PARASHÁ CÔRACH

Shalom Rabino Avraham e colegas desta comunidade bom dia.

Parashá Corach, na obra Bondade para Avraham, pag 389 a 395, nos transmite a seguinte mensagem: Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã… isto é um conselho para o homem que deve unir a ‘vida com este lugar’.

Gostaria de dizer como entendo este estudo com o limitado conhecimento, mas graças a D-us, estou tendo a oportunidade de estar próximo do estimado Mestre, que D-us o Abençoe sempre, pela generosidade para com todos que muito nos estimula a superar as barreiras particulares.

Então sobre a frase de introdução entendo que o homem vem a este mundo para ser retificado, completado e esta completude percebo que somente será possível principalmente através da união (com o máximo de santidade possível, e de acordo com nossas possibilidades) com o recipiente (creio ser importante entender que este tema torna-se frequente devido a grandiosidade dos fundamentada nele para retificação do homem), e portanto entendimentos espirituais elevados somente é possível quando o homem em união com sua esposa, trabalham em conjunto para elevação dos atributos divinos citados pelo Mestre na maioria das Obras. Nesta união é possível trazer para a vida da pessoa grandes mudanças de nível intelectual, moral, ético e principalmente o entendimento sobre o Criador (Bendito seja). Ao refinar a consciência poderão ser envoltos com a luz circunvolvente, que blinda os pensamentos e ações, transformando assim a vida da pessoa para um nível transcendental, fazendo com que ele tenha oportunidades de cumprir Mitzvot e praticar caridade, tendo então a oportunidade de estar envolvido no ciclo de infinitas bençãos para o mundo e sua vida.

Entendo minimamente que através dos insights proporcionados, o homem que cumpre com os preceitos Divinos e dedica o tempo disponível para o estudo de Torá, terá sabedoria em suas palavras podendo adorná-las de forma santificada para o bem e prosperar, ajudando outros a terem o mesmo entendimento sobre as Obras criadas especialmente para que o homem tenha a chance de conhecer e emular o Criador, através de oferecer sacrifícios, pois como esta escrito no Salmo: 4.4, (Sabeis que o Eterno destaca para si o devoto e ouvir-me-á quando eu O invocar. Portanto tremei e não pecai; ponderai em vossos corações enquanto estais em vossos leitos e suspirai. Oferecerei sacrifícios com honestidade e confiai no Eterno). Entendo este salmo como sendo um paralelo das palavras do grande Rei Shlomo, (no inicio deste texto), com a possível interpretação para nós, dizendo justamente o contexto deste estudo (a união santificada do homem com sua esposa) pois só assim poderá o Eterno conceder a ele sabedoria pois este é o sacrifício maior que um homem pode dedicar ao Criador, em estar em seu leito e não pecar.

Confesso que demorei em entender que este é o segredo, esta é a chave para que um homem mude sua condição de vida e dos seus, se D-us quiser, para este e o mundo vindouro, prosperidade aos que virão e vida longa.

Muito obrigado Mestre por nos fazer entender em palavras que são difíceis de explicar, justamente por se tratar de algo tão santificado para o Bnei Israel e ao mesmo tempo tão banalizado pelas nações.

Obrigado amigos, pela fidelidade para com os ensinamentos do Mestre, que nos remete as Sete Leis Graças a D-us.
Edson.

7 opiniões sobre “PARASHÁ CÔRACH

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre a presente Parashá, dentro da minha grande limitação.

    Este modesto estudo é baseado no livro do Rav, “A Bondade Para Avraham”, sobre a Parashá Côrach, que está nas páginas 389 à 395.

    Está escrito na página 389:

