PARASHÁ PINCHAS

PARASHÁ PINCHAS

Shalom Rabino Avraham e amigos, Boa Noite,

Gostaria de comentar a Parashá Pinchas dentro do meu limitado conhecimento.
Encontramos no Zohar [III:236b], Parashá Pinchas :

“Pinchas ficou diante do julgamento severo de Yitzchak, para proteger o mundo e fechar a ruptura [espiritual,causada pela violação da Torá]; e assim Pinchas aqui corresponde a Yitzchak, e o [lado] Esquerdo foi unido com o [lado] Direito”

O Mestre inicia onde a Torá relata que R’ Chama filho de R’ Chanina perguntou: O que significa o verso, ’te ordenou o S-nhor teu D-us, para andares nEle’ ? Devarim [ 13:5 ]. Será então possível para um ser humano andar junto com a Shechinah [ Presença Divina ]; pois não foi dito que : ‘D’us , teu S-nhor, é como um fogo consumidor?’ . Mas o significado é para a pessoa andar nos atributos do Sagrado , abençoado seja Ele “ Ibid [4:24]. A Chassidut explica que “âmago do serviço Divino é atingido quando o indivíduo se vincula com a essência interna dos atributos Divinos, a qual é a vida dos atributos, e não somente com os aspectos externos dos atributos”. Por exemplo, “se um indivíduo se liga somente com os aspectos externos do atributo de Chesed [ Benevolência ], isso impede sua ligação com o atributo de Guevurá [ Severidade ] … sabemos que a benevolência significa dar. Existe o dar em termos de relacionamentos (…) . Se alguém não é sábio [ e não consegue ‘restringir’ a benevolência, ou seja, se ligar com o atributo de Guevurá que está incluído no atributo de Chesed e que o restringe ] então todo o seu ‘dar’ será oferecido por igual, seja para o justo ou o perverso”, assim, quando nos unimos somente com o aspecto externo de Chesed podemos não distinguir quando devemos ou não oferecer a benevolência. Isso ocorre pois quando apreendido externamente , a Benevolência e a Severidade existem em um estado ‘aparente’ de completa oposição espiritual, e portanto são erroneamente compreendidos como incompatíveis, o que não ocorre internamente , digo, quando apreendermos que o atributo de Guevurá está incluído
no atributo de Chesed, assim como o atributo de Chesed está incluído no atributo de Guevurá. De forma geral, poderíamos indagar primeiro: como é possível que os aspectos externos de um atributo Divino escondam a essência interna de outro atributo Divino? Segundo , em um nível ainda mais fundamental, como é possível que o Tzimtzum (ocultação) esconda a Luz?

O Rav explica que se uma pessoa cujo atributo da Benevolência não há limites, sem restrição , há um excesso de apenas um atributo , vai ocorrer uma degeneração desse atributo, sua Benevolência será igualmente doada para o justo ou para o perverso. Da mesma maneira uma pessoa cujo atributo da Severidade prevalece, o egocentrismo presente , somente suas deliberações são válidas, esta pessoa pode se tornar um tirano. No entanto se esta pessoa tempera seu atributo de Severidade com a força oposta que é a Benevolência, se torna uma pessoa zelosa, digna. Estes atributos Divinos são 10 Poderes Divinos, que correspondem aos 10 dez poderes da alma,são fundamentais, através desses Poderes Divinos, D-us rege sua criação.

É ensinado que a Luz Divina é o próprio atributo de Chesed, enquanto que o Tzimtzum, o atributo de Guevurá. Mas Chesed precede espiritualmente Guevurá que o afeta, portanto, um atributo inferior , por assim dizer , afeta um atributo superior. Como (tudo) isso é possível? A resposta aqui também responde a primeira pergunta que diz respeito à ocultação de um atributo Divino por outro , pois como está escrito: “D-us viu tudo que Ele fez, e eis que era muito bom” . O Elokim Chayim [D-us Vivo] intentou de nos dar Luz e nos cuidar com Sua Providência; e em Sua criação , tudo é unido, acima e abaixo, o ‘lado direito’ e o ‘lado esquerdo’ , o anjo da vida e o anjo da morte: tudo é parte de Seu plano , e é ‘muito bom’ ; tudo isso ‘ parte da mesma doutrina mística, apreendida por aqueles que contemplam o mistério da sabedoria. Isso significa que tudo se origina de Hashem, portanto todas as origens ( em todos os graus de tzimtzum ) convergem para Ele e Sua absoluta unicidade com a criação, pois “Os atos da Rocha são perfeitos”.Devarim[32:4].

Se eu não estiver equivocado o Mestre nos ensina que Pinchas era o exemplo de uma pessoa moderado, sensato,aquele cuja personalidade expressa a média representada pela Benevolência ’temperada’ com a Severidade, se torna uma pessoa cuidadosa nas sua deliberações, andando no caminho reto e digno. Agora uma pessoa extremamente radical representando a Severidade ou o inverso, uma pessoa extremamente Benevolente, ambos não conseguem representar seu papel de acordo com a vontade Divina.

Muito complexa e profundo esta aula, onde começamos a aprender como devemos equilibrar os atributos da alma. Agradeço ao Sr Rabino Avraham mais esta oportunidade de aprendizado.

Tudo de Bom,

Francisco Sousa

7 opiniões sobre “PARASHÁ PINCHAS

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre a presente Parashá, dentro da minha grande limitação.

    Na Parashá em questão, o mestre explica que é preciso equilíbrio no uso das características espirituais da pessoa: por exemplo, se uma pessoa é benevolente em excesso, sem limites, essa benevolência se torna degenerada, dando igualmente para o justo e para o perverso; não basta dar, é necessário saber dar; no assunto da restrição, se essa restrição for temperada com benevolência, ela será zelosa, como Pinchas; se a severidade não é temperada com benevolência, essa pessoa será um tirano; uma pessoa é desequilibrada, na medida em que alguma característica se torna excessiva ou, ainda, ausente na pessoa; o objetivo é o caminho do meio, o equilíbrio.

