KEDOSHIM: “FURTOS & ROUBOS”

Pela Graça de D’us

Prezado Rabino e Prezados Colegas:

Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur, dentro da minha limitada compreensão.

A aula é sobre o Vayicrá 19:13, Parashá Kedoshim 5774: “Não trapacearás o teu próximo e não roubarás. Não ficará a paga de um diarista contigo até pela manhã”.

O Rabino inicia o shiur afirmando que Hashem, ao criar o mundo, designou todas as coisas para os seus lados respectivos, de modo que não existe sequer uma lâmina de grama sem supervisão celestial, e tudo aquilo que estes supervisores fazem é através do poder desse controle celestial, tudo guiado por um regulamento superior, que dá a cada porção que vem dos Céus, e juntos eles são chamados os Estatutos dos Céus – o Rav citando o Zohar, concluindo o mestre que tudo segue o Plano Divino, e todas as coisas têm seu tempo e seu lugar.

Ao ouvir a introdução da aula, transcrita acima, me recordei de uma orientação do Rabino, no texto Sem Duplicações, no site Beit Arizal: a necessidade de conhecermos nosso tempo-espaço, sem a influência de nosso ego, que distorce os nossos limites, para que não entremos em conflito com o tempo-espaço de outros, origem de tantos males no mundo. No meu caso, estou me empenhando no auto-esvaziamento, dentro do que me é possível, graças a D’us.

Conforme as palavras do Rabino, os Sábios da Tora afirmam que uma pessoa, ao roubar de seu amigo, mesmo sendo uma quantidade muito pequena, é considerado como se ele tivesse roubado a sua alma. O Arizal explica as diferenças místicas entre furtar e roubar – o furto é feito de modo clandestino, causando manchas nos níveis espirituais ocultos, enquanto o roubo é feito abertamente, causando manchas nos níveis espirituais revelados;  para furtar e roubar, é preciso que a pessoa se esqueça dos sentimentos em relação ao próximo, tornando-se insensível. O Rav cita o roubo da mente,  ou seja, mentir a alguém. Quando uma pessoa rouba, seja de que maneira for, ela se torna menos sensível, pois a frieza precisou ser ativada nela, para que ela conseguisse pôr em prática tal roubo ou furto; no momento que essa insensibilidade é ativada, isso se torna evidente no seu caráter, o que representa uma mancha em sua alma; através do roubo, as pessoas vão se tornando manchadas, auto-centradas e indiferentes à dor do próximo, sendo isto evidenciado na sociedade.

Segundo humildemente compreendi, imagino a situação de um estelionatário: além de mentir a outrem, implicando em roubo de mente, de acordo com o  conceito trazido pelo mestre, esta pessoa está visando o roubo de bens materiais, havendo um roubo duplo, tanto pela mentira, quanto pelo roubo material. Geralmente pessoas assim, segundo a psicologia forense (NÃO É NECESSÁRIO CITAR ALGO LAICO. A TORÁ ENSINA MILERNAMENTE ISSO), são realmente frias, sendo muito precisa a explanação do Rav. Não cumprir com a palavra também estaria nesta categoria de roubo? Se não compreendi bem, peço desculpas.

O Rav prossegue o shiur, trazendo uma citação do Arizal: quando uma pessoa rouba neste mundo, ele causa com que as forças do mal roubem, nos mundos espirituais, almas, causando uma perturbação na ordem das coisas: a alma segue um caminho, do mundo espiritual da qual se origina, até chegar ao mundo físico; uma certa quantidade dessas almas são roubadas, no sentido em que estariam em nosso nível e grau. Ser roubado pelas forças do mal, segundo explica o mestre, significa que essas almas vão nascer com menos empatia e misericórdia, estando conectadas a uma fonte negativa; ou seja, a tarefa de propagar a Consciência Divina  e a bondade pelo mundo será atrasada, sendo este um efeito significativo do roubo – existe uma quantidade imensa de atos que, mesmo não sendo considerados roubos explícitos, causam estes tipos de distúrbios espirituais mais amplos.

