PARASHÁ: VEZOT HABERACHÁ (LIVRO: “A BONDADE PARA AVRAHAM”)

Shalom Rabino Avraham, boa noite caros Amigos desta comunidade.

Logo no primeiro parágrafo da introdução deste estudo na obra “A Bondade para Avraham”, páginas 492 à 499, somos inquiridos a olhar para dentro de nós mesmos com o desafio de discernir entre manter contatos com pessoas ou não.

“Como vamos discernir se devemos cultivar contato ou não com alguém que conhecemos? Pelo seu temperamento; pois, pelo seu comportamento quanto levado a se zangar seu caráter pode ser discernido. Se ele guarda sua alma sagrada quando ele é irado, para que ela não seja desenraizada de seu lugar e assim suplantada pelo ‘outro lado’ (D-us não permita), então ele é de fato um homem servo de Ad-ni [que é o Nome que representa a imanência de D-us], ‘completo e Sagrado’ “.

Um fato é, que muitas vezes fui, ainda sou, e penso que todos somos constantemente testados nestes sentidos, somente hoje consigo entender que tudo eram testes os quais muitos eu não passei, perdendo assim oportunidades de retificação e de ter desenvolvido aprendizado (pessoal ou profissional). Agora com um novo olhar, com ajuda destes versos e ensinamentos, entendo melhor a magnitude e bondade do Criador (Bendito seja) que causaram inúmeras outras situações com oportunidades de correção desta deficiência de caráter, pois só agora entendo que uma pessoa com estes traços além de ser ‘perigosa para si mesma e outros’ é um iníquo que profana o Nome do Criador (que Ele não permita) causando assim o pecado de continuar no mundo, D-us nos livre.

Entendo que algumas pessoas mais velhas têm estas tendências de ‘testar’ o caráter das pessoas sendo neste sentido ou de alguma forma para saber se a pessoa é honesta e confiável. Certa vez fui testado com um montante de valor que estava entre equipamentos e utensílios domésticos, Graças a D-us foi iluminado de não tocar, justamente quando não tinha estes conhecimentos e vivia com desvios de caráter e necessidades constantes de recursos materiais. Digo que nos recentes dias fomos novamente testados com pessoas da família que não suportam nossa forma de vida (reclusa do mundano), nos convidando para um “simples” jantar em família (aniversário de um membro em visita a cidade). Ao chegar no endereço, junto com crianças acabamos nos deparando antes mesmo de adentrar no ambiente, com uma armadilha: reunião de pessoas idólatras (as mesmas que estão sempre praticando “culto” ao xisto junto a este familiar). Então fomos obrigados a dar meia volta antes mesmo de entrar, recolhemos as crianças e retornamos. No dia seguinte, vieram os questionamentos com línguas afiadas, procurando algo para que de alguma forma fossemos rebaixados ao revidar as acusações infundadas, digo aos Srs, que foram horas aparentemente intermináveis, mas Graças a D-us, conseguimos conter e não ficar irado. Percebi também que reagem com características animalescas, e que por este motivo é preciso nos restringir, e evitar revidar, confrontar, ou até mesmo responder às falas, pois conforme aula Ecologia Noética, Hashem tem piedade até mesmo dos animais e quando os vê suplicando por Ele, corremos o risco de decretos e punições severas, que D-us não permita. Assim como mencionado nesta aula: http://beitarizal.org.br/2013/03/04/ecologia-noetica/ , que uma Srª ficou até estéril, mas Graças a D-us, com ajuda e conselhos de um Santo Mestre, pôde retificar o erro cometido.

“Eles ensinaram Tua lei a ya’acov, e Tua Torá a Israel. Eles colocaram incensos em Tua presença e consumiram sacrifícios em Teu altar. Que D-us abençoe seu esforço e favoreça o trabalho de suas mãos”.

Este texto é parte da benção de Moshe Rabeinu, proferida a sua própria tribo, a tribo de Levi, como nos conta o Mestre nesta Obra, entendo que o Mestre nos mostra que existe uma luta constante entre o bem e o mal, assim como a luta do Patriarca Ya’acov e Esaú, nas margens do rio Yabók, e mais uma vez, pela Graças a D-us, posso entender um pouquinho mais sobre o conviver com pessoas. Muitas vezes tem alguma coisa que não ‘soa bem’ nas atitudes de alguns indivíduos, em geral  pessoas que se mantém em estados excedentes de risos, achando tudo engraçado, ou alguma coisa que realmente não nos sentimos bem na presença. Entendo minimamente que é o aspecto da alma sendo incompatível, então o tempo todo D-us nos protege destes ataques que não percebemos, mas que estão nos olhares, nas mentes, gestos e atitudes estranhas das pessoas, que talvez até involuntariamente percebem em você algo não compatível com ele, e reagem. E o simples fato de não se aproximar ou participar de conversas fúteis é motivo para desentendimentos, que D-us não permita.

Por outro lado é perceptível quando uma pessoa tem, como no “dito popular” um (bom semblante), digo que sinto alegrias por ter aprendido um pouco com o Mestre a identificar estas pessoas que seja sempre para o Bem, se D-us quiser, mas consigo sentir quando uma pessoa tenta ser de alguma maneira superficial, ou mesmo tenta nos enganar de alguma forma. Por mais que seja algo insignificante, entendo que não é fácil perceber ou tocar em assuntos sem abertura, mas que estamos sujeitos a todo instante. Isso é real e fato, algo que tenho vivido com os amigos da comunidade e que gostaria de colocar aqui: é que quando nos contactamos principalmente por telefone ou outro meio que possamos ouvir o tom de voz do outro, é uma grande satisfação e alegria pois sabemos que normalmente isso pode acontecer no mundo secular por interesses comuns, mas aqui temos um foco, e tentamos falar a mesma língua o tempo todo, nossas conversas não se desviam do foco principal que é o assunto que nos levou a praticar tal contato, portanto agradeço a dedicação dos amigos em praticar este espírito bom que é possível de sentir Graças a D-us, e peço que se os amigos sentem o mesmo que possam ligar também quando tiverem dispostos. Obrigado.

“Na era de Mashiach, todas as identidades estarão retificadas e portanto ‘pareadas’, como se todos ao mesmo tempo, estaremos no mesmo caminho e diante da mesma percepção da realidade, o que eliminará qualquer tensão e caos e trará apenas a Paz e a ordem neste mundo, unido com Hashem, que seja muito em breve”

Agradeço ao Mestre por despertar em nós este desejo e vontade por humildade que nos aproxima uns dos outros, permitindo que juntos possamos nos erguer, se D-us quiser.

Edson.

MUITO BOM! A EXPERIÊNCIA NA REALIDADE CAÍDA QUANDO ENTENDIDA SOB O FOCO DA TORÁ, ELEVA ELA TODA, E A PESSOA SE PREENCHE DE LUZ. ISSO É SE ILUMINAR, SER ILUMINADO, A SABER, SE PREENCHER DO ENTENDIMENTO DA TORÁ PARA A PESSOA, CADA UM NO SEU NÍVEL E CAPACIDADES. EIS O CAMINHO DA EVOLUÇÃO. RAB. AVRAHAM

8 opiniões sobre “PARASHÁ: VEZOT HABERACHÁ (LIVRO: “A BONDADE PARA AVRAHAM”)

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para comentar sobre a presente Parashá, que se encontra no livro de autoria do Mestre, A Bondade para Avraham.

