PARASHÁ LECH LECHÁ – “O PATRIARCA AVRAHAM”

TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

Shalom Rabino Avraham e Amigos bom dia a todos.

Nesta aula o Mestre traz preciosas revelações sobre o caráter do Patriarca Avraham, algo surpreendente sobre a consciência da Unicidade de D-us, através de suas próprias reflexões.

“O Patriarca foi um Homem que não estava preocupado em falar de maneira politicamente correta, não estava preocupado em agradar ou conseguir sorrisos, Ele era um poderoso lider espiritual”

Este parágrafo me tocou com a grandiosidade da herança do Povo Escolhido (Graças a D-us). Em contato com o Rabino Avraham, entendo que estas características (de um Avraham) faz-se presente em todos os detalhes, embora minha percepção seja lenta e diminuída, consigo entender que para estar próximo do Mestre, precisamos estar alinhados, sendo pró-ativos e diligentes com o único objetivo que nos traz até aqui, que é o estudo disciplinado e constante das sete Leis com aceitação dos direcionamentos do Mestre. Antes de entrar na comunidade todos somos alertados sobre a necessidade de dar prioridade a nossa Torá Viva que é o Rabino Avraham, pois é somente para isto que temos um Mestre, Graças a D-us. Senão, porque então estaríamos aqui? Precisamos nos pré-ocupar em aceitar, acreditar, cumprir e finalmente entender as orientações.

Por mais que as lições sejam em maioria “dolorosas” para nosso ego, que sempre tenta falar por nós, D-us nos livre, precisamos nos esforçar ao máximo ou além dos limites. Confesso que para mim no início foi um auto sacrifício. Tinha uma porção de livros, e misturas de fontes de estudos, queria um direcionamento mas insistia em debater assuntos. Eu desejava estar o mais próximo possível do Mestre, mas não adiantava eu reclamar que não tinha contato direto ou mais freqüente, pois quando admoestado ou cobrado a primeira coisas que pensava era em desistir, me derretia como açúcar. Digo porque realmente vivenciei todas estas fases, e o quebrar do ego dói muito, mas muito mesmo, é preciso ter força para sobreviver, sobrepujar, pois se você desiste de tudo logo no primeiro obstáculo nunca saberá das verdades e nem fará parte de um grupo que estuda com um Mestre que não está interessado em “agradar ou conseguir sorrisos”. As alegrias somente são verdadeiras quando vindas da Torá do Criador (Bendito seja).

“Ele fazia questão absoluta de não se misturar com o povo ‘no sentido de ser só mais um entre as massas, médias’, Ele representa o espírito contrário a mediocridade, fazia o seu trabalho, mesmo sem apoio, mesmo que ninguém o reconhecesse, Ele acreditava naquilo que é correto e falava certamente contra os comportamentos falsos, dissimulados, imorais e todos os comportamentos inapropriados”.

Certamente um dos pilares dos ensinamentos do Mestre para as nações é justamente a questão do comportamento sem falsidade, entendo que este é uma dos piores imoralidades que uma pessoa pode fazer com outras e consigo própria. Por vezes é como uma afronta a ética e moral, escutar uma pessoa e saber que ela não fala a verdade, mas para não constrangê-la é preciso contornar e pedir a Hashem que conceda entendimentos para que isso não aconteça nunca mais. São situações extremamente deteriorante para ambos os lados, pois são coisas contrárias as Leis de D-us e certamente aos propósitos desta comunidade, causando que (D-us não permita) de uma empatia entre as pessoas, pois um dia as desculpas irão acabar, então “não há justificativas para não participar sempre”. Entendo que aqui estamos em preparação para emular algum aspecto do Bnei Israel, e este aspecto certamente é a questão do caráter e atitudes corretas, cumprindo com os objetivos propostos seja no âmbito pessoal ou coletivo, entendo que a responsabilidade vai muito além das ‘contas a pagar’, e como o Mestre nos ensina “é preciso haver comprometimento, o si doar” esta frase é a base para evolução que é perceptível nos membros que decidiram aceitar de coração e aplicar aos poucos todas estas mudanças que darão frutos doces se D-us quiser.

“O Patriarca Avraham não criou religião nova, o que ele fez foi continuar um caminho, o caminho de Noach e do grande Shen, que ainda estavam vivos nesta época, eles traziam a herança espiritual que começou de Adam”.

O Mestre nos leva aos tempos de Adam, que recebeu um livro especial de um emissário do Criador (anjo. O LIVRO FOI ENTREGUE PELO ANJO RAZIEL, AONDE “RAZ” EM ARAMAICO SIGNIFICA “SEGREDO”. ELE É O “ANJO DOS SEGREDOS”. RAB. AVRAHAM), que por sua vez transmitiu ao Santo (NÃO TEMOS A TRADIÇÃO DE COLOCAR “SANTO” ANTES DO NOME CHANÓCH, APESAR QUE ELE FOI SANTO. RAB. AVRAHAM) Chanóch até chegar em Noach, recipiente final e único adequado para guardar esta herança (AQUI NÃO SE TRATA DE QUALQUER “HERANÇA” COM “H” MINÚSCULO, MAS SIM “A HERANÇA”, COM “H” MAIÚSCULO – DOS CONHECIMENTOS SOBRE O UNIVERSO ESPIRITUAL. RAB. AVRAHAM), mesmo numa geração tão degenerada.