O Rav, em outros shiurim, explicou com maestria  conceitos de física quântica, acerca do Big Bang, de como tudo está interligado. O mestre nos ensina, constantemente, que tudo é Hashem. À medida que vou estudando vou percebendo que, além de ser insignificante, um grão de areia, tenho que tomar muito cuidado como o que minhas ações podem desencadear. Todo o cuidado é pouco.

O Rabino nos explica sobre outra espécie de roubo: privar a outra pessoa de  alguma coisa, ou seja, o roubo temporário de não pagar o empregado na hora certa; o mestre revela que o Arizal era extremamente cuidadoso ao obedecer ao ordenamento de pagar o trabalhador no tempo certo, por vezes atrasando suas orações, para poder cumprir esse propósito, pois, segundo é relatado, o Arizal não teria coragem de se pôr diante de Hashem,  em oração, sem cumprir esta mitzvá, conforme traz o Rav. É fundamental pagar os empregados em dia, pois ele precisa do dinheiro; pois é trazido que, quando a pessoa faz isso e, assim, satisfaz a alma do homem mais pobre, que precisa do salário, quando chega o tempo do seu fim no mundo, a pessoa que cumpriu essa mitzvá, com amor e temor a D’us, Hashem estende a sua vida. O mestre nos explica que pegar o salário de uma pessoa que necessita é a mesma coisa que pegar a sua vida e a vida de sua família, misticamente; quem faz isso encurta a sua própria vida, pois Hashem vai encurtar o seus dias e diminuir a sua vida no mundo; todas as respirações emitidas da boca do assalariado, que sofre sem a sua paga justa, sobem para o Alto e ficam diante de Hashem. Desta maneira, haverá uma demanda de justiça diante de Hashem e, mesmo se tivesse sido decretado para a pessoa, que está segurando o dinheiro do empregado, muitas bênçãos em sua vida, isso será tirado dele, além do que sua alma não subirá, segundo o Rabino. Não se deve manter a paga até o dia seguinte; se deve pagar antes do pôr-do-sol. O mestre explica que, se o depósito do seu corpo não é apropriado de se deixar com o empregado, que dirá o depósito da alma da pessoa, pois o depósito da alma só pode ser dado ao Eterno. Hashem arranja o sustento a cada uma de suas criaturas – ao negar o acesso do salário ao trabalhador, o  empregador está impedindo o desígnio Divino de sustentar essa pessoa, trazendo severidades a quem retém o salário do empregador, conforme as palavras do Rabino.

Quem dera se os empresários que abusam de seu poder, políticos corruptos e criminosos em geral, no Brasil e no mundo, ouvissem as palavras do Rabino Avraham. Minha modesta colaboração, dentro da minha pequenez, é me esforçar, prestar muita atenção aos shiurim e pôr todos esses conceitos santos em prática, tarefa árdua, mas necessária. O Rabino sempre traz que o homem não é o que fala, mas sim o que ele faz. Essas palavras do Rav, além de tantas outras, não me saem da cabeça. Baruch Hashem.

Peço desculpas por eventuais erros, e agradeço pela oportunidade de estar estudando com o Rabino.

Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

Márcio

UM ÓTIMO RESUMO, QUE FICA AINDA MELHOR QUANDO VOCÊ (E TODOS) TRAZ O IMPACTO NA SUA MENTE, CORAÇÃO E AÇÕES. RAB. AVRAHAM

 

5 opiniões sobre “KEDOSHIM: “FURTOS & ROUBOS”

  1. Pela Graça de D’us

    Saudações ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Peço desculpas, pois me expressei muito mal, Rav. A intenção foi sim mostrar que, como o senhor sabiamente sempre nos explica, tudo está na Torá. Fui infeliz na comparação com um assunto secular. Como fiz às pressas o resumo, não consegui o intento, assim como não consegui colocar meu impacto pessoal sobre o assunto, dentro do seu agrado. Nos próximos comentários, vou me esforçar para melhorar. Peço perdão.

