CONVERSAS MÍSTICAS 2

Shalom, Mestre e membros do Grupo.

Segue Comentários sobre: Conversas Místicas II

Nessa segunda aula, o Mestre nos ensina sobre as provas divinas que sobre nós pesa.

Logo no início o Mestre nos diz que, cada teste celestial é único em relação a pessoa que o recebe e que, quem o recebe, deve recebê-lo com amor, sendo que, para que se chegue a receber a prova Divina com amor, é necessário um grande desenvolvimento espiritual.

De par disso, pude notar em minha vida, como muitas vezes tomei essas provas como um mal, embora, na minha busca por Hashem, de uma forma enevoada, ao superar a dificuldade a mim imposta e quem leu minha experiência Noética pode ver que foram duras, tinha o sentimento de que a superação me fez crescer, com o detalhe de perceber que D’us me ajudava, que ouvia minhas súplicas, visão enevoada que agora, diante o ensinamento do Mestre a respeito, se tornou clara.

Diz o Mestre que a prova mais comum é a relacionada a dinheiro, a pedir para alguém e essa foi a prova a mim imposta, dentro outras nela incutidas, pois fui parar na Rua apenas com as roupas do corpo e uma ou duas trocas em uma sacola, mais nada e com o ensinamento dessa aula, vejo que realmente cresci com a superação, bem como durante toda a prova, falei, pedi e supliquei a D’us, que sempre me atendia, detalhe que só agora sei, pois a prova, embora seja dura, ela nos exalta a se voltar a D’us e ter a fé e a humildade aumentada, coisas que em mim perduram após a prova em algum grau, Graças a D-us, fato que me ajuda com as demais provas que a mim são impostas.

A customização individual da prova, a capacidade de suportá-la, também me resta claro agora, de vez que, após mais de dez anos afastado de meu irmão, ao reencontrá-lo, ele continuava da mesma forma, em estado de subserviência para com os desejos de nossa Tia e a me ver ele disse …”não sei como vc aguentou isso e acho que ainda se encontra aguentando”… ao que eu lhe disse …”e eu não sei como você aguenta ainda estar dessa forma”… .

O ensinamento do Mestre consistente no estar feliz com seu lote, traduzindo como feliz não o que precisa de mais, mas o que precisa de menos, me torna claro a situação daqueles artistas que tudo tem, porém, são infelizes, vivem cada vez mais se rebaixando espiritualmente em suas condutas e não importa o quanto venham a receber a mais, continuam de certa forma infelizes, enquanto aquela pessoa que está estabelecida em um patamar infinitamente menor do que o dele, que se contenta com o que tem, é feliz e mais ligada a Hashem, muitas vezes dizendo, não preciso de mais do que isso para viver.

Fato que para mim soou de extrema importância, foi o ensinamento do Mestre que, quando não superamos a prova, ela se repete, em nós ou em alguém de nossa família, não só no presente, mas também no futuro e como essa não superação atrasa a vinda da Luz para o mundo e adia a vinda de Mashiach, bem como, ao contrário, quando a prova é vencida, aquele que a superou colhe os frutos ou alguém de sua descendência, como, também, colabora com a vinda de Mashiach e com isso o retorno do mundo ao seu estado original.

Diz o Mestre que o propósito dessas provas, além de sua superação, é cada vez mais se retificar e se elevar espiritualmente, para que se cumpra o mandamento Divino que se traduz na vontade de D’us de nesse mundo material, de par dessa retificação, sua Luz descer e toda carne, toda pessoa, poder ver o espiritual no grau físico, sentir plenamente o espiritual embora se esteja no meio mais grosseiro, o material, ensinamento que, nos alerta não só do que devemos fazer, mas também mostra a imensidão do trabalho a ser feito, no momento em que visualizamos quantas pessoas não sabem disso, pelo contrário, mergulham cada vez mais no mundo secular que não quer ser retificado, ressaltando o Mestre a importância dos B’nei Noach junto aos Judeus para essa trabalho de retificação, bem como, alerta os B’nei Noach de que sua maior prova é continuar no caminho santificado.

Se refletirmos sobre a dificuldade de se manter no cainho santificado, como o mundo secular é completamente antagônico e os B’nei Noach são poucos, vejo que ela é latente e de acordo com os ensinamentos dessa aula, é uma klipa das mais duras de se subjugar, somos o cavalo marinho em meio ao recife de coral.

Explica o Mestre que dentre as várias espécies de mal existente, o maior mal que existe, é a crença de que não existe o mal, a auto-ilusão, porque a verdade não é doce para aqueles que a aceitam e para aqueles que não querem mudar seu estilo de vida, ela tem um sabor mais do que desagradável, por isso devemos aumentar nossa fé e nossos estudos rumo a retificação e com isso nos isolarmos dessa má-influência.

Nesse contexto, vemos o estado de confusão em que as pessoas que não aceitam a verdade e abraçam o mundo secular, no afã de continuarem vivendo segundo seus desejos, não diferenciam o bem do mal e até os misturam em sua literatura, na maioria sombria e pagã e cinematografia, onde a tônica é que do mal se atinge o bem, do mal se chega ao bem e isso vemos quando nessa obras, há a exaltação de seres demoníacos, vampirescos (D’us nos livre) que junto com o mal fazem o bem, a par de toda a heresia, abominação, chacota para com o Divino (D’us nos livre).

Alerta o Mestre para a deturpação do sentido das palavras humildade e auto-estima, onde o mundo secular a confunde com arrogância, sendo que, a pessoa ter força e propriedade no que diz não quer dizer que não seja humilde e que tenha auto-estima, citando Moisés.

Ensina que esses conceitos devem ser integrados,  e traduzidos em saber se posicionar ou não se ofender porque alguém assim o provocou, mas de par de sua força e conhecimento, repelir essa atitude de maneira adequada, sem com isso deixar de ser humilde e nem rebaixar ou sublevar sua auto-estima.

Humilde não quer dizer simplório e auto-estima não é arrogância e orgulho, ser humilde é reconhecer que embora a pessoa possua elevado conhecimento tanto mundano quanto Divino, reconheça que nada sabe e nem se sobreponha de par desse cabedal (TRADUÇÃO: PATRIMÔNIO INTELECTUAL) acintosamente (TRADUÇÃO: FEITO COM MALDADE) sobre uma que saiba menos e a auto-estima, por advir desse conjunto de conhecimento, em especial o Divino, não se deixe influenciar pela mundanidade alheia, preservando sua retificação.

A humildade deve ser exaltada de vez que, ao não permitir que não nos sintamos ofendidos diante uma provocação ou exaltados diante um elogio, ela impede que ambos alimentem a má-inclinação, por isso, que tem humildade e a auto-estima conjugados, se mantém em equilíbrio diante essas situações de ofensa e lisonja.

Ensina o Mestre que, no processo de retificação, sempre vai aparecer alguém apontando-nos o dedo para nos repreender, nos taxando de arrogantes, mas diz que isso é normal, de vez que, a cada retificação que fazemos, o defeito retificado é destacado de nosso personalidade como uma “casca”, passando esses pedaços a assumir o papel de acusadores daquilo que conseguimos retificar e vejo a verdade desse ensinamento, nas provas que superei, tendo, após, várias pessoas ficado rogando que eu não ligava mais para quem me ajudou, deu atenção que eu estava esnobe por não mais estar ali, ao que eu dizia que estavam equivocados.

Nessa ocasião, uma coisa me chamou a atenção, quem ficava rogando contra mim e em face de um ponto que superei, eram as pessoas que nos lugares horrendos pelos quais passei, de lá não saem e vivem dele, atitude que não acontecia daqueles que lá permaneceram mas que não pertencem àquele lugar, continuam lá porque ainda não superaram, desses só tive boas palavras, principalmente de um que me disse que consegui porque nunca esqueci D’us.

Explica o Mestre, que isso ocorre porque esses “fragmentos” negativos se valem de pessoas com impulsos negativos que com ele se sintonizam e se possuímos inimigos, pessoas invejosas (D’us nos livre), esses vão nos atacar justamente no ponto que retificamos, sendo essas sobras as klipots subjugadas e a importância de se ter, diante desse ataque, a humildade e a auto-estima conjugados para não sucumbir ao ataque, passando a duvidar de tudo aquilo que você retificou.