E após o dilúvio, seu filho Shem (aqui imagino o porque da expressão Shemita), perpetuou esta herança. Nesta parte da aula minha pequena percepção transmite a informação de que os ciclos da criação se repetem a travas dos tempos Graças a D-us, pois aqui neste momento do ‘tempo’ o Misericordioso nos abençoou com Um Avraham, um pai de multidões desta geração (pois somos seletos em meio a tantos povos e lugares diferentes, inclusive até fora do país), que está nos transmitindo conhecimentos em continuação dos propósitos atribuídos a Adam, remetidos a Noach por disseminar, e “atualizado” pelo Patriarca Avraham, que após coordenar o “crivo” da Justiça, Ética e Moral gestada nesta estrutura noética que está se firmando aqui Graças a D-us, poderão (se assim estiver se preparado nesta estrutura e desejar) optar por ir além, mas não que este seja um fim ou objetivo, e sim, o propósito maior é cumprir, fazer valer e existir esta estrutura noética física em nosso meio, que também é Divina, e fundamental para ajudar e contribuir com o B’nei Israel para vinda de Mashiach se D-us quiser.

Mais uma vez sou tocado com a responsabilidade do comprometimento para com a dedicação destas pessoas tão especiais que transcendem ao tempo para ensinar outras sobre as verdades da criação neste local e tempo, entendo que a responsabilidade do ser humano para com a criação vai muito além do que poderemos conhecer nesta vida, percebo que “As ilusões do mundo” tentam desfocar a todo instante para que não olhemos o ‘interior’ por assim dizer, como o Patriarca Avraham olhou e a partir deste momento confirmou tudo sobre sua imaginação, adquirindo assim forças para prosseguir sem medo, e sim, com Lech Lechá “abandonando a casa de seus pais” (local, costumes, relacionamentos, inclusive com familiares). E assim é preciso todos fazer “… abandona! não tem outro jeito!…”.

Entendo que Hashem também deseja que estejamos num “deserto”. E dizer: quero ser simples, não acredito em falsas influências do materialismo (falsos deuses), “eu não quero me comportar como os outros”, não tenho vergonha de levar uma vida isolada e oposta as ‘etiquetas’ e secularidades do mundano. E então estagiar neste isolamento, que como dito pelo Mestre é um silenciar de nosso meio, e que é através deste silêncio, que ouviremos um espírito (Hashmal, que é também um anjo raríssimo e muito especial conforme ensinado em Or Hozer) que nos chamará e nos guiará, para que só então posamos retornar a este meio de convívio e possamos “trazer nossa própria Tora Viva para o mundo”. O Mestre ensina que este é um estágio obrigatório para que sejamos preenchidos por um espírito Divino, que nos qualificará como canal de influência Divina no mundo, se D-us quiser. E que em outro grau é o processo dos convertidos, citando que Avraham estagiou em todos os graus, sendo então o primeiro convertido.

“independente do que a pessoas acredita no seu coração, boas intenções são validas, mas sem uma educação de Torá verdadeira a pessoa não tem como sintonizar de fato e direcionar estes sentimentos e o seu desejo por zelo de maneira verdadeira que leve a realizações de fato”.

Graças a D-us, mais uma vez somos admoestados no sentido do verdadeiro estudo e dedicação, da busca por entendimento real, aqui somos ensinado que quantidade (várias fontes de estudo) não leva a aprendizado real, e sim confusão, opiniões e achismos “cérebro dentro do estomago” algo extremo é uma pessoa dizer que estuda Cabalá, Rambam, etc… sem ao menos ter estofo para aprender a manter o contato mínimo com um Mestre através de participações na comunidade. Então em extrema humildade, Avraham Avinu foi estudar na Ieshivá (escola) de Shem, para poder entender e assim crescer de fato e com consistência na fonte original que lá estava sendo preservada. E assim também a preservou (pois recebeu esta herança) escreveu livros, manteve em família (“esse livro de Avraham foi ocultado por Yitzchak, que passou para Yaacov, depois para Levi, etc, e em fim se tornou a herança única do B’nei Israel durante a outorga da Torá), Graças a D-us.

“Ele via a idolatria como ato totalmente imaturo”. Aqui o Mestre nos alerta sobre a “maquiagem” (USE ASPAS PARA AS METÁFORAS. RAB. AVRAHAM) da sitra achara (CUIDADO COM O SOLETRAR, É “SITRA ACHRA”. RAB. AVRAHAM), que constantemente tenta nos vencer com as facilidades dos estímulos e desejos, (roupas, vinhos, viagens e pacotes de filosofias estranhas), sendo que assim estas pessoas são desviadas para o lado da idolatria, que da mesma forma é a base de todos os pecados do mundo, que D-us não permita. Então entendo que devo aceitar as admoestações do Mestre com alegria, pois isso significa que estou recebendo a misericórdia de estar sendo ensinado/corrigido/retificado, Graças a D-us. Através do pequeno entendimento que venho tentando elevar, percebo que as pessoas que questionam sobre o que é disposto como forma de aprendizagem e engrandecimento nunca conseguirão seguir o caminho da verdade, pois a falta de humildade o desviará para o caos, que D-us não permita.

“o espírito de Avraham é o espírito da coragem de fazer a coisa certa, a coragem de falar que … quero cumprir as mitvot, que nada vai me parar, essa coragem e determinação e retidão é a marca de Avraham Haveinu”.

Se D-us quiser Mestre todos estaremos moldados para emular o povo Santo, e também trazer mais luz a este mundo, ainda nestas dias, que D-us nos ajude.

