃO…)

    As percepções sobre o Divino, afirma o Rav, são apreendidas através de muitas contrações; através da Benevolência de D’us, nós podemos nos ligar à Sua Luz Infinita através de uma constrição dessa Luz, para que chegue até nós, de modo a percebê-La e se beneficiar Dela; o fluxo que parte da Fonte, até chegar ao aluno, através de uma grande cadeia de mestres, é uma forma de constrição. O Rabino explica uma lei espiritual: quanto mais a Luz de D’us desce, através de contrações, mais nós temos a capacidade de percebê-La, para o nível da pessoa simples, por isso é importante o mestre dar aula para seus alunos, para que essa Luz chegue no nível das pessoas simples; se não fosse dessa maneira, só os mais elevados e santos seres humanos perceberiam essa Luz (ALGO JUDAICO ELEMENTAR).

    Graças a D’us estou estudando com o Rabino Avraham, que tem a generosidade e a benevolência de nos instruir nesses conhecimentos tão elevados, sobre o Eterno e a Sua Torá, de acordo com as instruções para não judeus. É uma honra e uma responsabilidade enorme, saber que o Rav faz parte dessa cadeia de gerações de Sábios da Torá, neste processo de tsimtsum da Luz Divina. Baruch Hashem.

    Conforme as palavras do Rabino Avraham, são necessários muitos mantos e véus – contrações – para que a Luz Infinita de D’us vá diminuindo e essa Luz possa brilhar em nosso nível, assim como a pessoa necessita olhar para o “sol com filtros e lentes especiais”; a contração máxima da Luz de D’us se dá no estudo: quando se olha textos de Torá escritos em hebraico, em que as letras são santas, se chegou ao máximo de tsimtsum – toda a força espiritual se transformou em letra; por isso é que o Zohar afirma que toda a Torá é um grande Nome de D’us.

    Prosseguindo a aula, o Rav explica que a Luz de D’us representa o fluxo vitalizador do mundo; uma vez que essa grande Luz é contraída em cada nível de descida, o fluxo também é ocultado, ou seja, nem toda a generosidade de D’us chega até aqui, porque ela também é restrita; aspectos da Benevolência de D’us também são ocultados; nós vivemos em um mundo de grande severidade, as leis da natureza são um reflexo disso. O mestre explica que esses véus de ocultação são chamados, também, de Julgamentos; é desse limite dos véus espirituais que ocultam a Luz de D’us, que se originam as forças negativas, opostas à santidade, que também são controladas por D’us; onde não existe plena e total generosidade de D’us, Luz Divina absoluta, cria-se espaço para que forças antagônicas possam se desenvolver, como em um jardim onde há espaços que não chega o sol, criando ambiente propício para ervas daninhas. O Rav afirma que a conseqüência da ocultação da Luz de D’us, além da possibilidade de podermos conhecê-La através de estudo é, também , a ocorrência de julgamentos: qualquer grau de ocultação da generosidade de D’us, cria espaço para que as klipót possam atuar.

    Do pouco que pude assimilar da explanação do mestre, a Terra é muito mais propícia a severidades e julgamentos, devido às contrações da Luz de D’us, o que torna qualquer deslize fatal, no sentido das klipót agirem rapidamente. Se não compreendi da forma correta, peço desculpas. (ESSENCIALMENTE, É ISSO MESMO, AINDA QUE EXISTEM MIRÍADES DE OUTROS ASPECTOS. RAB. AVRAHAM)

    O Rav nos revela que, em cada nível de percepção sobre o Divino que a pessoa chega, haverá uma klipá – casca, força negativa – que terá como missão distrair a pessoa em seu empenho pelo Divino, confundí-la e, assim, afastá-la de D’us. É graças a essa estrutura, ensina o Rabino, é que existe o livre arbítrio: D’us garante que as escolhas – para o bem ou para o mal – que o ser humano faz sejam implementadas de forma efetiva; quanto mais se cresce nesses níveis espirituais, menos constrita vai estar a Luz de D’us, o que serve de incentivo para que a pessoa se esforce, de modo a ascender espiritualmente cada vez mais, existindo, nessa arquitetura, mecanismos de impedimento.

    Entretanto, explica o mestre, ao tomar a decisão correta, o indivíduo acaba subjugando as forças negativas, revelando a Luz de D’us no mundo; as dúvidas que surgem tem relação com essa estrutura e a chance que nos é dada, constantemente, para que cheguemos ao próximo nível de nosso crescimento espiritual. Se a pessoa está no caminho do estudo, a percepção sobre o Divino cresce; a luta para se chegar ao próximo nível espiritual é constante; o trabalho do homem serve para revelar a Luz de D’us no mundo, e apressar a vinda da Era Messiância, e isso ocorre toda a vez que a pessoa faz as escolhas certas, traz o Rabino.

    Todo o conceito de constrição da Luz Divina, segundo humildemente interpreto, talvez seja uma evidência de que, neste mundo, o estudo da Torá, enquanto aspirante a noético, traga mais Luz na prática do bem, de acordo com as mitzvót para bnêi nôach. A Luz de que precisamos, enquanto indivíduos e integrantes do todo, que é o mundo, a Criação. Graças a D’us, a cada aula, o Rav revela, aos poucos, o que nos é permitido saber.

    Peço perdão por eventuais erros, e sou muito grato pela oportunidade de estar aprendendo com o mestre.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    UMA AULA COMPLEXA, QUE VOCÊ TROUXE SIM OS CONCEITOS PRINCIPAIS. MUITO BOM. JAMAIS ENTENDA ISSO COMO ALGO FILOSÓFICO, POIS ISSO SERIA UMA GRANDE KLIPAH. RAB. AVRAHAM

  2. Pela Graça de D’us.
    Shalom aos Amigos e ao Nosso Mestre, peço desculpas mas ainda tenho problemas de acesso.

    Bem… eu tenho tentado não fazer meros resumos das aulas, todavia era assim que eu estudava antes de adentrar a Comunidade, eu ouvia a aula e fazia um resumo meu pessoal, sem a necessidade de inserir algumas compreensões ou elaborar textos, coisa que simplesmente sou muito ruim. A dificuldade pra falar pessoalmente reflete na transcrição dos meus pensamentos, eu mesmo fico impressionado, cada texto é um dia de trabalho. Esta aula foi grande e talvez difícil, ou suficiente (MUITO CUIDADO AQUI. É ÓBVIO E EVIDENTE QUE A AULA É DIFÍCIL. FALAR DISSO COMO SE “TALVEZ” SEJA ASSIM CONSIDERADO, OU COM RECEIO DE SE AFIRMAR ISSO É GA’AVAH/ARROGÂNCIA. RABINOS ESTUDADOS TEM DIFICULDADES COM ESTES ASSUNTOS, PORQUE VOCÊ NÃO TERIA? O HOMEM VERDADEIRAMENTE LIGADO A HASHEM, CONHECE SEU LUGAR…), vai de acordo com cada pessoa. Eu falei aqui o que eu consegui captar, pois a segunda metade da aula foi bem difícil pra mim. Peço desculpas pela limitação.

    O Mestre nesta aula nos ensina que podemos e devemos evoluir espiritualmente, de forma a ganhar cada vez mais Percepções sobre o Divino. De maneira geral através de alinhamento à Torá, cumprimento de Mitzvot, etc… também movido pela necessidade da evolução pessoal de cada indivíduo. A Percepção sobre o Divino significa Iluminação. Mas não é uma iluminação superficial, mas sim no sentido mais profundo, ligar sua Alma e sua Mente para buscar um Caminho Elevado em direção a um Revestimento Espiritual. Um conhecimento e compreensão de D’us, dentro de nossa capacidade.

    O princípio básico que nos é ensinado pelo Mestre é reconhecer que D’us rege toda a Criação. “Esta Regência precisa ser reconhecida!” Deixou bem frisado o Mestre. Foi citada também a “Providência Divina”, que era ou é um dos pontos onde mais eu tenho dificuldade de entendimento, especialmente depois de algumas experiências pessoais trágicas. Porém ele achou por bem não adentrar neste assunto dentro desta aula.

    Desenvolver uma percepção sobre o Divino implica que a pessoa se mantenha num estado o mais consciente e constante possível sobre a Onipresença e Onipotência de D’us. Uma exemplificação disto seria como o Salmista escreve no versículo 8 do capítulo 16, “Consciente estou sempre da Presença do Eterno; estando Ele á minha direita nada poderá me abalar”. Baruch Hashem! No mesmo verso o Salmista explica a imediata reação a este estado da consciência da pessoa… A segurança de que nada poderá o abalar, o que significa que nosso pensamento deve ser, ensina o nosso Mestre, “Eu estou sempre ligado à D’us, independente do que esteja acontecendo”, dentro do possível, e quanto maior o meu nível espiritual, mais tempo, mais constante, mais sólida será esta ligação! Dito isto, eu reconheço a cada dia que preciso melhorar, e muito!

    O contrário da Ligação com Hashem também tem seus efeitos, quando a pessoa está imersa no materialismo, o que é uma anestesia espiritual. Devemos também ter sempre em mente que toda e qualquer compreensão sobre o Divino que a gente possa ter, ela é limitada, finita. Tão logo percebamos a Grandeza de D’us, devemos reconhecer que de fato, ainda não sabemos nada, o que é um paradoxo. Pois, quanto mais eu cresço em ligações com Hashem, mais eu preciso reconhecer que eu não sei nada. É um exercício manter-se Humilde! O Mestre explica que quanto mais Humilde é a pessoa, mais ela sabe sobre os outros, porém em relação às percepções sobre o Divino ela sempre deve reconhecer que não sabe nada! Exemplificando isto, Abraão quando se denominou como o Pó da Terra.

    O Estudo da Torá, este é o desejo de D’us e é o que gera ligação ao Divino, esta é a fórmula para conseguirmos crescer espiritualmente. À medida que estudamos a Torá, de acordo com a capacidade de cada aluno, as contrações da Luz de D’us nos permitirá obter o esperado entendimento sobre o Divino. Quanto mais a Luz Divina sofrer contrações, para “descer” até nós, maior será a nossa capacidade em percebê-la. Assim funciona esta Lei Espiritual.
    Partindo desta Lei é que nasce a importância em se educar as pessoas. Está na natureza, que D’us assim desejou para o mundo, que a Luz dEle pudesse chegar no nível das pessoas simples e então conseguirmos explicar sobre a Sabedoria de D’us. Nosso Mestre ensina que o elemento máximo da contração da Luz de D’us foi o que veio a tornar-se um caractere, ou seja, a letra na língua hebraica que é sagrada! Eu agradeço a D’us porque dentro da minha capacidade, “velocidade de processamento” de tantas informações, eu tenho conseguido extrair coisas bastante elevadas que tem me feito respeitar cada dia mais o Povo Judeu, o Judaísmo, e a Língua Sagrada, e ainda neste contexto o Rav explica também que cada um de nós é um recipiente diferente, com capacidade de recepção diferenciada, não significando que seja melhor ou pior, apenas diferente! Graças à D’us!

