“HARMONIA NAS EMPRESAS”

Caro Sr. Rabino Avraham e colegas, Peço permissão para trazer algumas palavras sobre a aula “Harmonia nas Empresas”, parte da obra oral do Mestre Rabino Avraham em site Beit Ari”zal: http://beitarizal.org.br/2013/03/05/harmonia-nas-empresas.

Contudo, antes de mais nada peço escusas pelo pequeno entendimento e pequenez de minhas palavras, haja visto, a aula tratar de assuntos tão elevados, fico longe de um adequado comentário, porém, as palavras são fruto de um coração que tenta ajudar, se D-us permitir.

O Mestre inicia a aula com uma pergunta: “ Por quê Cabalá é tão técnica? Você sabe?” . Confesso que ao ouvir essa pergunta, em um primeiro momento, com o tom do Sr. Rabino Avraham tão “direto” foi como se estivesse a minha frente, quase ví o Mestre proferindo a pergunta, e ao mesmo tempo em minha mente veio: “eu? eu nem sei o quê ela representa, que dizer de algo sobre sua manifestação”; Em segundos fui remetido à minha pequenez, uma pergunta e todas as minhas aparentes convicções/ilusões, se foram.

Segue o Mestre referindo que Cabalá é uma Ciência, “a Ciência de D-us”, como tal é estruturada, organizada, tendo uma linguagem própria, com metáfora, analogias, simbologias, etc…tudo que permite que sejam expressos em um plano físico assuntos espirituais. Neste sentido, fico imaginando como que fossem “uma vestimenta”, um meio que permite trazer a esse plano, aspectos muito elevados, que de outra forma estaria sempre fora da compreensão do homem. Como diz o Sr. Rabino Avraham em outras aulas: “Cabalá, é o pensamento íntimo de D-us”, confesso que essa palavras remetem-me a algo extraordinário, conquanto, totalmente fora de minha compreensão. E o Mestre refere que, por melhor que seja essa linguagem técnica, ainda assim, é algo que gera problemas, pois esta-se tentando trazer para um plano inferior, conceitos muito sublimes, que aqui não teriam uma “tradução” adequada. Confesso que aqui fiquei lembrando de palavras do Mestre em aulas anteriores quando falou em relação as manifestações da Luz de D-us, onde diz: “para o nosso benefício, para o nosso entendimento, as manifestações , os atributos Divinos são vistos de forma separada, conquanto na percepção de D-us, tudo é uma coisa só”, querendo dizer, para benefício da criatura o Criador permite que a Luz seja fracionada, permitindo algum grau de entendimento, não sei se cabe aqui a comparação.

O Mestre segue referindo que há a necessidade de que o aluno tenha condições de entender, através de sua própria sabedoria, os assuntos abordados sem extensas explicações, “tendo um recebimento adequado”. Obviamente todos esse assuntos estão muito longe da minha capacidade, não só intelectual, mas de raiz de alma, o que limita muito a condição de entendimento, porém, trazendo ao nível que me cabe, entendo as palavras do Mestre como um estímulo, pois mesmo que não possa realmente compreender, o fato de ser permitido ter algum acesso, faz com que meu espanto a D-us seja aumentado, pois fico maravilhado com a beleza e profundidade das palavras trazidas pelo Mestre nos entendimentos profundos dos segredos da Torá, isso aprofunda meu amor a D-us, Seu Povo e Sua Torá.

Em sequência, o Sr Rav Avraham segue falando que o Mestre não pode viver pelo aluno, querendo dizer, que somente com o esforço e pela vivência espiritual do aluno ele poderá crescer/receber em entendimento. Sendo que faz o Mestre referência a “Cabalá Iyunit”, sendo essa a expressão de filosofia da Cabalá, equivalendo a falar sobre e não vive-la. Neste ponto, fico imaginando algo como ser um “teórico”, sabendo muito da teoria de como as coisas devem ser, mas não agindo, não manifestando neste plano de ação aquilo que fica no pensamento. E aqui, não pude deixar de lembrar das palavras do Mestre: “Noéticos de poltrona!” Sabem em teoria como devem se comportar, mas não fazem nada na prática, “não vivem o discurso”, e obviamente que isso se aplica a mim mesmo, todas as vezes que me furto em cumprir aquilo que é correto. O Mestre refere que isso faz parte de uma síndrome acadêmica que acomete o Povo Judeu, sendo que poderia ser interpretado meramente como uma divergência de linhas de pensamento judaico, porém, mais profundamente, tem haver como a vivência de Torá propriamente dita. Guardadas as devidas proporções, fico imaginando que isso se aplica a todos aqueles que se almejam se dedicar a um caminho de crescimento espiritual, cada qual em seu grau, nível e grupo específico.

