EMUNAH

TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

Pela Graça de D’us.

Prezado Rabino e Prezados Amigos:

Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, que está no link http://beitarizal.org.br/2013/05/09/emunah/, sendo esta a primeira aula de duas, inclusas em uma única faixa de áudio.

A aula se inicia com o Rav lendo um texto da Parashá Yitrô 5768. Na parashá desta semana, traz o mestre, há um episódio clássico de metanoia (palavra erudita que significa uma “transformação do coração”, explica o Rav). Moshê recapitula os eventos milagrosos, que recentemente ocorreram com o Bnêi Israel, desde seu êxodo do cativeiro no Egito. Tão fidedigno é o relato de Moshê, que o seu sogro Yitrô afirma com veemência: “Agora eu sei que Hashem é maior do que todos os deuses” (Êxodo 18:11). Ao ouvir o relato de Moshê (os milagres das pragas, a abertura do mar etc.), Yitrô ficou muito afetado. Segundo o Rav, os comentaristas explicam que isso aconteceu em uma idade mais avançada de Yitrô, ele tinha se “aposentado” da sua posição de sacerdote de todas as idolatrias e feitiçaria do Egito. No fundo, os comentaristas trazem, ele sentia que fazer isso não estava certo, explica o mestre. Inclusive, isso explica o porquê do relato das filhas dele terem ido ao poço, para buscar água – no início da nova fase de Yitrô, recém “aposentado”, suas filhas foram maltratadas no poço, quando Moshê teve o primeiro contato com essa família (Êxodo 2:17): ele rejeitou toda a idolatria e, por isso, foi abandonado e estava sem o auxílio de amigos e conhecidos. Depois de uma vida inteira trabalhando com o Faraó, ensina o mestre, com essas idolatrias, ele estava mais velho e suscetível às verdades espirituais. Mesmo esse “idólatra profissional”, um homem que foi um dos conselheiros do Faraó, começou a ter dúvidas sobre suas crenças nos vários deuses pagãos, se aposentando com o tempo, ensina o Rav. Anteriormente, afirma o Rabino, Yitrô acreditou em Hashem da mesma maneira em que ele tinha acreditado nos outros deuses pagãos.

Conheço esse tipo de acontecimento, de as pessoas se afastarem ao perceberem alguma mudança. Na verdade, já faz alguns anos que é assim comigo. É cômico, pois só o fato de eu não gostar, por exemplo, de palavras de baixo calão (“palavrões), já é motivo para as pessoas me olharem de maneira preconceituosa – é o “mundo de cabeça para baixo”, os valores invertidos, como ensina o mestre. Pior ainda é quando falo sobre D’us da maneira que tenho aprendido aqui. Porém, tenho um alento: se antes eu era solitário apenas por ser “diferente”, agora o sou por estar buscando a D’us. É uma ironia maravilhosa, pois antes lutava para “fazer parte da turma”, agora ignoro isso totalmente, e me foco no que estou aprendendo aqui. Detalhe: estou bem longe do que é idealizado pelo Rabino, para um não judeu.

O mestre explica que algumas pessoas vem a acreditar e a ter algum aspecto de fé, através de suas investigações e reconhecimentos, algo como um trabalho analítico e racional, apoiado, em geral, apenas nas capacidades limitadas da própria pessoa, de cogitar a respeito da veracidade de alguma coisa – a pessoa compra livros, resolve investigar e se aprofundar, tentando entender a lógica dos eventos, mas é um processo essencialmente racional, portanto limitado, pois a pessoa está usando apenas a sua mente para isso, esclarece o Rav. Este é o mesmo e exato processo que ela usa para investigar qualquer outra coisa. No fundo, ensina o Rabino, a pessoa está tratando a investigação sobre D’us como ela trataria a investigação sobre um possível negócio: “Vale a pena? Não vale a pena?”, ou seja, a pessoa não trata o assunto sobre D’us com a maneira que merece ser tratado. Portanto, o mestre prossegue, a pessoa pensa: “Por que não usar esse mesmo aparato racional, para investigar e reconhecer a validade de D’us? Se eu já usei esse meu aparato racional e ele foi satisfatório, na investigação de todos os outros assuntos da minha vida, logicamente eu deveria usar o mesmo para tentar analisar e entender melhor, tudo o que tem a ver com a validade de D’us. Isso parece muito razoável”. Assim pensou Yitrô, traz o Rabino, e esse artifício intelectual não funcionou de fato.

Esta parte do shiur me remete a todos os filósofos e cientistas ateus, que eu pesquisei (!) certa feita: todos eles têm exatamente a linha de raciocínio e procedimentos descrita pelo mestre, e apreciam muito uma palavra, em particular: “evidência”. Um rapaz, em especial, um dos que assisti em um vídeo, afirma que gostaria de ter tido a “experiência sobrenatural” e, por isso, se desiludiu com religião – trocaria de lugar com ele (esclarecimento: tudo o que passei foi não retificado, fragmentado, ligado à sitra achra) com todo o prazer, gostaria muito do meu cérebro configurado de uma maneira mais “usual”, mas não quero incorrer em “murmuração” aqui. É como o Rav ensina: se trata de intuição, feeling, não está em nenhum livro, com exceção da obra do Rav e dos Sábios da Torá. Embora eu não tenha alcançado essa percepção, sendo que todas as experiências que tive foi por “acidente” e relacionadas às klipót, há um resquício de juízo, em mim, que me diz que tenho que seguir com os estudos. Quando se vê, por exemplo, formas translúcidas sobrevoando em cima do seu corpo, entre o sono e a vigília, se tem certeza de que há “algo lá fora”. Não tenho dúvidas, mas preciso ser direcionado.

Uma conclusão firme um dia pode, facilmente, se tornar uma conclusão firme que contraria, diametricamente, a conclusão anterior, pois não é processo racional, o mestre afirma. De acordo com o Rav, se a pessoa encontra outro caminho de análise, ela é capaz de contradizer aquilo que foi afirmado anteriormente, com muita veemência racional. O Rabino revela: essa forma de concluir é volúvel e volátil, uma crença racionalmente cogitada e investigada, é apropriada para os membros mais refinados das outras nações do mundo. No entanto, o mestre prossegue, uma pessoa não pode usar, meramente, o seu intelecto para tentar entender a sua fé: o processo transcende o racional. Como é explicado, a passagem através da partida do mar “catapultou” a comunidade de Israel para um maravilhosa clareza de crença para as pessoas, afirma o Rav, tamanha a grandeza de tal evento. Segundo o Zohar, traz o mestre, tamanha foi essa revelação e milagre, que até mesmo uma serva, que atravessou o mar nesse milagre, vislumbrou mais coisas espirituais do que próprio Profeta Ezequiel. No entanto, afirma o Rav, mesmo diante do esplendor revelado da luz Divina, através de tantos milagres, vemos que os 10 mandamentos demandam: “Saiba que eu sou Hashem teu D’us, que tirou vocês do Egito”. Em outras palavras, não basta que a pessoa tenha escutado e compreendido – a Torá diz que é preciso crer, que a condição sine qua non para se ter fé, é ter fé: é simples e evidente, explica o Rabino. A pessoa precisa crer, porque a Torá diz que ela precisa crer.

O Rav se refere a algo muito especial aqui, que me tocou. Sempre busquei “emoções baratas”: a euforia da ingestão de açúcar, o triunfo de vencer uma discussão como “um primata que arreganha os dentes”, a sensação de poder em uma conquista amorosa ilícita etc. Aonde fui parar? Para onde vou, depois de tudo isso? Já estive em alguns lugares na minha vida, e tenho consciência de que os meus problemas, na verdade, estão dentro de mim, e os carregarei comigo para onde quer que eu vá. Estou me sentindo estagnado. Descobri, neste trecho do shiur, que o meu problema não é falta de ânimo: é falta de fé.