    Está escrito na página 492:

    “Como vamos discernir se devemos cultivar contato ou não com alguém que conhecemos? Pelo seu temperamento; pois, pelo seu comportamento, quando levado a se zangar seu caráter pode ser discernido. Se ele guarda sua alma sagrada quando ele é irado, para que ela não seja desenraizada de seu lugar e assim suplantada pelo ‘outro lado’ [D’us não permita], então ele é de fato um homem, um servo de de Ad-ni [que é o Nome que representa a imanência de D’us], ‘completo e sagrado’. Se um que se ira não se importa com o bem estar de sua alma, desenraizando-a e permitindo que ela seja trocada pelo domínio impuro, este homem é um rebelde contra Elokim [o Nome que indica a Severidade de Seus Julgamentos], um que devemos certamente evitar contato de qualquer espécie, pois ele é um que, como está escrito, ‘arranca sua alma em sua ira’ (Iyov [18:4]) – ele arranca e desenraiza sua alma em sua raiva impensada, e permite a um ‘deus estranho’ [ref. à idolatria] usurpar o lugar dentre dele e tomar posse de sua alma. Por isso as palavras: ‘Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas’ [Yeshayahu haNavi 2:22], são obviamente uma injunção para evitarmos contato com aquele que arranca sua alma sagrada em sua ira [chaz v’shalom/que D-us não permita]”.

    Ainda há certas coisas, dentre várias, que me exasperam. Só os orgulhosos se ofendem, ensina o Rav, e ainda há muito desse ‘fermento’ dentro de mim. Mentira, falsidade, falta de educação e grosseria gratuita ainda me melindram. Os momentos de explosão são mais raros e, quando não acontecem, incorro no sentimento de rancor, que me faz sentir como se eu estivesse “implodindo”, revendo toda a determinada situação que a originou, diversas vezes, em minha mente, e me faz muito mal. Se D’us quiser, seguirei trabalhando nisso, e em outros traços negativos de minha personalidade. Graças a D’us, o Mestre está me mostrando para onde ir.

    Segue, na página 492:

    “Moshe Rabeinu abençoa sua própria tribo, a de Levi, dentro de sua bênção final para o Am Yisrael. Nela, ele pronuncia: ‘Eles ensinaram Tua lei a Ya’acov, e Tua Torá a Yisrael. Eles colocarão incenso em Tua presença e consumirão sacrifícios em Teu altar. Que D’us abençoe seu esforço e favoreça o trabalho de suas mãos’. Explica a Cabalá que ‘as iniciais das palavras yasimu ketorah b’apecha [‘eles puseram incenso na tua narina’] soletram a palavra Yabók, que é o nome do rio aonde Ya’acov lutou com o anjo de Esav; [portanto a ideia de] Yabók representa a luta fundamental entre o bem e o mal’, que se manifesta aqui, neste mundo da klipá nogá (i.e., aonde o bem e o mal são ‘misturados’). Isso ocorre como a ‘luta entre essências opostas’ de indivíduos expressa em seus relacionamentos. No caso portanto, onde estas essências opostas se relacionam (e estabelecem relações de animosidade), a oposição propriamente dita esconde uma identificação positiva: o potencial de harmonia plena de uma ‘raiz comum’ das almas envolvidas na relação, mas que não se ‘revela’ pois esta identidade permanece ainda ‘deslocada no tempo’; assim com duas pessoas que trilham o mesmo caminho, mas uma delas está mais ‘adiante’ e portanto, com um grau de maturidade maior do que a outra, tendo ela caminhado neste caminho já há mais tempo. Graças a essa diferença de maturidade, a relação destes indivíduos assume um caráter onde a identificação maior dá-se através do Ego (que é um agente psicológico da yêtser hará, que o manobra a agir fortemente como um ‘separador’) dessas pessoas e não de sua capacidade intrínseca de se complementar e unir. Isso claramente se traduz em uma relação marcada pelas disputas de diversos tipos”.

    O que foi acima exposto pelo Rabino me remete, diretamente, à relação com minha mulher, que tem um temperamento extremamente sanguíneo, exatamente como eu costumava ser, há alguns anos atrás. Não vejo isso de forma negativa, pois cheguei a um ponto em que estou me tornando um pouco leniente demais, com exceção de algumas crises tolas de raiva, eventualmente – antigamente, era a todo momento, rebeldia pura, em não aceitar um contexto que o Eterno configurou para mim. Na verdade, eu aprendo muito com ela e assim, o que era para ser uma relação praticamente inconcebível, dura há dez anos, graças a D’us. Espero que meu aprendizado, com o Rav, seja também longevo.

    Seguindo no texto do Rav:
    “Esta deslocação de identidade, por assim dizer, é explicada pelo fato de que o mal existe somente dentro do espectro de tempo que abrange, em um extremo, a era iniciada pelo pecado original de Adam, onde ele ‘causou a ruptura da cobertura protetora da klipá nogá [que é uma categoria, como uma ‘casca translúcida’, entre as ordens de total impureza e santidade], e assim, as forças do mal beneficiaram-se da luz da santidade [como um verme que entra em uma fruta e a suga], e noutro extremo da história humana que iniciar-se-á com a vinda de Mashiach, que seja em breve, pois como está escrito, ‘na era Messiânica, o Sagrado, abençoado seja Ele, trará a yêtser hará [a inclinação negativa] e a destruirá na presença dos justos e dos maldosos’. Portanto, todo o bem dentro deste período contém um elemento original do refinamento da ligação com a klipá nogá e a sitra achra [o ‘outro lado’], ou seja, em um certo momento [mesmo que este momento tenha ocorrido na própria origem da raiz d’alma do indivíduo], o bem que foi alcançado pela pessoa era pois um bem inferior (i.e., menos refinado) uma vez que misturava em sua constituição original, por assim dizer, uma certa qualidade ainda [superior] do mal. No entanto, através do refinamento da pessoa pelas mitsvót e do estudo da Torá, o mal é verdadeiramente ‘absorvido na santidade’ e as impurezas assim destruídas, pois não dispõe mais de meios de se revitalizar”.

    Tenho assistido, em algumas aulas do Mestre, e lido em alguns comentários dos colegas, acerca de kavaná – a intenção correta para as coisas. Tenho meditado muito sobre isso e, com o parágrafo acima, me indago: além das mitsvót e estudo da Torá, a questão da kavaná correta também colaboraria para esse absorver das impurezas, na santidade? (A RESPOSTA É: SIM. RAB. AVRAHAM). Eu não tenho a menor ideia do que estou falando, apenas intui e resolvi pôr no texto, mais como uma pergunta retórica (EXATO E ASSIM PERCEBIDO. IGUAL, MUITO BEM INTUÍDO. RAB. AVRAHAM. Há conceitos inalcançáveis nas aulas, admito que me falta estrutura. Entretanto, as aulas do Mestre fazem brotar muitos questionamentos saudáveis e, de shiur em shiur, vou entendendo um pouco mais sobre esses assuntos tão profundos, dentro dos meus limites (AMÉM POR ISSO. RAB. AVRAHAM).

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    MUITO BOM, COMO SEMPRE. RAB. AVRAHAM

  2. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Pela graça de D-us,

    Shalom Rav Avraham e amigos,

    Peço licença ao Rav Avraham e amigos para expressar um pouco meu entendimento sobre a parashá Vezot Haberachá do livro: “A bondade para Avraham”.

