PARASHÁ YITRÔ 5774

TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

Shalom Rabino Avraham e amigos boa tarde, espero que estas palavras encontrem todos com a Paz.

Mais uma vez pedirei permissão ao mestre para dissertar sobre o entendimento que surgiu ao estudar a Parashá Yitrô: http://beitarizal.org.br/2014/01/17/yitro-as-instrucoes-da-tora-para-os-nao-judeus/ .onde o mestre esclarece detalhes importantíssimos sobre a relação dos não judeus com as Sete Leis e também com o Bnei Israel e a Torá de Hashem.

O Mestre começa a aula falando. ”Apesar de parecer estranho que um não judeu perguntasse para um Rabino, uma questão, uma duvida de como agir na sua vida, de fato isso deveria ser comum, afinal existem muito mais não judeus no mundo do que Judeus, e cada um dos não judeus deveriam estar preocupados com suas responsabilidades de como cumprir as Leis de D-us”.

Hoje entendo através dos fatos, que a maioria das pessoas nas nações (inclusive a brasileira) não aprenderam respeitar as Leis do Criador, com isso não desenvolveram sensibilidade para reconhecer quem realmente vive de acordo com a Verdade do UM (abençoado seja Ele), lembro que alguns meses após o nascimento a maioria das crianças no Brasil recebem algo como o primeiro ‘espinho’ idolatra, tudo isso em perfeito consentimentos dos pais que os chamam de ‘xatismo’. A partir deste momento passa a valer as imagens idolatras tanto em casa, quanto na escola, nos meios de comunicação e poluições visuais estão por toda parte, digo isso por ter vivenciado uma situação e acredito que muitos dos brasileiros não saberiam decifrar/identificar entre um Judeu com vestimentas tradicionais e um destes xadres que cultuam cerejas, infelizmente a cultura ensina somente a doutrina xstã.

Quando jovens são escravizados pela maquina da corrupção que fomenta a baixa qualidade de ensino e os mantêm preocupados em ganhar o sustento, muitas vezes ainda em idade de formação das faculdades mentais que o definiria como um cidadão livre para pensar e escolher caminhos que deveriam ser apresentados junto com oportunidades de escolha dentro do sistema de ensino que é meramente acadêmico, não estimula os conhecimentos distintos e profundo, como o ensinar que o aluno tem uma alma e que ela também pode ser trabalhada, melhorada para assim servir ao Criador com alegria.

Então quando adultos a maioria não define sobre a fé, convivem em ambientes seculares, rodeados de manias, gírias e vulneráveis a qualquer charlatão que apresenta algo como sendo feito por fulano ou beltrano, famoso que virou moda etc. Entendo que desta forma começa a despertar ainda que a anos luz um minusculo entendimento destorcido do que é material e espiritual. É ensinado que quando a providência Divina desperta nestes cidadãos alguma esperança de entender algo santo, eles estão presos ao passado, dentro de suas materialidades racionais, não conseguem escapar das cascas, porque a arrogância egocêntrica de muitos anos está tão enraizada que somente pela misericórdia do Criador é possível de respirar na tentativa de sobrepujas estes obstáculos que servirão como ‘base’ para uma nova fase se D-us quiser.

Então para os persistentes que acreditaram sem conhecer que existia um elo chamado Fé, agora com outro olhar circunferencial, poderão identificar mesmo que minimamente, através das palavras de um Justo, que transmitem confiança e sabedoria, tomar coragem e perguntar, “como posso fazer para melhorar meu modo de vida” e andar nos caminhos do Criador?.
Graças a D-us quem chegar a este ponto poderá ser ainda mais abençoado e encontrará um mestre como o Rabino Avraham, que dedica obras e obras, tempo e investe energia Santa em prol destes guerreiros escolhidos que agora receberam a incumbência de cumprir as Sete Leis e suas ramificações, muitos sofrem transformações e são permitidos de trilhar o caminho no monte do S-nhor. Outros suportam o suficiente providenciado e seguiram suas vidas com experiencias mínimas vivenciadas que levaram até o fim dos seus dias. Para os que permanecem o mestre com carinho de pai se encarrega de guiá-los dentro das Sete Leis através das obras escritas e digitais, muita coisa precisa ser mudada e o aprendizado exige disciplina e dedicação incondicional para que tenha consistência e gerem frutos, assim entendo a interrogativa introdutória do mestre.