O Rav prossegue a linha de raciocínio e afirma que, se o mesmo conhecesse D’us, e pudesse racionalmente “fazê-Lo caber” em seus parâmetros de fé, então o mestre seria Ele, conclui. O Rabino indaga: “Como posso eu crer em um deus que está subserviente à minha qualificação e quantificação de sua própria divindade? Que deus é esse, que é tão facilmente colocado debaixo do racional, tão limitado e cheio de erros, de um homem qualquer?” O mestre afirma que pensar assim é uma arrogância e uma tolice absurda. Somente alguém com uma mente muito estreita e orgulhosa, afirma o Rav, pode desejar crer em um deus que “caiba em seu bolso”, ou seja, a pessoa “dimensionalizou” a divindade, aliás, as outras nações fizeram exatamente isso, “deidificando” qualquer coisa, para que essa coisa (um objeto definível e dimensional) pudesse “caber dentro do bolso”, ou seja, a pessoa leva a sua idolatria “no bolso”, aonde quer que ela deseja. E, quando assim lhe convém, ela abandona o seu “deus”, tão rápido quanto ela o assume. O mestre revela: quando esse “deus” existe (conclusão firme), ele está “fora do bolso”, e a pessoa afirma a existência desse deus dimensional; quando “volta para o bolso”, esse “deus” não existe mais, e a pessoa se sente à vontade para fazer o que quiser (outra conclusão firme, que contraria a conclusão anterior). O mestre destaca como operam as mentes estreitas e orgulhosas, e foi isso que Yitrô articulou para Moshê.

É uma dinâmica antiga: as pessoas se prostrando diante do sol, árvores, a necessidade de um “pai maior”, depois que se atinge a idade adulta, a necessidade de algo palpável, conforme a explanação do Rav. Tudo errado, segundo aprendi com o mestre. Eu me lembro de, certa vez quando frequentava a cereja xistólica, de uma mulher prostrada diante de uma grande imagem, com tamanha devoção que chegou a me assustar. Me lembro, também nessa mesma época, de uma “celebração”, em que a própria pessoa que a estava presidindo, disse que o foco tem que ser em D’us, não nos “intermediários”. Notei que ninguém escutou, e que as pessoas foram se prostrar diante das imagens, depois do evento. Sempre desconfiei de que havia algo errado.

Em um tempo anterior, sua crença de Yitrô era incompleta, meramente racional e conveniente, ou seja, ele era um hipócrita, o Rabino afirma. Com a metanoia, o mestre prossegue, houve uma transformação espiritual através da teshuvá (arrependimento e retorno à Torá, assunto exclusivamente judaico), e amadureceu espiritualmente, não aceitava mais a condição anterior, que o deixava escravizado. A fé verdadeira, o Rav explica, é desvinculada de suas opiniões, é algo maior do que a pessoa. O indivíduo maduro espiritualmente é aquele que tem fé, inteira e completa pelo mandamento de ter fé em Hashem e Sua Torá e as Suas mitsvót. Porém, enquanto a pessoa está no estágio anterior em sua fé, ela agirá como Yitrô, racionalizando convenientemente o assunto de fé, “tirando e pondo na gaveta” a sua fé, isso porque a pessoa ainda não amadureceu espiritualmente (a despeito de ter cabelos brancos), o suficiente para entender que Hashem Echad, só existe Um D’us, Ele é o Ribono Shel Olam (Mestre do Universo). Assim, continua o mestre, se aprende a mitsvá de emunah, mitsvá que Ele mesmo ordenou, algo fundamental para o crescimento espiritual e, desse modo, apressar a vinda do único e verdadeiro Mashiach, muito em breve em nossos dias, amém. O mestre faz um adendo, citando a Cabalá: a maior distância no universo é a distância dos 13 centímetros, aproximadamente, entre o coração e a mente. Quando ambos se conectam, a pessoa se transforma como indivíduo. Assim, o Rav conclui a primeira aula.

Baseado no parágrafo transcrito acima, concluo que não estou em uma crise existencial, mas em uma crise de fé, e está claro, para mim, o que diferencia uma criança de um adulto: a sua capacidade de acreditar (ter fé) e, além disso, o pensamento unificado, pois a criança não pensa de forma fragmentada como um adulto. Para ela, é tudo simples, claro e límpido, vejo isso pelo meu filho. Como pude deixar que outras pessoas tirassem isso de mim? Está me faltando alegria e fé. Há muito “excesso de bagagem”, “entulhos” que comprei como verdades, ao longo do caminho. Sinto falta do tempo em que havia mais “leveza” e certezas em minha vida. A vantagem é que, agora, há uma orientação espiritual, a do Rav, para que essas certezas sejam baseadas na verdadeira fé no Eterno, e não nas ilusões do mundo. Baruch Hashem.

Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

Márcio

EXCEPCIONAL COMENTÁRIO. PUBLIQUE-O CORRENDO NO BEIT ARIZAL. RAB. AVRAHAM

6 opiniões sobre “EMUNAH

  1. TODOS DEVEM LER ESTE COMENTÁRIO. RAB. AVRAHAM

    Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, segunda aula de duas, inclusas em uma única faixa de áudio.

    A aula se inicia com o Rav trabalhando o livro “A Bondade Para Avraham”, de autoria do mestre, na Parashá Mishpatim, a partir da página 216:

    “A totalidade da Torá é um desenrolar do Nome Divino, do mais exaltado dos Nomes, o Nome que compreende todos os outros Nomes. Portanto, se um diminui, mesmo que em uma letra, é como se ele tivesse feito um espaço no Nome Divino [chaz v’shalom]”.

    O mestre explica, baseado no texto, o significado do reformismo: se mudar uma letra da Torá é fazer um “buraco” no Nome Santo de D’us, o que constitui chilul Hashem (Profanação do Nome de D’us), quanto mais os que romperam com a tradição judaica e decidiram “criar” o seu próprio movimento, diminuindo ou adicionando conceitos, infringindo, transgredindo e rompendo com tudo o que é santo, o que o Rav afirma isso ser uma abominação e devastação espiritual, pois, além de dar grande força ao lado negativo, cria um vínculo com os judeus despreparados, incautos, ludibriando-os.

    Embora a aula seja voltada ao Bnei Israel, não pude deixar de imaginar que se, ao invés de estar estudando assuntos noéticos com o Rabino Avraham, eu estivesse em contato com esses movimentos e cultos, D’us me livre! De tudo o que li, ouvi e assisti, nada chega nem perto da sinceridade monolítica do mestre. Estando o mestre ligado à verdade da Torá de Hashem, essa verdade é firme demais, como uma rocha, assim senti já no primeiro contato com a obra do Rabino. Foi benevolência Divina o fato de eu ter sido direcionado para o mestre, graças a D’us.

    O Rav segue na leitura do texto:

    “Tudo que já existiu, existe, e que ainda existirá, tem sua essência em algo anterior de modo que, esta essência se conecta com outra em um complexo processo de ‘auto-inclusão’ – onde algo existe em si próprio mas também em outro algo; e em última instância, nada existe que não seja Ele. É por isso que ao investigarmos qualquer evento ou qualquer situação de nossas vidas, podemos enxergar que aspectos aparentemente independentes são na verdade interligados em uma origem única (o mestre explica que toda a realidade, em absoluto, é sublinhada por D’us)”.

    O Rav explica que essa é a dificuldade da pessoa que não tem fé: perceber que tudo está interconectado, pois a pessoa vê as coisas de forma mais independente: família, negócios, os desejos pessoais. Justamente por essa pessoa não estar em um caminho de retificação, ela enxerga somente o aspecto multifacetário do universo – uma pessoa de fé, conectada com o princípio de unicidade de D’us busca a coerência através do sublinhar da realidade por D’us: tudo é Ele, tudo é Baruch Hashem, tudo é absolutamente dito por D’us, com exceção do nosso livre arbítrio, o resto é movimento da Hashgachá Pratit (Providência Divina) e, conforme o desenvolvimento da pessoa, refinamento e expansão de consciência, há um aumento da sua percepção, e fica mais fácil acreditar em D’us e aumentar a sua fé. O Rav afirma que é preciso a tomar certas providências (ações, mudanças comportamentais), para aumentar a fé. Com o tempo, a pessoa aprende a enxergar a realidade através de um filtro espiritual.

