PARASHÁ VAERÁ 5774

TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

Shalom Rabino Avraham, boa noite Amigos,

Gostaria de expressar um mínimo entendimento sobre esta aula repleta de mensagens que tocam em nosso íntimo, e nos aproximam do desejo Divino.

Revela o mestre que este é um momento extraordinário e muito significativo para o mundo, mas em especial a Israel, um corpo espiritual pré existente em Adam (quando foi criado), que devido ao pecado, se desmembrou como numa explosão atômica, mas as miríades que se dispersaram, recebem do Criador a força necessária de reintegração neste tempo (parashá Vaera), e o mundo como um todo tem a oportunidade de “passar por um êxodo do cativeiro”, desde níveis particular de tudo que existe até o grau máximo possível, o qual é perpetuado por gerações pelo B’nei Israel.

“E os egípcios saberão que eu sou o S-nhor, quando eu estender a minha mão sobre o Egito e fazer sair os filhos de Israel de dentro deles”

O mestre faz uma prévia antes da citação acima, e nos prepara explicando que a descida no Egito é tão e somente necessária para “… fazer sair os filhos de Israel de dentro deles…”. Cita os arquétipos graduais de alma necessários para que haja uma investida máxima e completa de Hashem neste mundo mais baixo e inferior existente. Avraham sendo a graduação do topo/coroa (chochmá), o nível de alma Neshamá; Ytzak a graduação de biná, o nível de alma de Ruach, Yaacov o equilíbrio (Tiféret), o nível de alma Néfesh e Yosef o Justo, é o ponto de ligação entre o espiritual e o físico, em outro nível, o órgão sexual (Yesod). Todos arquétipos das partes de alma original, partes das quais necessitam ser trazidas do alto para o cativeiro que é este grau de realidade em que vivemos. Um trabalho árduo conforme relatos da Torá e ensinamentos do mestre. Mas necessário para que por vezes haja então um amadurecimento e finalmente a revelação “… dos filhos de Israel…”. Entendo a imensa responsabilidade que é demandada de nós neste caminho de justiça e retidão, e que este verso também nos revela a descida de Adam, e investida de Hashem nos graus inferiores, pois conforme ensinamentos do mestre somos proibidos de usar qualquer expressão negativa para Adam e para o B’nei Israel, pois tudo foi como foi, porque o S-nhor assim desejou, para que só então Ele revele toda Sua Glória.

“… portanto nós temos três níveis de alma, e esse estreitamento, essas mentalidades que são ainda imaturas, porque inda não ouve um acesso real a essa força espiritual, essa bagagem tão elevada que o povo terá, só que para que isso aconteça, é preciso um amadurecimento, e aí sim uma redenção…”

Explica o mestre que o sair do Egito é por si só, é uma circuncisão, pois espiritualmente os egípcios e a vivência entre eles representam a orla, o prepúcio que impede a atuação máxima beneficente do órgão criador. Fico impressionado com a espessura da casca atuante nos dias de hoje que a tudo tenta rebaixar e transformar em moda ou “modismos”, como por exemplo a extrema imaturidade dos milhares de pessoas se iludindo nas diversas “linhas de judaísmo” e fazendo “circuncisão” sem se quer entender um mínimo do ensinamento do mestre de que na verdade só existe UM, o físico é apenas um espelhamento do espiritual, que tudo depende dEle, e que tudo foi feito com um propósito Divino. Por outro lado me surpreendo e aplaudo cada vez mais a vida extraordinária dos raros escolhidos por Hashem para perpetuar as verdades Santas da Torá, pois tamanha é a devoção, em ações genuínas de estrito acordo com as leis Divinas, que os permitem o mérito de trazer estas revelações tão puras. As quais, Graças a D-us, não nos permitiram cair nas modas hereges, e nos trouxeram até aqui, no caminho de amadurecimento, se D-us quiser.

“… e fazer sair os filhos de Israel de dentro deles”

E muito além, segue o mestre com revelações ainda mais precisas, a tradução deste verso em vários níveis, conforme linguagem Santa da Torá: = arca = coroa … circuncisão… Yessod … Yosef (que entendo minimamente como sendo em algum grau, mérito e benefícios que podemos receber ao tratarmos com zelo nossas relações, já que faz parte das leis noéticas [não cometer relações ilícitas]).