Diz que toda força negativa está ligada as klipots e toda degeneração está a elas ligadas e fala metaforicamente dos calcanhares, que estão próximos ao chão e o chão é rico em impurezas e é lá que estão as klipots que se agarram em nossos calcanhares, no sentido de influenciar negativamente todo nosso esforço, com o objetivo de nos fazer regredir, concluindo que a ferramenta para enfrentar esse comportamento das klipots, é o estudo da Torá e o alinhamento da humildade com a auto-estima. (VOCÊ PRECISA PARAR E PERMITIR SENTIR O QUE ESTÁ DIZENDO. RAB. AVRAHAM)

Assim terminando esses apontamentos sobre a aula, agradece do ao Sr. Edson pela paciência e ajuda para com o presente texto e minhas desculpas ao Mestre de ainda não ter conseguido praticar seu ensinamento e pedido sobre o conteúdo de meus apontamentos no sentido de que o menos é mais, mas prometo melhorar.

Esses meus humildes comentários.

Shalom!!!

Adalberto Kühl

UM TEXTO BEM MELHOR DO QUE OS ANTERIORES! AGORA, ESCREVA MAIS SIMPLES E DIRETO, CUIDADO COM AS REDUNDÂNCIAS E AS ERUDIÇÕES DESNECESSÁRIAS, E A CIMA DE TUDO, SE FOQUE NO CORAÇÃO. RAB. AVRAHAM,

 

 

8 opiniões sobre “CONVERSAS MÍSTICAS 2

  1. TODOS DEVEM LER E MEDITAR SOBRE ESTE TEXTO

    Pela Graça de D’us

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur, dentro da minha limitada compreensão.

    O Rabino inicia o shiur citando o Talmud: a pessoa tem que aceitar os desígnios de D’us igualmente, sejam estes bons ou ruins, ou seja, aceitar os infortúnios com amor; alguém que se torna humilde entende que não há mal que venha do Céu, outra citação que o Rabino traz do Talmud. Na nossa interpretação pequena, continua o Rav, alguma circunstância pode nos trazer sofrimento, mas é sempre para o nosso crescimento. O mestre explica que o conceito do que é o mal é subjetivo , e é por isso que os judeus tem o costume de desejar, no Ano Novo Judaico, um ano bom e doce, significando que o que é bom nem sempre é o que nós queremos, sendo às vezes doloroso, enquanto a doçura é aquilo que é agradável e fácil, compatível com a nossa natureza. O definição do que é bom, vindo de D’us, traz diversas interpretações. O bom não é aquilo o que a gente quer, mas o doce é aquilo que é um pouco mais fácil.

    É muito fácil fazer papel de vítima diante de uma situação adversa – neste exato momento, estou sendo, literalmente, bombardeado com uma série de problemas, que não cabe aqui comentar, coisas que podem me afastar, a qualquer momento, da comunidade, inclusive. Não estou aceitando isso exatamente com amor, admito. Entretanto, é muito positivo ter esta orientação, disponibilizada acima, pelo Rabino. Continuo a ser um tolo, quase me rendendo às minhas emoções não retificadas. Porém, agora sou um tolo com informações preciosas e ferramental apropriado para reagir da maneira correta, graças a D’us.

    Prosseguindo o shiur, o Rav ensina que cada um de nós é testado em um nível particular; os testes celestiais são como um terno feito sob medida para uma pessoa; dor não é algo que se possa comparar, assim como os testes; D’us customiza o teste para o sua alma/corpo, em particular, e esse teste só tem significado para a pessoa em específico, em todo o planeta, traz o mestre. Se D’us nos testa para o nosso crescimento, sendo isto feito de maneira tão específica, é cabível que se estabeleça uma relação com D’us, porque se Ele é tão preocupado, como um pai, em aplicar testes, em nossa curta vida, para que se possa crescer espiritualmente, é razoável que a pessoa possa desabafar, conversar, chorar, pedir para Ele, porque Ele mostra o Seu amor, através dos testes. É por isso se deve receber os testes Divinos com amor, o que demanda muito trabalho, segundo o Rabino. No início, devido à sua arrogância e orgulho, a pessoa culpa D’us pelos seus infortúnios. O mestre cita os Sábios da Torá – feliz é aquele que é feliz com o seu lote; feliz não é quem tem mais, feliz é quem precisa de menos. O Rav afirma que a pessoa se torna feliz e estabelece uma relação com D’us, e não se aborrece por não receber aquilo que pensa que merece. Conforme o Rabino, para mudar do estágio do merecimento egoísta para aceitação e, finalmente, aceitação com amor, com suas miríades de graduações e níveis, é necessário, às vezes, uma vida inteira.

    Depois de algum tempo neste orbe, já cheguei à conclusão que foram minhas próprias escolhas – erradas ou não – que me levaram aonde estou. Já vi pessoas, muitas vezes, culpando outras por seus erros. Interpreto, humildemente, que isso não deixa de ser um tipo de ignorância do que ocorre a nossa volta. Pessoas que refletem seus defeitos em outras, como que em um espelho, em um artifício para se aliviarem de sua própria consciência pesada. Mesmo sendo ignorante das regras do funcionamento do universo de Hashem, considero o expediente de culpar D’us por problemas pessoais inconcebível, D’us me livre, ainda mais agora, sabendo que tudo o que acontece é para o bem.

    De acordo com o nível espiritual da pessoa, continua o Rabino, os testes variam, entretanto, a importância e peso do teste é igual para todos; a situação às vezes se inverte: alguém que é mais grosseiro espiritualmente, recebe um teste de alta sensibilidade, porque não se sabe o potencial dessa pessoa, e ela pode saltar vários estágios, pois D’us conhece o seu potencial; um perverso, por razões aparentemente inexplicáveis, revela uma misericórdia que ele mesmo nem imaginou que tivesse, dando um salto de vários graus em sua retificação espiritual. De acordo com o Rav, às vezes essa inversão de testes ocorre para quem está em um nível mais elevado também, para que não haja a perda da humildade. Por exemplo, uma pessoa muito elevada espiritualmente tendo de passar por dificuldades financeiras, sendo forçada a pedir dinheiro para sobreviver, sendo este um teste muito duro. O Rav mostra que, ao estudarmos os personagens da Torá, muitos, senão a grande maioria, passaram por dificuldades financeiras, sendo isto parte do teste, pois mantém o indivíduo humilde e sempre com fé, ao que o mestre afirma: se Hashem trouxe a pessoa até agora e a sustentou, e a mesma é alguém que tem fé, certamente Ele vai continuar a sustentá-la.

    Reafirmo o comentário que fiz no início do shiur: estou passando por uma situação desagradabilíssima neste exato momento, e tenho consciência que ocorre com todos, dependendo do momento de cada um, segundo o ensinamento do Rav. Por diversas vezes, no passado, tentei expressar o que se passava na minha vida para familiares ou amigos, e falhei no objetivo, mesmo sendo como um desabafo, sem saber do mecanismo, elucidado pelo mestre, por trás da situação. Com a explanação do Rabino entendi o porquê – ninguém entenderá, somente eu, pois o teste é direcionado para a minha pessoa. A coincidência é impressionante: esta aula veio na hora exata para mim, e é o que está me segurando na minha estabilidade psicológica, emocional e espiritual. Confesso: estou me forçando a continuar a escrever. Não gostaria de ser mal interpretado: estou sim demonstrando fraqueza e que estou abalado, mas me recuso a me render. Baruch Hashem.

