ANGEOLOGIA JUDAICA 4

Pela Graça de D’us.

Prezado Rabino e Prezados Amigos:

Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, mais especificamente o primeiro da série de dois, inclusos em uma única faixa de áudio, com o comentário ao final da transcrição.

A aula se inicia com o mestre salientando que, apesar de se estar Parashá Yitrô, na data em que o shiur foi gravado, este traz ensinamentos das duas parashiót anteriores, Bo e Beshalach, que representam a formação do Povo Judeu, na sua saída do Egito, um cativeiro violento – espiritual e físico –, e vários testes e milagres que acontecem subsequentemente, culminando na partida do Mar Vermelho, levando o Bnei Yisrael em direção ao Sinai, para o recebimento da Torá.

O Rav explica que é difícil, para as pessoas, acreditarem que a Torá é o mapa absoluto de toda a Criação. No momento em que a pessoa entende isso, ela entende outra mensagem fundamental dos mestres: é preciso viver de acordo com a parashá, pois todos os temas que estão ocorrendo na vida de cada um, trazidos de acordo com o nível e grau da pessoa, fará com que ela tenha facilidade de percebê-los nos assuntos da parashá, desde que ela a estude profundamente. Inclusive, prossegue o Rabino, há pessoas que escrevem relatos que ocorrem, de acordo com a parashá, ao que o mestre recomenda que se escreva um “diário espiritual”, com testemunhos semanais de eventos que a pessoa, sem a fé desenvolvida, chamaria de “coincidências”. Além disso, afirma o Rabino baseado nos sábios da Torá, além de viver com a parashá, é necessário viver de acordo com os tempos. As duas ideias, justapostas, trazem uma aparente contradição, ao que o Rav explica: é preciso entender a vida da pessoa de acordo com o que acontece na parashá e, em um escopo ainda maior, compreender que o mesmo acontece com outras pessoas, não só com as que se preocupam em estudá-la, para melhor compreender os desígnios divinos, mas também com as que estão alheias a isso, e muito além: todo o desenrolar do mundo e da realidade que conhecemos, existem dentro dos assuntos da parashá. O mestre revela, desenvolvendo a explanação, que não necessariamente tudo que acontece na parashá é sobre o agora, mas também pode significar o futuro – o Povo de Israel acredita na vinda do Mashiach, portanto a “bússola” do Bnei Yisrael é completamente focada no futuro, mesmo vivendo o presente. Exemplo do Rav: o estudo das profecias, para buscar entender a promessa para o futuro. Tudo o que foi exposto, o Rav explica, se conecta a Bo e Beshalach, no sentido de relatar pragas milagrosas que ocorreram no cativeiro do Egito, o mestre aqui lembrando que Mitsrayim (Egito), em hebraico, traz a ideia de “restrição”, uma klipá (“casca”) profunda, que afetou todo o Povo Judeu, e destaca que essa sequência de parashiót traz o tema do futuro, sobre o que ocorreu e o que vai ocorrer. O mestre afirma que, antes, o cativeiro era revelado, e hoje vivemos em um cativeiro de ordem espiritual e psicológica. Basta transferir o contexto apocalíptico no momento das parashiót, dentro das pragas que ocorreram no Egito, com os testes para o Povo de Israel recém formado, a perseguição dos egípcios etc., para o presente, com uma “praga” sendo o colapso do sistema financeiro, com todo o sistema de pagamentos em cartões de crédito e cheques, e intercâmbio arruinados, ilustra o Rabino. O abalo do sistema financeiro e social, ontem e hoje, com sua aparente firmeza, o Rav exemplifica, é algo muito ligado ao ciclo das parashiót, tudo dentro da ideia de estarmos nos aproximando do fim do mundo, da maneira que o conhecemos.

Hoje vou iniciar o “diário espiritual” recomendado pelo mestre, e reforçado pelo Sr. Edson Bertoldo, na última reunião da RENONG. Porém, tenho alguns dados que observei, sobre o momento que estou vivendo: o meu “roteiro de férias” tem sido extremamente atribulado, pois não tenho encontrado o silêncio e a paz que necessito no Paraná. Fiz duas viagens, até agora, literalmente “me debatendo de um canto para o outro”, em busca de paz. Na primeira, com o meu filho, fiz uma rápida visita aos meus pais, em Porto Alegre, e voltei ao Paraná. Estava nos meus planos permanecer por lá, mas ocorreram fatos que me fizeram voltar: eu vivo em uma “panela de pressão” constante, me sentindo pressionado a todo momento, há três casas no terreno do meu sogro, implicâncias gratuitas (sempre) e, muitas vezes, absorvidas por mim, pois procuro evitar conflito. Posso estar com a casa trancada, janelas fechadas, que eu ouço as risadas – não as suporto. Às vezes, sou obrigado a dividir refeições, também com quem não suporto – os “almoços de domingo em família”, com gente que, a olhos vistos, se consideram melhores e mais inteligentes que a média, e ficam competindo para ver quem foi mais “arguto” em seus feitos, me perdoem pela sinceridade. No trabalho, já sou obrigado a lidar com isso, no meu lar (?) gostaria de, ao menos, um pouco de alívio, “lamber as feridas”. O que posso fazer? Apenas me distancio e mantenho o silêncio, é melhor assim, bem ao estilo “forasteiro”. Me transformei, praticamente, em uma “ameba” morando lá, tamanho o meu grau de passividade, diante dos gritos e táticas de “ganhar no grito”. Se eu estivesse feliz, tudo bem, mas não é o caso. Não há “carro, moto e casa” que me consolem. Até há alguns anos, estava conseguindo administrar a situação, trabalhando cerca de 12 à 13 horas por dia, fora de casa. Agora, que estou de férias, e neste ano em particular, não suportei e voltei para a casa dos meus pais. Pelo fato de eu estar me recuperando – psicologicamente, emocionalmente e espiritualmente – de alguns erros que cometi, nem me dei conta que estava se iniciando o estudo do Parashá Shemot, em que começa todo o contexto da saída do Bnei Yisrael do Egito. Me sinto exatamente assim no momento, guardadas as devidas proporções da minha pequena realidade, disposto a deixar tudo para trás, e “recomeçar do zero”. Vou passar mais duas semanas aqui, meditando sobre isso e, mais do que nunca, estudando as parashás, pois, se D’us quiser, enxergarei referências preciosas para conduzir minhas decisões. Ao menos, vou me esforçar para isso, e que D’us me perdoe se eu estiver errado.

Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

Márcio

MUITO BOM, AINDA QUE NADA FOI TRAZIDO SOBRE ANGEOLOGIA. ENFIM, SIGA EM FRENTE! RAB. AVRAHAM

5 opiniões sobre “ANGEOLOGIA JUDAICA 4

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, mais especificamente o segundo da série de dois, inclusos em uma única faixa de áudio.