    Meditando na pergunta encontrado no Zohar (II:182 a) que diz: “ Como vamos discernir se devemos cultivar contato ou não com alguém que conhecemos? Pelo seu temperamento (…) Notamos que o ser humano possui diversas características individuais diferentes, sendo o temperamento de uma pessoa fator que já é determinado por D-us, mas que também recebe influencias ao longo dos primeiros anos de vida. Agora o caráter é algo que está ligado ao seu interior, o que somos em nosso intimo, porem ele possui uma certa “mascara”(personalidade), onde a pessoa age diferente do que queria de fato agir. O trecho do Zohar explica ainda: “pelo seu comportamento quando levado a se zangar seu caráter pode ser discernido”. Na Torá, como explicado pelo Mestre Avraham em outro shiur, não existe nem uma proibição explicita para a raiva. No entanto, a raiva é considerado um pecado abominável, onde ela é comparada a “idolatria”. Uma pessoa que age de forma errada, sempre se zangando, devemos evitar qualquer contato com essa pessoa. Em outros tempos, tinha amigas com temperamento sanguíneo predominante, ficavam sempre zangadas por qualquer coisa facilmente, e confesso era difícil manter um convívio com elas, pois sempre reclamavam de tudo, seus comportamentos não eram bons, depois percebi que algumas características presentes nelas se faziam também presentes em mim, e que nos dias de hoje tenho aprendido controlar. Ao longo dos anos fui me afastando delas, como também de amizades que não tinham nenhum interesse em saber de D-us, fui aprendendo a selecionar as pessoas com quem me relacionava. Pois ao compreender que uma pessoa que se deixa levar pela ira, ela é levada naquele momento a desenraizar a sua alma do seu corpo, permitindo com que esse corpo vire uma “casca” vazia, dando lugar a ocupação de entidades impuras. Esse trecho do Zohar é muito profundo, ele nos permiti refletir muito a respeito das pessoas que nos envolvemos, seja no trabalho, na faculdade, e até mesmo na família.

    Uma questão muito importante explicada pelo Rav Avraham se refere a questão do Ego. O caminho que entendo ser seguro seria o contorno, reduzir o problema dos conflitos entre as pessoas através do diminuir o ego, não permitindo que ele se exalte. O ego inflado força a pessoa a concentrar-se em si mesma de tal ponto que se torna incapaz de se relacionar com outra pessoa, o que torna uma relação marcada por disputas de diversos tipos. Tudo isso devido ao desejo egoísta que é brotado do ego. É necessário fazer o auto-refinamento do ego, reorientando nossas emoções em direção a D-us, que deve ser sempre o nosso foco, dessa forma conseguimos subjugar a nossa yetzer hará, agora é a claro, isso exige de nós grande esforço e Devekut, para que possamos vencer o mal, e romper a “casca” que impede de nos ligarmos a D-us. Como é trazido, tudo é ligado a k’lipá nogá, o que faz com que exista sempre um aspecto negativo também existente. Isso ocorre porque D-us determinou que o universo possuísse tanto o bem quanto o mal, e dispôs que o mal seja capaz de existir em qualquer nível onde seja possível existir. Devemos sempre rejeitar a influencia do mal, como também os efeitos de todas as maneiras e todos os níveis possíveis, através da clarificação de limpeza e elevações que fazemos. Que tarefa difícil! Quando consigo me tornar forte o suficiente, eu recebo forças que parecem boas, mas me atraem para este mundo. Mas preciso me opor a essas forças, dizendo a elas que suas influencias são mal. Mas quando passo a compreender que o meu trabalho espiritual é subjugar minha má inclinação, embora é uma batalha sem fim, como explica o Rav, preciso sempre ter ânimo para que ela não me vença, e assim eu consiga, se D-us quiser, passar para outra etapa de correção.

    Rav Avraham também comenta a respeito do caráter de Esav, que representa um dos protótipos do mal. A luta de Ya’acov com o anjo de Esav, traz a ideia da luta entre o bem e o mal. No livro de Malaquias, D-us revelou ao profeta esse conceito quando disse: “… todavia amei a ya’acov, e odiei a Esav…” (Malaquias 1: 2-3). Pois o caráter de Esav era mal, profano, ainda possuía características físicas que simbolizavam os constituintes fundamentais do pecado de avodá zarah, um estado de degeneração, espaço vazio, que separa o homem da Fonte de vida. A característica do cabelo de Esav, que era ruivo, representava Julgamento, que em grau inferior representa a “raiva”, a qual tem origem espiritualmente na severidade. Importante compreendermos que a raiva é ligada com julgamento, a qual deriva de dois nomes, Ad-ni e Elokim, que significa julgamento leniente e julgamento severo. Ad-ni é associado a s’fira de Malchut, e Elokim associado a s’firá de Guevurá. Baseado nesse principio, quando uma pessoa está com raiva, é porque o seu julgamento saiu fora do controle dela, se degenerou. Rav explica que o julgamento não é algo negativo, porém precisamos desenvolver a capacidade de “temperá-lo com misericórdia e a compreensão sobre o bem e o mal sobre aquele que está sendo julgado”. Quando a pessoa perde essa capacidade, ela se separa do Criador. Nos dois personagem, Ya’acov e Esav, percebemos que Ya’acov tinha a capacidade de alcançar, nas origens da severidade, a ‘paz e ordem, enquanto que Esav fazia o oposto.

    A lição importante que é Trazida pelo Rav Avraham é que precisamos mitigar o julgamento. A interação de julgamento e misericórdia é bem representada por Ya’acov e o anjo de Esav, que representa a luta entre o bem e o mal, o qual se manifesta em nosso mundo. Resumidamente Ya’acov representa o atributo de misericórdia e Esav representa a degeneração do atributo de misericórdia, ele possuía raiva e violência. Portanto o adoçamento da raiva através do atributo de misericórdia deve sempre prevalecer, caso contrario, essa força negativa regride o estado espiritual do mundo (caos e vazio), que D-us não permita.

    Amigos, resumidamente, essa aula nos traz grandes lições, e conceitos profundos, desejo do fundo do coração que cada um de nós absorva todos esses conceitos, e que, se D-us quiser, possamos ser um canal de benção a este mundo. Agradeço ao Rav Avraham pela oportunidade, e peço desculpa por qualquer interpretação errônea. D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

    EXCELENTE COMENTÁRIO EM FORMA E SUBSTÂNCIA. PARABÉNS, CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  3. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Caro Sr. Rabino Avraham e colegas,
    Peço permissão para expressar algumas linhas sobre a Parashá “Vezôt HaBrachá”, conforme obra oral do Mestre Rabino Avraham, em site Beit Ariz”zal: http://beitarizal.org.br/2013/04/14/vezot-habracha.