    É completamente impossível entender D’us, traz o Rabino Avraham – os paradoxos dos paradoxos que são estabelecidos em nossa vida, através do Julgamento Divino são impossíveis para o nosso racional limitado compreender; isso é proposital: por vezes, é fácil de compreender alguma situação que ocorre em nossa vida, em outras, não se entende mais nada; isso é intencional – esse é um mecanismo Divino de garantir que a pessoa chame por Ele: quando se está confuso, racionalmente nada faz sentido, quando não há controle da vida da pessoa, é uma grande oportunidade para se reavaliar a relação com o Criador; se chama por Ele, se pede salvação, perdão a Ele; essas situações acontecem o tempo todo, os temas e as pessoas variando: nos relacionamentos interpessoais, no âmbito profissional, ou em diversas questões; por isso os testes são completamente específicos para cada pessoa; e ela deve aproveitar e passar nesse teste; se ela não passa, o teste vai se repetir. O mestre explica que, ao contrário da física clássica, onde existe uma relação de causa e efeito, algo previsível, no âmbito espiritual não se conhece como funciona a dinâmica de causa e efeito; na Torá há várias referências – D’us pode punir alguém gerações depois, ou recompensar também, tudo fazendo parte do cálculo Divino sobre cada alma que está aqui. Porém, adverte o Rabino, uma coisa é conhecida: quando uma pessoa não passa em um teste, significa que a missão espiritual da mesma naquele momento, ou seja, aquele grau da consciência em que ela se encontra não foi retificado, o que, em certo nível, atrapalha o processo Messiânico; de alguma maneira, é preciso se retificar; é importante fazer um trabalho espiritual, aonde se tente constantemente trazer Mashiach, sendo este o propósito da Criação: chegar novamente ao estágio original da humanidade – o Jardim do Éden, onde teremos acesso à Glória de D’us. O Rav ensina: quando um ben ou bat noach está estudando sobre suas mitzvót particulares e suas inúmeras ramificações, também compreendendo a importância de amar o Povo de Israel, de dar tsedaká etc, é fundamental fazer isso com a intenção mística no coração, de que é para ajudar a trazer a Era Messiânica, quando a Luz de D’us será revelada no grau físico. Em suma, explica o Rabino: por um lado, os noéticos tem que aceitar as Sete Leis de Nôach porque são ordenamentos Divinos, bem como lembrar que, através desse processo de aceitação desses ordenamentos, ela estará ajudando, junto com os judeus, a santificar o mundo, apressando a vinda de Mashiach, o que demanda humildade e esvaziamento do ego.

    Me sinto um grão de areia, uma parte ínfima de algo muito maior. Lutar por um mundo melhor, o mundo de Mashicah, da irradiação da Luz de D’us no planeta, é desafiador. Com as aulas, estou tendo as diretrizes do que é preciso fazer para se refinar e espalhar uma mensagem de retidão, seja por palavras ou por ações. É muito dolorida a transição pela qual estou passando. Houve um tempo em que eu quis continuar sem enxergar nada, me manter cego. Não sei, sinceramente, se ocorrerá uma queda logo adiante. Porém, o que foi supra explicado pelo Rabino apenas aumenta o meu senso de responsabilidade em seguir estudando. Estou fazendo o possível e o impossível, também, para aplicar o que aprendo na minha vida prática, o que não é nada fácil: transitar do filosófico para a ação, pois o Rav sempre nos traz: fé é ação, não retórica vazia. Se divaguei, filosofei ou me perdi neste parágrafo, peço perdão.

    No prosseguimento do shiur, o mestre afirma que essa mensagem precisa ser conhecida, em um mundo onde as pessoas só querem saber de seus prazeres efêmeros; essa mensagem pode parecer algo distante, e é por isso que um dos maiores testes que existem é, para uma pessoa que já está em um caminho de retidão, tentando ganhar um grau maior de consciência e se elevar espiritualmente, estudando, é enfrentar a hostilidade do mundo secular; as pessoas não querem se retificar, pois é muito mais divertido ir ao cinema, ou a uma balada, ou em um bar, e ficar rindo como um animal, uma hiena, é muito mais divertido ficar falando bobagem, se enchendo de bebidas ou drogas, ou buscando assuntos inapropriados na internet, fazendo só o que quer, sendo arrogante, gritando, xingando, blasfemando, ameaçando, roubando, corrompendo, se sentido poderoso em sua promoção, ou em demover o próximo, ou em humilhar o próximo, ou em ofender o próximo etc. Quem vive essa “maneira”, quando ouve a mensagem do Rav, acha que é algo absurdo, insano. O Rav alerta que o maior mal que existe é a crença de que não existe o mal – a auto-ilusão que as pessoas têm e vivem, esse é o mal mais perigoso, e o discurso do Rabino incomoda e parece tão distante, porque desafia a auto-ilusão que as pessoas têm e põe em xeque o seu estilo de vida, desafia o seu ego, e é por isso que é incomoda. O Rav afirma que a verdade é doce para quem a escuta, mas soa amarga para aquele que vive na auto-ilusão; o nosso trabalho é crescer, cada vez mais, em fé e confiança em D’us, para que possamos lidar com os vários desafios, sem permitir que isso jamais traga sentimentos de depressão, melancolia e tristeza e entender que, cada vez que se passa em um teste, se cumpre uma mitzvá, se faz caridade, se compromete com atos bondoso, se estuda Torá da maneira correta e verdadeira, se está removendo qualquer bloqueio da revelação da Luz Divina no mundo, sendo um sócio de D’us para trazer a Era de Mashiach para esse mundo.

    Não esperava, sinceramente, que iria sentir tanta dificuldade neste trabalho espiritual: meu desafio pessoal de retificação, entre outras coisas, consiste em manter controle emocional: antigamente, diante do que estou passando, já teria abandonado a comunidade, brigado com todos a minha volta e cometido o maior número de transgressões possível, usando meus problemas como pretexto, racionalizando, como sempre ensina o Rabino Avraham nas aulas. Hoje, sou visto como a pessoa mais calma do mundo, o que, para mim, soa até cômico. Quanto a ser diferente e excêntrico, diante este estilo de vida maravilhoso que estou aprendendo, aos poucos aqui, é o de menos. Estar alinhado com D’us, nem que seja em um grau mínimo, é o que me importa.

    O Rabino ensina que o mundo secular confunde humildade, juntamente com força, contundência, vigor, amor e temor a D’us, e auto-estima com arrogância; D’us escolheu Moisés para líder do Povo de Israel por sua sensibilidade e humildade, assim como o Rei David; há o perfil de liderança e humildade nesses personagens da Torá, características integradas; os valores distorcidos da sociedade ensinam o contrário – o humilde é simplório, débil, enquanto o arrogante é forte e orgulhoso, sendo este um rompimento de valores verdadeiros e distorções em uma sociedade que tem total desdém a D’us. A pessoa tem que aprender a integrar auto-estima com humildade, traz o Rav. O Pirkêi Avót afirma: “Se eu não sou por mim, então quem sou eu?”. A pessoa tem que saber se posicionar, saber que a pessoa não vai se ofender porque outrem tenta ofendê-la; ofensa é assunto de orgulhoso. O Ari”zal falava que o grande objetivo da pessoa é se manter equilibrada e inalterável: diante de ofensas, zombarias e insultos ou elogios e honrarias, o indivíduo não deve ser movido por essas forças, que buscam inflar a nossa má inclinação – diante do insulto, a má inclinação se infla, querendo revidar; diante das honrarias, a má inclinação também se infla, fazendo crescer o sentimento de orgulho; essas duas polaridades – duas faces diferentes de uma única questão – contrariam o princípio do equilíbrio. Como ensina o Rav, o Rambam afirmava que, “De todas as virtudes do homem, todas deveriam ser trabalhadas e vivenciadas com equilíbrio, mas a humildade é a única das virtudes que deveria crescer em excesso”.
    A chave para o crescimento espiritual é a humildade, em todos os níveis de estudo, é a bússola no absorver do material e informações santas, criar um sentimento de humildade integrado com auto-estima, nos instrui o Rav.

    Este é um grande problema que tenho: por medo de parecer arrogante, estou me auto-anulando, não no sentido de buscar conexão com D’us, mas no sentido de auto-estima. Como já fui muito obtuso e estúpido na vida – algo pelo qual pago e me culpo até hoje – estou chegando ao ponto de ser leniente em excesso, o que não é o ideal, segundo modestamente entendi do que o Rabino ensinou – “Os limites são santos” – têm sido parte constante dos meus pensamentos. Esta frase do Rabino é assombrosa para mim. Aplicar essa orientação do mestre tem sido um desafio.

