ROSH HASHANÁ

TODOS DEVEM LER E MEDITAR MUITO NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

Shalom Rabino Avraham e Amigos, boa noite.

Uma aula com muitos detalhes e aprofundamentos, mas que Graças a D-us pude refletir e expressar algum entendimento.

“… três livros são abertos em Rosh Hashaná: um livro dos completamente perversos, Um Livro dos completamente Justos, e um é o livro das pessoas intermediárias…”

De acordo com os ensinamentos do Mestre na aula, Shofetim https://retidaonoetica.wordpress.com/2014/08/26/parasha-shofetim-2-5771/ ., nos é ensinado que apesar de termos nascido nos níveis mais rebaixados da materialidade e mesmo vivendo em locais “distantes” da Santidade, é preciso pelo menos nos considerar como intermediários. Neste pequeno ponto de vista,compreendo que em Rosh Hashaná é para nós, o início de um processo decisivo em nossas vidas. A determinação e persistência são atitudes determinantes, pois durante este período “as pessoas intermediárias ficam em estado suspense de Rosh Hashaná e Yom kipur,…”.

Para todos nós é muito complicado esta afirmação de “… se tiverem mérito são inscritos para a vida, se não tiverem mérito, eles são inscritos para a morte …”, pois logo nos vemos questionando sobre como isso pode ocorrer se na prática, o que nossos olhos da carne podem ver não parece sustentar o que é dito. Mas logo segue o Mestre detalhando que há infinitos ângulos sobre o assunto. Pois Hashem é o Juiz Supremo, e somos incapazes de compreender a forma com que Ele executa os julgamentos sobre nós. Então, quem garante que a vida concedida a um perverso ano após ano, seja realmente uma medida de vida? Talvez seja apenas uma oportunidade para que ele opte pela vida. Ou que dele venha um que opte pela vida fazendo o que é certo aos olhos de Hashem, e a seus semelhantes. Como cita o Mestre, “… a morte do perverso e a vida do justo… é na verdade algo … sobre o mundo vindouro…”.

Continua o Mestre explicando que apesar de Rosh Hashaná não ser exatamente um juízo final sobre nossas vidas, é no mínimo uma forma de estabelecer o estado e posição em que estamos (espiritualmente falando).

Me tocou a parte em que o Mestre nos dá esperanças mencionando que mesmo diante de dificuldades e obstáculos, possivelmente (se nestes casos tomarmos proveito em ações retas), estes mesmos obstáculos na verdade se transformam em uma ponte que nos levará em direção ao olam rabá, se D-us quiser, o que para nós pode significar que estejamos sendo inscritos para a vida, assim entendo minimamente.

Falando por mim mesmo, vejo como algo incrível, pois em nosso mísero entendimento poderíamos pensar que tantos infortúnios e dificuldades sejam juízos severos/”morte” para nós (D-us nos livre), já que por outro lado, vemos perversos agindo de má fé e ao mesmo tempo sendo “beneficiados” enquanto vivos neste mundo. Quando na verdade “… o que está sendo analisado aqui é se através das suas ações … a pessoa está se encaminhando para o olam rabá…”. Isso muito me lembrou um fato verídico que ocorreu há alguns meses atrás. Foi quando um parente que vive de maneira totalmente mundana e cheia de vaidades, nos fez uma visita. Alguém que estava há tempos passando por dificuldades conjugais, apesar de todo dinheiro, posses, posição social e profissional que ocupa. Esta pessoa de repente decidiu nos ajudar da forma mais inesperada possível (até ficamos muito surpresos). Em casa estávamos ambos enfraquecidos fisicamente, e estávamos evitando fazer esforços físicos, dando prioridade aos estudos, alimentação e cuidados com as crianças. Esta pessoa apesar de ter se estabelecido na casa dos pais, passou a freqüentar nossa casa durante todo o tempo que passou na cidade, praticamente deixou de ser visita, se pôs a trabalhar em nossa casa. Não nos deixou fazer nada e ficou de prontidão para ajudar em tudo. Ficamos muito admirados com aquela atitude, pois trata-se de uma pessoa que segue os ritmos de vaidades do mundo, maquiagens, etc… Durante esta aula, pude perceber vividamente o peso deste ato único na vida desta pessoa. Não tínhamos nada a lhe oferecer, mas voluntariamente, se dispôs a praticar tarefas que até então eram inadmissíveis para eles mesmos, até dentro da própria casa. Algum tempo depois, este familiar retornou novamente a cidade onde moramos, e começou a comentar suas experiências vividas após a última visita. Fizeram as pazes em casa, conheceram pessoas muito influentes, as quais retribuíram de forma muito especial no primeiro momento em que necessitaram de ajuda. Na verdade, em outro ângulo a cena se repetiu. Este familiar passou também por um período de enfraquecimento físico, e quem os ajudou (fazendo o mesmo trabalho que eles fizeram em nossa casa), foram também pessoas que jamais imaginaríamos ser capazes de assim agir: prefeito e esposa da localidade onde moram (Santa Catarina). E ainda foram duplamente beneficiados profissionalmente, apesar de que continuam no “mundo das vaidades”. Mais uma prova da afirmação do Mestre, de que não há na Terra alguém capaz de compreender como funciona os juízos Divinos.

Entendo minimamente que mesmo optando por caminhos opostos (minha família e a família destes parentes), somente Hashem é quem pode medir o juízo sobre cada um de nós. Pois se por um lado, este parente numa ação tão simples (por alguns momento, durante visitas, nos ajudaram com serviços domésticos aliviando o desgaste físico em que estávamos) e tiveram benefícios tão revelados (desde o envolvimento deles no meio mais influente de onde vivem, até o duplo benefício financeiro que receberam). Por outro lado, nós que há bastante tempo tentamos firmar nossos passos em direção a Hashem, passamos por adversidades que tentam o tempo todo nos fazer desistir deste caminho. Graças a D-us, explica o Mestre que possivelmente esta condição seja um processo profundo de limpeza. E que num outro ângulo, há também aqueles que não necessitam passar por tudo isto para enfim serem favorecidos no mundo físico e no olam rabá. Ou alguém que tenha recebido um juízo severo não necessite ser pego por adversidades.

Prossegue o Mestre esclarecendo que independente de qualquer caso, todos precisamos tentar melhorar ao máximo possível nossas chances para um julgamento positivo através deste ensinamento “Maavir ol midosov” (nos dispondo a poupar os que fizeram algo de errado conosco). É exemplificado com a história verídica do Rav Huna, que a beira da morte teve a vida poupada por tolerar os erros dos outros. Confesso que estes dias tem sido muito desagradáveis. Moramos próximos de parentes idólatras, que de repente aumentaram a freqüência de visitas, e de forma descabida tentam intromissão em nossas vidas. Opinam na educação dos filhos, fazem insinuações, cobram coisas que não devemos dar satisfação, enfim, uma situação realmente muito delicada, pois são os pais. Por natureza tenho facilidade para ficar irritado, uma fúria tenta invadir o meu corpo, pareço estar carregando uma pedra muito grande nas costas, faço um esforço que para mim é sobre humano, mas Graças a D-us, tenho conseguido me conter, e aproveito a oportunidade, para também expressar aqui o pedido insistente que nos é ensinado a fazer antes de dormir: S-nhor do Universo! Por meio desta declaração eu perdôo quem quer que tenha me enfurecido ou irritado, ou que pecou contra mim, física ou financeiramente, contra minha honra ou qualquer outra coisa que for minha, seja acidental ou intencionalmente, inadvertida ou deliberadamente, mediante palavras ou atos, nesta encarnação ou qualquer outra. Eu especialmente perdôo todo Filho de Israel. Que nenhuma pessoa, seja ela quem for, seja castigada por minha causa. Que seja a Tua vontade, Ado-nai, meu D-us e D-us de meus pais, que eu não peque mais nem repita meus pecados, que tampouco volte a despertar Tua ira, nem faça o que seja mal aos Teus Olhos. Os pecados que cometi, apaga-os em Tua abundante misericórdia, mas não com sofrimentos ou enfermidades graves. Que as palavras de minha boca e a meditação de meu coração sejam aceitos perante Ti, Ado-nai, minha Fortaleza e meu Redentor.