    “A Luz divina oferecida, na qual toda a criação é banhada e permeada por assim dizer, manifesta-se em conhecimento, verdadeiramente em iluminação através do ‘entendimento e lucidez’, como a alteração do estado de consciência da pessoa que desta maneira se eleva espiritualmente. No mundo finito e inferior, esta capacidade de oferecimento configura a natureza de ‘uma essência afetando outra’, como uma mãe que adorna a sua filha com ornamentos especiais, e ao se vestir, a filha incorpora os gostos e recebe o amor de sua mãe. Agora, alguém como um tzadik (um justo e reto) que tanto oferece conhecimento para outros, é ligado à Luz Infinita de forma completa. Graças a isso, ele favorece o aprendizado daqueles que são ‘receptores’ deste conhecimento de maneira que, as suas compreensões sobre a grandeza de D’us muito se incrementem, podendo alcançar o grau em que seus serviços a D’us sejam profundas manifestações de seus corações e almas desejosas por crescer e se unir com Ele. Isto decorre do fato de que, ‘ o serviço pelo coração, ou seja, o amor e o temor do homem perante D’us, é proporcional ao grau de conhecimento e compreensão que um tem de D’us, pois como está escrito, ‘conhece o D’us de teu pai, e serve-O com coração perfeito e com o espírito desejoso’. Isto significa que quanto mais uma pessoa possui conhecimento de D’us e compreensão das Suas obras, o que é certamente uma obrigação para todos, tanto mais a sua própria realidade é expressa. Este conceito é imprescindível para que o homem entenda (também) que, a sua consciência precisa se expandir para que somente assim sua ‘real identidade’ (i.e., sua completude) se manifeste, pois a identidade que se prende ao corpo (i.e., a percepção sensorial da realidade) é extremamente limitada.”

    No parágrafo acima, enxergo o mestre como o tzadik, ensinando seus alunos os caminhos de D’us. Assim tenho vivido a dinâmica de estar estudando com o Rabino. Desconhecia o fato de que havia regras tão claras, leis espirituais tão definidas no universo. Confusões de conceitos e práticas estão sendo sanados, aos poucos, com as aulas – o problema é a responsabilidade com a informação adquirida. Adaptar para a sociedade secular as lições é estar em conflito constante, assim tem sido para mim, que ainda vivo ao estilo secular, apenas me contenho mais, e tenho consciência de isto é muito pouco. O equilíbrio entre o que D’us quer de mim, enquanto identidade espiritual, e o que o meu corpo quer de mim, é uma equação que tenho lutado para resolver. Às vezes, é como se as pessoas se incomodassem com o fato de eu me recusar a, por exemplo, estar em uma roda de maledicência. Nunca gostei disso, e pior ainda agora. É como se esperassem uma manifestação da minha faceta não retificada. Tenho medo de incorrer em erro, cada vez mais, e graças a D’us, e ao Rabino, por isso.

    Na página 393, o mestre ensina:

    “O tzadik é aquele que em sendo completamente consciente de sua ligação com as profundas verdades do mundo, tem o propósito maior de ‘cortar’ esta grande Luz em porções menores que podem ser compreendidas por aqueles mais necessitados. Através desta iluminação, o tzadik pode fazer com que o mal seja transformado no bem. Tendo, portanto, a habilidade de dividir a Luz em constituintes menores, ou seja, nas suas fases de inter-inclusão, significa que, tal ser tão iluminado apreende as demarcações que separam as fases diferenciadas da realidade. Uma vez que realidade é Luz percebida e contida em si própria em vários níveis, um tzadik é um que entende as fases da Luz sem qualquer perda (intelectual e emocional) da ‘inclusão da verdade Divina’, ou seja, do processo contínuo de ‘revelação e inclusão’ de um Todo sem emendas, que é a Or Ayin Sof (a Luz do Infinito). Em outras palavras, o tzadik sabe que tudo que existe é formado pelo TETRAGRAMA, o Nome Divino, em diferentes padrões e graus”.

    Considero, novamente, o parágrafo acima como um retrato do trabalho do Rabino Avraham, um justo que “corta” a Luz de D’us, a Torá de Hashem, em forma de shiurim, e tem a generosidade de partilhar seus vastos conhecimentos, e a benevolência de traduzi-los em uma linguagem acessível (nem sempre acessível, no meu caso, pois há alguns conceitos que, de tão sublimes, não consigo compreender). Sou um sujeito de sorte, e vou levar no coração todo esse esmero e cuidado que o Rav tem pelos seus alunos. É um privilégio ser um aluno do mestre. Baruch Hashem.

    Peço perdão por eventuais erros, comentários equivocados e divagações, e agradeço pela oportunidade única de estar estudando aqui. Graças a D’us.

    Um bom dia ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

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      Korach Áudio

      Shalom Rabino Avraham, Amigos boa noite, peço que D-us me permita entendimento para escrever um pouco sobre esta parashá. Obrigado S-nhor do mundo.