    Eu tenho visto pessoas passando por cima de mim, mas, muitas vezes, por medo de criar um ambiente negativo, não tenho reagido. A única coisa positiva nisto é que o ponto de equilíbrio, que o Rav mencionou, sobre não se ofender, não está tão distante para mim. Porém, sinto que há muito para ser ajustado ainda.

    Continuando a aula, o Rabino Avraham ensina que um não judeu que, apesar de ter vivido uma vida contrária às Leis de D’us, mas encontra um mestre, estudando da maneira apropriada a Torá, é maior que um Sumo Sacerdote, significando que há um caminho de ascensão para um não judeu desde que assuma – sinceramente – um caminho de retificação legítimo, continuando como ben ou bat nôach ou, ao querer assumir mais compromissos espirituais, se converter pela halachá em Israel. Este caminho implica humildade e auto-estima, sendo vital entender essa relação. A definição Divina de humildade é diferente da definição secular: se a pessoa é humilde, porém com auto-estima, alguém pode acusá-la de falsidade. Segundo o mestre, a Cabalá afirma que as pessoas, ao viverem com valores distorcidos, acusam a quem procura se retificar – à medida que um indivíduo vai se retificando, em algum atributo em particular, como a humildade, por exemplo, algo está sendo limpo e descascado, e a soma dessas sobras que se torna a força espiritual de acusadores sobre essa pessoa. Conforme as palavras do Rav, essas forças espirituais são o refugo nesse trabalho – alguém que foi trabalhado na humildade, vai ser atacado nesse aspecto, justamente no atributo que foi retificado, ou seja, descascado – são as sobras, na forma das klipót. O Rabino ilustra esse conceito com um exemplo: se há um inimigo, com atributos emotivos contrários à Luz de D’us – alguém que guarda rancor, que tem ciúmes, inveja etc., ela se torna um recipiente mais propício que uma influência espiritual a afete, ao ponto que esse inimigo a ataque, criando uma animosidade revelada; essa força, na verdade é superficial, pois se está atacando as sobras, não há substância, esse adversário vai atacá-la justamente no aspecto que foi refinado – se a pessoa se tornou mais humilde, ele vai acusá-la se ser arrogante, por não ser simplório, e assim por diante. Se há esse tipo de ataque, vale essa regra, explica o Rav – por isso a importância da humildade com auto-estima, pois, havendo esse ataque, mesmo sendo se o inimigo sendo perverso, infantil ou superficial, ele vai incomodar, porque ele é a sombra do que a pessoa fez de errado antigamente; se a pessoa tem auto-estima, porque tem um direcionamento legítimo, no sentido de retificação, haverá força para aguentar esse ataque de maneira natural, justamente trabalhando o ponto de equilíbrio, não importa se está sendo caçoada ou elogiada, não deixando inflar a má inclinação em nenhum desses aspectos de polaridade da má inclinação, estando focada somente no serviço a D’us, no crescimento espiritual; se D’us determinou que é preciso, para crescimento espiritual, uma situação adversa ou um antagonista, é porque era necessário para o aprendizado da pessoa. O Rabino afirma que esses desafios são normais para pessoas que querem viver vidas retas d dignas.

    Este é um filme que constantemente tenho assistido: nunca fui tão provocado em toda a minha vida como estou sendo agora: estou longe da minha terra natal, e não tenho a quem recorrer. Prefiro não expôr mais do que isso. Novamente, tudo o que o mestre explicou acima está acontecendo comigo. Não sei até onde vai se estender tal situação, mas vou procurar seguir a orientação do Rav com diligência, se D’us quiser.

    O Rav explica que o Ari”zal afirma que quando alguém começa a se santificar, as klipót – forças negativas do mundo, antagônicas à Unicidade de D’us – se agarram nos calcanhares da pessoa para que ela não cresça, sendo estes os desafios pelas quais ela passa. A ideia dos calcanhares, trazida pelo Rav, é relacionada ao chão, sendo tão baixa, a terra, é o local das klipót, as cascas negativas; por isso é que, na Lei Judaica, um judeu não deve andar sem sapatos, para evitar um contato direto com algo tão rebaixado; as forças negativas operam de maneira a perturbar o ganho espiritual, fazendo com que a pessoa duvide de sua fé e a faça abandonar o seu caminho de retificação espiritual; o objetivo da pessoa, que deseja crescer espiritualmente, de acordo com as Leis de D’us, é que ela cresça em humildade, mas também com auto-estima, para lidar com as hostilidades do mundo; através desse trabalho de crescimento espiritual, a pessoa estará colaborando para apressar a vinda do Mashiach. Assim o Rabino Avraham conclui o shiur.

    Sinto que este é um mundo de luzes e sombras, onde não se sabe o que é verdadeiro e o que é falso. Com o Rabino, estou aprendendo que somente a Santa Torá de Hashem é a referência certa, e me ajudará a me guiar pelos terrenos pedregosos dessa vida, como aspirante a ben nôach, com todos os testes e desafios propostos pelo Criador. Cabe a mim aceitar ou não esse desafio, o que não fará muita diferença: eles acontecerão, quer eu queira, quer não, conforme compreendi com a aula. O que está ao meu alcance é, com abnegação e humildade, conhecer as regras desse lindo jogo da vida. Dou graças a D’us, que criou o universo e me deu o sopro da vida, com tanta benevolência e generosidade.

    Um bom dia ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    UM GRANDE SHIUR SOBRE UM SHIUR. RAB. AVRAHAM

  2. Pela graça de D”us.

    Shalom Rabino Avraham e amigos

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para trazer um pequeno comentário sobre esse maravilhoso shiur “Conversas Mística II”.

    Nessa aula o mestre começa ensinado que o Talmud fala que a pessoa tem que aceitar os designa de D”us, sejam eles bons ou não bons, igualmente não faz diferença”.

    O Rabino Avraham nos ensina que uma pessoa quando já está em certo estagio ou nível mais elevado e se torna mais humilde, passa a entender que não há mal que venha do Céu.

    Querendo dizer, que tudo que vem de D”us é bom, ainda que no nosso entendimento limitado, muitas das vezes achamos que algo é ruim ou coisa do tipo, precisamos entender que os obstáculos ou as bênçãos são para o nosso crescimento, Baruh Hashem”.

    Para alguém que está distante da Torá, pode parecer que os infortúnios da vida são negativos, quando na verdade tudo é para nosso melhoramento e crescimento espiritual.

    Aprendemos com o Rabino Avraham que cada um de nós é testado em um nível particular, os testes Celestiais são como terno, só vai servir para aquela pessoa específica.

    Isso é muito interessante pelo fato de que D”us na Sua grande Misericórdia, sabe exatamente do que precisamos para crescer espiritualmente. O Rabino sempre nos exorta à não reclamar nem se lamentar ou fazer maledicência pela nossas dificuldade, por que não sabemos o que D”us está querendo quando Ele permita que algo venha sobre nós.

    Como os testes são customizados, o que cada pessoa está passando, só tem significada para aquela pessoa, em todo o planeta.

    Magnifico o que nos traz o Rabino, nos ensinando que D”us nos testa de modo customizado para nosso crescimento, e cada teste é especifico para cada pessoa”.

    O mestre nos diz que é cabível que possamos estabelecer uma relação próxima com D’us, porque Ele é como pai que cuida para que possamos crescer e nos alinharmos com sua Tora, essa “preocupação” de D’us nos mostra que podemos conversar com Ele, pedir para Ele, em fim ter uma relação de pai e filho, se D’us quiser.

    Mais para uma pessoa entender e aceitar os designíos de D’us com amor, é preciso está em um nível elevado, porque nosso ego, arrogância e falta de humildade nos impedem de entender de forma correta as coisas espirituais, e muitos até ficam bravos com D”us, que D”us não permita, por entenderem que tudo é para nosso próprio bem.

    Um ponto muito interessante que o mestre nos ensina, que todos nós, “sem exceção” temos que passar por esses testes, mesmo pessoas que já estão em um grau muito elevado espiritualmente falando, passam por provas/testes, que a nosso ver pode parecer estranho, mais é para aquela pessoa se mantenha humilde perante Hashem.
    O Rabino nos dar um exemplo muito comum que uma pessoa muito refinada e justa pode passar por problemas financeiros, por exemplo, e ter que pedir emprestado para outras pessoas, algo ou alguma coisa paras suas necessidades, algo muito duro e difícil para uma pessoa que vive uma vida justa e reta.