O Mestre ensina que o zelo nesta oração antes de dormir é uma das maiores formas de assumir este compromisso (tolerar/perdoar os erros que outros cometem conosco).

E que Ele perdoe a todos nós, e converta nossos erros em luz, nos guiando para sempre neste caminho de retidão, se D-us quiser.

Obrigado Rabino Avraham por mais esta aula tão iluminada.

Tudo de bom e doce a todos.

Edson.

 

UM RELATO MUITO IMPORTANTE, SINCERO E MADURO. EXCELENTE. RAB. AVRAHAM

 

7 opiniões sobre “ROSH HASHANÁ

  1. Shalom Rabino Avraham e amigos,

    Solicito permissão para fazer um breve comentário acerca de ROSH HASHANÁ, festa judaica comemorada no primeiro e segundo dia de Tishrei. Todas as festividades judaicas marcam uma experiência significativa do Povo de Israel, enquanto que Rosh Hashaná celebra um evento universal: a criação do primeiro homem e da primeira mulher. Rosh Hashaná não é , portanto, apenas uma data sagrada para o judaísmo, mas uma celebração universal, que enfatiza a necessidade de que cada ser humano tenha plena consciência de sua missão nesta vida.

    De inicio o Rav traz algo pertinente á Rosh Hashaná , dentro do livro do Talmude. Aqui no tratado de Rosh Hashná na página 16: b. Há uma discussão de um julgamento que ocorre em Rosh Hashaná que diz o seguinte: “Três livros são abertos em Rosh Hashaná: um é o livro dos completamente justos, Um é o livro dos completamente Justos, e um é o livro das pessoas intermediárias”.

    Os completamente Justos, são inscritos e selado para a vida Eterna, os completamente perversos, são inscritos e selado imediatamente para a morte e as pessoas intermediárias ficam em suspenso entre ROSH HASHANÁ e YOM KYPUR (A GRAFIA CORRETA É “KIPUR”) e cada um vai depender de ter méritos ou não para merecer ser inscritos no Livro da Vida.

    Fica difícil para nós ter uma posição sobre nosso status diante do Criador porque não sabemos como Hashem faz esta contabilidade entre méritos e ausência de méritos no decorrer da vida da pessoa. Mas sabemos como melhorar esta contabilidade, embora não se saiba em que grau, e alcançar o caminho dos justos deve ser quase impossível neste mundo pouco iluminado. O Mestre relata várias facetas que devemos por em prática para adquirir méritos na vida cotidiana. Foi exemplificado o caso o Rabino Huna cuja vida foi poupada porque tolerou os erros dos outros em relação a si.

    Interessante que antes de eu ler a Parashá Rosh Hashaná colocada magistralmente pelo nosso amigo Edson, acerca desse assunto de tolerar os erros cometidos pelos os outros, eu havia ficado muito aborrecido pelo fato de um colega médico falar mal de mim para um prefeito, sendo que eu fui o responsável pelo seu contrato na dita prefeitura. Claro ao pensar nisso de forma reativa, já estava com minha “língua afiada” e dar o devido “troco”. Depois pensando calmamente vi que seria uma baixaria da minha parte fazer isso e a melhor resposta seria ficar calado.

    Foi quando li a Parashá Rosh Hashaná e li a seguinte oração citada na aula do Mestre antes de dormir:
    “S-nhor do Universo: Por meio desta declaração eu perdôo quem quer que tenha me enfurecido ou irritado, ou que pecou contra mim, física ou financeiramente, contra minha honra ou qualquer outra coisa que for minha, seja acidental ou intencionalmente, inadvertida ou deliberadamente, mediante palavras ou atos, nesta encarnação ou qualquer outra. Eu especialmente perdôo todo filho de Israel. Que nenhuma pessoa, seja ela quem for, seja castigada por minha causa. Que seja Tua vontade, Adonai, meu D-us e D-us de meus pais, que eu não peque mais nem repita meus pecados, que tampouco volte a despertar a Tua ira, nem faça o que seja mal aos Teus Olhos. Os pecados que cometi, apaga-os em Tua abundante misericórdia, mas não com sofrimentos ou enfermidades graves. Que as palavras de minha boca e a meditação de meu coração sejam aceitas perante a Ti, Adonai, minha Fortaleza e meu Redentor”.

    Foi onde vi que mesmo ignorante do assunto , minha intuição estava perfeita. Aliás seguir a nossa intuição, seguir nossa alma superior e não a nefesh ( alma animal ), foi ensinado pelo Mestre como um caminho correto. Já lamentei algumas vezes não acatar minha intuição é preciso estar atento aquilo que vem do nosso subconsciente. Peço desculpas pelo algum erro cometido.

    Agradeço ao Rabino ao ensinar assuntos tão pertinente ao nosso dia a dia neste mundo tão obscuro.

    Tudo de Bom,

    Francisco Fernando Sousa.

    GOSTEI, MUITO BOM! SIGA EM FRENTE. RAB. AVRAHAM

  2. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,

    Peço permissão para expressar algum entendimento da aula: “Rosh Hashaná”, conforme a obra oral do Mestre Rabino Avraham no site Beit Ari”zal:http://beitarizal.org.br/2013/08/07/rosh-hashana/.
    Adianto um sincero pedido de desculpas pelos erros de entendimento e pequena profundidade de minhas palavras.

    Antes de de iniciar, gostaria de dizer que, mesmo tendo convivido por muitos anos com amigos Judeus aqui em Porto Alegre, jamais tinha tido contato com as explicações que o Mestre Avraham trouxe nesta aula, muito diferente disso, ouvi diversas palavras, tocantes até, mas nenhuma delas fez meu coração vibrar como senti com as palavras do Mestre, obviamente, longe de apreender e, sobretudo, compreender tudo aquilo que representa esse período/festividade, fiquei sinceramente tocado e, sendo muito sincero, feliz em poder ter recebido acesso as palavras tão santas trazidas pelo Sr. Rabino Avraham, só cabendo agradecer a D-us por ter permitido isso e ao Mestre por sua bondade e misericórdia.