“… o corpo de Israel… nesse cativeiro, ele nasce e se forma de modo ainda embrionário dentro de um outro corpo que é grosseiro e impuro, de um casulo sufocante que é chamado de Egito, e para que esse corpo seja então quebrado e Israel possa viver, ser exposto como foi explicado…”

O mestre esclarece que as pragas possibilitam este quebrar das cascas, do corpo impuro, do Egito. Revelando assim o desejo de Hashem, corporificado no B’nei Israel, que mantém os arquétipos graduais de alma no mundo (neshamá, ruach, néfesh) para integração na criação.

Que através da Retidão Noética possamos emular O Justo Yosef, e ser parte deste ponto de conexão entre espiritual e físico que revelará o filho único e Redentor de Israel. Mashiach já, ainda em nossos dias, se D-us quiser, amém.

Obrigado ao todos os amigos que fazem parte deste plano Divino para retificação do mundo.

Obrigado ao Rabino Avraham por nos ensinar a trilhar este caminho da verdade com tantas revelações Divinas.

Edson.

UMA JÓIA. PUBLIQUE-O NO BEIT ARIZAL. RAB. AVRAHAM

5 opiniões sobre “PARASHÁ VAERÁ 5774

  1. PARASHÁ VAERÁ

    Shalom Rabino Avraham amigos Noéticos, peço permissão para comentar sobre o Shiur http://beitarizal.org.br/2013/12/27/vaera-redencao-em-10-passos-parte-1/, peço que entendam minha limitada compreensão. Que Hashem me ilumine e me ajude a compreender com clareza as palavras de seus sábios.

    O Rav começa este Shiur fazendo uma ligação do momento da Criação até o momento da entrega da Torá, e o Rav nos revela ligação do DNA da alma judaica a partir daquele momento, pois a essência da alma judaica foi passando de geração a geração chegando em seu maior momento na vida dos Patriarcas, Avraham, Yistzchak, Yaccov e Yossef, sendo Yossef a ligação entre o mundo material e o espiritual, pois Yossef só foi considerado um Tsadic perfeito após ter guardado o seu Brit, nos episodio da esposa de Pontifar. O Rav nos revela que as qualidades e características dos patriarcas formaram a alma judaica, pois a partir daquele momento quando Israel entrou no Egito, algo alterou no mundo, naquele momento nascia uma nação, uma nação que tem grande importância para toda a humanidade. Durante o exílio a comunidade judaica foi crescendo em números e na compreensão, na revelação que eles carregavam em seu DNA algo Divino, Santo, pois o pacto do Brit Milah era inicio de um rompimento com inúmeras cascas que os cercavam,no momento do rompimento desta cascas o Rav consegue de forma espiritual fazer um paradoxo com o ato do Brit Milah, O Rav nos ensina que no ato do Brit algo é retirado, e no ato da revelação de Hashem para seu povo Ele retira suas cascas, e os fazem perceber a responsabilidade e o privilégio de ser o povo escolhido. No momento do Brit Milah o povo judeu confirma e aceita o pacto feito por Avraham, dando a continuidade para uma vida de Santidade. Mas há algo diferente ocorre no Egito, pois ali não era mais um pai e seus filhos, era uma nação, que absorveu todos os mandamentos passado por seus patriarcas, a partir daquele momento tudo era muito amplo, havia milhares de pessoas que tiveram de resistir as influencias do local onde habitavam, as crenças em deuses estranhos, a idolatria e se manterem santos. A herança espiritual foi algo de muita importância neste processo, pois o povo manteve aberto o canal de comunicação com Hashem, que é o ato do Brit Milah fazendo uma com a s remoção das cascas os fazem perceber consciência Divina, canal de emanação Divina. E esta consciência e aproximação do povo judeu com Hashem é algo que nos os gentios devemos rezar que nunca se rompa, pois através dela é que de forma bem menos significativa conseguiremos ter consciência da Divindade.

