BALANÇA CÓSMICA

Shalom Rabino Avraham, boa noite amigos…

Gostaria de expressar um pequeno entendimento sobre esta aula.

A complexidade do assunto Hateva (D-us está imbuído na natureza)

Entendo minimamente que o Mestre nos ensina aqui sobre o universo e suas Leis, sendo estas Leis algo simples que aprendemos desde que nascemos, mas também algo muito profundo como as leis impostas por Hashem para que o Homem possas andar no mundo de maneira a não “colidir” com a criação e ao mesmo tempo ter a oportunidade de elevar sua consciência sobre o Criador (objetivo de estarmos aqui). Busco entender quando é dito que alguns homens praticam a lei do mínimo esforço, e outros se transformam em pesquisadores de leis para entender questões filosófica/academica ou espirituais de maneira diferente e abranger novos pontos de “olhar” a adversidade do cosmos como um todo. Outro dia fiquei surpreso com um documentário sobre as galáxias, mapas estelares e a verdadeira dimensão do espaço que fazem parte do sistema solar e suas leis, fui remetido a pensar que o homem não teria a menor chance de sobrevivência se dependesse de suas descobertas que acabam sendo tomadas (como explica o Mestre) teóricas, pois sem a essência (D-us) são impossíveis de serem comprovadas/vivenciadas.

É formidável fazer comparações entre algo gigantesco e o nosso mundo aqui em baixo no microcosmo, isso me deixa muito feliz porque digo a Hashem (obrigado S-nhor do mundo) pois sem esta força e vitalidade renovadora do Criador nos seriamos esmagados literalmente, e no entanto tudo é arquétipo as Leis que regem são extremamente precisas, cada detalhe que devemos sim investigar dentro de nossos limites para entender mas não de maneira cientifica e sim de maneira a buscar respostas na Torá de Hashem, pois como diz o nosso Mestre é o Livro da vida, dentro Dela os níveis de entendimentos que a nos não é permitido, mas que nos é revelado algo mínimo e suficiente para despertar temor e amor, sobre o que ouvimos. E dentre uma destas situações está o alinhamento da terra e o universo (evento cosmológico chamado de Rosh Hashaná, que pode afetar os comportamentos humanos (algo que transcende o entendimento de alguém das nações para este acontecimento).

============== PARÁGRAFO MUITO IMPORTANTE. RAB. AVRAHAM

É surpreendente quando o Mestre nos revela que as leis para o Povo Santo, são possíveis de serem reconhecidas e aplicadas através de atos físicos e de maneira simples, mas que quando feitas com diligencia podem mudar o rumo das coisas, especialmente sobre as possíveis de serem aplicadas no dia a dias como a utilização de instrumentos especiais provindos da natureza (o Criador) para conexão com os mundos superiores (o Eterno). Tentei de muitas formas pensar em algo que pudesse justificar nossa (as nações) permanência neste mundo, pois não possuímos conhecimentos sobre Criação, temos muitos defeitos e somos constantemente impurificados devido as transgressões que praticamos voluntária ou involuntariamente. Mas nesta obra entendi minimamente que na verdade estamos aqui para fazer, para nos transformar numa estrutura espiritual com acesso a melhorias em nossas vidas. Estudando as obras do Rabino Avraham para as nações aprendi que é tudo pela misericórdia do Criador, que voltarmos aqui, é para dedicarmos nossas vidas à retificação de caráter e assim ter méritos e preparar o recipiente para melhor entender e atender a Criação. O Mestre nos explica que as condições com que nós é colocado alguns assuntos e informações, é preciso ter um mínimo de conhecimento para identificá-las como de procedência autentica ou uma simples invenção mundana uma mentira que passa de geração em geração sem ser percebida e no entanto as respostar podem estar dentro de nós mesmos, sendo possíveis de identificar através do estudo de Torá, despertará novos insights sobre novas realidades aqui no mundo físico.

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Finalizo esta primeira parte da obra, neste pequeno comentário, agradecendo o Rabino Avraham e pedindo ajuda aos amigos para melhor desenvolvermos o estudo desta aula tão grandiosa.

Edson.