      Parashá Kôrach: http://beitarizal.org.br/2013/06/29/expansao-cerebral-parte-2/
      Penso que o Mestre nos fala sobre os primeiros dias do relacionamento de Hashem com a criação através dos atributos divinos de Bondade, Severidade, e Equilíbrio (sefirots, Chéssed, Guevurá e Tiferet, como explica o Mestre).

      Ao mesmo tempo entendo minimamente que estes dias na verdade não cessam e se refletem continuamente em nosso cotidiano. Diariamente presenciamos disputas entre estas forças. E se não estivermos concentrados em Hashem (estudando Torá e buscando cumprir ao máximo possível e permitido), somos presas fáceis da atual teia de corrupção que está ocorrendo em nosso país. Graças a D-us, estou vivenciando (mesmo que humildemente) o fluxo divino desta semana, e rogo a D-us todas as manhãs para que a atual situação de restrição, seja abrandada, e para que possamos atingir algum grau de liberdade e expansão.

      Penso que Korach (o espirito da rebeldia, como foi dito) se repete em nossos dias, com contrariedades as leis Divinas. Principalmente as que regem sobre nós, e que afinal devemos muito lutar para que sejam adoçadas, pois como é ensinado pelo Mestre, a sexta SÉTIMA Lei Noética (único ordenamento positivo: estabelecimento de cortes de justiça, que simplesmente entendo como sendo nossa OBRIGAÇÃO de lutar ativamente para melhorias em nosso atual governo).

      A arrogância das pessoas em fazer as coisas do jeito que elas acham e querem (os que emulam Kôrach), os faz viverem de forma tão superficial (secular) desprovidos de Torá, que almejam até se por no lugar do Sagrado, abençoado seja Ele, quem está acima de tudo e de todas as leis. Penso que fazem semelhante ao personagem Korach (ansioso por tomar o lugar do sumo Sacerdote) quando inventam decretos cheios de pormenores que só buscam restringir nossos direitos à dignidade.

      Após a explicação do Mestre, entendo minimamente que por ser o chefe dos leviins, ele entendia que tinha direitos sobre exercer serviços no tabernáculo (acima do que ele mesmo representava, o lado da severidade), causando assim separação entre o povo, e tensão em todo o Bnei Israel. Penso que em grau catastrófico estamos presenciando este fato, pois a partir do momento em que nossos governantes, representantes da Lei, se põe a subverte-la (através de atos abomináveis numa grande malha de corrupção) para assim se por como “soberanos”, vemos nitidamente uma separação sendo imposta sobre todo um povo. Onde para eles, só pode existir pobre (os que devem se sujeitar a obedecê-los) ou rico (eles próprios se “achando” fazendo coisas inaceitáveis para definitivamente alcançar um poder absoluto). Sinto que isto significa para nós algum grau desta tensão espiritual. E que nós aqui, (os que Hashem permitiu ter acesso a ensinamentos tão Santos, de uma fonte fidedigna, nosso Mestre Rabino Avraham Chachamovits), somos considerados desprezíveis a tais corruptos, que nos chamam de classe média terrorista, Justamente por estamos conectados com as verdades de Hashem, e por podermos em algum grau representar uma força de Equilíbrio em nosso país. Estamos tão ameaçados neste momento de caos (acusação amplamente fomentada em mídia pela filosofia secular de tais governanças) que faço um apelo: se ainda há alguém que apoia, se expõe ou participa “vestindo” camisa de xcopa, peço que reflita e saia desta armadilha o quanto antes.

      Enquanto a grande maioria da população está totalmente aérea a tudo isto (pois é claro que Brasil de companhia corrupta já está sendo vencedor neste jogo psicológico xcopa planejado para ocultar a atuação do mal) vejam o que diz o Exmo.Sr.General Paulo Chagas, das Forças Armadas do Exército Brasileiro:

      Graças a D-us o Mestre nos orienta sobre como sobreviver a tudo isto, em inúmeras aulas.

      Farei uma pausa para refletirmos sobre o fluxo espiritual desta parashá, e sobre o que está ocorrendo em nossas vidas. Peço ajuda dos amigos para continuarmos este estudo.

      Obrigado Mestre por nos amparar com a Luz da Torá.

      Desde já agradeço a participação dos amigos.
      Edson Bertoldo.