    Como de praxe, adianto pedido de desculpas pelas falhas de entendimento, bem como, pela pequenez de minhas palavras, conquanto escreva com desejo sincero de que sirvam para crescimento de todos nós, se D-us assim permitir.
    Inicia o Mestre Avraham explicando que não há no santo Zohar referência direta sobre a Parashá “Vezôt HaBrachá”, sendo assim, traz o Mestre um porção da Parashá “Tetsavê”, dizendo que há uma conexão entre ambas; Lembro de outras aulas onde o Mestre refere sobre esses “túneis” entre as Porções da Torá, referindo que elas se comunicam em diversos aspectos e níveis, contudo, isso fica oculto ao olhar despreparado; Confesso que quando comecei a estudar Torá, com muita dificuldade, jamais imaginei da profundidade com que me depararia, sequer tinha noção real do que Ela representa, não que hoje saiba algo em verdade, mas o coração se alegra ao ouvir/ler palavras de Torá, ao ponto de hoje ser parte de minha vida diária, sem nenhum sentimento de obrigação, mas sim de júbilo em poder ter acesso a Ela e, mais ainda, ser orientado pelo Mestre Avraham, que permite assim, ter vislumbres da Luz que Dela emana, pois sozinho, isso não seria possível, algo pelo que sou muito grato a D-us e ao Mestre Rabino Avraham.

    Do santo Zohar, o Sr. Rabino Avraham traz: “Como vamos discernir se devemos cultivar contato, ou não, com alguém que conhecemos? Pelo seu temperamento, pois pelo seu comportamento, quando levado a se zangar, o seu caráter pode ser discernido. Se ele guarda sua alma sagrada quando ele é irado, para que ela não seja desenraizada de seu lugar e, assim, suplantada pelo outro lado, que D-us não permita, então , de fato ele é um servo de Hashem, completo e sagrado…”.

    Da mesma forma que quando assim não o faz, explica o Mestre na leitura, permite que sua alma seja desenraizada, abrindo lugar para o contato com deuses estranhos, que D-us não permita, o que o Sr. Rabino Avraham explica ser uma referência a idolatria, sendo assim, com este devemos evitar contato de qualquer espécie. As palavras do Mestre Avraham aqui fizeram pensar muito em meu comportamento, pois sempre tive um temperamento dito “explosivo”, com grande dificuldade de dominar as palavras em momentos de ira, que D-us me perdoe; Quando entendi que em verdade isso sempre fossem fruto de minha arrogância e ego inflado, algo que o Mestre Avraham conseguiu mostrar, então tentei uma grande mudança, obviamente que isso está longe do ideal, mas hoje já vejo um tímido progresso, sendo que minhas reações mudaram muito, Graças a D-us. Além disso, minha convivência mudou muito, pois passei a cultivar um afastamento de pessoas que mostram-se com comportamentos irados, sem controle, etc… Contudo, aqui ainda houve/há uma grande dificuldade, pois muitas vezes, isso ocorre dentro de nossa casa, com familiares, que não compreendem a atitude de evitar contato, o entorno desfavorável ao qual o Mestre Avraham fala muitas vezes em sua obra, disso houve/há momentos de grande tensão, mas que Graças a D-us, tento administrar com respeito e cordialidade, mas sem dar margem a recair em comportamentos errôneos, que D-us permita ser forte.

    O Mestre segue fazendo referência a benção que Moshê direciona a tribo de Levy, que era sua tribo explica o Mestre, onde diz Moshê: “Eles ensinaram a Tua Lei a Ya’acov e a Tua Torá a Yisrael, eles colocarão incenso em Tua presença e consumirão sacrifícios em Teu altar, que D-us abençoe o seu esforço e favoreça o trabalho de suas mãos” ; Sendo que, a partir deste verso, o Mestre Avraham traz por técnica de Guematriot, a conexão entre ele e o nome do rio Yabók, local onde foi travada luta entre Ya’acov e o anjo de Esav, que representa o arquétipo da toda a luta entre o Bem e o mal neste mundo e ilusões em que vivemos, e que no homem representa a luta entre a sua boa e má inclinações, explica o Sr. Rabino Avraham. No seguimento o Mestre traz a ideia de que o ego é a “entidade” que atua como separador entre as pessoas, querendo dizer, quando inflado, o ego acaba por erigir fronteiras que não permitem ao indivíduo se relacionar com os demais de forma retificada, sendo expressão disso uma “guerra de egos”, onde cada um tenta impressionar o outro. Novamente aqui, volto-me para meu comportamento, tentando identificar quando, infelizmente, deixo minha má inclinação dominar e acabo, tendo atitudes arrogantes e auto-centradas, obviamente isso não é fácil de perceber, mas confesso que ao menos hoje ocorre algum discernimento neste sentido, algo que há até pouco tempo não tinha sequer noção; Assim, toda as vezes em que vivencio situações de atrito, primeiramente procuro “baixar a cabeça”, querendo dizer, olhando para dentro de mim mesmo em busca de erros de comportamento/entendimento das situações, antes de responder aos outros.

    O Mestre Avraham segue trazendo explicações sobre essa luta perene que travamos em busca do rebaixamento do ego/má inclinação, reafirmado que a mesma é incessante, que não há fim, devendo ser foco de atenção sempre, a cada pensamento, fala e ação, ao menos assim entendi; Neste sentido, creio que ao entendermos que esse é o caminho de crescimento, ou seja, que é através de travar essa luta pelo rebaixamento do ego, por vezes ganhando e, por vezes, tendo quedas que possam servir de impulsos, estamos cumprindo nosso serviço a D-us, pois estamos tentando tornar nosso ser mais “limpo”/retificado e apto para viver uma vida reta e digna, que hoje representa algo muito longe, mas que acredito ser o foco de nosso estudo. Peço desculpas se meus pensamentos estão fora do contexto, ou errados, mas meu coração diz que quando realmente entender que tudo aquilo que vejo são apenas ilusões, que sem significado/tradução espiritual não passam de meros devaneios, desprovidos de real sentido, poderei realmente apreender algo de real, poderei viver uma vida que contribua para minha retificação e, por conseguinte, ajudar na retificação do mundo, se D-us quiser. Obviamente poderia aqui mesmo ver algo de meu ego projetado, afinal, reconhecer isso significa querer ser um Benoni, um intermediário, como o Mestre Avraham, explica, algo que em meu pequeno entender já seria mais que tenho capacidade, mas rogo a Hashem que permita força e coragem para perseguir isso com afinco, dentro de meu nível e grupo.

    O Sr. Rabino Avraham continua trazendo explicações sobre o portar-se de um Judeu frente às Leis de Cashrut, que regram a alimentação de um Judeu, para que através de seu cumprimento consiga realizar sua tarefa espiritual de resgate das fagulhas Divinas, contudo, o Mestre faz uma relação disso com os aspectos da psique do homem, revelando que está enraizada em seu ego as atitudes que fazem apenas ser expressão de seu desejos rebaixados e falta de entendimento, que por fim apenas se revelam em suas opiniões, que estão desprovidas de entendimentos, mas sim de emoções, assim como sua relação com as demais pessoas ao seu redor. Novamente aqui fico com a ideia de “olhar para dentro”, no sentido de procurar reconhecer em mim mesmo as muitas emoções/opiniões que expresso sem ter nenhum fundamento real em algo que legitime meu modo de pensar e agir; Neste sentido, lembro de palavras do Mestre em aulas anteriores, onde afirma que o estudo de Torá acaba por refinar/retificar o intelecto da pessoa, entendo isso como um “filtro” para o adequado alinhamento das emoções que possamos expressão, que em algum momento também deverão ser alinhadas, ao menos assim entendo, e formando um “todo”, querendo dizer, um alinhamento desde a essência até a manifestação no plano das ações;