    A aula continua com a explicação de outro aspecto desta Luz que “desce”. Esta Luz é um Fluxo de Vitalidade para o mundo! Uma vez que esta grande Luz é “encoberta”, ela limita o Fluxo da Vitalidade de D’us. Impressionante que nem mesmo toda a Generosidade de D’us chega até aqui, ela mesma sofre restrições! Assim como o atributo da Severidade de D’us que é muito forte na realidade em que vivemos, o que podemos chamar de julgamentos.

    É a partir destes “véus”, que as klipot são formadas, as forças do outro lado, o lado oposto da Santidade. Se D’us não está sendo muito benevolente com o mundo isto implica dizer então que, o mundo está recebendo julgamentos, e consequentemente fortalecendo as klipot. AS KLIPOT SE FORMAM NOS JULGAMENTOS. E se elas vão ou não trazer dificuldades para o homem, o que quer dizer, se elas trarão dores e sofrimentos, também vai depender de sua relação com D’us, seus méritos pessoais, etc. E estas Klipot têm o objetivo de ocultar ainda mais a Luz de D’us! As Forças Negativas são criadas com este propósito, distanciar o homem de D’us, atrapalhando a missão do homem no mundo. O Caminhar com Hashem já ficou bem descrito, mas o Rav continua explicando que em cada nível de percepção do Divino que um indivíduo alcançar, surgirá uma nova klipá, mais uma força negativa, com a missão de distrair a pessoa do seu empenho pelo Divino. Que D’us nos ajude!

    Todo este “sistema de funcionamento” acontece para que traga a existência e seja usufruído pela pessoa o Livre Arbítrio. A Luz Divina é filtrada… os julgamentos descem… e ainda criam uma klipá para atrapalhar nossas vidas de todas as formas possíveis! Tudo isto implica que em cada nível que a gente chegar, a gente terá que optar entre cair no engodo da klipá (Que D’us nos livre!), ou continuar com nosso esforço em direção a D’us! Não tem como ser diferente, você VAI TER QUE ESCOLHER! E o Resultado Espiritual virá de como você usou o seu livre arbítrio!
    Este é mais um propósito para que sobrepujemos os nossos limites e deficiências e nos engrandeçamos espiritualmente, ao praticar o Livre Arbítrio optando pelo lado do bem, e subjulgando assim as forças negativas, aumentando a Luz Divina no mundo!
    AS DECISÕES CORRETAS REVELAM A LUZ DE D’US NO MUNDO, encerra o Mestre esta parte da aula.
    Por mais dolorido que seja, que D’us nos ajude a tomarmos sempre as Decisões Corretas! Amén!

    Que Hashem nos abençoe, e muita Saúde ao Nosso Mestre!
    Att.,
    Alex

    MUITO BOM. CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM.

  3. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO.

    Shalom Rabino Avraham e Amigos, boa tarde.

    Agradeço a Srª Raquel por expressar um pouco de seu entendimento sobre esta aula tão intensa e complexa, e venho humildemente expressar algumas linhas.

    “Percepções sobre o Divino somente podem ser aprendidas através de muitas contrações…”

    O Mestre esclarece: é o processo da constante disciplina exigido pela Torá. Imagino que quanto mais nos privamos do meio externo “… porque a materialidade tem o efeito de anestesiar a capacidade do homem de se ligar no divino…”, maior são as percepções sobre D-us, e assim cada vez mais “… Consciente eu estou sempre de D-us …, se D-us quiser.

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    O Mestre também aconselha na obra Cabalá Twiter, página 20:
    “Todos os dias de manhã, assim que despertar, e ainda na cama, junte as mãos, abaixe a cabeça e diga: Dou graças a Ti, Rei vivo e eterno, pois Tu misericordiosamente restauraste minha alma dentro de mim, Tua fidelidade é grande.” Nos prevenindo do cotidiano que tenta nos afastar da consciência Divina.
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    Continuando a aula, ouvimos a comparação: nosso crescimento em entendimento pode até ser comparável a quantias grandiosas de ouro, mas é igualmente limitado e finito, um nada diante de D-us. E daí vemos a necessidade do constantemente reconhecimento de nossa insignificância, como cita o Rabino Avraham “… eu sou o pó da terra …”.

    Logo após vemos então a primeira dica para crescimento espiritual: a determinação e a disciplina do estudo da Torá (que para nós, é a orientação do Rabino), é uma das contrações citada na frase descrita pelo Mestre logo no princípio desta aula. Penso que quando fazemos um esforço para nos desligarmos do físico, estamos emulando estas contrações de D-us e propiciando o enquadramento necessário e coordenado pelo Mestre, um grau de Fé existente na Tora.

    É esclarecido a necessidade de se compartilhar e divulgar o que aprendemos. Que se for para se comunicar, se for para falar, que a fala e toda comunicação tenha propósito, e que este propósito seja sempre Hashem, permitindo então que sua Luz seja cada vez mais expandida, revelando assim outros graus das contrações de D-us, como diz o Mestre: “… quanto mais a luz de D-us desce (sofre contrações, chega a níveis mais simples) … mais nós temos a capacidade de percebê-la…”. E assim D-us desejou que sua luz fosse levada aos níveis mais inferiores, ocultos e restritos da criação, esclarece o Mestre. Aqui imaginei uma estrutura de hierarquia espiritual. É explicado que durante este processo de descida da luz aos graus inferiores é criado mantos e véus, colocados ao nosso redor, para que assim possamos ver o brilho desta luz de entendimento. Semelhante a função dos filtros de um óculos que nos permitem olhar para o sol sem que nos faça mal.

    Continua o Mestre explicando que toda esta dedicação, disciplina, intensidade e força que fazemos para estudar, vai se transformando em letras Santas da Torá, e que por isto é dito que toda Torá é um Grande Nome de D-us. Algo que me fez lembrar do vórt http://beitarizal.org.br/2014/03/28/tazria-amarras-poderosas/https://retidaonoetica.wordpress.com/2014/03/31/tazria-amarras-poderosas/ , quando o Mestre explica sobre a inversão do nome: BRASIL – ISRAEL, a transformação necessária que devemos muito trabalhar para que seja realizada.

    Após o ponto básico de percepções do Divino, o Mestre segue esclarecendo que estas percepções são um fluxo (chefa), a própria a vitalidade / benevolência de D-us chegando em nosso mundo, que como sabemos é limitado, e portanto, não recebemos tudo o que Hashem envia para nós. Estas restrições, são as próprias contrações Divinas, revela o Mestre, um atributo de Severidade de D-us, adequadamente chamado de Julgamento de D-us. É aprofundado este conceito no sentido de que, é justamente nesta restrição, que Hashem pode supostamente ausentar sua luz deste mundo, como um espaço vazio capaz de receber e distribuir sua luz em graus e níveis diferenciados, isto resultando na possibilidade da individualidade, o livre arbítrio do homem, e possível engrandecimento espiritual. Em graus e níveis diferenciados. Ao mesmo tempo, é um indicativo de força espiritual, como um impulso para que se saia do estado de limitação: “ … o propósito de revelar D-us aqui… e isso ocorre toda vez que fazemos a escolha certa…”.

    O Mestre agora esclarece que a criação deste mundo é expressa num canal primordial de comunicação, o mais baixo grau espiritual chamado de Malchut. Um grande milagre de D-us, onde criaturas ínfimas são capazes até de negar sua própria origem Divina. É dito que este grau espiritual é o ativador da Regência de D-us. E toda criação é sustentada a partir daí. Uma ativação que tem o propósito de nos ensinar como devemos nos comportar. É feita uma comparação entre as governancias de um rei mortal e a Divina:

    – O rei mortal proclama suas leis através de súditos, e rege em domínios específicos e limitados. Através de seus mandos, cada súdito, por sua vez, cumpre de acordo com sua função, o mandos do rei.

    – Hashem em sua imensa Misericórdia gradua sua luz Divina emanando-se em diversas contrações, até chegar neste mundo, passível de expressar individualidade e formas. Sustentando-o com fagulhas divinas. Traduz o Mestre que o importante é que cada ser, em todo universo, recebe decretos divinos (a própria graduação de luz é a fagulha divina/Juizo adequada a cada criatura). Enquanto “ … na verdade um rei humano, ele rege por reputação … pois ele não pode estar sob o domínio de tudo ao mesmo tempo … ”.

    Pude entender minimamente, que trata-se de uma estrutura sistematicamente organizada, como dito: o rei e seu reino. Sendo que esta estrutura é o meio primordial, onde Hashem se contrai em mais nove canais básicos de expressão, expandindo-se, mesmo que em pequenas gotículas de luz, porém sua influência pode sempre existir, Graças a D-us. Algo que nos estimula a tentar emular a regência Divina, e para isto a nós é lembrado que devemos estar sempre conscientes da Presença de D-us, com o conselho de sempre pronunciar Salmos, evitando a desconexão com Hashem nos afazeres mundanos, que por natureza buscam esta separação.

    É então resumido que toda criação é composta a partir deste canal primordial de comunicação (o homem), sendo este o meio (como uma ferramenta) de conexão com os mundos superiores e inferiores, possibilitando o máximo de vitalidade possível os graus inferiores “ … a Torá ensina que o Mundo Todo foi criado para o Homem…”.

    Fiz então uma pausa para muitas reflexões pois incalculável é nossa responsabilidade diante de Hashem, assim como o Mestre ensina: “… Tua fidelidade é grande …”. Se Hashem confia uma responsabilidade tão sublime a nós, como poderíamos dificultar, duvidar crer num poder superior Presente em nossas mãos, por Ele criadas?

    Posso dizer que mesmo em nossa pequenez, Grande é nossa fé em Ti ó S-nhor. Refletimos e Tememos sua Grandiosidade e Superioridade, e recebemos com alegria o Amor que tens para conosco, pois somos apenas pó, permita-nos em tua imensa misericórdia expurgar nossas falhas, para que Tua Glória resplandeça em todos os confins da terra.

    Obrigado Mestre, por expressar tanta verdade e fidelidade nas Obras do Sr., e nos permitir esta oportunidade.

    Obrigado a todos os amigos por serem parte desta comunidade abençoada por Hashem.

    Edson.

    BRILHANTE. RAB. AVRAHAM

  4. Shalom Sr. Rav Avraham e amigos

    Peço licença novamente para trazer outros aspectos apresentados no shiur Conversas Místicas referente à segunda parte do shiur.

    Nessa segunda parte do shiur o Sr. Rav Avraham explica sobre a Sefirá de Malchut que é o palco do mundo físico e que significa também reino. Aqui o desejo de D-us é possuir um “lar”, reinar sobre Sua Criação. Sr. Rav Avraham explica essa ideia apresentando, metaforicamente, uma “Parábola do Rei que rege o Seu domínio através de Seus decretos, que são passados para seus intermediários, que transmitem o Desejo do Rei para ensinar e mostrar como os súditos do Rei devem se comportar (…)”. Percebo dentro desse contexto que o homem, como assim é explicado, tem um propósito nesse mundo. Toda a Criação foi feita para que o homem pudesse executar o seu serviço a D-us, e que a vitalização do mundo depende exclusivamente desse serviço. O Sr. Rav ressalta que esse serviço (Avodah) é o mais importante de tudo, e também o mais difícil.