  2. Shalom, Mestre e membros do Grupo.
    Segue Comentários sobre a aula: PARASHÁ KÔRACH
    O Mestre inicia essa aula, dizendo que Kôrach foi é é o espírito da rebeldia, da contrariedade às Leis de D’us.
    Que esse assunto, embora tratado na Torá, assunto de muito tempo atrás, portanto, não obstante, é extremamente contemporâneo.
    Explica o Mestre que a rebeldia contra a Lei de D’us vem a ser qualquer ato que a pessoa pratica de forma voluntária, com o consciente intuito de contrariar, que há a opção da pessoa nesse sentido, não sendo a contrariedade praticada de forma inadvertida.
    Ensina o Mestre que Kôrach é o desejop de se fazer as coisas do nosso jeito e não do jeito de D’us.
    Trazendo o Arizal, diz o Mestre que conforme o início da parashá, Kôrach e outros se separaram da comunidade de Israel, pois quiseram ter sua própria medida.
    Diz o Rabino que, segundo o Arizal, podemos entender a disputa de Kôrach com Moisés com base no Zohar, onde está dito que D’us disse que se fizesse o firmamento no meio das águas, diz o Zohar que semelhante a isso é a disputa de Kôrach com Aarão.
    Diz o mestre que essa divisão para que houvesse o firmamento, espiritualmente refletirá no que acontecerá com Korach, de vez que, nesse momento da criação, se estabelecem padrões que irão se desenrolar no que diz respeito a divisão, existindo um padrão entre os sete dias da criação e as sete sefirots emocionais.
    Continuando a falar sobre a criação, explica o Mestre que o 1º dia, é relacionado a bondade, onde Hashem oferece sua Luz para que a criação ocorra; já o 2º dia, é relacionado com divisão, a força de restrição que vai impedir as partes de se unirem, sendo ligada a sefirá de Gevurah; o terceiro dia, é ligado ao equilíbrio, a armonia, sendo relacionado com tiferet, que harmoniza os poderes antagônicos de oferecimento e restrição.
    Continuando, ensina o Mestre, citando o Arizal, que Kôrach era da tribo de Levi e que portanto, ele corporificava gevurah, de vez que a raiz espiritual dos levein está do lado de gevurah, o lado da severidade e que a razi espiritual dos coanin está em hesed, misericórdia, lados diferentes, possuindo, portanto, Levi e Coen, funções e permissões distintas no templo em razão da origem espiritual, um do lado da benevolência e o outro do lado da restrição.
    Ensina o Mestre que ambos são santos, sendo forças, blocos importantes para o desenrolar da realidade.
    Assim, diz o Mestre, Kôrach tem a inclinação do lado esquerdo das sefirots e além disso, ele era o chefe dos levein, ocupava, portanto, o lugar mais alto, de todos os estado de gevurah, ele era a representação de gevurah naquele momento para o povo de Israel.
    Já Arão, o irmão de Moisés, ele era o chefe do lado da direita, do lado da benevolência.
    Diz o Mestre que o que o Zohar disse, que a disputa entre Kôrach e Aarão, na verdade, que existia uma disputa entre as forças de restrição e oferecimento, aproximação e repulsão, sendo isso representado por Kôrach e Aarão.
    Ensina o Mestre que essa tensão é a base de toda a realidade, que tudo que existe, existe em um estado dinâmico de tensão, tanto no nível físico, quanto no nível psíquico, exemplificando que quando uma pessoa ama, ela deve restringir esse amor para que haja um equilíbrio.
    Continuando, ensina o Mestre que Moisés percebeu essa rivalidade que estava existindo entre Kôrach e Aarão, o que o levou a pensar em harmonizar os dois, como um canal de tiferet e isso porque Moisés corporificava o princípio de adoçamento que promove o abrandamento dos julgamentos de gevurah, de severidades.
    Ensina o Mestre que podemos, através de nossas ações, abrandar um juízo, um decreto, algo que seja severo, exemplificando com uma pessoa que tenha uma posição extremamente dura com algo que tenha acontecido, tendo ficado muito machucada, muito triste por causa do comportamento de outra pessoa, se pronunciando com grande severidade em relação ao ato que o outro cometeu, ocorrendo de um amigo tentar abrandar essa severidade, em um processo de adoçá-la para que seu julgamento não seja tão severo.