O Mestre é categórico em dizer: “Nunca, jamais, um ser humano que estude Torá friamente, decorando palavras, páginas,etc…da Torá, mas que não seja afetado de modo a se transformar de verdade na sua essência, nunca essa pessoa realmente vai ter estudado Torá!” Isso representa algo fácil, segundo o Mestre, e que “aborta” metade do cérebro humano, se referindo ao lado direito do cérebro, o lado psíquico-intuitivo, responsável por ligar ao homem aos planos superiores, e que era totalmente ativo no início da Criação com Adam Harishon, o primeiro Homem, sendo que funcionava de forma harmônica com o lado racional, em equilíbrio, sem a separação entre consciente e inconsciente como é a realidade de maioria hoje. Neste sentido, fico imaginando que como nós separamos tudo aquilo que é dito espiritual da material, querendo dizer, vivemos uma vida como se nosso atos no mundo da matéria não tivessem nenhuma relação com os mundos espirituais, como fossem coisas dissociadas, quando na verdade interagem ininterruptamente, quer sejamos consciente disso ou não, quer neguemos ou não.

O Sr.Rabino Avraham segue trazendo explicações sobre a Cabalá e a Chassidut em níveis mais profundos que não me sinto em condições de comentar, assim, apenas trago as palavras do Mestre: “ Chassidut veio como que uma solução para isso, aonde o homem não precisaria se esforçar tanto para ir até o céu, porque o céu viria até o homem. A Chassidut em geral é escrita em termos de fácil compreensão…focados principalmente no trabalho da pessoa, da sua relação com a alma, etc. neste mundo. Enquanto que a Cabalá tem uma preocupação maior, por assim dizer, com o que se chamaria com um “arquitetura” espiritual do universo, ou seja, o resultado das coisas que nós fazemos aqui embaixo e como isso repercute lá em cima…”. Das palavras do Mestre fico com a ideia de que são aspectos complementares, vistos sob ângulos diferentes, mas que objetivam fazer do homem um ser melhor, emulando os atributos do Criador dentro dos planos inferiores da Criação. Novamente além de minhas possibilidades de apreensão, apenas fico com a beleza das palavras e um “gosto” pálido daquilo que representam.

No seguimento o Mestre segue trazendo a ideia de forças antagônicas, forças celestiais que têm na alma do homem seus reflexos, gerando uma tensão espiritual, que se expressa em todos os níveis da psique humana. Neste sentido fiquei lembrando da ideia trazida pelo Mestre em muitos pontos de sua obra de que o homem é um Olam Katan, um microcosmos, espelhando aquilo que ocorre no macrocosmos, vis-a-vis toda a Criação. Sendo que explica o Sr. Rabino, que estas interações entre essas forças no homem podem inclusive afetar o corpo, e dessas interações pode ele aprender sobre a dinâmica que se estabelece no universo.

A título de exemplificação, o Mestre Rabino Avraham traz essa ideia para a representação de um empresa, em que o departamento financeiro dela representa a força de Guerurah/restrição, que pode sua definição deseja evitar gastos para essa empresa, restringir os recursos, sendo que nele iremos encontrar pessoas que se identificam com esse atributo, ou seja, terão afinidade com “não dar”. Entretanto, há nesta mesma empresa um departamento de tecnologia de informação, que terá pessoas com afinidade com a expansão/Chessed, que sempre demanda mais recursos financeiros para ter maior tecnologia, etc…Ambos representam aspectos de natureza antagônica, não obstante, devam para o bem da empresa terem entendimento, sendo isso representado pelo reconhecer e assumir aspectos positivos de um no outro, querendo dizer, há de existir um adoçamento/retificação , num processo de inter-inclusão, onde forças contrárias acabem exibindo características de seus opostos, sendo esse processo chamado de retificação.

Caro Mestre Rabino Avraham e colegas, peço desculpas pela superficialidade e falta de impressões pessoais mais profundas, contudo, confesso que os aspectos tratados pelo Mestre nesta aula foram profundos demais para que pudesse fazer relações/impressões em mim, assim, o texto é mais um resumo que qualquer outra coisa .

Agradeço demais a atenção de todos e espero que D-us permita serem as palavras trazidas úteis aos colegas.