    De acordo com o mestre, já vivemos em um mundo de grande tribulação, mesmo não havendo nenhum evento relacionado ao fim dos dias: existe muita confusão entre as pessoas, acrescido de arrogância e prepotência de uns, e sofrimento e dor de outros. Hoje em dia, traz o Rav, as pessoas vivem em um “apocalipse psicológico”, onde, o mestre aqui citando os Profetas, “verdades são tidas como mentiras, e mentiras são tidas como verdades”, e as pessoas têm opiniões, ideias, pronunciamentos, filosofias, mas poucos têm direcionamento e insights, poucos sabem o que estão fazendo de suas vidas. O mestre revela que, de acordo com o Arizal, uma das perguntas que são feitas à pessoa, depois de morrer, é se ela desvendou o seu propósito de vida neste mundo, ou seja, o seu tachlit. Muitas pessoas passam a vida sem ter a menor ideia do seu propósito de vida, e ficam absortas em “brinquedos de adultos”, se tornando “colecionadores de selos ou barquinhos, experts em apreciação de vinhos chilenos”, sendo tudo isso distrações da compreensão de um objetivo espiritual, traz o mestre.

    Olhando para trás, e meditando sobre todos os erros que cometi, e as tentativas de “acertar”: o fato de ter assumido um filho (a única coisa digna que fiz, até hoje, pois o resto foi só vaidade), ter dado uma profissão para a mãe dele, e ter providenciado toda a infraestrutura para que fiquem bem, eu me pergunto: não seria esse o meu tachlit? Agora, com essa tarefa cumprida, e se D’us me levasse embora daqui?

    Dentro da temática do “apocalipse psicológico” na vida das pessoas, prossegue o Rabino Avraham, ao contrário do que se possa imaginar, os anjos guardiões, que existem como mensageiros da D’us, influenciam as mentes e os corações dos homens de forma negativa, em particular os ministros angelicais que regem as diferentes nações. O Rav recomenda a leitura do capítulo 4, do livro de Daniel, que relata o que ocorreu com o perverso rei Nabucodonosor, responsável pela destruição do Templo Sagrado em Yerushaláyim. Segundo o mestre, o livro de Daniel relata que, por influência dos anjos guardiões, o rei acaba ficando louco por um tempo, perde o reino, e, inclusive, lá é descrita a origem da licantropia, como um grau de doença mental, servindo de punição temporária para o rei Nabucodonosor, tudo prenúncio de um sonho que o mesmo teve, interpretado por Daniel. Trazendo o assunto para os tempos de hoje, o Rav revela a influência constante dos Bnei Elokim nas pessoas, bastando ver a miríade de comportamentos inapropriados que o ser humano demonstra, muitos, se não fosse por uma sociedade tão permissiva, seriam diagnosticados com diferentes patologias emocionais, distúrbios mentais, inclusive esquizofrenia, graças à influência dessas entidades. O mestre afirma que essas perturbações psicológicas e tribulações servem para que, em sua angústia e ansiedade, as pessoas rompam com a sua arrogância e orgulho, e clamem a Hashem, pedindo ajuda para melhorar as suas vidas caóticas e medíocres, como ocorreu com o Bnei Yisrael no cativeiro do Egito. Segundo os comentaristas da Torá, traz o mestre, houve quem não quisesse sair de lá. Em outras palavras, o Rav explica, D’us assim faz para que a pessoa desenvolva um pouco de fé e cumpra o Seu desejo, impõe todos esses bloqueios para que alguns, privilegiados, busquem sobrepujar essas barreiras e ir além.

    Dentro da minha pequena realidade, experimentei momentos de extrema confusão mental, do final do ano passado para cá. Na verdade, desde há muito tempo, trago comigo várias “sequelas” de uma vida não retificada e, mesmo assim, eventualmente cometo o desatino de incorrer nos mesmos erros, gerando todo o ciclo de novo. Eu não sei quando eu vou realmente aprender, a não dar mais margem para essas coisas acontecerem comigo. Estou “refugiado” em Porto Alegre, praticamente apenas estudando a obra de Torá do Rav, direcionada para o meu grupo espiritual, meditando sobre os meus próximos passos. Que D’us me ajude.

    O Rav explica que demanda fé, estudo e compreensão da lógica divina, que transcende a racional, para entender a influência angelical no mundo, no que tange a pensamentos negativos, fixações e outras questões que atrapalham a vida de um indivíduo. O mestre revela que o lado negativo se espalha no mundo, através da difusão de doença mental. A maioria das pessoas, o Rav prossegue, sofre de algum estágio de doença mental, independentemente de sua funcionalidade na vida profissional e social.

    Dando sequência ao shiur, o Rav afirma que, ao contrário do que o homem contemporâneo pensa, a origem dos seus problemas existenciais/espirituais é antiga: Adam HaRishon foi o primeiro a se perceber confuso e, neste momento, transgrediu a única lei que existia para ele, sendo que até hoje pagamos por esse erro primal, que provém do fato de D’us ter mandado Adam cuidar do Jardim do Éden, e houve um desvio – Adam, assim como todos os seus descendentes, se identificou em demasia com o físico. O Rav traz o grande comentarista da Torá, Rashi, no final da Parashá Shelach: “Os olhos veem, o coração deseja, e as mãos agem”. Em contrapartida, o mestre continua, aquilo que não vemos e, por conseguinte, não desejamos, nos causa frieza. Vivemos em um mundo onde as pessoas tem uma identificação muito “desperta”, a respeito de todas as suas necessidades físicas: somos todos muito conscientes dos nossos desejos mais baixos, físicos e materiais, acerca das questões egocêntricas e de tudo aquilo que nos define sobre o aspecto materialista, traz o Rabino. Entretanto, o lado espiritual é ignorado completamente ou distorcido, de acordo com o amor próprio do indivíduo, o Rav explica. Assim que impera um desejo forte e reconhecido do corpo, para a maioria das pessoas o aspecto espiritual é deixado de lado. De acordo com a ciência, o mestre prossegue, várias de nossas reações a respeito dos nossos desejos ou coisas que nos atraem, têm um componente bioquímico – a pessoa desenvolve uma “configuração molecular” em seu corpo, que se forma toda vez, em resposta ao mesmo estímulo: a pessoa fica “viciada” em respostas emocionais e físicas, como uma espécie de “natureza” que ela vai alimentando pouco a pouco, tornando-a subserviente a esses estímulos, em um sistema de “gatilhos”, que são desencadeados, dependendo do que a pessoa vê, ou algo que outrem faça a ela, fazendo com que a mesma se comporte de certa maneira, por exemplo, sem perceber que isso não é determinante da formação de sua personalidade e caráter. Segundo o Rav, a pessoa pensa que aquilo a que está reagindo é ela, pois o seu lado espiritual está “adormecido”, porém é basicamente um “corpo reagindo”, com princípios e ideias, mas essencialmente reagindo a vários estímulos. O mestre revela que os profissionais de marketing conhecem bem isso, sobre a fragilidade que as pessoas têm acerca de sua consciência.