    O Mestre traz uma passagem do Talmud, no tratado de Rosh Hashaná, onde explica o Sr. Rabino que é dito que neste período “três livros são abertos: um dos completamente perversos, um dos completamente justos e um das pessoas intermediárias”. Sendo que o os justos são inscritos e o “livro é selado imediatamente para a vida”, os perversos são inscritos e livro é “selado imediatamente para a morte”, as pessoas intermediárias ficam em suspenso, aguardando um julgamento, entre o o período de Rosh Hashaná e Yom Kipur, quando dependendo de terem méritos serão inscritos para a vida ou para a morte. Neste sentido fiquei pensando em relação as escolhas que fazemos, aos nossos pensamentos , palavras e ações, tendo esses pelas vestimentas da alma, e que o mérito que uma pessoa intermediária deve advir do modo como faz uso dessas vestimentas. E aí, fica a pergunta: como eu estou fazendo isso? Obviamente a resposta talvez não seja agradável de se ouvir, mas indo na linha de evitar auto-ilusão, sim, devo me esforçar infinitamente mais. Confesso que nestes dias que ouvi está aula, além de outras orientadas pelo Sr. Rabino Avraham para que fossem estudadas, um sentimento de reflexão muito forte fez-se sentir, obviamente não há como saber a respeito da contabilidade Divina, muito menos sobre o mérito que possam ter minhas ações, mas ainda assim, o temor de estar fazendo as coisas de forma inadequada/desalinhada, mesmo que inadvertidamente, foi reforçado e se estende até hoje.

    Segue o Mestre falando a respeito dos comentários dos “Tosafistas”, que explica o Mestre foram comentaristas da Guemara/Talmud no século XII – XIII, sendo que são traduzidas como “adições” ao comentário básico do grande comentarista Rashi, revela o Sr. Rabino Avraham que eles foram alunos de Rashi. Esses comentários, explica o Rav Avraham, “questionam” sobre como é possível imaginar que a passagem sobre a abertura dos três livros seja possível, pois muitos que são justos e retos não vivem o ano que se segue ao julgamento ocorrido, ficando assim, uma aparente questão contraditória; por outro lado há pessoas totalmente perversas que vivem. O Tosafot/comentário explica isso referindo que a vida e morte trazidas no Talmud se referem ao Mundo Vindouro e não a vida no agora da pessoa.

    Confesso que tudo isso é muito difícil de entendimento para mim, contudo, fica a ideia de que devo reforçar ainda mais o zelo em cumprir aquilo que me cabe, cada segundo de minha vida, pois como é trazido pelo Mestre Avraham em muito pontos de sua obra, não se sabe nada sobre a contabilidade Divina, sendo D-us Ele mesmo o Único Juiz responsável por ela, confesso que ao pensar sobre isso, fico sempre com a impressão que, sou eu responsável também (longe disso representar algo ou motivo de orgulho, que D-us me livre de sentir isso), pois do emprego de meu livre-arbítrio, em cumprir o desejo de D-us, tal como é trazido para nós através da Torá, é que poderei fazer diferença neste julgamento, neste sentido, creio que esse seja o verdadeiro sentido do livre-arbítrio, cumprir o desejo de D-us.

    O Sr. Rabino Avraham segue explicando, baseado no grande sábio Rav Moshe Luzatto, de abençoada memória, que há uma explicação para essa aparente contradição, pois os livros que são abertos representam um julgamento que serve para avaliar o grau e nível espiritual da pessoa, assim como uma balança, ao menos assim entendi, que mostra se a pessoa está se encaminhando/pendendo para ter uma porção no Mundo Vindouro, tomando por base suas ações neste mundo, sendo que isso ocorre em cada ano, em Rosh Hashaná, enquanto que o “grande julgamento” ocorrerá no momento do falecimento da pessoa, quando terá de prestar contas de tudo aquilo que fez neste mundo, prestar contas do uso que deu para a benção que recebeu em ter vindo para este mundo de retificação. Confesso que quando penso nisto, ao menos dentro deste entendimento, sinto-me sim abençoado, por ter tido a chance de aqui estar e poder contribuir para a retificação do mundo, através de minha própria retificação, se D-us quiser, e neste sentido, mais grato ainda por ter tido acesso ao Mestre Avraham, pois sem isso, quase que certamente, teria desperdiçado minha vinda a este mundo, pois estaria apenas preocupado em satisfazer as minhas vontades rebaixadas, sem entender os motivos de estar cada vez mais “vazio” e infeliz, pois hoje, mesmo diante ao quase infinito caminho a trilhar, mesmo sabendo de minha insignificância, sinto-me feliz, e timidamente, mais livre pois hoje sinto ter encontrado um caminho verdadeiro, restando apenas ter força e coragem para seguir em frente, se D-us quiser.

    O Mestre segue falando em relação ao julgamento e a contabilidade Divina, referindo que em verdade, ninguém sabe nada sobre isso, ou seja, somente D-us sabe/determina o peso das nossas ações, por isso, mesmo um ordenamento que parece simples, deve ser visto como grande, tendo zelo em seu cumprimento. O Sr. Rabino Avraham exemplifica isso com os ordenamentos de honrar pai e mãe e o ordenamento de espantar a mãe pássara, sendo exemplos de algo muito difícil e que dura uma vida toda, enquanto o outro é de um segundo, porém, estão lado-a-lado na Torá, querendo dizer, que não sabemos o peso de cada um. Neste sentido, tentando trazer para o meu nível, fico com a ideia de que cada pensamento, palavra e ação devam ser zelosamente realizados, sempre procurando fazer tudo para que, ao final, quando tivermos de prestar contas, tenhamos feito todo o possível em meu nível, para ter cumprido com os mandamentos que me cabem da forma que é esperado, e não como “eu acho que devo” fazer.

    Explica o Mestre Avraham que o Rav Luzatto, de abençoada memória, traz em seu livro “O Caminhos dos Justos”, que mesmo aquele que veio ao mundo com uma alma mais elevada/sábia, não deve ver isso como motivo de orgulho, pois isso foi um presente de Hashem, devendo por obrigação, utilizar isso de forma adequada, ou seja, fazer as coisas de forma que essa sabedoria se revele ao mundo, contribuindo para que a Luz de D-us se revele aqui neste mundo rebaixado. Trazendo isso para o meu pequeno e limitado entendimento, se um sábio não deve ter orgulho de sua sabedoria, imagino eu, em minha pequenez, somente sendo muito tacanho para sentir-se orgulhoso, cabe sempre o rebaixar do ego cada vez mais e entender, que fazer o certo/reto/correto/cumprir a Lei não deve ser visto como mérito, mas sim como o simples cumprimento do dever e, creio que quando se chega a esse entendimento, verdadeiramente, não há outro caminho além da Torá, sendo que o Sua observância é que traz a verdadeira felicidade ao homem, obviamente isso não é minha realidade, mas creio deva ser um norte, uma aspiração.

    O Sr. Rabino Avraham segue explicando que devemos ter entendimento maior sobre as aparentes contradições, querendo dizer, quando um perverso escrito no livra da morte recebe nesta vida uma recompensa por algo realizado, isso é assim pois o Patrão é justo, querendo dizer, que D-us não fica devendo nada à ninguém em Sua contabilidade, nós é que não sabemos nada sobre como ela é feita. Assim, pode também um justo passar por dificuldades, que devem ser entendidas como uma “limpeza”, para limpar a alma das transgressões que tenha feito. Neste sentido, há algo que o Mestre Avraham fala em diversos pontos de sua obra que tento sempre trazer para a prática em minha vida, aceitar que não são os meus “achismos” que movem o mundo, que não é meu umbigo que determina como as coisas andam, mas sim que é D-us o Único que dirige tudo, sendo assim, mesmo quando sinto-me “injustiçado” pelas coisas que acontecem, é a minha conduta que devo medir, ver se realmente aquilo que me move não é apenas o ego e a vaidade, etc…que D-us me livre desses rebaixamentos, para aceitar o fato de que se algo de errado ocorre, isso tem sua razão, devendo ser visto como mais um chance de crescer, obviamente, escrever isso é fácil, mas viver desta forma é um caminho que ainda estou engatinhando.