MUITO BOM MESMO. GOSTARIA DE VER O DESENVOLVIMENTO DESTE COMENTÁRIO. RAB. AVRAHAM

3 opiniões sobre “BALANÇA CÓSMICA

  1. Shalom Rav Avraham e amigos,

    O shiur “balança cósmica”, no primeiro momento, percebo a importância de compreendemos como funcionam as leis da natureza. Como sabemos, D-us está presente na natureza, Um de Seus Nomes é Há Teva (natureza). Esse conceito mostra que D-us está presente em toda a nossa realidade, e é muito importante compreendermos as leis que regem a natureza. As leis da natureza funcionam quer as conhecemos ou não, elas atuam perfeitamente, o difícil é compreender os parâmetros que regem essas leis, eu diria ser algo muito complexo, mas que busco compreender muito, e confesso que já fiquei varias vezes batendo cabeça, lendo revistas cientificas, tentando compreender precisamente esses parâmetros. Nesse momento que estamos vivenciando, Hosh Hashaná, a “balança cósmica”, período que tudo é julgado de forma precisa, quando D-us renova toda a Sua Criação, como parte de um ciclo, um novo ano. Rav Avraham explica que no período Rosh Hashaná várias interações ocorrem no âmbito cosmológico, fazendo com que a terra entre em contato com diversas forças universais que alinham com a terra, influenciando o comportamento do homem. Rav explica que no passado, até mesmo antes do recebimento da Torá, os antigos povos já sabiam, mesmo que de forma superficial, a interação das constelações com a terra. Os povos antigos não tinham fé em D-us, eles criavam comportamentos idolatras, buscando usar essas forças para prever o futuro.

    Quando a Torá foi dada ao povo de Israel, eles aprenderam a entender como funcionam o poder cósmico, como também a forma de manipulá-lo. Somente através do cumprimento das mitzvot é possível ter o controle das forças que atuam nesse momento tão único. Somente após o cumprimento de uma mitzvot se obtém uma melhor avaliação de seu significado e verdade. Por exemplo, quando um Judeu faz o toque do Shofar ele ativa o processo da Piedade, quando essa mitsvot é cumprida corretamente ele produz resultados significativos no mundo. Rav explica que a grande maioria das mitzvot é realizada com objetos físicos, o que é muito interessante, quero ressaltar que os Bnei Noach não devem de forma alguma imitar ou cumprir mitsvot que são exclusivas para Bnei Israel. Porém, Graças a D-us e ao Bnei Israel, estamos aprendendo conceitos importantes que nos permiti também toca a dimensão do mundo espiritual, através do estudo da Torá, e o cumprimento das Sete Leis Noéticas.

    É muito importante entendermos que todo esse universo é um sistema bem coordenado, Criado por D-us, no qual tudo ocorre em perfeita harmonia, nada é supérfluo ou faltante, como às vezes podemos pensar. Por esse motivo, devemos contribuir para que as forças atuantes no universo possa trazer benção a este mundo, e não destruição. Temos uma duração neste mundo, que eu diria que não é nem muito curta nem muito longa, mas o suficiente de cumprir o nosso propósito. Aprender a manipular essas forças, através do cumprimento das mitzvot é extremamente importante para o mundo, como também remover dúvidas que trazem questionamentos destrutivos ao mundo. Qualquer dúvida e dificuldade que venhamos a ter, seja no estudo da Torá ou no cumprimento de um mitsvot, acredito que seja apenas um teste de D-us, testando a nossa fé, mas D-us nos da toda a capacidade de supera-los, mesmo que muitas vezes elas estejam alem da nossa capacidade de cumprir, mas D-us nós dá toda capacidade sim de cumprir, graças a D-us.
    Se D-us quiser, que esse novo ciclo da Criação nos traga benção e também desafios, e que eles sejam adoçados pela capacidade de superação, a qual D-us nos dá, para que possamos, se D-us quiser cumprir o nosso propósito. Espero logo concluir a segunda parte do shiur e compartilhar com os amigos.

    Obrigada Rav Avraham por mais esta maravilhosa aula, cheia de conceitos importantes, com grande significado para nós, que a iluminação revelada nesses dias de Hos Hashaná traga grande benção na comunidade e também na vida do Sr. e família. D-us abençoe.

