PARASHÁ HA’AZINU 5770 (VÍDEO)

Shalom Sr.Rabino Avraham e colegas do Retidão Noética.

Peço permissão ao Rav para comentar a cerca de meu entendimento sobre a aula Ha’azinu 5770, disponível em <http://beitarizal.org.br/2013/03/04/asseret-yemei-teshuva-5770/&gt;.

O Rabino Avraham inicia o shiur contando uma história do Mestre Ari’’zal, que, em certa ocasião, recebe uma visita do Rabino Shmuel Avazida e ao invés de tratá-lo normalmente, trata-o com bastante deferência, inclusive convidando-o para tomar acento ao seu lado direito. Conta o Mestre Avraham que o Ari’’zal e o Rabino Shmuel conversaram por bastante tempo. O Reb Shmuel contou ao Ari’’zal muitas de suas necessidades e problemas. Ocorreu, entretanto, que todos ficaram muito surpresos com o tempo que o Mestre Ari’’zal dedicou ao Reb Shmuel, tendo vista que ele (Reb Shmuel) era acostumado a frequentar esse grupo, mas nunca tinha recebido tratamento tão singular como foi desta vez.

Pois bem, quando o Reb Shmuel foi embora, o Rabino Chaim Vital, que era o aluno maior do Arizal, dirigiu ao seu Mestre (o Ari’’zal) para perguntar o que tinha de tão especial neste dia, tendo em vista que ele e os outros alunos nunca haviam presenciado tratamento tão único como o daquela oportunidade. Diante disso o Ari’’zal explicou simplesmente que o tratamento especial não foi dispensado exatamente ao Rabino Shmuel, mas para o Reb Pinchas Bem Yair (que fora sogro do Reb Shimon Bar Yochai – aquele que trouxe o Zohar para o mundo há 1500 2000 anos antes). Por isso, quis o Rab Chaim Vital saber, do Ari’’zal, o motivo que trouxe o Rabino Pinchas Bem Yair a visitá-lo junto o Reb Shmuel…por que isso era possível, como aconteceu?

Ante a esse questionamento, o Mestre Ari’’zal explicou que isso foi possível em razão de que o Rabino Shmuel tinha cumprido de maneira exemplar uma mitzvah que o Rabino Pinchas Bem Yair também costumava cumprir de forma exemplar. Continua contando, o Mestre Avraham, que o Rabino Chaim Vital saiu de forma atônita atrás do Rabino Shmuel para saber do que se tratava essa mitzvah, porque ele queria saber que mitzvah é essa que permitiu um tratamento extraordinário por parte do próprio Ari’’zal e que possibilitou que nessa visita viesse junto a ele (Reb Shmuel) a alma de um Tsadik (um Justo) do nível o Reb Pinchas Bem Yair.

Alcançando o Reb Shmuel, o Rabino Chaim Vital pediu que lhe ensinasse tudo isso de tão especial – que era a mitzvah. Diante disso, o Reb Shmuel contou que naquele dia, quando se dirigia à Sinagoga, em uma das ruelas do caminho, deparou-se com vozes de choro que vinham de uma casa. Disse o Reb ao aluno do Ari’’zal, que quando chegou nessa casa, que havia tantos prantos, as pessoas lhe contaram que tinham sido roubadas na noite anterior, que lhes haviam levado absolutamente tudo e que não tinham mais nada, inclusive nem roupas. “Naquele momento minha misericórdia foi muito despertada e eu arranquei as minhas próprias roupas e dei para aqueles indivíduos para que não ficassem naquela condição. E é por isso que hoje vim visitar o Ari’’zal, apesar de que é um dia da semana, vestido nas minhas roupas do Shabat e Yom Tov, porque era só o que me restava” – continuou o Reb Shmuel ao Reb Chaim Vital. E assim termina a história contada pelo Mestre Avraham.

Ao terminar de ouvir essa história chassídica e antes de ouvir a revelação do Rabino Avraham, em face dessa parte do conto em que o Rab Shmuel diz ter ido visitar o Ari’’zal, mesmo sendo dia da semana, com suas roupas do Shabat e Yom Tov (que suponho ser melhor roupa ou a mais especial que um Judeu possui e que por homenagem a Hashem veste nesses dias tão especiais) em razão ter, por misericórdia, no dia anterior, ter dado suas roupas do dia a dia para uma família necessitada, fez-me ligar o entendimento de tive em uma das aulas do Rabino Avraham.