    Às vezes, afirma o Rabino, há oportunidades de se fazer o certo, que se perdem, para se tornar uma pessoa mais elevada: a oportunidade de ser benevolente com quem realmente necessita, por exemplo; porém, é necessário um elemento de severidade balanceado, para a benevolência ser retificada; ao contrário, é preciso, também, arriscar: uma pessoa apenas restritiva, omissa e negligente, precisa temperar isso com benevolência; Hashem envolve pessoas na vida do indivíduo, de forma que a Providência Divina está ajudando a pessoa a se desenvolver, fazendo com que a pessoa desenvolva algo que está atrofiado nela; toda vez que entra uma pessoa nova na vida, ou uma nova fase ou situação, é uma lição do Eterno para ensinar a pessoa a se equilibrar, a se retificar; o amor é uma força de expansão; severidade é uma força de restrição; por esse mundo ser o Mundo da Retificação, pessoas expansivas atraem pessoas restritivas, enquanto pessoas restritivas envolvem pessoas expansivas; no fundo, tudo é Providência Divina, para o bem da pessoa.

    Esse trecho da aula é incrível, o melhor, pois está ajudando a entender muita coisa na minha vida. Eu sempre tive um problema sério com restrição: tudo relacionado a impôr limites, dar ordens ao estar em um papel de comando, parar etc. Eu saí da minha terra, e vim parar em outro estado, por exílio voluntário: tive um filho e não quis deixá-lo sozinho, a esmo etc. Só agora, passados sete anos em que estou aqui, estou aprendendo algo sobre severidade: até sou considerado um bom pai, inclusive, por estar impondo limites necessários, de moralidade e comportamentos, ao meu filho. Inclusive rezo com ele o início do Shemá Israel, e solicito que ele recite as bênçãos sobre os alimentos, na linguagem dele. Entre as várias situações que passei na minha vida, em um dos empregos que eu tive por aqui, em conjuntos de baile, cheguei a esbanjar uma boa parte dos meus ganhos promovendo refeições, para alguns colegas, da equipe técnica do conjunto: foi uma grande tolice, pois, além de não precisarem disso, se tornaram mais recalcados e mal acostumados do que já eram. Reconheci esse aspecto não retificado, no momento em que eu ou vi esse trecho do shiur.

    A maioria das pessoas que passaram pela minha vida sempre foram extremamente rígidas e severas, e sempre as admirei: considero o ato de dizer “não”, ou ser mais contundente, uma verdadeira arte, sinceramente. Estou começando a aprender a ser assim, quando necessário, só agora, com quase 40 anos! No caso de toda a confusão que me fez chegar onde estou, não consegui fazer parar o processo, acredito que por falta de fibra. Porém, hoje reconheço, foi tudo Providência Divina, e dou graças a D’us por isso. E para finalizar, em todo esse processo de retificação, pela Infinita Benevolência do Eterno, acabei de ter uma pista, com esta aula, do porquê de eu estar estudando aqui. Baruch Hashem!

    Peço perdão por eventuais erros, divagações e comentários equivocados, e agradeço pela oportunidade única de estar estudando aqui.

    Um bom dia ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

  2. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Rabino Avrahm, digo aqui sobre a parasha pinchas o zeloso,

    Entendo que o Mestre explica a necessidade de andarmos na linha do meio: “… nos atributos do Sagrado Abençoado Seja Ele… ”, sendo que este “meio” age como um canal de combinação de “medidas” para os atributos divinos mencionados no decorrer da aula (Bondade e Severidade, Vitória e Esplendor). Percebo minimamente a importância do refinamento para o aprendizado, pois através dele somos aperfeiçoados gradualmente, e conseqüentemente sinto que miríades de graduações dos atributos Divinos vão se assentando sobre nós, levando nossa força vital a um pólo superior de espiritualidade. E por fim se manifestam nas oportunidades que surgem para agir com bondade ou severidade adequadas para cada situação, trazendo algum grau de benevolência e equilíbrio em nossos atos e vida. E com mais equilíbrio, mais se adquire forças para superar as situações da vida, pois estas são colocadas como testes e oportunidades de crescimento, ensina o Mestre.

    Trazendo para nossos dias as explicações do Mestre, reflito sobre não podermos revelar tudo o que pensamos ou sabemos para pessoas seculares, pois falando por mim, eu não saberia expressar em medidas exatas os atributos Divinos (Bondade, Severidade), por ser necessário haver o equilíbrio de entendimento entre as partes, caso contrário, poderá causar desentendimentos entre as pessoas e recair mais severidades, D-us não permita. Por exemplo: sabemos que nosso país está sob um domínio maléfico que tem cogitado até guerra civil. Mas não podemos expressar estas situações nem mesmo a familiares que estão envolto no engodo da xopa e tv xlobo, que exalta e maquia este mal, vinculando mídia totalmente oposta à realidade . Porque estas pessoas, elas não conseguem ver além das fantasias enganosas e desequilibradas. Elas não estão aqui conosco alimentando suas almas com ensinamentos casher. Elas consomem o lixo espiritual que lhes é oferecido e as tornam cada vez mais cegas e subservientes às forças do mal (EXATO). Graças a D-us por sustentar o mundo, se não fosse a misericórdia Divina. Chega a ser apavorante às vezes porque, é realmente como um “matrix” da vida real. E tudo o que fizermos, corremos sérios riscos de ser incluídos no dito citado pelo Mestre: “… quem está na chuva é para se molhar…”. Então, para evitar aborrecimentos, e mesmo para resguardá-los, é preciso silenciar. Nestas horas não adianta o imediatismo. Muitas vezes ficamos calados sem concordar ou dar opiniões. Mas confesso que fico de guarda em orações, sempre esperando um momento propício para então tentar manifestar estas forças de restrição e expansão num grau mais equilibrado através dos diálogos, evitando assim o esvair para um lado ou para outro. E assim, respeitando à situação do próximo, mantemo-nos unidos, apesar das diferenças. (DEVEMOS SEMPRE ESPERAR PELO MELHOR, MAS SE PREPARAR PARA O PIOR. RAB. AVRAHAM)