    Isso nos remete a uma reflexão de como estamos vivendo nossas vidas, e como os testes que estamos passando tem um significado muito importante para nossa retificação. Mostrando-nos que não devemos desistir diante dos obstáculos da vida, mais sim devemos continuar nossa jornada rumo a Luz Divina, se D”us quiser”.

    Lindo essa exortação do mestre, ao nos mostrar que quando estamos confusos, sem entender o que está acontecendo em nossas vidas, quando tudo está dando errado, quando as coisas tomam rumo que já mais imaginaríamos tudo isso é de proposito, D”us permite para que tenhamos a humildade de chamar por Ele, pedir socorro”. É hora de reavaliar nossa relação com Hashem, refletir sobre o que estamos fazendo com nossas vidas, em nossas vidas.

    O mestre nos diz que cabe a pessoa passar por esse teste, por que ela não passa, ele vai se repetir.
    Porque nos assuntos espirituais não conhecemos a dinâmica de casa e efeito, o mestre nos diz que a Torá tem varias referencia de que D’us pode punir alguém quatro gerações depois, sobre algo que essa pessoa tenha feito.

    Ou recompensar também, por que as recompensas podem vir para nossos filhos eu netos, como bençãos, uma vida mais tranquila e coisa assim.
    Isso é muito profundo porque se não passamos no teste, “que é o mais comum” não caba aqui, porque na vida nós estamos indo em direção à retificação, isso vale para toda a humanidade, que ela queira ou não. Mesmo que não saibamos, estamos indo rumo à era Messiânica, então tudo que bloquei a chegada dessa era, está atrapalhando.

    Como é Desejo de D’us que tenha essa retificação da humanidade, não dar para pular fases, temos que cumprir nossa missão de retificação, para que a Luz Divina também habite nesse mundo baixo e grosseiro, nos traz io mestre. A sim apressar avinda do único e verdadeiro Mashiach.

    Aprendemos que existem um processo de retificação e todos nós de qualquer maneira temos que fazer nossa parte nos retificando, e ajudando ao Povo Judeu na retificação do mundo.

    Que possamos aprender mais sobre a os testes que tanto nos rodeia no nosso dia a dia, que Hashem nos ajude a sermos firmes e fortes e não desistimos de vivermos uma vidar reta e justa, mesmo que tudo e todos sejam contrários.

    Agradeço a D’us pelos muitos testes que tenho atravessado, peço a Ele que nos ajude a resistir e sempre buscar a retificação para nossa vidas e assim apressar a vinda do único verdadeiro Mashiach, se D’us quiser.

    Agradeço a estimado Rabino Avraham pela bondade e perseverança em nos ensinar temos tão únicos e santos.

    Agradeço aos amigos que aqui estão firmes e perseverantes na busca da retificação de uma vida justa e reta.

    Francisco Saturnino

    MUITO BOM E CLARO. RAB. AVRAHAM

  3. Shalom Sr. Rav Avraham e amigos

    Pela graça de D-us,

    Peço licença ao Sr. Rav Avraham e aos demais amigos para trazer algumas palavras de entendimento sobre o shiur: “conversas místicas 2”.

    De acordo com o Talmud é dito: “que devemos aceitar os desígnios de D-us, sejam bons ou ruins”. É curioso notar, apesar de muitas dúvidas que sobrevêm a nós a respeito dos testes de D-us, como também a falta de entendimento a respeito deles, que D-us permiti esses testes para correção da nossa alma, tudo tem um propósito, o nosso crescimento. Sr. Rav explica que todos nos somos testados por D-us, sempre de uma maneira particular e que tem como objetivo o refinamento.

    Entretanto, é importante compreender que passar pelos testes de D-us significa contribuir para a era Messiânica, como é dito pelo Sr. Rav Avraham que a humanidade queira ou não ela está se movendo para a era messiânica. Hoje vivemos em uma geração com grandes problemas, provações severas, doenças, etc. Dentro de nós se trava a batalha contra o egoísmo, a estupidez, a frivolidade, hipocrisia e a ambição. O homem se afastou de D-us, por isso a sua inclinação para o mal tem feito experimentar grande sofrimento. Tudo isto acontece porque existe um propósito, correção, esse é o objetivo, independente do nível ou grau que a pessoa esteja. Vejo o teste como sendo uma forma de lapidação de D-us ao homem, para revelar Sua Luz a ele. É difícil para o homem compreender isso, por causa da batalha interna que ele enfrenta, mas uma vez compreendido o propósito do teste tudo se torna mais doce, digamos assim, quando você entende o porque D-us está permitindo o teste, você consegue ter força e assim cumprir a sua missão espiritual. O Sr. Rav explica algo muito profundo e que merece muita atenção: “quando a pessoa não passa no teste, ele se repete novamente”. Isso traz o conceito de causa e efeito, ação e reação, nada do que fazemos neste mundo é deixado de lado, como sempre diz o Mestre Avraham: “há um Olho que tudo vê, Ouvido que tudo escuta e um Livro onde tudo é anotado”. No contexto da vida não existe almoço grátis, por assim dizer, tudo é pago de acordo com o que fazemos.

    Somos capazes, se quisermos, de sobrepujar os teste de D-us, adquirindo experiências que nos tornaram a ser mais perseverantes para executar o nosso serviço a D-us, que deve ser encarado, assim penso, como o principal objetivo da nossa vida. Somos constantemente testados, e agora percebo, desde que comecei a fazer parte do Retidão Noética, que os teste são mais frequentes, mas sei que há uma boa intenção por traz deles. O importante agora é tentar cumprir o meu serviço a D-us, contribuindo assim para a vinda do Mashiach. Sr. Rav explica que esse é o propósito de chegarmos ao estado original do Gan Eden, ou seja, atingir o grau elevado de consciência, quando “a Glória de D-us será revelada a toda a carne”. O Mestre do Universo irá se revelar intimamente, Ele será a Única realidade, teremos a percepção plena de Sua Luz. Mas, nesse exato momento não temos essa realidade da Luz Divina porque ela é “contraída”, apenas é percebida pela fé, mas que na era do Mashiach veremos fisicamente essa realidade Infinita, a Santidade Divina. Agora, cabe ressaltar o que é dito pelo Sr. Rav que essa Santidade dependera do trabalho espiritual que a pessoa fez em vida. Como é sabido, o desejo de D-us foi revelar sua Luz neste mundo inferior, que através desse desejo, Hashem separou um Povo, Israel, como uma nação sacerdotal, santa, escolhida D’ele, que em parceria com os Bnei Nôach trabalharam para trazer a Luz Divina a esse mundo através da retificação do homem. A participação dos Bnei Nôach é fundamental nesse processo de retificação do mundo, o cumprimento das Sete Leis Noéticas que é a herança sagrada para toda a humanidade e para cada um em particular de como conduzir sua vida espiritual, moral e pragmática, de acordo com o desejo de D-us. Vivemos em um mundo muito hostil, e sei que é um grande desafio trilhar um caminho de retidão, explica o Sr. Rav Avraham que um dos maiores testes que existem é o teste da pessoa que já trilha o caminho de retidão. A grande maioria pensa em viver somente para seus interesses, isso é muito perceptível em nossa sociedade, e em particular na vida de muitos, de modo geral, é viver na ilusão. Mas como diz Sr. Rav: “a verdade não é doce para quem não tem ouvidos para ouvi-la, só é doce para quem tem ouvidos” (…). É por isso que hoje muitas pessoas tem se rodeado de “mestre” segundo as suas próprias cobiças, trocando a verdade pela mentira (EXATO). Mas para nós que buscamos trilha o caminho de retidão, cabe, fazermos o nosso serviço a D-us, ajudando o mundo a alcançar uma nova fase espiritual, se D-us quiser, que seja em breve.

    Agradeço ao Sr. Rav Avraham por mais esta oportunidade, se D-us quiser, gostaria de expressar novamente meu entendimento da segunda parte do shiur. A aula é muito extensa e requer muita atenção para absorver com excelência todos os conceitos do Mestre. D-us abençoes Sr. Rav Avraham, obrigada.