    Como havia dito no poste anterior, o materialismo tem sido um grande bloqueio para o homem; o materialismo luta contra a espiritualidade e “enfurece”, por assim dizer, D-us. As pessoas desconhecem o propósito pela qual estão nesse mundo, e como diz o Sr. Rav elas se encontram em um estado “grosseiro espiritual”, vivem focadas no materialismo. É muito frustrante viver dessa forma, e quando chegam à fase da velhice, elas olham para a suas conquistas insignificantes e percebem que aquilo não representa nada (MUITO BEM COLOCADO E REAL AO EXTREMO. É CHOCANTE VER IDOSOS – E NÃO TÃO IDOSOS – TOLOS, QUE NADA APRENDEREM ENQUANTO SEUS CORPOS ENVELHECERAM E AGORA SÓ AGUARDAM SEU FIM. RAB. AVRAHAM). Pela graça de D-us, temos tido a oportunidade de descobrir o nosso propósito pelo qual D-us nos Criou, assim como também corrigir as falhas de nossa alma (A FUNÇÃO MAIOR DA VIDA). Cabe entender, que D-us nos escolheu, porque Ele deseja nos elevarmos acima de todas as condições existentes nesse mundo. Isso me traz grande alegria e percebo a grande e Infinita Misericórdia do Criador de nos mostrar a maneira de encontrar esse caminho, o qual deve estar acima da nossa razão, algo que é alem de nosso intelecto e que jamais pode ser encontrado através dele (EXATO).

    Certamente, aqueles que escolhem trilhar o caminho de retidão são recompensados com a percepção e a compreensão de toda a Criação, o que descrevo como sendo uma bênção do Criador. Sr. Rav Avraham explica que uma pessoa que vive alinhada com sua vida espiritual é uma pessoa alegre (EXATO: “SIRVAM HASHEM COM ALEGRIA”). E de fato, não tem como existir nenhum sentimento contrário à alegria, diante da grande realidade espiritual que nos é mostrada quando estamos ligados a D-us. Tudo passa a ter um sentido, significado, um objetivo a ser traçado. É uma verdadeira felicidade quando descobrimos o propósito de nossa vida. Baruch Hashem!

    Sr. Rav Avraham explica a importância de Temer e Amar a D-us, cumprindo o Seu Desejo. “Quando o homem vivencia o Máximo de seu potencial, então ele está vivendo o propósito de sua criação”. Por outro lado, se o homem não busca se elevar por um caminho espiritual, ele não está vivendo o máximo de seu potencial, ele vive em um estado “sub-humano”, no nível terreno. Portanto, diante do que nos é ensinado, a única forma para se conectar a D-us é através do arrependimento, pois é através desse arrependimento que retornamos a D-us. O Sr. Rav Explica que quando a pessoa faz isso, ela consagra a união do espírito e do corpo. Então quando retornamos a D-us, cumprindo o nosso propósito, consagramos essas duas dimensões opostas, isso é maravilhoso! (ASSIM COMO VER SEU CRESCIMENTO. FICO TOCADO. RAB. AVRAHAM)

    Amigos devemos tentar com todas as nossas forças cumprir o nosso propósito aqui neste mundo, sobrepujando os obstáculos, as confusões em nós, desilusões que tentam separar do Criador. Quando comecei a ter percepção da minha missão neste mundo, muitas coisas mudaram e estão mudando na minha vida, Graças a D-us. É gratificante ver que já no primeiro passo em rumo a esse caminho é possível perceber muitas mudanças ao redor.

    Obrigada Sr. Rav Avraham por nos ensinar conceitos tão importantes, que colocados em pratica farão uma grande diferença em nossa vida. D-us Abençoe. Peço desculpa por qualquer erro cometido.

    Tudo de Bom
    Raquel

    RAQUEL!! RAB. AVRAHAM

  5. Shalom!

    Sr. Rabino Avraham e amigos da comunidade, boa tarde!

    Venho de forma humilde reconhecendo as minhas limitações em expor meu entendimento sobre o tema:

    “Percepções do Divino só podem ser aprendidas através de muitas contrações”

    Compreendi que para uma pessoa evoluir é preciso desenvolver suas percepções do Divino, por meio do estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot. Neste processo de desenvolvimento a pessoa tem a iluminação que segundo as palavras do Sr. Rabino Avraham : “É a capacidade humana de ligar a sua alma e mente e buscarem e buscarem um caminho elevado em direção ao engrandecimento espiritual”. É importante neste processo manter-se o mais consciente possível da Onipresença e Onipotência de D-us em concordância com Salmos 16. v8 : “Consciente estou sempre de D-us”, significando a importância de que independente do que ocorra com a minha vida devo estar conectada a Ele o máximo que for possível, pois quando isso não acontece corre-se o risco de imergir na materialidade e não atingir a percepção do Divino.

    A importância da humildade é evidenciada pelas palavras do Mestre quando estamos diante da grandeza de D-us, quando aprendo sobre D-us, logo entendo que nada sei, quanto mais reconheço sobre o Divino, mas reconheço que não sei nada! (EXATO)

    Para aumentar minhas percepções do Divino e crescer espiritualmente é preciso estudar a Torá que Ele deu ao mundo (ERRO: HASHEM NÃO DEU A TORÁ PARA O MUNDO, ELE AO POVO DE ISRAEL. CONTUDO, PARA QUE O MUNDO ATUE COM HARMONIA E PAZ, A TORÁ TEM ALGUMAS LEIS PARA AS NAÇÔES, AS 7 LEIS DE NÔACH), pois quando estudo o desejo Dele eu me ligo a Ele, pois é a obra Dele no nosso mundo físico. O aprendizado dá-se por muitas contrações da Luz divina, e esta por sua vez não chega até nós de forma completa, pois é filtrada e só então assim percebemos e beneficiamos dela. Quando um aluno compreende algo, é porque houve muita contração desta Luz de D’us até chegar em nosso mundo físico e então conseguimos falar sobre D-us. Existem mantos de véu que diminuem a intensidade até chegar ao nosso nível.

    Permita-me neste momento relatar algo que vivi e foi interessante e é pertinente ao assunto mencionado. Certo dia o sol estava brilhando intensamente, e estava beneficiando desta luz solar, porém de repente uma nuvem passou sobre o sol e impediu que a luz chegasse. E observei que há diversos tipos de nuvens algumas são mais finas e permitem a entrada de pouca luz e outras impedem completamente, e outro tipo que é medonho, pois além de fechar toda a passagem da luz solar é enegrecida anunciando chuvas ou tempestades. A explicação do Sr. Rabino Avraham sobre a ocultação da luz divina, fez-me lembrar e imediatamente fiz uma analogia desta experiência imaginando o que ocorre no nível espiritual com o véus e sus espessuras (É PRECISO TER GRANDE CUIDADO COM ESTAS COMPARAÇÕES, POIS NÃO EXISTE OBVIAMENTE MATÉRIA OU ASSUNTOS FÍSICOS NO DOMÍNIO ESPIRITUAL). E de acordo com as palavras do Mestre: “Essa grande luz é ocultada no nível espiritual, eles ocultam o fluxo vitalizador de D’us. A generosidade de D’us não chega por completo, ela é restrita não aguentaríamos. Limitado e restrito para chegar até aqui”.
    .
    Nos véus espirituais que ocultam a luz de D’us são as klipot, forças que também são controladas por D’us e existem porque são julgamentos. Pois, onde não existe luz de D’us absoluta cria-se forças antagônicas, que é a consequência da ocultação da luz de D’us. O objetivo das klipot é causar dor e sofrimento no homem. (EXATO, MAS É FUNDAMENTAL IR ALÉM DA FILOSOFIA, E ENTENDER O SIGNIFICADO/TRADUÇÃO DISSO NO DIA À DIA).

    É interessante observar que na medida em que o homem busca a elevação e crescimento espiritual haverá sempre uma klipah para atrapalhar e o objetivo será levar a pessoa a se distanciar de D’us. (EXATO. E ISSO É ASSIM EM TODOS OS NÍVEIS).

    O nosso Criador restringiu Sua luz para termos acesso a ela e também deu espaço para as klipot agirem e esta estrutura torna possível a pessoa ter o livre arbítrio. As pessoas são obrigadas a escolher um caminho a seguir. Quanto mais a pessoa cresce em seu nível espiritual e têm atitudes corretas às forças negativas são subjugadas e a luz de D’us chega ao mundo. Este é o objetivo do homem lutar para alcançar o maior nível de retidão, santidade e percepção do Divino. Desta forma, a luz Divina trará a Era Messiânica e revelará o Messias que seja breve em nossos dias, amém.

    O Sr. Rabino Avraham explica que na última sefirá Malchut que é um domínio especial onde a criatura física e todos os elementos físicos do mundo expressam, e que não ocorrem em outros níveis. Interessante constatar que a criação de D’us em forma física é tão pesada que a luz Divina é ocultada. Algumas criaturas o homem neste caso, vivem sua jornada de vida e negam a existência de seu Criador, devido a esta ocultação de Sua luz. Em Salmos 145.3 diz que a Sua regência (domínio) é sobre todos os homens. O Criador tem o desejo de reinar e o mundo físico realiza este desejo de D’us. Logo quando cumprimos com a vontade de D’us também cumprimos o Seu desejo.

    É preciso alinhar o nosso corpo físico com a nossa consciência que é a parte espiritual, este alinhamento é necessário para entrar em sintonia com D’us (ISSO É BEM MAIS FÁCIL FALAR DO QUE FAZER. RAB. AVRAHAM). Quando (SE) consegue este alinhamento, vive-se de forma alegre e compreende a sua missão (SE D-US QUISER. CUIDADO COM AS AFIRMAÇÕES. O IMPORTANTE É A PRÁTICA). Em Salmos é dito que deve-se servir a D’us com felicidade e a felicidade é uma força espiritual que destrói tudo que é negativo. Quando a pessoa descobre sua missão de vida e vive-se alinhada com D’us e não segue suas próprias vontades, mas obedece as Leis de D’us. Fazer seu serviço alegremente, rebaixando as forças negativas que atrapalham a vida e conforme a Torá de acordo com seu grupo. Nós fomos criados para servir ao Rei e tudo que formos fazer em nossa vida devemos fazer para glória Dele seja no comer ou beber e outros afazeres diários, e que a nossa felicidade não está nas coisas ou nas pessoas, mas está em D’us.

    Os que temem a D’us devem andar segundo os Seus propósitos e andar no caminho reto, anular-se diante de D’us, pois nada é oculto aos Seus olhos, porém Ele pode ocultar-se de nós.

    Desculpe-me por eventuais erros que eu possa ter cometido.

    Minha gratidão Mestre, por compartilhar e designar parte de seu tempo precioso para ajudar a todos nós nesta jornada.

    Obrigada a todos da comunidade e desejo tudo de bom!

    Shalom!

    Gisele Paz.