    Tudo de bom e doce
    Raquel

    MUITO BOM! RAB. AVRAHAM

  2. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia com o mestre tratando da ideia básica, de que todos nós estamos sujeitos às leis da natureza; o Rav traz que o Baal Shem Tov ensinou que a palavra Ha Teva, que significa arca, tem o mesmo valor numérico da palavra “natureza”; na verdade, segundo o Rabino, quando Noé entrou na arca, ele “entrou” dentro dos aspectos da natureza, onde D’us se revela; nós vivemos em uma realidade do poder do Nome Divino chamado Elokim, aonde existem regras rígidas, sob a égide das leis da natureza; o que conhecemos são as leis básicas, porém não sabemos o grau de influência que essas leis naturais exercem sobre nós; o mestre se refere a leis universais da natureza, em nível universal, dentro e fora da terra; o ser humano não se preocupa com esses detalhes, tendo um caráter mais imediatista e prático; alguns, mais preocupados com o funcionamento das coisas, no âmbito mecânico ou espiritual, se tornam filósofos, físicos, rabinos, pensadores etc; todos nós já passamos por eventuais momentos de reflexão acerca do sentido das coisas; segundo o Rav, isso é um assinatura espiritual do Patriarca Abraão, como traz o Gênesis, quando ele saiu de sua tenda e olhou para o céu, meditou a respeito do Criador, e assim houve um contato com Hashem; o fato de Abraão ter escutado a voz de D’us, que o orientou a abandonar a casa de seus pais – segundo os Sábios, as maneiras de seus pais – , foi produto de meditação e aprofundamento.

    Foi o meu gosto por detalhes que me atraiu para a obra do Rabino Avraham: física quântica, matemática, história e outros diversos assuntos, sempre sob a ótica da Torá, explicadas de forma a causar temor e espanto do Ribono Shel Olam. Desde criança aprecio cosmologia e certos assuntos científicos; mais ainda quando se vê D’us nesses assuntos. Outro fator que me trouxe para esta comunidade foi o meu desespero em não encontrar uma resposta satisfatória a antigas indagações minhas, acerca do verdadeiro D’us, não o que é apresentado de forma diluída e misturada, mas Hashem Ele mesmo, em toda Sua magnificência. O Rabino já respondeu uma parte considerável dessas minhas dúvidas, graças a D’us.

    A ciência, em geral, não tem muitas respostas; os cientistas, em sua maioria, ao chegarem em níveis mais avançados, se tornam cientistas teóricos; a investigação formal, em laboratório, da maioria dos fenômenos que são teorizados através de artifícios matemáticos, são impossíveis de serem demonstrados, no domínio em que vivemos: movimentos de galáxias, eventos radioativos, supernovas etc.; no entanto, a ideia de que a ciência não tem todas as respostas é verdadeira, enquanto que, ao mesmo tempo, há uma antiga ciência, que não só traz grandes ideias sobre tudo o que o Rabino expôs, como vai ainda mais longe – traz isso para o âmbito pessoal, e busca explicar como interagir com as forças da natureza, de modo que a pessoa deixa de ser um observador passivo desses fenômenos, e se torna partícipe do processo dessas leis universais, dessa maneira que D’us escolheu de arquitetar o Seu universo; o nome dessa ciência antiga é simples: Torá; absolutamento tudo, afirma o Rav, está descrito na Torá; o mestre revela que uma dessas leis universais se chama Rosh Hashaná e, diferentemente do que as pessoas pensam, não é somente uma Festa Judaica, mas uma lei espiritual; sendo Rosh Hashaná considerada uma festa religiosa, o Rav destaca um detalhe importante: não existe palavra “religião” na Torá; o fato de se chamar algo de “religião”, na verdade significa a maneira como esses conceitos são passados para as pessoas, em seu contexto, em que os judeus observantes não trabalham etc., sendo isto uma visão da herança, exemplifica o mestre; ao abordar Rosh Hashaná enquanto lei espiritual, o Rabino troca o contexto, mostrando a essência do conceito, revelando algo muito mais profundo e inspirador.