“Naturalmente se existir uma ‘ponte’ de comunicação para estes assuntos civis entre não judeus eu Rabinos… isso é ideal mas talvez seja algo para uma próxima etapa no desenvolvimento cultural brasileiro Judaico e também dos Bnei Noach”.

Com pequeno entendimento, acredito muito que seja possível um dia se D-us quiser a comunidade judaica no Brasil possa ter ao seu lado uma comunidade fundamentada e consistente de Bnei Noach, que ao seguir com diligencia as Sete Leis poderam despertar confiança e respeito merecido ao povo Santo hoje em (diáspora) pelo mundo, assim estreitar os laços de amizade em algum nível para que haja colaboração mutua e assim fomentar junto as entidades governamentais, adequação/formação de leis que venham convergir com os ensinamentos da Torá para as nações, para que as leis do pais possam ser alinhadas e respeitadas.
Entendo conforme os ensinamentos do mestre, que os Bnei Noach, não são permitidos de ter um dia da semana para que seja denominado dia de descanso, pois não nos é permitido em nem uma hipotes o cumprir do Shabat, e também se escolhermos o domingo estaremos aderindo o dia denominado ao idolatras assim como os feriados considerados pelo estado como dedicado a ídolos e demais seguimentos profanos, (que D-us não permita), então para que aja equilíbrio é necessário o desenvolver de comunidades autênticas e pessoas com envolvimento e liberdade para exemplar junto as nações de forma natural e sensível, pois como dito os brasileiros “não suportam” serem disciplinados, então reflito sobre a necessidade de seguir os passos de cada um em particular, algo que demanda muito trabalho e dedicação.

Agora “nem tudo que reluz é ouro”.
O mestre exemplifica através desta frase o perigo que as nações correm, com as heresias abundantes no mundo, em nosso país vem se desencadeando uma leva de movimentos que imitam cultos de diversas crenças e também do Povo Santo, se auto denominam ‘cabeça’ e levam multidões a pecarem com imitações de leis e vestimentas, vendem produtos e fomentam distorções nos mandamento do Criador. Também existem grupos de pessoas neutras a qualquer doutrina religiosa ou filosóficas, pois entendem que não é necessário envolvimento para que vivam suas vidas. Entendo que existe um grande potencial nestes grupos e possíveis de serem trabalhados para que a eles sejam apresentadas as Sete Leis de forma natural que é vivenciado a cada dia, apenas é preciso despertá-los para que possam fazer a diferença nas nações se D-us quiser.

“O mais importante para um noético é ele cumprir com o desejo de D-us, que deu sete categorias de Leis e eles devem evitar qualquer desejo fruto de impurezas, de querer se aparentar e imitar judeus, um Ben ou Bat Noach pode se retificar e possivelmente até adquirir uma medida de Santidade, mas ele vai ter que lutar contra a contaminação secular que esta impregnada nele… busco proteger verdadeiramente os Noéticos raríssimos que se mostram sinceros, humildes que entendem a necessidade de correção e que aceitam isso com alegria no coração, essas pessoas iram crescer sim se D-us quiser e vão contribuir para a retificação do mundo e pra vinda do Mashiach”.

Humildemente agradeço o Rabino Avraham pela oportunidade que estou tendo de ser corrigido, sei que dou muito trabalho ao Sr, peço a Hashem para que um dia todos os aspirantes a Noéticos se tornem verdadeiros Bnei Noach, e assim possamos honrar o mestre que tanto nos incentiva e corrige para que seguimos o caminho do meio se D-us quiser.

Obrigado por tudo amigos, força e coragem sempre, “Transformação e uma possibilidade real”.

Edson.

 