    SEJA BEM VINDA, MAS CUIDADO COM O ACADEMISMO. RAB. AVRAHAM

  6. Shalom, Mestre e membros do Grupo.
    Segue Comentários sobre: Conversas Místicas I
    O Mestre, nessa aula, nos diz que devemos nos esforçar para cada vez mais termos e aumentarmos nossa percepção do Divino.
    Nos ensina que, para tal, devemos aumentar nossa apreensão sobre as percepções divinas, as quais se dão através de muitas contrações, contrações essas que entendo como sendo a tzimtzum, o ocultar e restringir da Luz que reflete a realidade uma de Hashem, sendo que, para tanto, devemos buscar a iluminação que, segundo o Mestre, é a ligação da alma e da mente em direção ao crescimento espiritual, com o entendimento de que D’us rege toda a criação.
    Somando essa explicação a de aulas anteriores, devemos entender que, o aumento dessa apreensão das percepções da tzimtzum, aumentará cada vez mais de intensidade, segundo nos retifiquemos e, dessa forma, deixemos cada vez mais limpo o vaso de nosso ser, para Hashem, não só seguindo seus mandamentos, mas se afastando da influência do mundo secular que dia-a-dia busca ofuscar não só a presença, mas a Luz de D’us de nossos corações e cotidiano. (MAIS CUIDADO COM AFIRMAÇÕES E DISCURSOS)

    A par disso, é ensinado, que a apreensão das percepções, também tem como fator de aumento, nosso estado mental, onde devemos estar conscientes, o mais constante possível, da presença Divina, independente do que ocorre a nosso redor e o que ocorre em nosso redor, é toda a influência do secular, das distrações oferecidas por esse mundo, que mais sedo ou mais tarde nos mostra sua verdadeira face, que é o estado de arrependimento de ter feito mal para si mesmo, de confusão, de agonia para conseguir mais dessas distrações, cujos efeitos nocivos se estendem de nós para os outros e para o mundo em geral, contribuindo para a potencialização das forças negativas, das klipots.

    Diz o mestre que se a imersão na busca da iluminação tem seus efeitos positivos, como o de potencializar nossa apreensão da tzimtzum, o contrário, a imersão na materialidade, a inibe, anestesiando-a e com isso diminuindo nossa capacidade de percepção de D’us.

    Ressalta o Mestre, que nossas apreensões serão sempre limitadas, pois da realidade una de Hashem, não sabemos nada e nunca saberemos tudo, apenas o finito que nos é apresentado e mesmo assim se estivermos em condições de captar essa precepção de D’us.

    Dessa forma, quanto mais percebemos, quanto mais apreendemos, mais descobrimos que nada conhecemos e que tudo que chegarmos a conhecer, perto da realidade una e infinita de Hashem, é um grão de areia, sendo insignificante, sendo a percepção dessa insignificância muito importante para os que buscam na iluminação, pois tal implica em reconhecer o valor da humildade, concluindo-se que, somado a busca da iluminação, nos retificando, tornando nosso vaso cada vez mais limpo e conseguindo cada vez mais tempo conscientes da presença Divina, devemos estar também, todo esse tempo em estado de humildade, sendo que, por essa razão, Abraão dizia a D’us que ele era pó da terra.

    Depois de fazer essa explanação, o Mestre, introduz, ainda focando o ensinamento do aumento da percepção, a pergunta: O que devemos fazer para aumentar essa percepção e crescermos espiritualmente? A resposta que o Mestre nos dá é o estudo da Torá, de vez que, como a Torá representa o desejo de D’us para conosco, quando nos debruçamos sobre Seu desejo, sobre Sua sabedoria, nos ligamos a Ele.

    Feito isso, explica o Mestre que a contração da Luz Divina, sua ocultação, bem como a permissão de D’us para que Essa Luz aqui chegue, um Mestre a estude com o auxílio de outros mestres, a compreenda e possa explicar para seus alunos e esses compreenderem, isso já é uma grande contração, uma grande percepção, um grande tzimtzum.
    Nos diz que, a Luz original que aqui chega, não é possível de ser apreendida por qualquer um, como nós, sendo que, somente os grandes Santos, os grandes Justos, conseguem apreender o ensinamento que Ela traz e mesmo assim um aspecto muito finito dele.

    Assim, essas infinitas contrações e ocultações, são, para nós, na verdade uma graça e mesmo assim, para que possamos apreender seu significado, um Mestre precisa dividir o que resta constrito dessa contração e ocultação, para que seja assimilado pelos alunos no nível em que se encontram.

    Para deixar claro, o Mestre explica esse dividir a Luz, suas contrações, dizendo que para tal, é necessário se cobri-la com vários véus, para que ela brilhe e esse brilho não ofusque nossa visão; dando outro exemplo, diz que, se olharmos diretamente para o sol, ficaremos cegos, mas se usarmos um aparato que diminua a intensidade de sua luz, para ele poderemos olhar e enxergar seu brilho, seno o papel do Mestre a filtragem dessa Luz para uma intensidade que a pessoa possa recebê-la, pois cada um de nós é capas de receber determinada intensidade dessa Luz.
    Dentro da explicação sobre a intensidade dessa Luz, o Mestre nos ensina que, essa Luz, representa um fluxo vitalizador de Hashem para o mundo e que quando Ela desce, quanto mais mantos e véus espirituais que se põem sobre Ela para que Ela chegue nível a nível das pessoas, não se oculta somente a intensidade de sua Luz, oculta-se, também, o fluxo vitalizador do mundo e que assim, aspectos da generosidade e benevolência divina também são diminuídos de intensidade.

    Explicando, ainda sobre essa questão dos véus, o Mestre nos diz que, da mesma forma que as leis da natureza são precisas e imutáveis, esses véus espirituais que ocultam a Luz Divina, também são chamados de julgamentos, sendo dos limites traçados por esses véus, que nascem as klipots, que são as forças do outro lado, do lado negativo, o lado oposto a Santidade, que embora sejam vitalizadas minimamente por D’us e por Ele são controladas, essas klipots existem em razão desses julgamentos, significando que, onde não existe plena e total generosidade de D’us, de Luz Divina, criam-se espaços para que essas forças, mesmo que por Ele controladas, surjam.
    Exemplifica o surgimento dessas klipots, com a luz do sol sobre um jardim, dizendo que, onde a luz incide totalmente, o jardim fica livre de ervas daninhas e onde a luz incide de forma incompleta, existindo espaços sem ela, nesses lugares sem a luz, nascem ervas daninhas.

    Dessa forma, a ocultação da Luz, embora nos beneficie no sentido de podermos estudá-la e compreendê-la, por outro lado, essa ocultação por esses véus espirituais, diminui a generosidade de D’us e gera os julgamentos, sendo desses julgamentos que as klipots se alimentam e sobrevivem.

    Mais ainda, ensina que se esses julgamentos puderem ser aumentados em sua severidade, eles podem trazer dor e sofrimento para o homem e é para isso que as klipots servem e para isso que foram criadas, para ofuscar e obstruir mais ainda a Luz de Hashem e afastar o homem Dele, instigando-o a isso através da má inclinação.
    Ensina o Mestre que, temos um propósito muito importante nesse mundo e que, apesar disso, a cada nível espiritual que subimos, se nos impõe, como obstáculo para o próximo, uma klipa (singular de klipots), uma casca, que tem como objetivo impedir que a pessoa continue a buscar o Divino, afastando a pessoa, preferencialmente em direção ao mal.
    Nesse ponto, o Mestre pergunta se não nos parece paradoxal essa situação, colocando a pergunta: Por que é assim? Se o próprio Hashem ocultou a Luz para que pudéssemos aprender, por que ele mesmo cria essas klipots, para eu serve isso?

    A resposta dada pelo Mestre é de que isso é necessário para que o livre arbítrio exista, para que possamos escolher entre cair no engodo da Klipa ou continuar no caminho ascendente à D’us, sendo nossa função escolher e através dessa escolha D’us ver como usamos nosso livre arbítrio.

    Assim toda essa estrutura formada em torno das tzimtzum servem para promover o livre arbítrio, sendo que, a cada nível que a pessoa ultrapassa, significa que ela usou de forma positiva seu livre arbítrio, ocasião em que, ela subjulga a klipot e com isso trás mais Luz para o mundo, sendo esse nosso propósito aqui, trazer a Luz de Hashem para o mundo.

    É nesse ponto, que se refletirmos, veremos em que intensidade o mundo secular impede que essa Luz Divina chegue ao mundo, pois seus costumes somente fomentam a má inclinação no homem, o que gerará fartura de alimento para as klipots e uma facilidade maior para as mesmas afastarem o homem do caminho rumo a retificação, rumo ao Divino (que D’us não permita).

    Na segundo parte da aula, o Mestre fala sobre a criação do mundo, que corresponde a última sefirá, que está ligada ao domínio espiritual, que é o domínio onde a criatura e todos os elementos materiais se manifestam e se encontra a criação do mundo a partir do nada por Hashem, de um meio espiritual se fez o material, meio esse onde a criatura, o homem, muitas vezes passa sua vida sem conhecer D’us, sem perceber D’us ou mesmo, D’us nos livre, maldizendo o criador, tal é a ocultação da Luz no mundo físico, alertando o Mestre para o processo extraordinário e que nos remete à aula anterior, no sentido de que essa ocultação, que em princípio nos parece negativa, possui efeitos positivos, a partir do momento em que isso possibilita o homem a cumprir a Luz de D’us e revelar sua Luz no mundo, o fluxo vitalizador do mundo e com isso manter o mundo vivo e não o homem, de vez que, citando Salmo 145:13, que está ligado ao domínio, a última Sefirot, D’us ao criar o mundo tem o Desejo de reinar e reinar implica em manter seus súditos, no caso, toda a criação, fornecendo-lhe o necessário.

    No entanto, explica o Mestre que essa Regência do existir é um plano secundário para a natureza de Hashem, de vez que a Luz que desce ao mundo é apenas uma fagulha de sua essência que não pode ser definida.
    Explicando mais sobre essa questão, o Mestre usa a metáfora do Rei humano, onde esse rege seu domínio através de seus decretos, cujos são repassados para seus intermediários que por sua vez repassam esses desejos do Rei para os súditos, os ensinando como eles se devem comportar, devendo cada um cumprir os ditos do Rei, que se manifestam por esses pronunciamentos de vez que esse Rei não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
    Nesse contexto, ensina que a Sefira de domínio, é o meio de comunicação de Hashem conosco, o meio Dele se expressar para cumprirmos seus desejos, sendo destinada a impulsionar o homem ao serviço divino, sendo essa sua atribuição aqui, esse o propósito de sua vida e não suas realizações matérias, principalmente ligadas ao mundo secular e a satisfação dos desejos sensórios.