Que o Eterno, D-us de Yisrael, permita crescermos cada vez mais em amor e temor a Ele e benção reveladas ao Mestre Rabino Avraham que nos permite aprender a caminhar neste processo de retificação.

Tudo de bom a todos,

Diego Malheiros.

MUITO BOM! E NÃO SE PREOCUPE COM AS DIFICULDADES DE ENTENDIMENTO, PRIMEIRO, PORQUE COMO A GRANDE MAIORIA DE MINHA OBRA, ESTES ASSUNTOS SÃO PARA JUDEUS, E SEGUNDO, QUE EM SEU NÍVEL DE ENTENDIMENTO, AS SUAS PALAVRAS BRILHAM. RAB. AVRAHAM

4 opiniões sobre ““HARMONIA NAS EMPRESAS”

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia com o mestre explicando o motivo da Cabalá ser tão técnica: é porque se trata da Ciência de D’us, ou seja, seus instrumentos de linguagem – metáforas, alegorias etc. – permitem que se traduzam conceitos sublimes e espirituais para assuntos terrenos, havendo perda em algum nível; por isso, explica o Rav, de preferência os assuntos de Sód – segredo – da Torá devem ser ensinados de um para um, para que o mestre possa avaliar se o aluno, com sua própria sabedoria, tem a capacidade de entender esses assuntos sem explicações muito extensas; em outras palavras, afirma o Rabino, o mestre pode guiar, mas não pode vivenciar as experiências espirituais pelo aluno; o mestre afirma que a comunidade judaica, em sua maioria, é adepta da “Cabalá Iyutit” (Iniyút. RAB. AVRAHAM), que é a “filosofia da Cabalá” – falar sobre as realidades espirituais, sem vivê-las; o Rav alerta sobre a “síndrome acadêmica”, em que o exterior – academismo – é mais valorizado que o interior; o mestre afirma que não se trata de shitah (“linha” de pensamento judaico ortodoxo); Torá significa o Espírito Vivo de Hashem, afetando e direcionando os judeus, e os aspirantes a noéticos, interessados em se alinhar à Torá de Hashem de modo real; nenhum ser humano que estuda Torá friamente, realmente terá estudado Torá, apenas decorando palavras e conceitos, de modo a se transformar; uma pessoa neste perfil até pode ter alguma vantagem intelectual, segundo o Rav, porém, o âmago da questão está na retificação da pessoa, e esse tipo de estudo frio “aborta” metade do cérebro, metade que, na época de Adão, era ativa; o fato é que ele vivia uma realidade onde os dois lados do cérebro funcionavam ao mesmo tempo, sem a separação entre o consciente e inconsciente (o Rav revela que, segundo os Sábios, se uma pessoa muito inteligente hoje teria um Q.I. de 150, Adão teria um Q.I. de 2.000).

    O estudo que o Rabino Avraham conduz na comunidade, está sendo uma grande ferramenta para entender certas engrenagens espirituais que eu não entendia. Estava comentando com o Sr. Diego Malheiros, ao nos encontrarmos ontem, aqui em Porto Alegre: eu e ele temos experiências parecidas, espirituais, sensoriais e em sonhos – na verdade, segundo o Rav ensina, tudo conectado – o que o Rabino explica encontra eco em algumas dessas nossas experiências pessoais. É impossível haver apenas um entendimento intelectual do que é apresentado aqui, porque é mais do que isso: é aprender a se defender do mal, dentro e fora de mim, do jeito certo, e com as ferramentas certas, adequadas para o meu grupo espiritual, delimitado pelo meu entendimento, o que é maravilhoso.

    Dando prosseguimento ao shiur, o mestre afirma que a linguagem da Cabalá é tão difícil, entre outras coisas, é a falta de familiaridade com a sua linguagem; a Chassidut procurou resolver isso, de modo que o homem pudesse, na maioria dos seus textos, compreender mais facilmente os conceitos sublimes, trazendo o Céus para a o homem, focada no trabalho espiritual da pessoa neste mundo, segundo o Rabino; a Cabalá tem uma preocupação maior com a arquitetura espiritual do universo, ou seja, o resultado das coisas que nós fazemos aqui embaixo, e como elas repercutem lá em cima; Chassidut se preocupa em como a pessoa vai cumprir as mitzvót, trazendo a intimidade do pensamento do Criador para isso; em vez de se falar das questões Celestiais, de forma mais aprofundada e técnica, como na Cabalá, a Chassidut trata de como isso afeta a alma do indivíduo, e sobre os poderes da alma; assuntos tão esotéricos podem ser aprendidos através de nós prestarmos atenção em nosso próprio processo de retificação de nossas midót – nossas características, nossa personalidade; exemplo do Rabino: há, dentro de nós, forças antagônicas – expansão e retração – , enquanto outras estão agindo simultaneamente agindo em nossas vidas, gerando tensão espiritual, desde as decisões que tomamos, chegando ao ponto de refletir no nosso corpo físico; a Cabalá explica como conviver com forças tão opostas, lidar com essas forças, em nossas vidas práticas, resolvendo esses conflitos espirituais e emocionais, intelectuais etc., enquanto a Chassidut ecoa essa explicação; o sod ensina como efetivar essa resolução.