Na aula Ki Tavô 5771 (vídeo) o Mestre Avraham nos ensina a respeito das “vestimentas” pelas quais a alma se expressa, quer sejam: os poderes do pensamento, da fala e das ações. Não sei se de forma correta, minimamente compreendi que metaforicamente essa história nos conta que pelo poder da ação, que é uma “vestimenta” da alma, que o Rabinho Shmuel, com a sua melhor vestimenta, consegue visitar o Ari’’zal, acompanhado de um Tsadik da envergadura do Reb Pinchas Bem Yair.

O Mestre Avraham, nos ensina que os “Justos sempre estão conscientes das ações dos homens aqui na terra.” Entendi que o Rav não utilizou a palavra “consciente” somente no sentido – aqui – para dizer que os Justos tem conhecimento ou sabem de nossas ações. Mas que eles, os Tzdick Tsadik, também tem acesso a nossa consciência, a nossa mente, as nossas qualidades psíquicas.

Isso tem entendimento na lição do Mestre, que diz que quando “uma pessoa realmente cumpre uma mitzvah com o coração de maneira correta” (entendi que por misericórdia e não somente por obrigação), “certamente ela pode receber uma ajuda espiritual da alma de um Tzadik”, quem vem e a guia e que, inclusive, ensina pela “sua consciência que agora se expande” assuntos de Torá que ela não teria condições de saber.

A maneira como agimos é vital para nós – lembrando-me da lição do Mestre Avraham -, tendo vista que nossas ações constituem-se como uma das vestimentas da alma. E, também nossas ações tem capacidade de denotar nossas ligações espirituais, que inclusive, um Tzadik aqui na terra, como foi o Arizal, tem aptidão para perceber essas ligações entre pessoas e Tzadik que já se foram.

O Mestre chama a atenção para o fato de que além dessa lição mística, existe outra mais importante, que está relacionada à ação. Quando, por exemplo, tomamos conhecimento do sofrimento de uma pessoa, “o mais importante é a ação de ajudar essa pessoa, de fazer o que é necessário, o que for preciso e da maneira correta. De correr para ajudar uma pessoa que esteja precisando de nós, a despeito de nossas obrigações”. Mais do que cumprir as mitzvah deve-se fazer ações de façam a diferença para quem está precisando. Entendi, com isso que mais do que demonstrar eficiência, devemos procurar ser eficazes em nossas ações, agindo, sobretudo, com bondade.

É difícil, para mim, trazer aqui experiências pessoais a respeito desse assunto, sob pena de me sentir ou demonstrar presunção ou falsa modéstia. Sem aqui querer publicar ou alardear oportunidades em que minimamente consegui ajudar algumas pessoas ou pelo menos diligenciei para tentar tornar um pouco mais doces momentos difíceis da vida destas, limito-me a dizer que Hashem sempre devolveu bem mais do que mereço.

Peço desde já desculpas se fui em algum ponto arrogante ou equivocado em minhas colocações.

Agradeço ao Rabino Avraham por sempre iluminar nossas mentes com ensinamentos tão profundos a respeito da Torá Viva de Hashem.

Fábio.

MUITO BOM, SIGA EM FRENTE! RAB. AVRAHAM

6 opiniões sobre “PARASHÁ HA’AZINU 5770 (VÍDEO)

  1. Shalom Rabino Avraham e amigos desta comunidade.

    Venho aqui trazer um breve e humilde comentário sobre essa a aula da Parashá Haazinu 5770 (vídeo) que se encontra no link: http://beitarizal.org.br/2013/03/04/asseret-yemei-teshuva-5770/

