PARASHÁ PECUDÊ

Shalom Rabino Avraham e demais amigos,

Gostaria de dissertar um pouco sobre a Parashá Pecudê. Está no Zohar [11:221A], Parashá Pecudê:

Quando D-us mandou Moshe fazer o Mishcan (Tabernáculo), Moshe ficou desconcertado , não sabendo como proceder até que D-us mostrou-lhe uma representação verdadeira do Mishcan.Então lemos no Shemot[25:40]: “Atenta , pois, que o faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte”. Era um desejo Divino que a Mishcan fosse construída embaixo, do mesmo modelo como estava construída em cima.

Está escrito na Cabalá que, “quando o Sagrado , abençoado seja Seu nome, criou o mundo , Ele o criou conforme o modelo do mundo superior. Todos os aspectos do mundo em cima Ele estabeleceu aqui em baixo, para que assim, estes dois mundos pudessem ser firmemente unidos”, e como disse “R’ Yohanan : o Sagrado , abençoado seja Ele, disse , “Eu não entrarei na Yerushaláyim (Jerusalém) celestial até que Eu entre na Yerushaláyim terrestre”. O Lubavitcher Rebe escreve que, “existe uma qualidade e preeminência da teshuvá (retorno) no sentido que este processo permite que uma pessoa retifique completamente tudo que deveria ter sido alcançado no passado , nos assuntos de Torá e mitzvot- com uma reviravolta e em um momento”. A teshuvá retifica qualquer mancha na Shechinah ( Presença Divina ).Fonte do livro: “ A Bondade para Avraham”, Parashá Pecudê.

Ainda no livro, “Ao realizar o arrependimento apropriado, o homem remove o fluxo vital que dirigiu ás câmaras da sitra achra, o outro lado, que Ele repudia, através dos seus atos e pensamentos. Pois, pelo seu arrependimento, ele faz com que o fluxo emanado da Presença Divina retorne [de seu exílio] ao seu devido lugar”.

No entanto, a simetria da realidade que une os mundos espirituais e materiais é absolutamente invertida, podendo ser compreendida somente ‘pelo reflexo de todas as partes’; assim , cada um das averot (pecados) cometidos podem ser retificados com a teshuvá, pois o kavaná (intenção) da teshuvá é oposto ao kavaná da iniquidade (pois visa apenas à união com Hashem), digo, verdadeiramente invertido.

Em uma averá (pecado), o “reflexo” é absorto, egoísta, e finito, como disse um Nazir a Shimon o Justo:”Uma vez eu fui tirar água de um poço, e olhei meu reflexo na água, e como consequência, minha yetzer hará [má inclinação] rapidamente me dominou e buscou me levar do mundo através do pecado”. Ao realizar mitzvá , o “reflexo” egoísta é nulificado, apresentando a manifestação do amor que transborda d’alma do Yehudi , reconhecendo o amor de Hashem , como em um reflexo de uma face na água, tem seu coração ativado, correspondendo então com amor ao Criador.

Esta semana estudamos a Porção final de Shemot, um livro que começa com o povo judeu escravizado pelo faraó no Egito e agora termina com a construção da Mishcan no deserto. Os comentaristas referem-se a este segundo livro como o livro da Redenção, e este é seu tema desde o inicio da Parashá Shemot até o final de Pecudê. A Redenção não foi conseguida somente ao escapar da escravidão; receber a Torá no Monte Sinai deu um propósito a esta liberdade, e o repouso da Presença de D-us entre Sua nação (o resultado da construção do Mishcan) assinala o clímax da salvação.

Esta é uma parte da Parashá Pecudê, uma aula pequena mas com muitos ensinamentos do Sr Rabino , que certamente trará a todos uma nova visão da realidade.

Agradeço ao Rabino Avraham pela mais esta oportunidade de aprendizado.

Tudo de Bom ,

Francisco Sousa

MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

4 opiniões sobre “PARASHÁ PECUDÊ

  1. Shalom Rabino Avraham e queridos colegas.

    Peço permissão para trazer um pequeno comentário sobre a Parashá Pecudê, conforme o livro “A Bondade Para Avraham” pagina 264.

    Desde já agradeço ao colega Francisco Sousa por compartilhar conosco sua experiencia e já peço perdão pelos meus erros de compreensão devido o meu baixo nível espiritual em relação a um assunto tão elevado graças a D’us.

    Nessa Parashá, o Rabino Avraham começa falando sobre a Cabalá, ele nos traz que Hashem criou nosso mundo inferior conforme o modelo do mundo Superior, aprendemos que o mundo espiritual é paralelo ao nosso mundo físico em estrutura, porem, diferem no foto de um ser grosseiro e corpóreo e o outro , espiritual e puro. Em outras aulas do Rabino nos ensina que tudo que fazemos aqui no mundo terrestre repercute no mundo espiritual, com isso podemos entender a importância dos nossos atos aqui em baixo, e como isso pode afetar nossas vidas, seja de modo positivo ou negativo.