    O Mestre segue trazendo mais uma passagem do Talmud, agora falando em como podemos melhorar as chances de termos um julgamento positivo em Rosh Hashaná, sendo que é trazido que quando fazemos “vista grossa” para alguém que nos fez algo de não bom, revelando que “o Céu se torna um espelho”, ou seja, “da maneira que nós tratamos os outros, nós mesmos seremos tratados”. Neste sentido, fico imaginando que isso equivale emular a Hashem em Sua Misericórdia, pois se revelamos/perdoamos aos outros estamos adoçando um julgamento e eliciando misericórdia de cima deste modo, peço desculpas se o entendimento não seja adequado, mas isso foi o que entendi, além disso, se temos em mente e coração que “Gam Zu L’Tovah” ( Isso também é para o bem), a pessoa que faz algo que nos causa desconforto é um agente de D-us também, sendo um instrumento Dele para nos mostrar/dizer algo, então não cabe nossa sede de “vingança”, que D-us nos livre, sendo que isso representa como que fosse uma idolatria, que D-us não permita. Mestre e colegas, peço desculpas de divago e minhas palavras estiverem um entendimento errôneo, contudo, são ditas com desejo de acertar.

    No fechamento, o Mestre traz que todo Judeu deve fazer uma oração antes de dormir, sendo que nela, há um pedido de que D-us perdoe qualquer pessoa que tenha feito mal a ele, independente de modo, intensidade, lugar e tempo. Sendo essa oração organizada pelo próprio Ari”zal, representando um pedido que os decretos Divinos sejam adoçados para todos, mesmo os que agiram de forma inadequada para com aquele que está orando. Explica o Sr. Rabino Avraham que isso é feito a noite, quando ao deitar, pois neste momento estará a pessoa entrado em contato com o sono que representa uma proximidade com a morte.

    Caro Mestre Rabino Avraham e colegas, fico por aqui, reforço pedido de escusas pelo erros de entendimento, bem como, pela prolixidade. Gostaria de dizer que fiquei maravilhado com o aula do Mestre, pois fez pensar na beleza de D-us e Sua Obra, como tudo é perfeito dentro de Seu plano, cabendo a mim ter a humildade de reconhecer isso e sentir-me infinitamente grato por ter a graça de ser instruído pelo Mestre Avraham, permitindo deste forma, apreender melhor a mundo e a mim mesmo, para assim realmente ter a chance de cumprir meu papel neste mundo e, humildemente, contribuir, dentro de minhas muitas limitações, com a manifestação de um mundo melhor.

    Agradeço a atenção de todos e rogo a Hashem que nos permita seguir em frente e crescer cada vez mais e amor e temor a Ele.
    Tudo de bom e doce a todos.

    Diego Malheiros.

    ÓTIMO TEXTO, MAS O MELHOR DELE É SEU “SENSO DE ESPANTO”. ISSO É REALMENTE UM SINAL DE SUA EVOLUÇÃO QUE PARECE ESTAR SEGUINDO NO CAMINHO CERTO, SE D-US QUISER. RAB. AVRAHAM.

  3. Shalom Sr. Rabino Avraham e Amigos da comunidade, Boa noite.

    Venho humildemente escrever um comentário sobre a aula: Rosh Hashaná

    O Mestre inicia a aula nos explicando sobre o julgamento que acontece em Rosh Hashaná, sendo que são abertos três livros e que cada um diz o que irá acontecer no Mundo Vindouro com os completamente perversos, que serão inscritos e selado imediatamente para a morte, os completamente justos, que serão inscritos e selado imediatamente para o Livro da Vida e os intermediários que ficam num estado em suspense de Rosh Hashaná até Yom Kipur, se houver méritos são inscritos para o Livro da Vida, se não tiverem méritos, são inscritos para o livro da morte.

    O Mestre nos explica que há uma contabilidade Divina das nossas ações e que somente D-us a conhece e sabe quem está caminhando ou não ao Mundo Vindouro. Nós não sabemos o peso de nossas ações, nessa contabilidade Divina, sejam elas boas ou más, praticadas durante uma vida ou nos últimos momentos da nossa passagem neste mundo. Por isso a importância de realizarmos as Mitsvot, sejam elas fáceis ou difíceis, com o mesmo zelo e intenções corretas, para que em Rosh Hashaná, Hashem nos veja caminhando em seu caminho e, assim, sejamos inscritos no Livro da Vida, se D-us quiser.

    Ensina-nos o Mestre sobre algumas características do mérito em ser sábio e se tornar um sábio, havendo um mérito maior para aquele que não veio a este mundo com uma alma sábia, mas que no decorrer do caminho, D-us o permitiu alcançar este estágio, através da Teshuvá, enquanto que aquele que Hashem o permite ter uma alma sábia desde o inicio de sua passagem neste mundo, o mérito é menor, por não haver o esforço em alcançar esta sabedoria, sendo algo natural da pessoa.

    Sobre aqueles que estão no caminho de retificação, pode ocorrer alguns infortúnios, mesmo que a pessoa ache que não merecesse passar por aquela situação, o que está ocorrendo na verdade é uma purificação de alguma transgressão feita por ela, para beneficiá-la com a vida no mundo vindouro. Há ainda, aqueles que são inscritos no livro da vida e que são beneficiados com uma boa vida, sem infortúnios, o que seria o melhor dos casos. Contudo, o Mestre nos alerta que estas são situações em que somente Hashem conhece e decide o que irá ocorrer na vida de cada pessoa e a maneira como se dará esse juízo.

    Uma maneira de melhorar nossas chances para um julgamento positivo é fazer vistas grossas a quem nos fez mal, ou seja, perdoar essa pessoa, uma vez que tudo é para o bem e o Céu se torna um espelho para essa ação em nosso mundo, então se agirmos desta forma, também receberemos este tratamento benevolente no Mundo Superior.

    Esta aula trouxe insights que me fez refletir sobre as várias situações que já passei no dia-a-dia, como ter o equilíbrio necessário em lidar com o próximo, mesmo que tenha cometido algum mal contra mim. A partir deste conhecimento que o Mestre nos transmite, vejo que no passado era comum a ideia de que se a pessoa me fizesse algum mal, eu achava que ela iria recebê-lo de volta, mas esse não era o pensamento correto, pois deveria pedir que ela fosse perdoada por aquilo que tinha feito a mim.

    Creio, em algum grau e nível, que perdoar parece ser algo que a sociedade secular não incentiva as pessoas a fazerem, talvez por parecer um sinal de fraqueza, já que os valores estão invertidos em nossos dias, como já explicado pelo Mestre. Lembro que desde pequeno era comum outras crianças dizerem – e ainda hoje – a frase: “vai deixar?”, quando alguém fazia algo negativo contra mim, ou seja, a frase implicava em “vai lá e se vinga”, cresci ouvindo isso, mas hoje entendo que a frase que nos direciona no caminho de Hashem é “vai lá e perdoa”. Esta é uma das grandes lições que apreendo nesta aula, com esta ligação mística de Rosh Hashaná e nossas ações.