Obrigado Mestre e Amigos.

Edson

EXCELENTE E REPLETO DE SIGNIFICADOS PROFUNDOS. RAB. AVRAHAM

6 opiniões sobre “PARASHÁ LECH LECHÁ – “O PATRIARCA AVRAHAM”

  1. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Pela graça de D-us,

    Shalom Rav Avraham e amigos,

    Rav Avraham inicia-se a parashá com a incrível descrição do caráter do Patriarca Avraham. Como sabido, Avraham foi um homem cujo objetivo foi provocar uma revolução social, possuía qualidades singulares e extraordinárias, sua preocupação não era focada em agradar as pessoas de sua época, mas sim revolucionar sua geração com uma orientação moral correta dentro dos princípios da Torá, desmascarando todo engano e corrupção moral. Avraham conseguiu romper com a tendência natural do homem de tentar permanecer inativo em sua consciência, mostrando que o ser humano deve sempre evoluir de um nível para outro e não ficar inativo. Avraham, como é explicado, representa o espírito contrario a mediocridade, ele estava sempre sobrepujando sua indolência natural para atingir a grandeza de sua missão. Muitas pessoas pensam que o Patriarca Avraham iniciou uma religião, o que não é verdade, pelo contrario, assim como Noach deu continuidade a preservação do saber começado na época de Adam, sobre os conhecimentos profundos da criação, Avraham recebeu também a tradição de Noach, pois antes do caráter de Avraham ter se tornado conhecido no mundo, seu serviço não eclipsou o de Noach, somente se deu após anos depois do falecimento de Noach (ISSO NÃO É VERDADE E VOCÊ PRECISA TOMAR MUITO CUIDADO AO SE PRONUNCIAR DE MODO “AMPLO” COMO FEZ, SEM TER MAIORES CONHECIMENTOS DE TORÁ. OS SÁBIOS EXPLICAM CLARAMENTE QUE NÔACH FOI JUSTO EM SEU TEMPO, MAS SE TIVESSE VIVIDO NA GERAÇÃO DE AVRAHAM, EM COMPARAÇÃO, NÃO TERIA ASSIM SIDO. EXISTEM MUITAS OUTRAS CONSIDERAÇÕES. RAB. AVRAHAM).

    Avraham cresceu em uma cidade onde havia muita idolatria a sua volta, seu pai, Terach, comercializava ídolos. Mesmo diante desse cenário, Avraham não deixou ser convencido de que aquela realidade era verdadeira, ele analisou de forma precisa o grande caos presente naquela região e concluiu que deveria haver uma “inteligência superior” (FALTOU ASPAS, QUE AGORA EU COLOQUEI. QUANDO QUEREMOS DAR ÊNFASE A UMA EXPRESSÃO, CITÁ-LA DE UMA FONTE, OU USÁ-LA EM LINGUAGEM FIGURADA, É PRECISO COLOCÁ-LA ENTRE ASPAS, EVITANDO SUA LEITURA MERAMENTE “LITERAL”. RAB. AVRAHAM) por detrás desde cenário. Aquela região de grande idolatria pode ser comparada, como explica o Rav, como a cidade de Las Vegas, total perversão da moralidade. Por essa grande perversão e idolatria existente naquela cidade, Hashem se revelou a Avraham e pediu que ele abandonasse sua casa e aquele lugar, eis o significado de Lech Lechá, traduzido como “Vá embora da tua terra, da tua pátria e da casa de teu pai”, mas de forma mais profunda, misticamente, seria também abandonar seus costumes, hábitos corruptos, “ir” em direção ao propósito máximo da vida, que é o de servir o Criador. “Vá a ti mesmo”, caminha em direção à essência da alma e ao propósito máximo pelo qual fomos criados.

    Rav Avraham explica que Hashem queria que Avraham fosse para o deserto e ficasse por um período lá, para que ele pudesse passar pela fase do refinamento espiritual. Como é explicado, não tem como uma pessoa crescer espiritualmente sem que ela passe pelo “deserto”(NOVAMENTE, DESERTO AQUI É METAFÓRICO. NÃO É NECESSÁRIO VIVER EM UM DESERTO, NO SENTIDO FÍSICO. PORTANTO, AS ASPAS SÃO DEVIDAS, COMO EU AGORA AS COLOQUEI. RAB. AVRAHAM).

    Penso aqui ser um momento único para todos aqueles que decidem se ligar a D-us. É no deserto que descobrimos quem de fato somos, e lá também aprendemos a clamar pelo Criador, tendo o imenso desejo de se ligar a Ele, é um desejo muito profundo, que nada importa, somente o Criador. Como diz o Tehilim: “Minha alma anseia por Ti, de fato ela desmaia…” E: “Minha alma está sedenta por D-us…” E novamente: “Minha alma tem sede de Ti”…