    Essa curta aula se inicia com o Rabino Avraham contando uma história com o Mestre Ari’’zal. Certa vez, o Rabino Shmuel Avazida visitou o Mestre Ari’’zal e foi recebido de maneira especial pelo Mestre. Após a visita o principal discípulo do Mestre Ari’’zal, o Rabino Chaim Vital, se dirige ao Mestre para perguntar sobre o motivo desse tratamento diferenciado. Explica o Mestre Ari’zal que o tratamento não foi especificamente para o Rabino Shmuel, mas ao Reb Pinchas Bem Yair (sogro do Reb Shimon Bar Yochai, grande Mestre que trouxe o Zohar ao mundo), que lhe acompanhava devido a ele ter cumprido uma mitsvá de maneira exemplar, da mesma maneira que o Reb Pinchas Bem Yair fazia em vida.
    O Rabino Chaim Vital ao ouvir o motivo, corre atrás do Rabino Shmuel para saber qual teria sido essa mitsvá. Ao alcança-lo o Rab Shmuel conta que estava indo até a sinagoga e ouviu vozes de choro vindo de uma casa, ao chegar lá ficou sabendo que as pessoas que ali residiam haviam sido roubadas de tudo, inclusive as roupas. Conta o Rab Shmuel que ficou comovido e arrancou as próprias roupa e as deu para aquelas pessoas e por isso foi visitar o Mestre Ari’’zal com suas roupas de Shabat e Yom Tov, mesmo sendo dia de semana, pois eram as únicas que lhe haviam sobrado.
    Dentro das minhas limitadas possibilidades de compreensão pude perceber que o Rabino Shmuel cumpre essa mitsvá de maneira exemplar pois age de pronto. Tamanha sua caridade não parou para pensar em possíveis consequências negativas que lhe pudessem trazer mais tarde essa sua atitude benevolente, apenas agiu de imediato para amenizar a situação de sofrimento daquela pobre família. É abismal a diferença entre a ação de um Tsadik e a atitude secular que vemos hoje em dia, em que o sofrimento alheio sequer causa algum estranhamento. Desejo de todo coração que em breve essa situação em nosso mundo se modifique e a humanidade aprenda com o exemplo dos justos, se assim D-us quiser!
    O Rabino Avraham continua o shiur dizendo que essa história pode ser entendida por dois aspectos. O primeiro, o aspecto místico, ensina que os Tsadikim sempre estão conscientes de nossas ações justas no plano físico, portanto aqueles que cumprem com excelência alguma mitsvá, podem se ligar espiritualmente por princípio de afinidade espiritual com a alma de um Tsadik em outro plano, que pode lhe inspirar por exemplo, em uma compreensão sobre a Torá que essa pessoa não teria possibilidade de compreender sozinha, e comenta também que os verdadeiros Tsadik aqui da Terra tem a percepção mental apurada que lhes permite perceber essa ligação.
    Em minha pequenez, fico encantado com a misericórdia Divina, que concede o auxílio e a inspiração de um Tsadik para guiar aqueles que buscam caminhar em retidão. É belo poder ver como os grandes buscam auxiliar os pequenos que tem verdadeira intenção de crescimento.
    O segundo aspecto e também o mais importante, nos diz o Mestre Avraham é a ação. Agir como for necessário, da maneira correta rapidamente para ajudar aqueles que necessitam. Nos ensina o Mestre que devemos nos preocupar com a dor do próximo e o que pode ser feito para aliviar essa dor, seja pela palavra, com um sorriso, com a Tsedaká ou com ações que façam a diferença, principalmente nesse período especial em que nos aproximamos do período de julgamento.
    Mesmo tendo pouquíssimo conhecimento sobre os assuntos sagrados que estudamos, posso vislumbrar a unicidade de D-us por trás desses ensinamentos. Todo aquele que age com benevolência com o próximo, é como se fosse benevolente a D-us, e assim recebe benevolências em sua via, todo aquele que age com maldade, é como se agisse maldosamente com D-us, e recebe severidades, que D-us nos livre! “Medida por medida” nos ensina o Mestre, entretanto, como podemos aprender nessa lição, não é por recompensas que devemos agir, sejam elas físicas ou espirituais, mas ter a kavaná verdadeira de ajudar o próximo, por amor e temor ao S-nhor.

    Peço perdão por não saber fazer um comentário a altura dessa aula. Peço desculpas por possíveis erros ou equívocos, ponho-me em posição de ser retificado em meus erros.