UM EXCELENTE COMENTÁRIO, MUITO DIGNO QUE DEVE SER POSTADO NO BEIT ARIZAL, NO LOCAL APROPRIADO. RAB. AVRAHAM

Uma opinião sobre “PARASHÁ YITRÔ 5774

  1. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia com o mestre explicando que a Parashá Yitrô relata a recebimento da Torá, pelo Bnei Israel, no Monte Sinai. Por extensão, prossegue o Rav, é aplicável, neste shiur, tratar das instruções da Torá para os não judeus – as halachót (leis) dos Bnêi Nôach. O Rav afirma que, apesar de parecer estranho um gentio pedir orientação a um rabino, de fato isso deveria ser comum, pois existem mais não judeus no mundo do que judeus, sendo os não judeus deveriam estar muito preocupados com suas responsabilidades haláchicas, ou seja, como cumprir as leis de D’us que foram outorgadas para o Bnêi Israel, mas o fato é que Hashem deu algumas mitsvót básicas – na verdade, categorias de leis com inúmeras ramificações –, para que os não judeus, que não receberam a Torá, pudessem saber como atuar nesse mundo, de modo a fomentar uma sociedade equilibrada e harmônica, certamente o que não está acontecendo agora, explica o Rav. É verdade, o mestre revela, que muitos não judeus estão preocupados sobre a sua porção no Olam Habá (Mundo Vindouro), no futuro, mas se as Nações não tivessem sido enganadas por religiões espúrias, a quantidade de não judeus que cumpririam as suas mitsvót, as quais eles foram ordenados, seria muitas vezes maior. O mestre afirma que é trágico que eles foram enganados, em crenças falsas e práticas, se desviando do caminho de Hashem O Rabino Avraham ensina que há toda uma literatura que discute as responsabilidades de mitsvót dos não judeus. Apesar de que foi Adam quem, originalmente, recebeu essas mitsvót, elas são normalmente referidas como Sheva Mitsvót Bnêi Nôach (Sete Mitsvót dos Filhos de Nôach), pois toda a humanidade descende de Nôach. Mais ainda, continua o mestre, um judeu deveria ter um conhecimento íntimo dessas halachót que se aplicam aos não judeus, uma vez que é proibido causar um não judeu de transgredir as suas mitsvót, e isso está incluído nas violações da Torá de “Lifnei iver lo sitain michshol”, ou seja, “Não coloque um obstáculo diante de uma pessoa cega”. Nesse caso, isso significa não causar uma pessoa de pecar, se ela é “cega” sobre a seriedade de sua violação, o Rav aqui citando o Talmud. Na verdade, o mestre prossegue, um não judeu precisa obrigatoriamente cumprir mais do que sete mitsvót, sendo que as sete mitsvót são categorias amplas. Além dessas, existem mitsvót adicionais, traz o Rabino.

    Quando tive contato com a obra de Torá do Rabino Avraham pela primeira vez, foi como se o mundo tivesse parado. Todos os conceitos que eu tinha, a respeito de religião em geral, foram “estilhaçados” pela verdade das palavras do mestre, foi algo tão forte que é difícil explicar. Pensava que havia apenas o que me foi apresentado no Brasil, e em parte do mundo, ou seja, os conceitos xistãos. Depois de muita pesquisa, estudo e comprovações, ainda não achei explicação melhor que a do Rav para, por exemplo, as entidades catalogadas no livro do mestre “Cuidado! Sua Alma Pode Estar em Perigo”, justamente as que presenciei pessoalmente em sonhos, e em outras ocasiões. Falo incansavelmente sobre isso, pois nunca havia lido algo tão “certeiro” e, ainda por cima, testemunhado por mim, algo de que não me orgulho nem um pouco, pois isso significa proximidade com a sitra achra, de acordo com os ensinos do Rav. As religiões não sancionadas pelo Eterno, ao invés de esclarecimentos, só me deixaram mais perdido. Em outras palavras, saber que eu posso seguir mitsvót específicas para o meu grupo espiritual, me ajudou para uma visão um pouco mais clara das coisas, e foi a melhor notícia que eu tive em décadas.

    De acordo com o Rav, as sete proibições cardinais que se aplicam aos não judeus são as seguintes:

    1) Avodah Zarah (Idolatria): é proibido, para um não judeu, adorar ídolos de qualquer espécie – a maioria das religiões do mundo são idólatras, em particular as religiões do oriente, traz o mestre. Apesar de que o xistianismo constitui idolatria para o judeu, existe uma disputa se é considerado idolatria para os noéticos. Alguns poskim (legisladores da Lei Judaica), segue o Rav, discutem se os conceitos estranhos sobre D’us, presentes nessa e em outras religiões (que tem uma base de várias misturas do Zoroastrismo, entre outras bases de origem pagã, que se misturaram, inclusive, com base judaica) realmente violam a proibição de avodah zarah, como foi ordenada para Adam e Nôach. Entretanto, a maioria dos poskim posteriores discutem que a crença xistã constitui avodah zarah, mesmo para um não judeu, traz o Rav. Inclusive, o mestre revela, há um conceito errado entre os judeus, que somente o xistolicismo é avodah zarah, mas não o protestanxismo. Segundo o Rav, isso não é verdade: a despeito da questão de violação, estritamente dita, todos os braços e tipos de xistianismo incluem crenças idólatras.