    ================ PARÁGRAFO IMPORTANTE. RAB. AVRAHAM
    “Toda pessoa que se tornou um canal Divino, de trazer Torá, precisa obrigatoriamente, por Lei espiritual, ter passado por esse processo de aquietação e anulação do seu ego”… Muito profundo esse conceito, vejo a grande importância de trabalharmos seriamente para que nosso ego seja anulado, aprendendo a desenvolver o nosso coração e mente para o serviço a D-us. Mas, sei que isso leva tempo, talvez seja o motivo dos “testes” que passamos, descrevo eles como sendo uma onda, devemos supera cada uma delas gradativamente, até porque seria impossível vencer o ego em uma onda só, imaginemos uma imensa onda vinda em nossa frente, certamente morreríamos afogados, mas quando dividida em varias ondas pequenas, certamente é possível conquistar essa autoanulação, pelo menos acredito que é possível e assim não cair no erro da hipocrisia. É necessária muita paciência, e diria também grande conexão entre cada um de nós, tendo o sentimento de ajuda e parceria entre os amigos. Pois é através do aprendizado aqui na comunidade iremos aprender a disseminar tudo que temos aprendido com Mestre Avraham, que possui o mesmo desejo de Avraham Avínu, de ensinar o homem a amar e temer a D-us, ensinando a ter uma vida reta de acordo com as Leis da Torá, trazendo grandes benefícios em nossa vida, materialmente e espiritualmente, disseminando Nome de D-us em nossa Nação. Graças a D-us!
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    Amigos continuarei trazendo meu entendimento da aula ao longo da semana, se D-us quiser. Que possamos, permitir que os atos de coragem e fé de Avraham influenciem a nossa vida e assim possamos trazer, muito em breve, a era do Mashiach. Meu agradecimento ao Rav Avraham por essa maravilhosa aula. D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

    EXCELENTE. FAÇA ISSO, CONTINUE. RAB. AVRAHAM

  2. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur.

    A aula do Rabino é sobre o Patriarca Abraão, um personagem fundamental da Torá que, segundo o Mestre, precisa ser entendido e emulado, para a retificação do mundo. Abraão foi um homem corajoso, que atuou de modo resoluto e vigoroso, a despeito de sensibilidades, política, e daqueles, incautos ou maldosos, que se colocariam em seu caminho, ou atuavam como barreiras, para que a Luz de D’us pudesse se difundir no mundo. Abraão jamais se permitiria ser debilitado, de modo a agir menos do que um homem reto e digno. Como é trazido pelos Mestres, prossegue o Rabino, diante da injustiça e da incoerência, ele sempre atuou de modo a, até mesmo, afrontar o sistema, não necessariamente de modificá-lo, mas de substituir a mentalidade, quando fosse possível. Ele era um guerreiro, não só em palavras, mas em ações. O Rav traz que a hipocrisia religiosa é um problema de hoje em dia, em que há tantos que falam, mas são fracos, pois suas vidas não são retificadas. A propósito, afirma o Mestre, a palavra “religião” é inexistente em todo o Tanach. Quando vem o momento de agir, de modo digno e reto, de acordo com as Leis de D’us, há quem seja fraco e débil, ao contrário de Abraão – ele sabia como atuar, ensinar e, se conflito fosse necessário, ele iria em frente; ele não tinha medo de conflito, e de não ser gostado pela sua comunidade, para poder promover a mudança necessária.

    Estou passando por uma situação sui generis: eu nunca exerci tanto, em toda a minha vida, tanta contenção de palavras e ações. É época de apresentação de fim de ano, na academia de música em que trabalho, e nunca a vaidade dos meus colegas foi tão exaltada, como está sendo agora. Eu não sei se tem a ver com o fato de eu estar em processo de rebaixamento de ego, mas estou enxergando toda essa vaidade e egocentrismo, de forma cristalina. Ao chegar perto de determinada pessoa, chego a sentir a tensão, é quase tangível. Na verdade, parece até castigo, devido ao meu passado, pois me sinto cercado: quanto mais retamente ajo, em minhas palavras e ações – meus pensamentos, entre vários embates mentais diários, também está indo por esse caminho, aos poucos -, mais sinto o descontentamento de alguns a minha volta. Eu fico quieto, faço o meu trabalho, mas sou afrontado continuamente. Acredito que é um ótimo período, para que eu treine o assunto de estoicismo, trazido pelo Mestre: há um clima de zombaria, inveja, competição e maledicência no ar, e eu sigo calado, pois não há nada que eu possa fazer: há pessoas que não me entendem, pessoas que me enxergam como algum tipo de enigma, pessoas que acham que eu sou insano, excêntrico, que acreditam ou não acreditam no meu currículo, e tudo o que eu queria era passar despercebido, e viver discretamente. Este shiur veio em ótimo momento, para eu me basear na tenacidade do Patriarca Abraão, pois estou com uma carga de trabalho enorme – não reclamo disso, em absoluto, graças a D’us que tenho um trabalho -, que seria mais leve, se não fossem esses detalhes. Porém, já que este é o Mundo da Retificação, vejo uma ótima oportunidade de refinar mais ainda meus traços negativos de caráter. Vamos em frente.