    Após o Mestre dizer que dos dez pronunciamentos de D’us quando da criação, todos os nove estarem contidos no primeiro, nos ensina que o mundo foi criado para o homem, com o fim específico de lhe prestar serviço e evoluir, fato que contribui com a auto-estima, que não deve ser confundida com a soberba ou com a arrogância, ao contrário desses sentimentos, essa auto-estima é verdadeira e através dela, percebemos que nós e todas as demais pessoas e todos os graus espirituais envolvidos, porque D’us quer de nós um serviço, para que possamos retificar nossas falhas espirituais e ajudar um pouco no mundo e a partir dessa percepção, passamos a compreender o porque de nós existirmos, mais ainda, que essa finalidade não está ligada ao material, muito embora o homem tenha sido posto dentro de um corpo, que reflete uma situação paradoxal, de vez que o corpo representa o máximo da ocultação, de vez que nós, nossa alma, a parte dela que aqui remanesce (em aula passada o Mestre ensinou que nós, na realidade, somos a bem dizer dois, de vez que parte de nossa alma, que nos faz existir, remanesce aqui e parte na dimensão espiritual, ensinamento constante da aula: Você é um Avatar!) e que é totalmente espiritual, encontra-se oculta dentro de um corpo material, dois extremos juntos, onde o menos refinado oculta o mais refinado.
    Ensina que a alma se manifesta através da consciência e que essa é imaterial, muito embora resida dentro de um corpo material e que com ele está em conflito, donde se conclui que, em razão desse conflito, as pessoas tendem a fazer cosias erradas, devendo esse conflito ser harmonizado, alinhado com o desejo de D’us e isso só se dá quando a pessoa trabalha sua natureza animal, colocando-a em harmonia com o desejo de Hashem e quanto mais a pessoa se esforçar, mais a resistência entre esses opostos que estão unidos diminuirá, além da pessoa estar prestando serviço a D’us, sendo essa a receita de viver bem a vida.

    Nos diz o Mestre, que a pessoa que vive com esse alinhamento, ela tem uma vida alegre, feliz e que a felicidade destrói as cascas, as klipots, de vez que não existe força negativa que seja capaz de se opor a felicidade e sendo assim, nesse ponto, a pessoa descobriu o sentido de sua vida e que esse sentido implica em ela não se devotar às suas vontades, mas às vontades de D’us, essa pessoa, nesse ponto, é um súdito obediente e ao seguir as determinações Divinas, promove sua auto-felicidade e através desse aumento de alegria e do serviço Divino que ela faz, ela combate e subjulga as klipots e disso advém todos os benefícios, todas as graças acima citadas.
    Nesse ponto, o Mestre cita os Salmos e dentre eles o que diz que se deve servir ao Rei com alegria e que os salmos são o meio mais eficiente para os ignorantes clamar à D’us.

    Retornando o Mestre ao assunto da criação, nos ensina que a Sefirot correspondente ao domínio, é um canal de comunicação com o outro lado, torna a dizer que dos dez pronunciamentos para a criação do mundo, somente o primeiro seria suficiente e que, se o homem foi a razão exclusiva da criação desse mundo, de sua vez, compete a ele a vitalização desse mundo, vitalização essa que depende de nosso cumprimento do serviço divino, ensinando, que nós também somos um domínio, uma sefirot e que temos influência ao nosso redor, como família, amigos emprego, nós influenciamos esses arredores através de nossa consciência, um Rei menor face a um Rei Maior, ensinado que devemos ter cuidado quando influenciamos alguém, pois nesse ato reside uma responsabilidade muito grande.
    Sobre esse influenciar e sua responsabilidade, devemos notar ao nosso redor, que o mundo secular, principalmente através das filosofias helênicas que permeiam o mundo secular, senão o norteia, onde basicamente se preocupa em influenciar as pessoas, sem, no entanto, se preocupar com sua responsabilidade pelos atos e pelos efeitos que dessa influência advirão.
    Continuando, o Mestre nos ensina que em razão disso, é uma obrigação de cada um ponderar sobre os motivos de sua criação, alertando de que, quando a pessoa assim não age, ela deixa de perceber as razões que estão por detrás de seu estilo de vida, ocasião em que passa a dar mais atenção à satisfação de seus prazeres e desejos pessoais e materiais, deixando o espiritual de lado, sendo que, nesse ponto, a pessoa sequer percebe que está em desalinhamento com o Divino e quanto mais a pessoa for ligada ao material, a vaidade, mais grosseira a pessoa fica em relação ao divino, sendo esse o normal hoje em dia na maioria das pessoas, onde a vida é basicamente focada em satisfazer seus desejos físicos.
    Nos diz o Mestre que uma pessoa nesse estado, só consegue iniciar seu refinamento, seu alinhamento com o Divino através do arrependimento e que uma pessoa que não busca a razão de sua existência e o serviço a D’us, vive em um estado sub-humano, sendo vazio de suas potencialidades e que esse vazio só pode ser preenchido através do serviço a D’us e seguimento de seus mandamentos e que quando a pessoa se arrepende, ela consagra a união do espiritual com o material.
    Alerta o Mestre que devemos estudar as Leis Divinas e ter uma vida reta e digna de acordo com Sua Palavra, dizendo que quando dizermos que somos pó, no contexto que ora se explica, passa a ter outro sentido, significando a humildade de se anular perante o criador e o fato de um dia ela não estar mais aqui não é um problema, mas uma fase dos processos pelos quais ela tem de passar, sendo necessário o temor a D’us, de vez que ele tudo de nós sabe e ao contrário Dele, nós não conseguimos nos ocultar.
    Esses, meus humildes comentários, aproveitando o ensejo de agradecer ao Mestre por mais essas lições.
    Shalom!! !
    Adalberto Kühl

    OK, UMA TRANSCRIÇÃO APURADA, MAS NÃO É ESTE O OBJETIVO E SIM, SE PERMITIR SER TOCADO E EXPRESSAR ISSO TRAZENDO PARA UM NÍVEL MAIS PRÁTICO. SEUS TEXTOS DEVEM SER ENCURTADOS TAMBÉM. RAB. AVRAHAM

  7. Shalom, Mestre e membros do Grupo.
    Segue Comentários II sobre: Conversas Místicas I
    Peço permissão ao Mestre para postar esse segundo comentário, sobre a aula acima, para ver se desta vez consigo atender ao que o Mestre deseja ver em um comentário, de vez que ainda não compreendi qual é a forma desejada.
    Referente a aula Conversas Místicas I, o Mestre nos ensina sobre como aumentar nossa percepção de D’us, como a Luz Divina se apresenta nesse plano, qual o sentido de nossa existência, as barreiras a nosso crescimento, como elas funcionam e qual seus efeitos sobre o mundo.
    O Mestre nos ensina que para aumentarmos nossa apreensão do Divino, temos que buscar a iluminação e a ferramenta para essa busca é o estudo da Torá.
    Quanto mais nos retificamos mais conseguimos perceber a Luz Divina, que, segundo a vontade do próprio D’us, Ele a Oculta e a Restringe, para que com isso, as pessoas dos mais diversos níveis espirituais possam apreender o ensinamento Nela contido.
    Ressalta que o papel do Mestre, é dividir essa Luz em pedaços para que os alunos não se vejam ofuscados pelo seu Brilho, usando a metáfora dos mantos e véus, que reduzem seu Brilho, porém, nos permite olhar para sua Luz.
    Ensina o Mestre que, essa atitude Divina de Ocultar e Restringir a Luz, embora seja destinada ao nosso bem, ela trás em si, um aspecto negativo, de vez que o espaço entre os véus onde a Luz não permeia, reside a energia negativa, sendo dali que nascem as klipots, que são minimamente alimentadas por Hashem e por Ele controladas.
    Explica o Mestre que embora essa situação pareça paradoxal, causando até certa confusão, ela trás em si um aspecto positivo, de vez que as klipots, tendo como papel influir no homem sobre sua má inclinação, desestimulando-o de sua busca e ascenção espiritual, ela lhe possibilita utilizar seu livre arbítrio, de vez que, a cada nível espiritual que a pessoa supera, antes de passar para o seguinte, ela se depara com uma klipa.
    Explicado isso o Mestre ensina que, o sentido da vida do homem é a prestação de serviço Divino e que, como o mundo fora criado do nada por D’us para o homem, o homem tem o dever dele cuidar, vitalizando-o e essa vitalização se dá através do fluxo da Luz de D’us que aqui chega, que serve para manter toda a criação e não o homem.
    Diz o Mestre que quanto mais prestamos serviço à Hashem, mais apreensão da realidade infinita de D’us, de Sua Luz, temos, cuja apreensão para nós é apenas de um aspecto finito e com isso, mais alegria temos e com essa alegria, servimos com felicidade a D’us e essa felicidade é a principal arma contra as klipots, sendo elas subjugadas através da felicidade.
    Por final, o Mestre nos ensina que, diante a infinitude de D’us, da realidade finita que apreendemos de sua Luz, não passamos de um grão de areia e que nossa própria finitude é amenizada a partir do momento que temos a compreensão de que aqui estamos para prestar serviço a D’us e com esse serviço, ascendermos cada vez mais espiritualmente e com isso trazer a Luz vitalizadora do mundo de Hashem.
    Esses meus humildes segundo comentários, que espera ter atendido ao menos é mais, de vez que procurei dizer apenas o essencial, sem comparações, interligações e exemplos de minha vivência face ao ensinamento.
    Shalom!!!
    Adalberto Kühl

    ESTÁ MELHOR, BARUCH HASHEM. CONTUDO, FALTA AINDA INCLUIR (SEMPRE) O IMPACTO, SE E QUANDO PERTINENTE, DESTES ENSINAMENTOS. RAB. AVRAHAM

    • Shalom!! Mestre!!
      Muito obrigado por ter avaliado esse segundo comentário, fico muito feliz.
      No que se refere ao impacto, é aí que reside minha dúvida, é para se colocar o impacto do ter aprendido o que não se sabia ou o impacto do aprendido com situação pessoais passas ou a nosso redor.
      No que se refere a pertinência, também não sei o critério para se introduzir esse impacto.
      Poderia, por favor, me responder?
      Muito obrigado!!
      Shalom!!
      Adalberto Kühl

      SUAS DIFICULDADES PROVÊM DO SEU “EXCESSO RACIONAL”, AONDE TUDO PRECISA SER IDENTIFICADO EXPLICITAMENTE. É VITAL CRESCER NA INTUIÇÃO, PERMITINDO SER INSPIRADO E COMENTAR ENTÃO OS ENTENDIMENTOS À LUZ DO CORAÇÃO. VAI DAR TUDO CERTO!. RAB. AVRAHAM

      • Shalom!! Mestre!!
        Obrigado, mais uma vez, pela atenção!!
        O Senhor tem razão, o racional em mim é muito forte, principalmente por minha profissão, onde tudo é ligado racionalmente e assim deve ser entendido.
        Vou dar mais atenção e desenvolver essa intuição e espero, na graça de D’us, que consiga exprimí-las em comentários posteriores.
        Shalom!!
        Adalberto Kühl

  8. Pela graça de D”us

    Shalom estimado Rabino Avraham e amigos.
    Peço permissão ao Rabino e aos colegas pra trazer um pequeno comentário sobre esse extraordinário shiur.
    Como bem disse nossa colega Raquel, todo o conteúdo da aula, nos traz conceitos extremamente importantes para nosso crescimento espiritual.

    Todas os ensinamentos do Rabino Avraham são únicas e especiais, porem essa serie, “Conversas Místicas” são extremamente especiais porque é um texto moral, “como todos do Rabino” que nos corrige, e ensina como crescer em temor a D’us, mais com uma linguagem simples, que nós explica de forma linda de como aumentar nossa percepções sobre o Divino.