    O Rabino nos diz que existe uma qualidade preeminência da teshuvá (retorno) no sentido de que esse processo permite que uma pessoa retifique completamente tudo que deveria ter sido alcançado no passado, nos assuntos de Torá e mitzvot . Podemos focar na palavra “retificação”, pois o Rabino sempre nos ensina sobre a importância da retificação do nosso caráter para uma vida justa e reta, para os judeus existe a teshuvá, para nós os Noéticos, o que podemos fazer é viver uma vida reta e justa, nos afastando de tudo que é errado e impuro. Um processo que pode levar uma vida inteira nos ensina nosso mestre. O retorno a uma vida Noética de acordo com Torá, “se é que podemos chamar de retorno,” traz equilibre para nossas vidas, porque retifica qualquer mancha na Shechinah (Presença Divina) também pelo fator importante de nos afastarmos de toda ou qualquer idolatria dos nossos antepassados, iluminando e expandindo nossa consciência, e assim removendo o fluxo que antes alimentava o lado negativo, as camarás da sitra achra, o outro lado, que D”us não permita, e agora com nossos pensamentos e ações retificados graças a D”us, passamos a ter novos comportamentos, assim rebaixamos o lada negativo e elevamos o lado da Santidade se D”us quiser.

    Aprendemos nessa aula que devido nosso egoísmo e arrogância não é possível que a pessoa faça uma aliança com D”us, pois a santidade não permite união com profanação impureza, mais uma vez esses ensinamentos santos e profundos mostra que não dar para ser um ben, ou bat Nôach, se não tiver de acordo com os ensinamentos da Tora, rebaixar nosso ego, e nossa arrogância é primordial para se unir ao Sagrado Bendito Seja Ele.

    O Rabino também nos ensina que se a pessoa realmente deseja de coração se legar com D”us, o Céus o ajuda, porque quando começamos a trilhar nesse caminho de retidão o lado negativo, vai fazer de tudo para nos barrar, nos desmotivar, por isso o Rabino sempre nos exorta a viver de forma a não abrir brechas, sempre fazendo cercas, nos afastando de coisas que não condiz com uma vida reta e justa.

    Nessa mesma Parashá, na pagina 268, o mestre traz as seguintes palavras; Agora, quando a pessoa não é ligada a D”us, ela vive nas trevas “frias e escuras” que é a terra escuríssima, como a própria escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é como a escuridão, ou seja, na degradação da luz, apenas como um eco distante.

    Aprendemos que para os Noéticos, é de suma importância está ligado a um Rabino, alguém que viva de acordo com a Torá, através dessa pessoa então aprender a se ligar a D”us da forma correta, não é de qualquer maneira, tudo deve ser com ordem e decência.

    Essa ligação deve ser constante, não basta se ligar hoje, tem que ser todos os dias, nos ensina o Rabino. O mestre sempre bateu forte nessa tecla, devido nossa falta de disciplina e comprometimento com os estudos, somos fruto de uma sociedade extremamente imediatista e superficial, mudar essa mentalidade, inverter esse desejo do “eu” e passar a viver pela fé em D”us, é um desafio que sozinhos não teremos forças e vamos acabar sucumbindo e sugados pelo mar da imoralidade que é tão presente que D”us não permita. Gostaria de agradecer ao Rabino Avraham pela sua bondade e cuidado a D’us por permiti essa interação e todos meus colegas e amigos por terem lido esse pequeno comentaria.
    Tudo de bom a todos
    Shalom

    Francisco Saturnino

  2. Shalom Rabino Avraham, boa tarde colegas, gostaria de expor um mínimo que entendi com a frase a seguir.

    “Ao realizar mitzvá , o “reflexo” egoísta é nulificado, apresentando a manifestação do amor que transborda d’alma do Yehudi , reconhecendo o amor de Hashem..”

    Como ensina nosso Mestre (uma mitzvá leva a outra) e assim sucessivamente a muitas se D-us quiser, a frase nos reforça muito no sentido que devemos estar atento com a Má inclinação mas também com a oportunidade de expulsá-la, e cumprir uma mitzvá ao mesmo tempo, colocando em seu lugar a caridade que ajudará outros e outros, assim entendo ser a vida de um Judeu, que busca sempre cumprir sua obrigações para não dar chance da má inclinação furar o bloqueio ou romper o ciclo que D-us nunca permita.

    É muito importante dizer o quanto aprendemos todos os dias com nosso Mestre, Graças a D-us, para que assim possamos continuar movendo o ciclo de benção que permitimos com o discernir pelo bem, pelo correto, sempre.

    Obrigado Mestre por tudo que o Sr, nos Proporciona, obrigado ao Sr, Francisco Sousa, pela dedicação e sempre em prontidão para ajudar, que Hashem abençoe a todos.

    Obrigado.
    Edson Bertoldo

    EXATO. MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

  3. Prezado Rabino e Prezados Colegas:

    Peço permissão ao Rabino Avraham para expressar meu parco entendimento da presente Parashá.