    No momento onde Hashem resolve retirar Seu povo do Egito, e leva-lo para a terra prometida, naquele momento o povo já estava pronto e Moisés já havia nascido, e Hashem o ordena que fale ao faraó que Hashem deseja que Seu povo deixe o Egito, pois já haviam feito muito pelo o povo do Egito, o faraó diz não conhecer Hashem, e não deixaria que o povo saísse, além de não obedecer uma ordem direta de Hahsem o faraó pelo contrário oprimiu mais o povo e dificultou mais suas vidas, más o poder de Hashem ainda estava por ser revelado, “Os egípcios saberão que Eu sou o Senhor, quando Eu estender Minha mão sobre o Egito e fazer sair Israel de dentro dele”. Hashem vai remover Seu povo de dentro destas cascas, vai haver um rompimento, um crescimento onde a consciência da Grandeza de Hashem será percebida, sair do cativeiro, como diz o Rav romper o prepúcio, e liberar o canal de emanação Divina, consciência em alto grau só permitida ao povo judeu.
    Estes assuntos em sua maior parte e indicado ao povo santo, más vejo que também precisamos nos guardar de várias formas da má influência, como não temos o direito do pacto do Brit, devemos buscar remover nossas cascas através de muito estudo, dedicação e ações que nos permita afastar as influências negativas, para que em um nível bem mais baixo conseguir perceber a Divindade, termos a consciência da mão do Criador. E lembrarmos que não recebemos as espiritualidades das almas dos patriarcas, más temos em nosso DNA a alma de Adam.
    Peço que me desculpe Rabino Avraham, se não consegui compreender como deveria, más devo buscar romper com as cascas e assim compreender melhor se D-us quiser.

    Alessandro Ferreira

    MUITO BOM! CONTINUE ASSIM COM FORÇA. RAB. AVRAHAM

  2. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, com a transcrição da aula do Rav, e o comentário no final do texto.

    A aula se inicia com o mestre declarando que todo o desenrolar, que se inicia em Bereshit, no início da Torá, significa, em um grau, a formação do Povo de Israel que, em nível místico, já existia em Adam. Entretanto, como houve uma queda no Gan Eden, toda a realidade, a partir desse ponto, se tornou um longo processo de transmissão, reagrupamento, revelação e, por fim, de recebimento da Torá, pelo Povo Judeu, traz o Rav. É possível entender todo o início da Criação, até o recebimento da Torá, como uma longa história e, de modo mais específico, o Rabino indo do geral para o particular na explicação, fica evidente que, espiritualmente, Avraham, Yitzchak e Ya’acov são níveis de alma que entraram no “corpo” chamado Yisrael, cada um representando um canal de emanação Divina, e um nível de alma. Mais ainda, prossegue o Rav, Yossef HaTsadik (Yossef, O Justo) é o ponto de ligação entre o espiritual e o físico, pois na Torá ele representa Yesod, o órgão sexual. Toda essa “descida” de partes da alma, para o exílio no Egito, chegam ao “embrião” chamado Yisrael, mas que ainda não se formou nesse momento e, sendo assim, se faz necessário um longo processo de amadurecimento e, por fim, de revelação desse “corpo”, conforme anunciado por Hashem nesta parashá: “E os egípcios saberão que Eu sou o S-nhor, quando Eu estender a Minha mão sobre o Egito, e fazer sair os filhos de Yisrael de dentro deles”, o Rav aqui citando Shemot 7:5, e concluindo a introdução do shiur.

    O mestre ensina que Mitsrayim traz o significa de “estreito”, “apertado” e, na análise numérica do verso, lido pelo Rav, tem o valor de 259, o mesmo da palavra garón, que significa “garganta”, e é o mesmo valor de três vezes a palavra Elokim, que significa as forças de restrição, do poder de Hashem no grau da Severidade. Em outras palavras, prossegue o Rav, o pasuk diz que, apesar de o povo estar constrito, oprimido e restrito, como na abertura estreita de uma garganta (garón), Hashem vai usar o Seu poder (Elokim) e remover, fazer um brit (pacto), e remover (êxodo) o povo dessa casca, traz o Rabino.

    Dando sequência ao shiur, o Rav explica que garón (garganta) é um órgão estreito e fino, mas misticamente, o mestre citado o Arizal, estados imaturos da consciência ficam “presos na garganta”. Apesar de o “corpo” de Yisrael, ainda em estado embrionário, ter o acesso e o direito a esses graus elevados de alma, em nível de povo, há elementos de consciência que ficam “presos” nessa restrição, o que explica as dificuldades no cativeiro do Egito, pois há, por muito tempo, uma restrição de consciência, ensina o Rabino Avraham. Essa imaturidade, que, no grau psicológico, representa o estado de um pessoa, só será solucionada através de um amadurecimento, pois a ela fica presa na restrição de um cativeiro, que, na explanação do mestre, é representado por Mitsrayim, que significa o arquétipo de qualquer exílio ou prisão. Essas mentalidades imaturas, o Rav ensina, que descendem misticamente na garganta, representando o “estreito”, o “cativeiro”, precisam sofrer algum processo de amadurecimento. De acordo com o mestre, há três aspectos conectados com a garganta: sob o ponto de vista de todo o Povo de Israel, ou sob o aspecto psicológico individual, ainda que houvesse acesso a essas almas tão sublimes, o resquício dessa imaturidade é preso, simbolicamente, na traqueia, no esôfago e nas veias jugulares, que “montam” a garganta. Portanto, o Rabino ensina, há três níveis de alma, e o estreitamento de mentalidades que ainda são imaturas, que ainda não teve acesso real à “bagagem espiritual” tão elevada, que ocorrerá no futuro. Porém, para que isso aconteça, será necessário um processo de amadurecimento e, por fim, uma redenção, traz o mestre.