    Vejo que nos defrontamos com situações em que temos que superar nossas inclinações e limitações a cada dia, que faz parte do processo da nossa retificação, mas saber, através dos ensinamentos do Mestre, que nesse processo existe um período em que somos julgados para, se D-us quiser, sermos inscritos no Livro da Vida, é mais um insight que nos fortalece em nosso caminho de retificação de nossa alma.

    Queria agradecer ao Sr. Rabino Avraham e a toda comunidade, por esta oportunidade de me expressar e de ser repreendido, para que possa elevar o meu conhecimento e coloca-los em prática, se D-us quiser.

    Obrigado
    Rodrigo de Oliveira

    SIGA EM FRENTE! RAB. AVRAHAM

  4. Saudações Mestre Avraham e membros da comunidade.

    Venho com felicidade trazer um humilde comentário, de acordo com minhas possibilidades. O comentário é sobre o shiur “Rosh Hashaná” que se encontra no link: http://beitarizal.org.br/2013/08/07/rosh-hashana/

    Peço antecipadamente escusas por qualquer erro seja ele ortográfico, de interpretação, de inferência, algum equívoco ou comentário impertinente fruto de minha ignorância.

    O Mestre inicia a aula trazendo um trecho sobre o Talmud que aborda sobre a abertura de três livros no dia de Rosh Hashaná, o dos completamente justos, o dos completamente perversos e o dos intermediários. Os justos são inscritos e selados para vida, os perversos são inscritos e selados para morte, os intermediários ficam em suspensão até Yom Kippur onde serão inscritos em um dos dois livros conforme seus méritos. O Mestre traz então um comentário dos tosafistas que interpelam esse comentário, uma vez que comumente se vê justos morrendo no ano após esse evento e também muitos perversos que continuam a viver no ano que se segue, é dito então, que o que está sendo abordado nesse caso, não é a vida física em si, mas a vida ou morte no mundo vindouro. Comenta o Mestre que isso parece estranho, uma vez que o julgamento sobre a entrada ou não no mundo vindouro, acontece no dia do falecimento da pessoa, no Yom HaDin e não em Rosh Hashaná, e mais, se o julgamento sobre o mundo vindouro acontece em Rosh Hashaná, porque esse julgamento aconteceria todo ano?

    Explica o Rabino Avraham que o Mestre místico Moshe Chaim Luzzatto, de abençoada memória, explica essa situação dizendo que o julgamento de Rosh Hashaná aponta o status espiritual e a posição em que a pessoa se encontra. Portanto, trata-se de um julgamento que avalia se a pessoa encontra-se no caminho ou não para alcançar uma porção no Olam Habá. Explica o Rabino Avraham que apenas D-us é quem pode fazer esse julgamento.

    Gostaria de fazer um comentário sobre o que foi tratado até aqui. Confesso que faço esse comentário com certo receio, uma vez que esse é um assunto muito profundo e meus conhecimentos são mínimos. Como o Mestre nos ensina em outras partes de suas obras, a morte, nem sempre se trata da morte física, mas pode se tratar da morte espiritual, ou seja, o cessar do fluxo de bênçãos em nossas vidas, e a vida pode aqui ser entendida como o recebimento de um maior fluxo de bênçãos em nossas vidas. Faço essa indução por dois motivos, o primeiro trata-se da associação do que foi dito com duas afirmações feitas em outros momentos pelo Mestre: que aquele que erra, recebe impulso para errar mais e o oposto, que aquele que busca os céus, os céus lhe ajudarão. O outro motivo trata-se de uma retrospectiva em minha vida, em que posso notar isso de forma prática. Sempre que estive perdido na ilusão apenas via cada vez mais severidades se intensificando em minha vida, mas Graças a D-us, desde quando busquei me ligar com D-us, mesmo sem saber direito como, mas procurando aprender, só vi o fluir de bênçãos aumentar em minha vida, e que continue assim, se D-us quiser.

    Segue o Mestre trazendo um comentário do Rabino Luzzato, que comenta que aquele que recebe uma alma sábia, ou recebe muitas bênçãos, não deve em hipótese alguma se orgulhar disso. Uma vez que tudo provém de Hashem, não devemos nos orgulhar, mas simplesmente cumprir nosso dever e fazer bom uso das bênçãos de Hashem. Pois tem mais valor aquele que tem grandes dificuldades e más tendências, mas mesmo assim se liga corretamente, do que aquele que sempre teve sabedoria e facilidades materiais.

    Mesmo em minha pequenez, acredito que aqui podemos tirar uma lição prática. Quanto mais nós recebemos conhecimentos e bênçãos, maior se torna a nossa responsabilidade, pois como ensina o Mestre, os atos bons de um justo não pesam tanto na balança como um ato bom do perverso. Pode-se notar portanto, que cada vez mais o caminho se torna reto para aquele que busca a Santidade, e para aquele que já está no caminho reto é sempre necessário se retificar ainda mais, pois qualquer desvio gera grande escoamento de bênçãos, pois esse é um que as recebe em abundância. E isso pode ser visto em qualquer área do nosso dia a dia, afinal, o erro de qualquer especialista, tem maior peso que um ignorante na área, afinal muito mais responsabilidade é depositada no especialista. Pode-se imaginar um exemplo na medicina, o erro de um cirurgião cardíaco em operação, tem consequências muito mais graves que o erro de um enfermeiro colocando uma bandagem. Nós aqui, portanto, que participamos dessa comunidade e entramos em contato com esses ensinamentos Santos, temos grande responsabilidade. Que D-us que nos guie hoje e sempre para sermos pessoas cada vez mais retas e sejamos cada vez mais participantes!

    Continuando, nos explica o Mestre que muitas vezes pessoas inscritas no livro da morte não precisam passar por experiências difíceis, e podem até receber alguns bons acontecimentos, assim como pessoas inscritas no livro da vida, podem passar por dificuldades que lhe servem como oportunidade de crescimento. Dentro daquilo que me é possível compreender, vejo que somente Hashem faz o julgamento adequado e a nós é impossível compreender em sua magnitude. Entretanto, me atrevo a fazer uma consideração que tanto aqueles inscritos no livro da vida, quanto aqueles inscritos no livro da morte, recebem julgamentos que visam o retorno da pessoa para a Santidade (UM “ATREVIMENTO” QUE DESTA VEZ, FOI BEM SUCEDIDO! RAB. AVRAHAM), mostrando a Benevolência de Hashem para com todos. Como um insight, passei a refletir novamente sobre minha vida e percebi que absolutamente tudo que recebi e presenciei em minha vida, foi para me impulsionar a um caminho justo, mesmo quando caminhei no vale da sombra e da morte, tudo que ali vivenciei foi para que eu compreende-se a sitra achra e visse sua essência perversa, podendo assim optar com clareza em buscar um caminho reto. Graças a D-us por sempre ter estado comigo!