    No início de sua vida, ensina o Rav, Abraão vivia de modo urbano, em uma cidade idólatra e baixa, forte e poderosa, cheia de personagens terríveis, que ele afrontou. O pai de Abraão, Terá, inclusive, era comerciante de ídolos; há uma cena conhecida do Midrash, em que Abraão quebra os ídolos de seu pai, o Mestre destacando, aqui, o perfil de um iconoclasta, sempre confrontando os ídolos. Como bom guerreiro, Abraão entendia que era preciso harmonizar palavras e armas, como a maneira mais efetiva de combater a hipocrisia religiosa, que dominava. Os seus conceitos e ideais jamais eram vendidos ou trocados por outro, ele entendia a importância de difundir a Luz de D’us no mundo, sempre focado, no curso reto das coisas independente das consequências. O Rabino afirma que Hashem viu potencial em Abraão, que se revelou, de ele se tornar o Pai de tantas nações. Ele não buscou riquezas materiais, apesar de ter sido abençoado desta maneira, mas o seu amor e o seu coração, era focado na missão de iluminar o mundo, no que fosse possível e permitido, incansavelmente. No Judaísmo tradicional, Abraão é associado ao Atributo Divino de Chesed, de bondade e hospitalidade; o Mestre afirma que isso é uma meia verdade: Abraão tem, também, o aspecto de um guerreiro, mais marcial, sendo isso uma controvérsia antiga. Porém, nos últimos dois mil anos, o Atributo Divino de Chesed ficou mais evidente; O Mestre traz que, no Midrash, o próprio Atributo Celestial de Chesed reclamou, metaforicamente de Abraão, que não tinha espaço no mundo, devido a presença do Patriarca na terra. Porém, em sua retidão e foco espiritual, era conectado com o assunto de transformação direta e, se fosse necessário, até mesmo com o elemento marcial, como a Torá revela: ele lutou contra reis, salvou seu sobrinho, Lóte, desafiou a Nimrod, foi salvo milagrosamente da fogueira, elevando-o espiritualmente, havendo diversos relatos na Torá, sobre Abraão. Ele foi moldado, muito mais, na adversidade e na controvérsia. Afinal, ensina o Mestre, no começo da Parashá Lech Lechá, Hashem fala para Abraão sair de sua cidade; ele abandonou a sua vida urbana, e foi viver como um nômade no deserto, se tornando um chefe tribal, sendo essa uma mudança extraordinária; os Sábios da Torá interpretam isso como, também, indicando o abandono dos “caminhos” de onde ele veio, ou seja, dos hábitos antigos, sendo isso, segundo o Mestre, o protótipo da teshuvá judaica. Assim fez Abraão que, no início de sua vida, conhecia as constelações e estrelas, as mazalót. Porém, Hashem mandou Abraão abandonar esse conhecimento, impuro e intermediário, e se ligar a Ele diretamente, de modo a abençoá-lo, fazendo de Abraão o Pai de muitas nações, e o pilar original do Judaísmo.

    Isso me lembra que o meu nome, Márcio, também tem raiz no aspecto marcial. Não falo para me exaltar, de maneira nenhuma. Pelo contrário: tenho me sentido fraco e exausto de ser gentil, quando as pessoas só sabem ser grosseiras, mal-educadas e ingratas. Ontem cumprimentei um colega, ele debochou de mim, e a secretária riu de mim. Minha reação? Silêncio sepulcral. Estoicismo. Rogo a Hashem para que eu continue assim, para não incorrer em agressão física, pois, aprendi do Mestre, conheço os efeitos da raiva, e eu não quero voltar a ser o que eu era antes. Parece tudo um grande Teste Divino, é como se o mundo inteiro estivesse me provocando, para ver se eu não vou surtar. Enfim, de qualquer maneira não vou sentir auto-piedade, considero isso a coisa mais indigna que eu poderia sentir. Se eu pudesse me afastar dessa fogueira de vaidades, de todo esse lixo espiritual, eu me afastaria, mas não posso: sou gentio e, segundo aprendi com o Mestre, minha alma até que tem estofo para suportar idolatrias, embora não seja o ideal, também lição do Mestre. Porém, eu me pergunto: estou incorrendo em lashon hará, ou isso seria apenas um desabafo? Se ficar sem respostas, vou compreender, querido Mestre.

    Abraão era, também, um ser extremamente espiritual, que escreveu muito; infelizmente, de toda a sua obra, chegou a nós apenas o Sêfer Ietsirá, editado por Rabi Akiva, o maior Mestre do Talmud; a proposta do Sêfer Ietsirá, segundo o Rav, como de toda a escrita de Abraão, foi ensinar às nações a abandonar a infantilidade da idolatria, por uma espiritualidade verdadeira, conectada com Hashem. O Mestre afirma que toda idolatria é insana, infantil e pervertida, seja porque alguém idolatra um homem, independentemente de sua teologia – um ídolo, um animal, dinheiro, ou a si mesmo; toda idolatria é uma perversão da consciência sobre D’us. Abraão, traz o Rabino, não ensinou nenhuma religião nova, mas apenas buscou ensinar as pessoas a abrirem os seus olhos, e verem as verdades espirituais por elas mesmas. Isso não o tornou muito popular, entre os outros líderes religiosos de sua comunidade, gerando acusações etc. Porém, afirma o Rav, uma pessoa reta não se incomoda com isso – ela é reta, segue em frente, e faz o que é certo, sempre; não há “jeitinho”, a mentalidade do “jeitinho” é anti-retidão, ensina o Rabino. Abraão pode ter parecido perigoso para muitas pessoas, não porque ele desafiou alguma organização ou autoridade teológica, mas porque ele tinha força e conhecimento para liberar – liberação, Rav salienta, é assunto relacionado a Abraão – as pessoas de suas “prisões religiosas”, e ensiná-las a conhecer D’us diretamente. Abraão buscou romper conceitos infantis e pagãos, que sempre foram ensinados na sociedade, para que as pessoas pudessem perceber como Hashem sublinha, e é, toda a realidade, algo que as outras religiões são incapazes de revelar, não tendo a profundidade e conhecimento para isso, algo que incomodou muita gente, explica o Mestre. O Rav explica que Abraão é uma reencarnação de Adão, que veio retificar coisas que Adão não conseguiu retificar. O conhecimento de Abraão foi passado para o mesmo através de um canal muito estreito, desde Adão, até chegar a ele.