    Tudo de Bom e Doce
    Raquel

    RESUMIDO E CLARO. MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

  4. Shalom!

    Rabino Avraham e amigos da comunidade, boa tarde!

    Venho humildemente expressar meus pensamentos e reconhecendo a minha limitação sobre o tema:

    CONVERSAS MÍSTICAS 2

    O nosso Mestre nos ensina neste shiurím a aceitar os desígnios de D’us seja o bem o mal sem diferença e aceitar os infortúnios com amor. Cada pessoa é testada de forma muito específica e individual, este teste tem um significado especial único para mim em todo o planeta. Logo os testes existem para meu crescimento e deste modo posso desenvolver um relacionamento pessoal com meu Criador. Seu amor e carinho é demostrado através dos testes, portanto posso chegar perante Ele e posso desabafar, conversar e chorar para Ele.

    É preciso trabalhar o ego, para chegar a um nível em que eu aceito os testes divinos, para não culpar a D’us pelos infortúnios. O Mestre explica que há graus e níveis de testes para cada tipo de alma. Muitas vezes, um a pessoa perversa pode diante de uma situação revelar capacidade, heroísmo e misericórdia e dá um salto em sua retificação espiritual. Como, às vezes, uma pessoa com espirito muito elevado pode passar dificuldades financeiras e até mesmo pedir dinheiro para sobreviver, isto mantém a pessoa humilde e sempre com fé. É impossível compreender D’us, são muitos paradoxos em nossa vida e com nosso intelecto limitado é impossível de entender, em alguns momentos a pessoa começa a compreender os motivos, depois não entende mais nada. Esse mecanismo que D’us criou propositalmente foi para que pudéssemos clamar por Ele, pois as coisas fogem do controle, e então podemos avaliar nossa postura e pedir ajuda e orientação Divina.

    Permita-me Mestre fazer uma pequena reflexão, embora muito limitada: metaforicamente assim como o processo de refinamento de um metal como o ouro, o fogo refina-o, separando o que é precioso do vil, em um processo de purificação. Assim, penso em minhas limitações que Hashem faz com nossas almas por meio dos testes, Ele quer extrair o que há de mais precioso, refinando-a e purificando-a! Como é maravilhoso servi-Lo. Tudo colabora para o nosso bem, para cumprir segundo o Seu propósito. Sendo assim, também lembrei no livro de Iyóv, 2.9-10: “Disse-lhe sua mulher: Ainda te aferres à tua integridade? Maldiz ao Criador e morre! Ele, porém respondeu: Falas como fazem as mulheres iníquas. Como poderíamos aceitar o bem que emana de D’us e recusar o mal que Ele nos manda?” Nós aceitamos o bem de D’us com alegria e regozijo, que o Eterno nos ajude a aceitar o mal com prazer e ainda louvar e engrandecer o nome Dele.

    O nosso Mestre continua nos orientando que quando a pessoa não passa no teste, não termina ai. Porque tudo se move para um estágio de retificação final para a Era Messiânica. Tudo que está bloqueando o processo de retificação precisa ser consertado. Todos nós precisamos buscar a retificação de nossas almas para apressar a vinda do Mashiach.

    Depois da queda a luz original de D’us foi ocultada de nós, portanto esta luz esta guardada para a Era Messiânica onde toda carne verá a glória de D’us, a luz do Criador irá se manifestar no mundo físico. Para alcançarmos o estágio de santidade para vermos a luz do Divino, é preciso de retificação e cumprimento das mitsvot, estudo da Torá corretamente cada qual em seu grupo, sendo assim sócios de D’us para nossos dias.

    O Rabino Avraham, agora explica a importância sobre a humildade com autoestima. Os padrões mundanos diz que a humildade é ser simplório e débil a pessoa arrogante é forte e orgulhosa, um dos valores corrompidos de um mundo que desdenha de D’us. É preciso aprender a integrar a humildade com a autoestima. Deve-se chegar a um nível que tanto se for ofendido ou elogiado, não haja diferença, alcançar o equilíbrio, mantendo-se no caminho de ascensão espiritual. E quando há pessoas apontando para nós, enquanto estamos querendo subir de nível e trabalhando atributos da nossa personalidade, vai descascando o mal e estas sobras viram forças espirituais contra nós. Estas forças negativas, vão atacar justamente aquilo que foi trabalhado.

    A importância de ter autoestima e humildade, e ter foco no serviço de D’us, agir de forma equilibrada, para aguentar os períodos de ataque, trabalhando para chegar neste nível para lidar com as hostilidades deste mundo, trilhar o caminho reto e D’us há de ajudar e também apressar a vinda de Mashiach, que seja breve em nossos dias. Amén.

    Desculpe-me por eventuais falhas que eu possa ter cometido.

    Meus agradecimentos ao nosso Mestre pela dedicação e tempo que dispôs para nos ajudar.

    Tudo de bom a comunidade!

    Shalom!

    Gisele Paz.

    UMA BOA SÍNTESE DO SHIUR, E DESTA VEZ QUASE QUE TIVEMOS IMPACTOS DO ENTENDIMENTO EM VOCÊ, O QUE É ESSENCIAL. CONTINUE CRESCENDO! RAB. AVRAHAM

  5. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Rabino Avraham e amigos ,
    Parashá Conversas Místicas 2

    Gostaria de expressar o meu limitado entendimento acerca deste shiur. O Sr Rabino começa sobre o Talmude onde está escrito: “A pessoa tem de aceitar os desígnios de D-us, sejam eles bons ou não bons, igualmente, não fazendo diferença. A pessoa tem de aceitar os infortúnios que possam advir, com amor. Os testes celestiais, são feitos na medidas para cada pessoa. Esta escrito no Talmude : “ Não há mal que venha do céu”. Cada um de nós é testado num nível particular os testes são específicos para cada pessoa, D-us nos testa para o nosso crescimento espiritual. Devemos receber os testes divinos com amor. Devido ao ego, arrogância a pessoa vai reagir culpando D-us dos infortúnios. Por isso os sábios falam que feliz é aquele que é feliz com seu lote. Feliz não é quem tem mais… feliz é quem precisa de menos. Você se torna feliz e estabelece uma relação com D-us.

    Neste período de próximo da vinda de Mashiach, os testes celestiais assumem atuações variadas, para cada pessoa. Assim uma pessoa grosseira pode receber um teste aparentemente incompatível com seu grau, de alta sensibilidade, mas na verdade é para esta pessoa dar um salto na escala de evolução. A pessoa deve ter um potencial elevado , no entanto bloqueado. Da mesma forma o inverso acontece, uma pessoa refinada, elevada espiritualmente, receber um teste celestial de baixa sensibilidade, para que esta pessoa desenvolva humildade. Há testes dolorosos que podem levar as pessoas a perder o controle de sua vida, é o momento apropriado para a pessoa parar e rever sua ligação com o Divino, clamar à D-us : “Meu D-us não estou compreendendo nada”, “Meu D-us socorra-me”, “Meu D-us perdoa-me”, D-us cuida da Criação e sua Criação precisa ficar focado Nele, caso contrário um mecanismo Divino ( diga-se testes celestiais) surge para a pessoa lembrar, clamar Ele. Se por um acaso a pessoa não passa no teste ou não conclui o teste celestial, esta pessoa não está contribuindo com a evolução da era messiânica, não se retificando está criando um obstáculo para a necessária chegada da era messiânica.

    O Sr Rabino ensina que a chave o enriquecimento espiritual está baseado na humildade associada à auto-estima. No mundo secular a humildade se considera uma fraqueza, quando a pessoa é humilde é confundido com pobreza financeira e a auto-estima neste mundo doente espiritualmente, se confunde com arrogância. O arrogante é visto como forte , poderoso, dotado de predicados “positivos” conforme a distorção existente neste mundo secular. O Sr Rabino ensina ainda que conforme dito pelo Rambam: “Todas as virtudes do homem, deveriam serem trabalhadas e vivenciadas com equilíbrio, mas a humildade deveria ser a única das virtudes que deveriam crescer em excesso”.
    Através de se fortificar na auto-estima e humildade, com a finalidade de engrandecimento espiritual , criamos a chance de a Luz Divina brilhar neste mundo físico, e apressar a vinda do Mashiach, que assim seja o mais breve possível. Amém.
    Agradeço ao Sr Rabino cujo ensinamentos guia nosso caminho para uma vida digna e justa.