    O Mestre segue nos trazendo uma pergunta essencial para a questão de Rosh Hashaná: O que podemos fazer para adoçar nossos julgamentos? Diz então que há uma maneira para que isso ocorra, trata-se de fazer vista grossa para os nossos atormentadores, uma vez que a maneira como tratamos o outro, é a maneira que seremos tratados. O Mestre conta que mais a frente no Talmud, há o relato de um Rav que passou por um experiência em que ele havia morrido e pode regressar. Ao ser inquirido sobre o fato, contou que Hashem permitiu que ele regressa-se pois tinha o mérito de ter sido alguém que “deixava passar” aquilo de negativo que os outros lhe faziam.

    Esse trecho me fez lembrar algo que o Rabino comenta em outras aulas: que todas as virtudes devem ser vividas em equilíbrio, menos a humildade, que deve ser exercida sem limites. Acredito, dentro da minha pequenez, que eu seja retificado caso esteja falando besteira, que a humildade é uma chave que nos permite não guardar rancor, compreender a ação de Hashem em tudo e agradecer aos que nos atacam, ao invés de nos apegarmos ao nosso ego e a nossa yetzer hara.

    O Mestre ao final nos conta que existe uma oração que todo judeu deve fazer ao final do dia, e que foi organizada pelo próprio Ari’zal. Segue a declaração: “S-nhor do Universo! Por meio desta declaração eu perdoo quem quer que tenha me enfurecido ou irritado, ou que pecou contra mim, física ou financeiramente, contra minha honra ou qualquer outra coisa que for minha, seja acidental ou intencionalmente, inadvertida ou deliberadamente, mediante palavras ou atos, nesta encarnação ou qualquer outra. Eu especialmente perdôo todo Filho de Israel. Que nenhuma pessoa, seja ela quem for, seja castigada por minha causa. Que seja a Tua vontade, Ado-nai, meu D-us e D-us de meus pais, que eu não peque mais nem repita meus pecados, que tampouco volte a despertar Tua ira, nem faça o que seja mal aos Teus Olhos. Os pecados que cometi, apaga-os em Tua abundante misericórdia, mas não com sofrimentos ou enfermidades graves. Que as palavras de minha boca e a meditação de meu coração sejam aceitos perante Ti, Ado-nai, minha Fortaleza e meu Redentor.”

    Ensina o Mestre que essa oração é uma preparação para antes de dormirmos, uma vez que ao dormirmos, somos levados temporariamente, se D-us quiser, para o mundo dos mortos, o que é uma certa forma de julgamento. Tenho recitado essa oração todos os dias antes de dormir, mas confesso que ainda preciso lê-la, pois não consegui decora-la. Se D-us quiser, eu conseguirei guarda-la em minha memória e em meu coração, e a compreensão mais profunda desses assuntos com toda certeza me ajudará nisso.

    Agradeço profundamente ao Rabino por mais essa aula e pela oportunidade de poder me expressar. Peço perdão por qualquer erro e me coloco em posição de ser retificado.

    Tudo de bom e doce a todos! Shalom!

    André Luis Karpinski.

    MUITO BOM. E DE FATO, TEM MELHORADO A CADA POSTAGEM. CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  5. Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade,

    Agradeço a oportunidade de comentar após, leitura e meditação neste shiur.

    O Rosh Hashaná tem início no mês de Tishrei (calendário judaico), é sabido que nesse período ocorre um alinhamento entre o planeta terra e um grupo de estrelas, esse grupo de estrelas é a constelação de libra, que por sua vez tem como símbolo a balança (aula http://beitarizal.org.br/2013/03/04/a-balanca-cosmica/).

    Essa balança simboliza o julgamento Divino de Rosh Hashaná e Yom Kipur onde todas as ações do homem são avaliadas, medidas e pesadas.
    Durante esse período são abertos três livros, o livro dos completamente justos, o livro dos completamente perversos e por último das pessoas intermediárias. Cada um desse grupo de pessoas será julgado de acordo com suas ações, os justos serão escritos no livro da vida, os perversos no livro da morte e as pessoas intermediárias, de acordo com seu mérito terão seu nome escrito no livro da vida ou da morte.

    Pelo que humildemente pude compreender é que o julgamento de Rosh Hashaná estabelece o estado espiritual e a posição da pessoa naquele momento, ou seja, será avaliado onde a pessoa se encontra espiritualmente, se a pessoa está se dirigindo ao mundo vindouro (Olam Rabá) ou não (D-us nos livre). Não é possível para nós categorizar se estamos nos dirigindo ao Olam Rabá, pois não sabemos os pesos e medidas do julgamento de Hashem sobre nossas ações.
    Portanto, por não saber exatamente em que “status” estamos perante nosso Supremo Juiz, devemos nos fazer a seguinte pergunta: “Como nós podemos melhorar as nossas chances de um julgamento positivo em Rosh Hashaná?”

    Uma das maneiras que o Talmud ensina é que possamos receber o título de “Maavir ol midosov”, ou seja, aquele que está disposto a fazer vista grossa a alguém que fez algo de errado para mim. Termos humildade suficiente para perdoar as outras pessoas, pois dessa maneira poderemos também obter o perdão Divino.

    ============= PARÁGRAFO IMPORTANTE. RAB. AVRAHAM
    Isso particularmente para mim é muito difícil, não guardar rancor e sim ter misericórdia da pessoa que por ventura me deseje o mal. Tenho pedido muito a Hashem para que mude minha vida, além de redirecioná-la para uma vida de retidão, se D-us quiser, me conceder a capacidade de não guardar rancor e simplesmente ignorar algo que me façam de ruim.
    ================================================

    Graças a D-us, por sua infinita misericórdia tenho conseguido ser uma pessoa mais calma, os estudos com o Rabino tem me proporcionado as ferramentas necessárias para que eu possa humildemente alcançar esse objetivo. Dessa maneira pretendo incluir todas as noites antes de dormir a oração citada pelo Mestre:

    “S-nhor do Universo! Por meio desta declaração eu perdôo quem quer que tenha me enfurecido ou irritado, ou que pecou contra mim, física ou financeiramente, contra minha honra ou qualquer outra coisa que for minha, seja acidental ou intencionalmente, inadvertida ou deliberadamente, mediante palavras ou atos, nesta encarnação ou qualquer outra. Eu especialmente perdôo todo Filho de Israel. Que nenhuma pessoa, seja ela quem for, seja castigada por minha causa. Que seja a Tua vontade, Adonai, meu D-us e D-us de meus pais, que eu não peque mais nem repita meus pecados, que tampouco volte a despertar Tua ira, nem faça o que seja mal aos Teus Olhos. Os pecados que cometi, apaga-os em Tua abundante misericórdia, mas não com sofrimentos ou enfermidades graves. Que as palavras de minha boca e a meditação de meu coração sejam aceitos perante Ti, Adonai, minha Fortaleza e meu Redentor “.

    Agradeço a Hashem pelo amor e misericórdia e pela oportunidade de retificação e iluminação dos meus caminhos.

    Obrigada Rabino por essa aula abençoada e tão esclarecedora.
    Tudo de bom e doce para todos nós.

    Fernanda.

    PROCURE DESENVOLVER MAIS O TEXTO. VOCÊ TEM POTENCIAL PARA ISSO! MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

  6. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom Rabino Avraham e amigos Noéticos,

    Peço permissão para falar um pouco deste Shiur ROSH HASHANA, me desculpem a falta de entendimento, e a de concordância pois falo de assuntos muito profundos e creio que meu entendimento é muito raso.