    Eu trabalho para membros de religiões não sancionadas pelo Eterno, e fui contratado, recentemente, para prestar serviços, também, para uma religião não sancionada pelo Eterno. Eu me pergunto: se eu tenho a informação mais fidedigna, sobre a Verdade, que é Hashem, ensinada pelo Mestre, e se eu não sou um judeu, e tenho estrutura espiritual, por ser de um grupo espiritual diferente, é permitido que eu siga em frente? Tenho uma família para sustentar, tenho que fazer tsedacá, há tanta coisa bonita que eu posso fazer com meus ganhos, para tentar elevar esse mundo decadente, e elevar minha própria decadência. E já vi muita gente, que se diz religiosa, agir como um energúmeno, calhorda, como um animal, de fato. Enfim, as perguntas não cessam, e não sei se isso, também, não seria lashon hará e julgamento, de minha parte.

    O Mestre afirma que o mundo cresceu, se degenerou; o que impera, hoje, é uma consciência permissiva sobre tudo, amoral e imoral, leniente – a verdade se tornou a mentira, e a mentira se tornou a verdade, como trazem os Profetas, ensina o Rabino. É fundamental, continua o Rav, a consciência de Abraão, pois ela estabelece um caminho reto, onde não se cede a nada que seja fácil, comum, popular, interessante etc. É um modelo de confiança e segurança, para que as pessoas possam voltar a se conectar a Hashem, e criar, nesse mundo, uma Moradia Santa para Hashem, na terra, judeus em parceria com bnei nôach, elevando, retificando e desenvolvendo a realidade, sempre guiados pela retidão e conexão direta com Hashem, abandonando qualquer ligação com qualquer tipo de idolatria. Trazem os Mestres, o Rabino ensina, que, mesmo as pessoas das religiões não sancionadas pelo Eterno, que tenham corações retos, conforme Malaquias 1:11 – que Hashem reconhece as oferendas dessas pessoas -, mesmo assim, o Rav afirma que os erros intelectuais dessas pessoas terão que ser retificados. Com a aproximação da Era Messiânica, é preciso que judeus façam teshuvá, e que não judeus se tornem bnei nôach, através das Sete Leis de Noé, pois somente quem se retificar poderá participar desta nova era – uma postura indecisa, espiritualmente, não trará a pessoa a vivenciar os Dias de Mashiach.

    O fácil e óbvio nunca me atraiu, não por vaidade, por querer ser singular, mas porque sou um indivíduo considerado “diferente”, desde o meu nascimento, mesmo. Não tenho como fugir de mim mesmo e, à beira dos 40 anos de idade, até que tenho lidado melhor com isso. É bom aprender sobre o Patriarca Abraão, que seguiu em frente, não importando as dificuldades, isso é esteio, é alento, e palavra de força e coragem. O Rabino Avraham, certa feita, em um shiur, afirmou ser auto-motivado. Tomei essas palavras para mim mesmo, e assim tenho agido em minha vida, tentando fazer o que é certo, apesar do mundo inteiro afirmar para fazer o contrário. Aqui finalizo o meu diário de guerra. Baruch Hashem.

    Uma boa noite ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    UM RELATO RETO BEM “ABRÂMICO”. PARABÉNS! RAB. AVRAHAM

    • Olá Rabino Avraham e amigos da comunidade.

      Venho agradecer pelo seu relato amigo Marcio, ele me auxiliou a pensar e meditar sobre muitas de minhas vivências. Tenha força e não ligue para nenhum deboche, entendo minimamente que apenas devemos buscar aprender com eles, pois servem para nos fortalecer, a opinião verdadeiramente importante é a de D-us. Que Hashem abençoe suas decisões, AMÉN!

      Shalom a todos!

      André Luis Karpinski.

      • Saudações ao Rabino Avraham e aos Amigos.

        Amém. Obrigado pelas suas palavras de ânimo, Sr. André. Que Hashem o abençoe.

        Mácio

  3. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia com o Mestre afirmando que, apesar das lições preciosas, contidas nos versos da Parashá, se focará no caráter do Patriarca Abraão, que não foi um personagem comum: como trazido pela Torá Oral, Abraão tinha um perfil de iconoclasta, tanto em nível literal, ao quebrar os ídolos de Terá, seu pai, quanto em nível de consciência; (CUIDADO COM O USO DO “PONTO E VÍRGULA”. RAB. AVRAHAM) Abraão não estava preocupado em falar de forma politicamente correta, agradar e conseguir sorrisos – ele era um poderoso líder espiritual, sendo, inclusive, um lutador de guerrilhas: lutou contra reis, salvou o seu sobrinho Ló (É “LÓTE” E NÃO “LÓ” COMO EM “PÃO-DE-LÓ”… RAB. AVRAHAM), além de outros grandes feitos, configurando o perfil de um homem de força e coragem. Desta maneira, Abraão forjou aquilo que, hoje, entendemos como sendo a consciência oriental e ocidental, sendo isso firmado em suas ideias. Podemos afirmar, prossegue o Rabino, que Hashem realizou a promessa feita a Abraão, de torná-lo, conforme está em seu próprio nome, o Pai de uma multidão, de várias nações.