    Ao refletir sobre as severidades que vivemos em nossos dias, lembro as explicações do Mestre sobre as leniências dos políticos brasileiros e a criação dos ‘bananas’. Realmente agora entendo porque estamos vivendo tudo isso. Deixamos nosso ego, prazer e arrogância tomar conta de nós. Assim como os movimentos de hereges que se alastraram e cresceram, e as cúpulas de políticos corruptos que tomaram o poder e agora, simplesmente zombam de nós, da maioria da população. Adquirindo votos através de roubos e sabotagens nos sistemas de votação. O Mestre ensina que o mal é criação de D-us. Creio que a culpa deste desequilíbrio geral não é exatamente do mal. A corrupção se iniciou em nós mesmos (EXATO). Nós é quem fomos negligentes. Zelo é o que precisamos muito aprender com esta parashá.

    Fico muito feliz em poder estar escutando as palavras do Mestre que diz “…Hashem faz uma coisa por você Ele coloca situações e pessoas na sua vida para que no enredo que você se vê, agora envolvido em um teste, isso tudo é a providencia Divina te ajudando a abrir um pouco teu coração… tudo isso é um presente de D-us, para que você desenvolva algo que esta atrofiado em você, tudo é uma grande benção e devemos agradecer…”. Então sinto como na obrigação de investir toda minha força e empenho em projetos como este do Retidão Noética. Talvez não seja uma maneira imediatista, mas creio aqui podemos ser instruídos a prática de atos que realmente fazem diferença, que proporcionem mudanças relevantes e coerentes que prevalecerão. Transformações de um jeito ou de outro virão. E como disse o Mestre, não haverá meio termo. Portanto não há “escolhas”, precisamos evoluir e crescer aqui e agora!

    O Mestre nos fala das forças de expansão, e sobre as determinações do Criador para como as criaturas, sendo que o único critério que está livre de determinação é o temor a Ele. Acredito que depois de todos estes obstáculos, teremos méritos para os dias que virão e serão vividos em função de expandir as Sete Leis, se D-us quiser. E as agonias, aflições e incertezas do momento estão nos ensinando a adquirir este atributo Divino de Temor ao Sagrado. Precisamos sentir este Temor! E assim aprender a ser humilde em nossas ações (o Mestre ensina que isto é como se esvaziar para receber a iluminação do S-nhor). E apaziguar os conflitos internos entre o bem e o mal que disputam cada pensamento. Confesso que por algum tempo busquei incessantemente satisfações egocêntricas e riquezas, hoje sinto que cheguei a algum grau de equilíbrio. Reconheço que muitos atos do passado não passaram de futilidade. Graças a D-us, após mudanças drásticas no comportamento, com foco nas aulas do Mestre, estes pensamentos foram se diluindo. E a cada dia percebo um pouco mais a misericórdia de Hashem guiando nossas vidas
    .
    Agradeço ao Mestre por mais esta oportunidade de estudo e retificação.

    Obrigado aos amigos por trazer força ao compartilhar este estudo.
    Edson.