    Primeiro o Rav, nos mostra que neste período de ROSH HASHANÁ, as pessoas são julgadas e é determinada a sua situação conforme seu grau de classificação, é dito pelo Rav que o Justo é escrito e selado para a vida, o perverso é escrito ele é selado para a morte que D-us o permita retornar ao caminho correto, e os intermediários serão julgado por suas atitudes, se eles tiverem méritos será escrito no livro da vida caso não tiverem méritos serão escrito para morte que D-us não permita. O Rav vai além e nos mostra, que nossos julgamentos sobre o que é uma pessoa justa pode ocorrer um grande equivoco, pois muitas vezes “achamos” que certas pessoas são perversas, vivem uma vida cheia de impureza e imoralidade e esta pessoa é abençoada financeiramente e com vida longa, e muita vezes vemos pessoas tentando agir de forma justa, se afastando das paixões terrenas sofrerem perdas financeiras, pessoais e tem os seus dias abreviados.

    O Rav explica baseado em um longo estudo onde os sábios tentam resolver esta equação, onde pessoas aparentemente justa sofrem e pessoas aparentemente perversas vivem uma vida de benção. O Rav deixa claro que tudo é por determinação de Hashem, pois quem julga é Ele, pois Ele conhece as intenções de cada ato, muitas vezes agimos de forma correta, más nossa intenção não é agradar à Hashem e sim obter vantagens em suas relações, e muita vezes pessoas aparentemente perversas tem atos desprovidos de interesses pessoais, só com intuito de contribuir para o adoçamento dos julgamentos Divinos. E o Rav nos ensina uma maneira de melhorarmos nossa situação. O Rav nos dá o caminho para melhorar nossa chance neste julgamento, e umas desta maneira é perdoar o mal que os outros nos fazem, e relevar os erros e os prejuízos que outros podem nos fazer, é fazer vista grossa, tentar esquecer o que foi feito, pois assim quem sabe Hashem nos presenteia com a mesma benevolência, e quem sabe Ele faça vista grossa para alguns de nossos erros, que Ele tenha compaixão e misericórdia, e é tão sério e real que os povo judeu tem uma oração que deixa bem claro que se perdoarmos aquele que nos fez mal, assim também seremos julgados.

    E estes conceitos são tão santos e reais, pois trazendo para meu dia à dia, Rav tenho algumas dúvidas, no meu “entender” deixo claro como falei no inicio tenho uma interpretação de tudo muito raso, pois me falta muito para um melhor entendimento. Más tenho algumas dúvidas, por exemplo, eu acho que não é por que uma pessoa sofre de algum mal, ela não tenha mérito, eu penso que os critérios destes julgamento vai além do que dizer que isto ou aquilo determina benção ou não. Pois, ao meu limitado conhecimento e poder de avaliação nem sempre, saúde, riqueza é sinal de que Hashem esta do lado daquela pessoa, penso que há algo muito mais profundo, pois quando vemos pessoas com limitações caminhar de forma feliz e determinada e ligada aos preceitos e mandamentos da Torá, me faz pensar que existe algo muito maior, algo que vai além da minha compreensão, no meu curto entendimento eu penso que não podemos analisar e se espelhar em alguém só baseado nos seu sucesso, pois os caminhos de Hashem penso eu é um mistério, pois Ele tem tudo sobre controle, e tudo é planejado para um determinado objetivo. O objetivo de Honrar e Engrandecer o nome de Hashem. Claro que rezo todos os dias à Hashem que me abençoe com saúde, prosperidade e entendimento, más tenho que entender que eu não posso determinar o que é benção, pois só Hashem sabe o que é melhor para mim. Me perdoe Rav se entendi tudo errado e me corrija sempre se D-us quiser.
    Grato

    Alessandro Ferreira

    MUITO BOM, E COM ÓTIMA LINHA DE PENSAMENTO RAB. AVRAHAM

  7. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, com a transcrição da aula e os comentários, da metade para o final do texto.

    A aula se inicia com o Mestre lendo o Talmud, no Tratado de Rosh Hashaná, onde há uma discussão rabínica, sobre o julgamento que há em Rosh Hashaná, em que é dito que há três livros, abertos em Rosh Hashaná: o livro dos completamente perversos, o livro dos completamente justos, e o livro das pessoas intermediárias; os completamente justos são inscritos e selados, imediatamente para a vida; os completamente perversos são inscritos e selados, imediatamente para a morte; as pessoas intermediárias ficam em um “estado em suspense”, de Rosh Hashaná a Yom Kippur: se eles tiverem mérito, elas são inscritas para vida; se elas não têm mérito, elas são inscritas para a morte.

    O Rav destaca, entre os vários comentários a respeito da matéria, o dos tosafistas; tosfos é uma palavra conhecida por quem estuda o Talmud: são adições ou suplementos, constituídos ao comentário básico de Rashi, o grande comentarista da Torá; os tosafistas foram Sábios dos séculos XII e XIII, que foram alunos de Rashi; o assim descrito tosfos, explica o Rabino, é uma combinação de questões e discussões de Mestres, ligadas à linha de Rashi, em particular na França, fazendo parte das publicações do Talmud; os tosfos desafia o comentário trazido no Talmud, sobre os três livros, trazendo o questionamento: se a morte de pessoas retas ocorre após o Rosh Hashaná, assim como perversos vivem de Rosh Hashaná a Rosh Hashaná, com funciona esse mecanismo? O tosfos faz o seguinte comentário: a morte do perverso e a vida do justo, mencionadas no Talmud, são, na verdade, um pronunciamento sobre o Olam Habá – o Mundo Vindouro.

    O Mestre explica que, em primeira análise, esse comentário parece um tanto curioso, pois o julgamento do status de uma pessoa, no Mundo Vindouro, não ocorre em Rosh Hashaná, mas no dia do juízo particular da pessoa – Yom Hadin; na verdade, não é em Rosh Hashaná em que toda a nossa vida é julgada, isso ocorre somente depois que a pessoa falece. Além disso, prossegue o Rav, não faz sentido sermos julgados em todo o Rosh Hashaná, já que a ideia é julgar para que se possa ir ou não para o Olam Habá, sendo isto algo sem sentido; somente no Yom Hadim pessoal de cada um, quando a pessoa devolve a sua alma ao Criador, é que toda a contabilidade espiritual da pessoa deveria ocorrer, segundo o Rabino.

    Há um grande Mestre místico, ensina o Rav, chamado RaMCHaL, o Rabino Moshe Luzzatto, de abençoada memória, que explica essa situação da seguinte maneira: o julgamento de Rosh Hashaná estabelece o estado espiritual e a posição da pessoa; existe um julgamento para avaliar onde a pessoa se encontra, espiritualmente, se ela tem ou não mérito, por suas ações, para ter uma porção no Mundo Vindouro; só D’us é Juiz, e sabe o valor coisas que fazemos, certas ou erradas, ninguém na terra sabe mensurar esse valor: de acordo com a Contabilidade Divina, uma pessoa pode estar se encaminhando para o Olam Habá, sem saber. O Rabino traz um exemplo da Cabalá: uma pessoa que viveu a vida inteira, só pelo de fazer um pequeno favor para alguém, a redime de uma série de punições; no Pirkê Avót – Ética dos Pais –, os Sábios ensinam que nós, explica o Mestre, não devemos nunca desdenhar uma mitsvá, aparentemente menor, por uma maior, pois não sabemos o peso de nada, nem de nossas transgressões, nem de nossos atos corretos; algumas coisas são estabelecidas na Torá: duas mitsvót são postas lado a lado – a mitsvá de honrar pai e mãe, e a mitsvá de espantar a mãe pássaro (ANTES DE PEGAR SEUS FILHOTES/OVOS. RAB. AVRAHAM); isso é para ensinar que não sabemos os pesos e medidas de nada, segundo os Sábios; opostos, de algo que nunca termina – honrar pai e mãe; e algo que termina em um instante – espantar a mãe pássaro, são postos lado a lado na leitura da Torá, para ensinar que não entendemos como funciona o Julgamento Divino, conforme as palavras do Mestre.