    Esse processo de adoçamento, vejo a relevância para com o que ocorre comigo, que em razão de um erro, fui praticamente atirado para fora de casa e a mais de dez anos estou afastado de minha família e de minha mãe, pelo julgamento severo de uma tia que não consigo adoçar e nem tenho quem procure fazer esse adoçamento, sendo minhas preces a Hashem nesse sentido, de que quando Ele achar que for o momento, que haja o adoçamento.
    Por isso, tenho para mim, extremamente importante o dizer do Mestre que devemos em nossas vidas procurar adoçar as severidades, tanto na vida quanto no nível espiritual, os decretos divinos, ressaltando o Mestre a importância do tzedakah no judaísmo e para nós também, dizendo que a tzedakah salva até da morte.
    Continuando, diz o Mestre que, Moisés representava o eixo do meio das sefirots, a idéia de equilíbrio e harmonia entre forças antagônicas, tiferet, que está ligada a beleza, algo que está ligado com a forma e a substância da coisa, dando forma e harmonia às coisas.
    Em sequencia, diz o Mestre que Kôrach não queria se conciliar com Aarão e citando o Arizal, diz o Mestre que Moisés pensou que o inferno resultou da intensidade dessa tensão no nível espiritual, sendo necessário personificar Kôrach com o lado direito, para que ele não descesse para o inferno.
    Citando o Arizal, diz o Mestre que é dito que essa divisão não existia antes da criação, que antes só existia a Luz simples e que em razão dessa divisão e de sua força, que formou-se inclusive o inferno, dizendo que era fundamental que Moisés conseguisse adoçar Kôrach com Aarão porque a tensão que existia entre os dois era algo como o que ocorreu no início da criação e que a resistência de Kôrach em se conciliar com Aarão, não de dava em razão de uma cosia do Céu,pelo mérito do Céu, mas penas para seu alto-engrandecimento, desejando que as coisas fossem do jeito dele.
    Ensina o Mestre que segundo o Pirke Avot, que tudo que é feito pela causa dos Céus perdurará e o que não for pela causa do Céus não perdurará,.
    Diz o Mestre que uma disputa pela causa do Céu significa a luta que a pessoa tem para chegar à verdade e expandir e revelar a palavra de D’us no mundo.
    Ensina o Rabino que quando uma pessoa está brigando por uma coisa santificada, é quando ela quer somente a verdade, ela não está preocupada com ramificações políticas, do ego, etc, ela está focada só na busca da verdade, isso significa fazer uma coisa pelo Céu, o que não estava ocorrendo com Kôrach, cuja luta era porque queria ser igual a Moisés.
    Leciona o Mestre que a palavra usada pela causa do Céu, significa em nome de e que podemos entender da seguinte forma, “em nome de”, onde “em nome” e Céu, são dois assuntos, onde Céu se refere a um “apelido” do canal das sefirots, sendo canais espirituais, e “em nome” se refere ao mundo em que nós vivemos, malkhut, que significa o dom´pinio onde só há o recebimento da luz, sendo aqui um domínio que não tem Luz própria sendo a Luz que para cá vem oriunda das bênçãos e misericórdias divinas.
    Assim diz o Mestre que qualquer disputa quer dizer qualquer manifestação de gevurah, sendo que uma disputa que é feita por motivos verdadeiros, ela não degenera, ela não cai para o inferno e que qualquer disputa que não for pela causa do Céu, mas pelo lado negativo, apenas para o auto-engrandecimento da pessoa, imediatamente é identificado pelo lado negativo, sendo puro ego, estando a se trabalhar por ego, sendo que essas disputas não perdurarão, terminando por descer ao Guehinôm.
    Diz o Mestre, que de fato, Kôrach desejava desconcertar toda a Criação, ensinando que, quando há o adoçamento, quando a gevurah é adoçada de uma forma ou de outra, de vez que, se não houver o adoçamento, a severidade do julgamento pode destruir o recipiente recebedor desse rigor, exemplificando o Mestre com o Juiz, onde elke tem de agir no meio, na tiferet, entre o rigor da lei e a maneira que ele vai administrar as penas, dizendo que se um juiz for extremamente rigoroso ao aplicar a pena, estará se transformando em um tirano, oprimindo em demasia algo que é contrário a toda intenção de julgamento que é fazer o réu pagar por seus atos, devendo a aplicação da lei ser equilibrada.