    Para alguns assuntos, eu sou bem passional, já para outros costumo ser mais frio. Em outras palavras, já cometi muita transgressão em função do meu emocional desequilibrado. Em outras vezes, fui passivo demais, deixando certas situações passarem “por cima” de mim. Estou em um momento em que estou trabalhando minha rigidez, o dizer “não”. Aconteceu ainda nesta semana, ao me recusar a falar com alguém que precisa aprender a ter limites – um antigo relacionamento, conforme comentei em um recente shiur. Chegou o momento de eu “me dar ao respeito”, e graças às lições que estou estudando, isto está começando a ser refletido na minha vida prática, graças a D’us. Já com a minha mãe, que está doente, é expansão total, é cuidados, é zelo, é amor. Esta semana eu estou me dedicando, exclusivamente, a esses assuntos, o que é mundano está sendo rechaçado, por hora. Que eu tenha força para seguir com isso, se D’us quiser.

    Todo sistema – um organismo, uma organização – , prossegue o Rabino Avraham, é chamado de sistema retificado, quando há harmonia entre as forças distintas e opostas que formam esse sistema; o Rav exemplifica isso através de uma empresa: o departamento financeiro representa a força de Severidade, de restrição – um dos objetivos de um departamento financeiro é evitar gastos para a empresa. No departamento financeiro de qualquer empresa se encontram pessoas com esse perfil afim com a restrição; elas se identificam com o assunto de retrair, colocar burocracias, processos e impedimentos; por outro lado, há o departamento de tecnologia da informação, que cuidam dos computadores, redes, internet etc.; a natureza dessas pessoas, no departamento em questão, é expansiva, pessoas que sempre estão solicitando mais recursos, para comprar mais tecnologia – sofwares, mais computadores – , sendo “advogados da tecnologia”, pessoas mais alegres e passionais, procurando convencer a todos da empresa sobre as vantagens deste investimento; o objetivo de toda empresa é o sucesso, e é necessário a harmonia entre departamentos de características tão opostas, para este fim. O objetivo de um presidente de uma empresa é reconhecer o valor da transformação, que o departamento de tecnologia quer para a empresa, enquanto valoriza a necessidade de cautela, recomendada pelo departamento financeiro; quando os dois departamentos, tão diferentes um do outro, aprenderem a absorver aspectos positivos, um do outro – o financeiro aceitando que é bom para a empresa a aquisição de novos computadores e softwares, gerando lucros para a empresa, e o tecnológico tendo responsabilidade financeira, aceitando os limites de gasto, com a compra desses novos equipamentos; a palavra tikun – retificação – , em Cabalá, é aplicável a sistemas : a retificação ocorre quando forças contrárias exibem características de seus opostos, gerando o sucesso da empresa.

    A academia de música em que trabalho, no Paraná, contratou uma pessoa para a diretoria que tem esse perfil restritivo descrito no shiur. Ela está cuidando, também, das finanças da academia, e afirmo que é a pessoa certa para a função. Está sendo feito um trabalho fantástico, por parte desta pessoa. Eu não me imagino em um cargo assim: não teria a severidade necessária para isso. Me lembrei disto ao ouvir esse trecho da aula.