    Há muitos anos atrás, eu “comprei uma ideia”: ser um rockstar, cercado de todas as futilidades “inerentes ao cargo”. Agora, que estou ficando velho e cansado, pouco a pouco, sinto que comprei uma ilusão e, ao longo do caminho, acabei adquirindo vícios e sim, recalques por não ter “me enquadrado” neste padrão, que perseguia com afinco. Ainda há um pouco de vigor no meu corpo, e a grande questão é como eu vou utilizá-lo, daqui em diante. Do que compreendi do parágrafo acima, da aula do mestre, é que sempre enxerguei tudo muito distorcido e difuso. A sensação é a de que perdi muito tempo com tolices.

    Na prática, ensina o mestre, os homens, em sua maioria, acabam relegando o seu lado espiritual para o seu subconsciente, estando inconsciente dele e, toda vez que a pessoa vai aprender que há o aspecto espiritual em sua vida, ela reage mal, pois é preciso retificação de seu lado físico, o que atinge o seu amor próprio, pois é “treinada” por uma sociedade sem D’us, a reagir com conformismo e orgulho, sendo o orgulho – yeshut – o obstáculo central de alguém que aparece na vida de uma pessoa, trazendo uma mensagem de D’us. O mestre afirma que, quando Adam pecou, houve a partição entre o consciente e o subconsciente. Adam HaRishon, antes do pecado, tinha os dois funcionando simultaneamente, sendo alguém de gigantesca estatura espiritual – segundo o Talmud, Adam “enxergava de um lado ao outro do mundo”, representando a ideia do consciente e subconsciente unificados, traz o Rav. Em outras palavras, prossegue o Rabino Avraham, consciência e santidade são assuntos paralelos e interdependentes, uma pessoa só é lúcida e consciente de fato, quando ligada a D’us. Uma pessoa perversa pode até ser extremamente inteligente, já que, assim como há a Etz Chayim (Árvore da Vida), existe uma “árvore do lado negativo”. Inclusive, o Rav continua, há o carisma – capacidade de atrair as pessoas para si – utilizado para o mal. Exemplo do mestre: um político corrupto que nega um crime, e as pessoas não se importam, e até o aplaudem. O Rav também discorre sobre o aspecto retificado da severidade, afirmando que “os limites são santos”.

    Dando sequência ao shiur, o Rabino afirma que, às vezes, os caos psíquico é tão pesado em uma pessoa, que a sociedade secular, que não está munida de informações e retidão para identificar isso, aprecia o fato. Essas pessoas, por exercerem suas profissões e terem uma vida social, mesmo tendo problemas mentais é tida como “normal”, sendo, na verdade, funcional.

    De acordo com o Rabino, uma pessoa que consegue iniciar um “processo de êxodo de seu estado de cativeiro psicológico”, perturba muito as forças negativas, pois as klipót – as forças negativas – não gostam quando alguém começa a se erguer fora delas. Há um esforço muito grande a ser feito, o Rav explica, para que a pessoa “saia da lama”, por estar “adormecida” em seu potencial. Aquilo que a pessoa pensa que sempre foi, na verdade é algo que ela “comprou”, aceitou e incorporou na vida dela, e não teve coragem de desafiar: todo o processo de crescer, ter um bom emprego, e uma família não isenta a pessoa de ter um aspecto a ser desenvolvido, ou seja, o lado espiritual adormecido. Um dos grandes problemas do êxodo do Egito, foi o fato de ter havido pessoas que não queriam sair de lá, ao que o Rav afirma: o pior tipo de servidão é a psicológica, em que a pessoa se julga livre, mas, na verdade, está escravizada e acomodada, o que gera toda sorte de doenças mentais e bloqueios comportamentais, ligados à “dormência espiritual”, gerando, também, dificuldade de compreensão, entendimento, sensibilidade e percepção sobre a sua vida.

    O que posso dizer sobre o meu histórico? Para perseguir o meu “sonho de sucesso na música”, não me formei, portanto não tenho um emprego, no sentido secular da palavra – advogado ou médico, por exemplo, as duas profissões de maior status social neste país, desde o Brasil Colônia. Poderia estar na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, como solista e, quem sabe, formado pela UFRGS em Música, mas, devido aos meus erros, acabei, ao longo desses últimos anos, provendo para a mãe do meu filho e para o meu filho, o que me fez mudar de cidade, e também deixando para trás essa possibilidade, literalmente me anulando. Jamais me arrependi: fiz o que julguei ser o correto. Porém, sem dúvida, isso tudo abalou, e muito, o meu ego, pois eu costumava ser mais arrogante e pretensioso do que sou hoje. Quando penso nisso, me sinto um sobrevivente. Na verdade, é isso o que eu sou: um sobrevivente, lutando para manter um pouco de sanidade mental, e viver uma vida menos doentia. E, segundo o que aprendi nesta aula, sempre fui um subproduto dos desejos do meu corpo, utilizando até mesmo o cérebro para satisfazê-los (segundo aprendi em outro shiur do Rav), invertendo totalmente a ordem das coisas, controlado pela animalidade e pelo ego, com o espírito constrito em algum lugar do meu subconsciente. Se essas foram as lições que eu tive que aprender, até aqui, baruch Hashem, sou grato, por mais revolta interna que eu ainda tenha, pois tudo foi pela mão de D’us, que é o Ribono Shel Olam, nas palavras do mestre. Foi o Eterno que, em meus descaminhos, teve misericórdia e me levou ao Rabino Avraham, para me conduzir por este terreno acidentado, que são a minha psique não retificada e espírito atribulado. Em suma, só me sobrou tentar evoluir espiritualmente, pois acredito cada vez menos nas coisas deste mundo, tamanho o meu desencanto. Mais uma aula preciosa do Rav, que está me ajudando a entender o porquê dos meus comportamentos não retificados, e os seus “gatilhos” desencadeadores. O desafio é sempre o mesmo: lutar para pôr os ensinamentos do mestre em prática, se D’us quiser.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    MUITO BOM E PERTINENTE. PUBLIQUE ESTE COMENTÁRIO (MAS NÃO O ANTERIOR) NO BEIT ARIZAL, NO LOCAL APROPRIADO. RAB. AVRAHAM

  2. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB AVRHAM

    Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade,

    Gostaria de pedir licença e apresentar um breve comentário acerca da Parashá Angelologia Judaica 4.
    O Rabino inicia comentando como é difícil para as pessoas não são ligadas a Torá, é acreditar primeiro que a Torá de D-us, é um mapa, a planta absoluta de toda a criação.
    No momento que a pessoa percebe o valor espiritual da Torá, percebe também que a Parashá é o próprio seguimento de sua vida. Melhor dizendo, a pessoa deve seguir sua vida conforme o desenrolar da Parashá.

    Foi atribulada a formação do Povo de Yisrael, a partir do cativeiro espiritual e físico estruturada pelo faraó que neste caso é o próprio Samech Mem ( Satan ). A libertação da população judaica , só foi possível após as 10 pragas impostas por Hashem e acrescida de um milagre na ocasião da abertura do mar, resultando no afogamento de toda a armada do faraó, sendo ele o único que se salvou. Dessa forma foi mostrado para o faraó que existe um D-us todo poderoso e único e que todos devem ter temor a Ele.