    O mestre começa essa aula nos ensinando sobre a importância de aprendermos ter uma percepção sobre o Divino, que existe uma necessidade de estarmos sempre conscientes da Onipresença e Onisciência de “D’us, em nossas vidas”.
    Esse aprendizado nos mostrando que independente do que está acontecendo ao nosso derredor, devemos está sempre ligados de alguma forma a D”us.

    Aprendemos que nosso objetivo central deve ser a busca pelo crescimento espiritual, que para crescer é preciso aumentar nossa percepção sobre o Divino. Alem de existir uma necessidade de cada um de nós aumentar nosso percepção sobre o grandeza de D’us, entender que Ele, Abençoado Seja, rege todo o Universo, incluindo todos os mundos, que nada cresce ou nasce, sem que D”us não permita. Graças a D’us

    O grande desafio para os não judeus, é trazer para nossa realidade caída e materialista, essa concepção do Divino, e se manter sempre consciente, como o mestre mesmo nos traz quanto mais a pessoa sobe de nível, mais ela se liga com D”us e mais ela tem essa concepção.
    Pelo o fato de que somos acostumados a viver sobre a influencia de nossas própria concepções e ilusões focado apenas no físico, onde só vemos o que está a um “palmo” por assim dizer, diante do nosso nariz.
    O Rabino continua dizendo que essa concepção sobre o Divino, somente podem ser apreendidas através de muitas contrações, pois o objetivo central da evolução espiritual é ganharmos mais percepções sobre o Divino.
    Com isso entendemos que quanto mais fomos humildes, retos e justos, nos alinhando com a Torá, mais vamos ter de concepção sobre o Divino.

    O mestre nos diz que essa concepção sobre o Divino, podemos chama de iluminação, porque se iluminar significa, dentro da capacidade do nossa alma e mente, e buscar um caminho elevado, essa busca pela elevação, por vida justa e reta, que aumenta nossa concepção sobre o Divino e com, a pessoa se torna iluminada, dentro da nível de cada um.

    Agradeço a D”us pela oportunidade Graças a D’us pela vida do Rabino Avraham.

    Obrigado amigos por cada palavra postada e por me ensinarem com cada posts.

    Tudo de bom para todos

    Força e coragem

    Francisco Saturnino

    VOCÊ CAPTOU A ESSÊNCIA DO SHIUR. AGORA, BUSQUE CRESÇER NA PRÁTICA. RAB. AVRAHAM

  9. Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade, Bom Dia,

    Conversas Místicas 1
    Inicialmente gostaria de apresentar algumas considerações acerca de Conversas Místicas 1, dentro da minha limitada compreensão.
    A princípio o Sr Rabino começa explicando a questão da percepção sobre o Divino, somente podem ser aprendidas sob muitas contrações. Isto é muito importante porque o objetivo principal, a evolução espiritual é ganhar cada vez mais percepção sobre o Divino. Eu penso que percepção se trata de um refinamento espiritual que devemos adquirir na medida em que evoluirmos no estudo da Torá e cumprimentos das mitzvót. E certo que o Sr Rabino já está ensinando isso tudo para nós, gradativamente. Vai depender de cada um de nós se livrar das Klipot (“cascas” ) adquiridas ao longo da vida. Se livrar das Klipot, significa aumentar a percepção . A percepção sobre o Divino, significa iluminação e o significado de iluminação no sentido mais profundo, é a capacidade humana de se ligar com a alma e mente e assim buscar um caminho elevado, em direção ao engrandecimento espiritual. Se iluminar significa também obter conhecimento e compreensão de D-us que é Infinito, dentro da nossa limitada capacidade finita. Continuando, a Lei Espiritual principal que rege a percepção sobre o Divino é entender que D-us controla toda a Criação (resumendo o que o Rabino ensinou).
    O aprendizado sobre a percepção do Divino, implica (EU PENSO HUMILDEMENTE) que a pessoa deve estar sempre num estado o mais consciente possível e o mais constante possível, sobre a Onipresença e Onipotência de D-us, mais ou menos (NÃO EXISTE ISSO EM TORÁ) o que é dito no Salmo 16:8, “Consciente estou sempre de D-us”. A pessoa deve sempre estar conectado a D-us, e através desse estado consciente de ligação e quanto maior seu nível espiritual mais sólido é essa ligação, o contrario disso a pessoa materialista não vai conseguir enriquecer sua percepção sobre o Divino. O Sr Rabino tem razão, o materialismo, a falta de humildade, a arrogância anestesia a pessoa. Nós aprendemos a importância de se ficar ligado à D-us, focado no Eterno a todo momento, não todos os dias como a maioria comenta. Se ligados estamos com a Santidade, a impureza fica afastada. O interessante que quanto mais adquirimos percepção do Divino, devemos reconhecer que não sabemos nada, dai vem a força da humildade. A humildade é importante para quem de fato deseja aumentar sua percepção do Divino. O grande líder Rabino Avraham, dizia: ‘eu sou o pó da terra’ (QUEM DISSE ISSO FOI O PATRIARCA AVRAHAM NO BERESHIT 18:27, NÃO EU), ele que cumpria todas as Mitzvót antes mesmo de serem entregues por Hashem, no Monte Sinai, ao Povo de Israel.
    Surge uma pergunta: Como vou fazer para crescer espiritualmente? O Rav ensina primeiro devemos estudar a Torá. A Torá trazido por D-us do mundo superior, é um desejo Dele estudar sua Sabedoria, quando você estuda a Sabedoria Dele, você está ligado Nele. Interessante que a percepção do Divino, só apreende com grande contração da Luz, é uma ocultação da Luz, deve ter uma filtro, um manto de véu, que controla a passagem da Luz. É uma grande benção poder se conectar com essa luz contraída. Ocorre uma grande ocultação da Luz de D-us, mesmo porque nosso recipiente não tem a capacidade de receber essa Luz e também cada pessoa tem um grau diferente de receber no seu recipiente essa Luz. Da mesma forma a generosidade Divina é tênue, fraca, resultado da severidade desse mundo, como explica o Rabino Avraham.
    D-us (NÂO SE INICIA UMA FRASE USANDO O NOME DE D-US, POIS SE POR ALGUM MOTIVO A FRASE NÃO PUDER SER COMPLETADA, ESTE SERÁ COMO UM USO EM VÃO DO SEU NOME) já pôs assim para auxiliar os alunos no aprendizado da Sabedoria Dele. O outro aspecto sobre essa luz contraída , representa o que chamamos de Shefa (fluxo vitalisador do mundo). O atributo da severidade é muito grande neste mundo que vivemos. Compreendemos severidade como julgamentos e a severidade do julgamento aqui onde vivemos se deve ao baixo nível espiritual existente. Se cria a partir dai forças negativas da sitra achra, que é o oposto da Santidade, cuja função é provocar sofrimento, caos no mundo, usando disso para afastar a pessoa do Divino. Por isso há toda essa engrenagem, Luz , contração, forças negativas interferem a todo momento para bloquear, enganar através do livre arbítrio a pessoa. As klipot são ligadas ao julgamento, querem de fato obstruir a Luz de D-us, a função da yetser hará (inclinação para o mal), é distanciar o homem de D-us. Quer dizer somos testados a todo momento.

    De fato quanto mais a pessoa cresce no nivel espiritual, cada nível que alcançar em crescimento há uma klipa para tentar mudar do caminho certo, por isso o mestre explica, não cair para esquerda ou direita, e sim avançando no caminho reto , digno no estudo da Tora, e de fato crescendo para ultrapassar para um próximo nível. O propósito é revelar a luz de D-us no mundo aqui, isso ocorre toda vez que fazemos as escolhas certas. E finalmente toda essa engrenagem permite as pessoas ter o livre arbítrio, e seguir o verdadeiro caminho de revelar a luz no mundo , contribuindo assim para era messiânica.

    Uma aula muito profunda , reveladora, que vem contribuir para nosso enriquecimento espiritual, se D-us quiser. Baruch Hashem.

    Tudo de Bom ,
    Francisco Sousa.

    UM ÓTIMO RESUMO, MAS É PRECISO CUIDAR DAS AFIRMAÇÕES/DISCURSOS. É FUNDAMENTAL SE EXPRESSAR SEMPRE COM HUMILDADE. SERIA BOM VER TAMBÉM MAIS O IMPACTO DESTAS IDÉIAS NO NÍVEL PESSOAL, PARA EVITAR O ACADEMISMO. IGUAL, É NOTÁVEL SEU CRESCIMENTO. RAB. AVRAHAM

  10. Shalom Rabino Avraham Chachamovits e a todos os componentes do Grupo Retidão Noética.
    Quero pedir permissão ao Rabino e a todos para expor meu entendimento, mesmo que limitado, do shiur Conversas Místicas I que nos foi tão nobremente apresentado pelo Sr. Rabino.

    Nesse Shiur o Rabino nos explica sobre a necessidade que temos, como seres humanos, de desenvolvermos nossa percepção sobre o Divino.
    O homem busca evoluir espiritualmente através dessa percepção que são aproximações sucessivas que nós fazemos para nos aproximarmos da Luz de D-us, Esse procedimento é uma exigência da nossa alma quando da nossa existência em um corpo físico. O ponto é que essa mesma Luz só poderá ser alcançada através de um caminho, qual seja, o estudo da Torá e das mitsvóts (Leis de D-us) e consequentemente da efetivação delas em nossas vidas. Para que consigamos apreender a percepção sobre o Divino nós, em nossa limitada existência, devemos nos colocar diante dEle reconhecendo que Ele rege toda a criação e para que tenhamos sucesso nessa busca é necessário manter um ” estado de consciência constante da onipotência e da onipresença de D-us.
    Como Luz da Palavra o Rabino cita o Salmo 16:8 que afirma “Diante de D-us estou sempre consciente” demostrando que quanto mais tempo ficarmos na Santa Presença mais consciência dEle teremos, mais luz e mais entendimento, discernimento de Sua vontade obteremos para nós.
    Como resultado dessa ligação desenvolvemos novas concepções do Divino e essas concepções se dá no nível de linguagem, consciência ou sensações.
    O Rabino observa que pessoas envolvidas em demasia com a materialidade é impedida de alcançar a percepção sobre o Divino pois _a materialidade tem o efeito de anestesiar a capacidade do homem de ter percepções sobre o Divino.
    Um indivíduo que sai dessa materialidade para apreender essa percepção sobre o Diviso irá ter obstáculos, oportunizados pelo próprio D-us para que possamos usar de nosso livre arbítrio em nossas tomadas de decisão. Para nos aproximarmos apropriadamente de D-us devemos conhece-Lo e conhecer a sua vontade para que nós alcançermos o nível de consciência cada vez mais elevado. O Rabino faz uma comparação de um autor e sua obra ele diz: _conhecemos um autor pelo que ele expõe em sua obra. D-us se fez conhecer materialmente através da Sua obra a Torá. Nela Ele explicita todo seu desejo. Ele permite que nós possamos conhece-lo como o Grande e Todo Poderoso Rei que em misericórdia e justiça nos permite optar por servi-lo. Entretanto na busca em alcançarmos a percepção sobre o eterno, enfrentamos algumas barreiras nessa caminhada quais sejam a materialidade do homem carnal, as cascas de proteção escuridão que iremos ultrapassando a medida que avançamos nessa nossa caminhada e ainda os problemas que surgem em nosso cotidiano para tentar nos entreter, basicamente uma tentativa de nos tirar –que D-us não permita, da nossa caminhada em direção a percepção sobre o Divino.
    A percepção sobre o Divino objetiva uma elevação espiritual, uma aproximação do ser humano ao Rei da criação. Essa intensão causa uma luta entre a alma e o corpo, um conflito que por vezes causa danos psíquicos e físicos ao homem que devido as Klipots (cascas que obstrui a Luz de D-us no mundo ) não consegue vislumbrar a verdadeira missão de estarmos nesse mundo
    O Rabino ensina que o mundo foi criado com a intensão de o homem servir a D-us e que Ele quer de mim um serviço, se conseguirmos enxergar esse proposito então tudo colaborará para isso pois haverá harmonia entre o querer de D-us com o nosso querer e isso se dá quando nos anulamos diante dEle e cumprimos com o Seu desejo.
    O estudo constante e o cumprimento de mitsvot (mandamentos Divinos) nos livra das cascas que nos separa da Luz Divina ou seja a medida que estamos sintonizados com a Torá e com as Leis de D-us colocando em prática a vontade de D-us em nossa vida, vamos atraindo para nós mais luz e com isso removemos as Klipots( forças negativas) o que é uma constante maneira de nos iluminarmos e recebermos o Fluxo de D-us para nós e para o mundo vitalizando o mundo.
    Quero agora agradecer a D-us a oportunidade de aprendizado pela qual estou passando. Agradeço ao Rabino Avrahan Chachamovits por viver no meio de nós e ser instrumento de D-us para cumprir a difícil tarefa de nos elevar até Ele. Agradeço aos colegas do Grupo pela força do abraço que recebi quando da minha chegada.
    São essas as minha humildes impressões sobre o shiur Conversas Místicas I.
    Que D-us me permita continuar.