    Márcio

    COM CERTEZA VOCÊ SEMPRE FARÁ MELHOR. RAB. AVRAHAM

  2. Shalom!

    Rabino Avraham e amigos da comunidade, boa tarde!

    Venho humildemente expressar meus pensamentos sobre o tema:

    Kedoshim: “Furtos & Roubos”

    O Rabino Avraham inicia dizendo que D’us está no controle de tudo e todas as coisas estão debaixo de Sua supervisão e que diante de todos os acontecimentos há um plano do Divino. O domínio e o poder estão em Suas mãos, pois Ele é Rei dos povos (ESTE TERMO NÃO É EXATAMENTE APROPRIADO. HASHEM É O MESTRE DO MUNDOS, DE TUDO E ALÉM… MAS, SUA INTENÇÃO FOI CAPTADA. RAB. AVRAHAM). E percebo que eu preciso aprender a confiar, em Seu amor e Sua justiça, e quando se aprende a confiar o medo, a ansiedade e as preocupações desaparecem, e então será possível adorá-Lo em plenitude, na era de Mashiach, que seja breve, se D’us quiser. (É PRECISO APRENDER A FAZER ISSO HOJE… VIVENCIANDO ASSIM UM ASPECTO DA ERA MESSIÂNICA)

    E quando o rabino Avraham fala sobre a parte mística do furto e do roubo mencionado em Vayiacrá 19.13. Compreendo minimamente as mazelas neste mundo, e como as pessoas estão com suas almas tão corrompidas que são incapazes de sentir remorso ou empatia pelo seu semelhante, pois o lado animal é alimentado. Tanto o furto como o roubo mancham a alma da pessoa e que fica insensível ao próximo. E quando elas cometem estes atos, afetam também o lado espiritual lá em cima e as forças negativas também roubam fragmentos das almas quando estão descendo em nosso mundo físico e então já nascem sem empatia e já com as forças negativas conectadas a ela. E, portanto, a humanidade não evolui devido aos atos corruptos que desarmonizam o meio físico no qual vivemos, ensina o Mestre.

    Outro fator importante é também pagar os empregados em dia. Pois, é ensinado que não pode privar a outra pessoa de alguma coisa, seria uma espécie de roubo temporário e os trabalhadores precisam do dinheiro para seu sustento. Quando a pessoa descumpre este mandamento Hashem encurta a vida do empregador, pois D’us já prepara o sustento para cada criatura e quando este decreto não é seguido há punições, pois há um anjo do julgamento que requererá este decreto. No entanto, quando a pessoa reta e digna cumpre com esta mitsvá, será abençoada em sua vida e trabalho.

    Como é bom saber que há um D’us justo e maravilhoso, pois Ele se preocupa com todos os detalhes em nossas vidas e nada, mas absolutamente nada passa despercebido. Penso que se um pai de má índole dá coisas boas para seu filho, Hashem dará muito mais e é lindo de ver que Ele prepara o sustento a todas as criaturas, como Ele é cuidadoso e bom. Em Salmos 34.8 diz prove e veja como Ele é bom, e ai mais uma vez eu constato isto! E também Ele é muito justo, pois Ele olha pelo sofrimento dos inocentes e os culpados não ficam impunes. Incontáveis são as benevolências do Eterno e esse amor nos “constrange”, porque não somos dignos e merecedores!

    Cada vez mais anseio por aprender mais e mais e aplicar os ensinamentos em minha vida, que D’us assim nos ajude. Amén.

    Desculpe-me por eventuais erros que eu possa ter cometido.

    Minha gratidão Mestre, por compartilhar e designar parte de seu tempo precioso para ajudar a todos nós nesta jornada.