    O mestre afirma: o que ocorre em uma empresa é análogo ao que ocorre no nível emocional – a maneira de resolver o conflito interior, de forças opostas – expansão, contração – , é permitir que haja o tempero de uma força na outra. Exemplo do Rav: o desejo da pessoa, de união com alguma coisa que a está conflitando, precisa ser temperado com a vontade de restringir essa união – o resultado será uma união pensada, cautelosa, neste momento a força de Severidade foi posta dentro da força de Bondade, onde a expansão terá limites; o contrário também é verdadeiro: em alguns momentos, a Severidade impera, a pessoa se torna rígida demais; neste caso, Bondade adoça a Severidade, ou seja, a pessoa abaixa o tom de sua rigidez, equilibrando essas forças opostas; geralmente, o equilíbrio emocional, intelectual e espiritual gera Misericórdia; o objetivo é ter misericórdia sobre as coisas, emulando a Hashem; é a integração do desejo de amar com o desejo de se distanciar, de ser frio; misericórdia é uma bondade com limites, parâmetros, com inteligência; esse princípio de integração de forças opostas é chamado, em Cabalá, de tikun – retificação; o mestre ensina que a linguagem da Cabalá precisa ser decodificada e explicada para as pessoas, sendo necessário que haja um mestre para isso.

    O objetivo dos estudos, ao começá-los, era principalmente aprender a me defender dos ataques psíquicos e outros acontecimentos desagradáveis, que me cercam, com armas legítimas e cabíveis para um aspirante a noético. Estou muito feliz que, nesta caminhada, também estou tendo a oportunidade de retificar traços de personalidade antagônicos, tudo colaborando para o bem, tanto pessoal, quanto para o mundo. Não tenho como ser tão racional, porque já vivenciei bastante coisa de forma intuitiva, e foi o que me trouxe aqui, na verdade. Porém, estou aprendendo a trazer, um pouco mais à tona, algo que me falta: mais frieza, limites e parâmetros para as coisas. Eu só tenho a agradecer por esta oportunidade. É, realmente, Benevolência Divina. Graças a D’us.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos da Retidão Noética.

    MUITO BOM E PERTINENTE. RAB. AVRAHAM

  2. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Pela graça de D-us,

    Shalom Rav Avraham e amigos,

    Peço permissão para trazer e compartilhar com os amigos meu entendimento do shiur “Harmonia nas empresas”.

    Rav Avraham inicia o shiur nos trazendo uma pergunta muito importante, por que a Cabalá é tão técnica? É interessante perceber que a grande maioria não conseguiu ainda compreender o nível dessa maravilhosa ciência de D-us, pois se de fato tivessem compreendido, muitos “mestres” não teriam popularizado conceitos Santos e tão sublimes. (NA VERDADE, A PARTE MÍSTICA DA TORÁ, MAS ATÉ DO QUE AS OUTRAS PARTES, É PROIBIDA PARA NÃO JUDEUS. CONTUDO, EXISTE A EXCEÇÃO DE QUE CERTOS ASSUNTOS MÍSTICOS QUE FOMENTEM TEMOR A D-US E MORAL EM GERAL SÃO PERMITIDOS AOS NÃO JUDEUS. BASICAMENTE, TUDO QUE SE ENCONTRA POR “AÍ” – NA INTERNET ETC. – QUE TENHA O TÍTULO “CABALÁ” NÃO É DE FATO CABALÁ E NEM DEVERIA SER ESTUDADO POR NINGUÉM, JUDEU OU NÃO. SIM, EXISTE COMO JÁ EXPLIQUEI, A TENDÊNCIA MODERNA DE CABALÁ INUYIT – FILOSÓFICA – QUE É UMA CHASSIDUT NA VERDADE MUITO ARTICULADA. MAS, CABALÁ DE VERDADE, O MAIS PRÓXIMO QUE EXISTE É O SITE BEIT ARIZAL. É VERDADE QUE EU GOSTARIA QUE NEM TODOS OS SHIURIM FOSSEM OUVIDOS POR NÃO JUDEUS, POR ESTES NÃO SEREM APROPRIADOS A ELES E NEM COMPREENSÍVEIS, NO ENTANTO, ASSUMINDO A RARA OPORTUNIDADE PARA JUDEUS TAMBÉM, A OBRA EXISTE HOJE COM ACESSO PÚBLICO. RAB. AVRAHAM)

    Vivemos em uma época decisiva, no qual a compreensão das pessoas, no que se refere à dimensão espiritual tem se mutilado com conceitos totalmente contrário aos verdadeiros segredos trazidos pela Torá. Graças a D-us, nesta comunidade aprendemos o que é Cabalá, o Rav Avraham remove qualquer tipo de conceitos filosóficos, o que no inicio de nossa caminha na comunidade era bem comum (falo por mim). Eis a grande importância de caminhar com um verdadeiro Mestre, que tem condições de transmitir assuntos Santos, e melhor, fazer com que o aluno receba e crie uma realidade em outra dimensão espiritual, retificando seus traços de personalidade, conseguindo retificar seus erros, graças a D-us.