    A respeito, ensina o Mestre que, quando pelas ações dos homens, o assunto de gevurah, de força espiritual de severidade, também conhecida por justiça, é feita, deixando o domínio espiritual da santidade, quando não há adoçamento, isso causa uma queda da santidade, porque na medida em que as forças de gevurah não são adoçadas, o lado do mal, que representa o último estágio dessa severidade, se algo começou como justo, se tornou severo, degenerou mais e se tornou tirânico, o próximo estágio será a perversidade, o mal pleno, sendo assim que funciona essa descendência, essa descida.
    Continuando diz que e o que vale para o mundo como todo, quando essas forças de gevurah não são adoçadas, o lado da santidade perde força, porque a degeneração de gevurah representa o aumento de força do lado do mal, D’us nos livre, que retira suas forças da santidade, estando sempre do lado dela, que é o que o lado negativo quer, sendo muito importante que todos nós aprendamos cada vez mais esse assunto de adoçamento das severidades, das gevurah, sendo por isso que Moisés estava tão preocupado com as atitudes de Kôrach naquele momento para o povo de Israel, porque ele não queria saber de nada, só de sua vontade egocêntrica, sem nenhum grau de consideração para com D’us, sem nenhuma possibilidade de benevolência, o que era muito pesado.
    Ensina o Mestre que Moisés ficou preocupado porque sabia de toda a implicação das atitudes de Kôrach tanto para o mundo espiritual quanto para o mundo físico, tendo por isso ficado muito afetado por se achar na obrigação de proteger a santidade e o equilíbrio na criação, sendo por isso que o castigo de Kôrach foi ser engolido pela terra que abriu, foi para o inferno, por refletir a mesma disputa do início da criação, tendo sido esse o resultado de sua disputa que não era pelas coisas do Céu.
    Ensina o Mestre que Kôrach é uma reencarnação de Caim, dizendo que está escrito que quando Caim matou Abel, que seu sangue foi engolido pela terra e que como Kôrach era reencarnação de Caim, que seu sangue também foi engolido pela terra, medida por medida, lá atrás ele matou Abel ele, Kôrach, como reencarnação de Caim, para fazer essa retificação, ele é engolido pela terra.
    Diz o Mestre que a grande moral dessa parashá é que o espírito de rebeldia, trazido aqui como algo que não tem como durar, mas que é algo que pode incomodar muito, é algo que todos nós temos de estar atentos através de nossos próprios atos, para não se ter contato com esse espírito de Kôrach.
    Continuando, diz o Mestre que, dessa forma, Kôrach não é um personagem, ele é um espírito e que devemos agir de forma contrária ao fortalecimento desse espírito, principalmente usando o ensinamento de amar ao próximo, para que se possa fomentar o espírito de união, sendo que a união também significa força de santidade.
    Contrastando os ensinamentos desse parashá, possível auferir que em nosso mundo, a maioria das disputas não sõ por cosias do Céu, mas em sua grande maioria, egocêntricas e que o adoçamento, tão essencial para o abrandamento dos julgamentos divinos, da sociedade em geral e de nós mesmos para com os mais próximos a nós, é o que menos se vê, sendo que agora vislumbro o porque de muitas coisas não durarem e o porque de sofrermos tanto com a falta de adoçamento nos julgamentos que tanto nos prejudica e com o agravante de fortalecer o lado negativo.
    Queira D’us que esse ensinamento do Mestre sobre os adoçamentos nos julgamentos se espalhe e seja compreendido pelo maior numero de pessoas possível e que desses adoçamentos sobrevenha a união e não a desunião que vem de sua falta, de cuja posso prestar testemunho, onde a severidade de um julgamento de um familiar me afasta do convívio familiar a mais de dez anos, terminando esses comentários com a esperança de que um dia Hashem adoce o julgamento que sobre mim pesa e eu possa voltar.
    Obrigado Mestre, por mais essa Luz Divina que nos mostra.
    Esses meus comentários sobre a aula Expansão Cerebral.
    Shalom!!!
    Adalberto Kühl