    Obrigada a todos da comunidade e desejo tudo de bom!

    Shalom!

    Gisele Paz.

    MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

  3. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Rabino Avraham e Amigos, boa noite.

    Venho agradecer Sr.Marcio pela publicação desta aula essencial, e tecer um singelo comentário:

    “Não trapacearás teu próximo, não roubarás, não ficará a paga de um diarista contigo até pela manhã”

    Antes de detalhar a citação, o Mestre expõe o cenário em que vivemos: tudo é guiado divinamente na diversidade da criação, cada qual com sua função, cada um a seu tempo, tudo sendo supervisionado por um poder superior, cada um com sua porção vinda dos céus, seu decreto, “ … e juntos são chamados os estatutos dos céus… tudo segue o plano Divino…”. Momento em que parei para refletir: Se é assim, como é que pode existir corrupção no mundo? Então lembrei da parashá Mishpatim http://beitarizal.org.br/2013/03/10/mishpatim/https://retidaonoetica.wordpress.com/2014/01/21/parasha-mishpatim/ , esclarecendo que pode até ser possível contradizer os céus, tentando subverter estas leis naturais. Mas que toda corrupção é temporária, e D-us insiste nos decretos de abençoar. Graças a D-us.

    Somos então colocados diante de uma intensa revelação a respeito das realidades em que estamos presenciando em nosso país: Furtos e Roubos. E aos mesmo tempo orientados de como nos prevenir, e brevemente se D-us quiser, até combater com Força Divina esta onda de corrupção.

    O Rabino Avraham, como Pai generoso nos revelou semana passada no vórt Infrutífero Infrutífero, a inversão primordial de valores. E agora nos é esclarecido as conseqüências deste erro.

    Inicialmente ouvimos assuntos estritamente judaicos. Penso ser adequado buscar entender ao menos a explicação do Mestre sobre os canais espirituais. É dito que todo canal espiritual tem uma dimensão interior (oculta) e outra superior (revelada). Que a interior é a habilidade da alma de se sensibilizar, e a exterior, de expressar/revelar esta sensibilidade. O Mestre ensina que o furtar é expresso na perda de sensibilidade: “…para que a pessoa furte de um indivíduo ela precisa se esquecer do sentimento da outra pessoa…”, e semelhante é o Roubar, algo feito abertamente, em níveis mais revelados, o que enfraquece ainda mais o poder de equilíbrio espiritual (a própria sensibilidade), como um círculo vicioso. E esclarece então o significado místico da restituição dupla. Algo que me fez lembrar do duplo engano das relações ilícitas, conforme esclarece o Mestre em vort Infrutífero!Infrutífero:. Pois ao continuar a aula é revelado que “ essa insensibilidade precisou ser Ativada nela para que ela conseguisse por em prática tal roubo (ato revelado)… então no momento em que isso é ativado … elas vão se manchando e portanto caindo se tornando cada vez mais indiferentes a dor do próximo…”. E “… se torna acessória direta do roubo da Luz de D’us…” (Darósh Darásh, pág.188) .

    Imagino que somos então incumbidos a criar um Canal Santo de recepção da Luz Divina (http://beitarizal.org.br/2014/04/11/acharei-mot-infrutifero-infrutifero/ https://retidaonoetica.wordpress.com/2014/04/13/3268/). Através da União Santificada descrita neste vórt, propiciamos a descida de almas elevadas (mais luz ao mundo /e ao homem também), pois se manifestam tanto em forma física revelada (a dimensão superior) quanto na forma oculta (a dimensão interior). Estas almas percorrem vários estágios espirituais até chegarem neste nível da realidade. E se o casal se investir em relações ilícitas (também profundamente reveladas no vort citado), neste processo de descida, estas almas são roubadas, restando então almas de graus inferiores, que se manifestam igualmente no mundo /e ao homem também. Vemos aqui a origem de pessoas tão insensíveis, como também a origem da insensibilidade das pessoas, pois “… a elas é dado poder através destes atos… e … ocorre como um animal que pega a comida de outros … “, revela o Mestre. Nos permitindo presenciar a cruel indiferença de nossos governantes. Sim, com todas as letras, são terríveis imorais, pervertidos sexuais, são “ … As abominações …”, o Mestre revela detalhadamente ao fim da aula, está tudo na Torá.