    Tudo de Bom e doce,

    Francisco Sousa

    EXCELENTE RESUMO! RAB. AVRAHAM

  6. Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Venho pedir permissão para traçar algumas linhas em relação a aula :” Conversas Místicas 2” de autoria do nosso estimado Mestre Rabino Avraham. Como de praxe adianto pedido sincero de escusas pelos erros de entendimento e agradeço por lerem esse pequeno texto.

    O Mestre inicia falando que o Talmud traz que devemos aceitar os desígnios de D-us de forma integral, não importando se nos pareçam bons ou não bons igualmente, eles devem ser entendidos como expressão da vontade de Hashem e, desta forma, acatados, ou seja, “ aceitar os infortúnios com amor”. Segue o Sr. Rabino explicando que “não há mal que venha do Céu”, querendo dizer que tudo vem para o nosso crescimento, embora, tenhamos dificuldades de aceitar isso, assim acontece. A aceitação é como um termômetro da humildade, pois quanto mais humilde somos mais entendemos que tudo aquilo que D-us determina vem para o crescimento, a dor advém de nossa arrogância e desejo de que tudo ocorra conforma a nossa vontade, esquecendo que a vontade de realmente importa é a Dele. Neste sentido o Mestre explica que um conceito básico no Judaísmo é a idéia de desejar um ano bom e doce, pois aquilo que é bom para a pessoa, nem sempre é recebido de forma agradável, mas o doce é tido como agradável, “ mais compatível com a natureza da pessoa”. Desta forma, desejar que seja um ano doce significa, em última análise, que ela possa se harmonizar com o desejo de D-us.

    Desta idéia de nem tudo aquilo que é bom para a pessoa ela assim possa entender, o Mestre parte no sentido de nos dizer que essas situações representam testes que D-us manda para que possamos progredir. Mais ainda, diz o Sr. Rabino que estes testes são customizados, querendo dizer, específicos para cada pessoa e não se pode comparar entre as situações que cada um vive, afinal D-us se preocupa individualmente com cada um, o que faz supor que Ele Se preocupe com cada um e assim, podemos ver Nele aspectos de um Pai, então é com amor que Ele nos testa, desta forma devemos receber estes testes com amor também. Mas para chegar a esse estágio a pessoa deve trabalhar muito, pois o ego, a vaidade, a arrogância, e arriscaria dizer, a bussola que somente tem o norte na própria pessoa a impede de ver a Bondade Divina nessas situações, fazendo com que se deixe de ficar feliz, e aqui, lembro que o Sr. Rabino sempre nos diz que a alegria em estar servindo a D-us é fundamental, e aquele que apenas vê dor e sofrimento, não serve com alegria, assim impedindo perceber que D-us É o foco e a Origem de tudo, não conseguindo estabelecer com Ele uma relação.

    Segue explicando o Mestre que podem ser vistos nestas situações três estágios distintos, quer sejam, “ você merece”, “você aceita”, “ você aceita com amor”, em ordem crescente de humildade, onde a pessoa cada vez mais aceita os desígnios de D-us com alegria, contudo, existem miríades de estágios intermediários (graduações e níveis) e cada um representa às vezes o trabalho de uma vida toda da pessoa para ir de um ao outro estágio, tudo depende da origem da alma da pessoa. Mesmo que isso seja um pouco mais fácil para alguém, explica o Mestre, que este será testado em outros níveis, querendo dizer que D-us manda os testes adequados para cada um, conforme aquilo que esse indivíduo deve aprender e tenha condições de passar. Contudo, essa dinâmica, somente é conhecida por D-us em sua forma integral, ao menos assim entendi, que não há como avaliar as potencialidades de alguém, mas Ele pode e assim Faz, enviando situações que permitam as pessoas até mesmo darem saltos, ou seja, grandes avanços, conquanto façam as escolhas corretas. Neste ponto mais um vez tenho o pensamento de quão pequeno eu sou, sem jamais apreender uma infinidade de coisas que estão tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes. E o Sr. Rabino diz: “ por isso é impossível entendermos D-us”, “o paradoxo dos paradoxos”, e explica que isso é feito de propósito, sendo um mecanismo divino para garantir que a pessoa chame por Ele. Quando a confusão e falta de entendimento imperam em nossas vidas, clamamos pela ajuda Divina, clamamos por D-us, no sentido de sermos socorridos por Sua Bondade. Neste ponto confesso que não pude conter as lagrimas, pois essas palavras do Mestre me fizeram rever o quão ingrato tenho sido em muitos momentos em relação ao Criador, desculpem o desabafo.

    O Mestre segue referindo que não conhecemos a dinâmica espiritual, e que não pode ser comparada a meras aplicações da lei de causa e efeito, querendo dizer que somente D-us poderá saber como e porquê as coisas acontecem de determinada forma, tudo de acordo com os desejos Dele, podendo a pessoa ser punida ou recompensada quando D-us quiser, alheio as vontades e observações do homem, ou seja, não entendemos como funciona essa Contabilidade Divina. Diz o Mestre que quando uma pessoa não passa em um teste, isso não termina aí, pois as coisas estão andando em direção a uma retificação, independente de sabermos ou aceitarmos, e que estes testes ajudam a que a Era Messiânica se aproxime mais rapidamente, ou seja, não sei se poderíamos dizer assim: o processo de retificação de cada indivíduo é “paralelo” ao da retificação do mundo, ambos ocorrem de forma conjunta estando inter-relacionados (ISTO É O QUE EU AFIRMO: A REDENÇÃO DO MUNDO DEPENDE DA REDENÇÃO DE CADA INDIVÍDUO TAMBÉM. RAB. AVRAHAM). Quando o indivíduo falha em seus testes de retificação ele acaba por “ atrapalhar/retardar” a vinda da Era Messiânica, ou seja, voltarmos ao estágio inicial da humanidade no Jardim do Éden, como explica o Sr. Rabino. Neste posto fiquei pensando como podemos viver tão absortos disso tudo? (É FÁCIL, É SÓ NÃO TER TORÁ) Como podemos estar tão enganados em nossas percepções sobre tudo? (É FÁCIL, É SÓ NÃO TER TORÁ) Desculpem o desabafo. Segue o Mestre dizendo que o acesso a Luz de D-us foi perdido desde a queda espiritual do homem, sendo que há a promessa que com o chegar da Era Messiânica a Glória de D-us será restaurada, deixará de estar oculta aqui neste plano e todos veremos a Luz de Hashem com os olhos físicos. Lembrei aqui das aulas do curso Or Hozer, onde o Mestre traz a idéia de ansiedade messiânica, para nos mostrar que cada um de nós deve procurar a retificação de si mesmo, contribuindo assim em nosso nível e grau para a vinda do Mashiach e que seja muito em breve ainda em nossos dias, amém.

    Caro Mestre e colegas, vou encerrar por aqui para não tornar muito longo o texto, melhorando a leitura, ficando o plano de dar seguimento em outro texto nos próximos dias. Reitero pedido de escusas pelos erros.
    Que Hashem, em Sua infinita Bondade, permite crescermos cada vez mais em amor e temor a Ele.
    Tudo de bom a todos,
    Diego Malheiros.

    MUITO BOM. CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  7. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Rabino Avraham, bom dia a todos, tentarei expressar alguns entendimentos sobre: http://beitarizal.org.br/2013/04/14/conversas-misticas-2/ .

    “… Quando a pessoa chega nesse próximo estágio de aceitação, que é de aceitar os infortúnios com amor…”

    Mestre, imagino a profundidade desta afirmação que o Sr. fez, e mesmo assim tentarei expressar mesmo que minimamente como fui tocado no decorrer desta aula.

    Aprendendo a aceitar infortúnios com Amor e Eliminando sentimentos de confusão

    Confesso que nestas duas semanas recentes, fui pego de surpresa com algo que me deixou em aflição. Tentei muito não duvidar do nível de fé, a qual não tenho condições de avaliar, mas que muito me esforcei para ter, e vi que ela agora está sendo testada como nunca antes.