    EXCELENTE! RAB. AVRAHAM

  3. Shalom!!! Mestre e Membros do Grupo!!!
    Segue comentários sobre a Parashá Pinchas

    O que compreendi dessa aula, é que a mesma versa, em seu início, sobre as dez atributos ou potências da alma, que correspondem às dez sefirots.
    Segundo o Mestre, andar junto com a presença Divina é caminhar, através do serviço Divino, na essência, no âmago dessas dez potências, de forma que haja o equilíbrio entre elas, que é conseguido com a correta combinação das sefirots, sendo que, para a correta combinação se realize, o grau espiritual em que a pessoa se encontra tem influência.
    Conforme compreendi, o estabelecimento do equilíbrio nas combinações das sefirots está relacionado com o processo de tzimtzum, sendo o que apreendi do exemplo do Mestre da guevurá (severidade) com a chessed (bondade).
    Nesse exemplo, diz o Mestre que, a pessoa que exerce o atributo da bondade indistintamente para o justo e para o perverso, anula esse atributo em razão da falta de equilíbrio, tendo a pessoa que exerce esse atributo, de restringí-lo quando de seu exercício, para que o atributo não se degenere, o que causa o desequilíbrio, na sefirot e na pessoa.
    Continuando esse exemplo, o Mestre diz que, uma pessoa muito severa, trata a todos da mesma forma, sendo o correto, a restrição dessa severidade com o atributo da bondade para que haja equilíbrio e via de consequencia, harmonia entre a severidade e a bondade, o que vai refletir na harmonia da combinação dessa sefirot e na pessoa em equilíbrio.
    Desse ensinamento introdutório da aula, vislumbro sua importância não só em nossas vidas diárias, mas, também, no que diz respeito às atitudes da administração pública para conosco.
    Principalmente nos grandes centros urbanos, onde abundam periferias, sabido é que esses locais são os preferidos dos bandidos e que, a população, em razão de o Estado, através da polícia, exercer seu atributo de severidade adequadamente, não o faz (um desequilíbrio) o que reflete na população, que a sua falta, e não tendo força para se proteger, passa a considerar o bandido (perverso) da mesma forma que o trabalhador (justo), sendo o atributo da bondade corrompido por parte da população ordeira e as consequências sabemos é o rebaixamento da personalidade das pessoas que lá vivem, pois com a corrupção do atributo da bondade, passam a agir permissivamente com quem não deveria.
    O mesmo desequilíbrio, vemos por parte do Estado, ao conceder ao bandido que lesa uma pessoa tanto física como patrimonialmente, o benefício do auxílio reclusão deixando a parte lesada por seu crime, sem a mesma contrapartida, onde o desequilíbrio no uso dos atributos da severidade com a bondade por parte do poder público, gera na população em geral, a indignação.
    Dessa forma, vejo a importância do equilíbrio no uso das dez potências, de vez que, se apenas com o exemplo dado pelo Mestre do efeito do desequilíbrio no uso dos atributos da severidade e da bondade me foi possível vislumbrar o que acima expus, de se imaginar os efeitos do desequilíbrio nas demais combinações, bem como o efeito advindo de quanto equilibradas.
    Frisa o Mestre que quanto mais crescemos espiritualmente, mais cresce também o equilíbrio na árvore sefirótica e que a pessoa que se deixa guiar por apenas um dos atributos, fatalmente se torna um tirano.
    Ressalta o Mestre, que o desequilíbrio causado pelo >>> excesso <<< impede a retificação, sendo por isso, o objetivo, a temperança para se atingir a harmonia, que está no caminho do meio, nem execesso e nem falta, ponto em que atingimos o máximo de nossas potencialidades.
    Compreendi que o processo de tzimtzum no exercício dos atributos está ligado ao equilíbrio das combinações das dez potencias da alma, bem como que, o principal causador do uso inadequado é o execesso no uso de suas essências e que, também a ausência do uso desses atributos pela pessoa, também importa em desequilíbrio.
    Referente à ausência de atributos, o Mestre nos ensina o precioso conhecimento sobre o Nêstach, dizendo ser esse um atributo ligado à vitória, que especificamente, vem a ser a força de sobrepujar obstáculos, ressaltando que precisamos ter muito dessa força em nossa vida, para se evitar que qualquer obstáculo que nos sobrevenha nos derrube.
    Dessa forma, ensina o Mestre que devemos desenvolver nosso Nêstach ao ponto de transformá-lo em uma ferramenta para superarmos os testes que nos são impostos, de vez qeu a finalidade dos testes é proporcionar nosso crescimento.
    Diz o Mestre que a pessoa que não tem Nêstach algum, que fica temerosa em sobrepujar qualquer obstáculo, vai ter vários problemas em sua vida, ressaltando, também o Mestre a questão do esequilíbrio no exercício do atributo de Nêstach, onde o excesso também não é bem vindo.
    De par desse ensinamento sobre o desenvolvimento de nosso Nêstach, vejo o quanto dele falta na sociedade brasileira em geral, o que leva essa sociedade a não conseguir formar uma grande nação.
    Entendo que esse falta de Nêstach nos brasileiros (
    CUIDADO COM GENERALIZAÇÕES. RAB. AVRAHAM), reflete na busca de alguém que supra sua deficiência ou inércia em vencer o obstáculo que lhe é imposto e por ela o vença, refletindo a somatória das pessoas nessa condição, na eleição de pessoas como as que estão nos governando a mais de dez anos, todos perversos, pessoas que no passado já mataram e roubaram em nome de uma suposta causa que na realidade se resume em seus desejos “excessivos de estar no poder” e moldar a sociedade segundo seus entendimentos.

    Segundo o que entendi sobre Nêstach, vejo que não há um lugar onde haja mais pessoas sofrendo dessa deficiência do que no funcionalismo público, onde buscam a estabilidade que o cargo proporciona(não poder ser mandado embora) para suprir sua ineficiência no setor privado, daí ser os órgãos públicos verdadeiros antros de incompetência, pois não há obstáculos a serem superados por esses funcionários do governo, sendo essa sua zona de conforto e a de desconforto que dessa posição não mais sairão, o que desagua no desinteresse em cumprir suas próprias tarefas, desinteresse que não sofre nenhuma severidade, de vez que não podem ser mandados embora, salvo raríssimas hipóteses, sãoa meu ver, verdadeiros “sugadores” de Nêstach alheio.
    Vejo ao meu derredor, pessoas que, fora da esfera de emprego público que disse acima, à falta de Nêstach, estacionarem no desempenho de uma atividade, que não representa nem o meio do caminho do ramo em que atuam, sendo hávidos arrumadores de “desculpas” para seu estado de falta de Nêstach, sendo um comortamento comum dessas pessoas, o sentimento de insatisfação com o que faz e a inveja de quem se lhes apresenta em patamar mais elevado.
    De outro lado, conheci uma pessoas que era ausente do atributo de Nêstach, essa pessoa, simplesmente não “lutava” por objetivo algum se é que o tinha, conseguindo sobreviver de pessoas que a conhecia e que lhe “ofereciam” um trabalho, pois sequer conseguia “pedir” um emprego, sendo que notei uma diferença nele para com as pessoas que citei acima, qual seja, ele exercia a humilde atividade que lhe era oferecida da maneira mais servil que se possa imaginar, era conformado com sua condição e não maldizia e nem invejava as outras pessoas que se encontravam em posição acima dele, tendo houvido de sua boca certa vez, após um ter lhe dito que o patrão não ia pagar o salário dele aquele mês (brincando), o seguinte: tendo o que comer está bom, depois, eu moro aqui no serviço mesmo!!
    !

    Realmente, vislumbro a importância do que o Mestre nos passou sobre Nêstach, seu desenvolvimento e seu usos harmonioso, de vez que a falta, o excesso e a ausência, são deveras nocivo para nós e para a sociedade como um todo, sendo um ensinamento de extrema importância para nossas vidas.
    A retificação está no equilíbrio do uso das potências da alma, explicando o Mestre qeu o excesso de severidade, por exemplo, impede que façamos o correto, que demos menos de nós do que deveríamos dar em determinada situação, ocasião em que perdemos oportunidade de nos tornarmos mais elevados e retos na vida.
    Ensina o Mestre exemplificando com a Guevurá e a Chassed, que seu uso equilibrado ocorre quando uma está contida dentro da outra, ocasião em que ocorre o processo de restrição e a ação é equilibrada. Nesse caso a severidade tem que estar sopesando a bondade para que essa bondade possa ser considerada retificada e vice versa.