    Tenho percebido pouquíssima coisa nesse sentido, embora não esteja faltando esforço. O fato de eu estar escrevendo o diário espiritual está ajudando um pouco, mas sinto que está tudo muito no começo. Por exemplo, somente depois que algum tipo de acontecimento ocorre, e mesmo assim às vezes, percebo algum sentido espiritual nisto. A vida, na prática, é muito áspera, dura e, como o mestre explicou neste trecho, fragmentada para a minha percepção tacanha, e sinto que não tenho um mínimo de sensibilidade para perceber essas nuances mais sutis, de que toda a realidade é sublinhada por D’us. E preciso empregar mais contundência nas minhas mudanças comportamentais, pois sinto que estagnei.

    Segue a leitura do mestre:

    “Quando percebemos que estamos diante de algo em nossas vidas sem explicações aparentes, sentimos a ilusão de separação do Todo, e esta impressão é algo que a yetzer hará, que é inimiga da união, tanto almeja”.

    Neste ponto, o mestre chama a atenção para um detalhe: o papel fundamental da yetzer hará é separar o homem de D’us. Para uma pessoa que já tem uma fé tênue, quando acontece alguma coisa sem explicações aparentes, a pessoa fica perplexa diante do que ocorre em sua vida, em qualquer domínio (negócios, relacionamentos etc.), e se foca nesse evento particular, e faz com que haja uma ilusão de separação do Todo: a pessoa só enxerga o seu problema, e acha que o seu problema é algo independente, excluído do desejo Divino, é algo que somente a pessoa conhece, e não o Criador, fazendo com que ela se foque somente no problema, e não na solução do problema, sendo tudo isso obra da yetzer hará, que nos faz perder a definição do Todo.
    Esse trecho do shiur parece ter sido feito para mim: quando eu tenho um problema, eu fico como que “cego” para as coisas a minha volta, o meu acesso de egoísmo é tão grande que me isolo, e tenho tendência a “me implodir” de raiva (já faz algum tempo, não consigo mais ser expansivo nesse sentido, é tudo “para dentro”), tudo isso aparentando a maior tranquilidade do mundo. E sim, como o mestre mencionou no shiur, é como se eu enxergasse só o meu problema. A minha contenção é fruto de treino, muito treino, mais por não estar em meu “território”, confesso, ao melhor estilo Pavlov. De certa forma, foi bom para mim. Me pergunto: e o “treino santo”? Quando eu vou sair da minha zona de conforto? Preciso urgentemente buscar mais nas entrelinhas dos shiurim, e pôr cada vez mais os ensinamentos do mestre na prática.

    O mestre afirma que, se a pessoa faz esforços para se ligar a D’us, através da oração, a yetzer hará quer que não enxerguemos a D’us em nada, e assim nos faz reconhecer, aplaudir e perceba os detalhes particularizados de um universo multifacetário, e é por isso que as pessoas que não tem D’us em suas vidas são tão materialistas. O Rav traz que o materialismo é uma forma de idolatria. Na Era de Mashiach, o mestre ensina, entre os muitos eventos trágicos que estão por ocorrer, haverá a demolição das grandes estátuas do mundo, ou seja, os grandes templos de pedra, que abrigam os idólatras. Mudando a linguagem antiga para a linguagem moderna, o Rabino se refere às construções modernas em geral (pessoas que idolatram suas casas, lugares que abrigam negócios etc.). O Rav, aqui, alerta para o perigo do materialismo sem equilíbrio, se referindo às pessoas que não querem saber de D’us e só se focam assuntos seculares, sendo “idólatras contemporâneos”, através de suas posturas de vida, em relação à maneira que eles tratam o dinheiro, as suas casas etc.

    Sinceramente, eu tendo um trabalho honesto e um lugar para dormir, não sinto tanta necessidade por coisas materiais. Eu gostava muito da época em que não havia celular, por exemplo. Como já havia comentado anteriormente, é a minha mulher que tem gosto por essas coisas e, se eu tenho o pouco que tenho, é graças a ela, que direcionou o meu dinheiro, e aprendi muito sobre isso com ela. O meu defeito, pelo contrário, e a tendência a ser descuidado em relação a esse tipo de assunto, pois sou muito distraído. Por isso é que é difícil para mim estar em uma roda de “amigos”, e falar sobre “coisas”. Me sinto muito mais à vontade no meio de pessoas com tendências artísticas, por exemplo. Vai haver demolição dessas construções dos idólatras na Era Messiânica? Se eu estiver vivo até lá (que seja em breve a vinda de Mashiach, amém), farei uma escultura com os escombros.

    Segue a leitura do texto:

    “Assim, ela é mestre de nos enganar e nos apresentar às várias oportunidades de transgredir as leis de D’us, o que somente então nos leva à verdadeira separação dEle, que D’us não permita, pois como está escrito, “Somente seus pecados separam você de D’us (Isaías 59:2)”.

    O mestre explica que o artifício da yetzer hará é convencer a pessoa, através de algum tipo de ilusão, que a leve à direção contrária à conexão com D’us, sendo este o trabalho constante e exclusivo da yetzer hará. No exemplo do Rav, uma pessoa que, depois de um incidente (convencimento), se irrita e resolve discutir com outra. Tudo é motivo para racionalização (pretexto), o que faz a pessoa operar em uma lógica que afirma que somente um rabino ultra-ortodoxo com a vida ganha, nas palavras do mestre, pode servir a D’us, e não uma pessoa que exerça outro tipo de atividade, sendo tudo motivo para desculpas (“Um dia terei mais dinheiro, e poderei servir a D’us” etc., nas palavras do Rav).

    Realmente, para um aspirante a noético, é difícil estar “limpo”: tudo converge para a transgressão, é o conceito de “ambiente hostil”, ensinado pelo mestre. É triste quando se percebe a mentira de uma pessoa, por exemplo, e que tudo o que se pensa, o que se fala, e o que se faz têm intenções sombrias por trás, sendo tudo, em absoluto, vaidade, competição, e exploração do homem pelo homem. Preciso vencer esse desencantamento, pois as verdades mostradas pelo mestre acabaram me deixando um pouco triste, admito. No meu caso, sinto que o artifício da yetzer hará é me “convencer” de que estou deprimido. E, sem alegria, segundo o Rabino, não se chega a lugar nenhum. Além disso, tenho tendência a ser cético, não em relação a D’us, mas em relação aos outros. Preciso voltar a acreditar nas pessoas, pois sinto que essa é uma das maneiras de se chegar a D’us, dentro do meu nível e grau, que são ínfimos. Conto com o Rav para isso, se D’us quiser.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

    MUITO BOM MESMO! PUBLIQUE ESTE COMENTÁRIO NO LOCAL APROPRIADO NO BEIT ARIZAL. RAB. AVRAHAM

  2. Caro Márcio,

    Após ler o seu comentário, gostaria de registrar que gostei muito deste trecho: “No fundo, ensina o Rabino, a pessoa está tratando a investigação sobre D’us como ela trataria a investigação sobre um possível negócio: “Vale a pena? Não vale a pena?”, ou seja, a pessoa não trata o assunto sobre D’us com a maneira que merece ser tratado. Portanto, o mestre prossegue, a pessoa pensa: “Por que não usar esse mesmo aparato racional, para investigar e reconhecer a validade de D’us? Se eu já usei esse meu aparato racional e ele foi satisfatório, na investigação de todos os outros assuntos da minha vida, logicamente eu deveria usar o mesmo para tentar analisar e entender melhor, tudo o que tem a ver com a validade de D’us. Isso parece muito razoável”. Assim pensou Yitrô, traz o Rabino, e esse artifício intelectual não funcionou de fato.”