    A dinâmica da polaridade entre santificação e profanação é intensa, segundo traz o Rabino Avraham na Parashá Pecudê, em seu livro A Bondade Para Avraham. “Na mitzvá, o ‘reflexo’ egoísta é nulificado, permitindo somente a manifestação do amor que então efusa d’alma do Yehudi que, em reconhecendo o amor de Hashem, como em um reflexo de uma face na água, tem seu coração acordado, correspondendo então com amor ao Criador.” (A Bondade Para Avraham, página 265).

    O retorno a D’us, segundo o Rav, implica na nulificação das transgressões anteriores, uma retificação súbita, “com uma reviravolta e em um momento”, “retificando qualquer mancha na Shechinah (Presença Divina)” – ambas citações na página 264, da mesma obra do Rabino – , liberando os canais de santificação. Segundo explica o mestre, ao fazermos teshuvá deixamos de ser fontes de nutrição da sitra achra, através de nossas transgressões, e passamos a ser recipientes de kedushá, o que exige árduo processo de retificação, atos de bondade e cumprimento de mitzvót – para os Judeus, 613 mandamentos, para os bnei nôach, as 7 Leis de Noé e suas inúmeras ramificações – conforme os ensinamentos do Rabino.

    Que nos esforcemos cada vez mais para estarmos ligados a Hashem, com humildade e rebaixamento de nosso ego para, conforme admoesta o mestre na Parashá, ativar nossa “capacidade espiritual” (A Bondade Para Avraham, página 267) e atingir, se D’us quiser, a maturidade em nosso potencial específico de ajudar a trazer os Céus para a terra.

    Respeitosamente,

    Márcio

  4. “E como é sabido, o estudo da Cabalá pode verdadeiramente ajudar os corações perdidos que encontrem afinal os seus caminhos de retorno a D-us, pois a verdadeira origem e função da Cabalá é de inspirar a pessoa a mudar seus caminhos e atitudes, e assim, coloca-la em contato direto com D-us, fomentando a experiência do ‘espanto e deslumbramento` das verdadeiras profundezas espirituais da Torá. Se a pessoa não altera o seu caminho em direção ao ‘aumento de sua ligação com D-us e no cumprimento de Suas Leis´ então nada ela de fato ‘recebeu` de seu suposto aprendizado destes assuntos tão santos e que revelam a intimidade do pensamento de D-us. Pelo contrário, todo estudo destes assuntos sem comprometimento de uma vida santificada de acordo, é falso e trata apenas de vaidade e arrogância, o que contraria intrinsecamente toda santa Torá. Portanto, é fundamental entender que Cabalá significa “receber”. Assim, é importante receber na acepção da mais íntima da palavra, significando ‘transformar` , e deste modo, evoluir. Não existe evolução espiritual alguma sem verdadeiros esforços de submissão a D-us e às Suas leis. Rabino Avraham Chachamovits ‘CUIDADO SUA ALMA PODE ESTAR EM PERIGO’ pag 22/23.

    Shalom Rabino Avraham e amigos.
    Desculpe citar parte da obra do Sr. sem permissão, percebi neste trecho ligação muita intensa com o Shiur PECUDÊ.
    Esta aula nos ensina que em tudo tem que haver limites, em tudo que fazemos devemos ter equilíbrio, Pois se D-us nos julgasse só com severidade, acho que poucos alcançaria bênçãos. Então me desculpe se não compreendi de forma correta, seria como se puséssemos uma pitada de adoçamento em todo julgamento, como se Hashem além de julgar nossas ações seja levado em conta nossos pensamentos e sentimentos, e o mesmo é dito ao contrário se sairmos por aí fazendo atos que julgamos ser atos de bondade se neles não conter limites, estarei cometendo um grande erro, tudo que for feito tem que haver limites, nada que é feito sem iluminação e orientação da Torá é valido, temos que ter uma mente iluminada, perceber que ações e pensamentos nos fazem perceber estas Luzes. (VOCÊ ENTENDEU MUITO BEM)
    Perceber estas Luzes depende muito do grau de nosso entendimento e aceitação, compreender que devemos agir de maneira retificada e santa, então vejo que me doar aos estudos com humildade mente e coração aberto é o único caminho que me levará a perceber esta santa Luz, a necessidade de transformação é evidente aqui, pois não há como prosseguir se não haver mudanças em minha vida, pois só perceberei esta luz se algo em mim se modificar, pois ao contrário estarei como um barco a deriva, preciso transformar meu coração em um Tabernáculo Santo, para assim poder andar com Hashem, claro que dentro de meus limites de compreensão e aceitação, preciso ser um recipiente de Paz, e assim criarei barreiras contra as más influencias, e para este processo dar certo necessito de ação, devo sair do mundo da teoria, da escuridão, dos atos não corretos, da falta de compromisso e responsabilidade espiritual, mais para sair por aí enfrentando as Klipas tenho que ter as ferramentas e armas certas pois se não serei derrotado por minha arrogância e presunção, tenho que admitir e aceitar que só em Hashem há força, sem a ajuda de Hashem eu nada conseguirei, que tudo que eu construir foi por Ele permitido e para Sua Glória.

    Desculpe se não compreendi esta santa aula, a necessidade de mudanças é muito grande e eu conseguirei se D-us quiser.
    Alessandro

    MUITO BOM. RAB. AVRAHAM

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