    O Rabino faz um paralelo entre aquele tempo e nossa atualidade, demonstra como também vivemos num cativeiro hoje em dia, a diferença está que o cativeiro no Egito era explícito, revelado, as pessoas estavam lá como escravos, trabalhos forçados, e agora através de um processo de ilusão bem elaborada nosso cativeiro é de uma outra ordem, muito perigosa que pode ser deflagrada através de um “crash” no sistema financeiro mundial, uma revolução da religião, direcionando os incautos para uma visão totalmente distorcida de D-us, como ocorre atualmente.

    O mundo atual já vive uma grande tribulação, primeiro porque as pessoas não se entendem, uma grande confusão entre todos. O que parece o inicio de uma praga, já está ocorrendo em todo o País, no mundo em geral, há mais de um ano, o sol a pino, não dá trégua no calor, os rios secando… A violência presente, se mata por motivo mais torpe, incompreensível, ninguém faz nada para transformar tudo isso, costumam falar “está se cumprindo a Bíblia” verdade, mas poderiam parar para meditar, rezar e pedir a D-us uma mudança de tudo isso. Acontece que a arrogância parece ser mais forte que todas essas consequências…a superficialidade é a tônica da maioria, quase ninguém sabe que direção toma sua vida, explica o Rav.

    As pessoas já vivem um “apocalipse psicológico”, onde a inversão de valores é frequente, onde ‘verdades se tornam mentiras e mentiras se tornam verdades’…continua o Rabino. Hoje as pessoas vivem um “cativeiro”, uma prisão dissimulada pela máscara da ilusão. Ao chegar na outra vida a primeira pergunta é se a pessoa descobriu seu propósito nesse mundo, muitos passam a vida sem o menor interesse de crescer, sem nenhuma noção do sentido que tem sua vida, ficam na distração, distração da compreensão de um objetivo espiritual. Tudo isso devido à toda uma grande Klipá, não permite uma luz na vida da pessoa.

    Então a pessoa pensa e os anjos guardiões?
    Como entra os anjos guardiões em toda essa situação? Como fica nosso direcionamento em frente à toda essa realidade difícil? Relata o Rabino que ao contrário do que as pessoas podem imaginar, os anjos guardiões, eles existem como mensageiros de D-us, exercem diversas tarefas como a manutenção das leis da natureza, além de influenciar como é conhecido, da mente e corações humanos. Os anjos influenciam os humanos de forma nefasta, instigam os seres humanos às adversidades. Basta ver os comportamentos inapropriados das pessoas, que as vezes passam despercebidos devido à permissividade da sociedade. Muitos ficam com algum grau de doença mental, ai quando a pessoa atinge o fundo do poço, ela vai se lembrar de pedir socorro a Hashem, se lembrar que ficou para trás porque esqueceu de fazer Teshuvá (retorno a D-us), tudo isso programado pelos anjos Malachim.

    Desejo agradecer ao Rabino Avraham, esta oportunidade de estudar este assunto tão importante, um ensinamento especial que vem para orientar nossa vida.

    Tudo de bom,

    Francisco Fernando Sousa.

    QUE PENA QUE NÃO FOI MAIOR, PORQUE ESTÁ EXCELENTE! PUBLIQUE-O NO BEIT ARIZAL, NO LOCAL APROPRIADO. CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM

  3. TODOS DEVEM LER E MEDTIAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Shalom,

    Rabino Avraham e companheiros da comunidade retidão noética,

    Solicito licença para expor breve comentário sobre o shiur “Angeologia Judaica 4” publicado em: http://beitarizal.org.br/2013/03/03/angeologia-judaica-4/

    De início o Mestre nos ensina que o tema deste shiur tem relação com as porções Bô e Bechalah (CUIDADO COM A GRAFIA, É “BESHALACH”. RAB. AVRAHAM) que tratam da formação do Bnei Israel, após a saída de um cativeiro violento – físico e espiritual – na sequência de uma sequência de testes, provas de fé e milagres os quais tem o seu ponto crítico com a abertura do Mar Vermelho. E, após estes eventos extraordinários, levando o povo de Israel, agora já formado, rumo ao Sinai para o recebimento da Torá.

    Se compreendi minimamente esta introdução, o Mestre ressalta que há uma dificuldade da maioria das pessoas entenderem que a Torá não é um conjunto normativo, mas a planta da arquitetura completa de tudo e todas as coisas, do homem individualmente (e sua alma) até mesmo da estrutura do universo. Daí que, num certo grau e nível de desenvolvimento, a pessoa que estuda com disciplina a Lei Divina, perceberá o que a porção, de forma vivificada, quer trazer para ela e o seu momento de vida específico de forma necessário e impactante.

    Solicito licença para relatar que, nos momentos iniciais da oitiva do shiur, em alguns trechos, de algumas porções, por alguns segundos, há, de fato, um impacto, algo vivo e muito pessoal que fala diretamente conosco. Não saberia como traduzir em palavras, mas é como se a mensagem fosse para mim de forma clara e é possível “sentir” que a instrução toca. Experimentei isto algumas vezes por alguns segundos. E o interessante é que se lido a mesma porção dias após, o “impacto” não é o mesmo. Eu não diria que é “coisa da minha cabeça”, pois sei que foi uma experiência sutil, mas real. E dou graças a Ele por isso. (ISSO É UM RELATO MUITO IMPORTANTE… RAB. AVRAHAM)

    Retornando ao shiur, o Mestre nos ensina que os Sábios admoestam a viver a parashá e também de acordo com o seu (nosso) tempo. Num sentido prático, confrontar criticamente numa autoanálise de consciência como está a sua vida e o que a parashá reflete ou quer instruir para nós num sentido particular e único. Este entendimento é fundamental para compreender em que grau a parashá da retirada do Egito se comunica com as nossas vidas.

    Explica o mestre que todo este assunto possui uma relação com as pragas lançadas sobre o Egito. Mitsrayim “restrição”, uma klipá (“casca”) que perfaz um o cativeiro severo que subjugou o povo a diversos níveis de impureza. Daí que, para enfraquecer estas cascas, foi necessário o envio das pragas, que demoliram a civilização do Egito. Os Sábios comentam que, no momento do fechamento do mar vermelho, todo o exército se afogou, exceto, o Faraó, justamente, para ser testemunha do poder de Hashem.

    Como foi ensinado nesse shiur, a parashá não revela apenas uma dimensão temporal, mas também o futuro. Desta maneira, expõe que hoje, na atualidade, vivesse um cativeiro também, entretanto, psicológico e espiritual. Se outrora o cativeiro no Egito era algo evidente e objetivo, nos dias de hoje tem-se cadeias mais sutis, opressões “sedutoras” que cria um mundo de ilusória felicidade, mas, de fato, é uma seara de escravidão. Com a permissão do Rabino, incluí o termo “sedutora”, pois sinto que a escravidão contemporânea cativa, pois acaricia maliciosamente e alimenta o ego, a vaidade, o orgulho e a ostentação pessoal como sendo a falsa realização pessoal e a razão última de nossas vidas. Ora, tudo isto é ilusão e tolice. Confesso que já alimentei tal ideia em minha vida, que D-us me dê graça e força, todos os dias, para eu não incorrer no mesmo engano novamente.