    2) Guilui Araiót: trata das relações ilícitas.

    3) Assassinato: inclui aborto, suicídio e eutanásia. A punição capital (pena de morte), quando é halachicamente autorizada, não viola essa mitsvá, pois a Torá requer que o cumprimento das sete mitsvót dos Bnêi Nôach seja garantido.

    4) Êiver min hachái: proibição de comer o membro, ou a carne removida de um animal que ainda está haláchicamente vivo, mesmo que o animal esteja morto. O mestre explica que os não judeus desconhecem se o abate do animal ocorreu enquanto haláchicamente o animal é considerado vivo. Se isso acontece, o Ben (filho) ou Bat (filha) Nôach estão violando a halachá de êiver min hachái, apesar de não ter o efeito na alma necessariamente como é para os judeus, o Rav explica.

    5) Blasfêmia: o não judeu que xinga Hashem é sujeito à punição capital, se o seu crime for testemunhado e, assim como as outras mitsvót, ele não pode clamar que ele desconhecia que isso era proibido.

    6) Roubar: essa proibição inclui pegar mesmo um item pequeno, mas que não pertence a ele, ou comer algo do dono do trabalho que ele tem sem permissão, ou não pagar os seus empregados ou contratados. De acordo com algumas opiniões, isso inclui não pagar os trabalhadores ou contratados no tempo exato.

    7) Dinim (Cortes de Justiça): é a mitsvá de estabelecer cortes de justiça, em cada cidade e região, para garantir que as pessoas cumpram as suas mitsvót. Há diversas discussões rabínicas a respeito do assunto, ao que o mestre afirma que o ideal seria um não judeu, alinhado às leis da Torá, procurar um tribunal rabínico para resolver questões judiciais, ao invés de um tribunal secular, embora ainda seja algo de cunho remoto no Brasil. O Rabino esclarece: em todas as discussões rabínicas, há consenso em relação à dina de malchusa dina, ou seja, a ideia de que as leis que são estabelecidas no país, pelas autoridades civis, para o bem comum, devem ser cumpridas pelos não judeus: impostos, leis de trânsito, construção, saneamento, regulamentos contra o contrabando etc.

    Dando prosseguimento ao shiur, o Rabino Avraham discorre sobre proibições adicionais às 7 mitsvót para os noéticos. De acordo com algumas opiniões, traz o mestre, um não judeu não pode enxertar ou transplantar árvores de diferentes espécies, ou cruzar animais, ao que o Rav cita diversas fontes haláchicas. Além disso, segundo Rav, o não judeu é proibido de ser dono de uma árvore transplantada, assim como o judeu é proibido de vender tal árvore a um gentio, para que ele cause o não judeu de violar a sua mitsvá. O mestre ensina que alguns poskim discutem que não judeus são proibidos, também, de se engajar em bruxaria: magia negra, necromancia, ou qualquer outra técnica que prediga o futuro. Há outras opiniões que discordam, enquanto a deah do mestre é que é inquestionavelmente proibido, para um Ben ou Bat Nôach, se ligar a esses assuntos que são terminantemente proibido para os judeus. O mestre é categórico ao afirmar: uma pessoa de D’us só quer saber de D’us, e não de assuntos intermediários.

    É curioso: tenho pensando nas minhas motivações espirituais, ultimamente. Estou aqui porque quero que as pessoas apreciem o meu texto, ganhar um “afago na cabeça”, ou estou aqui para buscar um caminho de retidão, em sinceridade com Hashem? É como uma dieta: vou emagrecer para me tornar atraente, e atrair relações ilícitas com outras mulheres, ou é pela minha saúde? Cair no engano é muito fácil, tenho percebido isso em mim mesmo, até porque só posso falar por mim, mais ninguém. O que quero dizer é que, na época em que buscava cartomantes, “trabalhos” e outras práticas de magia, tudo não sancionado pelo Eterno, segundo o mestre, era por pura vaidade. Ainda tenho muito desse orgulho, mas vamos em frente, ao menos estou tentando acertar, dessa vez com a escolha certa: estudar a obra de Torá do Rabino Avraham. Se D’us quiser, retifico minhas intenções também.