    O Rabino explica sobre o final do pasuk, quando é dito: “e fazer sair os filhos de Yisrael de dentro deles”. De acordo com o mestre, este é o conceito, em nível individual, do brit milá (circuncisão) do Povo de Israel, que representa o seu Êxodo – a saída do cativeiro. Em outro nível, a remoção da orla, do prepúcio, que é o brit milá, serve para liberar essas sensibilidades, traz o Rav. A guemátria dessa parte do pasuk, citada pelo Rav, é 257, a mesma da palavra “arca”, em hebraico, e “coroa”, também em hebraico. O mandamento da circuncisão, para os judeus, representa a remoção das cascas (klipót), que circundam o órgão de procriação, que é a manifestação física de Yesod, uma vez que essas klipót obstruem a exposição completa dessa Sefirá, significando, essa obstrução, o limitar da beneficência Divina, o Rav esclarecendo a importância desse mandamento, assunto estritamente judaico. No final das pragas, logo antes da redenção, o povo faz o brit milá, sendo que o próprio sair do povo do Egito é, em nível arquétipo, um brit milá, para que possa existir a exposição total dessa Sefirá, que permitirá a beneficência Divina, que culmina no recebimendo da Torá, explica o Rabino.

    O Rav ensina que o “corpo” de Yisrael, ainda embrionário, nasce e se forma dentro de outro corpo, grosseiro e impuro, um casulo sufocante chamado Mitsrayim. Para que Yisrael possa viver e ser exposto, pragas são lançadas nesse corpo externo, que representa as klipót, que encobrem esse canal de emanação Divina. Yisrael, prossegue o mestre, representa o “corpo” que recebeu almas elevadas, e precisa manter no mundo, a consciência sobre o Divino. É preciso uma circuncisão, para que isso seja exposto e, assim, revelada a consciência Divina para o mundo. Segundo o Rabino, o pasuk afirma o desejo de Hashem, pois, o mestre indo do nível individual – Povo de Israel – para o nível cosmológico, a mensagem Divina, corporificada no Bnei Yisrael, precisa ser espalhada pelo mundo, mas de modo que não haja bloqueio da “orla” do Mitsrayim. O Êxodo significa a remoção e, portanto, a liberação da mensagem Divina, traz o Rabino Avraham.

    Dentro da minha pequena realidade, conheço bem a sensação de estar oprimido por um cativeiro. Eu vivo um sonho que não é meu, nunca foi e nunca será, um sonho que, no início, foi uma “muleta” e que, agora, está se tornando um pesadelo. As próximas duas semanas passarei longe de “casa”, e a sensação que eu tenho é de apatia, dormência, inércia. É como se eu estivesse anestesiado, e como se tivesse recebido uma pequena “alforria”. Já se passaram alguns anos, e a sensação de incômodo está cada vez maior. Nos últimos três dias, passei trancado, isolado onde considero o meu verdadeiro lar, e tenho estudado, meditado. Em nível psicológico e espiritual, o meu esteio tem sido o Rabino Avraham e os seus ensinamentos de Torá, graças a D’us. Eu não sei se é um processo de amadurecimento – pode ser justamente o contrário –, eu só sei de uma coisa: está doendo, e muito. Ao longo do tempo, me tornei uma “marionete”, sem vontade própria, sem vida. Por muito tempo, escolhi fazer coisas que detesto, disse “sim” quando quis dizer “não”, fui conivente e leniente, comigo mesmo e com os outros. Até que ponto estou evitando conflito, até eu enlouquecer de vez? Estou acordando? Estou ainda adormecido? O que fazer com o meu “Egito pessoal”? Boa pergunta.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    MUITO BOM. AGORA, A GRANDE PARTE DO SEU COMENTÁRIO SE TRATA ESSENCIALMENTE DA TRANSCRIÇÃO DO SHIUR. APENAS UM PARÁGRAFO NO FINAL, VOCÊ REPETE AD NAUSEUM OS VÁRIOS PONTOS QUE JÁ FORAM ABORDADOS POR VOCÊ MESMO OUTRAS VEZES. TALVEZ SE VOCÊ “SAÍSSE DE SI MESMO” UM POUCO, DESTE MITSRAYIM, E BUSCASSE UM ENTENDIMENTO MAIS “ERGUIDO”, OU SEJA, MAIS CONECTADO DIRETAMENTE AOS ENSINAMENTOS DO SHIUR, A SUA TEMÁTICA NOS COMENTÁRIOS SERIA TRANSFORMADA, E ADQUIRIRIA UM “SABOR NOVO”. MAIS AINDA, VOCÊ SE SURPREENDERIA COM A SUA PRÓPRIA CAPACIDADE DE CRESCER E SE MARAVILHAR EM OUTROS MARES PERCEPTUAIS, SE D-US QUISER. RAB. AVRAHAM