    Mas foi muito bem lembrado pelo Mestre que: “… toda Terra foi corrompida diante de D-us, e a terra estava preenchida pelo roubo…”. E assim temos a esperança de estarmos em época propícia para que Hashem canalize Justiça Divina no mundo. Assim como Ele veio e incumbiu grande responsabilidade a Nôach e seus descendentes, os que permanecem em Retidão.

    A aula prossegue num outro nível de entendimento sobre o furtar e roubar: “Não ficará a paga de um trabalhador contigo, até pela manhã”, uma espécie de roubo, mesmo que temporário. É esclarecido profundamente a importância deste ordenamento aparentemente sutil. Através da experiência do Santo Mestre, Arizal. E a conclusão é que: os seguem a risca esta Lei Divina, são contemplados com longevidade. E que o oposto também ocorre: “…porque pegar o salário de uma pessoa que necessita, é a mesma coisa (misticamente) que pegar a sua vida e a da sua família que precisam disso, e pontanto quem faz isso encurta a sua própria vida, porque Hashem vai encurtar os seus dias e diminuir a sua vida aqui no mundo. E isso ocorre porque todas as respirações emitidas da boca do assalariado que sobre sem a sua paga justa, sobem para o alto e ficam diante de Hashem, e depois a sua alma também ascende e aquela de sua família porque são mantidas por este hálito de seu sofrimento”.

    O Mestre fala sobre Demanda de Justiça Divina por vir sobre esta terra, pois é possível constatar friamente e diariamente o que está ocorrendo em nosso país. E também conosco, pois estou vivenciando esta realidade expressa na Torá. O Mestre tem nos acompanhado. E está sendo uma experiência https://retidaonoetica.wordpress.com/2013/11/15/experiencia-noetica-35/ que nos permite ascender espiritualmente, em algum grau, e quando Hashem assim desejar, nossas posses não mais estarão nas mãos destes que são tão indiferentes ao sofrimento do próximo, eles não terão mais “sucesso” algum, serão desprovidos de suas almas, elas serão desenraizadas. Assim como afirmado pelo Mestre em outra aula (https://retidaonoetica.wordpress.com/2013/12/30/parasha-bo/) :
    “Que a maldição (Arará) do Egito derrama a Raiva do meu desgosto”. E Arará é uma palavra usada no Bereshit 5 29. Quando é dito que Noach, será o Consolador da maldição de Hashem sobre a Terra.” E também que “… toda escravidão e maldade proporcionadas pelos “Faraós” (a aflição dos Yehudim, e justos das nações), resultam em decreto divino para o Egito…”
    Mais ainda, também é revelado mais sobre esta palavra desgosto nas letras Santas da Tora (Livro Aromas Espirituais do Rabino Avraham): “Os Yemot HaMashiach (dias de Mashiach) durarão 40 anos… ‘Por 40 anos meu desgosto fez aquela geração’ (Tehilim 95:10, implicando que D’us irá reger sobre eles através do Mashiach, pois a raiz de ‘desgostar’ é conectada com ‘dominar’) … então eles se alegrarão 40 anos sob o reinado do Mashiach, que destruirá satan finalmente…”
    Penso que o trabalho é de todos nós para trazer esta revelação do Juízo Divino, e que o início desta revelação acontece durante o segredo das Uniões Santas, tão claramente expressa nesta e em outras aulas já citadas.
    O Mestre finaliza relembrando quão grave é privar (roubar, mesmo que temporariamente) o pagamento de um simples trabalhador como cada um de nós, e mais ainda o Juízo Divino e severo que recai sobre os corruptos de um país, que assim seja amém.