    Embora este trecho do shiur seja direcionado para os judeus, é inegável a profundidade com que os assuntos espirituais têm que ser tratados. Se há a Torá, que ensina o homem como viver, com todas as instruções necessárias para isso, cada um em seu grupo espiritual, como não se aprofundar nos seus estudos? À medida que o tempo passa, me sinto mais desafiado, compelido e estimulado, a “quebrar os grilhões” de vícios, recalcitrâncias e antigas ilusões. Eu ainda não desisti de ser uma pessoa melhor, e que D’us me ajude a persistir.

    Apesar das várias observações ritualísticas desta Festa Judaica, ensina o Rav, Rosh Hashaná marca um alinhamento astronômico muito importante, da Terra em relação ao espaço sideral; nesse período, certas interações entre estrelas e galáxias ocorrem, em um âmbito cosmológico, fazendo com que a Terra entre em contato, de tal maneira que a envolva, como que em um campo eletromagnético; é uma série de forças universais que se alinham com a Terra, neste momento específico de Rosh Hashaná, fazendo com que a Terra fique sujeita a essas forças; quando ocorre esse evento cosmológico, que envolve todo o nosso planeta, e que influencia, desses eventos até a próxima vez em que ele ocorre, daqui a um ano, não somente a Terra é envolvida por todas essas forças extraordinárias, mas a natureza dessa influência cósmica pode ser manipulada pela consciência humana e, portanto, afetando os comportamentos humanos, o que é uma oportunidade cosmológica única, afirma o mestre; ao mesmo tempo que Rosh Hashaná marca a passagem do tempo e se tornou um momento de observâncias religiosas conhecidas, também é um evento científico; a Terra se energiza nessa período, havendo um alinhamento com a constelação de Libra; Rosh Hashaná é chamado dia de julgamento, onde está havendo um balanço entre os atos bons e ruins da pessoa; por sinal, destaca o Rav, o símbolo de Libra é uma balança.

    Eu me pergunto: chegará o dia em que, ao invés de temer, vou me regozijar com a Criação, com a beleza do universo multifacetário, sublinhado por Hashem? Às vezes é exaustivo estar a todo momento me policiando – cada pensamento, cada palavra, cada ato. Porém, se esta é a configuração Divina, seria no mínimo tolo não aceitar o processo de retificação. As coisas “se afunilam” neste período do ano, e é muito bom saber disso. Todos querem doçuras reveladas, e não é diferente comigo. Porém, eu quero ter mérito, e não comer o pão da vergonha. Há um longo caminho pela frente, se D’us quiser.

    O Rav ensina que, muito antes, até mesmo do recebimento da Torá, por parte dos judeus, os antigos já sabiam sobre as constelações, e deram nome às mesmas, o Rabino se referindo aos caldeus, de onde vem Abraão, onde houve grandes mestres nesses assuntos de astronomia, que sabiam da interação energética entre esses grupos de estrelas e a Terra, e deram nomes às constelações, chamando esse conjunto de Zodíaco, inspirados a partir de certas características que esses alinhamentos impunham na Terra; portanto, afirma o Rav, o fato de Rosh Hashaná ocorrer no mês que é ligado à constelação de Libra, e sendo a simbologia dessa constelação uma balança, naturalmente se conclui que se trata de um momento de julgamento sobre toda a Criação, incluindo o nosso mundo; na época, deram um nome para essa ciência: astrologia, a influência da relação da Terra com essas várias constelações; infelizmente, isso tudo é deturpado, mas em sua origem era algo sério, não era usado para se fazer previsões, a não ser os pagãos que, por uma total falta de fé em D’us, queriam ter certeza de que haveria colheita abundante na época propícia, ou chuva, por exemplo; já o Povo de Israel, por ter recebido a Torá, se distanciaram dessas ideias tão confusas dos outros povos; o Rav afirma, embasado no comentário de Rashi, sobre a Parashá Há’azínu, que Hashem ofereceu a Torá para outros povos, que não aceitaram as obrigações inclusas; o mestre explica que as pessoas, hoje em dia, só entendem o aspecto externo e os costumes de Rosh Hashaná, o Rav se dirigindo aos judeus; o Rabino ensina que é preciso entender a essência e a origem desta data, e que há uma sabedoria transcendental por trás disso.