    Depois de uma semana de “agressões” de todos os lados, estando exausto, em um período que é estafante, nesta época do ano, ouvir o Mestre falando do Patriarca Abraão é uma verdadeira “injeção de ânimo”. Nunca pensei que fosse tão difícil lutar para estar em um caminho reto – não que eu esteja, quero dizer que estou me esforçando para tal. As pessoas duvidam, colocam em prova, testam, julgam e fazem o veredicto, a todo momento, não há escapatória. Uma simples frase de rede social, já é algo criado para atingir outrem, por exemplo. E, quanto mais recluso e reservado eu fico, mais posto à prova eu sou. Talvez seja parte do processo, eu não sei (ENTÃO SAIBA QUE É. RAB. AVRAHAM). Às vezes, penso que querem, de mim, uma reação tresloucada, totalmente ao contrário do que venho lutando para ser. Sim, tenho me sentido perseguido. Haja sangue frio.

    O Mestre ensina que Abraão tinha outras qualidades. Uma delas é que ele fazia questão de “não se misturar com o povo, no sentido de ser mais um entre as massas, entre as médias; ele representa o espírito contrário à mediocridade; ele era diferente: fazia o seu trabalho, mesmo sem apoio, mesmo que ninguém o reconhecesse, ele queria, contundentemente, colocar as suas visões dessa maneira. Ele acreditava naquilo que é correto, e falava contra os comportamentos falsos, dissimulados, imorais e amorais, toda a sorte de comportamento inapropriado”. Além disso, continua o Rav, “talvez pelo seu ‘marketing’, ele também juntava pessoas para se alinhar com esse pensamento, de modo a fomentar uma ‘revolução de consciência’ no seu tempo”. Segundo o Mestre, ele foi um revolucionário, e não foi muito bem quisto pelos seus conterrâneos, pois ele era um “agitador”. Inclusive, afirma o Rabino, Abraão fez campanha contra o “déspota não esclarecido” da época, Nimrod – que o seu nome seja apagado – que representa o poder da arrogância, tanto que ele foi sentenciado à morte, na fogueira, e escapou miraculosamente. Dessa maneira, através desse teste – ao todo, foram dez testes –, depois que ele passou por isso ele angariou o apoio de ainda mais pessoas, que aderiram às suas ideias.

    Eu não preciso falar para causar reação: eu desconhecia que o silêncio tinha um poder tão grande. Tenho me recusado a falar, dar opiniões, confrontar. No lugar onde estou, uma simples palavra é uma fagulha para incendiar uma floresta. Quando não estou lecionando – um dos pouquíssimos lugares em que “abro a boca” -, fico retirado em minha sala, editando partituras, estudando música, ou escrevendo estudos para o Rabino, ou orando. Faço o que tem que ser feito. E, mesmo assim, sinto que incomodo algumas pessoas. Eu não entendo. Só queria paz. (BEM VINDO AO MUNDO DO “ÓDIO GRATUITO”, AQUELE SENTIMENTO QUE PERSEGUE OS JUDEUS POR MILÊNIOS. RAB, AVRAHAM)

    Sobre Abraão, ensina o Mestre, o mais interessante é que as pessoas poderiam dizer, naquela época e até mesmo hoje em dia, que ele estabeleceu uma nova religião; (PARE COM TANTOS PONTOS E VÍRGULAS. COLOQUE PONTO FINAL NAS SUAS FRASES, COMO JÁ CORRIGI MUITAS VEZES. RAB. AVRAHAM) superficialmente as pessoas falam que ele é o criador do monoteísmo, ao que o Mestre afirma que essa é uma visão muito “popular”. Abraão não criou uma religião nova: segundo o Rav, ele continuou um caminho antigo, em que ele não estava sozinho; ainda havia, em sua época, pessoas que também acreditavam nesse caminho – Noé, que ainda estava vivo na época de Abraão, e de Sem (SHEM), que tinha uma yeshivá. Eles traziam uma herança espiritual, que vinha desde Adão, que tinha um grande nível espiritual e, através de sua falha, perdeu a capacidade de se ligar e compreender as verdades espirituais.

    O Mestre traz que, segundo o Zohar, para que Adão tivesse um conhecimento mais detalhado e profundo, dos assuntos espirituais, Hashem mandou seu anjo guardador de segredos, Raziel, entregar um livro para Adão, com informações Celestiais, de uma natureza incompreensível. Quando Adão perdeu seu status espiritual, e foi forçado a sair do Jardim do Éden, esse livro “voou” de suas mãos, ou seja, ele “perdeu a autoridade” dessas informações. Prosseguindo a narrativa do Zohar, o Rabino revela que, mais tarde, pela Misericórdia Divina, Adão recebeu de novo um “manual”, que explicava sobre questões esotéricas e místicas, pois ele já não tinha mais o nível espiritual original, tendo a necessidade de estudar, para que ele pudesse vislumbrar essas realidades espirituais, que outrora era capaz de chegar, naturalmente. Mais tarde, afirma o Rabino, Adão passou esse livro para o seu “sucessor espiritual” – Enoque (USE A GRAFIA EM HEBRAICO QUE VOCÊ VÊ EM MINHA OBRA. É MAIS APROPRIADO DIZER CHANÓCH, E ADAM DO QUE “ADÃO” COMO VOCÊ COSUTMA FAZER. RAB. AVRAHAM), aquele que andava com Hashem, conforme descrito no Chumash, que era um homem extremamente santo, que nem morreu no sentido físico do termo: foi “liberado” do processo da morte, e foi “traduzido” para fora dessa existência, traz o Mestre. Por sua vez, essa informação prosseguiu para os poucos indivíduos da geração de Adão, que mereciam, até chegar a Noé (NÔACH E NÃO “NOÉ”…), que foi o “recipiente final” dessa informação. Noé, depois do Dilúvio, teve três filhos – Sem (SHEM), Cam (HAM) e Jafé (YAFET) -, sendo Sem o recipiente dessa informação tão profunda.