    Na sequência do shiur, o Rabino explica que a pessoa não está indo na direção correta, é inscrita no Livro da Morte; uma vez que foi determinado em Rosh Hashaná, o julgamento específico que vai recair sobre a pessoa naquele ano, também é determinado de acordo; o julgamento principal, que o ocorre em Rosh Hashaná, é: que caminho estamos tomando? As pessoas pensam que se trata de um julgamento sobre o último ano. O próprio RaMCHaL, traz o Rabino Avraham, comenta que uma pessoa que é sábia por natureza, porque já veio ao mundo com uma alma mais elevada, com maior potencial de retificação, não tem motivos para se orgulhar, pois é da natureza dela ser sábia; uma aptidão natural não é algo passível de sentimento de orgulho: se trata de um presente de Hashem, de modo que a pessoa tem que usar esse presente, para revelá-lo de maneira positiva, para o mundo, não sendo isto mais do que uma obrigação. O real mérito é uma pessoa que nunca foi sábia, se tornar sábia.

    Tenho visto, em minha volta, muitas pessoas que confundem sabedoria com aptidão para matemática, por exemplo. Ou, ainda, pessoas que confundem a faculdade da fala, a retórica em particular, também com sabedoria. Conheço muita gente, sem um diploma de faculdade, que é capaz de esbanjar sabedoria, autoridade natural, e auto-controle, além de confiança e real temor a D’us. Não estou julgando, em absoluto, é apenas fruto de mera observação. Realmente, é um mundo de luzes e sombras, que o Mestre está me ajudando a entender melhor.

    O Rav destaca a ideia de estar indo para um caminho, não somente as ideias de assuntos pontuais, mas qual é a tendência da pessoa, algo que somente Hashem decide: se a pessoa faz algo bom, mas tem a intenção errada, ou uma pessoa que faz algo errado, mas tem a intenção certa; no final, ensina o Mestre, de acordo com os Sábios da Torá, só há um Juiz no mundo; se há uma pessoa que é justa, e sofre infortúnios, e uma pessoa que é perversa, tem vantagens naquele ano, os Sábios também explicam sobre isso: como nossas ações fazem a balança do universo pender, para um lado ou para o outro, às vezes um justo pode até não ter falhado, mas fez algo não particularmente perfeito e, naquele momento, fez com que o lado da balança, do lado do julgamento, estivesse mais pesado, enquanto que um perverso, que fez um ato bom, fez a balança pender para o lado da misericórdia, se beneficiando com vantagens naquele ano.

    Essa parte do shiur me chamou a atenção: tenho feito muita coisa correta com a intenção errada. A “sintonia fina” da minha kavaná só tem vindo através das aulas do Rabino, de modo a meditar sobre os meus erros passados e os de hoje em dia, e sobre o que fazer para alinhar tudo isso com a vontade do Eterno. Na teoria, é maravilhoso, na prática é tarefa árdua. Estou tentando ser sincero comigo mesmo: se eu não me entender, como pessoa, minha visão externa ficará prejudicada, e Hashem tudo sabe, pois tudo é Ele mesmo. Ainda há muito rancor e soberba para serem trabalhados, em mim. Por exemplo, me considero um homem sem amigos, não acredito neste conceito, ou penso ser coisa rara. E considero a palavra “amigo” íntima demais, para ser usada, em determinadas situações.

    A tranquilidade e riquezas, ensina o Rabino, poderão servir a uma pessoa que foi inscrita para a morte, para que ela seja compensada por qualquer coisa que ela fez no mundo, naquele ano; o contrário também ocorre: às vezes, dificuldades podem acontecer para uma pessoa que foi inscrita para o Livro da Vida, para que ela seja limpa das transgressões que ela cometeu no mundo, limpando o seu caminho para a eternidade, sendo um processo de limpeza espiritual, para que depois, mais tarde, ela possa ter o benefício da vida eterna, segundo o Mestre; por outro lado, uma pessoa inscrita para o Livro da Vida, não tem a necessidade de sofrer infortúnios, assim como uma pessoa inscrita no Livro da Morte, não precise passar por dificuldades, para repensar em seu relacionamento com D’us. O Rabino ensina que as discussões sobre o assunto são muitas.

    Agora eu entendo porque não devemos julgar ninguém, muito menos pejorativamente: ninguém sabe de nada, aqui na terra. Preciosa lição a do Rav. Porém, muitas vezes me pego julgando, a mim e aos outros, em uma sanha incontrolável. Seja como for, alguém que é considerado por mim, aparentemente, um perverso, pode ter muito mais méritos do que eu. São os mistérios de D’us, que o Mestre revela. Baruch Hashem.

    Na questão prática, explica o Rav, o Talmud ensina que uma das maneiras de melhorarmos a nossa chance, para um julgamento positivo, é ser alguém que está disposto a fazer “vista grossa”, para aquele que fez algo de errado para ele; o Rashi explica que o atributo de Justiça Divina não faz escrutínio de pessoas que se tornam pessoas que fazem uma visão positiva, para perdoar os outros, e que os Céus se tornam o espelho disso também: da maneira que tratamos os outros, assim também seremos tratados, ou seja, assim como fazemos “vista grossa” para o que os outros nos fazem de errado, os Céus também farão “vista grossa” para o que nós fizemos de errado; quando desenvolvemos essa habilidade, essa misericórdia, de não ser vingativo e rancoroso, isso ajuda a pessoa a ser inscrita no Livro da Vida; para que Hashem tenha compaixão de nós, é preciso que nós tenhamos compaixão pelas pessoas; nas orações que os judeus fazem, antes de se recolherem para dormir, organizado pelo Arizal, está um pedido da pessoa, para que nenhum mal recaia sobre alguém que fez mal a ela, sendo um ato de perdão total; ao dormir, nós nos ligamos ao lado da morte; nossa alma é temporariamente recolhida à noite, e é julgada também; é importante que, uma vez que estamos na iminência de sermos julgados e avaliados, é fundamental que iniciemos esse processo, com a intenção no coração, para perdoar a todos que nos fizeram mal, para que Hashem retorne a nossa alma para o próximo dia. O Rav deseja espírito de perdão para todos, no Rosh Hashaná, de modo que todos possam ser inscritos no Livro da Vida.

    Sou muito rancoroso, e capaz de ficar anos sem falar com alguém que tenha me prejudicado, de alguma forma. É um dos meus piores defeitos. As orações noturnas, e o ato de perdão total, em particular, tem sido um bálsamo em minha vida. Os shiurim, uma ferramenta preciosa que o Rav me provê, para me retificar. E assim sigo neste caminho, se D’us quiser.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    ÓTIMO, CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

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