    Desejo um ano doce e próspero para Mestre Avraham e amigos da comunidade, que D-us guie as nossas ações e nos ajude na nossa retificação para que possamos ser recipientes adequados para receber a luz Divina nesse mundo.

    André Luis Karpinski.

    MUITO BOM! CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  2. Shalom caro Rabino Avraham e todos amigos da comunidade.
    Peço permissão para humildemente fazer o comentário desta tocante e maravilhosa aula http://beitarizal.org.br/2013/03/04/asseret-yemei-teshuva-5770/.

    O Mestre inicia a sua aula falando de uma linda historia que envolve o grande Tzadik (Arizal). A história é bem interessante, conta-nos o Mestre que certa vez o Arizal foi visitado por alguém que costumava (algumas vezes visitá-lo) chamado “Rebe Shmuel”. Nos é dito que quando o Rebe Shmuel chegou (surpreendentemente) o grande Arizal, se levantou cumprimentou ele de uma maneira especial, pedindo que se sentasse ao seu lado direito e etc. Todos ficaram muito surpreso por devido ao tempo que o Arizal dedicou a este Sr o Rebe Shmuel.

    Foi então que o discípulo maior do Rav (NÃO FALAMOS ASSIM. APENAS ARIZAL OU RAV ITZCHAK LURIA DE ABENÇOADA SANTA MEMÓRIA. RAB. AVRAHAM) Arizal interrogou-o “ Porque este tratamento tão único, especial, que ninguém nunca tinha visto isto ocorrer”. O Arizal explicou ao Rebe Shmuel que este tratamento foi devido a uma mitzvah que o Rebe Shmuel tinha cumprido de maneira exemplar. Não ainda totalmente satisfeito, queria ainda saber o Rabi Chaim Vital qual era esta mitzvah tão importante para atrair o seu Mestre o Arizal. Então o Rabi Chaim Vital resolveu procurar o próprio Shmuel para lhe perguntar sobre o assunto. Rebe Shmuel explicou ao Rabi Chaim Vital sobre a grande mitzvah, contando sobre o seu percurso até a sinagoga (como de costume) quando ele ouviu vozes de pessoas chorando, indo até lá para ver o que estava acontecendo, diz o Rebe Shmuel que ao chegar na casa onde ouviu tantos prantos, que a família o contou, que havia sido totalmente saqueada não sobrando nada. Conta o Rebe Shmuel que ao ouvir o desabafo daquela família, sua misericórdia foi despertada, e arrancou ele, suas próprias roupas e deu (literalmente) aqueles indivíduos para que eles não continuassem naquela condição. E por esta grande mitzvah que (inevitavelmente) soube o Mestre Arizal ele tinha sido honrado daquela maneira.

    Entendo minimamente que está sendo ensinado para nós (através da história) pelo Mestre Avraham que quando nós sabemos a respeito do sofrimento de uma pessoa (DEPENDE, NEM TODAS. OS PERVERSOS/ÍMPIOS NÃO MERECEM ESTE TIPO DE TRATAMENTO. RAB. AVRAHAM), o mais importante é a AÇÃO DE CORRER E AJUDAR esta pessoa que precisa de suporte. “ Embora no caso tenhamos as leis de Noach e suas ramificações, embora também tenhamos as dificuldades do dia-a-dia que exige cada vez de nós mais tempo e um ritmo acelerado, explica o Mestre que precisamos (Essencialmente) elevar e refinar o nosso caráter, se preocupar com a dor do próximo (principalmente através da Tzedakah). É vital como foi dito pelo Mestre, ainda mais nestes dias, onde se aproxima um novo ano que é (Rosh Hashaná) praticar atos de bondade, e que assim Hashem conseqüentemente nos dará dias melhores e um ano doce, e que assim seja (Se D’us Quiser).

    Agradeço ao Mestre Avraham por esta maravilhosa aula, que a cada vez mais tem não só nos ajudado, mas literalmente refinado o nosso caráter e retificado a nossa alma. Antes de mais nada, quero pedir perdão se me equivoquei, ou fui arrogante no decorrer do comentário. Obrigado Mestre Avraham pois é um prazer ser o seu aluno e portanto aprender com o Sr.

    Orli.