    Hoje muita gente busca aprender Cabalá (MAS, NÃO TEM ACESSO, SAIBA BEM DISSO. É TUDO MUITO BEM GUARDADO. RAB. AVRAHAM), porém não querem viver de fato as realidades espirituais, estão atrofiadas pela “síndrome acadêmica”, como descreve o Rav Avraham, a parte externa é mais valorizada do que o interior (EXATO). Por isso é muito comum ver as pessoas buscarem camuflar seu exterior com palavras filosóficas, mostrando ser o que não são de fato, com comportamentos e atitudes que não está em conformidade com a Torá (EXATO). O Rav explica que a Torá significa o espírito vivo de Hashem presente em nossa vida, guiando o Bnei Israel e Bnei Noach de forma real. É muito profundo ouvir isso, contudo, devemos compreender, o que Rav Avraham ressalta muito bem dentro do meu entendimento, é que não se vive a Torá com apenas o intelecto, se limitando em um estudo acadêmico, trabalhando apenas uma parte do cérebro, não! É muito mais profundo, a Cabalá que é a alma da Torá é um sistema completo que avalia cientificamente nossos desejos, os divide e dá uma fórmula matemática exata para cada acontecimento em nossa vida, cada tipo de compreensão e de sentimento. E esse trabalho é sentimento combinado com o intelecto. Adão tinha essa combinação perfeita, como é sabido, ele via de um lado a outro, sua parte intuitiva era totalmente ativa. Os dois lados do seu cérebro funcionavam ao mesmo tempo em harmonia, consciente e subconsciente. Se D-us quiser, viveremos essa realidade novamente, estamos caminhando com esse objetivo, estudar Cabalá com Rav Avraham permitiu conhecer mais meus sentimentos e entendê-los, aprendendo a lidar com minhas limitações, é um grande presente de Hashem.

    Quando faço uma retrospectiva da minha vida, percebo quanta bondade de D-us em permitir ter contato com ensinamentos tão sagrados, com uma linguagem tão profunda e que exige de nos grande sensibilidade, caso contrario, caímos no academismo.

    Uma alternativa da compreensão profunda da Cabalá nos trouxe uma solução, “o homem não precisaria se esforçar tanto para ir ao céu, porque o céu viria até ao homem”. Isso explica que através das nossas ações podemos elevar até um nível celestial, pois tudo que fazemos aqui no mundo da ação, tem uma repercussão em cima. Rav Avraham explica que a Chassidut veio trabalhar os poderes da alma do homem, cada canal Divino ou atributo de Hashem é refletido na alma. Exemplo disso, explica o Rav, quando uma pessoa sente sentimentos de confusões, forças antagônicas celestiais estão atuando na alma dessa pessoa, e isso ocorre porque a pessoa pode estar vivendo uma situação onde o lado dela que se “expandir”, porém ao mesmo tempo, existe o outro lado dela que quer se “retrair”, que se distanciar desse algo. Rav Avraham explica esse conceito dando um exemplo de uma empresa,

    Esse exemplo nos trás grandes lições, dentre elas, ressalta o Rav que para um sistema, organismo ou organização ser dito retificado, é necessário que acha harmonia entre essas duas forças distintas e opostas. Recentemente tive uma nova experiência onde essas duas forças atuaram de forma intensa, e em consequência disso minhas dores no estomago voltaram. Isso explica a grande tensão que estou vivendo em uma empresa na qual trabalho atualmente. Percebo o desequilíbrio total entre essas duas forças nessa organização, onde existe apenas “restrição”, a força de guevurá. Minha vida sempre foi marcada por pessoas que tiveram muita “restrição” comigo, isso ocorreu devido a minha emoção caracterizada por Chessed, para mim tudo sempre aceitei o que a vida me deu, por assim dizer, sempre fui muito passiva diante das situações, tolerante de mais. O teste vivenciado nessa empresa que estou trabalhando, tem sido uma oportunidade de Hashem, para que eu possa “temperar” esse conflito interior com a força de guevurá, pois certas situações me permitiram “agir” e disser: “basta”! Isso me proporcionar uma paz interior e alegria em meu coração. Fiquei mais confiante e com minha fé fortalecida, graças a D-us.