    Obrigado Mestre por nos proporcionar conhecimento verdadeiro da superficialidade em estamos, nos capacitando a desafiar e vencer nossos inimigos, e assim alcançar a restituição de nossas vidas e posses, se D-us quiser. Amém.

    Agradeço a participação e dedicação de todos os amigos, nestas e demais aulas, que irão nos qualificar como soldados de Hashem, se D-us quiser.

    Edson.

    IDEALMENTE, TODOS DESTA COMUNIDADE DEVERIAM BUSCAR TECER COMENTÁRIOS SOBRE UM SHIUR, BASEANDO-SE NA OBRA COMO UM TODO, E NÃO SOMENTE NA AULA ESPECÍFICA. VOCÊ TEM FEITO ISSO, MOSTRANDO ESFORÇO LEGÍTIMO NO ESTUDO, E ESTE É O CAMINHO CORRETO. MUITO BOM! RAB. AVRAHAM

  4. Pela Graça de D’us!
    Shalom aos Amigos e ao nosso Mestre!

    Gostaria de registrar meus humildes entendimentos sobre o presente Shiur.
    Neste Shiur o Rav trata sobre Não Roubar, sobre Não Trapacear, Não atrasar o pagamento do salário de um trabalhador com bastante ênfase. Ele explica que toda a Criação de Hashem não passa sem supervisão, mesmo que seja tal como uma minúscula lâmina de grama, tudo é guiado por Regulamentos Superiores, pelos Estatutos dos Céus, como explicado no Zohar. Tudo tem função, e tudo segue um plano Divino.

    O Mestre traz ensinamentos do Arizal que trata do Não furtarás e Não roubarás que embora similares estão em níveis diferentes, pois os frutos destes atos causam reflexos diferentes. Ele continua explicando que estes atos interferem diretamente na sefirah (camada da alma, simplificando) chamada Tiféret (Beleza – Misericórdia).
    O Furtar gera uma mancha na dimensão superior do nível de Tiféret, o Furto é clandestino, oculto, já o Roubo como é explícito gera uma mancha na dimensão inferior do nível de Tiféret. O Mestre explica que cada “camada da alma” possui dois níveis e/ou dimensões, sendo eles, um interior (ocultos) e o exterior (revelados). O interior do nível de Tiféret é misericórdia/empatia, a habilidade da alma em sentir pelo outro, escasso em nossos dias atuais, o que torna o Furto e o Roubo sua antítese direta!
    Tais atos são no mínimo cruéis, pois para que haja um roubo e/ou furto a pessoa que o comete, simplesmente ignora por completo os sentimentos alheios! E essas manchas enfraquecem o poder de Tiféret deixando esta pessoa menos sensível, a tudo, e a todos.

    O Mestre traz algumas lembranças sobre os porquês de o mundo estar tão ruim, tão baixo, tão nefasto, egoísta e hostil, bastando para isso, por exemplo, avaliar as consequências não somente físicas e materiais que esta atitude traz, mas também no âmbito espiritual onde existem os Juízos de D’us.