    Podemos de par desse ensinamento do Mestre, nos dando o exemplo “mais simples” do uso da guevurá e da chessed de forma equilibrada e os efeitos do seu desequilíbrio, o quanto “só esse conenhecimento” faz para os atuais governantes e me faz entender porque certos Reis foram considerados bons e justos.
    Nesse ponto de meu entendimento, ouso dizer que a abrangência desse ensinamento do Mestre é inabarcável.
    Seguindo esse exmplo, ensina o Mestre, que todos os obstáculos que todas as pessoas que chegam em nossas vidas, possuem um propósito de retificação de algum aspécto nosso que está faltando e que é dessa forma porque se não houver um motivo que nos leve a uma oportunidade de retificação, essa retificação não se opera, sendo por isso que nosso mundo é chamado de mundo da retificação, sendo assim que trabalha a Providência Divina.
    Para podermos visualizar esse processo, nos ensina o Mestre que devemos, ao invés de ficarmos imersos e reclamando da situação que a providência divina nos impõe, que devemos por um instante, sairmos de sua zona de influência e a ela nos sobrepormos, olhando-a de fora e fazer uma reflexão sobre o porque disso estar acontecendo e vermos que tudo é benevolência, sendo essa a beleza do autoconhecimento da Torá.
    Ensina o Mestre que a Torá é o caminho para nos tornarmos pessoas retas, dignas, equilibradas e de coragem, não só para superar os obstáculos, mas também coragem no sentido de nos olharmos e ver o que temos em excesso ou em falta e equilibrar, sendo esse o objetivo, para o que é preciso Torá e mitisvot, que são tecnologias para nos retificar e elevar nossas mentes, afastando-nos do negativo e nos aproximando do positivo.
    Fazendo essa auto-analise que o Mestre nos ensina, vejo que, a maioria dos problemas pelos quais passei e passo na vida, se deu em razão do desequilíbrio de guevurot e chessed, bem como me deu um norte para que eu possa identificar meus excessos e faltas, restando um sentimento no sentido de quanto mais em relação às outras oito potências de minha alma tenho de falta ou de excesso e a implicância que isso representa.
    Seguindo, adentra o Mestre a questão de como um aspécto interno de um atributo divino esconda outro atributo divino, de como o tzimtzum oculta a luz.
    Diz o Mestre que a força vital, a Luz Divina, oculta-se no corpo, que é um recipiente, que precisa ser vitalizado, fazendo parecer que o corpo tem uma existência propria, sendo o corpo uma casca tão poderosa, que faz com que não percebamos essa Luz Divina, essa vida expiritual que anima nosso corpo, ocorrendo que, como não sabemos de onde essa Luz vem, qual é a origem de nossa vida, o que nos leva a não nos importarmos com esse origem o que nos leva a viver como se tivéssemos uma vida independente, onde o Criador é esquecido, passando a ser apenas uma expressão coloquial, D’us nos livre.
    Assim, diz o Mestre que a pessoa peca em pensar que é independente sem o ser, pensando que é independente de qualquer vida espiritual, ocasião em que vemos que a ocultação segue as características de cada corpo, pois vai ter a forma do corpo, de vez que é através do corpo que existe uma diferença entre as pessoas, exemplificando o Mestre com o ato de colocar água em recipientes diferentes na forma e na cor, assumindo a água a forma e as características do recipiente embora a água não deixe de ser água.
    Assim, é o corpo que vai determinar nossas características espirituais, sendo que essas são todas determinadas por D’us, sendo a única exceção, o termor a D’us, que reflete nossa relação com D’us.
    Continuando o Mestre, diz que, considerando que o corpo age como uma entidade “independente”, vitalizado pelo aspécto inferior da alma (nefesthi), sendo esse a força espiritual que está no sangue e que serve para animar o corpo.
    Diz o Mestre que existem vários graus de alma, que a alma ligada a esse aspécto inferior (nefesthi), o mais baixo, sendo a força vital, aqui vemos que algo inferior, afeta algo superior que é a alma.
    Trocando em miúdos, diz o Mestre que a alma possui vários componentes, que Nefethi (CUIDADO COM O SOLETRAR DAS PALAVRAS, É NÉFESH. RAB. AVRAHAM) é o mais baixo, que está no sangue que anima o corpo (força espiritual), existindo outros graus de alma, existindo uma luta constante entre o desejo do Nefethi, que são os desejos, os apetites do corpo, enquanto que nosso desejo de ligação com D’us é regido pelos aspéctos superiores ao Nefethi, dando como exemplo, nechama, que é uma parte santa que busca literalmente que busquemos a D’us.
    Um ligado ao baixo e o outro ligado ao elevado, um ligado ao corpo (nefethi) e satisfação de seus desejos, do que gosta e o outro ligado ao espiritual, ao que deve ser feito, cumprido segundo a Torá.
    Uma quer ganhar vantagem sobre a outra e quanto mais baixa, mais ignorante for a pessoa, mais nas garras de nefethi estará a pessoa, mais presa ao lado negativo permanecerá.