  3. Pela Graça de D’us.

    Saudações ao Rabino e aos Colegas.

    Muito importante a colocação do Sr. Edson, quanto à febre idólatra que está assolando o nosso país, tamanha é a força da energia negativa que está no ar – o mal está sempre à espreita, ensina o mestre. Tenho visto muito tumulto, me parece que as pessoas perdem o controle, usando esta celebração profana como pretexto para o desequilíbrio.

    Na área política, os mal-intencionados, que atuam nesse âmbito, sempre se aproveitaram de festas idólatras para aumentar os próprios salários, ou aprovar leis anti-povo, por exemplo. Não poderia ser diferente neste momento.

    De minha parte, no meu trabalho, estou de plantão, ignorando solenemente tudo referente à xcopa: nunca me interessei pelo assunto. Quando alunos não vêm assistir às aulas, fico editando partituras, ou estudando piano, tranquilamente. Mas não estou alienado – estou procurando estar a par dos movimentos obscuros que estão ocorrendo, neste momento tenebroso, no Brasil.

    Que Hashem nos ajude. E força aos colegas que estão no front desta guerra, como o Sr. Diego Malheiros.

    Uma boa noite ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    • Shalom Sr. Marcio e Amigos boa noite a todos,

      Graças a D-us, Sr Marcio, temos certeza que é possível não se envolver/contaminar com as idolatrias do mundo, aqui podemos dizer o mesmo não vestimos esta camisa e não fazemos parte desta xeleção.

      Aqui vestimos as Sete Leis, que D-us nos permita seguir firme sempre.

      Obrigado por compartilhar conosco um grande exemplo.
      Edson

  4. PARASHA KÔRAH
    Shalom Rabino Avraham Chachamovits,
    Shalom a todos do Grupo Retidão Noética.
    É com grande alegria que tenho acompanhado as aulas ofertadas pelo Rabino no site da Beit Arizal e mais atualmente em nosso e-mail compartilhado pelo Sr. Edson.
    Hoje gostaria de publicar as minhas impressões sobre a aula do Rabino sobre a Parasha acima citada postada em áudio recebida por e-mail. Para tanto venho pedir licença ao Rabino e a todos do Grupo e que o Eterno- Bendito seja Ele- me abençoe para que eu tenha mais humildade em meus procedimentos em minha vida.

    Este é o meu entendimento da aula proferida pelo Rabino:
    O espirito que Kôrah permitiu habitar nele foi o de rebeldia contra as Leis de D-us.
    Que D-us nos livre.
    Ele desejava fazer as coisas do seu jeito. Ele tinha um jeito próprio que julgava ser o certo. Ele se separou da comunidade dos filhos de Israel.
    Isso já estava escrito em Bereshit assim: que haja separação entre aguas de cima aspecto atmosféricos e aguas de baixo aspecto oceânico, dos mares significando que essa separação aconteceu também sob o ponto de vista espiritual ou seja o que aconteceu no início com a criação, aconteceu no desenrolar mais tarde na tensão ocorrida nessa Parasha. A parte seca surgiu para amenizar esta separação no terceiro dia.
    São 7 os dias da criação. Existe uma correlação com as 7 sefirot das emoções.
    Domingo está correlacionado com a primeira sefirah das emoções, a da bondade de Hashem pois Ele está oferecendo sua luz sua benevolência chesed.
    Segundo dia conectado com restrição sefirah de gevurah.
    Benevolência e restrição na dosagem certa culminou com a harmonização do terceiro dia.
    Kôrah era príncipe da tribo de Levi a mesma tribo de Moises e Aharon e representava a gevurah, porém Aharon era canal de benevolência pois apesar de pertencer a tribo de Levi ele era cohanim e distinto pela sefirot da benevolência. Kôra representa também as ações do lado esquerdo da sefirot, Aharon o lado direito. Os dois lados são santos e necessários. Moises percebendo os danos físicos e espirituais dessas duas forças se contrapondo, tentou um adoçamento das severidades, da guevurah em Kôrah, porem Kôrah estava envolvido com o seu objetivo maior, seu projeto de crescimento individual. Como a natureza dessas duas forcas faz oposição entre si, ressed-oferecimento e guevurá-restringir, Moises percebendo quis harmonizar adoçar abrandar as severidades.
    O mundo esta permeado por essas duas forcas em tudo. Elas não são coisas distantes de nós, fazem parte de nossas vidas no nossos cotidiano podemos optar por adoçar nossos julgamentos nossas atitudes e ajudar na cura do mundo. Podemos pender para os adoçamentos dos julgamentos e dar forcas para a sefirot da benevolência.
    Essas duas forças existem dentro de nós e quantas não são as vezes que alimentamos as nossas severidades ao julgarmos os outros. Porem ao analisarmos os nossos atos somos benevolentes. – Já escutei esses ensinamentos do nosso mestre em outras aulas.
    Kôrah levou sua atitude até o fim não permitindo esse adoçamento.
    Moises ficou muito bravo( Arizal). Manifestando o cuidado com o futuro de Israel. Ele sabia das consequências para o Povo de Israel.
    Kôrah era a reencarnação de Cain. Cain fez descer o sangue de seu irmão Abel na terra e retornou ao mundo reencarnado em Kôrah, e como Kôrah desceu ao guehinôm. Como Kôrah, Cain foi engolido pela terra da mesma forma que fez com seu irmão Abel.
    Kôrah desceu com o seu espirito de rebeldia contra as Leis de D-us. Quando as Leis de D-us escritas na Torá não são observadas no sentindo de cumpri-las, fortalece o espirito de rebeldia e da revolta que Kôrah alimentava_que D-us não permita.
    No texto acima utilizei várias das expressões da áudio-aula do Rabino Chachamovits apesar que essas expressões podem não estar na ordem do pronunciamento, porem essas minhas impressões são provenientes das aulas ministradas pelo mestre Rabino Avraham Chachamovits e que D-us permita que eu possa ter um entendimento mais amplo e saia das minhas limitações para melhor entende-lo. Amém e Amém.