    Eu tive contato com a astrologia na adolescência, que nem se compara à grandeza dos antigos, e hoje sei que o que vi, no passado, não passa de tolice secular; o mestre ensina que, como gentio, sofro influência direta das estrelas, diferentemente dos judeus que, segundo o Rav, estão acima disso. Sempre senti, nesta época do ano, uma atmosfera de renovação no ar, pela questão da nova estação etc. Porém, com o que acabei de ouvir, neste trecho do shiur, talvez haja outras sensações misturadas, de coisas de que não fazia a menor ideia de que ocorriam.

    Rosh Hashaná começa, no calendário judaico, o mês de Tishrei, mês que também é ligado à Libra – balança, justiça; os antigos, antes da entrega da Torá, conseguiram desvendar, ainda que em um aspecto muito básico, esses assuntos cosmológicos e as suas influências; porém, o que a Torá fez para o mundo, e para os judeus, em particular, por terem aceito a Torá, é ensinar como agir com esses campos e como manipular a sua influência, através dos cumprimentos das mitsvót, compreendendo todo um aparato espiritual que é investido nos atos físicos das observâncias, captados pelos sentidos; conforme o Rabino, citando os Sábios, foi desejo Divino que as mitsvót fossem investidas em atos e objetos que o judeu pudesse identificar, devido à superficialidade das pessoas; todo esse ferramental espiritual é necessário para o cumprimento das mitsvót, traz o mestre; a maioria das mitsvót envolve o uso de objetos físicos, relacionando o físico com o espiritual, todas explicações referentes ao Bnei Israel.

    Eu compreendo que as instruções acima são direcionadas ao Povo de Israel. Entretanto, penso que, dentro do meu grupo espiritual, se eu cumprir a parte que me cabe, na forma das Sete Leis de Noé (se D’us quiser, um dia vou conseguir observar todas) e suas infinitas ramificações, eu consiga uma pequena porção de bem aventurança. Em suma, quanto mais alinhado a D’us, melhor. Pôr isso em prática é outra questão, dificílima para mim, em particular.

    Além da influência cósmica dentro de nossas próprias vidas, Rosh Hashaná representa um julgamento universal, sobre tudo o que existe, se estendendo além do nosso mundo – independente das dimensões diferentes, de espaço, e da galáxia, absolutamente todo o universo é julgado, o Rav trazendo uma revelação da Cabalá, que prossegue: existe um exemplo disso nas Escrituras – no inicio do livro de Jó, há uma discussão entre os Bnei Elokim – anjos caídos, entidades extraterrenas – , sobre os assuntos dos homens; a Cabalá, afirma o mestre, traz que essa discussão ocorre em Rosh Hashaná, assim trazem os livros místicos; o Rabino afirma que eles estão no Céu, discutindo sobre os homens; não se sabe se “Céu” é um outro lugar, outra frequência, estando isso sem uma resposta, o fato é que há uma discussão sobre o que será de Jó, ou seja, está havendo um julgamento; em suma, o assunto de Rosh Hashaná tem repercussões além do mundo físico, traz o mestre, que salienta, sobre o insight profundo do mestre no livro de Jó, a superficialidade do estudo de Torá pelo mundo.

    Está sendo cada vez mais assustadora, para mim, essa jornada de estudos: saber que há um julgamento universal, do qual não escapa ninguém, e que tudo é sublinhado por Hashem, é no mínimo preocupante. Sinceramente, fui muito inconsequente, ao longo de todos esses anos. Tenho consciência de que não tinha essas informações, mas mesmo assim eu poderia ter sido mais cuidadoso em meus caminhos. Muito tempo perdido. O mais interessante disso é que eu tentei me afastar, inconscientemente ou não, dos estudos, ou fui estimulado a isso, sinceramente não sei. Não consegui, e é como se eu estivesse de forma compulsória estudando, como se algo me dissesse: “Nem pense em parar”. Como os testes são customizados, ensina o Rabino, me faltam palavras para explicar sobre fatos e circunstâncias que aconteceram somente comigo, e de modo que somente eu posso entender. Enfim, para encerrar esse comentário, quero dizer que, depois de várias tribulações (doídas) algo me fez sair renovado. Graças a D’us.