    E é isto mesmo que acontece no nosso cotidiano. Os ouvintes de Torá ficam analisando, comparando e pensam que podem fazer escolhas ou expor entendimentos racionais sobre D-us. De fato é algo que requer paciência e, principalmente, misericórdia Divina para que Hashem ilumine essas pessoas, como um dia fez comigo (CORREÇÃO: NÃO SE ILUDA. É UM PROCESSO DE UMA VIDA TODA E NÃO ALGO QUE SE AFIRMA NO PRESENTE DE MODO “FIXO”, COMO TENDO SIDO JÁ ALCANÇADO. ESTA FORMA DE EPIFANIA É ANTI-TORÁ. VOCÊ NÃO TEM NOÇÃO DE COMO AINDA INICIA NESTE PROCESSO, NA MELHOR DAS HIPÓTESES. CUIDADO COM ISSO, POIS É A MARCA DO FENÔMENO DA LIGAÇÃO COM AS FORÇAS ANTAGÔNICAS A TORÁ QUE INFLAM AS AUTO-ILUSÕES DA PESSOA. RAB. AVRAHAM).

    Shalom! E tudo de bom.

  3. Shalom Rabino Avraham e amigos boa noite a todos,

    “Transformação do coração…” “…agora eu sei que Hashem é maior do que todos os outros deuses”

    Mestre, com permissão do Sr, e pedindo licença aos amigos para escrever sobre a primeira parte da aula Emunah, que ocorreu ao escutar o áudio e ao ler as palavras do amigo Sr. Márcio, que sempre surpreende com entendimentos dignos de “Transformação do Coração ‘é uma possibilidade real’” que D-us permita a todos.

    O estudo da Parashá Yitrô é desafiadora para o entendimento particular, ao mesmo tempo a força e perseverança que o personagem (Yitrô) nos transmite é algo a ser respeitado e emulado, pois após viver uma vida inteira envolta a paganismo e idolatria se permitiu buscar a Verdade sobre o Criador de forma admirável, sendo Yitrô avançado em anos, normalmente é vivenciado que a pessoa se torna “um armário velho” cheio de dores e costumes, difícil de movê-lo em prol de mudanças, quanto mais as espirituais o que normalmente acontece na velhice é uma opinião formada mesmo que fundamentalista (sou assim e ninguém vai me mudar [diz uma senhora que conheço]).

    A situação do Sr, Yitrô era algo delicado explica o mestre, pois em sua velhice apenas as filhas o serviam com os afazeres domésticos e labuta diárias, como cuidar dos rebanhos etc.., ainda mais, havia a questão segurança que certamente era cogitada pois a vizinhança não mais o tinha como amigo, uma vez que ele renegou tudo o que o povo acreditava e defendia. Em algum nível diria que sinto algo que este Sr, viveu (acredito que os amigos também), pois juntamente com minha família não mais faço parte do ‘sistema’, digo não frequento locais domingueiros e outros por esporte ou lazer, enfim muita coisa hoje vejo como desnecessárias e tenho sobrevivido Graças a D-us.

    Quando olho para o passado lembro que prestei serviços a pessoas ligadas a estas aberrações, e mesmo após saber que existia Um Único D-us e Um livro da vida, cometi erros arrogantes de achar que ao aceitar Hashem, poderia então Louvar o Criador através de cultos não sancionados para as nações “boas intenções não bastam”, é preciso fazer o certo e melhorar sempre, que somente é possível com o acompanhamento de um mestre. Então é possível que o Sr, Yitro tenha sofrido muito com este aspecto também, pois a Torá ensina que o Egito era totalmente idolatra, sendo a única exceção o povo Santo que vivia escravizado na época.

    Desta forma é possível entender que o ‘sustento’ que manteve o Sr, Yitro, imparcial sobre a existência de Hashem foi a FÉ, algo que os egípcios desconheciam e que certamente o ‘apoiar-se’ em FÉ no Criador e que Ele tudo pode prover ao homem, manteve este Sr, sogro do patriarca Moshe e família a salvo, assim com a noticia sobre o êxodo apressou-se em direção ao acampamento Hebreu com a intenção de converter-se, pois a transformação havia sido completada e “ agora eu sei que Hashem é maior do que todos os outros deuses” selou o compromisso que em diante seguiria, assim entendo mestre.

    “ A condição sinequanon para sua Fé é que você tenha Fé”

    O Mestre exorta sobre a arrogância infantil que levou as outras nações a projetarem um deus que cabe no bolso, algo que entendo como sendo a redução deste deus estranho ao ponto de se tornar menor que o próprio portador, algo muito complexo para quem entende que “Hashem preenche a terra toda” então como isso seria possível? Logo o mestre nos estimula a desenvolver pensamentos sobre o “põe no bolso e na mesa etc..” como a falta de caráter e seriedade que em uma situação favorável ao portador e de tal forma, mas quando é desfavorável tudo muda e os princípios éticos e morais que deveriam reger a humanidade (as Sete Leis para as nações) são desfeitos, pois não há o compromisso com o Um D-us Verdadeiro, tudo é falsidade, infantilidade e hipocrisia.

    “Amadurecer espiritualmente”. É possível diz o mestre, mesmo as referencias aqui serem exclusivas do Povo Santo, busco entender que existe possibilidades reais de um Ben Noach através da retidão, trilhar, trabalhar e conquistar oportunidade de exercer equilíbrio em sua vida, assim sendo e viverá através da Fé, que D-us permita. Peço perdão ao mestre e amigos por ter o entendimento reduzido pelo deslumbre de tamanha e contundente obra.

    Obrigado Rabino Avraham por nos guiar neste caminho onde os obstáculos ofuscam a visão e a Luz que o Sr, traz torna possível a caminhada.

    Obrigado amigos pela dedicação e zelo.
    Edson

  4. TODOS DEVEM LER ESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Caro Sr. Rabino Avraham e amigos,
    Venho pedir permissão para trazer algumas linhas sobre a Parashá Yitrô, conforme a obra oral do Mestre Avraham em site Beit Ari”zal: http://beitarizal.org.br/2013/05/09/emunah.
    Em virtude de esta aula possuir duas partes, primeiramente tentarei abordar a primeira delas e deixarei a segunda parte da aula para um segundo comentário, se D-us quiser. Aproveito para adiantar um sincero pedido de desculpas pelos erros de entendimento cometidos ao longo do texto, bem como, a pequena profundidade que possa dar ao mesmo.

    O Mestre Avraham inicia a aula citando um “texto da Parashá Yitrô de 5768, onde é trazido que está Parashá traz um exemplo clássico de metanóia, sendo essa uma palavra erudita que significa uma transformação do coração!” Este exemplo é personificado na pessoa de Yitrô, sogro de Moshê, que ao ouvir o relato fidedigno de Moshê sobre tudo aquilo que havia ocorrido com o B’nei Yisrael, desde o êxodo no Egito, os milagres maravilhosos que vivenciaram nesta saída, exclama: “Agora eu sei que Hashem É maior que todos os deuses!” (Shemot 12:11). Explica o Mestre Avraham que os comentaristas afirmam que isso ocorreu quando Yitrô já contava com certa idade, tendo se “aposentado” de sua posição de sacerdote de todas as idolatrias do Egito, sendo que essa rejeição da idolatria foi motivo para ser “abandonado” por amigos e conhecidos.