    Retornando ao shiur diz o mestre que não se pode apenas ler a narrativa das pragas do Egito como um evento pitoresco. Todavia, trata-se de algo violento, forte e de ruptura profunda do paradigma e forças da época. Para compreender minimamente o que as pragas significaram pode-se imaginar a derrocada de todo o sistema financeiro global, reservas de ouro, câmbio, comércio internacional ou algo similar. Trata-se, de uma ilustração, mas algo que representa, em certo grau, o que representou a intervenção divina para a retirada do Povo Judeu de dentro de Mitsrayim.

    Se compreendi algo num grau mínimo, a derrocada do Egito é algo que pode-se repetir na atualidade em razão da fragilidade de tudo o sistema de governo humano. Portanto, conclui-se que o mundo da atualidade é um mundo de tribulação. Trata-se de um mundo de tribulação em razão da arrogância, sofrimento, dor e o que alguns denominam por injustiças. Com a permissão do Rabino, confesso que, às vezes muito da minha ansiedade, num certo grau até mesmo inconsciente, vem do medo do agravamento dessas tribulações.

    Em retorno ao shiur, e considerando que a Torá trata de acontecimentos de todos os tempos, “hoje já acontece uma espécie de apocalipse”. Contudo, as pessoas são superficiais demais para perceber a sutileza destes estados do mundo e da vida delas. Segundo os sábios, vive-se um apocalipse psicológico (e moral) no qual há uma perda total de referência e verdades são tomadas como mentiras e vice-versa. No meu mínimo entendimento: o que é errado (perante a Torá) é alçado como direito em lei e o que é certo e meritório é desprezado e discriminado. Observa-se tal constatação na realidade social atual. Em suma, o apocalipse interior das pessoas ressoa para o âmbito social e pouco sabem o que fazem das suas vidas e também do seu papel na coletividade.

    O mestre revela que, de acordo com o Ari”zal, uma das perguntas feitas à pessoa, após a morte, é se ela desvendou o seu propósito neste mundo, ou seja, o seu tachlit. A maioria das pessoas cruzam a vida sem o mínimo entendimento do propósito de sua vida (tanto na dimensão com Hashem quanto com a coletividade), e ficam entretidas com hobbys, “brinquedos de adultos”, sendo tudo isso distrações da compreensão de objetivo espiritual. Confesso que há alguns meses pensei em colocar esse “véu” sobre meus olhos e me dedicar a ser expert numa dessas tolices. No fundo era uma tentativa vã de preencher minha vida com algo. De fato, era uma klipá para eu me auto-enganar e evitar encarar a verdadeira comissão de todo homem e da humanidade, que é buscar a D-us. Nossa vida somente pode ter sentido, significado e êxito com a vida de Torá e buscar a D-us.

    Voltando ao Shiur, o Mestre passa a nos ensinar sobre os “anjos guardiões”. Nessa ambiência de “apocalipse moral-psicológico”, os Sábios revelam que há uma ministração direta destes “guardiões” diretamente na mente dos homens, mas, trata-se de uma influência negativa inicialmente em pensamentos até transbordar em ações (sobre pensamentos e ações devemos retomar o que foi revelado no trecho do livro “A Bondade para Avraham” com acompanha a porção Vaera deste ciclo de estudos). E para o meu espanto particular, o Mestre revela que esses “anjos da guarda”, de forma própria e como tratado pelos Sábios, são ministradores negativos das mentes e corações, notadamente, aqueles que regem as diferentes nações, e cita o livro de Daniel, capítulo 4, que relata fatos da vida de Nabucodonosor. O Mestre expõe como gravosa é esta influência angélica e como pode levar o homem até mesmo a graus de loucura e rebaixamento ao ponto de animalizá-lo. A influência destes seres guardiões é tão constante e pulverizada que levam inúmeras pessoas a graus e tipos diferentes de doenças mentais que só não são percebidas pela sociedade em razão do grau de obscurecimento da percepção desta. Se num sentido a ministração exposta é gravosa, noutro extremo, muitas vezes é a única forma de forçar a pessoa, num estado tal, que ela sufocada acaba por gritar por socorro a D-us e daí ter impulso para romper com este estado de arrogância e distanciamento de D-us. Se compreendi minimamente a lição do Mestre e se meditei de forma correta sobre minha vida, confesso que muitas vezes, Hashem “me puxou de volta” após permitir, em Sua sabedoria, que, num certo grau e modo, eu fosse afligido, talvez, inclusive por estas entidades ministradoras. Sob censura do Mestre, não sei se falo alguma tolice, mas foi uma conclusão que cheguei ao olhar para minha vida nos últimos 20 anos ou mais em confronto com a parashá.

    Retomando ao shiur, o Mestre nos ensina que a influência angélica neste mundo físico é algo real, sutil, comporta uma lógica Divina e está afastada do entendimento ordinário. Alcançá-lo demanda fé, estudo e revelação Divina (luz). E explica que este entendimento desta mecânica de influências é a porta para compreender porque tantos pensamentos, obsessões e formas desordenadas de deliberações que tanto já atrapalharam nossa vida. Confesso que não tenho a mínima ideia como se opera tais influências, mas meu feeling aponta que há barreiras mentais insistentes em minha vida que são ministrações externas – não sei se angelicais ou culturais ou familiares – mas, o fato é que sinto que elas me impedem de crescer como homem (dentro de minhas limitações). Mas, aguardo em Hashem e em Sua misericórdia por ela ruptura, que seja muito em breve. Amém.

    Diz o mestre que o homem moderno engana-se ao crer que seus problemas psicológico/espirituais são oriundos de agora. Pelo contrário, tais questões ocorreram desde o início da criação do mundo. Desde Adam há estas questões de confusão mental que culminou com a transgressão da única lei que existia para ele. A questão primordial é que Adam, apesar de receber a incumbência espiritual de cuidar do Gran Éden, acabou por se identificar em demasia com o físico, assim como seus descendentes (nós inclusive, assim entendi). Trata-se de uma característica humana, tanto é que o Sábio Rashi comentando a Parashá Shelach sentencia: “Os olhos veem, o coração deseja, e as mãos agem”. Em contra partida, “o que não vemos ficamos frios”. Confesso que incontáveis vezes vi, desejei e, num certo momento, acabei colhendo dor. Noutro extremo, mas poucas vezes que vi, desviei o olhar, “soprei” para fora a imagem e seus pensamentos não retificados, apresei o passo e substitui por uma recitação, acabei sentindo uma pequeníssima alegria e leveza.