    Imediatamente quando o Mestre trouxe o exemplo de nossos políticos, eu me lembrei de um local onde trabalhei, e naquele lugar imperavam a Mentira e o Roubo. Eu era obrigado a viver nessa vida, mentindo para todos, de todas as formas possíveis, para todas as pessoas que cruzassem nosso caminho. Embora eu fizesse, obedecesse às ordens, meu coração doía… algumas vezes eu sorrateiramente não obedecia a uma ordem, não mentindo, defendendo a verdade com todas as minhas forças, até porque muitos desses eventos era o meu nome e o meu trabalho que estavam em jogo. Quando o Rav citou em sua explicação a frase “Roubar um amigo é o mesmo que roubar sua alma!”, eu me lembrei das relações profissionais que aconteciam naquele lugar, coisas absurdas, inclusive eu tratava com pelo menos dois judeus, e eu com tão pouco conhecimento naquela época tinha a ousadia de “puxar as orelhas” deles às vezes, devido a certas posturas, o que chamamos de “alfinetadas”. (CUIDADO COM A MANEIRA QUE VOCÊ SE EXPRESSA SOBRE OS JUDEUS. SEU PONTO É IRRELEVANTE AQUI, POIS NADA AGREGA E APENAS INFLA SENTIMENTO NEGATIVOS AO POVO JUDEU, QUEM RECEBEU A TORÁ E QUE POR MISERICÓRDIA DIVINA TEM AS LEIS QUE VOCÊ SUPOSTAMENTE DESEJA SE ALINHAR. NÃO APRECIEI ISSO. RAB. AVRAHAM)

    Está tudo bem? Não! Eu também praticava esses atos na minha vida pessoal… eu trazia pra casa uma caneta, uma resma de papel, etc… o famoso “ah, não vai fazer falta pra ele”… Eu poderia me estender aqui mais ainda, pois à medida que escrevo vou lembrando de mais coisas do passado, mas acho que já falei muito no sentido pessoal, peço até desculpas.

    Então, continuando, não bastasse a pessoa que pratica roubo e/ou furto tornar-se menos sensível ao próximo, nos é ensinado também que o simples fato de confundir uma pessoa significa um Roubo da Mente, o que da mesma forma é algo gravíssimo, pois induz as pessoas a caírem! Tais atitudes dessas pessoas excessivamente auto-centradas, causam manchas tanto na dimensão exterior quanto na inferior levando-as a uma restituição dupla! Quando uma pessoa rouba aqui em baixo nesse mundo, ele causa com que as forças do mal, roubem lá em cima, nos mundos espirituais, roubem as almas de Malchut (Reino), explica o Mestre.

    Foi frisado também o ato baixo de privar uma pessoa de alguma coisa, tal como, não pagar o empregado na hora certa. O empregador que não é honesto neste assunto está interferindo diretamente nos decretos de D’us, pois o anjo que fora designado naquele dia para supervisionar a alocação do Sustento naquele dia, torna-se um Acusador Celestial ao empregador e este será julgado como que sendo um descumpridor de um Decreto Real. A explicação sobre não deixar a noite cair sem exercer esta obrigação se explica porque o domínio do Julgamento é à noite! Portanto não deixar o sol de pôr para pagar o empregado!

    Maravilhosamente encerra nosso Mestre: “Uma pessoa Reta e Digna fará de tudo, absolutamente de tudo, para seguir as Leis da Torá e de fato tomar cuidado com aqueles que o servem também, empregados, diaristas, qualquer um que ele tenha a obrigação de pagar. Assim ele será abençoado no seu trabalho e na sua vida, se D’us quiser!”. Às vezes tento fugir de transcrições, mas o Mestre explica de tal forma que a informação penetra na alma trazendo de forma bem profunda e contundente as revelações, que algumas vezes eu nem ouso tocar nessas palavras. Me emociono e agradeço a Hashem por cada oportunidade.

    Tudo de Bom para Todos, e muita Saúde ao nosso Mestre!
    Att.,
    Alex

    MUITO BOM! RAB. AVRAHAM

  5. Perdão Mestre! Longe de mim ter algum sentimento ruim sobre os Judeus, e pior inflamar alguém sobre isto, D’us me livre disso. Usei expressões infelizes agora, mas jamais os tratei mal, pelo contrário, eles gostavam de mim, abriam um sorriso quando eu puxava assunto de Torá. Amo vocês, muito! Me perdoe.
    Att.,
    Alex

    OK. RAB. AVRAHAM

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