    MUITO BOM. SIGA EM FRENTE E TUDO SERÁ PARA O BEM. RAB. AVRAHAM

  3. Shalom Rav Avraham e amigos,

    Peço licença para trazer algumas palavras de entendimento da parashá Há’Azinu 5770 video.

    Sr. Rav Avraham inicia a parashá nos trazendo uma historia do Mestre Arizal, que nos traz várias lições importantes. A historia tem dois aspectos importantes, o “Tzadik” e a outra Chessed (bondade). Como Rav explica os “Tzadikim estão sempre conscientes das ações dos homens aqui na terra”. Como sabemos os Tzadikim eram pessoas justas em todas as suas ações, falas e pensamentos, a Luz Divinamente outorgada a eles lhe permitem ter consciência de assuntos literalmente em qualquer lugar do universo, é a percepção do espiritual, do que o Rav explica: “a percepção através dos olhos da mente”, ou seja, a consciência de todo processo da Criação Divina, seus segredos, mistérios, que para os “Tzadik” se tornam revelados, e que cabe apenas a eles revelá-los de acordo com o merecimento da pessoa. É interessante notar, que quando uma pessoa cumpre uma Mitzvá, ela pode receber ajuda espiritual da alma de um justo, que vem e guia a pessoa, inclusive ensinado-a a compreender assuntos de Torá. Portanto, essa afinidade espiritual ocorre somente com “Tzadik”, e pessoas que cumprem as mitzavá. Acredito que D-us sempre coloca diante de nos oportunidades para cumprir uma mitzvá, e ao cumpri-la, bençãos são lançadas em nosso mundo.

    Outro aspecto importante é a pratica dos atos de Bondade, devemos ter sempre atitude de ação para com nosso próximo, não basta apenas ter a intenção de oferecer ajuda a alguém, mas principalmente agir para suprir a necessidade de uma pessoa que esteja em um momento difícil, de fazer o que é necessário para que a pessoa consiga se erguer novamente. Como é dito pelos sábios da Torá, que um dos pilares do mundo é o Chessed (bondade) que fazemos com o próximo. E não sabemos onde podem recair os méritos espirituais de cada ato de bondade que fazemos. Da maneira que nos comportamos com as outras pessoas, D-us se comporta conosco. Portanto, se queremos que D-us escute as nossas rezas e nos ajude, antes de tudo precisamos nos refinar o nosso caráter, como assim explica o Rav, dando a mão a quem precisa, pois em um mundo tão difícil que nos encontramos, quando as pessoas buscam apenas satisfazer suas necessidades, muitos precisam de ajuda, alguém que lhes mostre o caminho certo rumo ao céu.

    Em minha caminhada tive muitas pessoas que me ajudaram em diversos níveis, elas contribuíram muito e me influenciaram positivamente me ajudando materialmente e espiritualmente na formação do meu caráter. Sou muito ciente disso e grata também, percebo o quanto Hashem foi Bondoso para comigo, e tem sido até hoje, graças a D-us. Amanhã fará 1 ano que tive contato pela primeira vez na comunidade Retidão Noetica, momento em que tudo que precisava, eram ensinamentos que me levassem a Hashem, que me conduzissem a uma nova dimensão espiritual. Graças a D-us, hoje estou aprendendo a emular ao Criador, desejo profundamente que possamos tem sempre a intenção boa em nossos corações, ajudando quem precisa. Amigos desejo a todos um ano bom e doce, que possamos crescer no estudo da Torá e que a comunidade cresça mais e mais, trazendo bençãos ao nosso Mestre Avraham.

    Obrigada Rav Avraham pela oportunidade, peço desculpa por qualquer erro cometido de entendimento. D-us abençoe!

    Tudo de bom e doce
    Raquel

    GOSTARIA DE VER SEUS COMENTÁRIOS MAIS DESENVOLVIDOS, PORQUE ELES TÊM GRANDE POTENCIAL. RAB. AVRAHAM

  4. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Sr. Rabino Avraham e Amigos da comunidade.