    O Sr. fala sobre repelimos o sentimento da raiva, que costumeiramente em situações como esta tentam se infiltrar em nós. No passado isto facilmente acontecia, mas desta vez, inicialmente posso descrever como uma aceitação não confortável, mas que enfim, é uma aceitação que não traz incômodo, que não contradiz os desígnios de D-us (D-us nos livre sempre). Assim então tive a sensação de que toda esta aflição trata-se de um mesmo estágio que já vivi anteriormente, mas que agora necessito revivê-lo porque falta-me aperfeiçoamento, e creio que assim segue toda nossa vida, os mesmos ciclos sendo revividos, com propósito de refinamento. Daqui em diante pude fazer várias reflexões, e concluir que na verdade, apesar de dolorido aqui estou alegremente para compartilhar o carinho e cuidado que Hashem está dispensando para conosco. E espero desta vez, passar neste teste de maneira mais adequada possível, e poder agradar a Hashem e Mestre, e melhor contribuir para Era Messiânica, se D-us quiser.

    De acordo com a continuação da aula, o Mestre revela que ao concluirmos cada teste adequadamente, estamos possibilitando cada vez mais enxergar a santidade no mundo. Que estes testes revelam a luz da Era de Mashiach, aquela luz reservada aos justos, mas que será vista por completo somente após Mashiach chegar.

    Aqui, em temor e amor, gostaria de revelar alguns fatos. Quando Hashem me separou do ambiente em que trabalhava (um local de corrupção de influencias terrivelmente maligna), passei por momentos muito delicados, estava sem receber proventos, de atestado médico a alguns dias, e esposa doente, e assim fui ficando. Graças a D-us, na época, tomei coragem e desabafei um pouco na comunidade. O Mestre em tamanha bondade, tomou a iniciativa em ajudar, e incentivando os colegas. Fui então encaminhado a licença inss, e com uma redução nos recursos cheguei até aqui. Não posso atuar na profissão, por incapacidade indefinida (há quase 1 ano). Mas de alguma forma permaneço ligado àquele ambiente. Graças a D-us, tive a alegria de poder estar mais próximos dos ensinamentos do Mestre, e humildemente auxiliar na comunidade.

    Recentemente (devido a experiência em comércio local no passado) recebi proposta de um empresário, e fiquei muito espantado com o acontecido. Apesar de ser uma pessoa que conheço a anos, e influente na cidade, nunca imaginei que de repente viria até mim, em tamanha confiança sugerir tal proposta, e pensei; isso só pode ser um teste. Sim, pois apesar de tudo tenho depositado minha confiança em D-us. Não estou apto a ser empregado em carteira, nem de atuar na profissão, e justamente a proposta foi outra. Minha esposa ainda não concluiu um tratamento médico. Tenho depositado toda minha confiança em Hashem, crendo que aos poucos iremos concluir o que ela necessita fazer. Com Fé em D-us, acabei mudando de residência (de um parente, onde tem escola próxima), e transferindo todos os meus filhos para uma escola pública. Graças a D-us, desde que me ausentei de onde trabalhava, eles nunca adoeceram. Não tive mais condições de comprar algumas coisas como de costume, mas trato com indiferença este ponto. Como disse antes; Sim, pois apesar de tudo tenho depositado minha confiança em D-us! Permanecerei neste caminho, e não aceitarei tal proposta! Foi um alívio. Penso que isto é bom e doce, pois posso continuar na presença do Mestre, fortalecer os estudos, e assim de alguma forma, ajudar os amigos. Bom, depois desta feliz decisão veio o esquecimento. Porque fiz isso? Será que tinha de ser assim mesmo? Será que vou conseguir continuar, e as carências financeiras, as necessidades, etc… Será que esta era a oportunidade de se resolver todas as questões materiais e físicas? Passei então a não entender mais nada. Discussões em casa, seguidas de reflexões. Foi quando ouvi a seguinte frase do Mestre:

    “ … faz parte do teste … porque se Hashem te trouxe até agora e te sustentou, e você é um homem de fé, então certamente, Ele vai continuar te sustentando, Ele vai continuar provendo pra você…”.

    Clamei então a Hashem por uma ajuda. E novamente tive um alívio, sentir que a cada teste, uma nova casca tentará bloquear o caminho, e iludir. Vejo o quanto é preciso se esforçar cada vez mais, para não cair em novas armadilhas. Como disse o Mestre: quando uma pessoa não passa no teste, a coisa não termina… o problema é que em não ter passado no teste significou que aquele grau da sua consciência/alma não foi retificado…’ e pelo que pude entender, este teste retornará e ainda mais forte devido o atraso acumulado. Mas por outro lado, quando superamos, estamos nos aproximando cada vez mais do estado original de iluminação, da Era de Mashiach. E aqui podemos entender mesmo que minimamente, outra forma de compreensão sobre o significado de tais testes.

    O Mestre nos conta também o que acontece com uma vida fora destes alinhamentos. A mais fria realidade. Os testes são ignorados, e vemos as pessoas desperdiçando seu tempo com os sentidos físicos limitados. Se dedicando ao que o mundano oferece; clubes, cinemas, baladas, etc… se distanciando cada vez mais do entendimento sobre D-us, e ainda riem sarcasticamente. D-us nos livre.

    Esta primeira parte da aula, é encerrada esclarecendo que toda essa superação de teste é justamente a remoção destas ilusões mundanas, estas cascas que tentam encobrir a luz divina reservada para os justos e Santos de Hashem. Que Ele nos permita superação sempre. Amém.

    Obrigado.

    EXCELENTE E INSPIRADOR. SAIBA QUE ÀS VEZES, A BÊNÇÃO É TER MENOS. RAB. AVRAHAM

    • Aula II

      Nesta segunda parte o Mestre inicia exemplificando o que é humildade e alto estima. Esclarece que neste caminho de ascensão, é essencial integrar ambos. Nos conta uma história Santa sobre como manter este equilíbrio, demonstrando que devemos ser sempre indiferente aos elogios ou críticas.

      Também é mencionado que se agindo em acordo com a Torá, com o que o Mestre ensina, ascenderemos para a Graça do Caminho Noético, ou (se tivermos força o suficiente), possivelmente ascenderemos a um nível maior de santidade, nos tornando parte do B’nei Israel, se D-us assim desejar. E neste caso, seremos ainda mais testados em humildade e auto estima. Pois como é mencionado, o mundo é muito hostil a uma pessoa que busca se manter conectado com Hashem. E todo trabalho que tivemos no decorrer deste percurso de ascensão, irão agora revelar as cascas que sobraram deste trabalho. É dito que naturalmente encontraremos pessoas (abertas as influências negativas) prontamente a nos atacar, pois estas recebem a negatividade do mundo que abandonamos e assim tentarão nos puxar de volta à escuridão das ilusões, nos acusando justamente nos pontos que alcançamos refinamento. E daí a importância da auto estima aliada a humildade, garantindo-nos não duvidar do trabalho que fizemos, e naturalmente manter tal fase e estado de amadurecimento, explica o Mestre. Caso semelhante, em algum grau, foi quando neguei a tal proposta. Logicamente fui taxado de arrogante, pois para eles como poderia ousar negar tal proposta? (EXATO)

      A aula segue detalhando o porque sempre haverá uma insistência em nosso meio para que retornemos as ilusões. Que o poder atuante no mundo tem a ideia básica de severidades, juízos. Que o chão que pisamos sempre nos forçará a retornar a níveis baixos, e possivelmente à destruição, D-us nos livre, tentando até mesmo nos convencer a desistir deste caminho. E não nego que durante os testes, estes pensamentos vieram sim em minha mente (NORMAL. É ASSIM MESMO). Mas Graças a D-us aqui permaneço, firme para a vinda da Era de Mashiach, e que seja logo, amém.

      Obrigado pela oportunidade Mestre, que nos estimula a falar deste caminho da verdade em nossas vidas, e nos desvia de ilusões, as heresias presentes neste mundo.

      Obrigado aos amigos pelas contribuições.

      Edson.

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