    Ensina o Mestre, que quando a pessoa chega em um estado crítico, devido a seguir só os desejos, começa o clamor a D’us, o que inicia o processo de tchuvá.
    Nesse ponto, se olharmos ao nosso redor, veremos que a regência de nefethi predomina, sendo a tônica do mundo secular.
    Referente ao dizer do Mestre de que o clamor a D’us inicia o processo de tchuvá, dou testemunho de que já vi pessoas que estão tão imersas na negatividade produzida por uma vida seguindo a satisfação dos desejos do corpo e tão fechadas da regência do espiritual, que sequer conseguem clamar a D’us e iniciar esse processo.
    Já vi pessoas que de tão imersas na satisfação desses desejos do corpo, principalmante através do usos de drogas, que a mente da pessoa se foi e o que sobrou é a droga e a manifestação de seu efeito sobere o corpo, não restando mais nada. (VÁRIOS ERROS DE ORTOGRAFIA. TENHA MAIS CUIDADO)
    Diz o Mestre que chessed está ligada a Luz Divina e a guevurá ao tzimtzum e que todas as forças que estão contidas nas sefirots, servem para nos ajudar em um ambiente de baixa percepção espiritual.
    Ainda explicando sobre o inferior que oculta o superior, dá como exemplo a sefirot chessed, que precede a guevurá, mas que, não obstante, é influenciada por ela.

    Prosseguindo, diz o Mestre que a união da alma com o corpo implica na união de dimensões espirituais distintas, de vez que seus estados espirituais são completamente diferentes, em razão dos diferentes graus de tzimtzum que são submetidos e citando Rebe, diz o Mestre que mesmo que a alma estiver completamente retificada, a alma de um justo, mesmo assim, não se compara ao nivel da alma antes de descer para o corpo, não possuindo a alma no corpo o mesmo amor que tinha por D’us antes.
    Continuando, diz com base no Rebe que a finalidade da descida da alma é o refinamento das fagulhas das sefirots através da Tora e mitisvot (NADA DISSO É PERTINENTE PARA VOCÊ, SENDO IDEIAS ESTRITAMENTE JUDAICAS. E É MITSVÓT E NÃO COMO VOCÊ ESCREVEU. RAB. AVRAHAM), dizendo que chegada a época de Mashiach, o corpo vai ter o mesmo status da alma, ocasião em que o corpo vai sustentar a alma, tal o nível de seu refinamento, sendo essa a promessa messiânica, sentindo o corpo o mesmo que a alma sente, tornando possivel se enchergar a espiritualidade de todos os aspéctos da criação, sendo a ocupação de todo mundo conhecer D’us.

    Encerrando, como disse anteriormente, a relevância dos ensinamentos contidos nessa aula dada sobre o exemplo mais simples (guevurá e chessed), é de conteúdo inabarcável tal o número de esferas da sociedade que seu uso implica, que vai desde o npivel individual até o coletivo e do governo de um país.
    Deixo meu pedido ao Mestre de que se possível, nos dê outras aulas com outros exemplos de combinação das sefirots.

    Esses meus comentários!!
    Shalom!!!
    Adalberto Kühl

    MUITO BOM, APESAR DE VOCÊ INSISTIR EM (1) EXCESSIVAMENTE DAR SUAS OPINIÕES (2) SER PROLIXO AO EXTREMO (3) NÃO SER MAIS ZELOSO NA ESCRITA. MAS, SIGA EM FRENTE! RAB. AVRAHAM

  4. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Rabino Avraham Chachamovits.
    Shalom a todos os componentes do Grupo Retidão Noética.
    Gostaria de solicitar ao Rabino e a todos os componentes do Grupo licença para elaborar um texto com algumas palavras a respeito da Parashá Pinchas que foi gentilmente encaminhado para nós do Grupo, pelo Sr. Edson Bertoldo através de e-mail e que faz parte do Ciclo de Aulas ministradas pelo Rabino, sendo este o 41º estudo de um total de 54 Porção Semanal da Torá.

    Nessa Parasha o Rabino Avraham Chachamovits faculta um deslocamento da chamada realidade diária para possibilizar um transporte a um outro lugar de visualização de realidades ocultas . O percurso é um tanto incômodo pois mexe-se em coisas que inquietam, para quem possui uma bagagem muito grande lotada de achismos e concepções já tão confortavelmente arrumadas nas gavetinhas e compartimentos internos.

    O Rabino cita um trecho de seu livro, A Bondade Para Avraham, página 403 onde faz referencia ao Zohar, relatando sobre a Parasha Pinchas, um fato onde Pinchas se posicionou, tomando uma atitude aparentemente severa para tampar uma fenda deixada por um homem do Povo de Israel que não se afastou do mal e descumpriu um mandamento do Eterno.
    O Rabino nos explica que para a Chassidut o âmago do serviço Divino é atingido quando o individuo se vincula com a essência interna dos atributos Divino e não com a parte externa desses atributos. Essa ligação com a parte interna ou com a essência requer que o sujeito tenha um equilíbrio na dosagem em expressar e liberar as características de sua alma.
    Para exemplificar o Rabino cita os atributos de chessed e de guevurah, benevolência e severidade respectivamente. Uma pessoa as vezes tem muita bondade e não tem critérios para aplica-la no mundo ou ao inverso tem muita severidade para com outras pessoas. Tanto um atributo como o outro provem da mesma fonte da Luz Divina porém ela mal aplicada está sendo desvirtuada não em sua fonte mas no que depende do ser humano. Continuando o estudo o Rabino esclarece que há um visível desequilíbrio na má aplicação desses atributos e que muito dessa degeneração é proveniente da falta de Luz que traz o afastamento de D-us, da falta de um envolvimento com o pensamento Divino, que o ser humano se submete, levando uma vida sem curiosidade de saber, pensar e refletir sobre sua existência, sobre o objetivo de estar nesse mundo e mais ainda do ser humano imaginar que há uma independência existencial e individual que leva em consideração só o lado material do ser.
    Ainda na explicação pude entender que mesmo pessoas que pensam estar alinhadas com o Eterno agem de forma rasa em relação ao desejo dEle para com o ser humano e para com o mundo. A vida dessas pessoas de um modo geral acaba por denuncia-las pois elas perdem a essência do prazer de se estar relacionando com D-us. D-us porem em sua misericórdia oportuniza situações ao ser humano para leva-lo a um processo de retificação do caráter. Ele, o Eterno permite que se apresente situações adversas, pessoas com elevado grau de uma qualidade que falta em outras para permitir um alinhamento, um tempero de atributos. Isso faz equalizar o mundo.
    Lembra ainda o Rabino nesse estudo que um atributo Divino está incluído no outro e penso eu que o ser humano com a tendência de encaixotar cada coisa em seu lugar perde a noção que poderia alcançar da benevolência Divina para com a humanidade. Perde a oportunidade de uma subida de nível ao mundo espiritual.