    Nestes primeiros minutos da aula do Mestre Avraham, muitas coisas vieram à mente. Começando pela idéia do quão D-us é Misericordioso para com Sua Criação, afinal, mesmo um “idólatra profissional” como diz o Mestre, quando tocado pode fazer o caminho de retorno a D-us, sendo isso, em meu pequeno entender, duplamente maravilhoso, primeiro pela Misericórdia de poder arrepender-se e, em segundo, por Hashem “deixar” um caminho que possa ser trilhado por aquele que deseja se alinhar a Ele (embora entenda, dentro do meus erros e limites, que tudo só existe com esse fim, o retorno a D-us), neste sentido, lembro-me sempre da frase do Mestre Avraham: “…a Teshuvá não pode ser obstacularizada por nada neste mundo”, tenho guardado isso em mente e coração, mesmo que não se dirija a mim, para aqueles momentos onde a força e a coragem estejam diminuídas, pois é nestes momentos que creio precisar agradecer a Hashem ainda mais e lembrar que tudo aquilo que ocorre conosco é vindo dos Céus e, como o Mestre Avraham diz: “ mal nenhum vem do Céu!!”.

    As palavras do Mestre Avraham, referindo-se ao que os comentaristas falam no tocante a Yitrô ter sido abandonado, fez com eu pensasse em tudo o que tem ocorrido em minha vida, sobretudo, no sentir-me só muitas vezes, pois como já relatado em mais de um momento, vivenciamos um afastamento, em maior ou menor nível, das pessoas que nos cercam, muitas vezes familiares e amigos, que não aceitam o fato de termos, embora em um nível ainda insipiente, buscado um afastamento das idolatrias e ilusões do mundo, gerando uma série de conflitos pessoais, onde muitas vezes temos de optar entre ficar estagnado, ou seguir em frente, buscando crescer cada vez mais, com fé firme de que: “Gám Zu L’Tovah!!” (“Isso também é para o bem!!”), com ensina o Mestre Avraham.

    O Mestre segue trazendo a citação do comentarista Rashi, onde é trazido que Yitrô, mesmo dentro das idolatrias em que vivia acreditava em Hashem, ainda que de forma insipiente e errônea, sendo que através de suas investigações , “acabando por ter dúvidas sobre suas crenças nesses vários deuses pagãos”. Segue o Mestre Avraham explicando que isso fez com que acabasse por se “aposentar” das suas funções de sacerdote, dando início a uma nova fase em sua vida, ainda que sem tanto sucesso.

    O Sr. Rav Avraham aprofunda-se no detalhamento da forma com que Yitrô investigou a essência de D-us primeiramente fazendo-se valer dos mesmos métodos usados para sua fé em outro deuses inferiores, querendo dizer que “ele acreditou em Hashem da mesma forma que ele tinha acreditado em outros deuses pagãos”. Sendo que o Mestre explica que algumas pessoas usam de métodos analíticos e racionais para procurar “entender” D-us, fazendo com que Ele caiba dentro das limitações de suas racionalidades, sendo essa uma forma muito infantil e simplista de pensar, pois como poderia D-us, o Criador de tudo aquilo que existe, caber dentro das estreitas dimensões da Sua criatura?

    Neste sentido, creio que, após muitos anos de crenças erradas e, de tentativas frustras de me aproximar de algo que entendia como sendo D-us, hoje orientado de forma correta pelo Mestre Rav Avraham, começo a entender que essa minha busca sempre foi errônea. Primeiramente por não ter sequer noção da grandiosidade de D-us, acreditando que meu intelecto/coração não retificados poderiam apreender algo sobre Ele. Mais ainda, crendo em mitos e idéia distorcidas, em idolatrias escondidas por entre palavras falsas, sim, hoje percebo ao menos um pouco melhor, tentando separar a mentira da verdade, sendo em alguns pequenos momentos vitorioso e, tanto outros, ainda ludibriado, necessitando ser guiado. Posso dizer que hoje, ao contemplar uma paisagem natural, sinto-me tocado por demais, por intuir a grandiosidade Daquele que Criou e mantém tudo aquilo que vejo e sinto, ainda que também intua que jamais saberei de Sua essência, mas fico feliz em poder reconhecer minha pequenez diante a Ele, cabendo apenas >>> o sentimento de espanto, ao qual creio hoje apreender um pouco melhor, pois sim, diria que essa é a melhor palavra que o Mestre Avraham ensinou para descrever esse sentimento que ora começo a vislumbrar, e que D-us permita crescer mais e mais verdadeiramente. <<< (ESTE É O ESPIRITO CORRETO, E NÃO A “EPIFANIA” CONTRA A QUAL EU ANDEI ESCREVENDO EM ALGUNS COMENTÁRIOS… RAB. AVRAHAM)

    O Mestre Avraham segue trazendo que esta forma de acreditar em D-us, tendo por “método” um caminho racional, não é a forma correta de um Judeu crer em D-us, pois usando um “método analítico”, facilmente pode-se chegar a conclusões diametralmente opostas, basta encontrar um caminho de análise diferente. Sr. Rabino Avraham traz a expressão “Emunah Shleimah” ( Fé Completa) em D-us, explicando ser essa a fé de um Judeu. “Pois é um processo que transcende ao racional.” Relata o Mestre que a passagem do Povo de Yisrael pelo mar partido na saída do Egito, trouxe ao Povo uma “clareza de crença” para as pessoas, sendo que esse milagre vivido pelos Judeus lhes “catapultou para uma clareza de crença maravilhosa”, refere o Mestre Rav Avraham.

    Aqui neste ponto da aula, ocorreu um pensamento, de que o Mestre explica que há como um “crescimento” em fé, querendo dizer, primariamente a pessoa sequer entende nada e se liga em aspectos idólatras, passando por um questionamento de suas crenças até ter a fé que pode ser oriunda de um aspecto racional, mas que ainda não é o ideal, por fim, poderia chegar ao nível de fé de Judeu, quando sim há uma verdadeiro crescimento em fé, podendo atingir a Fé Completa em Hashem, sendo Yitrô um arquétipo deste processo. Peco desculpas ao Sr. Rabino Avraham se erro em meu entendimento.

    Essas palavras que o Mestre Avraham trouxe, fizeram lembrar também de aulas anteriores, sobretudo, as aulas da séries “Cabalá e Meditação para as Nações” (http://beitarizal.org.br/2013/03/05/cabala-e-meditacao-para-as-nacoes-1), onde o Mestre explica as diferenças entre a relação que existe entre a Shechina e a psique de Judeus e não-Judeus, em meu pequeno entendimento creio haver uma relação entre essas questões, novamente, peço desculpas caso meu entendimento seja errôneo.

    Tentando ligar essa Parashá com a anterior, onde o Mestre nos trouxe sobre os milagres ocorridos na saída do Egito, bem como, na obra de autoria do Mestre Rav Avraham, bondosamente ofertada por ele na aula: http://beitarizal.org.br/2014/01/10/beshalach-milagres, o testemunhar deste milagre pelo Povo Judeu, ao menos em algum nível, permite com que intua a grandiosidade deste milagre, como sendo um evento extraordinário, capaz de dar ao Povo Judeu essa clareza de crença que o Mestre refere, conquanto intua a importância disso, não posso dizer que apreenda e, muito menos, compreenda, mas serve, ao menos em minha pequenez, para aumentar meu desejo de crescer em amor e temor a D-us cada vez mais, que Ele assim permita.

    No seguimento o Mestre Avraham traz que mesmo esse “nível” não é suficiente, pois mesmo tendo passado por tudo isso (os milagres) é dito ao Povo Judeu que é uma mitzva ter fé em D-us, querendo dizer, ter fé pois a Torá ordena que assim de ser feito, representando assim que não se trata de um processo racional, explica o Sr. Rabino Avraham. Ainda, o Mestre tece explicações da forma como podemos apreender o absurdo que representa um fé tendo por parâmetros os aspectos racionais do homem, ser criado por D-us.