  3. Pela graça de D-us,

    Shalom Rab. Avraham e amigos,

    Peço licença para trazer um breve comentário do meu entendimento da parashá Vaerá 5774.

    Como sabido, desde a queda de Adão, a humanidade vive em um grande exílio, devido o rompimento que ocorreu entre o grau físico e espiritual. No entanto, D-us em Sua infinita misericórdia, desenvolveu um modelo para que o homem pudesse novamente retornar ao estado de conexão com Ele. Esse projeto iniciou com Avraham, sendo desenvolvido por Yistchac e Yaacov que representam os arquétipos do povo que viria ser chamado de Israel.

    Rav explica que desde o inicio da criação até o recebimento da Torá, ocorreu vários acontecimentos históricos que tiveram como objetivo provocar o amadurecimento de Israel, e assim remover as “cascas” que impediam que suas consciências imaturas se expandissem para um novo estágio. O objetivo final de Hashem foi revelado em cada estágio sendo desenvolvido na base Avraham/Yistchac/Yaacov sendo Yossef o pilar que sustenta esses três níveis de desenvolvimento, os quais entraram no corpo chamado de Israel.

    Rav. Avraham explica que as almas que desceram dos patriarcas, que deram início ao “embrião”, metaforicamente, aludindo Israel, passaram por um grande processo de amadurecimento e revelação a fim de se tornar um “corpo” pronto e capaz de revelar a Luz de Hashem. Para promover esse acontecimento Hashem usou Sua mão poderosa para remover Israel de seu exílio físico e espiritual. Como traz o pasuk: “quando Eu mostrar Meu poder e trouxer os israelitas do meio deles, o Egito saberá que Eu sou D-us”. (Shemot 7:5). O Egito representa algo “estreito”, um cativeiro, o local de grande opressão que D-us permitiu para que Israel visse o seu Grande Poder. Mesmo o povo em grande restrição, Hashem se revelou de uma forma tão grandiosa. Veja, Israel passou um longo tempo sendo oprimido em um território tão terrível e negativo que era o Egito. Em meio aquelas condições ninguém conseguiria ser livre ou feliz. No entanto, pela imaturidade do povo de Israel, existiam aspectos em suas consciências que estavam ainda restritos e que precisavam passar pelo processo de amadurecimento para depois conseguirem alcançar um estado elevado de consciência.

    Diante desse cenário, trazendo um pouco para nossa realidade, reflito em algumas lições importantes no que se refere ao especto psicológico. Um dos piores exílios não é o que escraviza o corpo, mas o que asfixia a mente e algema a emoção. Hoje observo que apesar da grande maioria serem livres externamente, elas internamente são prisioneiras no território de seus pensamentos e emoções. Podemos entender que sem liberdade, o ser humano deixa de sonhar e conhecer a sua verdadeira realidade que estar imersa em seu interior. Contudo, me fiz uma pergunta: Qual foi o maior exílio de Israel? Foi o exílio externo ou interno? Embora eles vivenciaram os dois tipos, qual foi o que pesou mais para eles? De acordo com meu pequeno entendimento penso ser o exílio interno. E é justamente aqui onde a grande maioria se perde, por assim dizer, também. Os tempos são diferentes, mas a historia sempre se repete. Existe muita imaturidade em nós, e talvez seja compreensivo isso, partindo do principio que estamos também em um processo de amadurecimento e de expansão da consciência. Todos sentimos em algum grau um certo exílio pessoal, embora fale por todos, em mim eu sinto isso. Às vezes produzimos sentimentos que não gostaríamos de confeccionar, mas eles são produzidos fora do nosso controle da vontade consciente do “eu”. E certamente para vencer esse exílio somente a mão poderosa de Hashem, que remove qualquer cativeiro pessoal, limpando todo bloqueio e elevando para um estado de maturidade, mental e emocional.