    Muitas das minhas dificuldades de enfrentar questões em minha vida só para exemplificar, foi um terrível sentimento de conformismo e falta de humildade para apanhar e recolher a benevolência da misericórdia de D-us para comigo.
    Não via claramente o erro em que muitas vezes eu me submetia por conta de um pensamento corrente social, enganador e degenerador do comportamento da raça humana.
    Para mim muitos dos movimentos que a sociedade fazia era só modismo. Com o tempo esses movimentos foram se revelando em verdadeiros atos de corrupção em todos os âmbitos, familiar, espiritual, moral. etc.
    Eu tive a oportunidade de acabar, pelo menos em sentido micro, com certos comportamentos errôneos de não reproduzi-los e nem apoia-los, porem era moda e a maior parte da sociedade apoiava. Eu ainda ficava apartada de outras situações para não tomar partido.
    Hoje tenho que considerar que houve uma cooperação de minha parte para muitos acontecimentos indesejados em minha vida.
    Desconhecimento das coisas de D-us aliado a conveniência de ir levando a vida, fizeram parte da estrutura das minhas atitudes.
    A questão de caráter e atributos agraciados pelo Eterno pra mim eram menosprezados.
    Tive que passar por situações para procurar estabelecer um relacionamento com D-us e mesmo quando me propus a ter esse relacionamento encontrei barreiras, mentiras e enganos proporcionados por um sistema que tem como garantia a nossa ignorância, a falta de conhecimento da real estrutura exigida por D-us para o estabelecimento desse relacionamento.
    Ou seja faltava quase tudo. Restou o livre arbítrio de demonstrar com sinceridade o temor a D-us.
    Hoje estou buscando apreender com os ensinamentos proporcionados pelo Rabino. É tudo muito diferente do que achava que sabia. Como filha de Noar (“NÔACH” É O CORRETO. RAB. AVRAHAM), busco acrescentar paulatinamente mandamentos na minha vida no meu cotidiano.
    Nessa Parascha aprendi, dentro das minhas limitações, que deve existir um equilíbrio na força do meu caráter e que é necessário se posicionar diante de situações que se apresentarão. Que o que fortalece o relacionamento que tenho com o Eterno é o cumprimento do desejo dEle e nào do meu. Nesse sentido aproximar da Luz de D-us aplicando as mitsvot e me ligando com a essência interna dos atributos Divinos. Retificar o meu caráter faz parte, porem sozinha eu não darei conta, pra isso eu tenho que me apegar a benevolência de D-us e me deixar guiar pelos ensinamentos do Rabino, presente de D-us em nossas vidas. Manifestar a verdade através dos meus atos, perante os meus semelhantes, pois cada pessoa que conheço tem um papel a desenvolver em relação a mim e eu para com elas.
    Com isso fazer a minha minúscula parte para retificação do mundo até quando D-us permitir.
    E que D-us possa conceder em breve a vinda do único e verdadeiro Mashiach, Amém.

    MUITO BOM! SIGA EM FRENTE. RAB. AVRAHAM

  5. Pela graça de D”us

    Shalom estimado Rabino Avraham e colegas do Retidão Noética.

    Peço permissão para trazer um pequeno comentário sobre a Parashá Pinchas, áudio de acordo com livro “A Bondade Para Avraham.

    Nessa extraordinária aula o Rabino nos mostra temos profundos e únicos sobre os atributos Divinos, mais em especial sobre Chéssed (“Bondade”), Guevurá (“Severidade”).

    O Mestre nos ensina sobre a importância de buscar viver de uma forma equilibrada sem excessos, tanto com referencia ao atributo de bondade,( Chéssed), quanto ao atributo de Guevurá (Severidade).
    Nos diz o Rabino que quando uma pessoa tem somente o atributo da bondade (Chéssed) core o risco de ser benevolente de uma forma discriminada e não tendo entendimento sobre esses assuntos espirituais, ela vai ser bondosa com todos, inclusive os que não merecem sua bondade. então ele perde o valor dele por não saber dar, Por isso, ensina o Mestre, a importância de buscar esse equilíbrio, o caminho do meio.

    Da mesmo forma está o atributo de Guevurá (Severidade) uma pessoa que é severa ao estremo também vai muito dura muitas da vezes por não ter esse tempo equilibrado entre bondade e severidade, mais nos traz o Mestre que se uma pessoa tiver conhecimento suficiente para equilibrar esse dois atributos Divinos da forma correta ele vai ser uma pessoa zelosa, justa se D”us quiser.

    Aprendemos que o excesso na manifestação dos atributos, o a ausência de atributos, gera um desequilíbrio psicológico/psíquico, o Mestre nos traz uma exemplo de quando uma pessoa é totalmente desprovida de Nêstach, que o atributo associado ao assunto de vitória, que seria a força de subrepujar os obstáculos. Diante dos desafios da vida precisamos ter muito dessa força nos diz o Rabino, porque a ausência dessa força pode nos derrubar diante das barreiras e obstáculos da nossa vida, que D”us não permita.

    O Rabino continua nos ensinado que a maneira correta é aprendermos a desenvolvermos nosso Nêstach, para que possamos usa-lo como ferramenta para passar pelos testes, o Rabino nos diz que os testes são para nosso crescimento, mais quando uma pessoa tem falta de Nêstach, ela vai tem grandes dificuldades para enfrentar seus problemas, ela vai ter medo, é temerosa, isso pode atrapalhar o propósito da nossas vida aqui na terra é de se retificar.