    Me parece absolutamente coerente acreditar no Sagrado Um. Em um certo shiur, o Mestre ensinou sobre as ilusões que o universo multifacetário pode trazer, para uma pessoa não esclarecida, o que gerou as religiões não sancionadas pelo Eterno. Conheço pessoas que surtariam com o que é estudado aqui, pois isso faz com que todos fundamentos dessas religiões sejam postos “em xeque”. Considero tudo muito esclarecedor e sublime, e muitas vezes inalcançável, para o meu nível. E quanto mais estudo, mais detalhes gostaria de entender, e sei que isso demandará tempo, esforço e dedicação. No entanto, esses momentos de estudo têm sido um alívio em minha vida. Obrigado por mais este shiur, Rabino Avraham.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    MUITO BOM! RAB. AVRAHAM

  4. Shalom Rav Avraham e amigos,

    Obrigada Rav Avraham pelas correções, peço desculpa por ter me expressado de forma ampla e principalmente sem conhecimento profundo do que foi mencionado. Peço licença para expressar, em breve palavras outros aspectos que o Sr. explicou.

    Passo refletir hoje, no que se refere à Baal Teshuvá, um nível alcançado quando, de fato, ocorre o esvaziamento do ego, nesse nível a pessoa consegue retornar a “fonte e origem”, ao seu próprio interior. É evidente que todos que anseiam se ligar a Hashem alcance esse estado, de arrependimento, de querer sair de tudo aquilo que lhe afasta de D-us, como fez Avraham Avinu, deixando o seu ambiente hostil e fragmentado, se tornando uma nova pessoa. Isso aponta para algo importante que penso ser vital refletirmos. Muitas vezes é difícil deixar por completo, todo ambiente hostil que vivemos, devido a vários fatores, principalmente no que se refere à família. Quando decidimos segui um caminho reto, será sempre comum ouvirmos frases um tanto ridículas, vindas pelas pessoas que amamos, como por exemplo: Estou contente que você decidiu estudar Torá, mas precisa levar tão a serio? Quem não já ouviu uma frase assim, ou talvez parecida? Então, devemos ter postura correta para não deixarmos ser intimidados por essas palavras, que eu diria ser destrutivas. A Torá é a verdade. E às vezes a verdade não é algo que as pessoas querem ouvir, mas mesmo assim é necessário falar essa verdade, confesso que diversas vezes me mantive calada, tímida, para não desagradar a ninguém, porém tenho aprendido ao longo dos estudos que esse comportamento não trará nenhuma retificação ao mundo. Devo confiar na verdade, o que significa confiar em D-us, isso me permitira alcançar o sucesso espiritual, se D-us quiser, assim como o Patriarca Avraham, que dedicou sua vida no estudo da Torá, aprendendo a emular o Criador.
    Avraham Avinu se dedicou ao estudo da Torá, mesmo possuindo o desejo profundo de se ligar a D-us, ele se permitiu receber uma educação de Torá verdadeira. É explicado pelo Rav:

    …“independente no que a pessoa acredita em seu coração, sem uma educação de Torá verdadeira, a pessoa não tem como sintonizar, de fato, e direcionar seus sentimento e desejo com zelo de uma maneira verdadeira”…

    De fato, somente através do estudo da Torá é possível crescer espiritualmente, e assim, expandir a consciência conquistando uma mudança verdadeira de caráter. Isso requer muita disciplina e dedicação, porque o estudo de Torá é extremamente necessário, sem o qual, toda outra observância seria impossível realizar. Se uma pessoa não conhece o que é exigido dela, então não poderá fazê-lo. Imagine se não tivéssemos o conhecimento das leis de transito, e mesmo assim, dirigíssemos, certamente avançaríamos o sinal, não respeitaríamos a faixa de pedestre, dentre outras regras. A Torá é o manual de D-us para nossa vida, a influencia Dela é algo Divino, Ela nos aproxima de D-us e revela a Sua vontade. Entretanto é importante ressaltar que o valor da dedicação ao estudo de Torá feito por uma pessoa, e o nível de Influência resultante desse estudo irá variar de acordo com o grau de sua reverencia, e a medida do seu respeito e atenção. Por esse motivo devemos ter grande cuidado ao estudamos um assunto Sagrado, não estudar de forma errada, tendo acesso a fontes erradas, e diria ainda, com pessoas que não possuem reverencia em assuntos Sagrados, o que é muito comum em nossos dias.

    Amigos devemos seguir em direção à nossa verdadeira missão na vida, assim como fez Avraham Avinu, sua atitude nos ensina que ao cumprir a ordenança de “ir”, podemos alinhar a nossa vida, como também os nossos atos à perspectiva da Torá. E assim, cumprimos, se D-us quiser, o nosso papel pessoal ao trazer ao mundo a era do Mashiach, futura Redenção, que seja em breve. Amém.

    Peço desculpa ao Rav por qualquer erro de entendimento ocorrido, e desde já, agradeço as correções. Obrigada por trazer varias considerações nessa maravilhosa aula. D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

    MUITO BOM! QUERO VER A CONTINUAÇÃO DE SEUS PENSAMENTOS QUE SÓ FAZEM CREWCER. RAB. AVRAHAM

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