    Ainda dentro desta linha, o Mestre explica as interações/relacionamentos entre as pessoas que, mesmo tendo raízes de alma próximas, ainda assim, manifestam-se de forma diferente, mostrando que há uma diferença no tempo de cada uma, querendo dizer, elas se adiantam de tempos diferentes, o que por sua vez pode trazer atritos; “A pessoa vê no outro aspectos já trabalhados em sua retificação, mas que o outro ainda não vê!”; Confesso que essas palavras do Mestre Avraham tocaram fundo em mim, pois denotam muitas questões que tenho vivido em meus relacionamentos pessoais, pois as muitas mudanças que, lentamente, vêm acontecendo em minha vida, principalmente na forma de agir, muitas vezes geram atritos com pessoas queridas, próximas.
    Apenas para ilustrar, nestes dias fui convidado para ser “padrinho” do filho de um casal de amigos muito próximo, familiares sendo mais correto, dentro de uma religião, aí vem, como dizer não para isso, sem ser rude? Sem parece arrogante ou desdenhando a fé deles, etc? Mas ao mesmo tempo sem dar margem para realizar um ato de idolatria e, ao mesmo tempo, sem criar um sentimento de “revolta” nos mesmos do tipo: “Ah, agora que está estudando Torá, acha que é diferente!!??”. Pois nesta situação, apenas lembrei das palavras do Mestre, de submeter, querendo dizer, submeter a D-us minha falta de entendimento e pedir Sua ajuda para conduzir as coisas de forma a ser menos “traumático”, mas que não permitisse cair! Por fim, Graça a D-us, tudo se resolveu, aceitaram minha recusa em participar de uma cerimônia, etc… alívio ao meu coração que estava apertado.

    Caro Mestre Rabino Avraham e colegas, vou encerrando aqui, pois creio ter alongado por demais o texto, ficando prolixo e de difícil leitura; Obviamente fiquei longe de tocar nos aspectos mais profundos da aula, algo pelo que peço desculpas; Fica o agradecimento pela leitura do comentário e , se D-us quiser, possa ter contribuído em algo para todos.

    Rogo a D-us, que em Sua infinita bondade e misericórdia, nos permita seguir rumo a um crescimento verdadeiro, em amor e temor a Ele, para que em algum dia possamos contribuir com a vinda do Único e verdadeiro Mashiach e que seja ainda em nossos dias.
    Tudo de bom a todos,
    Diego Malheiros.

    MUITO BOM, ESPECIALMENTE SEUS RELATOS PESSOAIS ALINHADOS COM O SHIUR. SIGA EM FRENTE! RAB. AVRAHAM

  4. PARASHÁ VEZÔT HABRACHÁ

    Shalom Rabino Avraham e caros amigos Noéticos. Que a benção de Hashem esteja sobre todos nós. Gostaria com humildade comentar algo sobre este Shiur VEZÔT HABRACHÁ.
    O Rav começa este Shiur falando sobre o perigo de se irar, o Rav fala que a pessoa irada é enraizada e comete um ato de idolatria que D-us não permita, e este fato é tão comum em nossos dias, pois controlar esta má inclinação é algo que só conseguimos a partir do momento que estudarmos a Torá e estarmos ligado a um Mestre como o nosso Rav, pois ao contrário estaremos repetindo os mesmos erros, e perceber que o nos leva a cometer certas falhas é nosso ego, algo inflamos todos os dias, e que no mundo secular é até cultivado e tratado com louvor, pois uma pessoas orgulhosa é respeitada.

    Agora falando um pouco sobre mim, sempre fui uma pessoa que como diz o ditado secular “não levava desaforo para casa”. Hoje eu vejo como eu era grosseiro, quando olho para trás tenho vergonha da maneira que eu agia, meu ego era muito grande, eu confesso tinha um ego elevado, eu sempre queria ter razão, era orgulhoso e achava que estava correto, logo no inicio do meu contato com o Rav, o Rav percebeu esta minha má inclinação e me admoestava sempre, e graças à D-us teve efeito em mim, pois posso dizer meus amigos graças à D-us consegui progredir um pouco, é uma tarefa árdua, más tenho tido algumas vitórias, quando percebo que estou me irando eu me corrijo, lembro dos ensinamentos do Rav, e penso, já não absorvo muito os ensinamentos, e se vou me irar vou perder tudo que aprendi, então eu me esforço e luto para me corrigir.

    Agora falando sobre a Parashá algo me tocou muito, vendo como o grande líder Moisés agiu em sua vida, como alguém com tanta qualidade se comportava de maneira tão humilde, se alguém como Moisés age desta forma, como eu posso agir diferente, se alguém que fala e é respondido por Hashem age desta forma, vejo que meu erro é muito maior, e além de tudo vê que a preocupação deste grande líder sempre foi seu povo e o futuro deste povo, pois sempre houve o medo que o povo se afastasse do caminho, e um momento que mais me tocou quando Moisés escreve sobre sua própria morte, a preocupação nunca foi com o que podia acontecer com ele e sim o que seria de seu povo, mesmo diante da morte a sua preocupação nunca foi consigo mesmo e sim com o próximo.

    Diante de tudo que estudei neste Shiur tenho que agradecer a Hashem ter permitido que o Rav se colocasse em minha vida. Pois sem os seus ensinamentos eu nunca entenderia e continuaria a caminhar por aí como um cego, um tolo.

    Como diz o nosso Rav, o mundo que esta em nossa volta é cheio de atitudes anti D-us, quantas pessoas a nossa volta age desta forma, tive uma serie de dificuldades com meus familiares, más graças á D-us e os ensinamento do Rav tenho tido habilidade para lidar com certas situações.

    Peço que me desculpe Rav falar só sobre minhas atitudes e pouco sobre o Shiur, pois este assunto é algo muito próximo, e hoje percebendo os efeitos tão negativos deste atos tanto no nosso mundo, como nos mundo superiores, é assustador está tão perto de algo tão negativo, então olho para tudo que me cerca e percebo a necessidade extrema da auto anulação do meu ego. Que Hashem me permita transformar toda esta energia negativa em atos positivos.
    Tudo de bom!

    Alessandro Ferreira

    ÓTIMO. VOCÊ FE O CERTO AQUI, USANDO O SHIUR PARA TRAZER INSIGHTS PESSOAIS. MUITO BOM, CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  5. Shalom Sr. Rabino Avraham e Amigos da comunidade, boa tarde.

    Venho humildemente escrever um comentário sobre a PARASHA “VÊZOT HABRACHÁ”( ÁUDIO)

    A aula inicia com o Mestre nos explicando sobre como discernir se devemos cultivar contato com pessoas que conhecemos, através do seu temperamento, pois quando essa pessoa passa por um situação em que ela pode se zangar, seu caráter pode ser discernido. Se a pessoa mantém seu equilíbrio nesta situação, guardando sua alma, ela é de fato serva de Hashem. Porém, se essa pessoa desenraiza sua alma no momento de ira, devemos evitar cultivar contato com esta pessoa, pois nesse momento, ela permiti a um D-us estranho (ATENÇÃO: QUANDO FALAMOS SOBRE ‘deus estranhos” _SEMPRE_ O TERMO PRECISA SER ESCRITO ASSIM: ‘deus estranho’, INDICANDO UM ‘DEUS MENOR’, QUE É UM ÍDOLO/DEMÔNIO. NUNCA ESCREVA COMO VOCÊ FEZ: “D’us estanho”, POIS DESDE MODO VOCÊ ESTÁ ESCREVENDO D-US DA MANEIRA CERTA – INDICANDO UMA REFERÊNCIA A HASHEM – MAS COLOCA “ESTRANHO” APÓS A PALAVRA, OU SEJA, INADVERTIDAMENTE FAZENDO UMA BLASFÊMIA, POIS CHAMA HASHEM DE ESTRANHO. SEJA CUIDADOSO COM ISSO! RAB. AVRAHAM) tomar posse de sua alma, uma referência à idolatria.