    Venho humildemente escrever um comentário sobre a PARASHÁ HA’AZÍNU 5770 vídeo

    A aula inicia-se com o Mestre nos falando sobre uma visita recebida pelo Mestre Ari”zal, do Rebe Shmuel Avazida, que frequentemente o visitará, mas que neste dia teve um tratamento muito singular. Um de seus alunos o Rabi Chaim Vital, perguntou-lhe o porquê daquele tratamento e o Mestre Ari”zal lhe respondeu que aquele tratamento não foi dirigido diretamente ao Rebe Shmuel Avazida, mas sim ao Rebe Pinchas Bem Yair que havia sido sogro do Rebe Shimon Bar Yochai que trouxera o Zohar ao nosso mundo e que acompanhava o Rebe Shmuel Avazida. Isto foi assim por que havia uma Mitsva que o Rebe Shmuel tinha cumprido de maneira exemplar e que Rebe Pinchas Bem Yair também costumava fazer da mesma forma exemplar. Essa Mitsva ocorreu quando o Rebe Shmuel estava se dirigindo a Sinagoga quando escutou vozes chorando e foi verificar esta situação, na qual de deparou com uma família que havia sido roubada de absolutamente tudo, na noite anterior. A reação misericordiosa do Rebe Shmuel foi despertada de forma intensa, então ele tirou suas roupas e deu para esta família para que eles não ficassem naquela situação.

    Explica-nos o Mestre, sobre o ponto de vista místico desta história, que os Tsadikim (Justos) estão sempre conscientes das ações dos homens aqui na Terra e que quando uma pessoa cumpre uma Mitsvá com a intenção correta, ela pode receber uma ajuda espiritual da alma de um Tsadik que a guia e a ensina em sua consciência, que se expande, o entendimento de assuntos da Torá, que ela não poderia saber. Essa afinidade espiritual pode existir mesmo entre um Tsadik que já partiu e o homem aqui na Terra que cumpre as mitsvot. Também nos explica que os Tsadikim verdadeiros aqui na Terra, como o Mestre Ari”zal, possui a capacidade de através dos olhos da mente de perceber essas ligações espirituais entre as pessoas e os Tsadikim.

    Outro ensinamento desta história, é que quando uma pessoa precisa de ajuda, o mais importante é nossa ação em ajudar esta pessoa, se prontificando a fazê-lo de forma correta, na forma que for necessária e no que for preciso, a despeito de nossas obrigações.

    Gostaria de humildemente relatar algo que aconteceu comigo e me fez refletir sobre este assunto. Certa semana havia ido ao mercado comprar algo para mim e resolvi comprar alguns pães e fatias de queijo para dar a alguma pessoa na rua, mas queria ser discreto nesta ação como o Mestre nos ensina, como moro no centro da cidade de São Paulo a missão era um pouco mais difícil, então andei razoavelmente, quando encontrei uma família que estava em um ponto meio escondido do vai e vem das pessoas, não hesitei e entreguei a uma mulher que recebeu com grande alegria aquela refeição e me agradeceu dizendo: “que D-us te abençoe”, geralmente em nosso mundo secular, com sorte escutamos um obrigado, mas essas pessoas creio, em algum grau e nível, serem diferentes neste sentido. Pois bem, depois de alguns dias, em outra semana, fiz a mesma ação, mas desta vez o que me chamou a atenção foi outra frase que ela me disse: “eu lembro de você, você esteve aqui outra semana”. Então, refleti sobre este frase, certo de que minha reflexão está limitada ao ínfimo entendimento deste assunto, mas pensei: pode ser que a alma daquela mulher se lembrasse de mim e, também, poderia se lembrar em outro nível, já que a alma transcende este plano que vivemos e que estas pessoas na verdade fazem um favor para nós e não nós a elas, no nível espiritual, como nos ensina o Mestre. Ainda refleti sobre a alma que recebe a Tzedakah, pois não sabemos que alma pode estar naquele corpo, então conclui: o que dei aquela mulher não é nada se comparado ao que recebi, no fim era aquela alma que estava me ajudando. (É ASSIM MESMO DE FATO. RAB. AVRAHAM)

    Estou longe de ser um Tsadik, mas só de poder ter uma reflexão no nível em que me é permitido e poder ter o auxilio do Mestre, através dos seus ensinamentos. correções e insights que nos ajudam em nossa meditação e reflexão, além da nossa retificação, me sinto em algum grau e nível, agraciado por Hashem, através desta Mitsva.