    Zenóbia Ribeiro Benevides Barros

    MUITO BOM, E FICARIA AINDA MELHOR SE FOSSEM TAMBÉM DESCRITOS MAIS IMPACTOS PESSOAIS DESTES ENSINAMENTOS. RAB. AVRAHAM.

  11. Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Peço permissão para escrever algumas linhas sobre a aula do Mestre Rabino Avraham: “Conversas Místicas 1”. Uma aula profunda e que fez com que meditasse muito, como toda a obra do Sr. Rabino. Adianto pedido de escusas pelos erros de entendimento e limitações, além de agradecer a atenção de todos.

    O Mestre inicia este aula expondo um título: “Percepções sobre o Divino somente podem ser apreendidas através de muitas contrações”! A partir desta frase segue explicando que isso equivale a se iluminar, querendo dizer, o indivíduo que consegue apreender mais sobre o Divino, está mais ligado a Ele e, assim, é mais iluminado. Refletindo sobre essas palavras do Mestre, intrigou-me o fato de ser usada a palavra “apreendidas” e não “compreendidas”, creio que isso revele que por mais que se cresça, por mais que se ilumine, não há como se “compreender” o Divino de forma plena! Pois, como o Mestre fala em muitos pontos de sua obra, Ele é infinito, assim, a criatura não pode compreender o Criador, sendo ela finita. Isso fez pensar como muitas vezes sou arrogante, tentando supor que algum dia compreenderia melhor, cabe baixar a cabeça mais ainda! Por mais que estude, por mais que cresça, Hashem sempre Será maior do que minha capacidade de compreender, arriscaria dizer que nos “relacionamos” com os atributos Divinos, não Ele em essência. (SIM, DE FATO. É CURIOSO COMO AS SUAS CONCLUSÕES SÃO NA VERDADE PRINCÍPIOS BÁSICOS SOBRE HASHEM, QUERENDO DIZER, SE VOCÊ ‘AGORA’ E FINALMENTE VÊ ISSO, E ‘ISSO’ TUDO SENDO ELEMENTAR, ENTÃO TEMOS AQUI UMA JANELA NA ARROGÂNCIA SECULAR HEREGE QUE VOCÊ GRAÇAS A D-US TEM SE DISTANCIADO. PENSE.)

    Segue o Sr. Rabino Avraham dizendo que para que a percepção aumente “deve-se estar tão consciente quanto possível da Onisciência e Onipresença de D-us” , cintando o Salmo 16:8, onde é referido: “consciente eu estou sempre de D-us”, querendo dizer que deve-se estar sempre atento para que D-us está sempre presente (RELEIA ESTA FRASE. VOCê ESTÁ SENDO LITERAL/ACADÊMICO DEMAIS. BUSCAMOS SIM A CONEXÃO COM HASHEM, EIS O CAMINHO). Quando ouvi essas palavras do Mestre pensei em relação a outras palavras trazidas em mais de uma aula: “Só existe D-us!”, quero dizer, que em verdade nós é quem nos afastamos Dele, pois tudo aquilo que podemos pensar, falar e agir, somente existe por Sua Vontade e Misericórdia, assim, Ele realmente está sempre presente, nós é quem negamos isso (EXATO). No seguimento o Mestre fala que mergulhar na matéria, tomando-a como razão do existir, é perder a chance de aumentar nossas percepções sobre o Divino, e aqui o Mestre fala que isso abrange o todo da vida do indivíduo, fala, pensamentos, emoções, etc, uma vez que a materialidade gera uma “anestesia” na capacidade de perceber o Divino. Aqui faço uma inferência, se me permitirem, hoje conversando com uma colega de trabalho de 58 anos sobre assuntos diversos, ouvi dela: “Ah, eu queria mais tempo para fazer coisas que me dão prazer, como andar pelo parque, limpar a piscina, ouvir uma música, etc”, enquanto isso eu pensava: todas ações, mas todas desprovidas de um aspecto espiritual, podemos dizer que D-us É a razão de todas essas coisas que ela deseja fazer, mas ela não percebe, fica “anestesiada”, tão somente preocupada no “prazer” da ação per se, sem que as ações possam servir para se aproximar de D-us, e aí veio a pergunta: e eu? Quantas vezes faço isso? Ajo, vivo, sem estar consciente Dele? (MUITO BOA REFLEXÃO E É ISTO MESMO! RAB. AVRAHAM)

    No seguimento o Mestre explica que todas as nossas percepções sobre o Divino, por maiores que sejam, sempre serão finitas (ÓBVIO), sendo que reconhecer isso é fundamental para o crescimento, quanto mais se cresce, mais se apreende, menos se sabe sobre Ele. Para explicar essa ideia de infinito/paradoxo, o Sr. Rabino usa a ideia das barras de ouro. E aqui pensei, somos mesmo tão limitados que o Mestre precisa, para explicar um conceito abstrato, fazer analogia a algo muito material (EXATO), temos muito a crescer mesmo (VOCÊ NÃO FAZ IDEIA!). Segundo o Mestre, isso deveria mostrar que quanto mais espiritualizado o indivíduo mais humilde ele deveria ser, pois compreende que jamais poderá abarcar o infinito, vis a vis, D-us (NOVAMENTE, ÓBVIO). Aqui ainda pensei que não há como comparar o crescimento entre os indivíduos, é um caminho que só pode ser avaliado em relação a ele mesmo e sua gradativa ascensão, algo que muito é feito em nosso mundo secular, desculpem essa divagação. Ainda, o Mestre traz as palavras do Patriarca Avraham que disse a D-us que ele era o pó da terra, ou seja insignificante, tamanha a sua humildade.

    Segue o Mestre perguntando: “como se faz para crescer espiritualmente ?” A essa questão o Sr. Rabino Avraham traz como parte da resposta o estudo da Torá. Dizendo que quando estudamos Torá estamos nos ligando a D-us, dentro daquilo que nos é permitido, pois assim estamos cumprindo o desejo Dele, estudando Sua sabedoria, nos esforçando para conhece-Lo, mesmo que isso seja dentro das nossas limitações.

    Nas seqüência é trazido que as nossas percepções somente são possíveis através de muitas contrações (“tsimtsumim”) da Luz de D-us! Explica o Mestre que Hashem em sua infinita Benevolência constrita Sua Luz espiritual para que possamos assim ter acesso a Ele, pois do contrário seria-nos impossível ter acesso a Ele (ACESSO?), referindo que para que os alunos entendam aquilo que o Mestre fala é porque houve uma grande contração deste a Origem até chegar ao grau físico. Segue explicando que D-us assim Quis, que Sua Luz fosse constrita para que mesmo aqueles que não sejam tão evoluídos espiritualmente pudessem também ter acesso a Sua Luz, dentro de suas limitações. Fala o Sr. Rabino que a Luz é encoberta por “mantos e véus até que possa brilhar no nosso nível”, ou seja até que nós consigamos com o nosso aparato limitado apreendermos essa Luz. O Mestre usa o exemplo da luz do sol ser filtrada por lentes para que se possa olhar para ele. Aqui fiquei lembrando da história talmúdica sobre os quatro sábios que entraram no jardim, a qual o Sr. Rabino faz menção em outras aulas, querendo dizer que entrar em contato com algo infinitamente maior que nossa capacidade de compreensão pode comprometer nossa saúde mental e espiritual, não sei se cabe aqui essa comparação (NÃO CABE, MAS ENTENDI SUA INTENÇÃO), mas assim entendi. E ainda, fico pensado com nosso tão restrito nível de entendimento, o quanto isso seria perigoso, cabendo ressaltar que o Mestre é zeloso neste sentido, de nos conduzir dentro daquilo que temos condições, sempre orientando nossa caminhada de forma segura (ISTO É ESSENCIAL DA MINHA OBRA). Segue o falando o Sr. Rabino que a maior contração da Luz de D-us é sua Palavras em forma de letra hebraica, ou seja, na Torá, que é um único Nome de D-us, conforme escrito no Zohar, está a mais constrita forma da Luz Dele, sendo que isso ocorre por Sua infinita Misericórdia.