    O mestre nos ensina que “vivemos um mundo, uma humanidade que tem uma identificação muito acordada de todas as necessidades físicas, todos muito conscientes de todos nossos desejos […] somos acordados para o assunto de materialismo”. Em contrapartida, o lado espiritual é relegado e deixado de lado pela maioria ou, então, é distorcido para ser formatado ao gosto do indivíduo seus critérios de justiça e amor próprios. A ciência até mesmo explica que essa fixação à dimensão física tem uma explicação bioquímica. O indivíduo na sua hipersensibilidade ao físico busca saciar esse “abstinência” de estímulos físicos, que estimulam reações biológicas e químicas. Neste cenário, a pessoa torna-se uma escrava de gatilhos emocionais e de sentimentos sempre reagindo (e às vezes buscando) esses estímulos e conclui (equivocadamente) que esta busca de saciar estímulos é que é a sua vida ou mais que é o que ela é como indivíduo.

    O Mestre segue ensinando que, sendo o indivíduo (a maioria) negligencia da dimensão espiritual do seu ser acaba transpassando este atributo para o seu subconsciente. Na medida que a maioria das pessoas ignora o trabalho no campo consciente de seu lado espiritual, automaticamente, elas estão inconsciente dele, por definição essencial e necessária. O problema é o indivíduo é treinado por uma sociedade sem D-us, que toda vez que a pessoa vai entender o que é este lado espiritual ela reage mal, automaticamente, porque a espiritualidade fala que muitas coisas do seu lado físico precisam de retificação, de aperfeiçoamento e o homem com seu amor próprio exacerbado repudia tal confronto.

    E continua o Mestre uma das consequências do pecado de Adam foi a separação entre consciente e subconsciente. E por que esta questão é relevante? Porque consciência e santidade são assuntos paralelos e interdependentes, uma pessoa só é lúcida e consciente de fato, quando ligada a D-us, revela o Rabino Avraham.

    Tal atributo da consciência e sua ligação com D-us não pode ser confundido com inteligência ou carisma, como alerta o mestre. Essa inteligência ou o carisma nada mais são reflexos, espelhamentos da dimensão da “árvore do mal”, o antagonismo da Etz Chayim. Contudo, essa engenharia de vivacidades são alimentadas por klipots, que inclusive dão a falsa e enganosa sensação para o detentor de tais carismas que não há mal algum sendo ali praticado. O agente segue sua cruzada perversa com a consciência entorpecida, contudo, sua inteligência – fomentada pelas cascas – lhe informa continuamente que “tudo está certo e é bom”.

    O Rabino dá seguimento – agora abordando a dimensão contrária – e nos ensina que o aspecto retificado da severidade é a necessidade de limites, afinal, “os limites são santos”. Contudo, limite também pode tomar formas degeneradas como autoritarismo e atos de violência.

    E neste momento o Rav nos lembra que há uma lei espiritual conectada com limites: “medida por medida”. Ou seja, aquilo que a pessoa faz reflete em sua vida de acordo com o juízo Divino. Se entendi algo, a questão é que a pessoa se levanta e se propõe a um êxodo deste caos (Egito) há uma reação forte do lado negativo. Se o Rabino me permite perguntar: essa reação das cascas seria algo similar, em tensão e violência, aos exércitos do Faraó perseguindo o povo de Israel em sua saída do Egito?

    Por fim, a pior escravidão é aquela que não se identifica fisicamente, mas a psicológica, a sutil, a mental que, se entendi minimamente, é esse ciclo de busca essencialmente material e focada na satisfação sensorial, que é a rotina ilusória para se camuflar o ego e as forças negativas, que corroem a verdadeira essência do indivíduo. Que D-us não permita.

    Agradeço o Mestre e amigos pela oportunidade de fazer meus comentários.

    Obrigado.

    Shalom!

    Gustavo

    EXCELENTE! APÓS A CORREÇÃO DA GRAFIA NO INÍCIO DO TEXTO, O MESMO DEVE SER PUBLICADO NO BEIT ARIZAL, NO LOCAL APROPRIADO. E VOCÊ, CONTINUE ASSIM. RAB. AVRAHAM.

  4. Pela Graça de D-us,

    Shalom Rabino Avraham e amigos,
    Peço licença para expressar um pouco meu entendimento do shiur Angeologia Judaica 4. Tentarei expor alguns aspectos que mais me chamaram atenção.

    Rabino inicia o shiur comentando a respeito de alguns aspectos relacionados à questão do “tempo”, explica que devemos viver de acordo com a parashá da semana, trazendo ela para nossa realidade de acordo com o nível e grau de cada individuo. É trazido que a Torá é um “mapa” de toda a Criação. E muitos por não entenderem o que isso representa vivem em uma grande limitação, sem entender como utilizar seu tempo corretamente para seu crescimento espiritual.

    Todo o cenário que ocorreu em mitsrayim, desde o exílio, as dez pragas e a dramática saída do povo de Israel, sendo perseguidos pelos egípcios e Faraó, nos permiti entender muitas coisa em nossa realidade contemporânea. O Rabino faz uma analogia do cenário antigo vivido por Israel trazendo esse mesmo cenário para a nossa realidade, e esse acontecimento é vivenciado hoje por todos nos de uma forma particular. É explicado que estamos vivendo em um “cativeiro”, onde a ocultação da presença de D-us é bem evidente. Esse mundo é um Egito. O que entendo que aqui você passa por um desenvolvimento para aprender a sair de um sistema criado por D-us para trazer o homem de volta a sua origem, transcendendo as limitações que aqui existem no tempo/espaço. E somente quando isso ocorre é possível cumprir as mitsvot e estudar a Torá, alcançando as revelações que estão neste “mapa” da Criação até se conectar perfeitamente a Hashem.

    Quando eu conseguir eliminar as “amarras” que me impediam de enxergar a verdadeira realidade de D-us (SINTO, MAS ISSO NÃO OCORREU PARA VOCÊ E NEM PARA NINGUÉM. QUEM SABE, QUANDO MASHIACH CHEGAR. SE TRATA APENAS UM “CONCEITO”, UMA ABSTRAÇÃO QUE VOCÊ ARTICULOU DE MODO IMODESTO, MAS NÃO VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ FALANDO. CUIDADO COM ISSO, POIS VOCÊ ÀS VEZES FAZ ISSO, QUANTO “INSERE” ALGUM PENSAMENTO ENTRE OS QUE OUVE DE UMA AULA, COMO EU JÁ LHE DISSE RECENTEMENTE. RAB. AVRAHAM), percebo que foi exatamente aí que conseguir receber a Torá em meu coração, por assim dizer, sendo que agora aprendo a receber de forma correta. E isso causou em mim uma transformação interior profunda, que nesse momento ainda não consigo explicar perfeitamente todo esse processo. Ao começar entender esse “mapa” tenho percebido que toda a minha estrutura física e emocional está se modificando, fazendo expandir o desejo que sinto de alcançar uma perfeita transformação que me fará adentrar ao mundo espiritual, mas agora sem qualquer ilusão transmitida pela realidade material. (REPITO O QUE DISSE ACIMA, VEZES 10… RAB. AVRAHAM)