    Uma boa noite ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    EXCELENTE TEXTO. CONTINUE ASSIM E MAIS. RAB. AVRAHAM

  3. Shalom Sr. Rabino Avraham e Amigos da comunidade, Boa noite.

    Venho humildemente escrever um comentário sobre a aula: BALANÇA CÓSMICA

    O Mestre inicia a aula nos explicando sobre as leis físicas/naturais que somos regidos, sendo elas também uma manifestação Divina oculta, atuando em nosso mundo e fora dele. Ensina-nos sobre a interação dessas forças no âmbito pessoal, revelada através da Torá.

    Explica-nos as relações que existe entre as leis espirituais e eventos cosmológicas com o Rosh Hashaná, por exemplo, que seu mês de acontecimento esta ligado à constelação de libra, cujo o significado é uma balança, onde se deriva a ideia de julgamento Divino sobre toda sua criação. O Rosh Hashaná também é uma oportunidade para que possamos dirigir essas forças de alinhamento cosmológico, para nosso crescimento espiritual, através do cumprimento das Mitisvot, as que são permitidas ao grupo do qual pertencemos, os B’nei Noach. Essa interação cosmológica com a consciência da pessoa ocorre de forma singular para cada um, em Rosh Hashaná, não havendo um mesmo espaço-tempo para que ocorra um insight, reflexão, meditação ou elevação de nível espiritual para outra pessoa de maneira igual.

    O Mestre cita-nos o Escritura de Ióv (Jó), que se inicia com uma discussão de assuntos dos homens entre os B’nei Elokim (Anjos caídos), que ocorre no período de Rosh Hashaná, em um Céu do qual não conhecemos. O assunto trata-se do julgamento de Ióv, isso mostra que o assunto de julgamento em Rosh Hashaná ultrapassa os limites do nosso mundo físico.

    Explica-nos sobre a criação de Adam em Rosh Hashaná e que foi criado a imagem de D-us, porém não como é mostrado no mundo secular, como um homo sapiens. Sua característica era de uma Alma conectada a uma vestimenta de forma Santa que irradiava Luz, um Ser Iluminado, que não era possível ver sua face, somente seu brilho. Contudo com a sua queda espiritual, essa luz foi diminuindo e sua vestimenta endurecendo e se corporificando, tomando a forma do homem que podemos reconhecer.

    Ensina-nos o Mestre sobre o grande potencial Divino da Alma do homem, que é, inclusive, superior aos Bnei Elokim e que no Plano Divino é acomodado o outro lado e a ocultação desse conhecimento, para que o homem descubra dentro dele o propósito de sua criação e não externamente, onde a ilusão do mundo o distrai a todo momento, para que ele não sinta a necessidade dessa conexão e retorno a D-us.

    Esse período tão especial, traz uma maravilhosa oportunidade para nos fortalecermos em nosso árduo caminho espiritual, através dessa influência e sincronia entre o alinhamento cosmológico e espiritual, nos ajudando, em algum nível, para o trabalho de retificação. Essa aula aumenta, em algum nível, meu pequeno entendimento, da importância das nossas ações retas que são realizadas pelo cumprimento das Mitsvot, permitidas aos B’nei Noach, transcendendo o aspecto físico e indo além da nossa ínfima compreensão.

    Essa aula tão profunda e com muitos insights sobre o Rosh Hashaná, me faz perceber, em algum grau e nível, que somos imbuídos de uma grande responsabilidade espiritual para nós e, também, para o nosso mundo, pois ao tomarmos conhecimentos desses assuntos, em que podemos ter a influência sobre as forças cosmológicas em nossas vidas, temos que nos sentir agraciados por Hashem e beneficiados por Sua Misericórdia, e seguir em frente com cada vez mais fé, humildade e retificações, mas conscientes desta oportunidade de transformação que estamos passando, para que ocorra o crescimento espiritual de forma correta, pela orientação do Mestre e por nossas ações retas, se D-us quiser.

    Queria agradecer ao Sr. Rabino Avraham e a toda comunidade, por esta oportunidade de me expressar e de ser repreendido, para que possa elevar o meu conhecimento e coloca-los em prática, se D-us quiser.

    Obrigado
    Rodrigo de Oliveira

    MUITO BOM, CORRETO E FOCADO. RAB. AVRAHAM

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