    Quando percebo que a pessoa está com raiva, procuro me afastar, pois já vivenciei situação em que uma pessoa enraivecida ao tentar fazer algo, este algo não dá certo, e assim, a pessoa vai ficando com mais raiva, como um circulo vicioso de coisas negativas que se alimenta desta raiva. E me sinto, em algum grau e nível, afetado por este sentimento negativo da pessoa, com esta aula e com estes insights que o Mestre nos traz, acredito que a melhor ação seja se afastar da pessoa neste momento, pois a pessoa que agi desta forma, está passando por algo semelhante à idolatria, como explicado pelo Mestre.

    Explica-nos o Mestre sobre o ego, agente psicológico da sitra achra, que dificulta o relacionamento entre as pessoas, pois aquele que possui um ego inflado quer impor seus desejos e pensamentos sobre a outra pessoa, que caso também tenha esta característica, dificultará, ainda mais, a harmonia nesta relação. Porém, caso haja uma mesma raiz espiritual, este relacionamento, mesmo que haja dificuldades no inicio, será facilitado de alguma forma, e se tornará harmonioso, com o amadurecimento e esta busca pelo equilíbrio espiritual e rebaixamento do ego de ambos.

    Eu meu limitado entendimento, vejo que vivemos em um ambiente onde, mesmo em uma relação próxima, as pessoas pouco compreende esse processo que passamos, onde tentamos rebaixar nosso ego, para alguns acaba por ser um sinal de fraqueza, mas por as pessoas não saberem ou achar que sabem sobre esses assuntos, elas não imaginam o quão difícil é nosso trabalho espiritual para conciliar nossos desejos e pensamentos de forma harmoniosa, humilde e retificada.

    Influenciado por esse ego, a pessoa pode ter uma interpretação de auto importância, onde a pessoa passa a enxergar somente a si mesma, não entendendo que essa aparente independência que ela tem do Criador, através da Sua restrição e ocultação, é desta forma por vontade de D-us, que se não fosse assim, não seria possível a vida em nosso mundo.

    Ensina-nos o Mestre que devido à mistura entre o bem e o mal que existe em nosso mundo, é preciso um grande trabalho espiritual para sublimar o mal que há, inclusive, nas boas ações, sendo o trabalho espiritual que fazemos dentro de nós mesmos o mais difícil, pois por mais que lutemos contra a ietser hara, ela não vai embora, é uma batalha que travamos até o ultimo momento de nossas vidas. Esse é grande trabalho espiritual que devemos realizar, rebaixar o lado do mal, mesmo que a todo momento exista armadilhas para nos fazer transgredir, isso ocorre devido ao nível intermediário que a pessoa se encontra, onde ela não é nem um perverso, nem um justo perfeito. Através do estudo de Tora e cumprimento das Mitsvot, podemos sublimar o outro lado e dar força para o lado do Bem e ajudar na nossa retificação e do nosso mundo.

    O Mestre nos ensina que quando a pessoa passa por um amadurecimento, onde ela se trabalha para elevar seu nível espiritual, através das retificações, passa a enxergar em outra pessoa, que ainda não passou por este processo, o seu nível anterior, o que dificulta o relacionamento. Na Era Messiânica não haverá mais essa diferença de maturidade entre as pessoas, estaremos no mesmo caminho harmonioso e diante da mesma percepção da realidade, se D-us quiser.

    Esses dias, passei por uma situação, na qual havia encontrado alguns amigos que há tempos não os via, nesse encontro pude perceber, em algum grau e nível, a importância desse processo do qual estamos passando, pois tudo o que foi dito ali, parecia vazio e sem sentido, pois agora graças a D-us e aos ensinamentos do Mestre, tenho um caminho e uma direção correta a seguir. Por esses amigos, não estarem nesta mesmo caminho, a relação se torna muito difícil, é como se eu falasse algo que não os interessasse naquele momento, e o que eles me diziam, já não tinha mais nenhum interesse. Apesar da minha ignorância sobre este assuntos, creio que essas situações que passamos e meditamos, não é entendido pelo aspecto racional e por alguém que leva uma vida secular e como queremos evoluir neste caminho de retificação, esse tipo de relação vai ficando cada vez mais difícil. Mas, esta é a oportunidade que D-us nos deu para seguir em seu caminho, e é com Ele que devo estar, para me retificar e ajudar o mundo a se retificar, e que na Era de Messias todos possamos caminhar no mesmo nível espiritual, como nos ensina o Mestre, se D-us quiser.

    Queria agradecer ao Sr. Rabino Avraham e a toda comunidade, por esta oportunidade de me expressar e de ser repreendido, para que possa elevar o meu conhecimento e coloca-los em prática, se D-us quiser.

    Obrigado
    Rodrigo de Oliveira

    MUITO BOM! CONTINUE FIRME E FORTE. RAB. AVRAHAM

  6. Saudações Rabino Avraham e amigos da comunidade.

    Peço licença para trazer um humilde comentário sobre alguns trechos da Parashá Vezot HaBrachá no livro “A bondade para Avraham”. Peço antecipadamente desculpas por erros de entendimento, comentários indevidos ou qualquer erro que eu possa cometer colocando-me em posição de retificação.

    No primeiro parágrafo encontramos um trecho do Sagrado Zohar que nos auxilia a refletir sobre as nossas companhias: “Como vamos discernir se devemos cultivar contato ou não com alguém que conhecemos? Pelo seu temperamento; pois, pelo seu comportamento quanto levado a se zangar seu caráter pode ser discernido. Se ele guarda sua alma sagrada quando ele é irado, para que ela não seja desenraizada de seu lugar e assim suplantada pelo ‘outro lado’ (D-us não permita), então ele é de fato um homem servo de Ad-ni [que é o Nome que representa a imanência de D-us], ‘completo e Sagrado’ “.

    Embora com pouca vivência, pude confirmar várias vezes esses escritos. Mas, antes de qualquer coisa, peço licença ao Mestre para deixar uma pequena dúvida me surgiu: É cabido citar casos específicos/pessoas, ou isso é uma forma de julgamento/difamação (D-us nos livre)? (NÃO É CABÍVEL USAR NOMES OU ALGO QUE IDENTIFIQUE ALGUMA PESSOA. RAB. AVRAHAM)

    Como não sei a resposta, irei contar de forma genérica um caso que ocorreu em minha vida. Certa vez, conheci uma pessoa que se apresentava muito “espiritualizada”. Porém, nossos encontros não eram muito frequentes, e ele realmente aparentava ser o que dizia. Passando certo tempo, fui me aproximando da pessoa, e fui passar alguns dias em sua casa. Com esse convívio, percebi que a pessoa “foi se soltando”. Não demorou muito tempo e ela teve um pequeno embate com seu filho, e de repente aquela pessoa “espiritualizada”, assim como nos diz o texto, foi suplantada pelo ‘outro lado’, e começou a usar sua palavra de maneira, digamos muito suja (D-us nos livre). Depois daquilo, ela foi se soltando cada vez mais e se justificando em seus erros, ou os negando e apontando o mesmo erro em outras pessoas. E o mais interessante é que essa situação se repetiu algumas vezes comigo. Pessoas que se apresentavam de certa maneira e depois de criar certa intimidade, iam tirando a máscara e em momentos de raiva ‘se transformavam’.