    Novamente fico incrivelmente sensibilizado pelas palavras do Mestre Avraham, pois tornam mais claro e reconhecível um processo que atual no mundo idólatra em que vivemos, onde a arrogância do homem torna-se a bússola de tudo aquilo que é feito, que D-us não permita. Mas, o que mais creio ter chamado a atenção é que de alguma forma vejo em mim mesmo essa postura, principalmente quando de forma arrogante pergunto: “Tá mas por que comigo?”, ao invés de reconhecer a Vontade de D-us como a mola-motriz de tudo aquilo que ocorre no universo, fico usando minha bússola, ainda que hoje isso seja menor, que já tenha mais resignação e aceite o Desejo Dele, sempre há mais para crescer, sempre há onde rebaixar o ego e a arrogância, permitindo crescer em mais espanto a D-us, se Ele permitir.

    O Sr. Rabino Avraham termina por explicar que o que ocorreu com Yitrô foi um processo de metanóia, pois houve uma mudança em seu coração, deixando para trás tudo aquilo que acreditava, para ter fé em Hashem, o D-us Único, em mesmo nível que um Judeu é capaz de ter.

    Caro Sr. Rabino Avraham e amigos, fico por aqui neste comentário, mais um vez reforço o pedido de desculpas pelos erros de entendimento e pela pequenez de minhas palavras.
    Tudo de bom a todos,
    Diego Malheiros.

    EXCELENTE E DEVE SER PUBLICADO NO BEIT ARIZAL, NO LOCAL APROPRIADO. RAB. AVRAHAM

  5. Pela Graça de D-us,

    Shalom Rabino Avraham e amigos,

    Peço licença para expressar meu entendimento do shiur Emunah.

    Rabino Avraham inicia o shiur narrando o texto de Yitrô 5768 que diz: Na parashá desta semana temos um episódio clássico de metanóia (transformação do coração). Moshé recapitula os eventos milagrosos que recentemente ocorreram com Bnei Israel desde seu êxodo do cativeiro do Egito. Tão fidedigno é o relato do nosso líder maior, que seu sogro Yitrô, que afirma com veemência: “Agora eu sei que Hashem é maior do que todos os deuses”. (Êxodo 8:11).

    De acordo com os Sábios, o relato de Yitrô ocorreu no período que ele já estava com uma idade mais avançada. É explicado que Yitrô era sacerdote de ídolos a vida inteira. No entanto, de acordo com os Sábios, em seu coração, ele sabia que era errado a forma que estava levando a sua vida. Yitrô havia deixado essa pratica no período que já estava mais avançado em idade.

    Rabino explica na narrativa que Yitrô mesmo sendo um idolatra profissional, que foi conselheiro de Faraó no Egito, passou a rever as suas crenças, questiona-las, tendo dúvidas desses deuses pagãos. Após um tempo ele renunciou a sua função sacerdotal no Egito e se aposentou. Agora diante de uma nova fase em sua vida, Yitrô não teve muito sucesso, pois foi abandonado por todos aqueles que o cercavam.

    Rabino explica que a maneira que Yitrô veio a reconhecer a D-us, não foi adequada, a fé dele ainda estava apoiada em crenças pagãs. Para compreender melhor este aspecto, Rabino explica a maneira racional não-judaico de fé que muitas pessoas possui e que é estranho a Torá. Muitas pessoas buscam investigar e entender a D-us de forma racional, o que entendo hoje ser algo totalmente errado. Ela acaba tratando D-us como se trata assuntos cotidianos. Esse foi o mesmo artífice intelectual utilizado por Yitrô. Por esse motivo ele não teve tanto sucesso em sua fé.

    Uma lição importante aprendo com Yitrô, nunca seremos capaz (É PLURAL, “CAPAZES”. RAB. AVRAHAM) de perceber D-us pelo lado racional, o Rabino deixa bem claro isso (O RACIONAL SOMENTE, NÃO, MAS ELE É SIM PARTE INTEGRANTE DO “PROCESSO”. RAB. AVRAHAM). Muitos momentos de fracasso nessa minha busca em conhecer a D-us e Seu propósito para minha vida (AI AI AI… NÃO É O PROPÓSITO DELE PARA A SUA VIDA, UMA MANEIRA IMODESTA E INAPROPRIADA DE ESCREVER. É O SEU PROPÓSITO SANCIONADO POR HASHEM. RAB. AVRAHAM) ocorreu devido a essa forma incorreta de se aproximar Dele. A forma de perceber a D-us é através da fé, e essa fé não é tatear no escuro, sem ver, na maneira racional. Mas sim ela é transcendental, como explica o Rabino, “não é restrito pelos parâmetros racionais” (VOCÊ NÃO COMPREENDEU. NÃO É RESTRITO, MAS TAMBÉM NÃO É ISENTO DESTES PARÂMETROS. RAB. AVRAHAM). Por isso penso que a única causa de nossos infortúnios diários que muitas vezes ocorre, e aqui falo por mim, é devido ao fracasso de perceber D-us de forma racional (ESTA NÃO É A ÚNICA CAUSA, E VOCÊ DEVE EVITAR FORTEMENTE FAZER PRONUNCIAMENTOS ABSOLUTOS SOBRE ALGO QUE VOCÊ DESCONHECE COMPLETAMENTE. NO MÍNIMO, SOA IGNORANTE, PONDE AS VEZES PIORAR… RAB. AVRAHAM).

    Rabino explica que somente quando a pessoa amadurece espiritualmente, ela é capaz de ter fé completa em Hashem, Torá e mitsvot. No contrario ela vai se comportar como fez Yitrô de forma racional, vivendo em constantes oscilações, será uma “fé dentro da razão”. E aqui entendo que não tem como adquirir amadurecimento espiritual.

    Uma outra questão abordada pelo Rabino é o conceito que “não existe nada que não seja D-us”, o que significa que ele sublinha tudo no universo. Esse conceito é muito importante entender, (AONDE ESTÁ O PONTO FINAL NA FRASE? VOCÊ INICIA OUTRA FRASE, MAS SÓ TEM UMA VÍRGULA. RAB. AVRAHAM) ano passado passei por algumas experiências que percebi que de fato, era Hashem, estou querendo dizer, que os próprios acontecimentos presente naquela fase da minha vida, como até hoje, era Hashem me ensinando algo através de alguma situação. Hoje em dia estou mais sensível aos acontecimentos que ocorrem diariamente, como sendo uma forma de D-us expressar o Seu amor e corrigir algo em mim. E o fato Dele nos amar, não quer dizer que sempre tudo vai ocorrer de forma positiva, como querendo dizer, hoje vou acordar e tudo irá ocorre perfeitamente, todos os acontecimentos serão maravilhosos e alegres. A vida não teria muito sentido se fosse sempre assim, no entanto, D-us sempre se faz presente em todos os acontecimentos com objetivo de correção, isso é o que tenho percebido. Desenvolver essa percepção de compreender que “não há ninguém além Dele”, é necessário ter aprendido a desenvolver uma fé transcendental, porque se ela estiver limitada ao racional a pessoa certamente não vai compreender absolutamente nada, e só vai reclamar e cair em blasfêmias, que D-us não permita.

    Rabino Avraham explica: “quando percebemos que estamos diante de algo em nossas vidas sem explicações aparentes, sentimos a ilusão de separação do Todo”. E esta impressão é algo que a yêtser hará (“ má inclinação”) que é a inimiga da união, tanto almeja. Rabino explica que a yêtser hará tem como objetivo separar o homem de D-us, e ela faz isso muito bem. Em momento difíceis por exemplo ela tenda (“TENDA” ???) usurpar o lugar do Todo (ELA TENDA USURPAR O LUGAR DO TODO… NÃO FAZ SENTIDO ALGUM ISSO. RAB. AVRAHAM), e faz com que a pessoa caia na ilusão.