    O Rabino explica que o processo de ilusão cria para o mundo uma “mascara” muito perigosa. Dentro do que entendo, e pelo fato de também ter vivenciado essa ilusão em algum grau, eu posso falar que as pessoas criam essas mascaras porque elas pensam que tudo que elas enxergam em sua realidade é o que é. Elas não entendem que aquele aspecto existe dentro delas, e a realidade vivenciada por elas é somente uma fotografia daquilo que é experimentado em seu interior. Somente quando a pessoa consegue remover essa mascara, ela passa a ter sabedoria, entendimento e conhecimento para lidar com todo esse sistema Criado por D-us (REPITO O QUE DISSE ACIMA, VEZES 10… SUA SIMPLIFICAÇÃO LITERAL DAS COISAS É PERIGOSAMENTE ILUDIDA. NA MELHOR DAS HIPÓTESES, É UM PROCESSO DE UMA VIDA INTEIRA .VOC~e NÃO TEM ESTE DOMÍNIO DE FORMA ALGUMA, E SÓ DE ACHAR QUE O TEM,REVELA ALGO PROBLEMÁTICO NA ESSÊNCIA. RAB. AVRAHAM). E isso não ocorre pelo seu próprio esforço (ERRO SEU NOVAMENTE. NOSSOS ESFORÇOS PRÓPRIOS SÃO CHAVE PARA O PROCESSO EVOLUCIONÁRIO. RAB. AVRAHAM), mas Hashem permiti vários acontecimentos que impulsiona a pessoa a desejar sair desse exílio ou ilusão.
    Em nossos dias a grande maioria das pessoas são resistentes ao toque de D-us, elas não se importam muito a forma que levam a vida. Por isso o mundo vivi em uma grande tribulação como explica o Rabino, muita confusão entre as pessoas, arrogância, prepotência, que é misturado com sofrimento, dor, etc. Todos esses aspectos trazidos pelo Rabino é muito presente hoje no mundo. As pessoas julgam todo esse caos como sendo uma grande injustiça. Hoje eu entendo que não é precisamente uma injustiça, mais que o mundo tem passado por um desenvolvimento para chegar a uma correção, e isso é muito bem descrito pelos profetas. Como é trazido pelo Rabino Avraham, hoje já vivemos um “apocalipse”, toda espécie de “pragas” está sendo transmitidas as pessoas porque insistem em permanecer na superficialidade. São afetadas por “doenças psicológicas”.

    De acordo com minha percepção desse “apocalipse” descrito pelo Rabino, seria uma Dupla ocultação da Luz Divina, as pessoas estão sendo transformadas de forma inconsciente através da dor e sofrimento. É muito fácil perceber todo esse cenário descrito no shiur, é só ficar um instante sentado em qualquer praça da cidade ou em qualquer local publico e observar o comportamento das pessoas, elas culpam D-us o tempo todo, existe muito conflito, discórdia e arrogância entre elas. Mesmo aqueles que possuem status, dinheiro, poder, que aparentam ser equilibrados, sofre na verdade do famoso transtorno bibolar. Percebo que são os mais afetados psicologicamente em um momento de crise, como está que estamos vivendo no mundo, a crise financeira. Ter algo e ao mesmo tempo ter a sensação de que não tem nada é algo terrível… é um grande tormento.

    O Rabino explica que muitas pessoas levam a vida sem descobrirem o seu verdadeiro propósito, criam distrações de vários tipos. Dos exemplos citados, percebo que o “vazio” existente nas pessoas é um começo para que elas em um certo tempo descubram o seu propósito no mundo. Falo isso porque ao longo da minha vida tive desejos/distrações que me levaram a entender que existia algo além daquilo que achava que era importante. E foi nesse exato momento do “vazio” existente em mim, que pude sentir que existia algo maior, elevado, e muito significante, descobrir o Criador, no sentido de conhecê-lo (JÁ TRATAMOS DISSO RECENTEMENTE. SERÁ MESMO QUE VOCÊ TEM IDEIA DO QUE SIGNIFICA ESTAS FRASES SOLTAS? RAB. AVRAHAM). Por isso, dentro do que já vivi e aprendi com queda e subida, percebo que existe uma “força” que ao mesmo tempo em que ela oculta a verdadeira realidade, ela revela algo por traz dessa ocultação para te mostrar o que precisa ser transformado/corrigido.

    Eis o papel fundamental dessas “forças” angelicais que influenciam a “mente e corações dos homens” como traz o Rabino. É explicado que esses anjos atuam para induzir o homem a uma serie de pensamentos que iram refletir em seus comportamentos. Esses anjos influenciam a vida do homem para que eles sintam a necessidade de clamar por Hashem, explica o Rabino. É nos momentos de grande angústia que o homem percebe a sua insignificância e olha para o alto e se rende ao Criador, com humildade e grande temor. Penso que esse processo é algo muito dramático, mas ao mesmo tempo transformador e especial. O Rabino cita o Rei Nabucodonosor, que somente depois de ter passado por uma grande provação, para rebaixar o seu orgulho, ele conseguiu se render a D-us e reconhecer que tudo vem Dele. Outro exemplo que o Rabino cita foi às pragas que assolaram o Egito, e que tinha esse propósito de fazer com que o povo clamasse a Hashem para ajuda-los. Resumidamente entendo que os anjos guardiões atuam para que o homem possa reconhecer a grandeza de D-us no mundo, e dessa forma descobrir o propósito de suas vidas, como também de toda a Criação. O propósito primordial da humanidade.

    Na segunda parte do shiur Angeologia Judaica 4, o Rabino Avraham explica de forma mais detalhada a questão da doença mental que é causada pela atuação desses anjos guardiões. É explicado que o homem contemporâneo pensa que todos os seus problemas existenciais e espirituais são recentes. No entanto, “o primeiro problema espiritual/homem ocorreu logo no inicio da criação do mundo”. Esse acontecimento ocorreu com Adam, que desobedeceu ao ordenamento de D-u, que era guardar o Jardim, deste então, após a queda toda a humanidade foi afetada e passou a ter um desvio, a identificação com a realidade física.

    Essa explicação do Rabino me chama muito atenção, porque de fato percebo o quanto é difícil para o homem se libertar da escravidão imposta pelo mundo físico, as preocupações financeiras, emocionais, cobiça, tudo que envolve o materialismo, lá o homem está presente. Eu tive momentos que estava muito mergulhada nesse mundo materialista, e pude sentir que nessa dimensão tempo/espaço é muito limitado, tudo aqui é superficial e monótono. Sempre as mesmas coisas, homem deseja algo, é preenchido, depois ele passa novamente a querer algo, e assim virá um circulo vicioso. Doenças psíquicas são injetadas nas pessoas devido a essa intensa correria em busca de desejos tão transitórios e temporários. Elas desconhecem o lado espiritual, são apenas “corpos reagindo a estímulos” devido à fragilidade da consciência imatura.