    Eu mesmo, confesso que passei por esse problema da raiva muito tempo em minha vida. Sempre fui uma pessoa que gostou de esportes e principalmente de artes marciais, tendo treinado por muito tempo. E quando mais jovem, tinha um temperamento forte, quando ficava irritado, eu “me transformava”. Em certo ponto de minha vida, há uns 5-6 anos atrás, acabei por me envolver em uma briga que me traz problemas na justiça até hoje. Me arrependi profundamente do caso e pedi perdão pessoalmente a pessoa prejudicada. Depois dessa situação, Graças a D-us, consegui compreender que aquele era um defeito em mim que tinha que ser lapidado (era o termo que eu usava na época) pois era algo que trazia sofrimento para mim e para todos ao meu redor. E aos poucos consegui controlar essa ira e hoje, raros são os momentos em que eu me irrito, e quando o faço, não perco o controle, Graças a D-us. Acho interessante notar, que para me corrigir, foi necessário, primeiro, notar a nocividade daquela minha atitude e suas consequências. Ou seja, é impossível nos retificarmos, se não identificarmos os nossos defeitos e isso muitas vezes vem de pessoas próximas a nós, mas que não ouvimos o conselho, devido ao nosso ego.

    Na sequência do capítulo encontramos: “Moshe Rabeinu abençoa sua própria tribo, a de Levi, dentro de sua bênção final para o Am Yisrael. Nela, ele pronuncia: ‘Eles ensinaram Tua lei a Ya’acov, e Tua Torá a Yisrael. Eles colocarão incenso em Tua presença e consumirão sacrifícios em Teu altar. Que D’us abençoe seu esforço e favoreça o trabalho de suas mãos’. Explica a Cabalá que ‘as iniciais das palavras yasimu ketorah b’apecha [‘eles puseram incenso na tua narina’] soletram a palavra Yabók, que é o nome do rio aonde Ya’acov lutou com o anjo de Esav; [portanto a ideia de] Yabók representa a luta fundamental entre o bem e o mal’, que se manifesta aqui, neste mundo da klipá nogá (i.e., aonde o bem e o mal são ‘misturados’). Isso ocorre como a ‘luta entre essências opostas’ de indivíduos expressa em seus relacionamentos. No caso portanto, onde estas essências opostas se relacionam (e estabelecem relações de animosidade), a oposição propriamente dita esconde uma identificação positiva: o potencial de harmonia plena de uma ‘raiz comum’ das almas envolvidas na relação, mas que não se ‘revela’ pois esta identidade permanece ainda ‘deslocada no tempo’; assim com duas pessoas que trilham o mesmo caminho, mas uma delas está mais ‘adiante’ e portanto, com um grau de maturidade maior do que a outra, tendo ela caminhado neste caminho já há mais tempo. Graças a essa diferença de maturidade, a relação destes indivíduos assume um caráter onde a identificação maior dá-se através do Ego (que é um agente psicológico da yêtser hará, que o manobra a agir fortemente como um ‘separador’) dessas pessoas e não de sua capacidade intrínseca de se complementar e unir. Isso claramente se traduz em uma relação marcada pelas disputas de diversos tipos”.

    Segundo meu pequeno entendimento, embora haja essa diferença entre o grau de maturidade de duas pessoas, ambas acabam se relacionando pelo Ego, que as faz ilusoriamente acreditar numa separação. Infelizmente, como já vivenciei e ainda vivencio na minha vida em alguns relacionamentos, cada uma das pessoas envolvidas no relacionamento, tem retificados certos detalhes de caráter que a outra não possui e vice-versa. O Ego, entretanto, como nos é explicado, ao invés de nos levar a uma relação complementar, causa atritos quando seus efeitos são explicitados pela pessoa que já tem esse comportamento retificado. Admito, que tem sido um esforço muito grande aceitar certas coisas que sempre me foram ditas por pessoas próximas, mas que eu me negava a aceitar, porém Graças a D-us tenho conseguido subjugar o meu Ego e reconhecer minhas falhas. Isso tem ocorrido em diversas relações e normalmente eu recebo esses “toques” na mesma conversa em que eu dou conselhos. Entendo minimamente que é algo recíproco, quando eu busco auxiliar alguém na sua retificação, pela conversa e pelo exemplo, eu recebo de volta essa ajuda. No passado, entretanto, tive diversas relações difíceis devido a isso, principalmente com familiares, em que nem eu nem eles, “dávamos o braço a torcer”.

    Continuando no texto: “Esta deslocação de identidade, por assim dizer, é explicada pelo fato de que o mal existe somente dentro do espectro de tempo que abrange, em um extremo, a era iniciada pelo pecado original de Adam, onde ele ‘causou a ruptura da cobertura protetora da klipá nogá [que é uma categoria, como uma ‘casca translúcida’, entre as ordens de total impureza e santidade], e assim, as forças do mal beneficiaram-se da luz da santidade [como um verme que entra em uma fruta e a suga], e noutro extremo da história humana que iniciar-se-á com a vinda de Mashiach, que seja em breve, pois como está escrito, ‘na era Messiânica, o Sagrado, abençoado seja Ele, trará a yêtser hará [a inclinação negativa] e a destruirá na presença dos justos e dos maldosos’. Portanto, todo o bem dentro deste período contém um elemento original do refinamento da ligação com a klipá nogá e a sitra achra [o ‘outro lado’], ou seja, em um certo momento [mesmo que este momento tenha ocorrido na própria origem da raiz d’alma do indivíduo], o bem que foi alcançado pela pessoa era pois um bem inferior (i.e., menos refinado) uma vez que misturava em sua constituição original, por assim dizer, uma certa qualidade ainda [superior] do mal. No entanto, através do refinamento da pessoa pelas mitsvót e do estudo da Torá, o mal é verdadeiramente ‘absorvido na santidade’ e as impurezas assim destruídas, pois não dispõe mais de meios de se revitalizar”.

    No áudio sobre essa Parashá o Mestre explica que, a não ser que nós cheguemos ao nível de um Tzadik, a nossa yêtser hará sempre estará presente, e que para aqueles que são intermediários entre os maldosos e os justos, essa é uma luta constante. Em relação a isso, gostaria de fazer um humilde comentário que tenho percebido, que embora essa luta seja constante, quanto mais tenho me esforçado para vencê-la, de certo modo, mais fácil tem ficado de controla-la em certos aspectos, embora ela sempre continue presente. Entendo no que me é possível, que é como uma “musculação do caráter”, em que cada vez conseguimos carregar mais peso com menos esforços, mas desde que estejamos constantemente treinando. Percebi isso, notando que certos hábitos, incluindo alguns vícios passados, quando resolvi subjuga-los, me parecia uma tarefa impossível, mas hoje tenho controle sobre isso e em alguns casos não sofro impulsos em relação à isso, pelo contrário, tenho repugno, mas, ao mesmo tempo, diversos outros pontos me ficaram mais claros para serem retificados, mostrando que essa retificação é uma longa tarefa, e que D-us nos guie nesse caminho.