    Queria agradecer ao Sr. Rabino Avraham e a toda comunidade, por esta oportunidade de me expressar e de ser repreendido, para que possa elevar o meu conhecimento e coloca-los em prática, se D-us quiser.

    Obrigado
    Rodrigo de Oliveira

    EXCELENTE! RAB. AVRAHAM

  5. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia relatando uma história, sobre o Arizal: certa vez, o Arizal foi visitado, por um senhor. Lá se encontravam outros alunos com o Arizal também; surpreendentemente, o Arizal o recebeu e o tratou muito bem; se sentaram, conversaram, e esse senhor contou para o Arizal sobre suas necessidades e problemas. Os alunos ficaram impressionados com o tratatmento que o Arizal dispensou a esse senhor; quando ele foi embora, o Rabi Chaim Vital, aluno maior do Arizal, indagou ao seu mestre o porquê de um tratamento tão único, que ele e seus colegas nunca tinham vista. O Arizal explicou: o mestre cumprimentou, na verdade, uma pessoa muito elevada, o sogro do Rabi Shimon bar Yochai, que trouxe o Zohar para o mundo, mil e quinhentos anos antes; o Rabi Chaim Vital indagou como isso seria possível, ao que o Arizal explicou com esse senhor cumpriu uma mitsvá importante, que permitiu esse tratamento tão extraordinário. Rabi Chaim Vital foi ao encontro do senhor em questão, e perguntou para ele que mitsvá seria essa. O senhor relatou que, a caminho da sinagoga, ouviu vozes chorando. Ao ver o que estava acontecendo, dentro da casa em questão, as pessoas lá contaram sobre um roubo que elas sofreram. A misericórdia desse senhor foi despertada, e deu suas próprias roupas para eles, por isso é que ele estava vestido com suas roupas de Shabat, apesar de ser um dia de semana, assim termina a história, traz o mestre.

    Segundo o Rabino, essa história contém duas lições: sob o ponto de vista místico, nos ensina que os justos estão sempre conscientes das ações do homem na terra, particularmente quando a pessoa cumpre uma mitsvá, da maneira correta com o coração; agindo assim, essa pessoa pode receber uma ajuda espiritual, da alma de um justo, que vem e guia ela, e a ensina, com sua consciência se expandindo, com explicações sobre assuntos de Torá, que ela não teria como saber; o princípio de afinidade espritual ocorre, inclusive, entre aqueles que já se foram, justos somente, e pessoas aqui na terra, que cumprem as mitsvót; essa história também ensina que tzadikim verdadeiros – justos -, aqui na terra, são capazes de, com os olhos da mente, tem a capacidade de perceber essas ligações espirituais entre essas pessoas e os tzadkim.

    Entretanto, afirma o Rav, a lição mais importante dessa história é que, quando uma pessoa precisa de ajuda, o mais importante é a ação de ajudar essa pessoa, fazer o que for preciso, e da maneira correta, a despeito de nossas obrigações; há muitas razões e distrações para ignorarmos as necessidades do próximo; porém, ensina o mestre, é preciso refinar o caráter, se elevar, e se preocupar com a dor do próximo, e com o que pode ser feito para aliviar essa dor: um sorriso, uma boa palavra e, mais importante do que isso, tzedaká e ações que façam a diferença; neste período de Rosh Hashaná, em que está havendo um escrutínio Celestial, é particularmente importante a dedicação aos atos de bondade; é vital que se possa crescer no espírito de se preocupar com o próximo, de maneira que possamos agir em seu benefícios, e não poupar esforços para isso.