    Somente nesse estado de maturidade é possível servir a D-us com liberdade, e firmar uma aliança com Ele. Somente no momento que Israel saiu dessa condição de “cativeiro”, estando em um corpo ainda grosseiro, como assim descreve o Rav, foi possível firmar a brit mila, que em outro aspecto, “seria a remoção das “cascas” que circundam o órgão de procriação, que representa a sefirá de Iessod”. Somente quando as “cascas” foram removidas foi possível obter um fluxo Divino em Totalidade.

    A mensagem universal que foi corporificada, como assim explica o Rav Avraham em Israel, inclui todas as almas do mundo. Uma vez que a queda de Adão fez com que estas almas ficassem presas nas “cascas”. Israel precisou passar pelo exílio só para conectar estas almas dos povos de todo o mundo a si mesma. Israel mergulhou nessas “cascas”, e lá, no cativeiro, através da mão poderosa de Hashem, ela retirou as centelhas espirituais, trazendo para um novo estado de desenvolvimento. Israel fez o papel de intermediário, pois o projeto de D-us é Universal, amplo, que inclui toda a humanidade. Portant, exílio e libertação representa, conceitos profundos do grande projeto de D-us para humanidade, em especial Israel, como sendo um nação Sacerdotal que atrai as nações para revelar o propósito e a provisão de D-us. Embora na pratica hoje isso não esteja ocorrendo em perfeita harmonia, sabemos que Hashem fará que Israel volte para Ele e assuma o seu posto, como nação escolhida para revelar a Sua Luz, que seja em breve.

    Gostaria de agradecer aos amigos pela atenção em lerem meu comentário, ao Rab. Avraham por nos mostrar aspectos tão importantes do crescimento e desenvolvimento de Israel no período do exílio, o que nos permiti refletir nesses conceitos e entender que Hashem sempre está no controle de tudo, somente a nossa incapacidade de perceber os eventos que ocorre faz o que enxerguemos de outra forma. Sobrepujar qualquer exílio é uma oportunidade para receber a revelação de Hashem e assim sair do estado de imaturidade. Obrigada Rabino, D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

    MUITO BOM, AINDA QUE ALGUMAS IDEIAS FORAM “ESTENDIDAS” UM POUCO PARA FORA DA SUA ESSÊNCIA. ESCREVER É COMO DIRIGIR UM CARRO: É PRECISO NÃO PERDER O FOCO DO CAMINHO, E CUIDAR PARA OBSERVAR OS SINAIS DA ESTRADA DURANTE A “VIAGEM”. É MUITO IMPORTANTE ENTENDER QUE EM TORÁ _NÃO SE INVENTA NADA_. OS COMENTÁRIOS NÃO PODEM SER ESCRITOS NA BASE DE “EU ACHO QUE…”. TUDO PRECISA SER BASEADO NAS ESCRITURAS E NOS SÁBIOS. BUSCAR ENTENDER A HERANÇA DA TORÁ É UM TRABALHO JUDAICO ANTIGO E DIFÍCIL. MAS, QUANDO VOCÊ FAZEM UM ESFORÇO LEGÍTIMO DE TENTAR UM POUCO DESTA BUSCA, DA MANEIRA CORRETA, VOCÊS SE LIGAM A ESTA HERANÇA TAMBÉM. POR FIM, PROCURE REVISAR O TEXTO MELHOR ANTES DE PUBLICÁ-LO, POIS ELE TEM VÁRIOS ERROS DE ESCRITA QUE FACILMENTE UMA REVISÃO OS LIMPARIA. CONTINUE ASSIM, RAB. AVRAHAM

  4. Bom dia Rabino Avraham e amigos,

    Agradeço a gentileza em mostrar os erros cometidos. Farei conforme a orientação do sr., mais uma vez obrigada.

    Tudo de bom

    Raquel

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