    A grande lição que aprendo claramente, é que dependendo de como é empregado à força de guevurá ela pode ser um ponto extremamente positivo ou extremamente negativo. O mesmo se aplica a força de Chessed, sendo que a primeira força emocional não é necessariamente boa, assim como a segunda não é necessariamente má. No entanto, viver sob o domínio de apenas uma força, é viver em um total desequilíbrio, o que não é aconselhável, pois não permite a retificação dos traços de personalidade. Por isso precisamos buscar o equilíbrio dessas forças presente em nos, e prestar bastante atenção nas situações que ocorrem em nossa vida todos os dias, pois elas são oportunidades de Ticum. Vale ressaltar algo, D-us julga o homem “medida por medida”: a dizer, a respeito de quem julga os demais com bastante severidade e rigor será julgado desta forma pelo Juiz do Universo. Resumidamente, ter uma vida ideal, retificada é ter o equilíbrio entre essas duas forças, como explica o Rav Avraham onde uma força exibe características de seu oposto, e vice-versa. Isso representa a capacidade de harmonizar e mesclar Chessed com Guevurá, onde uma ira temperar a outra.

    Gostaria de agradecer ao Rav Avraham, por nos permitir aprender conceitos tão importantes, que trará, se D-us quiser, o equilíbrio a nossas vidas como também a era do Mashiach. Amém. D-us abençoe.

    Tudo de bom

    Raquel

    EXCELENTE. CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  3. Shalom Rav Avraham e amigos,

    Agradeço Rav Avraham por ressaltar informações muito importantes a nós no que se refere à parte mística da Torá. A disseminação de sua obra, sem dúvida tem trazido frutos preciosos, permitindo grandes retificações neste mundo, graças a D-us. Somos eternamente gratos por nos guiar e preparar para o mundo vindouro, que o mérito do Sr. nos proteja e nos ajude a crescer na graça e cada vez mais no conhecimento de Hashem. D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

  4. Shalom Rabino Avraham e Amigos, boa tarde.

    De maneira inigualável o Mestre ensina como administrar nossas vidas dentro da comunidade:

    “…o Mestre pode guiar, mas não pode viver a experiência espiritual do aluno…”

    Particularmente creio ser um grande desafio alcançar este objetivo. Primeiro porque a metodologia de ensino acadêmico e secular atuante nas nações é um “… estudo que aborta metade do cérebro humano…”. É decepcionante ter de estudar e sentir o tempo todo que algo está errado. Sem mencionar as diversas misturas que são inseridas, como por exemplo a disciplina “religião”, que em minha época era obrigatório. Entre os confrontos que mais tive, lembro também das principais matérias, aquelas em que se é obrigado a decorar fórmulas. Ficava sempre naquela interrogação, pensava: mas onde isso se aplica e porque? Pra que isso? Mesmo com as respostas dos professores, não me sentia conformado.Desestimulado, cheguei a abandoar os estudos, pois sentia esse vazio no que estava sendo ensinado. Não imaginei que algum que dia encontraria respostas, então pela providência Divina, tive a oportunidade de ler a obra do Mestre: Hashem maguên baadi: “tudo que existe é energia pura e simples (nefesh)… essência da força vital… vemos isso com a famosa equação E = mc², que significa essencialmente que energia é igual a matéria e matéria é igual energia…Agora, a maneira em que todas as miríades de seres vivos lidam com esta energia nos infinitos mundos que nos rodeiam … é um assunto de extrema importância e significado para todas as pessoas do mundo…”. Fiquei tão feliz. Pela primeira vez pude sentir que poderia aprender algo de verdade, tendo agora a oportunidade de gradativamente preencher aquele vácuo que carreguei desde o início escolar.

    No meio externo, pela Graça de D-us, oportunidades de aprendizado tenho vivenciado. Os ensinamentos do Mestre tem me policiado, e permitido identificar (mesmo que minimamente) o caráter dos que tenho contato. Vejo que até mesmo na escrita as pessoas facilmente se entregam e revelam sua natureza de ser e agir. Tento ser discreto, até para não constranger ou causar desentendimentos. Confesso ser muito difícil, pois também tenho restrições. Mas Graças a D-us existe algum grau de equilíbrio, e tomo proveito disso para de alguma forma contribuir com o desenvolvimento da comunidade.