    Ao final, o Mestre nos diz: “Na era de Mashiach, todas as identidades estarão retificadas e portanto “pareadas”, como se todos, ao mesmo tempo, estaremos no mesmo caminho e diante da mesma percepção da realidade, o que eliminará qualquer tensão e caos e trará apenas a paz e a ordem neste mundo, unido com Hashem, que seja muito em breve.”

    Fico feliz que nós, aqui desta comunidade, estejamos buscando essa percepção da realidade, antes mesmo desses tempos, pois como traz o Rabino Avraham: “Antes que a gueulah (“redenção”) possa vir para o mundo, a redenção precisa vir para o indivíduo. O Ba’al Shem Tov afirma isso claramente: “Antes que Mashiach venha para o mundo, uma fagulha de Mashiach em cada um de nós existe e precisa ser ativada e revelada. E através disso, Mashiach virá para o mundo”.” Desejo que nós tenhamos força para ativar e revelar esta fagulha em nós, agilizando a vinda do Mashiach, que seja muito em breve. Amén.

    Agradeço pela oportunidade de realizar esse comentário e estudar essa Parashá, peço perdão pela dificuldade nesses estudos de grau tão elevado e peço perdão caso tenha cometido algum erro ou equívoco.

    Muitas graças Rabino Avraham por nos orientar nesse caminho de retificação do caráter.

    Desejo a todos uma boa semana. Shalom.

    André Luis Karpinski.

    MUITO BOM MESMO! O CRESCIMENTO DEPENDE DA HUMILDADE. SIGA ESTE CAMINHO E TUDO SERÁ PARA O BEM. RAB. AVRAHAM

  7. Shalom Rabino Avraham e amigos,

    Solicito permissão ao Mestre para fazer um breve comentário acerca da PARASHÁ VEZOT HABERACHÁ (LIVRO : “A BONDADE PARA AVRAHAM”.

    Encontramos no Zohar [ II: 182a ], Parashá Tetsavê :

    “Como vamos discernir se devemos cultivar contato ou não com alguém que conhecemos? Pelo seu temperamento; pois, pelo comportamento quanto levado a se zangar seu caráter pode ser discernido. Se ele guarda sua alma sagrada quando ele é irado, para que ela não seja desenraizada de seu lugar e assim suplantada pelo ‘outro lado’ [ D-us não permita], então ele é de fato um homem, um servo de Hashem. Se um que se ira não se importa com o bem estar de sua alma, desenraizando-a e permitindo que ela seja trocada pelo domínio impuro, este homem é um rebelde contra Elokim [ o Nome que indica a Severidade de Seus julgamentos ], um que devemos certamente evitar contato de qualquer espécie, pois ele é um que, como está escrito, ‘arranca sua alma em sua ira’ ( Iyov [18;4] – ele arranca e desenraíza sua alma em sua ira impensada, e permite à um ‘deus estranho’ [ref. à idolatria] usurpar o lugar dentre dele e tomar posse de sua alma. Por isso as palavras: ‘Deixai-vos do homem cujo fôlego esta nas suas narinas’ (Yeshayahu haNavi [2:22], são obviamente uma injunção para evitarmos contato com aquele que arranca sua alma sagrada e a profana em sua ira [ D-us não permita]”.

    Este ensinamento acerca de um comportamento raivoso, a força negativa que representa a raiva me fez lembrar quando ainda era um adolescente e minha mãe prosseguindo os ensinamentos para nós sempre falava: “meus filhos o que mata é a raiva, isto quando não mata envelhece, nunca permitam que a raiva tome conta de vocês”. A partir dai minha conduta era sempre de respeito aos colegas de profissão evitando melindrar algum colega, se por um acaso fosse difamado ou desonrado aquilo eu passava como que uma esponja apagando tudo aquilo que poderia ser causa de animosidade e vivia e vivo muito bem graças a D-us. Em toda minha vida procurei seguir o conselho e evitava me deixar influenciar pelos diversos problemas que poderiam expandir um sentimento negativo de raiva. Foi pelo menos o melhor que consegui fazer por mim e quem sabe até pelos outros.

    Moshe Rabeinu abençoa sua tribo, a de Levi, dentro de sua benção final para o Am Yisrael. Nela, ele pronuncia; “Eles ensinaram tua lei a Ya’acov, e Tua Torá a Israel. Eles colocarão incenso em Tua presença e consumirão sacrifícios em Teu altar. Que D-us abençoe seu esforço e favoreça o trabalho de suas mãos”. É explicado que Yabok, é o nome do rio aonde Ya’acov lutou com o anjo de Esav; portanto a idéia de Yabok representa a luta fundamental entre o bem e o mal, que se manifesta aqui, neste mundo da K’lipá nogá ( i.e., aonde o bem e o mal são ‘misturados’). Isso ocorre como a “luta entre essências opostas”de indivíduos expressa em seus relacionamentos.

    O que diferencia estes indivíduos é o grau de maturidade distante entre eles e o que caracteriza a relação destes indivíduos é identificada pelo Ego ( que é um agente psicológico da yetzer hará, que atua separando essas pessoas). Isso claramente se traduz em uma relação marcada pelas disputas de diversos tipos. Esta deslocação de identidade, por assim dizer, é explicada pelo fato de que o mal existe somente dentro do espectro de tempo que abrange, em um extremo, a era iniciada pelo pecado original de Adam, onde ele “causou a ruptura da cobertura protetora da K’lipá nogá, que separava as ordens de total impureza e a santidade, dessa forma as forças do mal beneficiaram-se da luz da santidade[ como um verme que entra em uma fruta e a suga], e no outro extremo da história humana que iniciar-se-á com a vinda de Mashiach, que seja em breve, pois como está escrito, na era Messiânica, o Sagrado , abençoado seja Ele, trará a yetzer hará[ a inclinação negativa] e a destruirá na presença dos justos e maldosos”.

    Portanto , todo o bem dentro deste período, contém uma ligação com a K’lipá nogá e a sitra achra, o bem que foi alcançado pela pessoa era um bem inferior ( i.e., menos refinado) uma vez que misturava uma certa qualidade ainda superior do mal. No entanto, através do refinamento da pessoa pelas mitzvot e do estudo da Torá, o mal é verdadeiramente “absorvido na santidade”e as impurezas assim destruídas, pois não dispõe mais de meios de se revitalizar.

    Na página número 498, o Rav ensina que a Teshuvá (retorno), a Tsedacá (caridade) e a T’filá (oração) salvam a pessoa (i.e, adoçam) dos decretos negativos. Além disso “a pessoa deve rezar para D-us para que nada de negativo a machuque em seu processo de retorno a Ele. Pelo outro lado, não importa o quão baixo a pessoa possa ter caído, mesmo ao nível mais baixo de todos os níveis, mesmo nas próprias dez Coroas de impurezas, a pessoa precisa necessariamente se ligar a D-us mesmo deste nível tão inferior, pois o Seu domínio se estende sobre absolutamente tudo” (R’ Nachman de Breslov, zt”L, Likutei Moharan [2:82]).

    Agradeço ao Rabino pelo profundeza e riqueza deste estudo nela contida.

    Tudo de Bom ,

    Francisco Fernando Sousa

    EXCELENTE! RAB. AVRAHAM

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