    Eu tenho um testemunho, mas gostaria de não ser mal interpretado por isso, não há nenhuma falsa modéstia aqui: estou absolutamente sem dinheiro nesta época do ano, e com diversos problemas pessoais, de saúde, inclusive. Talvez Decretos Divinos estejam vindo com muita intensidade para minha vida, mas aceito isso com alegria. Mesmo sem dinheiro nenhum, considerei que seria algo no mínimo ajuizado, não deixar de dar tzedaká: a primeira, se D’us quiser de muitas, para a obra do Rabino Avraham, e a outra para um asilo, que eu já contribuía antes. Além da satisfação de poder estar fazendo algo decente, estou procurando adoçar um pouco as severidades da minha vida. A aula em questão é mais incentivo para que eu possa ser mais cauteloso e zeloso, no meu caminho espiritual. Conto com o Rabino Avraham para isso e sim, com o apoio dos meus estimados colegas, com quem gostaria de me relacionar mais, pois somos poucos nesse mundo tenebroso. Baruch Hashem.

    Uma boa noite ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    MUITO BOM. SIGA EM FRENTE, COM DOÇURAS EM SUA VIDA, AMÉM! RAB. AVRAHAM

  6. Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade

    Gostaria de fazer um humilde comentário a respeito da Parashá Há’azinu 5770

    A Parashá Há’azinu traz uma história muito mística e ensinamentos doces, de solidariedade para com o próximo. O mestre inicia a aula com a história do Rabi Shmuel Avazida, que vai visitar o Arizal em um dia aparentemente comum. Chegando lá, o Rabi Shmuel Avazida foi muito bem tratado pelo Arizal, que lhe deu atenção em particular, inclusive pedindo para que ele sentasse no seu lado direito. Nesse momento todos os alunos do mestre Arizal que ali estavam, calaram para escutar o Rabi Shmuel Avazida que aproveitou o momento para falar das dificuldades e problemas que estava passando. Ao término do encontro, o proeminente discípulo do Arizal, o Rabi Chaim Vital questionou o seu mestre a respeito dele ter dado atenção exclusiva ao Rabi Shmuel Avazida, algo incomum anteriormente. Ele responde que foi por causa do cumprimento perfeito de uma mitzvá, e que todo o elogio e atenção foi dado ao tzadik Rabi Pichas Bem Yair, que embora estivesse morto, a sua alma veio acompanhada do Rabi Shmuel Avazida, pois ambos cumpriram a mesma mitzvá de forma exemplar.

    O Rabino Avraham explica essa mitzvá com detalhes, que é a respeito da solidariedade. Conta o mestre que o Rabi Shmuel Avazida estava indo em direção a sua sinagoga quando foi deparado por uma delicada situação, uma família chorando por ter perdido tudo em um roubo. O ato mais magnífico nessa história foi a solidariedade, que fez com que o Rabi Shmuel Avazida tirasse a sua própria roupa do corpo e doasse para aquela família, tão necessitada naquele momento. São atos como esse que a pessoa se refina mil vezes, colocar-se no lugar do próximo, ter empatia para ajudar quem precisa é um grande ato de bondade.

    Conforme ensina o mestre, tiramos duas importantes lições nessa história. Primeiro, é que os justos estão conscientes o tempo todo das ações humanas nesse mundo, e que eles ajudam espiritualmente aqueles que tem boas intenções, que cumprem as mitzvót com amor e temor a D-us. A segunda lição é ainda mais valiosa, ela prega que devemos fazer tudo o que for necessário para ajudar as pessoas que estejam passando por dificuldades. Sobretudo no nosso país, onde tem tantas pessoas carentes, sem ter o que comer, o que vestir, sem um lar para morar; aí é que devemos fazer a diferença, se sensibilizando com a dor e ajudando da maneira apropriada. O mestre diz que devemos combater os empecilhos que nos impedem de agir, a exemplo do Rabi Shmuel Avazida, que doou a sua roupa semanal, passando a usar a do shabat durante a semana.

    Refletindo melhor sobre essa aula, acredito (SERÁ O SUFICIENTE O QUE VOCÊ ACREDITA? SERÁ CORRETO? SANCIONADO? RAB. AVRAHAM) que só as doações materiais como esmolas, alimentos e roupas, não são suficientes, é preciso se doar para as pessoas carentes, levando alegria onde há tristeza; esperança onde há desespero e união quando houver discórdia. Cabe a nós agirmos mais, e não desanimar, seja lá qual for as circunstâncias.

    Tudo de bom!
    Herbeth

    OK, SIGA EM FRENTE, MAS TENHA SEMPRE CUIDADO EM PRESUMIR. MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

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