    No Retidão Noética, creio que podemos emular em algum grau a “Arquitetura espiritual do Universo”, revelada nesta aula. Refletir no possível resultado das coisas que fizermos em nossa comunidade, e como isso irá repercutir “lá em cima”. O Mestre enfatiza que as forças espirituais existem em nós mesmos, como um reflexo do nível celestial, porém devido ao desequilíbrio há uma tenção entre estas forças opostas, impossibilitando de se manifestarem da maneira ideal e transformadora. Vemos isto constantemente em nossas participações aqui, temos adversidades, dificuldades emocionais, intelectuais, que muitas vezes nos previne de estudar e escrever nossos comentários. A gente quer expandir nosso entendimento, mas por outro lado, nossa própria natureza nos restringe e não conseguimos fazer da maneira idealizada pelo Mestre. É dito que isto gera até efeitos fisiológicos. E confesso que ultimamente venho me sentindo muito fraco (fisicamente falando). Numa tensão que realmente tem gerado muito cansaço, mas que não me permite parar, forçando seguir em frente, para que algo novo possa nascer. O que podemos fazer para aliviar estas dores, e permanecer progredindo neste caminho? Revela o Mestre “ … que o Sod ensina como efetivar esta resolução…”. É preciso criar um Sistema, uma Organização que nos permita emular o equilíbrio destas forças opostas, formando um organismo vivo (existente) em nossa sociedade. O Retidão Noética, que como entidade – ONG, pode gradualmente revelar um equilíbrio de Guevurá ao unir-se com Chessed, do B’nei Yisrael, o Beit Arizal, a ONG que disponibiliza gratuitamente todo material necessário para que as nações se re equilibrem e possam trazer paz ao mundo se ligando a D-us.

    O assunto é ainda mais aprofundado. Entendo minimamente que nesta “associação” entre B’nei Nôach e B’nei srael, temos como objetivo/missão assegurar ao máximo possível a integridade. Filtrar pessoas através de processos. Os quais irão impossibilitar/dificultar que “forças negativas” façam parte desta união. Por outro lado, o B’nei Yisrael tem toda Tecnologia Espiritual à serviço de D-us. Penso que o desejo de todo Judeu é essencialmente que o mundo inteiro ame a D-us, como Ele ama. É um sócio de Hashem que trabalha arduamente para convencer a todos das maravilhas que o Eterno pode promover a Criação. Ao mesmo tempo isto para nós significa uma responsabilidade muito grande, pois o Ahavat Ysrael é algo incessante entre os judeus, um amor e desejo inigualável pela revelação e expansão Divina no mundo. Estão constantemente pedindo, rogando a Hashem por Benevolências. Tanto ao amigo quanto ao inimigo, para que ambos tornem-se instrumentos da Glória de Hashem. Algo realmente extraordinário. Então mesmo que nós, como B’nei Nôach necessitemos trabalhar num aspecto (Guevurá) totalmente oposto ao do B’nei Yisrael (Chessed), precisamos garantir que esta associação seja uma real e equilibrada em nosso meio, propiciar uma União Santa, que possa interagir constantemente em processos de inter inclusão, (assunto detalhadamente esclarecido na aula Vav, exemplificando o modelo de circuitos integrados).

    “… Então é necessário que haja um comprometimento com o sucesso desta “empresa” de ambos os lados”. No momento em que atuarmos em maior proporção/fluxo de pessoas verdadeiramente aceitando e recebendo as “tecnologias” (os ensinamentos pertinentes, as Categorias de leis da Torá – Sete “Leis” de Nôach), pelo simples fato de que isto é o correto, que isto é que nos beneficiará gradualmente, estaremos então propiciando ao B’nei Yisrael escolher e promover as devidas transformações neste mundo (esta “empresa” pré estabelecida por Hashem). Combatendo o anti semitismo e prevenindo que as heresias continuem distorcendo a Torá, como se ela fosse uma “árvore de dinheiro”. Então “… nesse momento, se inicia um processo de retificação…”, e creio que de modo muito formidável, se D-us quiser, pois ensina o Mestre que a palavra retificação, é aplicável à Sistemas, aonde forças contrárias vem a exibir características de seus opostos”. Ao que entendo como sendo o momento em que o bem recebe o mal (corrigindo-o) e o mal aceita o bem (transformando-se em bem). E como afirma o Mestre, a armada de Mashiach chegará com a imposição da Lei, que re estabelecerá o equilíbrio no mundo, se D-us quiser.

    Graças a D-us por esta aula, e por existir esta linguagem única e Santa.

    Obrigado Rabino Avraham por nos incluir nesta estrutura Divina.

    E amigos por estarem presentes e confiantes neste caminho.

    Edson.

    É SUA VISÃO, QUE FELIZMENTE TRAZ CONCEITOS CORRETOS. AGORA, É PRECISO TRANSFORMAR A VISÃO EM REALIDADE. RAB. AVRAHAM

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