    O Rabino explica que a pessoa que não está consciente de seu lado espiritual ela está inconsciente. Isso se deve ao fato de que desde a queda ocorreu à separação do consciente e subconsciente. Por isso é muito difícil perceber D-us através do aspecto físico somente, é necessário adentrar ao mundo espiritual para conhecer a D-us.
    É explicado a respeito da lei “medida por medida”, que ensina que Hashem sempre nos recompensa de acordo com as nossas ações. Esse conceito trazido pelo Rabino me faz refletir de como é importante exercermos o livre-arbítrio com responsabilidade. A nossa missão no mundo é alcançar o nível da espiritualidade novamente, qualquer atitude, seja ela boa ou não realizada pelas pessoas, ativa uma reação de efeito em cadeia. O tempo cria muitas vezes em nós uma ilusão da aleatoriedade, quando na verdade, existe uma ordem perfeita de tudo.

    O espaço/tempo é a razão pela qual a vida parece ser enlouquecedora, caótica, totalmente fora do controle. Mas em algum momento sempre somos surpreendidos por acontecimentos que são frutos de ações não retificadas que foram cometidas em algum momento em nossa vida. Pode passar leves meses. Anos. Décadas. Mais um dia teremos que corrigir. Isso é o que entendo de “medida por medida”.

    Graças a D-us, estamos desfrutando de uma nova percepção da realidade que chega até nós como um “beijo” de Hashem. Fomos impulsionados até aqui, próximo de um Pai tão acolhedor e zeloso que é o nosso Rabino Avraham, para aprendermos como atuar nesse mundo e assim aprender a emular o Criador. Que possamos continuar firmes nesse propósito e nunca perder o “foco”, e assim sermos cada vez mais preenchidos por esse desejo de completa adesão com D-us, que na era de Mashiach será completo.

    Agradeço aos amigos por lerem meu comentário. Peço desculpa ao Rabino Avraham por qualquer erro de entendimento, desde já agradeço ao Mestre pela atenção e correções. D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

    REVEJA E MEDITA SOBRE AS MINHAS CORREÇÕES E CORRESPONDÊNCIAS. VOCÊ PRECISA SE VER COM OLHOS REALISTAS, O QUE É MUITO BOM E SAUDÁVEL, E TOMAR GRANDE CUIDADO COM AS “GRANDES AFIRMAÇÕES”, DA EPIFANIA ETC. É PRECISO CAMINHAR NO CAMINHO DO MEIO, COM CALMA, MODÉSTIA E HUMILDADE ACIMA DE TUDO. ISTO É IMPERATIVO PARA O EVOLUIR REAL E ASSIM E SOMENTE ASSIM, REJEITAR AS ILUSÕES. MEU OBJETIVO AQUI NÃO É CORTAR SEU ENTUSIASMO, MAS DIRECIONÁ-LO DE MODO APROPRIADA. AS KLIPÓT ATUAM TAMBÉM, COMO EU EXPLICO EM MINHA OBRA, SE TRAVESTINDO EM “VISÕES APOTEÓTICAS DE SANTIDADE”, PORTANTO É IMPORTANTE CAMINHAR COM ZELO E CAUTELA, SEMPRE. SIM, COM ALEGRIA, COM UM FOGO ARDENTE (QUE APARECE – GRAÇAS A D’US – NESTE COMENTÁRIO SEU TALVEZ PELA PRIMEIRA VEZ), MAS NÃO UM “FOGO ESTRANHO” QUE SÃO AS HERESIAS E DISTORÇÕES DA VERDADE. NA ESSÊNCIA, TUDO O QUE VOCÊ DISSE FAZEM PARTE DAS REALIDADES QUE IDEALMENTE SERES HUMANOS ALTAMENTE EVOLUÍDOS PODEM OBTER EM ALGUM NÍVEL. MAS, VOCÊ NÃO ESTÁ NESTE NÍVEL AINDA, PORTANTO EU CUIDO DE VOCÊ PARA QUE NÃO TROPECE, QUE D-US NÃO PERMITA. AS OUTRAS PARTES DO SEU TEXTO QUE NÃO TÊM CORREÇÃO, ESTÃO MUITO BOAS EM TODOS OS SENTIDOS. RAB. AVRAHAM

  5. Shalom Rabino Avraham e amigos,

    Rabino grata pelas correções. Entendo as observações que o sr. fez, estarei meditando nelas e retificando. Peço licença só para explicar quando disse que removi todas as “cascas” e agora possuo liberdade, ou qualquer coisa parecida. Quando disse que conseguir eliminar as amarras que me impediam de enxergar a verdadeira realidade de D-us, estava me referindo a minha realidade de enxergar Ele, e não como se estivesse saindo da minha e adentrando a realidade Dele, e agora estivesse conhecendo a D-us claramente em Sua essência (ISSO É HEREGE E ABSURDO. NÃO EXISTE ISSO, NÃO USE SEQUER ESTA EXPRESSÃO. NINGUÉM JAMAIS ALCANÇOU ISSO, POIS NÃO FAZ PARTE DA CAPACIDADE HUMANA. RAB. AVRAHAM). Não foi esse o meu pensamento (BEM, FOI O QUE VOCÊ ESCREVEU AQUI, E AGORA VIR NEGAR ISSO NÃO PROCEDE. RAB. AVRAHAM). Para mim, o que descreveria como sendo uma verdadeira realidade de D-us é estar incorporado em um ambiente correto, que segue os ensinamentos verdadeiros de Torá, sem ilusões. E estando nesse ambiente penso que a Luz de D-us é atraída (“LUZ ATRAÍDA”??? NÃO EXISTE ISTO. É PRODUTO DE IMAGINAÇÃO. VOCÊ ESTÁ TENTANDO – COMO FAZ NORMALMENTE – “RACIONALIZAR” COISAS QUE NÃO COMPREENDE. RAB. AVRAHAM) a todos que são corrigidos de seus erros, alcançando temor a D-us e consequentemente amando Ele com todo coração (UM IDEAL…). É aí que de acordo com meu pequeno entendimento (INFELIZMENTE, ESTA “MODÉSTIA” NÃO ESTAVA PRESENTE NO SEU OUTRO TEXTO… RAB. AVRAHAM) penso que recebo a Torá em meu coração e consigo alcançar alguma transformação na minha vida, o que é apenas o início de um processo que somente terminara “quando Mashiach chegar”.

    Seguirei as palavras do sr.- “você precisa se ver com olhos realistas…”, devo equilibrar as minhas expressões na escrita para não cair no erro (VOCÊ JÁ CAIU NO ERRO, E ME PREOCUPA ISSO, POIS EM CONTRAPARTIDA, SEU RECONHECIMENTO DO ERRO É BEM MENOS EFUSIVO… RAB. AVRAHAM) Graças a D-us que tenho o sr. para corrigi-los. Mas uma vez obrigada pelo zelo e palavras doces. D-us abençoe.

    (PREOCUPADO… RAB. AVRAHAM)
    Respeitosamente,
    Raquel

Nenhum comentário será respondido

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s