    Na sequência da aula, o Rav ensina que um não judeu é proibido de cumprir o Shabat, por diversas razões: um não judeu não cresceu na cultura judaica, não conhece as leis de Shabat, mesmo que ele estude só teria acesso a partes da informação necessária, porque a maioria está em hebraico, além dos comentários que ele não entenderia etc. Há diversas implicações, como o gentio incorrer na imitação do judeu e da prática judaica, e profanação do nome de D’us, por exemplo. Mais ainda, o mestre prossegue, um não judeu não pode ter um dia de repouso, sem que ele faça as melachót (categoria ampla de 39 trabalhos, que eram realizados no Templo Sagrado, que daí derivam as proibições do Shabat), ou seja, um não judeu não pode determinar um dia qualquer para o seu descanso, o Rav aqui citando o Talmud. Segundo o mestre, o Rashi explica que o não judeu é obrigado a trabalhar todos os dias, enquanto o Rambam explica que é proibido de fazer o seu próprio feriado no sentido religioso, pois a Torá é oposta à criação de religiões feitas pelos homens, traz o mestre. Em outras palavras, o Rabino ensina, ou a pessoa se converte ao judaísmo pela halachá (algo que só é possível em Israel), ou ela permanece com as suas leis, sem adicionar ou subtrair nada. Além disso, o mestre explica, há a questão do judeu assimilado, não observante, que aprende acidentalmente de um gentio que mantém o dia do repouso, fazendo com que este judeu crie suas próprias mitsvót. Essa falsificação religiosa e imitação dos judeus, traz o Rav, é antiga, quando grupos hereges, na época do Templo Sagrado, se distanciavam dos rabinos e formavam os seus próprios cultos e, não estando mais diante das autoridades rabínicas, acabavam reformando e criando aspectos religiosos que deram origem a religiões inteiras e, com a passagem do tempo, desapareceram ou sofreram novas mutações, cada vez mais degeneradas. Um exemplo disso em nossos dias, o mestre ensina, é o movimento chamado “judeus messiânicos”, um grupo de não judeus que imitam os judeus nos rituais e práticas, etc. O Rabino Avraham afirma que é um movimento proselitista execrável, que explora os incautos e está frontalmente contra a Torá, e é produto do caos e arrogância instaurado no mundo. O mestre cita, também, os “centros de Cabala”, que tem fins somente comerciais, com pretextos como entretenimento e auto-ajuda, e não estão alinhados com a verdade da Torá. É uma série de luzes falsas, como o Rav traz, citando o Zohar: “O mal é uma luz mais escura”. Segundo a visão do Rabino, os incautos “correm atrás de pirita” (“ouro de tolo”, que tem brilho falso), que são esses grupos de essência herege.

    Buscar a verdade não é nem um pouco aprazível. Dói, ainda mais quando sou confrontado com os meus piores defeitos. É o remédio amargo, o “bom”, e não a “doçura revelada”. Queda, reerguimento, e assim por diante. É como o Rav ensina, as referências das pessoas que procuram os “centros de Cabala” e afins estão erradas: é pelo “prazer, “alívio”, pela “gargalhada”, ingestão de “soma”. É como se a dor não fizesse parte da vida – uma ilusão. Não é muito agradável saber que, a priore, se está em um mundo sujo, em um corpo sujo, e em uma sociedade secular suja, com misturas idem. Por outro lado, é bom saber que há um “caminho do meio”, em que posso me limpar/retificar, um lugar onde posso contar com uma estrutura de estudo de Torá legítima, para “domar” os meus impulsos negativos e, quem sabe, vir a ser uma pessoa de mérito, e encontrar alguma luz. Tudo por D’us. Não achei método melhor que o do mestre, para este fim. Até porque prazer sem propósito não serve para nada, como comentei acima, assim como o sofrimento sem propósito. E aqui há propósito de sobra, propósito santo, graças a D’us.

    O Rabino Avraham faz um esclarecimento: o presente shiur não estabelece halachá, não há essa pretensão. O Rav traz a opinião dos grandes mestres e legisladores, para que as pessoas compreendam um pouco a complexidade dessa dinâmica, e o desejo de se encontrar o caminho da retidão para os não judeus. Um não judeu associado a um rabino vai escutar a linha de pensamento, as deót (opiniões) desse rabino, que precisam ser baseadas nesses Sábios, para que possa seguir a sua vida.

    Esta parte do shiur é a maior demonstração de pureza de intenções do Rabino Avraham. Ao ouvir esta parte da aula, lembrei da videoconferência em Brasília, quando o mestre afirmou: “Eu só quero que vocês cresçam, nada mais”. Para mim, é como uma convocação, um chamado para um longo caminho. Aprecio as deót, o estilo e a didática do Rav. Baruch Hashem.