    Segue o Mestre explicando que essa Luz de D-us que chega ao mundo representa um fluxo (“Shêfa”) para o mundo, um “fluxo de vitalidade” que é também ocultado pelos “mantos e véus” que ocultam a Luz de D-us neste mundo, dizendo que “nem toda Generosidade de D-us chega até aqui”. O Mestre exemplifica isso chamando a atenção para a Severidade que há neste mundo, a rigidez de Suas leis da natureza, etc. E aqui fiquei pensando que realmente estamos longe de poder compreender toda a Bondade Divina (VEJA COMO VOCÊ SE EXPRESSA: “ESTAMOS LONGE DE COMPREENDER TODA A BONDADE DIVINA”. É ISSO QUE EU DIZIA ACIMA SOBRE A ARROGÂNCIA SECULAR QUE CONTAMINA AS MENTES DE VOCÊS TODOS PENSE…), pois como o Sr. Rabino Avraham fala isso assim acontece pela Benevolência de D-us, pois caso o mundo recebesse Sua Luz sem essas ocultações não resistiríamos, assim, é para que possamos existir que Ele assim Faz. Explica ainda o Mestre que outra maneira de chamar essas restrições que sofre a Luz é julgamentos, e que essa é a origem das cascas (“klipot”), as forças negativas que tentam sempre impedir que a Luz de D-us seja revelada aqui. Esses julgamentos podem até mesmo trazer dor e sofrimento ao homem, na dependência de vários fatores que o Mestre cita, ousaria dizer que depende também de nossa capacidade de entender que tudo vem para o bem, mesmo quando não conseguimos perceber isso. E a cada nível que se progride uma nova casca surge, que está em consonância com aquele nível novo, mas como o mesmo objetivo, impedir que cresçamos. Por fim, o Mestre explica que todo este processo tem por objetivo dar ao homem o exercício do livre-arbítrio, ou seja, que suas escolhas em cumprir o desejo de D-us possam trazer méritos e assim permitir que cresça mais e tenha novas percepções do Divino.

    Caro Sr. Rabino Avraham e colegas, creio que o texto já se alongou muito, o que torna enfadonho para a leitura, assim, encerro por aqui. Peço humildes escusas pelos erros de entendimento. Tentarei seguir em um segundo texto nos próximos dias. Agradeço demais a atenção de todos.

    Que Eterno permita que cresçamos em amor e espanto a Ele cada vez mais.
    Tudo de bom a todos,
    Diego Malheiros.

    MUITO BOM E CRESCENDO! RAB. AVRAHAM

    • Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

      Mestre, gostaria de agradecer as correções e tentarei meditar sobre elas.
      De coração, obrigado!
      Tudo de bom a todos,
      Diego Malheiros.

  12. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Peço permissão para postar a segunda parte do texto da qual falei anteriormente. Reitero o pedido de desculpas pelos erros de entendimento e agradeço as correções do Mestre. O texto abaixo segue a partir de onde O Sr. Rabino tece palavras sobre a sefirá de Malchut…

    O Mestre passa a falar sobre Malchut, última s’fira, chamada de Domínio, que representa a expressão mais baixa, ou seja, o mundo físico, sendo essa muito especial, pois é o domínio onde as criaturas se expressam ( ação), sendo que representa o único plano físico, onde é permitido que a criatura possa viver até mesmo negando o Criador. E aqui lembrei das palavras do Mestre no livro “A Bondade para Avraham” p.348-349, quando traz a explicação de que somente a Criação ter sido feita a partir do nada, se referindo ao salto que ocorre até a existência da matéria a apartar do espiritual, o que permite que a criatura negue completamente o Criador, obviamente que não consigo apreender quase nada destas coisas, mas elas chamam minha atenção de alguma forma, talvez por ser expressão daquilo que vivi até hoje, a “negação”, vivendo, embora não negasse Sua existência, como se o Criador fosse dissociado da criação, que Hashem me perdoe por essa grande heresia e arrogância.

    Relata o Mestre que D-us Criou essa ilusão de que Está ausente neste plano, contudo, isso não passa de uma grande ilusão. Frisa o Sr. Rabino que este é um “salto milagroso”, e aqui creio não ter a mínima apreensão do quanto isso significa. Ao mesmo tempo que isso representa uma grande ocultação da Luz de D-us, o Sr. Rabino explica que isso representa um grande potencial, pois quando o homem cumpre as Leis de D-us e consegue revelar Sua Luz neste mundo isso é grandioso, servindo para manter o mundo vivo, permitindo que as Bênçãos venham dos Céus e assim o mundo continue existindo. Aqui lembrei da ideia trazida pelo Mestre sobre o adoçamentos dos Julgamentos Divinos. No seguimento o Mestre fala em relação a Regência Divina, citando o Salmo 145:13, confesso que não consigo apreender quase nada aqui, então apenas transcrevo as palavras do Mestre: “ … a Sua Regência é o Domínio sobre todos os mundos. Essa Regência de D-us resulta do Seu desejo…”.

    Segue explicando o Mestre que essa Regência Divina é secundária a natureza de D-us, pois essa Luz vitalizadora é apenas uma Fagulha da Essência de D-us, sendo Ele indefinível. Novamente aqui sou tomado pelo pensamento que quão pequenos somos e nada sabemos. O Mestre aprofunda mais essa questão dizendo que o canal de Malchut é também chamado de Fala Divina, no sentido de que aqui há a expressão do Desejo de D-us, e explica que todas as ações neste mudo servem ao propósito de aumentar nosso serviço a D-us, ou seja o homem existe para servir a D-us, servir ao Rei, relata ainda o Mestre que é extremamente rebaixado viver crendo que fomos criados apenas para nos preocuparmos como o quanto experimentamos da vida aqui neste mundo, com ações que apenas valorizem o nosso prazer mundano. E aqui, perdoe-me o Mestre, diria que isso é a maioria absoluta de todos que vivem neste plano, inclusive eu mesmo, que por mais que tenha passado anos crendo que era “espiritualizado” hoje vejo que nunca passei de um nada, sem a mínima verdadeira noção do que seja ser realmente espiritualizado, mais ainda, tenho apenas um vislumbre ínfimo do que representa quando o Mestre torna isso visível as minhas percepções cortando a Luz em pedacinhos como ele mesmo diz, mas sem dor ou tristeza quanto a isso, mas sim felicidade em poder estar lentamente aprendendo o que significa se um homem de verdade. Algo que agradeço profundamente a D-us e ao Mestre Avraham. (SUA HUMILDADE É A CHAVE PARA VOCÊ CRESCER. CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM)

    Na seqüência o Sr. Rabino fala em relação aos Dez Pronunciamentos trazidos no Gêneses sobre a criação, através dos quais D-us emana a criação, relata que o primeiro Pronunciamento contem ele mesmo todos os outros nove, assim como o primeiro Mandamento de D-us também contem os outros nove Mandamentos e que isso assim ocorre por questão de influências, algo que, sinceramente, foge ao meu entendimento.

    O Mestre fala que a Torá ensina que o mundo todo foi criado para o homem, querendo dizer que nele que se encontra a expressão de todas as coisas, mas não no homem em si mesmo, mas em sua capacidade de servir a D-us, ou seja, somente quando serve a D-us com alegria, a criatura justifica sua existência, ao menos assim entendi. Através deste serviço retifica a si mesmo e ajuda na retificação do mundo. Revela que homem foi criado dentro de um corpo e que dentro deste há uma alma, revelando um paradoxo, pois há nele aspectos materiais/grosseiro/corpo e aspectos espirituais/alma que são coisas totalmente opostas em natureza, mas que convivem em conflitos muitas vezes gerando as ações erradas que tomamos. Esse conflito precisa ser resolvido através do trabalho de nossa natureza animal, alinhando-a com o desejo de D-us, desta forma servindo a D-us com felicidade, o que por si mesmo ajuda a quebrar as “cascas” (KLIPOT) que tentam evitar a revelação da Luz de D-us neste mundo.

    Ouvindo essas palavras do Mestre, fico com a sensação, que não consigo traduzir em palavras, de que ele fala de um outro nível da realidade, onde tudo aquilo que possamos fazer ganharia um novo sentido, agora alinhado com a Origem de tudo, mesmo que longe desta ser a minha realidade, fico tocado por essas palavras.

    O Sr. Rabino Avraham traz ainda a ideia de que, mesmo que não saibamos ou neguemos, todos nós temos uma responsabilidade espiritual neste mundo, querendo dizer, nossas ações acabam por ocultar mais a Luz de D-us ou permitir que Ela seja revelada aqui, ou seja, somos responsáveis. Cada um de nós em seu nível e grau pode contribuir para que este mundo receba mais Bênçãos de D-us ou não, cabe fazermos as escolhas corretas. Aqui fiquei pensando em quantas vezes me pego perguntando os motivos de tantas situações desagradáveis no mundo? Em algum sentido posso dizer que também sou, em algum grau, responsável por elas (CLARO QUE SIM, MAS ISSO PODE SER MELHORADO, SE D-US QUISER), cabendo assim assumir uma atitude de mudança, desculpem o desabafo.

    Segue o Mestre falando que no momento em que vivemos, a nossa geração é muito distante de D-us, mantendo um bloqueio muito grande da consciência e não tendo a menor ideia daquilo que está sendo expresso quando falamos de assuntos espirituais. E aqui faria uma inferência, se me permitirem, diria que alguns, entre os quais ouso me incluir, até acham que sabem algo sobre isso, mas em verdade são enganados pelo “outro lado”, iludidos facilmente, achando que estão sim ligados ao bem, quando na verdade apenas são mantidos em uma prisão, e seguem ocultando a Luz de D-us sem sequer perceber isso (EXATO).

    E o Mestre traz as palavras dos Sábios que dizem que quando o homem vive realmente sua vida no sentido de cumprir o desejo de D-us, então ele está de fato expressando a razão de sua criação, quando não faz isso ele vive aquém da sua razão de existir e potencial. E aqui, lembrei das palavras do Mestre de outras aulas quando fala em viver como “mortos vivos”, não sei se cabe a metáfora aqui.

    Apesar de viver assim de forma rebaixada, traz o Mestre que quando o homem se arrepende disso e procura se dedicar a cumprir o desejo de D-us, então há um novo momento. Chamou minha atenção as palavras do Mestre no sentido de que deve haver um arrependimento verdadeiro, e o Mestre cita o dia de Yom Kipur, onde os Judeus se dedicam a uma introspecção revendo os comportamentos assumidos em período anterior. Mesmo que este seja um assunto estritamente judaico, não cabendo a mim, mas fico tocado por algo tão importante, ao menos assim creio ser, afinal nas palavras do Mestre é trazido a ideia de que de D-us nada é oculto, ou seja, Ele é Onisciente de tudo aquilo que fazemos, voltando a ideia de que deveríamos perceber que estamos sempre diante Dele, aumentando nosso espanto/temor por Ele.

    Bem, caro Sr. Rabino Avraham e colegas, ao final deste aula extraordinária, eu lembrei de uma correção do Mestre em um dos meus primeiros comentários no site Retidão Noética, onde escrevi que viver uma vida digna e reta seria a nossa função neste mundo, ao qual o Mestre respondeu: “Você está falando algo que não tem noção do que seja isso!”. Confesso que ao ler essas palavras fiquei um pouco desconfortável, mas hoje, digo com toda certeza que o Sr. Rabino Avraham está completamente certo quanto a isso. E cabe a mim orar a Hashem suplicando que consiga crescer cada vez mais em temor e amor a Ele, para que algum dia consiga realmente viver uma vida digna e reta (CORRETO, É ASSIM MESMO). Ao Mestre, somente posso continuar pedindo a D-us por sua saúde física e espiritual, alem de força para seguir nos orientando na medida daquilo que nos seja permitido.

    Peço desculpas pelo meus muitos erros de entendimento e obrigado pela atenção em ler essa linhas.
    Tudo de bom a todos,
    Diego Malheiros.

    UM EXCELENTE COMENTÁRIO QUE ME DEIXOU MUITO FELIZ. RAB. AVRAHAM

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