    Então devemos sempre buscar concertar essa desequilibro e voltar para o caminho do meio ensina o Mestre.

    Que possamos temperarmos nossos atributos de forma a ser pessoas melhores e nesse processo de retificação possamos nos equilibramos se D”us quiser

    Sou grato a D’us e ao Rabino Avraham pela bondade e equilíbrio e por nos ensinar a andar no caminho do meio, graças da D”us.
    Que tudo seja para o bem
    Shalom

    Francisco Saturnino

  6. Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade

    Segue comentário da Parashá Pinchas

    O mestre inicia a aula explicando alguns trechos da sua obra “A bondade para Avraham”, relacionado a Parashá Pinchas. O tema central do shiur é a importância da pessoa ser equilibrada, buscar harmonia nos seus atributos para poder fazer o bem. O Rabino Avraham nos ensina que há dois tipos de atributos, o da Bondade e o da Severidade; se a pessoa atingir um nível espiritual muito alto, ela terá um maior equilíbrio, segundo o Rabino, essa pessoa atingirá os dez poderes da alma. Já uma pessoa desequilibrada, significa dizer que ela ou possui atributos em excesso ou há ausência de atributos. O mestre introduz o conceito de Nêstach, em que é explicado que o indivíduo desprovido de Nêstach, terá dificuldades para superar os obstáculos da vida, portanto, não obtendo êxito em seus projetos individuais.

    Existem duas forças antagônicas, a de expansão e da restrição, é de fundamental importância que o homem saiba dosar bem essas forças, para que esteja em perfeito equilíbrio. A força de expansão está ligada a Bondade (Chássed), o quanto a pessoa é bondosa, gosta de se doar, e que apresenta um elevado estado de espírito. Essa parece ser uma força mais positiva do que a de restrição, embora a pessoa tenha que ter um cuidado especial para a quem ele irá investir a sua atenção e zelo. Do outro lado, há a força de restrição, que é ligada a Severidade (Guevurá), esta força é expressada nos comportamentos das pessoas mais contidas, que tem medo de arriscar, de passar por um novo desafio na vida. O estado de Guevurá, segundo o mestre, demonstra uma pessoa omissa, com dificuldades de se impor na sociedade, de fazer doações e atos de caridade.

    Quando a pessoa possui uma natureza restritiva, Hashem na Sua benevolência infinita, irá oferecer oportunidades para que esta consiga se expandir, e assim buscar se reequilibrar. Umas dessas formas que Ele poderá ajudar, é colocando pessoas novas na sua vida, que de uma forma ou de outra busque te inspirar a desenvolver algo deficitário em você. É muito importante isso que nos foi ensinado, pois a partir de agora poderemos enxergar a presença de novas pessoas na nossa vida, de forma diferente, e com uma grande oportunidade em nos desenvolvermos. Há um ditado popular que diz que os opostos se atraem, da mesma forma isso se aplica a uma pessoa que tem muita Guevurá que será atraída por outras que tem muito Chéssed e vice-versa.

    Neste mundo, todos nós temos a obrigação de nos retificar. Isso acarretará em mudanças no nosso comportamento, temos que negar alguns hábitos que possam parecer comuns na sociedade, mas que sejam anti-Torá. Para o Rabino Avraham, nós não devemos seguir as vontades da néfesh, a nossa alma mais baixa, como evitar comer por exemplo camarão, carne de porco e outras carnes de animais impuros. É preciso fazer o certo e não o que agente tem vontade de fazer, pois dessa forma estará manchando a sua alma. Para nos retificarmos é vital cumprir Torá e mitzvót.

    Tudo de bom!

    Herbeth Vilar

  7. Parashá Pinchas

    Shalom, Rabino Avraham e membros desta comunidade,
    Venho humildemente escrever meu comentário sobre a Parashá Pinchas.

    De acordo com a obra a bondade de Avraham, pag. 403.

    A Torah relata que R. Chama , filho de R. Chanina perguntou: O que significa o verso “Te ordenou o Senhor teu D-US para andares nele?” Devarim (13: 5).
    Será possível o ser humano andar junto com a Shechinah? Pois não foi dito que o D-US, Teu Senhor, é como um fogo consumidor? Mas o significado é para a pessoa an dar nos atributos do Sagrado. Abençoado seja Ele!
    Neste shiurim, o mestre nos ensina que existem 10 atributos divino(Sefirot), que corresponde ao dez poderes da alma. Através desses atributos, D-US rege sua criação. Se nos vincularmos com os atributos Divinos nos aspectos internos e externos de cada atributo, conseguiremos um equilíbrio no uso dos dez poderes que nossa alma possue. O Mestre usa como exemplo os atributos Çhessed (bondade) e Guevura(severidade) e que devemos usa-los de forma equilibrada para nos tornarmos pessoas zelosas. D-US nos auxilia através da sua infinita bondade, colocando situações e pessoas que nos ajudam a desenvolvermos aquilo que está atrofiado em nós, tanto em excesso como em falta.
    E através do estudo da Torah e o cumprimento das mitsvot(sabedoria de D-US), que são instrumentos de D-US para a nossa retificação, subamos de nível espiritual e encontremos sabedoria. Para auto nos avaliarmos e buscarmos soluções para aquilo que temos em excesso e que nos desequilibra, e o que temos em falta e que também nos desequilibra, pois o objetivo é o caminho do meio para atingirmos o máximo do nosso potencial com a Benção de D-US!
    A Torah foi dada ao homem, para que ele se tornasse uma pessoa reta, digna e equilibrada e através do temor a D-US nos tornemos um recipiente santificado e puro, para recebermos a luz de D-US.

    Fernando Ribeiro Martins

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