    O Rabino Avraham ensina que há uma disputa entre os poskim, se o judeu pode ensinar Torá para o não judeu, se o mesmo está planejando se converter, sendo alguns legisladores a favor e outros contra. Alguns Sábios permitem que se ensine Neviim (Profetas) e Ketuvim (Escrituras) aos não judeus, sem os comentários e aprofundamentos.

    Algumas correntes aceitam, o mestre prossegue, que não judeus estudem aspectos místicos da Torá. Hoje em dia, vivemos em uma época em que, devido à necessidade de chegar próximo de judeus assimilados, que perderam sua identidade judaica, por extensão os não judeus também tiveram acesso a esses assuntos, porém trazidos em uma linguagem mais diluída. O mestre afirma que tudo que fomentar Yirat Shamayim (temor aos Céus), ou seja, temor ao pecado, é positivo para os gentios, sendo o Rav a favor de ensinar os aspectos místicos da Torá. Entretanto, o Rabino é contra que os não judeus tenham a pretensão de se acharem capazes de entender e fazer uso de conceitos e termos judaicos, principalmente na área mística. Dentro dos devidos limites, o Rav deixa a sua obra de Torá disponível publicamente, para os não judeus inclusive, com o objetivo de criar uma força a mais no desejo dos noéticos, de se ligar a Hashem e ajudar a limpar o mundo, que está tão perdido em todos os níveis.

    Para ajudar a limpar o mundo preciso, em primeiro lugar, me limpar. Tudo pode ser distorcido pelo meu interior torpe: minha visão de mundo, ações etc. É muita generosidade do mestre deixar a sua obra de Torá disponível, foi justamente assim que começou o meu interesse nestes estudos tão santos, supervisionados pelo Rabino. Sinceramente, desejo que mais pessoas sejam tocadas pelas palavras de Torá do Rav e assim, quem sabe futuramente, como quando conversei certo dia com o Sr. Diego, Sr. Edson e Sr. Fábio em Porto Alegre, poderemos contar com um político com formação noética legítima, se D’us quiser, para ajudar na limpeza do mundo, como trazido no parágrafo supra transcrito.

    De acordo com o Rav, o mais importante de tudo, para um noético de verdade, é ele fazer o desejo de D’us, que deu sete categorias de mitsvót, e evitar qualquer desejo – produto de impureza – de querer imitar os judeus, pois foi esse desejo originou os movimentos hereges. O Ben ou Bat Nôach pode se retificar e, possivelmente, adquirir uma medida de kedushá (santidade), mas será preciso lutar contra a contaminação secular interna, que implica em teimosia doentia, indisciplina, entre outras coisas. Se o/a aspirante a noético conseguir seguir lutar contra isso e seguir exatamente o que a Torá ensina, com humildade e alegria no coração, o Rav acredita que haverá um lugar no Olam Habá para o não judeu.

    O mestre afirma que o Judaísmo não é proselitista, não busca convertidos. Porém, quando se encontra não judeus sinceros, o Rav explica, é importante direcioná-los em sua busca pela verdade, através de introduzi-los às Sete Mitsvót dos Bnêi Nôach. O mestre afirma que acredita profundamente nisto, e procura proteger essas pessoas, que se mostram sinceras e humildes, e entendem a necessidade de correção constante, e que aceitam isso com alegria no coração, pessoas que crescerão e colaborarão para a vinda do único e verdadeiro Mashiach.

    Quando sinto que cumpro algo do que é proposto a um gentio cumprir, me dou conta de que descumpro várias outras ramificações, entre as 7 categorias de mitsvót noéticas. Meu humor e ânimo têm oscilado muito, e muitas vezes isso influencia, também, na minha concentração e no meu entusiasmo. Além disso, meu comportamento social não é dos melhores, como os amigos da comunidade sabem. Porém, há uma coisa que esse mundo secular ingrato ainda não tirou de mim: a minha sinceridade na busca espiritual. Me coloco aqui, na posição de aluno, à disposição do mestre, graças a D’us.

    Uma boa noite ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    EXCELENTE EM TODOS OS SENTIDOS, DEVENDO SER PUBLICADO NO BEIT ARIZAL, NO LOCAL APROPRIADO. PARABÉNS. RAB. AVRAHAM

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