    Obrigada,
    Zenóbia Barros.

  5. PARASHÁ CÔRACH

    Shalom Rabino Avraham e amigos do site,

    Gostaria de comentar algumas palavras acerca desta Parashá, dentro da minha limitada compreensão.

    O Mestre começa a Parashá descrevendo a personalidade deste personagem Kôrach, como um rebelde, que contraria a vontade Divina. Um tema tratado na Torá, uma situação ocorrida há muito tempo atrás, perfeitamente cabível no nosso tempo. Kôrach, representa o espirito da rebeldia contra a Lei de D-us. Representa , o desejo de fazer alguma coisa do seu jeito , não do jeito de D-us.
    Kôrach o os seus partidários, se separaram da congregação de Israel, quiseram ter sua própria medida. Bamidbar 16.1.

    Continuando, ensina o Mestre, citando o Arizal , Kôrach se opõe a Moshé, mais precisamente contra seu filho Aharon. Kôrach era da tribo de Levi, a raiz espiritual desta tribo está do lado da Guevurá(severidade), e Aharon da tribo dos Cohanim, a raiz espiritual desta tribo está do lado de Chessed ( benevolência). Temos lados diferentes , no serviço do templo eles tinham funções diferentes. Kôrach era o líder da tribo de Levi e Aharon era o mais alto cargo dos Cohanim. Havia uma disputa de korach contra Aharon. Foi tao grande a intensidade da disputa de Kôrach contra Aharon que dai se originou o Guehinom (inferno). Como a disputa de Kôrach , náo era santificada , não era pela causa dos céu, e sim apenas pelo sua inveja, egoísmo ou seja pela sitra chara, pelo lado do mal, ele foi tragado pela Terra , uma metáfora, ao ser lançado para o domínio do Guehinom.

    Conforme orienta o Sr Rabino , a grande moral da Parashá Kôrach é que devemos ter cuidado com nossos atos, espírito de rebeldia, valendo também para os não judeus. Em pesquisa sobre a Parashá encontrei que os rabinos em Pirkê Avot ( Ética dos Pais 4:28 ) ensinam que “inveja, desejo e honra removem uma pessoa deste mundo”. Eu penso humildemente que a questão de reatividade, a maneira como reagimos determinadas situações, nos coloca em situação desfavorável cujo desenlace termina no fracasso.

    Nesta Parashá o Rav , da mais uma lição rica ocorrida na antiguidade, mas perfeitamente aplicável na nossa época, qualquer época, demonstrando como a Torá é completa em seus ensinamentos.

    Agradeço ao Sr Rabino mais esta oportunidade de aprendizado superior. Que Hashem o mantenha saudável, próspero, guiando nossos caminhos no caminho da retidão. Amém.

    Tudo de Bom ,

    Francisco Fernando Sousa.

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