    De acordo com que tenho aprendido, o nosso serviço a D-us deve ser focado no trabalho de rebaixar essa má inclinação, com objetivo de trazer retificações interiores em nós, como também no mundo. Entendo que esse é um processo longo, de uma vida toda, que se inicia na luta pela correção das midót (“características de personalidade”), esse é um grande processo evolutivo, os traços de caráter e as disposições presentes interiormente em nós deve ser o objetivo a alcançar, pois é através do refinamento que conseguiremos verdadeiramente cumprir as Sete Leis Noéticas e suas ramificações, agindo em conformidade com a moralidade trazida pela Torá. (EXATO, MUITO BOM. RAB. AVRAHAM)

    E dito: “somente as seus pecados separam você de D-us”. De forma resumida o profeta Isaias esclarece que somente a nossa má inclinação é capaz de afastar uma pessoa de D-us. No entanto, “D-us criou a Torá como antídoto”. E certamente só conseguiremos vencer essa má inclinação ao estudar a Torá, nos assuntos que é pertinente a nós, e assim compreender qual é o Desejo de D-us para nossa vida. Graças a D-us temos a orientação do Rabino Avraham que com muito zelo e paciência no ajudar nesse processo.

    Amigos de forma resumida entendo que não existe outra forma de alcançar uma fé verdadeira se não for através da espiritualidade. E penso que somente através de uma verdadeira transformação interna isso é possível. Caso contrario caímos em uma ilusão.

    Graças a D-us estamos em um ambiente perfeito para desenvolvermos a nossa fé, e com o mesmo desejo que todos nos temos e ao nosso lado mestre Avraham que nos ensina um método correto de servir a Hashem, conseguiremos, se D-us quiser, uma grande transformação ao longo da nossa vida. Agradeço a todos os amigos por lerem meu comentário, desde já peço desculpa por qualquer expressão que soe de forma arrogante. Agradeço ao Rabino Avraham pela oportunidade de expressar um pouco dos aspectos trazidos no shiur. Desculpe-me por qualquer erro de entendimento. D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

    MUITO BOM. ALGUMAS CORREÇÕES, MAS VOCÊ ESTÁ MELHORANDO, BARUCH HASHEM. RAB. AVRAHAM

  6. TODOS DEVEM LER E MEDITAR NESTE TEXTO. RAB. AVRAHAM

    Pela Graça de D’us.

    Caro Sr. Rabino Avraham e amigos do Retidão Noética,

    Conforme havia escrito em comentário anterior, venho pedir permissão para traçar algumas linhas em relação a segunda parte da aula sobre a Parashá Yitrô, da obra oral do Mestre Avraham, em site Beit Ari”zal: http://beitarizal.org.br/2013/05/09/emunah.
    Reitero o pedido de desculpas pelos erros de entendimento e pequena profundidade de minhas palavras.

    O Mestre Avraham traz o texto sobre a Parashá Mishpatim, do livro “A Bondade para Avraham” de sua autoria, onde é trazido um excerto do Santo Zohar que diz: “ a totalidade da Torá é um desenrolar do Nome Divino, do mais exaltado dos Nomes, o Nome que compreende todos os outros Nomes, portanto, se um diminui mesmo que uma letra, é como se ele tivesse feito um espaço no Nome Divino, chaz v’shalom!”

    O Sr. Rav Avraham, tendo por base este excerto do Santo Zohar, explica o que significa o “reformismo”, a ruptura com a tradição judaica para “criar” seu próprio movimento, fazendo modificações conforme o seu próprio entendimento e desejo, adicionando e/ou removendo aquilo que não lhes parece adequado. O Mestre Avraham compara isso a idéia de que “diminuir uma letra é como se tivesse feito um espaço no Nome de D’us, então imagina subtrair ou adicionar coisas, infringindo, transgredindo e rompendo com tudo o que é santo”? Orienta o Mestre para que se tente ter uma idéia do significado espiritual dessa atitude, sendo que o motivador para uma reforma é o não aceitar de algo e o “desejo de criar algo novo”, explica o Rav Avraham. Referindo ser uma “ grande devastação espiritual”.

    Como é uma aula direcionada ao B’nei Yisrael, obviamente estas questões que o Mestre Avraham aborda aqui, ao menos em meu pequeno entender, não dizem respeito propriamente aos não-judeus, contudo, creio que caibam como fontes de reflexões. Primeiramente, da beleza da tradição judaica e a sua profundidade que, na maioria das vezes, não conseguimos ter o mínimo entendimento. Além disso, tentado trazer ao nosso nível, penso que nós que temos tão pequeno estofo, devemos ter a estreita observância das orientações que o Mestre traz em sua extensa obra, sob pena de, mesmo sem a intenção, acabarmos por transgredir a Torá, tendo comportamentos “reformistas”, no sentido de tentar adentrar a assuntos não pertinentes, em imitar comportamentos judaicos, etc…Outra reflexão que ficou no “trapézio da mente”, foi do quão estamos distantes de um verdadeiro entendimento, querendo dizer, nosso total desconhecimento de que “pequenas mudanças” em estruturas santas podem representar uma “devastação espiritual”, como refere o Mestre, reforçando a idéia de que “ é impossível haver um crescimento espiritual legítimo sem esforço e sem a orientação adequada”, com a Graça de D’us, temos quem nos oriente.

    O Mestre Avraham retoma a leitura do texto: “tudo o que já existiu, existe ou ainda existirá tem sua essência em algo anterior, de modo que, essa essência se conecta com outra, em um complexo processo de auto-inclusão, algo existe em si próprio, mas também em outro algo, e em última instância, nada existe que não seja Ele, D’us.” Sendo explicado pelo Sr. Rav Avraham que isso está baseado em um conceito básico da Torá que diz que “só existe Um Ser no universo, que é D’us”. Explica o Mestre Avraham, que “é por isso que ao investigarmos qualquer evento, ou qualquer situação de nossas vidas, podemos enxergar que aspectos aparentemente independentes são, na verdade, interligados em uma Origem Única.”.

    Obviamente longe de entender todas as nuances e o alcance dessas palavras que o Sr. Rabino Avraham traz, não há como não ficar tocado, diria mesmo espantado, com a profundidade com que são tratadas as coisas pela Torá, algo que aos poucos vou começado a descobrir e isso reforça cada vez mais o espanto a D’us, Sua Misericórdia em permitir que tenhamos acesso a Sua Sabedoria, guardando os níveis e graus que cada um pode chegar obviamente, mas isso indubitavelmente deixa qualquer pessoa tocada, sendo que aqui lembrei de uma passagem que o Mestre Rabino Avraham traz em sua obra oral sobre o livro “Sha’arêi Kedúsha do Rabi Chayim Vital, de abençoada memória (http://beitarizal.org.br/2013/08/04/shaarei-kedusha-aula-01) onde traz: “…que uma pessoa que realmente quer seguir um caminho virtuoso, ela não tem como não ficar perplexa com a insanidade do mundo, com a loucura do mundo, com as incoerências do mundo, então ela fica atordoada e busca de alguma maneira respostas para suas dúvidas, para as suas questões, então ela precisa saber como buscar, afinal das contas é isso que tem valor para a vida dela, é desvendar esses mistérios. Não são todos que pensam assim, muitas pessoas se dão por feliz vivendo a realidade estritamente em sua ordem material, na observação das coisas materiais, concretas e, a pessoa não cresce, se mantém infantil em toda a sua vida…” (sendo essas palavras referentes a uma introdução a essa obra que o Mestre Rav Avraham traz e sendo de autoria do sábio Chazon Ish), pois ouvindo essas palavras do Mestre Avraham, dentro de minha pequenez, entendo que esses “mistérios” que o Mestre fala, poderiam ser, de forma sucinta, entendidos pelo sublinhar da realidade por D’us, como o Mestre evoca aqui nesta aula sobre Fé, bem como a perplexidade /insanidade entendi como sendo a visão multifacetada que temos do mundo, por não enxergar aquilo que “permeia toda a realidade, quer seja, D’us” . Peço desculpas ao Sr. Rav Avraham se trago excerto de outra aula aqui, bem como, se erro em minha apreensão do assunto, mas de alguma forma isso veio a mente durante a audição da aula. (UM PARÁGRAFO ESCRITO DE MODO EXÍMIO. RAB. AVRAHAM)

    Segue o Mestre explicando que para muitas pessoas é muito difícil entender conceitos mais transcendentes e profundos sendo que a fé incompleta, ou infantil ainda, é o maior problema para elas “entenderem como D’us pode sublinhar/permear toda a realidade”, “como tudo pode estar interconectado”, “eu vejo as coisas de uma maneira mais independente”, sendo que o Mestre explica que isso ocorre por a pessoa não viver uma vida de retificação, enxergando o universo de forma multifacetada apenas, enquanto “uma pessoa de fé, conectada no princípio de Unicidade de D’us busca a coerência justamente através deste sublinhar da realidade por D’us, onde tudo é Ele”, explica o Mestre.

    Neste ponto fiquei pensando em quão pequenos somos, em quão limitados, tentando apreender e compreender ao Criador usando de nossos sentidos e intelecto, pois ao menos hoje reconheço que em verdade foi isso que fiz boa parte da vida, e agora, tento crescer em fé, em fé verdadeira, obviamente sem a pretensão de chegar ao nível mais elevado, mas sim, dentro daquilo que pode ser o melhor que eu possa chegar, e quem sabe, se D’us quiser, algum dia emular o Povo Judeu, tendo uma fé inabalável, para isso intuo que seja fundamental crescer em espanto a D’us, algo que lentamente procuro fazer, com a ajuda e bondade do Mestre Avraham, em um árduo processo de retificação, que como diz o Mestre: “é um processo de toda uma vida”, se D’us quiser.

    Quando O Sr. Rav Avraham fala “a pessoa que tem fé busca a coerência justamente através deste sublinhar da realidade por D’us, onde tudo é Ele…”, fiquei lembrando de outra aula do Mestre sobre a Parashá Shemot ( http://beitarizal.org.br/2013/03/07/shemot-5772), onde o Sr Rav explica sobre questões de física quântica em relação ao princípio de decoerência, que faz com que tenhamos uma ideia multifacetada da realidade, sendo que, em meu pequeno entender, o contrário disso, a coerência, direciona todas as realidades para um único foco que é D’us, peço desculpas se trago novamente assuntos de aulas anteriores, mas creio que isso possa, em algum nível, nos fazer refletir cada vez mais e buscar um estado maior de espanto a D’us, se Ele assim permitir.

    Segue o Mestre Avraham explicando que “quanto mais a pessoa cresce, quanto mais se retifica e se desenvolve, sua consciência vai se expandindo, vai percebendo um pouco mais e fica mais fácil ela acreditar em D’us e aumentar a fé.” Mais ainda, o Mestre traz que a “pessoa precisa ter fé, de acreditar que existe algo que ela precisa fazer para aumentar a fé dela, para que ela enxergue as coisas através do ‘filtro da fé’”.

    Novamente fico sem ter a real dimensão das palavras do Mestre, contudo, essa expressão trazida pelo Rav Avraham: “filtro da fé”, tocou profundamente em mim. Pois em outros comentários que fiz, escrevi algo como: “ver o mundo através de outro prisma”, creio que o Mestre expressa através da expressão usada muito mais, e melhor obviamente, aquilo que, insipientemente, quis dizer com prisma. Isso faz pensar muito, pois revela o quanto tenho para crescer, o quanto para retificar, para que algum dia possa estar próximo de poder ver o mundo com um filtro assim, mesmo que de menor alcance, se D’us quiser.

    O Mestre explica que o não cumprimento das mitzvot pelos Judeus acaba por bloquear a capacidade dos mesmos de dar esse “salto de fé”, querendo dizer, bloqueiam sua percepção para as realidades mais sutis que poderiam ter acesso, ficando restritos em uma ordem mais material da realidade, que D’us não permita. Sendo que a Torá traz todas as “orientações” de “como deve agir um Judeu para aprimorar sua capacidade de ter fé e perceber a realidade através de um filtro espiritual”. Ainda mais, o Mestre exorta que há a necessidade de mudança de comportamento.

    Bem, aqui obviamente nem tudo cabe aos não-Judeus, das palavras do Mestre Avraham, contudo, entendo que posso aproveitar a exortação primariamente, pois as mudanças de comportamento que devem ser feitas para todos aqueles que desejam um real alinhamento com a Torá, independente do grupo espiritual a que pertençam, deve ser uma ordem, um objetivo, uma aspiração, mas sobretudo, uma vital manifestação. E sendo muito franco comigo mesmo, como isso é difícil, como diz o Mestre: “vocês resistem bravamente e tolamente!”

    No seguimento o Mestre Avraham traz explicações da atuação da má-inclinação nesse “mecanismo” de dificultar a pessoa de ter fé, de perceber a realidade sublinhada por D’us, mantendo a pessoa distante Dele. Faz isso através da manutenção do foco em um único aspecto de sua vida que lhe esteja trazendo “problemas”, ou acontecimentos sem explicações, “como se o problema fosse independente, excluído do Desejo Divino, que D’us não permita”, como explica o Sr Rav Avraham.

    Olhando para dentro de mim mesmo e refletindo em ações tomadas, obviamente o Mestre traz algo muito fácil dele perceber em nós, enquanto nós mesmos acabamos sendo iludidos completamente pela má-inclinação, sem sequer termos a mínima noção disso na maioria das vezes.
    Somos presas fáceis, como diz o Mestre Avraham em outros pontos de sua obra.

    O Sr. Rabino Avraham segue explicando em maior detalhe sobre como atua a má inclinação, como ela se ocupa de manter a pessoa distante de D’us, fazendo com que se perca entre as muitas “facetas” de sua vida, principalmente o aspecto material, onde a pessoa acaba depositando muita atenção, deixando de se preocupar em se aproximar da fonte de tudo, quer seja, D’us.

    Quando consegue perceber que tudo procede de D’us, mesmo aquilo que não encontra explicações, o Mestre Avraham refere que a pessoa consegue finalmente romper a ilusão da má inclinação, criando um espaço no véu que encobre a mente da pessoa, possibilitando que a pessoa possa perceber a Luz de D’us e unir-se a Ele através de Sua Torá. Aprofunda o Mestre aqui, até chegar ao fundamento, ao menos assim entendi, que é o Desejo de D’us, que está expresso neste plano através de Suas Leis.

    Aqui fico novamente espantado com as palavras do Mestre Avraham, pois relatam/expressam a infinita Bondade de D’us para com Sua Criação, pois, conforme o Mestre a Torá é a expressão Dela neste mundo físico, revelando Sua Misericórdia infinita em Estar neste mundo manifesto desta forma. Obviamente que fogem ao meu entendimento tudo aquilo que isso representa, mas sem nenhuma dúvida, fica o espanto a Ele, que mais um vez vejo crescer mais um pouco, e que com Graça de D’us espero seja algo cada vez mais forte em minha vida, se Ele assim permitir.

    Caro Sr. Rabino Avraham e amigos, encerro este comentário por aqui, uma vez ter tornado-se extenso demais e eu, prolixo demais. Assim, ponho fim ao mesmo, solicitando desculpas mais uma vez pelos muitos erros de entendimento cometidos, assim como, pela minha prolixidade e pequena profundidade.

    Rogo que D’us permitam crescermos todos cada vez mais em amor e temor a Ele, guiados pela obra de Torá do Mestre Rabino Avraham.
    Tudo de bom a todos.
    Diego Malheiros.

    BRILHANTE. SEU MELHOR COMENTÁRIO ATÉ HOJE. ELE DEVE SER PUBLICADO NO BEIT ARIAL E NO SEU FACEBOOK E AONDE MAIS PUDEREM PESSOAS VER QUE O “MÉTODO” DE FATO, FUNCIONA. VOCÊ ESTÁ CRESCENDO, BARUCH HASHEM. RAB. AVRAHAM

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